ONG realiza ação social para pessoas em situação de rua

A ONG Amor Philia realizou hoje (29), em Barueri, na Grande São Paulo, o projeto + Amor – Fome. A ação social levou comida, água, roupas, calçados, atendimento médico, corte de cabelo e barba e até banho para moradores de rua.

Jadir Gerônimo foi atendido pelos voluntários e renovou as esperanças.

“É muito ruim viver nas ruas. Agora estou limpo, alimentado, com roupas e sapatos novos e cabelo cortado. Isso vai me ajudar com o novo emprego de carteira assinada. Vou começar na segunda”, disse Jadir.

Mais de 60 pessoas em situação de rua foram atendidas pela ação, liderada pela empresária Mariana Marques, CEO da Amarq Consultoria em Benefícios de Saúde. A empresária, que está engajada em ações sociais há quase 10 anos, diz que ajudar o próximo é o que faz a vida ter sentido.

“Ações assim trazem a inclusão e retomada dessas pessoas ao convívio social, o que é de suma importância para impulsionar a mudança que elas precisam. Sou muito grata por ter a oportunidade de ajudar e por ter parceiros como a First Tech, ONG Saúde de
Rua e Lú Design Hair que foram grandes apoiadores dessa ação. Além, é claro, dos voluntários que se empenham em arrecadar fundos e trabalhar para que tudo desse certo”, destacou Mariana em comunicado.

Um dos voluntários é o funcionário público Eli Carlos Rodrigues da Silva que faz triagem e acolhimento de moradores de rua há 21 anos.

“Com a pastoral e uma equipe da prefeitura da cidade de Barueri, sempre promovemos almoços e doações aos moradores de rua. Esta é a terceira vez que a Amor Philia está engajada em ações nesta na região. É uma grande felicidade promover a inclusão e a oportunidade de aproximação deles com pessoas dispostas a ajudar”, concluiu.

Desde o início da pandemia a Amor Philia, assim como outras ONGs e projetos sociais, teve uma queda significativa de doações. Para ficar por dentro das ações da ONG e ser um voluntário, basta entrar em contato pelo Facebook ou Instagram.

ONG de SP recebe Prêmio da Paz de Aachen, da Alemanha

O advogado Benedito Roberto Barbosa, que recebeu o prêmio em nome do Centro Gaspar Garcia (Deutsche Welle/Reprodução)

O Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos (CGGDH), de São Paulo, recebeu nesta quinta-feira (10/12) o Prêmio da Paz de Aachen, distinção alemã voltada ao reconhecimento de iniciativas de luta pelos direitos humanos. Ao lado da ONG brasileira, também foi premiado o padre francês Pére Antoine Exelmans, defensor de refugiados em Ujda, na fronteira entre o Marrocos e a Argélia. 

Batizada em homenagem ao padre espanhol e ativista dos direitos humanos Gaspar Garcia Laviana, morto na Nicarágua em 1978, a entidade brasileira atua desde 1988 junto a pessoas de baixa renda. A cada ano, a entidade fornece apoio sociopsicológico a cerca de 500 moradores de rua de São Paulo.

Com um total de 20 funcionários, o CGGDH já salvou mais de 13 mil famílias em condições de vida precárias de despejos forçados nos últimos anos, destacou a associação Aachener Friedenspreis, que organiza do evento.

“A entrega do Prêmio da Paz de Aachen ao CGGDH lança luz sobre a desigualdade social e as violações dos direitos humanos”, diz um comunicado no site da premiação. “As consequências são visíveis todos os dias em São Paulo e o CGGDH está lutando contra isso de forma exemplar. O prêmio tem o objetivo de expressar apreço pelo trabalho de direitos humanos e incentivar o CGGDH em seus processos de gestão de conflitos e diálogo com os tomadores de decisão.”

Recebeu o prêmio em nome do CGGDH o advogado Benedito Roberto Barbosa, de 60 anos, engajado na defesa de comunidades, favelas e ocupações ameaçadas de remoções forçadas ou reintegrações de posse, além de trabalhadores ambulantes. Ele também atua como advogado na União dos Movimentos de Moradia de São Paulo (UMM-SP) e é coordenador municipal da Central dos Movimentos Populares (CMP). 

Concedido pela primeira vez em 1988, o Prêmio da Paz de Aachen costuma ser concedido anualmente no dia 1º de setembro, dia internacional contra a guerra, na cidade alemã de Aachen. Em 2020, contudo, por conta da pandemia de coronavírus, a premiação foi adiada para 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, e celebrada exclusivamente online. 

IP/ots

Por Deutsche Welle

Doações de fim de ano são tema de debate online

Filipe Páscoa, da Trackmob (Divulgação)

A Trackmob, empresa de inteligência de doações para instituições sem fins lucrativos, promove, no próximo dia 18, às 17 horas, um webinar com o tema ‘Emoções e storytelling: como captar a atenção e conquistar novos doadores nas campanhas de fim de ano’.  A inscrição é gratuita e pode ser feita pela internet.

Os convidados são Marcelo Douek, fundador da Social Docs, e Marcele Aroca Camy, Gerente de Comunicação e Relacionamento da Fraternidade sem Fronteiras. Filipe Páscoa, diretor de Inovação da Trackmob, media a conversa sobre a relevância das campanhas de mobilização de recursos habituais desta temporada do ano, como Dia de Doar, Natal e 13º, e também sobre a construção de narrativas  para engajamento social. 

De acordo com Páscoa, levantamentos internacionais indicam que dezembro representa pelo menos 30% da receita financeira anual das ONGs. No Brasil, dados da Associação Brasileira de Captação de Recursos (ABCR) informam que o patamar é o mesmo, apesar de não haver estudos científicos.

“O propósito do encontro é aumentar a solidariedade, compartilhar inspirações, boas práticas, compartilhar conhecimentos e refletir sobre o quanto a transformação digital pode ser estratégica nas ações de engajamento para estabelecer captações perto do mês mais representativo do ano em mobilização de recursos para as ONGs”, afirma Páscoa, especialista da Trackmob. 

Serviço

‘Emoções e storytelling: como captar a atenção e conquistar novos doadores nas campanhas de fim de ano’

Presos na Venezuela se alimentam de água com sabor de feijão

Por RTP

(Twitter/Reprodução)


A organização não governamental (ONG) Observatório Venezuelano de Prisões (OVP) denunciou hoje (12) que mais de 1.200 detidos no centro penintenciário da região capital Rodeo III, a leste de Caracas, iniciaram protesto devido à falta de alimentos.

Os presos estão “há dias bebendo água com sabor de feijão”, e enviaram “vídeos e fotografias para provar” que tipo de alimento recebem e “as condições em que se encontram”, informou a ONG em mensagem no Twitter.

“A má alimentação que os presos de Rodeo III recebem causou uma considerável perda de peso e deixou muitos subnutridos”, acrescentou.

O OVP denunciou ainda que um grupo de presos decidiu reclamar o direito à alimentação e foi agredido por funcionários do Grupo de Resposta Imediata e Custódia (GRIC), do Ministério do Serviço Penitenciário venezuelano.

“Alguns detidos foram feridos com balas de borracha, mas mesmo assim decidiram não ficar calados e durante a noite começaram uma greve de fome de protesto”, afirmou a ONG.

O OVP acrescentou que as tentativas dos presos de falar com a direção da prisão ficaram sem resposta.

Em um dos vídeos divulgados, um detido, com o corpo coberto por temer represálias, explicou que a direção da prisão não quer que a situação seja mostrada. “Estão nos matando de fome”, alertou.

Os presos exigem das autoridades penitenciárias que autorizem familiares a levar alimentos, garantam cuidados médicos e resolvam a situação de alguns detidos que “já cumpriram a sentença, mas continuam na prisão”, de acordo com o OVP.

*Emissora pública de televisão de Portugal

Justiça solta brigadistas suspeitos de queimadas

Por Alex Rodrigues 



A Justiça do Pará determinou que os quatro brigadistas presos na última terça-feira (26) por suposto envolvimento com as queimadas que atingiram a Área de Proteção Ambiental (APA) Alter do Chão, em Santarém, no oeste paraense, fossem soltos. Por telefone, pessoas próximas aos quatro informaram à Agência Brasil que eles já estão em liberdade.

Titular da 1ª Vara Criminal de Santarém, o juiz Alexandre Rizzi concedeu liberdade provisória aos quatro dirigentes da organização não governamental (ONG) Brigada de Incêndio Florestal de Alter do Chão.

Ontem (27), o mesmo magistrado negou o pedido da defesa dos brigadistas e determinou a permanência da prisão preventiva por, ao menos, dez dias, com o objetivo de permitir que os investigadores aprofundassem as investigações a respeito das causas e dos responsáveis pelas queimadas que se espalharam pela unidade de conservação em setembro deste ano.

Hoje, poucas horas antes do juiz determinar a soltura dos quatro brigadistas, o governador do Pará, Helder Barbalho, determinou a substituição do delegado responsável pelo inquérito policial, o delegado de Conflitos Agrários, Fábio Amaral Barbosa, pelo diretor da Delegacia Especializada em Meio Ambiente, Waldir Freire Cardoso.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, o governador alega estar preocupado com o episódio que resultou nas prisões preventivas. “O caso requer atenção e toda a transparência necessária. Ninguém está acima da lei, mas, ao mesmo tempo, ninguém pode ser vítima de prejulgamento ou ter seu direito à defesa cerceado”, declarou Barbalho, sem explicitar o porquê da troca do delegado responsável pelo inquérito.

Segundo a Polícia Civil, os quatro brigadistas são suspeitos de ter causado os incêndios que atingiram a Área de Proteção Ambiental (APA) Alter do Chão em setembro para se autopromover e também para obter doações de outras organizações não governamentais.

Por sua vez, a WWF-Brasil confirmou ter repassado cerca de R$ 70 mil ao Instituto Aquífero Alter do Chão, organização responsável por manter as atividades da brigada. Segundo a WWF-Brasil, o montante transferido foi para viabilizar a compra de equipamentos de combate a incêndios florestais como abafadores, sopradores, coturnos e máscaras de proteção usados pelos brigadistas.

“A seleção desta instituição [Instituto Aquífero] se baseou nas boas referências recebidas de parceiros nossos e da ampla divulgação dos trabalhos prestados pelo grupo”, afirma a WWF-Brasil.

Em entrevista à Rádio Agência Nacional, da EBC, um dos advogados dos brigadistas, Michel Durans, desqualificou a investigação da Polícia Civil paraense. “A acusação é infundada, uma vez que se baseia exclusivamente em interceptações telefônicas cujo teor a Polícia interpretou fora do contexto geral. Para além disso, ela se valeu de algumas informações desencontradas em relação a um contrato que os brigadistas possuem com a WWF-Brasil”, declarou o advogado. 

Durans ressaltou que, antes de serem detidos, os brigadistas já tinham conhecimento de que a Polícia Civil os investigava. “Eles se colocaram à disposição da autoridade policial, prestaram depoimento espontaneamente, colocaram à disposição toda a documentação, demonstrando que a WWF-Brasil realmente firmou um contrato com os brigadistas e que este contrato tem sido cumprido à risca, dentro da legalidade”, garantiu o advogado.

Brasil faz parceria com ONG para ter acesso a vacinas emergenciais

Brasil vai doar R$ 1 milhão à entidade (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Ministro da Saúde, Gilberto Occhi, assinou nesta quarta-feira (26) acordo com a Aliança Global para Vacinas e Imunização (Gavi Alliance) para ter acesso a diversos tipos de vacinas produzidas no mundo em situação emergencial. A parceria com a organização não governamental foi firmada durante a 73ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York.

Para ter acesso às vacinas, o Brasil vai doar US$ 1 milhão por ano para a Gavi Alliance. O acordo também prevê que a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Butantan forneçam vacinas para a entidade internacional quando houver necessidade em outro local do mundo.

De acordo com o Ministério da Saúde, em outra ocasião o governo brasileiro já adquiriu com a Aliança Global 3 milhões de doses da vacina durante o surto da doença. A doação para aquisição de novas vacinas começará ainda este ano.

Em Nova York, o ministro também participou da primeira reunião de Alto Nível da ONU sobre a tuberculose, realizada com o objetivo de reforçar o compromisso de vários países à meta de eliminação da doença até 2030.