Acidente com ônibus mata 46, incluindo 12 crianças, na Bulgária

Emissora de TV mostra local do acidente. Viatura dos bombeiros parada, carro estacionado atrás e parte do ônibus queimado aparecendo atrás do caminhão dos bombeiros.

Ao menos 46 pessoas, incluindo 12 crianças, morreram na madrugada desta terça-feira (23/11) num acidente de ônibus no oeste da Bulgária, ocorrido por volta das 2h (21h de segunda-feira em Brasília), segundo autoridades locais.

O ônibus colidiu contra uma barreira de proteção ao lado da rodovia e pegou fogo. Não está claro se ele pegou fogo antes da colisão ou depois. O acidente aconteceu a cerca de 40 km ao sul de Sófia e não envolveu outros veículos.

O ônibus tem placas da Macedônia do Norte e transportava sobretudo turistas desse país, que retornavam de uma excursão à Turquia. Autoridades da Macedônia do Norte disseram que um belga e um sérvio também estão entre as vítimas.

Emissora de TV mostra local do acidente. Viatura dos bombeiros parada, carro estacionado atrás e parte do ônibus queimado aparecendo atrás do caminhão dos bombeiros.
(Reprodução)

A imprensa da Bulgária informou que cerca de 50 pessoas estavam a bordo do ônibus, incluindo os dois motoristas. A polícia búlgara disse que o motorista morreu na hora e por isso não pôde abrir a porta do ônibus.

Sete pessoas sobreviveram à tragédia e foram levadas para um hospital com queimaduras. Elas conseguiram escapar do veículo em chamas pelas janelas. Segundo autoridades da Macedônia do Norte, os sobreviventes são todos da mesma família e incluem duas mulheres e cinco homens.

“Uma imagem terrível”

O ministro do Interior da Bulgária, Boyko Rashkov, disse que os corpos das vítimas estão carbonizados. “É uma imagem terrível. Eu nunca havia visto algo assim”, afirmou.

A imprensa da Bulgária noticiou que o ônibus fazia parte de um comboio de veículos e havia parado para abastecer cerca de uma hora antes do acidente num posto de combustíveis perto da capital, Sófia.

O primeiro-ministro da Macedônia do Norte, Zoran Zaev, disse ter falado com um sobrevivente e que, segundo o relato deste, os passageiros estavam dormindo quando foram acordados pelo barulho de uma explosão.

Zaev disse que 12 vítimas têm menos de 18 anos, e as demais são jovens entre 20 e 30 anos. Autoridades da Albânia disseram que os cidadãos da Macedônia do Norte mortos são da minoria étnica albanesa desse país.

Em 2019, a Bulgária registrou a segunda maior taxa de mortes em estradas da União Europeia. Com 7 milhões de habitantes, o país teve um índice de 89 mortes por milhão de habitantes, segundo dados da Comissão Europeia.

Por Deutsche Welle
as/lf (DPA, AFP, Reuters)

Ônibus tomba e mata seis pessoas a caminho do litoral

Bombeiros observam ônibus tomabado na lateral da rodovia

Um ônibus de turismo tombou na rodovia Oswaldo Cruz, na altura do km 76, em São Luiz do Paraitinga, no litoral de São Paulo, na manhã deste sábado (13). Segundo o Corpo de Bombeiros, o veículo tinha 66 passageiros mais o motorista. Dessas, 48 foram socorridas, 12 saíram ilesas e 6 pessoas morreram (incluindo uma criança).

Ao todo, 11 viaturas da corporação, um helicóptero da Polícia Militar e viaturas do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foram deslocadas para a ocorrência. Os Bombeiros foram acionados às 6h16 e estão no local há mais de 14 horas.

O veículo é um ônibus de dois andares da empresa Arca Turismo e fazia uma viagem de São Paulo a Paraty (RJ).

Bombeiros observam ônibus tomabado na lateral da rodovia
(Corpo de Bombeiros)

As pessoas que ficaram feridas foram levadas para hospitais. 34 delas foram para a Santa Casa de Ubatuba, 11 para o Hospital Regional de Taubaté e outras três para o pronto-socorro de São Luiz de Paraitinga.

Trecho da estrada era proibido para ônibus

Ainda não foi identificado o motivo para a queda do ônibus na estrada. Essa será uma tarefa para a pericia, que já chegou ao local. Mas, uma informação importante já foi levantada. No trecho onde ocorreu o acidente é proibida a passagem de ônibus e caminhões.

Devido o acidente, os dois trechos da rodovia ficaram interditados pelo Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo por mais de 14 horas. O departamento já liberou a estrada para os turistas. 

Posicionamento da empresa

A Andreatur, responsável pela Arca Turismo, disse ter acionado a seguradora após o acidente do ônibus. Além disso, providenciou ajuda médica para todos os envolvidos.

“Com relação ao triste acidente ocorrido hoje (13) pela manhã, no Km 75 da rodovia Oswaldo Cruz, no trecho de serra em São Luiz do Paraitinga, a empresa Andreatur lamenta profundamente e se solidariza com os passageiros e familiares. 

Esclarece ainda que acionou a seguradora logo após o ocorrido e a assessoria médica já está prestando todo suporte para o melhor atendimento às vítimas. 

Transcorrido este período de choque a empresa disponibilizará todo suporte técnico e jurídico para trâmite com a seguradora. 

Vale ressaltar que ainda não há como precisar a causa do acidente, apenas após a conclusão do laudo da perícia científica será possível disponibilizar essa informação. 

Sem mais, agradecemos a compreensão e reafirmamos que a Andreatur mantém uma política de total transparência, mobilizando uma equipe para atendimento através do telefone (11) 3390-3690 ou pelo (11) 97681-9821″.

*Com TV Cultura

Cidade terá 2,6 mil ônibus elétricos até 2024

ônibus elétrico estacionado com a porta aberta

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, afirmou que o sistema de transporte público terá até 2024, cerca de 2600 veículos elétricos. Esta afirmação foi feita hoje durante a apresentação de um novo ônibus elétrico que será testado nas ruas da Capital. Esta é mais uma medida para reduzir a emissão de poluentes cumprindo o Programa de Metas, beneficiando não apenas os passageiros, mas toda a população ao propiciar um ar mais limpo.

O Programa de Metas da Prefeitura prevê que 20% da frota seja composta por ônibus elétricos até o fim de 2024, como parte das ações municipais para cumprimento da Lei de Mudanças Climáticas, que prevê a redução da emissão de gás carbônico fóssil em 50% até 2028 e a erradicação deste tipo de poluente até 2038. Segundo Ricardo Nunes, 20% da frota será de ônibus elétricos, avançando desta forma, na direção da redução dos gases do efeito estufa e cumprindo parte do que é previsto ao longo dos contratos com as empresas de ônibus que operam na capital.

ônibus elétrico estacionado com a porta aberta
(Edson Lopes Jr./Pref. de São Paulo)

“Hoje temos 18 ônibus e acredito que atingiremos nossa meta, mesmo porque, conforme previsto nos contratos de concessão, cerca de mil veículos são substituídos naturalmente, e agora deverão ser trocados por modelos movidos a bateria”, explicou o prefeito

Para que as concessionárias consigam adquirir os veículos nesse, a Administração Municipal discute muitas alternativas. “Questão do leasing está aventada como outras opções. Por enquanto, não risco de atraso de ter os 2600, pois a meta contratual não pode ser desconsiderada, disse o diretor de Operações da SPTrans, Wagner Chagas Alves.


Novo modelo

O novo ônibus elétrico apresentado hoje, um Azure A12 BR, é fabricado pela chinesa Higer Bus, e totalmente movido a baterias, o que significa que não emite qualquer tipo de poluentes durante sua circulação e será testado pela primeira vez no Brasil. Entre seus diferenciais está o fato de ser totalmente piso baixo, facilitando a locomoção de pessoas com mobilidade reduzida como idosos e pessoas com deficiência.

O modelo já vem equipado com ar-condicionado, carregadores USB para os passageiros e possibilidade de conexão à internet por meio de WiFi. São 12,2 metros de comprimento, suspensão a ar e capacidade de transportar até 70 passageiros, no total, entre em pé e sentados. O veículo segue o chamado “padrão SPTrans”, sendo usado ou baseando as exigências de diversas cidades brasileiras.

Os testes serão administrados pela SPTrans, que irá realizar uma avaliação de desempenho nos próximos dias e verificar se o ônibus está tecnicamente adequado a operar nas ruas de São Paulo. Após a conclusão deste período, que deve durar cerca de 15 dias, o coletivo será encaminhado para três viações da cidade: a Transwolff, que opera na Zona Sul, a Sambaíba, da Zona Norte e a Metrópole, na Zona Leste, e deve ficar dois meses em cada, totalizando seis meses de testes na capital.

A ação é possível graças a participação de São Paulo na C40 Cities, grupo de lideranças climáticas das cidades e está inserida na iniciativa ZEBRA (Acelerador de implantação rápida de ônibus de emissão zero, na sigla em inglês), que visa apoiar cidades latino-americanas no processo de transição para tecnologia zero emissões – mesa redonda de negócios e indústria, do ICCT (Conselho Internacional de Transporte Limpo).

“Esse evento é muito importante para nós porque é um começo não só no Brasil como na América Latina. Já começamos no mais importante e principal player com relação à mobilidade no Brasil. Teremos condições de atender as necessidades da capital nos próximos anos”, afirmou o diretor da Higer Bus Company para América do Sul, Marcelo Barella.

Motoristas de caminhões e ônibus sem exame toxicológico pagarão multa

Caminhões em deslocamento em rodovia

A partir de amanhã (12), todos os condutores do país com carteira nacional de habilitação (CNH) nas categorias C, D ou E, que incluem motoristas de caminhão, ônibus e vans, serão multados de forma automática em R$ 1.467,35, se não estiverem com o exame toxicológico em dia. O registro será imediato na CNH.

O presidente executivo da Associação Brasileira de Toxicologia (ABTox), Renato Dias, explicou à Agência Brasil que a nova lei do trânsito (Lei 14.071/20), aprovada em outubro de 2020, entraria em vigor no dia 12 de abril deste ano. Em função da pandemia de covid-19, o prazo foi adiado para 12 de novembro. A medida considerou também o passivo elevado de condutores profissionais das categorias C, D e E que vinham descumprindo a realização do exame periódico. “A ABTox, a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) e o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), hoje Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), em comum acordo, ajustaram para que o prazo fosse escalonado e prorrogado. Isso foi um benefício que o governo concedeu a todos os motoristas profissionais C, D e E”, informou Dias.

Segundo o presidente da ABTox, o passivo de condutores nessas três categorias fica em torno de 1,5 milhão. Ele disse que os motoristas precisam fazer o exame urgentemente porque, a partir de 1º de dezembro, quem não tiver feito até 30 de novembro terá multa automática de R$ 1.467,35, expedida pelo órgão executivo de trânsito de seu estado. A medida envolve os condutores cuja validade da CNH venceu ou vai vencer em 2021 e aqueles cujo documento vencerá em qualquer mês de 2022 ou de 2023. “Quando o cidadão for renovar sua carteira, será surpreendido com a multa aplicada por descumprimento do exame. Se for fiscalizado na cidade ou na rodovia e estiver com o exame vencido, receberá outra multa pela autoridade de trânsito.

Caminhões em deslocamento em rodovia
(Arquivo/Agência Brasil)

Fim do prazo

Renato Dias destacou a importância da divulgação dessas informações. A ABTox, junto com a CNTA, tem feito campanha maciça nas redes sociais e nos meios de comunicação. Afirmou ser muito importante também que o governo, por meio do Ministério da Infraestrutura, faça a divulgação das medidas em seus canais oficiais, alertando os condutores profissionais C, D e E para o fim do prazo de realização do exame – 30 de novembro – e a entrada da lei em vigor amanhã. “O condutor já será autuado e também, a partir de 1º de dezembro, receberá multa automática quem não fizer o exame toxicológico periódico”, lembrou.

O Artigo 165B do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) estabelece multa de R$ 1.467,35 em caso de fiscalização em flagrante, caso o condutor seja abordado por algum agente de trânsito, ficando sujeito ainda à retenção do veículo até apresentação de novo condutor com exame em dia e devidamente habilitado, e suspensão por 90 dias do direito de dirigir. O parágrafo único desse mesmo artigo estabelece a necessidade de os condutores das três categorias profissionais que exercem atividade remunerada fazerem o exame a cada dois anos e seis meses. Hoje, o Brasil tem em torno de 10 milhões de motoristas profissionais C, D e E.

A partir de agora, será feito um escalonamento para todos os motoristas que precisam fazer o exame. Renato Dias disse que, em média, deverão ser 330 mil condutores por mês. Mas como muitos não compareceram, há um passivo em torno de 1 milhão a 1,5 milhão de pessoas que deveriam ter feito nos meses anteriores, seguindo o calendário oficial do Denatran, e não fizeram. “E esse calendário está chegando agora à data limite”.

Segurança

O secretário executivo da CNTA, Marlon Maues, afirmou que os caminhoneiros aceitaram bem a medida, embora tenha destacado que a segurança das rodovias não depende só do exame toxicológico ou do caminhoneiro. “É como um todo”. Ele reconheceu, entretanto, que “em função da exigência de desempenhar o menor tempo na estrada para ter uma remuneração digna, muitas vezes uma parcela da categoria acaba fazendo uso inadequado de entorpecentes para cumprir suas obrigações”.

A obrigatoriedade de realização do exame periódico foi positivo e resultou em um ganho para a sociedade, admitiu Maues. O adiamento da vigência da lei deu oportunidade aos caminhoneiros para a realização do periódico e a regularização, bem como aos demais condutores das categorias C, D e E.

O ponto de divergência não é relativo à multa estabelecida, segundo Marlon Maues, que criticou a falta de uma comunicação compatível do governo sobre a medida. “Houve um hiato em que o governo, como autoridade pública responsável por fazer essa fiscalização e essa exigência, não teve uma terceira perna aí, de comunicar”. Por isso, a CNTA, junto com a ABTox e a Associação de Concessionários de Rodovias promovem campanhas para que as informações cheguem ao caminhoneiro.

“A CNTA reconhece a obrigatoriedade (do exame) como muito positivo, mas deveria haver uma comunicação compatível com isso. Porque nós ficamos realmente muito preocupados no sentido de que os caminhoneiros, por mais que sejam favoráveis e aceitem, eles tenham aí uma multa por desconhecimento, uma vez que estão trabalhando no dia a dia em suas atividades e não podem ler o Diário Oficial e documentos com as informações”. Por isso, afirmou ser “importantíssimo” que a autoridade pública faça esse movimento e promova uma campanha maciça, divulgando a obrigatoriedade do exame, bem como o calendário específico, “para que os motoristas tomem conhecimento da urgência de fazê-lo dentro do prazo adequado”.

Sem referência

Procurado pela Agência Brasil, o Ministério da Infraestrutura respondeu, em nota enviada pela Assessoria Especial de Comunicação, que “não há qualquer referência a 12 de novembro de 2021 no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) ou na Resolução nº 855/2021, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que estabeleça os prazos para renovação do exame toxicológico”.

De acordo com a assessoria, essas informações são divulgadas no site e nas redes sociais do ministério e da Senatran como um “lembrete para que o condutor procure o posto de coleta de um laboratório e realize o exame toxicológico. Isso evitará surpresas, seja numa abordagem ao dirigir um veículo que exija a categoria C, D ou E, ou no ato da renovação, quando pode ser constatada a “multa de balcão”.

No ato da fiscalização, os agentes da autoridade de trânsito deverão observar a validade da CNH do condutor das categorias C, D e E e verificar, na tabela da Resolução Contran n° 855/2021, qual o respectivo tempo para a realização do exame, independentemente de os prazos de validade do documento de habilitação terem sido prorrogados.

A nota enviada pelo ministério ressalta que há prazos vencendo em novembro e em dezembro. “Então, fica o alerta aos motoristas: todo mundo deve estar em dia com o exame toxicológico. Além de regularizar sua situação perante a legislação de trânsito, o condutor pode aproveitar o exame periódico para renovar o documento de habilitação, se o fizer em até 90 dias após a data da coleta da amostra para o exame. Caso a renovação ocorra em mais de 90 dias, o motorista precisará fazer novo teste”.

A nota lembra que a multa possível no ato da renovação, prevista no parágrafo único do Art. 165-B do CTB, a chamada “multa de balcão”, “não se aplica aos condutores que exercem atividade remunerada, cuja data de validade da CNH seja anterior a 12 de outubro de 2023”.

Por Alana Gandra, da Agência Brasil

Alta de preços dos combustíveis pode fazer transporte pressionar inflação em 2022

Passageiros aguardam para embarcar em ônibus do transporte coletivo de São Paulo, na Avenida Paulista
Passageiros aguardam para embarcar em ônibus do transporte coletivo de São Paulo, na Avenida Paulista
(Rovena Rosa/Agência Brasil)

O aumento do preço dos combustíveis, dos alimentos e da energia elétrica indicam uma possível mudança no valor da passagem para os transportes públicos.

De acordo com a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), os aumentos desproporcionais podem afetar a operação de toda cadeia de distribuição e ampliar o déficit das empresas, que foi de R$17 bilhões durante o período de pandemia.

reajuste da tarifa do transporte público já está sendo estudado pela prefeitura de São Paulo e pelo governo do estado, que pretendem modificar o valor para 2022. Porém, o percentual ainda não foi definido.

Durante coletiva na sexta-feira (5), o governador João Doria (PSDB) afirmou que o impacto para o bolso do usuário será pequeno.

Por TV Cultura

“É praticamente impossível” não aumentar a tarifa de ônibus em 2022, diz prefeito

Catraca de cobrança de bilhete único dentro do ônibus

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), disse que a tarifa de ônibus do transporte coletivo da cidade podem ficar mais cara em 2022. Nunes fez a afirmação durante entrevista à rádio Eldorado, nesta quinta-feira (4).

“A tendência é que você feche o ano com o diesel aumentando 60%”, previu o prefeito. “É praticamente impossível você não ter isso refletido na tarifa”.

Ricardo Nunes também afirmou que a única forma de conter o aumento da tarifa de ônibus seria aumentar o subsídio que a prefeitura paga às empresas para manter o sistema funcionando. Segundo ele, em números aproximados, este subsídio era de R$ 960 milhões em 2012 e saltou R$ 3,3 bilhões no ano passado. O sistema como um todo custa cerca de R$ 8 bilhões e maior parte dos recursos, cerca de R$ 5 bi, vem das tarifas pagas pelos usuários.

Na mesma entrevista, o prefeito diz que deve repetir o subsídio de R$ 3,3 bi, reforçando a ideia de que o preço da tarifa de ônibus pode mesmo subir. Questionado sobre qual “mágica” iria permitir a manutenção desta quantia, Nunes respondeu argumentando que haverá concessão de terminais à iniciativa privada para arrecadar recursos.

Frota de ônibus na Capital melhora, diz Iema

(Prefeitura de SP)

A frota de ônibus de São Paulo se modernizou em 2021, segundo levantamento do Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema). De acordo com o estudo, em janeiro deste ano, 17% dos ônibus que rodavam na capital paulista eram modelos a diesel fabricados antes de 2012, com sistemas menos eficazes no controle de poluentes. O percentual de veículos com esse perfil caiu para 12% em agosto.

Apesar de menos poluentes, esses ônibus ainda liberam gases causadores do efeito estufa, como o dióxido de carbono (CO2). Os veículos elétricos, que não emitem esse tipo de poluente diretamente, avançam bem mais devagar na composição da frota paulistana.

De acordo com a pesquisa, há 219 veículos movidos a eletricidade na cidade, sendo que 201 são trólebus, alimentados por linhas aéreas. A previsão do plano de metas da prefeitura, segundo o instituto, é que até 2024 a eletricidade seja o combustível de 2,6 mil coletivos.

A frota circulante da capital paulista é, de acordo com a pesquisa, de 12,2 mil veículos. O número de passageiros, ainda é 30% do que no período anterior à pandemia de coronavírus.

por Agência Brasil

Com aumento nos congestionamentos, Capital reativa faixas reversíveis de ônibus

As faixas reversíveis de ônibus foram reativadas hoje (23), em São Paulo. A mudança foi anunciada na semana passada pela Prefeitura da Capital.

As faixas ajudam a dar maior fluidez ao transporte coletivo. Pelas análises da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), nos últimos dias foi registrado um aumento gradual dos índices de lentidão registrados na cidade.

“As faixas reversíveis operam por meio da inversão do sentido de circulação de faixa ou faixas de rolamento das vias para atender ao maior fluxo de veículos registrado em determinados horários”, explica a Prefeitura, em nota. “A implantação das faixas reversíveis é uma medida de engenharia de tráfego importante para a redução dos congestionamentos na cidade de São Paulo”, completa

Veja abaixo as vias e horários da implantação das faixas a partir desta segunda:

FAIXAS REVERSÍVEIS EXCLUSIVAS PARA ÔNIBUS

Sentido Centro

Ponte da Casa Verde (Manhã) – 6h às 10h
Entre a Av. Braz Leme e Rua Baronesa de Porto Carreiro

Av. Penha de França – 6h às 8h30
Entre Rua Caquito e Rua Henrique Souza Queiroz

Estrada do M’Boi Mirim (1) / Av. Guarapiranga (2) – 5h30 às 8h30
Entre a Rua Frias Vasconcelos e Av. Guarapiranga / Estrada do M’boi Mirim e Rua Frederico Grotte

Estrada de Itapecerica – 5h30 às 8h30
Entre a Rua Josefina Moretti e Terminal João Dias

Av. Carlos Caldeira Filho – 6h às 8h30
Entre a Av. das Belezas e a Av. Giovanni Gronchi

Ponte João Dias – 6h às 8h30
Entre o Term. João Dias e Rua Bento Branco de Andrade Filho

Ponte do Piqueri – Av. Gal. Edgar Facó – 6h às 9h
Entre a Av. Paula Ferreira – Av. Ermano Marchetti

Sentido bairro

Ponte da Casa Verde – 16h às 20h
Entre a Rua Baronesa de Porto Carreiro e Av. Braz Leme

Av. Guarapiranga – 16h às 20h
Entre a Av. Vitor Manzini x Rua Bruges até a Av. Guarapiranga x Estr. M’Boi Mirim

Ponte João Dias – 17h às 20h
Entre a Rua Bento Branco de Andrade Filho e Terminal João Dias

Ponte do Piqueri – 17 às 20h
Sobre toda a extensão da ponte

Motoristas e cobradores de ônibus falam em greve dia 21 de junho

Assembleia realizada em uma das garagens (Sindmotoristas/Reprodução)

Os motoristas e cobradores de ônibus de São Paulo consideram a possibilidade de greve da categoria a partir do dia 21 de junho. A informação foi divulgada pelo Sindmotoristas após assembléia realizada na porta das garagens, hoje (8).

Em campanha salarial, os profissionais ouviram do sindicato que os donos das empresas de ônibus não apresentaram proposta para reajuste da categoria. A alegação, segundo nota do Sindmotoristas, é a crise financeira provocada pela pandemia de covid-19, que reduziu a quantidade de passageiros e de veículos circulando na cidade.

“Sabemos da crise financeira, mas também sabemos que a inflação não perdoa os preços do mercado para a categoria. Tudo está mais caro, o alimento, o aluguel, o gás, a água”, afirmou Valdevan Noventa, presidente do Sindmotoristas, em comunicado à imprensa. “O reajuste salarial é pauta de discussão e nos acende um alerta. Caso não tenhamos uma proposta satisfatória, o sistema vai parar”.

Greve no Metrô lota pontos de ônibus

As linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha do Metrô e a linha 15-Prata de monotrilho em São Paulo não devem ter operações normais nesta quarta-feira (19). Os paulistas amanheceram enfrentando pontos de ônibus cheios e aglomerações para embarcar. 

Em assembleia virtual realizada nesta terça-feira (18) pelo Sindicato dos Metroviários, a categoria decidiu iniciar uma greve. Foram 2.448 votos favoráveis à paralisação (77,42%). Os metroviários decidiram entrar em greve por reajustes salariais e de benefícios. 

As linhas 4 e 5, de operação privada, não param, como explicam as concessionárias em nota: “A ViaQuatro e a ViaMobilidade, concessionárias responsáveis pela operação e manutenção das linhas 4-Amarela e 5-Lilás do Metrô, respectivamente, informam que operarão normalmente nesta quarta-feira (19), das 4h40 à meia noite”, disseram.

Esquema especial

A São Paulo Transporte (SPTrans ) fez um esquema especial com 163 ônibus ligando estações do Metrô à região central. Desde às 4h desta quarta-feira está acionado o Paese (Plano de Atendimento entre Empresas em Situação de Emergência), contemplando a criação de seis linhas especiais que saem das estações do Metrô até a região central para atender os passageiros com uma frota total de 200 coletivos.

A SPTrans solicitou às concessionárias que aumentem o número de partidas em todos os horários e que mantenham em circulação a totalidade da frota ao longo de toda a operação, nos horários de pico da manhã, entrepico e pico da tarde. Além disso, algumas linhas que ligam os bairros às estações do Metrô farão o percurso dos bairros à região central.

 Por Ludmilla Souza – Repórter da Agência Brasil