Tóquio encerra Jogos Olímpicos celebrando a união

(COI/Rede Social)

Os Jogos Olímpicos de Tóquio terminaram neste domingo (08/08) celebrando a união entre os povos, em uma cerimônia sem público e com a presença de poucos atletas no Estádio Olímpico, devido à pandemia de covid-19.

Realizado em meio a incertezas e sob forte desconfiança e oposição da maior parte dos japoneses, o evento esportivo quis ser uma mostra de que a humanidade, unida, pode vencer o coronavírus.

Após 17 dias, a avaliação do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da comissão organizadora Tóquio 2020 é que a missão foi cumprida com êxito, com pouquíssimos casos de covid-19 entre os envolvidos no evento.

“Vocês, os japoneses, podem estar extremamente orgulhosos do que conquistaram. Em nome dos atletas, dizemos: ‘Obrigado, Tóquio. Obrigado, Japão”, proclamou Thomas Bach, presidente do COI na cerimônia.

Tóquio 2020 entra para história como uma edição democrática dos Jogos, com 93 países diferentes conquistando ao menos uma medalha, o que representa um recorde. A melhor marca era de Pequim 2008, com 87 delegações representadas no pódio ao menos uma vez. Além disso, no Japão, 64 nações obtiveram ao menos um ouro, cinco a mais que no Rio 2016, que detinha o recorde nesse quesito.

O Brasil fez a melhor campanha da história em Jogos Olímpicos e terminou na 12ª posição no quadro de medalhas, com 21 pódios. 

A chama Olímpica foi apagada neste domingo e começou a contagem regressiva para Paris, em 2024 – faltam exatamente 1.083 dias.

Cerimônia econômica

Intitulada O mundo que compartilhamos, com gastos reduzidos e a participação de poucas pessoas devido à pandemia de covid-19, a cerimônia de encerramento não chegou a impressionar, mas rendeu bons momentos. Um deles foi quando os atletas presentes acenderam as luzes de seus celulares para lembrar todos os que não puderam estar na cerimônia. Em uma animação 3D, essas luzes se multiplicaram, sobrevoaram o estádio e formaram os arcos olímpicos.

Os japoneses também homenagearam a nova sede, Paris, com La vie en rose e outras músicas do folclore francês.

A cerimônia também quis mostrar um lado descontraído de Tóquio, que os atletas pouco puderam conhecer, já que podiam se deslocar apenas da Vila Olímpica ou de seus hotéis para os locais de treinamento e competições.

Em uma das apresentações, muitos estilos diferentes se mesclaram para dar a ideia de como é um característico dia de sol em um parque de Tóquio.

O Japão tradicional foi representado com o tambor taiko e por uma sequência de danças de quatro regiões diferentes que são passadas de geração em geração. Também houve referência aos tradicionais odoris, festivais de verão japoneses.

A escolha do porta-bandeira do país anfitrião também esteve envolta de significado. Kiyuna Ryo, medalhista de ouro na modalidade kata do karatê, conduziu a bandeira. Ele nasceu na ilha de Okinawa, o berço do karatê. O esporte estreou em Jogos Olímpicos em Tóquio, mas não deve continuar entre as modalidades em Paris 2024.

Rebeca Andrade, a porta-bandeira brasileira

A porta-bandeira brasileira foi Rebeca Andrade, que conquistou a primeira medalha do Brasil da história na ginastica artística feminina, com a prata no individual geral, e o ouro no salto, tornando-se a primeira mulher brasileira a conquistar duas medalhas na mesma edição dos Jogos Olímpicos. 

“Foi uma sensação maravilhosa, uma emoção enorme. É difícil até descrever o que estou sentindo. Fui escolhida para ser a porta-bandeira, mesmo diante de tantos atletas maravilhosos e incríveis. Estou muito feliz e honrada. Hoje está sendo um dos melhores dias de toda a minha vida”, afirmou a atleta.

Além de Rebeca, participaram da cerimônia pelo Brasil o medalhista de ouro no boxe Hebert Conceição, representando os atletas masculinos, Francisco Porath, técnico de Rebeca, representando os treinadores do Brasil, Ana Carolina Côrte, a coordenadora médica do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Sebastian Pereira, o vice-chefe da missão, e Bira, o funcionário mais antigo do COB.

Na abertura, como demonstração de resguardo frente à pandemia, o Brasil, diferentemente de outros países como Argentina, França e Estados Unidos, já tinha optado por enviar uma delegação bastante reduzida. Na ocasião, a bandeira foi conduzida pela judoca Ketleyn Quadros e pelo jogador de vôlei Bruninho. Completaram a delegação o chefe da missão e vice-presidente do Comitê Olímpico do Brasil, Marco La Porta, e Joyce Ardies, funcionária da entidade.

Em razão da pandemia, 63 das 206 delegações não contavam mais com representantes em Tóquio para a cerimônia de encerramento e, por essa razão, suas bandeiras foram carregadas por voluntários.

Pódio feminino da maratona

A cerimônia contou ainda, como é tradição, com o pódio dos vencedores da maratona, prova mais tradicional dos Jogos Olímpicos. No entanto, pela primeira vez na história, as mulheres também foram laureadas durante o encerramento, em um claro aceno que reforça o conceito de igualdade de gênero.

Ambas as provas tiveram quenianos como medalhistas de ouro – Peres Jepchirchir no feminino e Eliud Kipchoge no masculino (ele já havia conquistado o ouro no Rio, em 2016). Desta forma, o hino do Quênia foi executado duas vezes.

Passagem de bastão para Paris

O governador de Tóquio, Yuriko Koike, entregou a bandeira olímpica ao presidente do COI, que por sua vez a repassou à prefeita de Paris, Anne Hidalgo.

O gesto simbólico foi seguido pela execução do hino francês, La Marseillaise, pela Orquestra Nacional Francesa e músicos em espaços tradicionais de Paris, como o Museu do Louvre e o Stade de France, cujas imagens foram projetadas em telões no estádio de Tóquio.

O astronauta Thomas Pesquet também interpretou parte do hino francês no saxofone diretamente da Estação Espacial Internacional com vistas espetaculares da Terra, seguido por fotos aéreas do Musée d’Orsay e do Arco do Triunfo, entre outros pontos turísticos.

Tóquio então se conectou ao vivo a Paris, onde câmeras em frente à Torre Eiffel mostraram centenas de pessoas celebrando a contagem regressiva para a próxima edição dos Jogos, enquanto a unidade de voo acrobático do exército francês, a Patrouille de France, desenhava com fumaça a bandeira nacional no céu.

Daqui a três anos, Paris sediará os Jogos Olímpicos pela terceira vez – as outras edições foram em 1900 e em 1924. 

Poucos casos de covid-19

O número de casos de covid-19 entre todos os participantes dos Jogos Olímpicos de Tóquio chegou a 430, após 26 novos contágios terem sido registrados neste domingo.

O total de infectados inclui atletas, representantes de comitês e federações, jornalistas e outras pessoas envolvidas nos Jogos, que foram sistematicamente testadas desde 1º de julho. De todos os casos, 29 foram de atletas, e nenhum foi grave.

Mais de 600 mil testes PCR e apenas 0,02% tiveram resultado positivo, de acordo com os organizadores.

Agora, a capital japonesa se prepara para receber os Jogos Paralímpicos, de 24 de agosto a 5 de setembro. O Brasil estará representado no evento pela maior delegação fora do país.

Por Deutsche Welle
le (afp, efe, ots)

Daniel Alves analisa final contra Espanha

Reprodução Twitter Oficial @CBF_FUTEBOL / Lucas Figueiredo/CBF

Sábado, dia 7 de agosto de 2021, às 8h30m (horário de Brasília), o maior vencedor da história do futebol pode conquistar um dos poucos títulos que ainda não tem. Aos 38 anos, Daniel Alves disputa sua primeira final olímpica. Quis o destino que o adversário fosse a Espanha, país onde deslanchou na carreira atuando por Sevilla e Barcelona. O lateral-direito sabe que vive um momento único e, como capitão, transmite a vontade de mais uma vitória ao jovem elenco brasileiro.

“A paixão, a gana e a vontade de fazer grandes coisas no futebol é muito grande, torna esse jogo especial, o adversário torna esse jogo especial, o momento torna esse jogo especial. Então a gente precisa encará-lo dessa maneira, a gente precisa desfrutar. Não é todo dia que se chega a uma final de Olimpíadas, não vão ser muitos os que vão poder jogar uma ou outra Olimpíada. É um momento especial e em momentos especiais você tem que se preparar bem, você tem que vivenciá-los com muita intensidade porque eles não voltam”, disse o jogador em entrevista coletiva.

O técnico André Jardine pode ter um grande reforço para a final de sábado. O atacante Matheus Cunha, que ficou de fora da semifinal contra o México, treinou com o grupo nesta quinta-feira e tem chances de enfrentar a Espanha. Se não tiver condições, Paulinho deve ser novamente o substituto. Malcom, Reinier e Martinelli também disputam a posição.

O Brasil chega à final com três vitórias e dois empates. A classificação veio após um 0 a 0 com o México e vitória nos pênaltis por 4 a 1. A Espanha também venceu três vezes e empatou duas, mas vem de duas vitórias consecutivas: nas quartas de final, contra a Costa do Marfim, por 5 a 2, e na semifinal contra o Japão, por 1 a 0, na prorrogação.

Por Mauricio Costa – Repórter da TV Brasil e Rádio Nacional 

Após brilhar em Tóquio, Alison dos Santos quer novos desafios

Alison dos Santos, bronze nas Olimpíadas de Tóquio (Gaspar Nóbrega/COB/via Agência Brasil)

Na madrugada desta terça-feira (3), aos 21 anos, Alison dos Santos fez história na pista do Estádio Olímpico durante a Olimpíada de Tóquio (Japão). Quebrando a marca sul-americana pela 6ª vez nos últimos meses, ele faturou a medalha de bronze na prova dos 400 metros (m) com barreiras com a incrível marca de 46s72. Esta foi a primeira vez que um atleta da América do Sul correu abaixo de 47s.

Alison também encerrou um jejum de 33 anos sem conquistas nacionais em provas individuais de pista do atletismo brasileiro. As últimas haviam sido o bronze de Robson Caetano, nos 200 m rasos, e a prata de Joaquim Cruz, nos 800 m rasos nos Jogos de 1988 (Seul).

“Há alguns dias acabei vendo nas redes sociais duas frases muito inspiradoras. Se alguém já fez, eu também posso. Se ninguém fez, por que eu não posso ser o primeiro? Foi em cima disso que meu técnico e eu trabalhamos focados na medalha. Quebrar esse jejum de medalhas brasileiras em edições de Jogos Olímpicos é sensacional, assim como em Doha, no Mundial de 2019, eu fui à final, algo que um brasileiro não ia há 19 anos. Tenho certeza de que posso muito mais”, declarou o corredor durante entrevista coletiva promovida pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) na noite desta terça-feira (3).

Outro fato que demonstra o quanto foi expressiva a conquista é que, em todas as finais olímpicas disputadas até os Jogos da capital japonesa, o tempo alcançado pelo brasileiro seria suficiente para conquistar a medalha de ouro na prova. O brasileiro só não alcançou o lugar mais alto do pódio porque o nível da disputa foi absurdo. O norueguês Karsten Warholm levou o ouro quebrando o recorde mundial, e correndo pela primeira vez na história abaixo de 46 segundos (45s94). Já a prata ficou com o norte-americano Rai Benjamin (46s17).

Porém, o paulista confia em seu potencial e sabe que pode ser ainda mais rápido nos próximos desafios. “Sempre tem algo para corrigir, para melhorar. A marca de 46s era praticamente impossível, mas a gente foi lá e fez. Agora, queremos mais. Sem colocar limites, quero seguir em busca de outras vitórias para, no final da minha carreira, poder olhar para trás e ter a certeza de que coloquei meu nome na história. E vou ser referência para todos que sonham em se tornar um atleta profissional”, concluiu.

Por Juliano Justo, da Agência Brasil

Ana Marcela é ouro na maratona aquática

Ana Marcela Cunha, ouro nas Olimpíadas de Tóquio (Jonne Roriz/COB/via Agência Brasil)

A brasileira Ana Marcela Cunha conquistou a medalha de ouro na prova dos 10 quilômetros (km) da maratona aquática da Olimpíada de Tóquio (Japão). Ela venceu a prova nesta terça-feira (3) na Marina de Odaiba com o tempo de 1h59min30s8.

A atleta da Unisanta, de Santos, esteve no pelotão da frente durante praticamente toda a prova. Nos 5,2 km de prova, ela cravou a marca de 1h02min30s5, mais de três segundos à frente das perseguidoras mais próximas. Após cair para o quarto lugar, a nadadora voltou a assumir a ponta aos 8,6km para seguir na liderança até cruzar o pórtico de chegada.

A medalha de prata ficou com holandesa Sharon van Rouwendaal (ouro na Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro), que fez o tempo de 1h59min31s7, enquanto a australiana Kareena Lee ficou com o bronze, com a marca de 1h59min32s5.

Na carreira, a baiana de 29 anos já foi eleita seis vezes a melhor atleta do mundo em maratonas aquáticas. Além disso, ela é tetracampeã mundial em provas de 25 km (2011, 2015, 2017 e 2019) e campeã pan-americana em Lima (2019) na prova de 10 km. Nos Jogos de 2008 (Pequim), ela finalizou na quinta posição. Após não se classificar para os Jogos de 2012 (Londres), Ana Marcela voltou a competir no Rio de Janeiro, em 2016, quando acabou no 10º lugar.

Por Juliano Justo, da Agência Brasil

Tóquio: Brasil leva quatro medalhas no 12º dia de competição

Reprodução / Twitter Oficial @TimeBrasil / Jonne Roriz/COB

Futebol

O sonho do bicampeonato continua vivo. A seleção brasileira de futebol masculino se classificou na manhã deste terça-feira (3) para a final da Olimpíada de Tóquio, após derrotar o México nos pênaltis por 4 a 1, já que o placar de 0 a 0 permaneceu até o final da prorrogação.

O confronto foi realizado no estádio Ibaraki Kashima, na cidade de Kashima. O  adversário brasileiro na final será a Espanha que derrotou o Japão na prorrogação por 1 a 0. A briga pelo ouro será no sábado (7), às 8h30 (horário de Brasília).

Vôlei

O time brasileiro de vôlei masculino, atual campeão olímpico, derrotou hoje o anfitrião Japão por 3 sets a 0 para chegar às semifinais, em que enfrentará o Comitê Olímpico Russo (ROC), que venceu o Canadá também por 3 sets a 0.

O Japão avançou às quartas de final pela primeira vez em 29 anos, mas o atual campeão Brasil derrotou os anfitriões por 25/20, 25/22 e 25/20 na Ariake Arena, com saques e ataques poderosos. Brasileiros voltam a enfrentar os russos, para quem perdeu por 3 a 0 na fase de classificação, na madrugada de quinta-feira.

Boxe

O boxe brasileiro conquistou na manhã desta terça-feira uma medalha de bronze na Olimpíada de Tóquio com Abner Teixeira (91 kg) e assegurou outra, antecipadamente, com a peso leve Bia Ferreira, única que venceu hoje, na Arena Kokugikan, na capital japonesa. 

Favorita ao ouro, a campeã mundial avançou às semifinais na categoria até 63 kg. Como na modalidade não há disputa de terceiro lugar, quem ganha nas quartas já garante o bronze. O país tem ainda um terceiro bronze encaminhado com Hebert Conceição (75 kg) que disputa a semi na quinta (5), às 3h (horário de Brasília). 

Ginástica artística

Fechando a participação brasileira na ginástica artística, a carioca Flávia Saraiva representou o país hoje na final da prova da trave e ficou na sétima posição. Flavinha, de 20 anos, somou um total de 13.133 pontos na tabela de classificação. A disputa aconteceu no Centro de Ginástica de Ariake, na capital Tóquio.

A ginástica artística brasileira conquistou duas medalhas em Tóquio. A paulista Rebeca Andrade levou medalha de prata na prova individual geral e ouro no salto.

Já a norte-americana Simone Biles fez um retorno destemido à competição nesta terça-feira, fechando com medalha de bronze na trave de equilíbrio, após abandonar a competição por equipes na última terça-feira (27 de julho), alegando problemas de saúde mental.

Wrestling

A brasileira Laís Nunes foi superada pela búlgara Taybe Yusein por 4 a 1 nas oitavas de final da categoria até 62 kg no estilo livre do wrestling. A luta foi disputada na noite desta segunda-feira (2) no Centro de Convenções Makuhari Messe.

Atletismo

De ontem pra hoje, o atletismo brasileiro conquistou duas medalhas de bronze. O brasileiro Alison dos Santos conquistou a medalha de bronze na prova dos 400 metros (m) com barreiras, na noite desta segunda-feira (2) no Estádio Olímpico. Essa foi a primeira medalha do atletismo do Brasil na atual edição dos Jogos Olímpicos. O paulista de 21 anos cravou o tempo incrível de 46s72, quebrando o recorde sul-americano e baixando pela primeira vez a marca de 47 segundos.

Campeão olímpico na Rio 2016, o paulista Thiago Braz conquistou medalha de bronze na prova de salto com vara. O atleta de 27 anos obteve como melhor salto 5,87m.

Outros 10 brasileiros entraram no Estádio Olímpico para participar de quatro provas de atletismo, mas nenhum deles conseguiu avançar às disputas por medalhas. Nos 1500 m rasos, o brasileiro Thiago André finalizou a sua bateria na 13ª colocação, com o tempo de 3min47s71, e foi eliminado.

Já na prova do salto triplo, o Brasil contou com a participação de três atletas. No grupo A, Alexsandro Melo, após saltar 15,65 m na primeira oportunidade, se lesionou e abandonou a prova. Na mesma chave, Mateus de Sá conseguiu 16,49 m. No grupo B, Almir Júnior não passou de 16,27 m e também foi eliminado na fase inicial.

Tiffani Marinho representou o Brasil nos 400 m rasos. Com o tempo de 52s11, ela saiu forte e chegou a estar entre as três primeiras, que avançam diretamente, mas perdeu fôlego e finalizou em quinto, e não foi adiante no torneio.

Jucilene Lima, no arremesso de dardo, ficou com a marca de 60,14 m, fechando na 6ª posição do Grupo A. Na chave B, a brasileira Laila Ferrer obteve a 10ª posição com 59,47 m. A dupla foi eliminada na primeira fase.

Nos 200m rasos, Jorge Vides acabou a primeira bateria em quarto lugar com 20s94. Na terceira bateria, Aldemir Júnior fez apenas 20s84. Na quinta série, Lucas Vilar fez 21s31, fechando em sexto lugar. O trio verde e amarelo não conseguiu seguir adiante.

Hipismo

O cavaleiro Yuri Mansur é o primeiro finalista da delegação brasileira de hipismo na Olimpíada de Tóquio. O paulistano, de 42 anos, se classificou na madrugada de hoje (3) à final dos saltos, que ocorrerá amanhã, às 7h, no Parque Equestre, na capital japonesa. 

A competição contou também com o cavaleiro maranhense Marlon Zanotelli, de 33 anos,que ficou bem perto da classificação com o cavalo VDL Edar, mas cometeu uma falta e não avançou. O torneio individual de saltos reuniu 73 atletas e  apenas os 30 primeiros colocados lutarão por medalhas. 

Vela

A dupla brasileira Martine Grael e Kahena Kunze conquistou o bicampeonato olímpico da classe 49er FX da vela no início da madrugada desta terça-feira na Marina de Enoshima. A confirmação do ouro na Olimpíada de Tóquio (Japão), com 76 pontos perdidos, veio com a terceira colocação na regata da medalha.

Canoagem

Os brasileiros Isaquias Queiroz e Jacky Godmann terminaram a prova do C2 1000 metros (m) da canoagem de velocidade, com o tempo de 3min27s603, na noite de hoje no Canal Sea Foreste.

Vôlei de praia

As brasileiras Ana Patrícia e Rebecca se despediram do torneio de vôlei de praia da Olimpíada de Tóquio após serem derrotadas pelas suíças Joana Heidrich e Anouk Verge-Depre por 2 sets a 1 (parciais de 19/21, 21/18 e 12/15) nas quartas de final da competição, na noite de ontem, no Parque Shiokaze.

Alison e Álvaro Filho é a única dupla brasileira no vôlei de praia com chances de subir ao pódio. Eles entram em quadra hoje para enfrentar Plavins e Tocs, da Letônia, pelas quartas de final. O duelo será às 22h (horário de Brasília).

Maratona aquática

O Brasil volta a nadar por medalha na noite desta terça-feira. Favorita a subir ao pódio, a atleta brasileira Ana Marcela Cunha vai disputar a final da maratona aquática de 10km às 18h30 (horário de Brasília) na Marina de Odaiba, na capital Tóquio.

Levantamento de peso

A neozelandesa Laurel Hubbard fez história nesta segunda-feira ao se tornar a primeira atleta transgênero a competir em uma Olimpíada, mas sofreu uma eliminação precoce na final da prova feminina do levantamento de peso, depois de três tentativas fracassadas.

Aos 43 anos, Hubbard era a competidora mais velha da categoria 87kg em Tóquio, onde sua inclusão desencadeou um debate intenso sobre as condições mais justas para as mulheres, a identificação de gênero e a inclusão.

Bolões e madrugadas em claro

Em 2021, o ex-esgrimista brasileiro Renzo Agresta, medalhista em três Jogos Pan-Americanos e representante do Brasil em quatro edições de Olimpíadas, não compete mais, mas acompanha os jogos de Tóquio pela TV durante a madrugada e participa de bolões com amigos. Assim, brasileiros em todo país acompanham os jogos de Tóquio.

Ouro de Ítalo

A vitória do surfista Ítalo Ferreira nos Jogos de Tóquio não rendeu ao Brasil apenas a primeira medalha de ouro da modalidade em Olimpíadas, mas também ajudou a reaquecer o comércio na região onde ele nasceu.

O ganhador do primeiro ouro olímpico do surfe voltou para o município litorâneo de Baía Formosa, no Rio Grande do Norte, logo após a conquista no Japão, atraindo turistas e jornalistas para sua cidade natal.

Por Agência Brasil

Brasil e México decidem vaga na final de Tóquio

Reprodução / twitter Oficial @CBF_FUTEBOL / Lucas Figueiredo / CBF

Os dois últimos campeões olímpicos do futebol masculino vão decidir quem continua sonhando com mais um ouro, nesta terça (3), às 5h (hora de Brasília), no estádio Kashima. O vencedor de Brasil e México vai à final dos Jogos de Tóquio contra Japão ou Espanha, que se enfrentam na outra semifinal.

O atacante Matheus Cunha sofreu uma contratura e é dúvida na seleção brasileira. O treinador André Jardine faz mistério quanto ao substituto, mas Paulinho e Reinier são as opções mais prováveis. “Treinamos uma opção, mas não vou abrir pra não facilitar a vida do México. Tenho certeza que a coletividade não sai prejudicada.”

Em jogos olímpicos, Brasil e México só se enfrentaram uma vez, na final de Londres em 2012 que terminou com a vitória de 2 a 1 dos mexicanos. Para o meia Anthony essa lembrança não passa pela cabeça dos jogadores. “Não me recordo muito bem, só tinha 12 anos. Não vira assunto aqui pra gente.”

Por Rodrigo Ricardo – Repórter da TV Brasil e Rádio Nacional

Olimpíada: Alison e Álvaro vão às oitavas no vôlei de praia

Reprodução / Twitter Oficial @timebrasil

A dupla Alison e Álvaro Filho venceu nesta quinta-feira (29) os holandeses Robert Meeuwsen e Alexander Brouwer por 2 sets a 0, com parciais de 21/14 e 24/22. A partida foi disputada no Parque Shiozake, na capital japonesa. O triunfo selou a classificação dos brasileiros às oitavas de final do vôlei de praia da Olimpíada de Tóquio.

Com esta vitória, Alison e Álvaro Filho vão aguardar os resultados das partidas de amanhã (30) para saber quem enfrentarão na fase mata-mata. A dupla nacional se recuperou, já que perdeu na última rodada para os norte-americanos Phil Dalhausser e Nick Lucena por 2 sets a 1 (22/24, 21/19 e 13/15). Na estreia, eles derrotaram os argentinos Julián Azaad e Nicolas Capogrosso por 2 sets a 0 (parciais de 21/16 e 21/17).

O jogo

O confronto começou favorável para os holandeses, que abriram três pontos de vantagem (5 a 2). O Brasil conseguiu a igualar quando fez 7 a 7. No decorrer do duelo, Alison e Álvaro subiram de produção e fizeram 18 a 13. Na sequência, eles fecharam o primeiro set por 21 a 14.

O segundo set foi bem mais apertado. Até 10 a 10, a maior diferença foi para Brouwer e Meeuwsen, que fizeram 8 a 6. A disputa foi acirrada até Alison e Álvaro fecharem o marcado em 24 a 22.

Por Rafael Monteiro – Repórter da Rádio Nacional 

Rebeca Andrade fatura 1ª medalha na ginástica feminina do Brasil

Reprodução / Twitter Oficial @timebrasil / Gaspar Nóbrega/COB

A paulista Rebeca Andrade,de 22 anos, entrou para a história da ginástica artística do Brasil ao conquistar a prata no individual nos Jogos de Tóquio (Japão), a primeira medalha olímpica feminina do país na modalidade, na manhã desta quinta-feira (29).  Rebeca somou ao final dos quatro aparelhos 57.298 pontos, ficando atrás somente da norte-americana Sunisa Lee (57.433) e à frente de Angelina Melnikova, do Comitê Olìmpico Russo (ROC, sigla em inglês) que totalizou 57.199. A brasileira ainda tem chances reais de conquistar mais medalhas nas disputas de salto e solo a partir de domingo (1º de agosto). 

Rebeca já começou brilhando na apresentação do salto, primeiro dos quatro aparelhos, com nota 15.300, a mais alta entre todas as competidoras. Na sequência, nas assimétricas, Rebeca cravou outra nota alta: 14.666. Depois, na trave, a ginasta conseguiu 3.566, mas a comissão técnica entrou imediatamente com recurso, que foi aceito e a nota revisada para 13.666. Antes da apresentação no solo, Rebeca estava na terceira posição geral. No último aparelho, a brasileira cometeu dois pequenos erros (pisou fora do tablado) e obteve 13.666. O desempenho geral nos quatro aparelho garantiu à brasileira a medalha de prata e o melhor desempenho feminino do país na modalidade em Jogos Olímpicos. Brasil agora totaliza sete medalhas em Tóquio 2020.

A conquista inédita para o país tem gosto ainda mais especial para Rebeca, que rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho em 2019 e teve de passar por três cirurgias. A atleta voltou a treinar forte no início de 2020 e só veio a assegurar a vaga em Tóquio em junto deste ano, ao vencer a prova individual  Pan-Americano de Ginástica, no Rio de Janeiro. 

Rebeca Andrade se classificou para a final do individual geral em Tóquio em segundo lugar, atrás da favorita norte-americana Simone Biles, que desistiu da competição para se concentrar em sua saúde mental.

Por Agência Brasil

No sexto dia da Olimpíada, Brasil avança no futebol e na canoagem

Reprodução / Lucas Figueiredo / Facebook Oficial CBF

A seleção olímpica brasileira de futebol masculina se classificou às quartas de final nos Jogos de Tóquio (Japão) em primeiro lugar no Grupo D, rumo ao bicampeonato. A liderança foi definida após o Brasil vencer a Arábia Saudita por 3 a 1 no estádio de Saitama, na cidade japonesa de mesmo nome. A equipe vai enfrentar o Egito, segundo colocado do Grupo C, nas quartas de final do torneio, no sábado, às 7h.

Canoagem

O Brasil terá dois representantes nas semifinais da categoria slalom, que começam nas primeiras horas desta quinta-feira (29). Ana Sátila garantiu a classificação na madrugada de hoje (28) na canoa individual (C1) e Pedro Gonçalves, o Pepê, no caiaque individual (K1). Sátila disputa as semifinais às 2h (horário de Brasília) desta quinta (29), e Pepê na sexta (30), também às 2h. As finais serão disputadas na sequência das semifinais. 

Judô

A judoca Maria Portela foi eliminada nas oitavas de final da categoria até 70 kg, em uma luta histórica e polêmica, no Budokan. O combate desta quarta-feira, entre a gaúcha e a russa Madina Taimazova durou mais de 14 minutos, dez só de golden score (tempo extra no qual vence o atleta que pontuar primeiro). A vitória da russa foi decretada após a brasileira receber um terceiro shido (punição) por falta de combatividade.

Vôlei de praia

As brasileiras Ana Patricia e Rebecca foram derrotadas por Tina Graudina e Anastasija Kravcenoka, da Letônia, por 2 sets a 1 (parciais de 15/21, 21/12 e 12/15), no início da madrugada desta quarta-feira, no Parque Shiokaze.

Este foi o primeiro revés, no Grupo D da competição, da equipe do Brasil, que superou as quenianas Gaudencia Makokha e Brackides Khadambi por 2 sets a 0 na estreia. Agora, Ana Patricia e Rebecca enfrentam Kelly Claes e Sarah Sponcil na próxima sexta-feira (30), a partir das 21h (horário de Brasília), em busca de uma vaga para as oitavas de final.

Natação

Não deu para o brasileiro Leonardo de Deus na final dos 200 m (metros) estilo borboleta. O nadador sul-mato-grossense terminou a prova desta terça-feira (27), no Centro Aquático da capital japonesa, em sexto lugar, com o tempo de 1min55s19. A marca ficou 24 centésimos acima da estabelecida por ele na semifinal, quando fez o segundo melhor tempo.

Já no revezamento 4×200 metros (m) estilo livre, a equipe do Brasil terminou a final na oitava e última posição. A prova de hoje foi realizada no Centro Aquático da capital japonesa. O jovem quarteto formado por Fernando Scheffer, Murilo Sartori, Breno Correia e Luiz Altamir cravou o tempo de 7min8s22, quase meio segundo acima da marca feita na eliminatória, que também rendeu a eles o oitavo lugar.

Badminton

O aniversário de 33 anos de Fabiana Silva não foi comemorado como o esperado. Nesta quarta-feira (27), a fluminense se despediu do torneio feminino da modalidade ainda na primeira fase, ao perder da chinesa naturalizada norte-americana Beiwen Zhang por 2 sets a 0, com parciais de 9/21 e 10/21, no Parque Florestal Musashino.

Número 69 no ranking da Federação Internacional da modalidade (IBF, sigla em inglês), Fabiana precisava vencer a rival (14ª do mundo) sem perder sets e com uma diferença maior que 14 pontos para ficar à frente na classificação do Grupo H.

Tênis feminino

A dupla brasileira formada por Laura Pigossi e Luisa Stefani se classificou para as semifinais dos Jogos de Tóquio, ao derrotar de virada as norte-americanas Jessica Pegula e Bethanie Mattek-Sands por 2 sets a 1, em 1h26min de partida. Com o resultado, a dupla já iguala o melhor resultado do tênis brasileiro na história dos Jogos Olímpicos, que foi a semifinal de Fernando Meligeni, em Atlanta 1996.

Ginástica artística

O Fluminense Caio Souza terminou na 17ª posição na final do individual geral masculino de ginástica artística. A competição foi realizada nesta quarta-feira (28) no Centro de Ginástica de Ariake, no distrito de Ariake, na capital Tóquio. Já o paulista Diogo Soares foi o 20° colocado. Estiveram na disputa 24 competidores que saltaram em busca de medalha na decisão.

Diogo, de 19 anos, caçula da ginástica artística, somou um total de 81.198 pontos, enquanto Caio finalizou sua participação com 81.532 pontos na tabela de classificação.

Tênis de mesa

O carioca Hugo Calderano, número seis do mundo, está fora da disputa de medalha na chave de simples do tênis de mesa. O brasileiro foi superado por 4 sets a 2 nas quartas de final pelo alemão Dimitrij Ovtcharov, 12º no ranking mundial da Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF, sigla em inglês).

Apesar da eliminação, Calderano obteve o melhor desempenho do país na modalidade em Jogos Olímpicos – na Rio 2016 ele saiu nas oitavas.

Vôlei

A seleção brasileira masculina de vôlei perdeu nesta quarta-feira para a equipe Russa (ROC, na sigla em inglês) por 3 sets a 0, com parciais de 25/22, 25/20 e 25/20. O duelo foi realizado na Arena de Ariake, na capital Tóquio.

Com este resultado, o Brasil caiu para a terceira colocação do Grupo B. Já a Rússia assumiu a liderança, enquanto os Estados Unidos ocupam a vice-liderança.

Por Agência Brasil

Ítalo Ferreira conquista primeiro ouro das Olimpíadas de Tóquio

(Jonne Roriz/COB)

O brasileiro Ítalo Ferreira tirou onda, ou melhor, dominou as ondas na Praia de Tsurigasaki, onde ocorreram as disputas do surfe na Olimpíada de Tóquio (Japão). O potiguar conquistou na madrugada desta terça-feira (27) a primeira medalha de ouro  do surfe, modalidade estreante nos Jogos Olímpicos. Atual campeão mundial, Ítalo dominou a final contra o japonês Kanoa Igarashi, vencendo  por 15.14 a 6.6. A medalha de bronze ficou com o australiano Owen Wright, que venceu o brasileiro Gabriel Medina por 11.97 a 11.77 na disputa pelo pódio.

“Muito feliz. Foi um dia incrível, especial, trabalhei muito para isso e acreditei. É incrível.”, disse Ítalo ao site do Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

Moradores de Baía Formosa (RN), cidade Natal do campeão, comemoraram o primeiro ouro para o país em Tóquio.

Na estreia da competição, Ítalo liderou a primeira bateria, com o somatório de pontos de 13.67. Com esta pontuação, ele ficou à frente do japonês Hiroto Ohhara (11.40), do italiano Leonardo Fioravanti (9.43) e do argentino Lele Usuna (8.27).

Classificado para as oitavas de final, o brasileiro derrotou o neozelandês Billy Stairmand por 14.54 a 9.67. Nas quartas, ele voltou a encarar o japonês Hiroto Ohhara, que esteve presente na bateria inicial. Ítalo mais uma vez levou vantagem, e derrotou o oponente por 16.3 a 11.9.

Por Rafael Monteiro – Repórter da Rádio Nacional