Fiocruz entrega cinco milhões de doses contra covid-19

(Fernando Brito/Ministério da Saúde/via Agência Brasil)

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou que entregará ainda hoje (18) ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) mais cerca de cinco milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca contra covid-19, produzida no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos).

Com a entrega desta semana, chega a 54,8 milhões o total de doses produzidas em Bio-Manguinhos e disponibilizadas ao Ministério da Saúde. Outras quatro milhões de doses do imunizante foram importadas prontas da Índia, onde foram produzidas pelo Instituto Serum. 

As doses fabricadas em Bio-Manguinhos são produzidas a partir de ingrediente farmacêutico ativo (IFA), importado do laboratório chinês WuXi Biologics. Segundo a Fiocruz, um novo carregamento do insumo está previsto para chegar ao Rio de Janeiro na próxima quarta-feira (23), desembarcando no Aeroporto Internacional do Galeão. 

Com a próxima remessa de IFA, poderão ser produzidas mais 5,8 milhões de doses, o que garante entregas de vacinas até o dia 16 de julho. 

Enquanto trabalha no processamento do IFA que já está em Bio-Manguinhos e avança na transferência de tecnologia para nacionalizar a produção do insumo, a Fiocruz também aguarda a confirmação da farmacêutica europeia sobre a possibilidade de antecipação dos próximos envios de IFA produzido na China. 

Por Vinícius Lisboa, da Agência Brasil

Fiocruz recebe hoje insumo para seis milhões de vacinas

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) deverá receber, neste sábado (12), mais um lote de ingrediente farmacêutico ativo (IFA), suficiente para a produção de cerca de seis milhões de doses da vacina contra a covid-19. 

O insumo deverá ser desembarcado no Aeroporto Internacional Tom Jobim no fim da tarde. A informação foi divulgada pela Fiocruz.

A aceleração da entrega dessa remessa permitirá a continuidade da produção da vacina e garantirá entregas semanais ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) até 10 de julho, segundo a Fiocruz. 

Nesta sexta-feira (11), a Fiocruz, por meio do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), também fez a sua entrega semanal de doses da vacina, com 2,7 milhões de doses sendo disponibilizadas ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), das quais 137 mil são para o estado do Rio de Janeiro.

Com essa remessa, a fundação atinge 53,8 milhões de doses entregues ao PNI. A pedido da Coordenação de Logística do Ministério da Saúde, as entregas semanais se manterão às sextas-feiras.

Por Vladimir Platonow – Repórter da Agência Brasil 

Pfizer e AstraZeneca são efetivas contra variante indiana

(Divulgação)

As vacinas contra a covid-19 desenvolvidas pela Pfizer e pela AstraZeneca são altamente efetivas contra a variante indiana do coronavírus, segundo um estudo divulgado pela agência de saúde pública do Reino Unido, Public Health England (PHE), na noite de sábado (22/05).

A pesquisa, realizada entre 5 de abril e 16 de maio, apontou que os dois imunizantes, ambos em uso nas campanhas de vacinação do Brasil e do Reino Unido, se mostraram quase tão eficazes contra a cepa indiana quanto contra a variante britânica após a segunda dose.

A fórmula da Pfizer, desenvolvida em parceria com a alemã Biontech, apresentou efetividade de 88% contra a doença sintomática causada pela mutação indiana duas semanas após a segunda dose – contra a variante britânica, a efetividade foi de 93% no mesmo estudo.

Já o imunizante da AstraZeneca, desenvolvido com a Universidade de Oxford, se mostrou 60% efetiva contra a variante indiana – ante 66% contra a cepa britânica – também duas semanas após a aplicação da segunda dose da vacina.

Além disso, ambos os imunizantes apontaram efetividade de 33% contra a doença sintomática causada pela variante indiana já três semanas após a primeira dose, em comparação com 50% de efetividade contra a cepa britânica no mesmo período.

O estudo analisou informações coletadas em todas as faixas etárias desde 5 de abril, para cobrir o período em que a variante indiana, denominada B.1.617, começou a surgir no Reino Unido.

A pesquisa apresenta dados de efetividade das vacinas, ou seja, mede o impacto real do imunizante na população. Os dados de eficácia, por outro lado, avaliam a proteção de uma vacina em testes clínicos, e não na vida real.

O artigo ainda não passou por revisão de outros cientistas, nem foi publicado em revista científica.

Mas as descobertas já foram descritas pelo ministro da Saúde do Reino Unido, Matt Hancock, como “revolucionárias”, num momento em que a mutação originária da Índia já se tornou dominante em algumas áreas do país europeu, segundo autoridades de saúde locais.

“Estou cada vez mais confiante de que estamos no caminho certo, porque esses dados mostram que a vacina, depois de duas doses, funciona com a mesma eficácia [contra a variante indiana]”, afirmou Hancock. “Mais de 20 milhões de pessoas, mais de uma em cada três, já têm proteção significativa contra essa nova variante [no Reino Unido].”

Variante indiana no Reino Unido

O Reino Unido é o país europeu cuja campanha de vacinação contra a covid-19 avança a passos mais largos. Mais de 22 milhões de pessoas foram completamente vacinadas no país, o que representa 33,1% da população, segundo dados do site Our World in Data.

Contudo, a nação tem enfrentado um novo desafio na pandemia com a disseminação da variante indiana, após já ter sido atingida por uma cepa doméstica altamente contagiosa.

Dados de sábado mostraram que os novos casos de covid-19 aumentaram 10,5% no Reino Unido em uma semana, embora ainda seja uma fração dos níveis registrados no início do ano.

Neste domingo, a chefe da agência britânica de segurança sanitária (UKHSA, na sigla em inglês), Jenny Harries, afirmou que a variante detectada pela primeira vez na Índia se tornou a mutação dominante em algumas regiões do Reino Unido.

Em áreas como Bolton e Bedford, os casos da variante indiana já ultrapassam os registros da variante britânica, que tinha sido dominante durante os meses de inverno, disse Harries à emissora britânica BBC.

Embora tenha pedido precaução aos britânicos a fim de evitar a imposição de novos confinamentos, ela disse acreditar na viabilidade do levantamento de todas as restrições impostas pela pandemia até 21 de junho – a data do calendário do governo para o desconfinamento.

O aumento de casos da variante indiana no Reino Unido levou a Alemanha a anunciar, na última sexta-feira, a imposição de uma quarentena de duas semanas a todos os viajantes que chegarem ao país a partir do território britânico.

Embora ainda não esteja totalmente comprovado que a B.1.617 seja mais transmissível ou mortal, há muitos indícios de que ela seja um dos motivos por trás do aumento exponencial de casos de covid-19 na Índia nas últimas semanas.

Variante indiana no Brasil

O estudo britânico também pode ser uma boa notícia para o Brasil, onde os primeiros casos da variante indiana foram detectados na semana passada.

Na última quinta-feira, o governo do Maranhão confirmou seis casos da B.1.617 em tripulantes de um navio que saiu da Malásia e chegou ao litoral do estado em 14 de maio. Um dos infectados foi internado em um hospital em São Luís, e os demais estão isolados na embarcação. Dezenas de pessoas que tiveram contato com os infectados estão sendo monitorados.

Tanto a vacina da Pfizer-Biontech como a da AstraZeneca-Oxford estão sendo usadas na campanha de vacinação do Brasil, embora em menor quantidade que a Coronavac – o imunizante desenvolvido pela chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan responde por 66% das doses aplicadas no país até o momento, segundo dados do Ministério da Saúde.

Por Deutsche Welle

ek (Reuters, AP, Efe, Lusa, ots)

Fiocruz recebe insumo para produção de vacina

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) recebeu mais uma remessa de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), insumo mais importante para a produção da vacina contra a covid-19. O carregamento desembarcou no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, no final da tarde de ontem (22). Com a nova entrega, poderão ser fabricadas aproximadamente 12 milhões de doses, o que assegura os repasses previstos ao Programa Nacional de Imunização (PNI) até a terceira semana de junho.

Segundo a Fiocruz, a produção, que foi interrompida na última quinta feira (20), será retomada na próxima terça-feira (25).

Vinculada ao Ministério da Saúde, a Fiocruz é responsável pela produção da vacina Oxford-AstraZeneca, a Covishield. A vacina foi desenvolvida por meio de uma parceria entre a Universidade de Oxford e a farmacêutica inglesa AstraZeneca. Ainda no ano passado, elas firmaram com a instituição brasileira um acordo para transferência de tecnologia.

A vacina já possui o registro definitivo na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e está sendo usada no controle da pandemia, seguindo os critérios do PNI. Os primeiros lotes da vacina que chegaram em janeiro ao país foram importados da Índia.

A fabricação em larga escala no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fiocruz (Bio-Manguinhos) teve início em março. No entanto, o IFA ainda está sendo importado. No início desse mês, a Anvisa deu aval para que a Fiocruz também possa fabricar o insumo. Assim, a expectativa é de que, nos próximos meses, a produção da Covishield esteja 100% nacionalizada.

Até o momento, a Fiocruz já entregou ao PNI mais de 41 milhões de vacinas para distribuição aos estados e municípios. A última remessa, de 6,1 milhões de doses, foi repassada ontem (21).

Por Agência Brasil

Fiocruz deve receber ainda hoje novo carregamento de IFA

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) deve receber hoje (22) o carregamento do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), produzido pelo laboratório Wuxi Biologics. O componente é o mais importante da vacina Oxford/AstraZeneca contra a covid-19.

A entrega de hoje incluirá duas remessas, já que um carregamento que estava previsto para o próximo dia 29 teve seu envio antecipado. Ao chegar, o IFA ainda precisa ser checado e descongelado. De acordo com a Fiocruz, os carregamentos serão suficientes para produzir 12 milhões de doses de vacinas, o que vai assegurar as entregas ao Sistema Único de Saúde (SUS) até a terceira semana de junho. 

Por causa da falta do componente, o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fiocruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz) suspendeu na  quinta-feira (20) a produção da vacina. Com a chegada do insumo, a produção deverá ser retomada na próxima terça-feira (25).

Desde fevereiro, a Fiocruz já produziu 50 milhões de doses da vacina, cerca de metade das 100,4 milhões de doses previstas no acordo de encomenda tecnológica assinado com a farmacêutica europeia AstraZeneca.

Transferência de tecnologia

A Fiocruz também trabalha no processo de transferência de tecnologia para produzir o insumo no Brasil. Segundo a Fiocruz, todas as informações técnicas necessárias à transferência de tecnologia já foram repassadas pela AstraZeneca à fundação.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já concedeu a certificação das condições técnico-operacionais das instalações (CTO) que produzirão o IFA, após vistoria realizada neste mês.

Remessas confirmadas 

Na quinta-feira (20), o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, confirmou a chegada do IFA ao Brasil. Além das remessas destinadas à Fiocruz, o ingrediente será destinado ao Instituto Butantan, que fabrica a CoronaVac.

Uma remessa de 3 mil litros de IFA destinada ao Butantan deverá chegar na terça-feira (25). O volume, segundo o instituto, é suficiente para a produção de cerca de 5 milhões de doses de vacinas. O Instituto Butantan tem dois contratos assinados com o Ministério da Saúde para o fornecimento de vacinas para a população brasileira por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI). 

O primeiro contrato, para fornecimento de 46 milhões de doses, já foi cumprido. Falta ainda um contrato de 54 milhões de doses, previsto para ser entregue em agosto. Até o momento, o Butantan entregou 47,2 milhões de doses de vacinas ao governo federal. Por falta de insumos, a produção de vacinas contra a covid-19, no Butantan, está paralisada desde o dia 14.

Por Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil

Fiocruz entrega mais 6,1 milhões de vacinas

(Min. da Saúde/via Agência Brasil)

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) está entregando hoje (21) mais 6,1 milhões de doses da vacina contra a covid-19, produzidas no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos). Desse total, 374 mil doses ficaram para imunização no estado do Rio de Janeiro e o restante foi enviado para o almoxarifado designado pelo Ministério da Saúde.

Esses novos lotes possibilitaram um aumento de 800 mil doses no quantitativo de vacinas contra a covid-19 entregues nesta sexta-feira. A entrega prevista anteriormente era de 5,3 milhões de doses. 

A Fiocruz alcança com mais essa remessa a marca de 41,1 milhões de vacinas disponibilizadas ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), das quais 37,1 milhões de doses processadas pela instituição e 4 milhões de doses importadas da Índia. 

Por Douglas Corrêa – Repórter da Agência Brasil 

Santos suspende vacinação de grávidas

Santos decidiu, no início da manhã hoje (11), suspender a vacinação contra a covid-19 das grávidas com comorbidades com a vacina Oxford/AstraZeneca/Fiocruz, único imunizante recebido na última sexta-feira (7) para vacinação dos grupos contemplados nesta semana pelo cronograma do Estado. A prefeitura da Capital Paulista também anunciou a suspensão.

A medida segue nota técnica emitida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que, na noite desta segunda-feira (10), recomendou não utilizar a vacina de Oxford/AstraZeneca/Fiocruz nas gestantes. A orientação considerou o monitoramento de efeitos adversos.

De acordo com o órgão regulador, a bula do imunizante indica que ele deva ser utilizado nas grávidas sob prescrição médica, após avaliação de riscos e benefícios. “O uso em situações não previstas na bula só deve ser feito mediante avaliação individual por um profissional de saúde”, informou a Anvisa.

No caso de Santos, neste momento, o Município não possui doses de CoronaVac para atender às gestantes e aguarda o envio de novas remessas pelo Estado. Para os demais públicos contemplados na vacinação, a aplicação da vacina de Oxford/AstraZeneca/Fiocruz segue normalmente em 23 policlínicas e em sete postos externos.

*Com Pref. de Santos

Capital segue Anvisa e suspende vacina em gestantes

A prefeitura de São Paulo suspendeu preventivamente a aplicação de vacinas contra covid-19 da AstraZeneca/Fiocruz para gestantes. A capital está seguindo a orientação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitida na noite desta segunda-feira (10).

A suspensão será mantida até que ocorra uma nova orientação por meio do Programa Nacional de Imunização, do Ministério da Saúde. A vacinação contra a covid-19 permanece em andamento e ganhou novos públicos elegíveis nesta terça-feira (11): metroviários, ferroviários, mães de recém-nascidos com comorbidades e pessoas com deficiência permanente inscritos no Benefício de Prestação Continuada (entre 55 e 59 anos).

Por Ludmilla Souza – Repórter da Agência Brasil 

Grávidas têm vacinação com Oxford/AstraZeneca/Fiocruz suspensa

(Joel Rodrigues/Agência Brasília)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou a suspensão imediata do uso da vacina contra a covid-19 da AstraZeneca/Fiocruz para mulheres gestantes. A orientação está em Nota Técnica emitida pela agência.

A orientação da Anvisa é que a indicação da bula da vacina AstraZeneca seja seguida pelo Programa Nacional de Imunização (PNI). A decisão é resultado do monitoramento de eventos adversos feito de forma constante sobre as vacinas contra a covid-19 em uso no país.

“O uso off label de vacinas, ou seja, em situações não previstas na bula, só deve ser feito mediante avaliação individual por um profissional de saúde que considere os riscos e benefícios da vacina para a paciente. A bula atual da vacina contra a covid-19 da AstraZeneca não recomenda o uso da vacina sem orientação médica”, ressaltou a Anvisa.

A vacina vinha sendo usada em gestantes com comorbidades. Agora, só podem ser aplicadas nas grávidas a Coronavac e a Pfizer.

Por Karine Melo – Repórter da Agência Brasil 

Fiocruz entrega 1,3 milhão de doses da vacina Oxford-AstraZeneca

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) entrega hoje (2) cerca de 1,3 milhão de doses de vacinas Oxford-AstraZeneca ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). O cronograma pactuado com o Ministério da Saúde seguirá o esquema de entregas semanais e está sujeito à logística de distribuição definida pela pasta, além dos protocolos de controle de qualidade, informou a assessoria de imprensa da Fiocruz.

Por intermédio do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), a instituição entregou, até o último dia 31 de março, mais de 2,8 milhões do imunizante. Com a entrega de hoje, a Fiocruz totaliza mais de 4,1 milhões de vacinas produzidas e disponibilizadas ao Ministério da Saúde.

A assessoria informou, ainda, que a fundação continua trabalhando no escalonamento da produção, visando alcançar a capacidade de 1 milhão de vacinas por dia. Ainda esta semana, a Fiocruz deve receber mais um lote de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), suficiente para a produção de 5,5 milhões de doses.

*Com informações da Agência Brasil