Santos suspende vacinação de grávidas

Santos decidiu, no início da manhã hoje (11), suspender a vacinação contra a covid-19 das grávidas com comorbidades com a vacina Oxford/AstraZeneca/Fiocruz, único imunizante recebido na última sexta-feira (7) para vacinação dos grupos contemplados nesta semana pelo cronograma do Estado. A prefeitura da Capital Paulista também anunciou a suspensão.

A medida segue nota técnica emitida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que, na noite desta segunda-feira (10), recomendou não utilizar a vacina de Oxford/AstraZeneca/Fiocruz nas gestantes. A orientação considerou o monitoramento de efeitos adversos.

De acordo com o órgão regulador, a bula do imunizante indica que ele deva ser utilizado nas grávidas sob prescrição médica, após avaliação de riscos e benefícios. “O uso em situações não previstas na bula só deve ser feito mediante avaliação individual por um profissional de saúde”, informou a Anvisa.

No caso de Santos, neste momento, o Município não possui doses de CoronaVac para atender às gestantes e aguarda o envio de novas remessas pelo Estado. Para os demais públicos contemplados na vacinação, a aplicação da vacina de Oxford/AstraZeneca/Fiocruz segue normalmente em 23 policlínicas e em sete postos externos.

*Com Pref. de Santos

Capital segue Anvisa e suspende vacina em gestantes

A prefeitura de São Paulo suspendeu preventivamente a aplicação de vacinas contra covid-19 da AstraZeneca/Fiocruz para gestantes. A capital está seguindo a orientação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitida na noite desta segunda-feira (10).

A suspensão será mantida até que ocorra uma nova orientação por meio do Programa Nacional de Imunização, do Ministério da Saúde. A vacinação contra a covid-19 permanece em andamento e ganhou novos públicos elegíveis nesta terça-feira (11): metroviários, ferroviários, mães de recém-nascidos com comorbidades e pessoas com deficiência permanente inscritos no Benefício de Prestação Continuada (entre 55 e 59 anos).

Por Ludmilla Souza – Repórter da Agência Brasil 

Grávidas têm vacinação com Oxford/AstraZeneca/Fiocruz suspensa

(Joel Rodrigues/Agência Brasília)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou a suspensão imediata do uso da vacina contra a covid-19 da AstraZeneca/Fiocruz para mulheres gestantes. A orientação está em Nota Técnica emitida pela agência.

A orientação da Anvisa é que a indicação da bula da vacina AstraZeneca seja seguida pelo Programa Nacional de Imunização (PNI). A decisão é resultado do monitoramento de eventos adversos feito de forma constante sobre as vacinas contra a covid-19 em uso no país.

“O uso off label de vacinas, ou seja, em situações não previstas na bula, só deve ser feito mediante avaliação individual por um profissional de saúde que considere os riscos e benefícios da vacina para a paciente. A bula atual da vacina contra a covid-19 da AstraZeneca não recomenda o uso da vacina sem orientação médica”, ressaltou a Anvisa.

A vacina vinha sendo usada em gestantes com comorbidades. Agora, só podem ser aplicadas nas grávidas a Coronavac e a Pfizer.

Por Karine Melo – Repórter da Agência Brasil 

Fiocruz entrega 1,3 milhão de doses da vacina Oxford-AstraZeneca

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) entrega hoje (2) cerca de 1,3 milhão de doses de vacinas Oxford-AstraZeneca ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). O cronograma pactuado com o Ministério da Saúde seguirá o esquema de entregas semanais e está sujeito à logística de distribuição definida pela pasta, além dos protocolos de controle de qualidade, informou a assessoria de imprensa da Fiocruz.

Por intermédio do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), a instituição entregou, até o último dia 31 de março, mais de 2,8 milhões do imunizante. Com a entrega de hoje, a Fiocruz totaliza mais de 4,1 milhões de vacinas produzidas e disponibilizadas ao Ministério da Saúde.

A assessoria informou, ainda, que a fundação continua trabalhando no escalonamento da produção, visando alcançar a capacidade de 1 milhão de vacinas por dia. Ainda esta semana, a Fiocruz deve receber mais um lote de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), suficiente para a produção de 5,5 milhões de doses.

*Com informações da Agência Brasil

Fiocruz recebe insumos para produção de vacina

(Marcos Gouvea/via Agência Brasil)

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) recebeu no início da manhã de hoje (28), no Rio de Janeiro, mais duas remessas de insumo farmacêutico ativo (IFA) suficientes para produzir 12 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca, usada na imunização contra a covid-19.

O produto, procedente da China, chegou ao Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Tom Jobim/Galeão) às 6h22 deste domingo. Inicialmente, o voo estava previsto para chegar às 18h de ontem (27). O motivo da mudança da data se deveu a um atraso na conexão do voo.

Na última quinta-feira (25), a Fiocruz já havia recebido uma remessa para produzir 6 milhões de doses. Esta semana, está prevista a chegada de uma nova carga suficiente para fabricar 5 milhões de vacinas.

As 23 milhões de doses serão produzidas pela própria Fiocruz e, uma vez prontas, serão entregues ao Ministério da Saúde, entre abril e maio.

Este mês, a Fiocruz já produziu e entregou 1,8 milhão de doses de vacinas produzidas no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos).

Ainda está prevista a entrega de mais 2,1 milhões de doses nesta semana, que irão completar os 3,9 milhões de vacinas previstas até o fim desta semana.

Por Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil 

Índia vai atrasar entrega de vacinas compradas pelo governo Bolsonaro

(Joel Rodrigues/Agência Brasília)

O Instituto Serum, responsável pela produção na Índia da vacina contra a covid-19 desenvolvida pela AstraZeneca e a Universidade de Oxford, comunicou ao Brasil que não conseguirá cumprir os prazos de entrega dos imunizantes comprados pelo governo Jair Bolsonaro.

A informação foi publicada neste domingo (21/03) pelo jornal indiano Indian Times. Segundo o diário, o chefe do instituto, Adar Poonawalla, enviou uma carta à Fiocruz confirmando a suspensão das entregas, sem data exata para restabelecimento.

O Brasil, de acordo com Poonawalla, recebeu até agora 4 milhões dos 20 milhões de vacinas encomendados. A cifra difere da previsão mais recente da Fiocruz. Segundo a fundação, a negociação com a AstraZeneca e o Instituto Serum incluía a aquisição de mais oito milhões de doses ao longo dos próximos dois meses.

O atraso anunciada pelo Instituto Serum afeta também outros países, como Marrocos e Arábia Saudita. Ele foi justificado pelo aumento da demanda interna e dificuldades no trabalho de expansão de capacidade.

No início do mês, em declarações ao Congresso, o então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, já havia indicado que poderia haver atrasos em março na carga vinda da Índia.

Pressão interna na Índia

A Índia, o maior fabricante mundial de vacinas, está sendo criticada domesticamente por doar ou vender mais doses do que administra em casa. O país está em meio a mais uma onda de covid-19, e já registrou mais de 11,6 milhões de infectados.

A informação do atraso de entregas ao Brasil é noticiado dias depois de o Reino Unido anunciar que teria que retardar seu programa de vacinação no próximo mês porque o instituto indiano demoraria a entregar doses planejadas. O Instituto Serum forneceu até agora metade das doses dos 10 milhões que o governo britânico encomendou.

Uma fonte citada pela agência de notícias Reuters disse que o Serum trabalha para expandir sua produção mensal de 60 para 100 milhões de doses até abril ou maio.

Originalmente, o instituto deveria vender vacinas apenas para países de média e baixa renda, principalmente na Ásia e África, mas problemas de produção em outras instalações da AstraZeneca forçaram-no a enviar para muitos outros países em nome da AstraZeneca.

A Índia doou até agora 8 milhões de doses e vendeu quase 52 milhões para 75 países, principalmente a vacina da AstraZeneca feita pelo Serum. A Índia já administrou mais de 44 milhões de doses desde que iniciou sua campanha de imunização, em meados de janeiro.

Vacina gerou constrangimento para Bolsonaro

No início do ano, sob pressão após a aquisição da Coronavac pelo governo de São Paulo e sem ter nenhuma dose em mãos para o início da campanha de vacinação nacional, Bolsonaro enviou uma carta  ao primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, pedindo urgência no envio ao Brasil, para, assim, tentar garantir o protagonismo da imunização.

O pedido de urgência para a importação das doses ocorreu após a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), entidade do governo federal, ter informado que ocorreria um atraso na chegada ao país do insumo necessário para a produção local do inoculante da AstraZeneca. 

Pouco depois, o Ministério das Relações Exteriores afirmou em nota que o Brasil adquiriu as doses do Instituto Serum e que a embaixada brasileira teria feito os preparativos junto às autoridades indianas para receber os lotes. Um avião chegou a iniciar viagem para buscar a vacina no país asiático. Tanto Bolsonaro quanto o então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, prometiam a chegada do imunizante em dois dias.

Num constrangimento para Bolsonaro, o voo, porém, acabou sendo adiado depois que o governo indiano declarou que não poderia ainda dar uma data para a exportação de doses produzidas no país.

“Parece que o Brasil queimou a largada ao anunciar oficialmente o envio de uma aeronave para transportar 2 milhões de doses de vacina”, afirmou uma reportagem do jornal indiano Hindustan Times na época.

A carga com 2 milhões de doses acabou chegando apenas em finais de janeiro. O material já vem pronto para ser aplicado e é apenas rotulado na Fiocruz. O segundo lote, com mais dois milhões de doses, chegou ao Brasil em 23 de fevereiro.

Importação supriria demora na produção interna 

Segundo a Fiocruz, a vacina indiana serviu para reduzir o impacto inicial sobre o cronograma de entregas. A fundação planeja entregar cerca de 20 milhões de vacinas da AstraZeneca-Oxford por mês, a partir de abril. As entregas ocorrerão de forma semanal. Para março, estão previstos 3,8 milhões de doses, com entrega de 1,08 milhão para esta semana

As vacinas se referem à produção feita pela Fiocruz, sem contar com as compradas pelo Instituto Serum, na Índia.

A quantidade das doses indianas enviadas ao Brasil nunca foi confirmada, mas a imprensa brasileira noticiava que a previsão do governo era de que 2 milhões de doses fossem repassados mensalmente, a partir de abril.

Por Deutsche Welle

rpr/ek (Reuters, ots)

Alemanha suspende uso da vacina de Oxford

(John Cairns/University of Oxford/Reprodução)

O governo federal da Alemanha anunciou nesta segunda-feira (15/03) que seguirá a decisão tomada por outros países europeus e suspenderá o uso da vacina contra covid-19 desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca com a Universidade de Oxford, após relatos de algumas pessoas vacinadas que desenvolveram coágulos no sangue, que podem provocar trombose ou embolia pulmonar.

O Ministério da Saúde alemão informou que a decisão se baseava em uma recomendação do Instituto Paul Ehrlich (PEI, na sigla em alemão), responsável pela regulação e aprovação de medicamentos no país.

“Depois de novos relatos de tromboses em vasos sanguíneos no cérebro em conexão com a vacinação na Alemanha e na Europa, o PEI considera que uma investigação mais aprofundada é necessária”, disse a pasta. “A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) irá decidir se e como os novos achados afetarão a aprovação da vacina”, acrescentou.

Mais cedo nesta segunda, Markus Söder, presidente do partido CSU, havia dito que era necessário haver um “anuncio muito claro” de especialistas alemães sobre se a vacina era “boa ou ruim”.

Logo depois do anúncio da Alemanha, França, Itália e Espanha também informaram que estavam suspendendo o uso da vacina de Oxford de forma cautelar, juntando-se a uma crescente lista de países europeus que suspenderam nos últimos dias o uso do imunizanze, apesar dos atrasos nos programas de vacinação contra a covid-19.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), a fabricante AstraZeneca, o governo britânico e a Universidade de Oxford afirmam não haver até o momento indicação de uma relação entre a vacina e os casos relatados ou de aumento de registros de coágulo sanguíneo em relação à média histórica.

Na sexta-feira, a OMS afirmou que “não há razão para deixar de usar” a vacina de Oxford contra a covid-19. A declaração foi dada pela porta-voz da agência em Genebra, a médica Margaret Harris. Ela disse que os países devem “continuar a utilizar a vacina da AstraZeneca” e que qualquer preocupação com segurança deve ser investigada, mas, no momento, não existem razões para suspender a aplicação das doses.

A vacina da AstraZeneca foi aprovada para uso na União Europeia no final de janeiro, porém vem enfrentando algumas dificuldades. Inicialmente, houve dúvidas sobre sua eficácia em pessoas com 65 anos ou mais, depois sanadas com a divulgação de um novo conjunto de dados de ensaios clínicos. O bloco comprou 400 milhões de doses da vacina, mas a farmacêutica foi forçada a reduzir as entregas previstas devido a problemas de produção.

Suspensão do uso

Os problemas mais recentes com a vacina de Oxford começaram na semana passada. Na quinta-feira, autoridades de saúde da Dinamarca suspenderam o uso do imunizante como medida de “precaução” depois de uma mulher de 60 anos morrer por problemas sanguíneos após ser vacinada.

A Agência de Medicamentos da Dinamarca informou em comunicado nesta segunda que a mulher teve “sintomas muito incomuns”, incluindo baixo número de plaquetas e coágulos em vasos sanguíneos de diâmetros variados.

Outros países acompanharam a Dinamarca e também suspenderam o uso da vacina.

A Noruega, um dos primeiros países a seguir a decisão dinamarquesa, informou no sábado que três pessoas com menos de 50 anos estavam recebendo tratamento médico hospitalar com sintomas parecidos depois de terem sido vacinadas.

No domingo, a Holanda também suspendeu o uso da vacina, e na segunda-feira uma agência holandesa de medicamentos informou ter registrado dez relatos de efeitos colaterais em pessoas vacinadas que incluíam casos de possíveis coágulos sanguíneos e embolia.

A Islândia, a Irlanda e a Bulgária também suspenderam o uso do imunizante.

A Áustria parou de usar doses de um lote da AstraZeneca na semana passada depois que uma mulher morreu por trombose múltipla após ser vacinada. Estônia, Letônia, Lituânia, Luxemburgo e Romênia também suspenderam o uso do mesmo lote de 1 milhão de doses, enviadas para 17 países da UE.

Fora da Europa, a Tailândia suspendeu brevemente o uso do imunizante antes de anunciar que a vacinação seria retomada nesta terça-feira.

Na segunda-feira, autoridades de saúde da Indonésia disseram que iriam adiar o uso da vacina devido aos relatos de coágulos sanguíneos na Europa e aguardariam uma nova análise da Organização Mundial de Saúde sobre a segurança do imunizante.

A Índia já aplicou mais de 28 milhões de doses da vacina de Oxford, que é produzida no país pelo Instituto Serum com o nome Covishield. Autoridades de saúde em Nova Déli afirmaram na semana passada que fariam uma nova análise de efeitos colaterais, apesar de nenhum caso de problema devido a coágulo sanguíneo ter sido relatado no país até o momento.

AstraZeneca defende segurança da vacina

A agência de medicamentos do Reino Unido afirmou na segunda-feira que as evidências “não sugerem” que a vacina de Oxford provoca coágulos sanguíneos e pediu que as pessoas continuem a se vacinar.

Na noite de domingo, a AstraZeneca informou que não identificou risco de coágulos sanguíneos associados à sua vacina. Segundo o laboratório, uma análise cuidadosa de dados de segurança relativos a mais de 17 milhões de pessoas já vacinadas com o imunizante na União Europeia e no Reino Unido não encontraram evidências de maior risco de embolia pulmonar, trombose em vasos sanguíneos ou redução das plaquetas.

Na quinta-feira, a Agência Europeia de Medicamentos afirmou não haver indícios de que a vacina de Oxford teria provocado os casos de tromboembolismo e que o imunizante é seguro para uso.

O órgão está realizando uma investigação aprofundada e deve fazer um novo pronunciamento nesta terça-feira, e destacou que o número de casos de trombose e embolia identificados entre as pessoas que receberam a vacina não é maior do que o registrado na população em geral.

Além da vacina de Oxford, a EMA já autorizou o uso na Uniao Europeia dos imunizantes produzidos po Pfizer-Biontech, Moderna e Johnson & Johnson.

Aposta de Bolsonaro

A vacina de Oxford foi a principal aposta feita pelo governo federal brasileiro para imunizar sua população, por meio de um acordo assinado em julho de 2020 entre a AstraZeneca e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). No mês seguinte, o presidente Jair Bolsonaro editou uma medida provisória abrindo crédito de R$ 1,9 bilhão para adquirir a tecnologia e 100 milhões de doses até meados de 2021, que seriam produzidas na Fiocruz a partir do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) importado da China.

A previsão inicial da Fiocruz era entregar 30 milhões de doses ainda em 2020, o que não se confirmou. Houve atrasos na importação do IFA, e as primeiras doses do imunizante vieram prontas da Índia e foram aplicadas em brasileiros apenas em 23 janeiro deste ano. Em seguida, um problema no equipamento da Fiocruz que coloca lacres de alumínio nas vacinas novamente atrasou o cronograma. A fundação espera entregar nesta semana o primeiro lote da vacina produzida no Brasil, com 1 milhão de doses, e em seguida elevar o ritmo de entrega.

Por esse motivo, cerca de 80% das doses de vacinas contra a covid-19 aplicadas no Brasil até agora são da chinesa Coronavac, produzida em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo, segundo cálculo da Rede Análise Covid-19. Esse imunizante foi desacreditado por Bolsonaro ao longo de 2020, que chegou a chamá-lo de “vacina chinesa de João Doria”, mas voltou atrás e em janeiro comprou 100 milhões de doses da vacina.

O governo federal já anunciou também a compra de 20 milhões de doses da vacina indiana Covaxin e de 10 milhões de doses do imunizante russo Sputnik V, mas ambos ainda não possuem aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Autoridades brasileiras até o momento não se pronunciaram sobre possíveis casos de coágulos em conexão com a vacina de Oxford.

Por Deutsche Welle

bl (ots, AFP, DW)

Vacina de Oxford é eficaz contra a variante de Manaus, aponta estudo

(Fiocruz/Reprodução)

Dados preliminares de um estudo feito pela Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca indicam que a vacina desenvolvida pela dupla induz uma resposta imunológica adequada contra a variante de Manaus. Os detalhes do estudo não foram divulgados, mas a informação foi confirmada. 

Os resultados dos estudos é uma ótima notícia para o Brasil. A Fiocruz já tem um acordo com a Oxford para produzir 200 milhões de doses do imunizante até dezembro. Em março, a promessa é da fundação entregar 3,8 milhões de doses ao programa Nacional de Imunização (PNI).

Além disso, o país é o que mais sofre com a cepa do Amazonas. Ao menos 17 estados já confirmaram casos com a variante de Manaus. Havia o temor de que as vacinas não sejam eficazes contra as variantes, como a do Reino Unido e da África do Sul. 

Segundo Sue Ann Costa Clemens, coordenadora dos centros de pesquisa da vacina de Oxford no Brasil, o artigo foi finalizado e está em processo de submissão para uma revista científica. “Acredito que até a semana que vem possamos ter a divulgação pública dos resultados”, diz.

Vacinação no Brasil 

A campanha nacional de imunização vacinou 7.941.173 pessoas até a noite da última sexta-feira com, pelo menos, a primeira dose. Isso é o equivalente a 3,75% da população do país. 

Ao todo, 2.611.071 pessoas receberam as duas doses da vacina, de acordo com recomendação dos laboratórios que produzem a CoronaVac e a Oxford/AstraZeneca. O número corresponde a apenas 1,23% da população do Brasil.

Por TV Cultura

Insumos para 12 milhões de vacina chegam ao Rio

(Fiocruz/via Agência Brasil)

Uma remessa de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) suficiente para produzir 12,2 milhões de doses de vacina contra a covid-19 chegou hoje (27) ao Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Galeão/Tom Jobim).

O material veio em um avião procedente da China e será encaminhado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) ainda hoje.

O produto será processado pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), que produzirá os mais de 12 milhões de doses de vacina AstraZeneca/Oxford.

Esse é o segundo lote de IFA que chega para a Fiocruz. Em 6 de fevereiro, já havia chegado um lote suficiente para produzir 2,8 milhões de doses, que ainda estão sendo processados pela Fiocruz.

Os 15 milhões de doses serão entregues ao Programa Nacional de Imunizações, para serem posteriormente distribuídos para os estados e municípios.

Até junho, a Fiocruz estima receber lotes de IFA suficiente para produzir 100,4 milhões doses de vacina.

Além do IFA, a Fiocruz também recebeu 4 milhões de doses prontas da vacina AstraZeneca/Oxford e deve receber mais 8 milhões nos próximos meses.

Por Vitor Abdala, da Agência Brasil