Parque Villa-Lobos terá mutirão sobre doenças vasculares

Por  Ludmilla Souza 

Parque Villa Lobos (Arquivo/Governo do Estado de SP)

O 13º Dia Vascular de São Paulo, que contará com um mutirão de médicos, vai prestar atendimento gratuito e informar a população a respeito das doenças vasculares, formas de prevenção e tratamentos. O Dia Vascular será realizado neste domingo (15), das 9h às 14h, no Parque Villa-Lobos, em São Paulo. O evento é patrocinado pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular – Regional São Paulo (SBACV-SP), e faz parte do projeto Circulando Saúde, promovido pela SBACV Nacional.

Cirurgiões vasculares, residentes da especialidade, acadêmicos e alunos ligados à sociedade realizarão os atendimentos em tendas de apoio, com orientações sobre trombose venosa, doença arterial periférica, aneurisma de aorta e obstrução de artérias carótidas. Entre as razões recorrentes e sintomas das principais doenças vasculares, estão o sedentarismo, a má alimentação, o cigarro, a pressão alta e o estresse do dia a dia.

Durante o evento serão entregues cartilhas informativas e, como reforço, banners estarão expostos com explicações sobre as doenças. Além da assistência gratuita, os visitantes do parque também terão a oportunidade de participar de uma aula de aeróbica.

Varizes

As varizes encontram-se entre as doenças vasculares mais comuns e populares. A principal causa do problema é o surgimento de veias dilatadas e tortuosas, e os sintomas mais frequentes são dor, cansaço e sensação de peso nas pernas, ardência, edema (inchaço), câimbras, dormência e áreas inflamadas de pele com prurido (coceira). Homens e mulheres podem ter varizes, sendo que a maioria dos pacientes apresenta as veias dilatadas nas pernas. Presume-se que 30% da população mundial têm varizes, afetando mais as mulheres (70%) do que os homens (30%).

Segundo o presidente da SBACV-SP, cirurgião vascular Marcelo Calil Burihan, existe a predisposição hereditária, mas também o tipo de trabalho influencia no aparecimento de varizes. “Aquelas pessoas que trabalham muitas horas em pé, ou que ficam muitas horas sentadas, podem ter varizes. Ainda existe uma predisposição maior nas mulheres por causa do problema hormonal, e as pessoas que têm uma sobrecarga maior de peso nas pernas por causa da obesidade também podem desenvolver”.

O tratamento das varizes com o uso de meias elásticas de compressão, principalmente durante a gestação, e a utilização de medicamentos flebotônicos, que melhoram o fluxo venoso, exercícios e emagrecimento, podem ser adotados em alguns casos, antes da indicação cirúrgica.

“A prevenção deve ser feita mantendo um peso adequado, fazendo exercícios, usando meias elásticas, às vezes tomando medicamento para ajudar na circulação, são ações para melhorar a parte circulatória”, alerta o médico.

Como forma de minimizar o problema, alguns procedimentos podem ser necessários como a escleroterapia, que é a secagem dos vasos. A técnica, sempre realizada por um médico especialista vascular, consiste na injeção de substâncias na forma líquida ou com mistura gasosa (mais conhecida como espuma) para desaparecimento das telangiectasias ou aranhas vasculares (vasinhos). Outro procedimento adotado em pequenos vasos é a aplicação do laser. Em algumas situações, o cirurgião vascular pode optar também pela aplicação de espuma ou utilizar o método de ablação, que se constitui em queimar para secar a veia, tanto no uso de fibras de radiofrequência quanto no laser.

No caso de varizes de médio e grosso calibre, em pessoas com sobrepeso ou sintomas de cansaço e queimação, normalmente, a escolha da alternativa mais apropriada é a técnica cirúrgica para retirada dessas veias.

Trombose venosa

Já a trombose venosa profunda é a formação de um coágulo sanguíneo em uma ou mais veias localizadas da parte inferior do corpo, geralmente nas pernas. Os principais sintomas são dores e inchaço nas pernas, queimação e mudança na cor da pele.

“As tromboses também têm um fator hereditário, por alterações por fatores de coagulação que são chamadas de trombofilia, ou seja, normalmente existe na família. A pessoa tem uma trombose espontânea e não teve uma causa aparente, justamente por causa dessas alterações de fatores de coagulação”, explicou o médico Marcelo Calil Burihan. O especialista disse que mulheres que têm uma incidência um pouco maior e que jovens devem fazer uma pesquisa na família para saber se tem algum caso.

Aneurisma

Já os aneurismas são dilatações anormais das artérias. “O aneurisma de aorta, apesar de ser pouco incidente na população, é uma doença que leva a uma alta mortalidade, porque as pessoas nem sabem que têm e quando descobrem é porque rompeu o aneurisma. O aneurisma de aorta incide mais no abdome e geralmente são descobertos em ultrassom, em tomografia, porque as pessoas não costumam apalpar a barriga, e muitas vezes passa batido em exames físicos também”, disse Burihan.

Quanto à prevenção, o médico disse que há um controle para que ele não cresça e não rompa, mas o principal é não fumar. “O tabagismo é a principal causa de rotura do aneurisma, a pressão também tem que estar bem controlada para que ele não aumente, não expanda. O colesterol deve ser controlado para que não haja depósito na parede da artéria para que não haja enfraquecimento dela”.

Doença Arterial Periférica

A doença Arterial Periférica, conhecida como má circulação, está se tornando mais frequente. A prevalência é atingir de 3% a 5% da população depois dos 50 anos e de 500 a 1.000 indivíduos por ano por milhão de habitante, segundo a SBACV. Essa doença pode se tornar um grave problema e, se não tratada, há o risco de uma isquemia de membros (amputação). Nesse caso, segundo o médico vascular, a doença é consequência de uma série de fatores. “As causas são o aumento do colesterol, a diabetes, a hipertensão e o tabagismo”.

Lei em São Paulo proíbe fumar em parques públicos

Por Flávia Albuquerque

(Gildson di Souza/Prefeitura de SP/via Fotos Públicas)

O prefeito Bruno Covas sancionou hoje (30) lei – aprovada pela Câmara Municipal de São Paulo – que proíbe fumar nos parques públicos municipais da cidade. A lei passa a valer em 60 dias e não será permitido o consumo de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos, narguilés, vape ou qualquer produto fumígeno, derivado ou não do tabaco.

Quem for pego em flagrante fumando nos parques estará sujeito a uma multa de R$ 500, aplicada em dobro na reincidência.

“Não combina o uso do cigarro com um espaço em que se quer preservar a natureza, conviver com a família, praticar esportes. Enfim, não tem nenhuma relação o uso do fumo em espaços como esse. Portanto, sancionei a lei, fico muito feliz de poder ter sancionado essa iniciativa e vamos agora conscientizar a população da importância desta lei”, disse o prefeito Bruno Covas.

Os parques receberão placas com o aviso da proibição e valor da multa. A expectativa do prefeito é que, em 60 dias, as placas já estejam colocadas e esteja finalizada a discussão com os conselhos gestores dos parques, formado por integrantes da população, que serão os responsáveis pela definição das áreas destinadas aos fumantes.

Segundo Covas, a fiscalização será feita pelos agentes da Secretaria do Verde e Meio Ambiente, com o apoio da Guarda Civil Municipal – GCM.

Como será

A multa será aplicada por meio da identificação com documento de identidade, CPF (Cadastro de Pessoa Física) e endereço para onde será enviado um boleto. Haverá ainda um canal para os frequentadores denunciarem os infratores.

“A GCM vai ajudar os fiscais da Secretaria do Verde e Meio Ambiente. Quem aplicará a multa será o fiscal, o GCM ajuda a dar segurança, porque muitas vezes os fiscais ficam inibidos porque sofrem ameaças”, explicou o prefeito.

Para ele, não haverá problemas na aceitação da lei, porque a questão é cultural, e deve ser incorporada pela população assim como ocorreu com a lei que proíbe o fumo em restaurantes e bares.

“Quando foi aprovada a lei que proíbe fumar em restaurantes em São Paulo a preocupação era com a fiscalização. Hoje, nós não temos nenhuma multa aplicada em bares e restaurantes e ninguém fuma nesses locais. Já virou uma questão cultural. Muito mais do que punir as pessoas, é uma questão de conscientização”, finalizou o prefeito.

Veja Opções de Parques Com Acessibilidade em SP

A Secretaria do Meio Ambiente vem se esforçando cada dia vez mais para garantir projetos de acessibilidade nos parques estaduais. O Jardim Botânico da capital paulista, por exemplo, possui a Trilha da Nascente, que foi totalmente projetada para atender cadeirantes, pessoas com mobilidade reduzida e deficientes visuais.

Trilha da Nascente, em São Paulo (Foto: Gov. do Estado de SP)

A trilha é uma passarela de madeira fixa, plana, projetada para não causar impacto na Mata Atlântica. Através dela, o visitante chega a uma espécie de observatório da nascente do Rio Ipiranga.

Já no Parque Villa-Lobos, localizado na capital, o visitante vai encontrar o Circuito das Árvores, uma trilha acessível que consiste em uma passarela que chega até 3,5 de altura e tem uma extensão de 120 metros. Além disso, o parque conta com rampas, banheiros acessíveis, mapas táteis, tudo pensando na inclusão dos cidadãos.

(Texto: Assessoria de Imprensa do Governo do Estado)