Hospital de Campanha do Pacaembú será fechado

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, anunciou hoje (26) o fechamento do hospital de campanha do estádio do Pacaembu na próxima segunda-feira (29). O fechamento se deve, segundo o prefeito, porque a taxa de ocupação nos últimos dez dias nos hospitais de campanha da capital está abaixo de 50%. 

Hospital de Campanha no estádio do Pacaembú (Sérgio Souza/Fotos Públicas)

“Desde o dia 1º de junho, a taxa de ocupação dos leitos dos hospitais de campanha e de enfermaria da prefeitura de São Paulo vem caindo. Estamos há quatro semanas em queda nessa taxa. E nos últimos dez dias estamos abaixo dos 50%. Então, isso dá tranquilidade para fechar os 200 leitos do hospital do Pacaembu”, explicou.

Desde que foi criado, o hospital de campanha do Pacaembu atendeu 1.493 pessoas. Ontem (25), apenas 15 pessoas estavam internadas no local. 

Segundo o prefeito, o custo inicial previsto para o hospital do Pacaembu era de R$ 28,6 milhões, incluídos tanto o investimento quanto o custeio. Mas não foi gasto todo esse montante. “Desses R$ 28,6 milhões, o custo final vai ser de R$ 23 milhões”.  

O Hospital Albert Einstein, que administra o hospital de campanha do Pacaembu, de acordo com Bruno Covas, vai doar R$ 7 milhões em equipamentos do espaço para três hospitais municipais da zona leste da capital, região que apresenta a maior mortalidade por coronavírus. 

“O Albert Einstein, a OSS [organização social de saúde] que administrou aquele espaço, vai doar para a prefeitura de São Paulo todos esses equipamentos que lá eles utilizaram”, informou o prefeito. Os equipamentos serão doados para os hospitais das regiões de Itaquera, Cidades Tiradentes e São Miguel.  

O hospital de campanha do Pacaembu foi o primeiro hospital temporário criado na capital para atendimento de casos leves do novo coronavírus (covid-19) e foi inaugurado no dia 6 de abril, com 200 leitos, sendo 16 deles de estabilização. Além dele, a prefeitura também criou o hospital de campanha do Anhembi,  com capacidade para até 1,8 mil leitos de baixa complexidade.

Até ontem (25), a cidade de São Paulo tinha 142.750 casos confirmados do novo coronavírus, com 5.241 óbitos. A taxa de ocupação dos leitos de unidades de terapia intensiva (UTI) para tratamento do coronavírus nos hospitais administrados pela prefeitura paulistana é de 57%. Já a taxa de ocupação de leitos de enfermaria nos hospitais estava hoje em 48%.  

“Desde o dia 1º de junho, essa taxa vem diminuindo na cidade de São Paulo e, nos últimos 10 dias, estamos com a taxa abaixo dos 50%”, disse Covas.

Segundo o prefeito, caso ocorra algum aumento no número de casos na capital que necessitem de internação, essas pessoas serão acolhidas pelo hospital de campanha do Anhembi. “Temos 900 leitos no Anhembi que podem ser disponibilizados. São 900 leitos que hoje a prefeitura não paga porque não estão sendo utilizados mas que podem, a qualquer momento, serem utilizados. Temos uma reserva de 900 leitos se necessário”, disse o prefeito.

Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil

Hospital do Pacaembú registra primeira morte

Hospital de Campanha no estádio do Pacaembú (Sérgio Souza/Fotos Públicas)

O Hospital de Campanha do Pacaembú, na área central de São Paulo, registrou nesse domingo (12) a primeira morte de paciente com Covid-19. A vítima é um homem, de 36 anos, que, segundo a Secretaria Municipal da Saúde da Capital, sofria também de doença de Chagas e não resistiu ao Coronavírus.

A unidade montada no campo de futebol contava com 61 doentes internados até o meio da tarde. A maioria, 55, estava em leitos de baixa complexidade, enquanto outros seis permaneciam na ala de estabilização, equipada com recursos para tratamento de pacientes mais graves.

Ainda nesse domingo, três pessoas apresentaram melhora, receberam alta e vão continuar o tratamento isoladas em casa.

Anhembi

O Hospital de Campanha do Anhembi, que conta com 326 leitos prontos para a operação, tinha 13 pacientes internados em leitos de baixa e média complexidade no meio da tarde de ontem (12). Desses, 12 estavam em leitos de enfermaria e um em estabilização.

A Prefeitura ressalta que os dois hospitais de campanha são unidades de portas fechadas: as pessoas com sintomas não devem procurar atendimento direto no local. Os pacientes com covid-19 chegarão, exclusivamente, transferidos por ambulâncias de outras unidades. As internações são controladas pela regulação da Secretaria Municipal da Saúde.

*com informações da Prefeitura de São Paulo

 

Estado é condenado por deixar criança nua em presídio

Por Maria Teresa Cruz



Agentes deixaram criança nua e ainda arrancaram aparelho dentário de sua mãe com alicate, durante visitas ao presídio de Pacaembu (SP), em 2013

Penitenciária de Pacaembu, no interior paulista, onde aconteceu o caso de revista vexatória em 2013 (SAP/Reprodução)

A Justiça de São Paulo condenou o Estado ao pagamento de R$ 10 mil por danos morais a uma menina de 7 anos que foi obrigada a ficar nua na frente de agentes e foi separada da mãe durante a revista para entrar na Penitenciária de Pacaembu, localizada no interior paulista, onde o pai dela está preso. A Defensoria Pública de SP, que cuida do caso, conta que a decisão diz respeito ao julgamento de um recurso movido por eles que questionava uma primeira decisão contrária ao pagamento de indenização. 

De acordo com a Defensoria, a garota foi obrigada a ficar nua durante a revista na frente de agentes penitenciários. Ao passar a camiseta dela em um detector de metais, o aparelho apitou por causa de uma pequena placa metálica na etiqueta. A situação provocou estresse na criança, que ficou afastada da mãe. Em outra oportunidade, na mesma unidade prisional, a mãe dela também passou por situação semelhante, ficou nua e teve até que tirar os aparelhos dentários com alicate porque o metal disparava o detector. 

Na decisão, a desembargadora Silvia Meirelles destaca um trecho da avaliação dos efeitos emocionais do ocorrido para a menina, que embora muito nova, teve total consciência do constrangimento ao qual foi submetida. “Em uma das visitas ao pai, ao passar pelo detector de metais o mesmo disparou após a sua passagem. Lembra que após o disparo, foi separada de sua mãe em um canto da sala. Chorava e chamava sua mãe, e as agentes teriam gritado para ela para que ficasse quieta”, detalha uma psicóloga que avaliou a criança, no trecho separado pela magistrada. 

A psicóloga prosseguiu sua análise. “Estava de calcinha. Diz que se lembra com detalhes deste dia e que levou um tempo considerável até voltar àquele lugar. Diz que ‘jurou’ a si mesma que nunca mais voltaria àquele lugar. Não entendeu o que estava acontecendo e ficou com muito medo de ser separada de seus pais”, detalha a profissional.

Para Mateus Moro, defensor público do NESC (Núcleo Especializado de Situação Carcerária), que integra a Defensoria Pública de São Paulo, o princípio de que a pena não pode ultrapassar a pessoa do condenado foi desrespeitado no caso, já que tanto mãe quanto filha passaram pela humilhação de uma revista íntima, sem qualquer razão aparente, pelo simples fato de serem familiares de uma pessoa que está presa. 

“A juíza considerou que, com relação a criança, por ser vulnerável, por não poder falar por si mesma, houve um ato ilícito. Mas no caso da mãe, o pedido de indenização foi julgado o improcedente e para essa decisão”, compara Moro. “O tribunal usou o argumento de que uma eventual questão de segurança pública está acima da intimidade e dignidade de uma mulher, o que consideramos um absurdo e, por isso, vamos recorrer”, explicou.

Moro também criticou o valor dos danos morais. “Se um juiz perde um voo, por exemplo, ganha uma bolada. Nesse caso, R$ 10 mil pelo que aconteceu é pouco”, avaliou.

O caso aconteceu em 2013, nos meses de março e outubro, antes da lei estadual, de 2014, que obrigava presídios de SP a ter um aparelho de scanner, e da lei federal, de 2016, que proíbe a revista vexatória em unidades prisionais. Moro alerta que casos como esse continuaram acontecendo mesmo depois da mudança na legislação. 

“Vivemos em um Estado formalmente democrático, mas socialmente fascista, citando o Boaventura dos Santos Souza, sociólogo português. Uma pessoa só pode ser revistada quando houver uma fundada suspeita de portar algo ilícito”, argumenta. “Mas o que vemos nos presídios é que todas as pessoas que são familiares de presos e que fazem as visitas aos finais de semana, é presumidamente alguém que precisa passar pela revista”, critica o defensor. 

A principal alegação para a existência de revista íntima é que familiares podem estar sendo usados para entrar com drogas nos presídios. Um documento da Defensoria Pública, feito em parceria com a Conectas, traz dados da Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo obtidos pela Lei de Acesso à Informação, que refutam o argumento: “em 2013, a cada 11.000 visitantes que passaram pela revista íntima, apenas uma averiguação resultou em apreensão”.

Mateus Moro alerta que a revista vexatória desrespeita tratados internacionais de Direitos Humanos e contraria recomendações da Corte Interamericana de Direitos Humanos, da ONU e da Corte Europeia de Direitos Humanos. Em 2017, após lei estadual e federal, a PFDC (Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão) entrou com pedido de ação para o fim das revistas vexatórias em estabelecimentos prisionais e socioeducativos por constatar que essas situações continuavam acontecendo mesmo com a adoção de scanners corporais. 

A SAP (Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo) foi procurada para comentar o caso, mas até a publicação da reportagem não havia retorno.

*Esta reportagem foi publicada originalmente pela Ponte.

Pacaembu recebe primeira franquia de rede odontológica

(Divulgação)

Inaugurada no dia 16, a unidade de GOU Odonto de Pacaembu chega à cidade com serviços que visa atender as classes C e D. Com sede em Uberlândia, Minas Gerais, o negócio foi fundado em 2010 e conta atualmente com 98 unidades abertas. Localizada no endereço Rua Deputado Castro de Carvalho, 459, a clínica da marca é primeira franquia de odontologia da cidade pacaembuense e é administrada pela Dr Roberto Mazali, especialista em ortodontia.

“Já tínhamos um consultório particular, mas estávamos acomodados e decidimos que era o momento de arriscar no mundo do empreendedorismo. Conheci a rede há 10 anos por intermédio de um dos sócios do grupo que nos passou segurança e confiança para que déssemos o ponta pé inicial”, conta Roberto.

A unidade de Pacaembu é a 73ª clínica da rede no Estado de São Paulo. Os moradores da região encontram no portfólio da marca tratamentos que vão desde ortodônticos a estéticos, como a bichectomia.  Para mais informações, basta entrar em contato nos telefones (18) 3862-1339, e (18) 996071176.

“Atuo na região há anos e por isso possuo uma cartela de clientes fixas que pretendo trazer para a GOU Odonto. Na cidade somos os primeiros a ter uma unidade franqueada de uma rede de odontologias, e por este motivo, acredito que sejamos um atrativo para os moradores da região”, diz Mazali

A clínica situada no Bairro Esplanada funciona de segunda a sexta, das 8 horas às 20 horas e aos Sábados das 8 horas às 12 horas.

Após temporal de domingo e mais de dois mil raios, veja previsão

Avenida Pacaembú, na zona oeste, durante chuva no fim da tarde de domingo (30) (SPAgora)

A chuva forte que atingiu São Paulo neste domingo (30) provocou alagamentos, derrubou árvores e gerou 2.270 raios na região metropolitana. O temporal levou o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) a colocar todo o município em estado de atenção.

A chuva forte, espalhada pela capital, durou cerca de duas horas. 

Rua do bairro do Limão, na zona norte, intransitável por causa de alagamento (Valdecy Messias/Facebook/Reprodução)

Segunda-feira

A segunda-feira (1) começou nublada na capital paulista, mas o sol deve aparecer entre nuvens e as temperaturas sobem, segundo o CGE.  A máxima prevista é de 31°C.

No final da tarde a nebulosidade aumenta e retornam as condições de chuvas na forma de pancadas para a Grande São Paulo.

Terça e quarta

Os próximos dias devem apresentar sol entre nuvens e temperaturas em elevação, com chuvas na forma de pancadas concentradas no final da tarde.

A terça-feira (02) terá mínima de 17ºC e máxima de 32ºC, novamente com possiblidade de chuva forte no fim do dia.

*com informações do CGE