Tóquio encerra Jogos Olímpicos celebrando a união

(COI/Rede Social)

Os Jogos Olímpicos de Tóquio terminaram neste domingo (08/08) celebrando a união entre os povos, em uma cerimônia sem público e com a presença de poucos atletas no Estádio Olímpico, devido à pandemia de covid-19.

Realizado em meio a incertezas e sob forte desconfiança e oposição da maior parte dos japoneses, o evento esportivo quis ser uma mostra de que a humanidade, unida, pode vencer o coronavírus.

Após 17 dias, a avaliação do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da comissão organizadora Tóquio 2020 é que a missão foi cumprida com êxito, com pouquíssimos casos de covid-19 entre os envolvidos no evento.

“Vocês, os japoneses, podem estar extremamente orgulhosos do que conquistaram. Em nome dos atletas, dizemos: ‘Obrigado, Tóquio. Obrigado, Japão”, proclamou Thomas Bach, presidente do COI na cerimônia.

Tóquio 2020 entra para história como uma edição democrática dos Jogos, com 93 países diferentes conquistando ao menos uma medalha, o que representa um recorde. A melhor marca era de Pequim 2008, com 87 delegações representadas no pódio ao menos uma vez. Além disso, no Japão, 64 nações obtiveram ao menos um ouro, cinco a mais que no Rio 2016, que detinha o recorde nesse quesito.

O Brasil fez a melhor campanha da história em Jogos Olímpicos e terminou na 12ª posição no quadro de medalhas, com 21 pódios. 

A chama Olímpica foi apagada neste domingo e começou a contagem regressiva para Paris, em 2024 – faltam exatamente 1.083 dias.

Cerimônia econômica

Intitulada O mundo que compartilhamos, com gastos reduzidos e a participação de poucas pessoas devido à pandemia de covid-19, a cerimônia de encerramento não chegou a impressionar, mas rendeu bons momentos. Um deles foi quando os atletas presentes acenderam as luzes de seus celulares para lembrar todos os que não puderam estar na cerimônia. Em uma animação 3D, essas luzes se multiplicaram, sobrevoaram o estádio e formaram os arcos olímpicos.

Os japoneses também homenagearam a nova sede, Paris, com La vie en rose e outras músicas do folclore francês.

A cerimônia também quis mostrar um lado descontraído de Tóquio, que os atletas pouco puderam conhecer, já que podiam se deslocar apenas da Vila Olímpica ou de seus hotéis para os locais de treinamento e competições.

Em uma das apresentações, muitos estilos diferentes se mesclaram para dar a ideia de como é um característico dia de sol em um parque de Tóquio.

O Japão tradicional foi representado com o tambor taiko e por uma sequência de danças de quatro regiões diferentes que são passadas de geração em geração. Também houve referência aos tradicionais odoris, festivais de verão japoneses.

A escolha do porta-bandeira do país anfitrião também esteve envolta de significado. Kiyuna Ryo, medalhista de ouro na modalidade kata do karatê, conduziu a bandeira. Ele nasceu na ilha de Okinawa, o berço do karatê. O esporte estreou em Jogos Olímpicos em Tóquio, mas não deve continuar entre as modalidades em Paris 2024.

Rebeca Andrade, a porta-bandeira brasileira

A porta-bandeira brasileira foi Rebeca Andrade, que conquistou a primeira medalha do Brasil da história na ginastica artística feminina, com a prata no individual geral, e o ouro no salto, tornando-se a primeira mulher brasileira a conquistar duas medalhas na mesma edição dos Jogos Olímpicos. 

“Foi uma sensação maravilhosa, uma emoção enorme. É difícil até descrever o que estou sentindo. Fui escolhida para ser a porta-bandeira, mesmo diante de tantos atletas maravilhosos e incríveis. Estou muito feliz e honrada. Hoje está sendo um dos melhores dias de toda a minha vida”, afirmou a atleta.

Além de Rebeca, participaram da cerimônia pelo Brasil o medalhista de ouro no boxe Hebert Conceição, representando os atletas masculinos, Francisco Porath, técnico de Rebeca, representando os treinadores do Brasil, Ana Carolina Côrte, a coordenadora médica do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Sebastian Pereira, o vice-chefe da missão, e Bira, o funcionário mais antigo do COB.

Na abertura, como demonstração de resguardo frente à pandemia, o Brasil, diferentemente de outros países como Argentina, França e Estados Unidos, já tinha optado por enviar uma delegação bastante reduzida. Na ocasião, a bandeira foi conduzida pela judoca Ketleyn Quadros e pelo jogador de vôlei Bruninho. Completaram a delegação o chefe da missão e vice-presidente do Comitê Olímpico do Brasil, Marco La Porta, e Joyce Ardies, funcionária da entidade.

Em razão da pandemia, 63 das 206 delegações não contavam mais com representantes em Tóquio para a cerimônia de encerramento e, por essa razão, suas bandeiras foram carregadas por voluntários.

Pódio feminino da maratona

A cerimônia contou ainda, como é tradição, com o pódio dos vencedores da maratona, prova mais tradicional dos Jogos Olímpicos. No entanto, pela primeira vez na história, as mulheres também foram laureadas durante o encerramento, em um claro aceno que reforça o conceito de igualdade de gênero.

Ambas as provas tiveram quenianos como medalhistas de ouro – Peres Jepchirchir no feminino e Eliud Kipchoge no masculino (ele já havia conquistado o ouro no Rio, em 2016). Desta forma, o hino do Quênia foi executado duas vezes.

Passagem de bastão para Paris

O governador de Tóquio, Yuriko Koike, entregou a bandeira olímpica ao presidente do COI, que por sua vez a repassou à prefeita de Paris, Anne Hidalgo.

O gesto simbólico foi seguido pela execução do hino francês, La Marseillaise, pela Orquestra Nacional Francesa e músicos em espaços tradicionais de Paris, como o Museu do Louvre e o Stade de France, cujas imagens foram projetadas em telões no estádio de Tóquio.

O astronauta Thomas Pesquet também interpretou parte do hino francês no saxofone diretamente da Estação Espacial Internacional com vistas espetaculares da Terra, seguido por fotos aéreas do Musée d’Orsay e do Arco do Triunfo, entre outros pontos turísticos.

Tóquio então se conectou ao vivo a Paris, onde câmeras em frente à Torre Eiffel mostraram centenas de pessoas celebrando a contagem regressiva para a próxima edição dos Jogos, enquanto a unidade de voo acrobático do exército francês, a Patrouille de France, desenhava com fumaça a bandeira nacional no céu.

Daqui a três anos, Paris sediará os Jogos Olímpicos pela terceira vez – as outras edições foram em 1900 e em 1924. 

Poucos casos de covid-19

O número de casos de covid-19 entre todos os participantes dos Jogos Olímpicos de Tóquio chegou a 430, após 26 novos contágios terem sido registrados neste domingo.

O total de infectados inclui atletas, representantes de comitês e federações, jornalistas e outras pessoas envolvidas nos Jogos, que foram sistematicamente testadas desde 1º de julho. De todos os casos, 29 foram de atletas, e nenhum foi grave.

Mais de 600 mil testes PCR e apenas 0,02% tiveram resultado positivo, de acordo com os organizadores.

Agora, a capital japonesa se prepara para receber os Jogos Paralímpicos, de 24 de agosto a 5 de setembro. O Brasil estará representado no evento pela maior delegação fora do país.

Por Deutsche Welle
le (afp, efe, ots)

Após brilhar em Tóquio, Alison dos Santos quer novos desafios

Alison dos Santos, bronze nas Olimpíadas de Tóquio (Gaspar Nóbrega/COB/via Agência Brasil)

Na madrugada desta terça-feira (3), aos 21 anos, Alison dos Santos fez história na pista do Estádio Olímpico durante a Olimpíada de Tóquio (Japão). Quebrando a marca sul-americana pela 6ª vez nos últimos meses, ele faturou a medalha de bronze na prova dos 400 metros (m) com barreiras com a incrível marca de 46s72. Esta foi a primeira vez que um atleta da América do Sul correu abaixo de 47s.

Alison também encerrou um jejum de 33 anos sem conquistas nacionais em provas individuais de pista do atletismo brasileiro. As últimas haviam sido o bronze de Robson Caetano, nos 200 m rasos, e a prata de Joaquim Cruz, nos 800 m rasos nos Jogos de 1988 (Seul).

“Há alguns dias acabei vendo nas redes sociais duas frases muito inspiradoras. Se alguém já fez, eu também posso. Se ninguém fez, por que eu não posso ser o primeiro? Foi em cima disso que meu técnico e eu trabalhamos focados na medalha. Quebrar esse jejum de medalhas brasileiras em edições de Jogos Olímpicos é sensacional, assim como em Doha, no Mundial de 2019, eu fui à final, algo que um brasileiro não ia há 19 anos. Tenho certeza de que posso muito mais”, declarou o corredor durante entrevista coletiva promovida pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) na noite desta terça-feira (3).

Outro fato que demonstra o quanto foi expressiva a conquista é que, em todas as finais olímpicas disputadas até os Jogos da capital japonesa, o tempo alcançado pelo brasileiro seria suficiente para conquistar a medalha de ouro na prova. O brasileiro só não alcançou o lugar mais alto do pódio porque o nível da disputa foi absurdo. O norueguês Karsten Warholm levou o ouro quebrando o recorde mundial, e correndo pela primeira vez na história abaixo de 46 segundos (45s94). Já a prata ficou com o norte-americano Rai Benjamin (46s17).

Porém, o paulista confia em seu potencial e sabe que pode ser ainda mais rápido nos próximos desafios. “Sempre tem algo para corrigir, para melhorar. A marca de 46s era praticamente impossível, mas a gente foi lá e fez. Agora, queremos mais. Sem colocar limites, quero seguir em busca de outras vitórias para, no final da minha carreira, poder olhar para trás e ter a certeza de que coloquei meu nome na história. E vou ser referência para todos que sonham em se tornar um atleta profissional”, concluiu.

Por Juliano Justo, da Agência Brasil

Ana Marcela é ouro na maratona aquática

Ana Marcela Cunha, ouro nas Olimpíadas de Tóquio (Jonne Roriz/COB/via Agência Brasil)

A brasileira Ana Marcela Cunha conquistou a medalha de ouro na prova dos 10 quilômetros (km) da maratona aquática da Olimpíada de Tóquio (Japão). Ela venceu a prova nesta terça-feira (3) na Marina de Odaiba com o tempo de 1h59min30s8.

A atleta da Unisanta, de Santos, esteve no pelotão da frente durante praticamente toda a prova. Nos 5,2 km de prova, ela cravou a marca de 1h02min30s5, mais de três segundos à frente das perseguidoras mais próximas. Após cair para o quarto lugar, a nadadora voltou a assumir a ponta aos 8,6km para seguir na liderança até cruzar o pórtico de chegada.

A medalha de prata ficou com holandesa Sharon van Rouwendaal (ouro na Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro), que fez o tempo de 1h59min31s7, enquanto a australiana Kareena Lee ficou com o bronze, com a marca de 1h59min32s5.

Na carreira, a baiana de 29 anos já foi eleita seis vezes a melhor atleta do mundo em maratonas aquáticas. Além disso, ela é tetracampeã mundial em provas de 25 km (2011, 2015, 2017 e 2019) e campeã pan-americana em Lima (2019) na prova de 10 km. Nos Jogos de 2008 (Pequim), ela finalizou na quinta posição. Após não se classificar para os Jogos de 2012 (Londres), Ana Marcela voltou a competir no Rio de Janeiro, em 2016, quando acabou no 10º lugar.

Por Juliano Justo, da Agência Brasil

Ítalo Ferreira conquista primeiro ouro das Olimpíadas de Tóquio

(Jonne Roriz/COB)

O brasileiro Ítalo Ferreira tirou onda, ou melhor, dominou as ondas na Praia de Tsurigasaki, onde ocorreram as disputas do surfe na Olimpíada de Tóquio (Japão). O potiguar conquistou na madrugada desta terça-feira (27) a primeira medalha de ouro  do surfe, modalidade estreante nos Jogos Olímpicos. Atual campeão mundial, Ítalo dominou a final contra o japonês Kanoa Igarashi, vencendo  por 15.14 a 6.6. A medalha de bronze ficou com o australiano Owen Wright, que venceu o brasileiro Gabriel Medina por 11.97 a 11.77 na disputa pelo pódio.

“Muito feliz. Foi um dia incrível, especial, trabalhei muito para isso e acreditei. É incrível.”, disse Ítalo ao site do Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

Moradores de Baía Formosa (RN), cidade Natal do campeão, comemoraram o primeiro ouro para o país em Tóquio.

Na estreia da competição, Ítalo liderou a primeira bateria, com o somatório de pontos de 13.67. Com esta pontuação, ele ficou à frente do japonês Hiroto Ohhara (11.40), do italiano Leonardo Fioravanti (9.43) e do argentino Lele Usuna (8.27).

Classificado para as oitavas de final, o brasileiro derrotou o neozelandês Billy Stairmand por 14.54 a 9.67. Nas quartas, ele voltou a encarar o japonês Hiroto Ohhara, que esteve presente na bateria inicial. Ítalo mais uma vez levou vantagem, e derrotou o oponente por 16.3 a 11.9.

Por Rafael Monteiro – Repórter da Rádio Nacional 

Seleção feminina estreia com goleada sobre a China

(Sam Robles/CBF/via Agência Brasil)

A seleção brasileira de futebol feminino estreou com goleada de 5  a 0 contra a China, na Olimpíada de Tóquio (Japão), na manhã desta quarta-feira (21). Após o triunfo no estádio de Miyagi, na cidade de Rufu, as brasileiras garantiram os três primeiros pontos do Grupo F.

O Brasil começou em um ritmo arrasador. Logo aos oito minutos de jogo, a rainha Marta bateu de primeira, inaugurando o marcador. Na sequência, aos 21, foi a vez da atacante Debinha aproveitar o rebote da goleira Peng Shimeng, no chute de Bia Zaneratto, e empurrar para o fundo da rede, fazendo o segundo do duelo.

As chinesas melhoraram o desempenho no final da primeira etapa. Aos 39, Miao Siwen assustou em um chute na entrada da grande área, obrigando a intervenção da goleira Bárbara.

Após o intervalo, a China continuou em busca de diminuir a desvantagem. Aos 6, Wang Shanshan recebeu passe pela direita e acetou a trave da equipe brasileira. Sete minutos depois, aos 13, foi a vez de Debinha finalizar no travessão.

Apesar da seleção asiática ter conseguido equilibrar o confronto, quem marcou mais uma vez foi a Seleção Brasileira. Aos 28, a camisa 10 Marta bateu colocado, no canto esquerdo, e fez o terceiro das brasileiras. Na quinta edição da rainha em Jogos Olímpicos, este foi 12º gol marcado pela jogadora.

Em seguida, o Brasil foi soberano na partida. A meio-campista Andressa Alves foi derrubada por Wang Xiaoxue na área e sofreu o pênalti aos 36. Ela mesma cobrou e fez o quarto do jogo. Ainda deu tempo para o quinto. Debinha deu assistência para a atacante Bia Zaneratto, que empurrou para o fundo da rede, fechando o placar. China 0, Brasil 5.

As brasileiras voltam a campo no sábado (24) para enfrentar a Holanda. A partida será realizada no estádio Miyagi, às 8h (horário de Brasília).

Seleção masculina estreia nesta quinta (22)

O escrete olímpico masculino faz o primeiro jogo contra a Alemanha, nesta quinta (22), às 8h30 (horário de Brasília), no estádio Yokohama Internacional, na cidade de Yokohama. Os brasileiros vão reeditar a final dos Jogos da Rio 2016, quando o país levou a melhor nos pênaltis, após empate em 1 a 1 no tempo regulamentar. A vitória por 5 a 4 nas penalidades garantiu o ouro inédito ao Brasil no futebol olíimpico.

Por Rafael Monteiro – Repórter da Rádio Nacional 

Vila Olímpica em Tóquio registra primeiro caso de covid-19

(Greg Martin/COI/via Fotos Públicas)

A menos de uma semana da abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio, foi confirmado neste sábado (17/07) o primeiro caso de covid-19 na Vila Olímpica, colocando em xeque a segurança do evento.

O chefe-executivo do comitê organizador, Toshiru Muto, não informou a nacionalidade da pessoa que testou positivo e nem se ela havia sido vacinada. As únicas informações divulgadas foram que se trata de um não-residente no Japão e que a pessoa infectada não é um atleta. Ela ficará em quarentena por 14 dias.

O caso é especialmente preocupante porque a maioria dos 11 mil competidores ficará hospedada na Vila Olímpica, uma área de 44 hectares. No entanto, de acordo com Muto, todas as medidas necessárias estão sendo tomadas para prevenir a propagação do coronavírus, de forma que todos no local se sintam seguros.

Dúvidas sobre segurança dos jogos

Também foram confirmados neste sábado outros 14 casos de coronavírus em pessoas ligadas aos Jogos, levantando novas dúvidas sobre as promessas de um evento “seguro e protegido”. Entre os infectados, estão dois membros da imprensa, sete contratados para auxiliar nos jogos e cinco funcionários.

A maioria da população japonesa é contra a realização do evento em meio à pandemia. O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, reconheceu as preocupações dos japoneses, mas pediu-lhes que dessem as boas-vindas aos atletas.

“Estamos bem cientes do ceticismo de várias pessoas aqui no Japão. Pedimos e convidamos o povo japonês, humildemente, a receber e apoiar os atletas de todo o mundo”, disse Bach em entrevista coletiva.

Bach confia no bom desempenho dos atletas japoneses para melhorar os ânimos do público, que beira a agressividade.

População teme evento “superpropagador”

Com o objetivo original de mostrar a recuperação do Japão após o terremoto e desastre nuclear de Fukushima em 2011, as Olimpíadas de Tóquio se tornam, cada vez mais, um desafio.

Adiado por um ano devido à pandemia, o evento será realizado sem espectadorese sob rígidas regras de higiene e quarentena. A maioria dos atletas está começando a chegar para o evento, que ocorre de 23 de julho a 8 de agosto.

A população japonesa teme que os Jogos, com a participação de pessoas de todo o mundo, possam se tornar um “superpropagador” de coronavírus, sobrecarregando o já lotado sistema de saúde japonês. Apenas cerca de 20% da população do Japão está totalmente vacinada contra a covid-19.

Embora o Japão tenha registrado muito menos casos que outras nações, contabiliza mais de 820 mil infecções por covid-19 e cerca de 15.000 mortes em razão da doença. O número de novos casos diários na cidade-sede de Tóquio, que está em seu quarto estado de emergência por causa do vírus, supera os 1.000 há quatro dias consecutivos.

Até o momento, mais de 40 pessoas envolvidas nos Jogos, incluindo japoneses e estrangeiros, testaram positivo para o coronavírus.

Os 49 membros da equipe brasileira de judô estão em quarentena depois que foram descobertos oito casos de covid-19 entre os funcionários de um hotel em que estavam hospedados em Hamamatsu, no sudoeste de Tóquio. Nenhum dos judocas testou positivo.

Por Deutsche Welle
le (dpa, ap, reuters)

Saltos ornamentais: Isaac Souza é ouro na Itália

Isaac Souza (no meio) com a medalha de ouro (FINA/via Agência Brasil)

O saltador Isaac Souza, já garantido nos Jogos Olímpicos de Tóquio, conquistou a medalha de ouro no Grand Prix de Bolzano de saltos ornamentais, na Itália, neste domingo (4). O paraibano foi o melhor na prova da plataforma de 10 metros com a nota de 377.50 pontos. Este foi o segundo ouro verde e amarelo no torneio, já que a carioca Ingrid Oliveira venceu a mesma prova no naipe feminino no sábado (3).

O torneio serve de preparação e treinamento para a seleção olímpica do Brasil para os Jogos de Tóquio.

Na prova masculina, vencida por Isaac, Riccardo Giovanni e Andreas Larsen, da Itália, terminaram com a prata e o bronze, respectivamente. O brasileiro Kawan Pereira também estava classificado para a final, mas sentiu uma lesão no aquecimento e foi poupado pela comissão técnica nacional.

Neste domingo, a delegação nacional também participou da disputa do trampolim de 3 metros feminino. Luana Lira terminou com a quarta colocação (242.65).

A Seleção Brasileira Olímpica de Saltos Ornamentais, agora, retorna ao Brasil para finalizar sua preparação para os Jogos Olímpicos de Tóquio.

Por Agência Brasil

Basquete perde na final e está fora de Tóquio

A seleção brasileira de basquete masculino foi derrotada pela Alemanha por 75 a 64 na final do Pré-Olímpico da modalidade, disputado em Split na Croácia. Como estava em jogo apenas uma vaga à Olimpíada de Tóquio, mesmo tendo vencido os três primeiros jogos, com o vice-campeonato, o time brasileiro não participará do torneio japonês. O grande destaque brasileiro foi o pivô Anderson Varejão com 14 pontos. O cestinha da partida foi o alemão Wagner, com 28 pontos.

Depois da vitória parcial no primeiro quarto (17 a 14), ao final da primeira metade do jogo, o Brasil já estava atrás no placar por apenas dois pontos: 36 a 34. No final do terceiro quarto, o placar apontava uma desvantagem brasileira de 52 a 46. Depois de cair para a Alemanha, o Brasil vê interrompida uma sequência de duas participações em Jogos Olímpicos na modalidade, em Londres e no Rio de Janeiro.

Por Juliano Justo – Repórter da TV Brasil e Rádio Nacional 

Promessa olímpica de Cuba, Jordan Diáz deserta na Europa

(Inder Cuba/Reprodução)

O atleta Jordan Díaz, uma das maiores promessas do esporte cubano, desertou para a Europa e não disputará os Jogos Olímpicos de Tóquio. A informação foi confirmada neste sábado (03/07) pelo governo em Havana.

A deserção aconteceu na Espanha, onde Díaz, de 20 anos, estava junto a sua delegação participando de um torneio de atletismo na província de Castellón.

“Ele abandou sua equipe na Europa”, confirmou José Antonio Miranda, diretor de atletas de alto rendimento do Instituto Nacional de Esportes de Cuba (Inder).

Sem Díaz, que era esperança de medalha no salto triplo, a delegação cubana em Tóquio será composta por 69 atletas em 15 modalidades.

A deserção de Díaz acontece apenas um mês depois de três jogadores de beisebol e o psicólogo da seleção cubana deixarem a delegação para viver em Miami, onde disputavam o torneio pré-olímpico.

“Também nesta semana o jogador de basquete Raudelis Guerra deixou a seleção cubana durante uma escala no aeroporto de Barajas, em Madri”, disse o site do Diario de Cuba.

Com 20 anos e 1,85 metros de altura, Jordan Diaz é considerado uma das maiores promessas do esporte cubano e a maior do salto triplo. 

Ele foi campeão mundial sub-18, dos Jogos Olímpicos da Juventude e fez a sexta melhor marca do ano no salto triplo, com 17,34 metros, a 35 centímetros do português nascido em Cuba Pedro Pichardo (17,69), favorito ao pódio em Tóquio.

Por Deutsche Welle

rpr (dw)

Delegação brasileira de judô terá 13 atletas na Olimpíada de Tóquio

Reprodução / Twitter Oficial @timebrasil

A Confederação Brasileira de Judô (CBJ) anunciou no início da tarde desta quarta-feira (16) os 13 nomes que irão representar o Brasil na Olímpíada de Tóquio Japão). A única das 14 categorias de peso brasileiros é a leve feminino (até 57quilos) – a atual campeã Rafaela Silva esta suspensa por doping

Sete judocas estrearão nos Jogos na edição de Tóquio, três a mais em relação à Rio 2016:  Eric Takabatake (60kg), Daniel Cargnin (66kg), Eduardo Katsuhiro (73kg), Eduardo Yudy (81kg), Rafael Macedo (90kg), Gabriela Chibana (46kg) e Larissa Pimenta (52kg).

Por outro lado, o país diminuiu a quantidade de cabeças de chave. Há cinco anos foram seis atletas e em Tóquio 2020 serão cinco: Rafael Silva (+100kg), Ketleyn Quadros (63kg), Maria Portela (70kg), Mayra Aguiar (78kg) e Maria Suelen Altheman (+78kg).

O único atleta que não ingressou por meio do ranking foi Eduardo Katsuhiro, do peso leve (73kg), classificado pela cota continental das Américas.

A equipe brasileira embarcará para o Japão em dois grupos. O primeiro viaja no dia 5 de julho e o grupo restante segue para a Ásia no dia 13 de julho. A delegação brasileira ficará sediada na cidade de Hamamatsu. As lutas do judô em Tóquio 2020 ocorrerão de 24 a 31 de julho.

 Por Juliano Justo – Repórter da TV Brasil e Rádio Nacional