Peixe na Trança de Bacon é sugestão sofisticada

Peixe na Trança de Bacon é sugestão sofisticada

A famosa frase “Bacon é Vida” passa fazer ainda mais sentido na receita desenvolvida pelo chef Melchior Neto. A combinação de peixe filhote com o defumado suíno garante uma suculência e sabor únicos!

Peixe na Trança de Bacon é sugestão sofisticada
(Divulgação)

De preparo rápido, a receita promete surpreender todos os paladares. Confira!

Peixe Filhote na trança de bacon
Por Melchior Neto

Ingredientes
500g de filé de peixe filhote sem pele500g de bacon fatiado em tiras largas
2 cebolas roxas
200 g de tomate-cereja cortado ao meio
200 g de azeitonas pretas
Azeite
Dry Rub
Salsa Picada

Modo de preparo
Tempere os filés de filhote com o dry rub. Em seguida faça tranças com o bacon fatiado. Embrulhe separadamente cada filé nas tranças e coloque em uma assadeira funda. Acrescente a cebola roxa cortada em 4 partes, os tomates-cereja cortado ao meio e as azeitonas pretas. Regue com azeite e leve ao forno pré-aquecido em 200° por 30 minutos.

Sirva com arroz integral.

Serviço:
Gema Restaurante
Endereço: Rua das Paineiras, 378 – Jardim, Santo André– SP
Horário de funcionamento: das 11h às 19h
Delivery e Drive Thru: 4436-3773/ 94357 8437 (Whatsapp)

Barulho dos trios elétricos afeta peixes que vivem perto da praia em Salvador

(Arquivo/Paulo Lima/Gov. da Bahia)

O glitter não é o único produto do Carnaval que pode afetar os peixes em seu ambiente natural. Ao menos em Salvador, a música alta emitida pelos trios elétricos no circuito Barra Ondina também provoca mudança de comportamento no peixe donzela (Stegastes fuscus), que vive nos recifes próximos à praia.

Pesquisa realizada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e pela Universidade Federal da Bahia, publicada na revista Biological Conservation nesta quinta-feira (17/12) e divulgada pela Agência Bori, concluiu que o aumento da pressão acústica dentro da água durante o Carnaval fez o peixe donzela se alimentar menos e ficar mais vulnerável a predadores durante os dias de folia.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores monitoraram o comportamento dos peixes donzela que vivem em um recife próximo ao litoral, a menos de 100 metros de onde passam os trios elétricos, e o comparou com peixes da mesma espécie que habitam um recife similar, mas afastado dois quilômetros ao leste da fonte sonora, onde não havia barulho.

Os experimentos foram realizados durante dois dias antes, dois dias durante e dois dias depois do Carnaval de 2018, e usaram câmeras operadas remotamente para gravar o comportamento dos peixes.

Os pesquisadores contaram quantas vezes os peixes tentavam se alimentar, fazendo movimentos em direção ao leito marinho ou em partículas flutuantes na água, e qual era a distância de um predador para que os peixes donzela fugissem.

Para simular a reação a predadores, eles usaram um peixe falso feito de fibra de vidro com 30 centímetros de comprimento, do tamanho real de uma espécie comum nos recifes. A reação foi medida para 252 peixes donzela diferentes.

A pesquisa também registrou a intensidade acústica na praia e dentro da água, com o uso de microfones especiais. Durante o Carnaval, a pressão sonora dentro do mar próximo aos trios elétricos aumentava em até 30 decibéis.

Menos comida e reflexos mais lentos

O peixe donzela é uma espécie com comportamento territorial, no qual cada um ocupa uma área de cerca de 2 metros quadrados. Durante o Carnaval, os peixes não saíram do recife onde habitavam, mas mudaram seu comportamento.

Eles fizeram 29% menos tentativas de alimentação do que antes do Carnaval, e a distância para que percebessem um potencial predador e fugissem diminuiu em cerca de 50%, comparado com os peixes que estavam no recife distante do Carnaval, longe do barulho.

A capacidade de identificar e fugir de predadores é uma característica fundamental para que os peixes cresçam, cheguem à maturidade e sobrevivam, segundo a pesquisa.

“A música extremamente alta dos trios elétricos é, na verdade, uma forma de poluição sonora no ambiente marinho”, diz o pesquisador Antoine Leduc, um dos autores do estudo. Ele defende que fontes terrestres de emissões acústicas sejam levadas em conta para planejar o manejo e a conservação dos ambientes marinhos costeiros.

O estudo não identifica quais seriam as consequências da poluição sonora a longo prazo para as espécies, mas prevê que possam afetar também outros peixes e invertebrados marinhos. Ambos os recifes são a morada de 77 diferentes espécies de peixes.

“Será preciso fazer outros estudos para avaliar como essa fonte de poluição afeta outras espécies e até qual distância da costa os efeitos acústicos do Carnaval impactam o ambiente marinho”, diz Leduc.

“A poluição sonora gerada por atividades humanas em terra pode contribuir para padrões de degradação do habitat costeiro e perda de biodiversidade local. Contudo, a poluição sonora entre meios (por exemplo, da terra para a água) está apenas começando a ser considerada formalmente como um fator de estresse relevante para a conservação de espécies aquáticas”, afirma o estudo.

BL/ots

Por Deutsche Welle

WWF: Estudo mostra quais espécies de peixes devem ser consumidas

Por Alana Gandra

(Arquivo/Governo de SP)

O Guia de Consumo Responsável de Pescado, lançado hoje (2) pela WWF-Brasil, organização não governamental que integra a rede do Fundo Mundial Para a Natureza (WWF), pesquisou 38 espécies de peixe de maior valor comercial, que são as mais procuradas pelos consumidores.

Do material avaliado, 58% ou o equivalente a 22 espécies foram classificados na categoria vermelha, como espécies oriundas de pescarias ou fazendas não sustentáveis e, que por isso, não devem ser consumidas. É o caso do camarão-rosa e do tubarão-azul (ou cação).

Na categoria amarela, foram listadas oito espécies, correspondentes a 21% do total, entre as quais se encontram a tilápia e o bonito listrado. Embora sejam provenientes de fontes que mostram algum risco à sustentabilidade, essas espécies podem ser consumidas, mas com moderação.

Na categoria verde, foram incluídas também oito espécies (21%) mais seguras para serem consumidas, como o salmão rosa e alguns tipos de moluscos.

A gerente do Programa Marinho da WWF-Brasil, Anna Carolina Lobo, especialista em gestão ambiental, observou que entre as espécies de pescado situadas na lista verde e recomendadas para consumo, nenhuma é produzida no Brasil, como o salmão, por exemplo, que vem do Chile. Somente na aquicultura, o país tem quatro espécies cultivadas na categoria verde, que são o mexilhão, a ostra do pacífico, a ostra do mangue e a vieira.

O guia revela ainda que, das principais espécies consumidas no Brasil e avaliadas pelo WWF-Brasil, apenas 28% têm opção de produtos com certificação quanto à sustentabilidade de pesca ou cultivo.

As espécies de maior valor comercial estão mais ameaçadas de extinção, como o camarão, por exemplo. Polvo e lagosta são outras espécies ameaçadas. “Estão acabando. Daqui a pouco, as pessoas vão parar de consumir” porque não há mais disponibilidade”, afirmou Anna.

Consumo consciente

O guia comprova que, além dos principais problemas enfrentados pelo Brasil na área pesqueira, que são a sobrepesca e a falta de gestão, outra dificuldade é a escassez de informações para o público consumidor em relação aos pescados vendidos.

“O Brasil é um dos grandes países que consomem carne de tubarão no mundo”. Anna Carolina afirmou que o tubarão é um animal em extinção, considerado topo de cadeia alimentar e importante para a biodiversidade marinha, mas a população acaba comprando tubarão com a falsa ideia de que é cação.

“As pessoas devem evitar (consumir). Não dá para ter esse consumo desenfreado. As pessoas têm que perguntar, procurar se informar”, sugeriu.

Segundo a gerente do Programa Marinho da WWF-Brasil, alguns pescados já são certificados, tanto de aquicultura, quanto de pesca comum. É preciso que haja uma mudança de comportamento do consumidor, para que ele passe a questionar sobre a procedência do pescado que pretende comprar e sua certificação.

Além do estado alarmante de conservação dessas espécies, Anna Carolina destacou outra questão que é a venda dos peixes para o consumidor final inteiramente contaminados, com muitas toxinas prejudiciais à saúde.

Um exemplo é o panga, classificado na categoria amarela, que deve ser consumido apenas ocasionalmente. A gerente do WWF-Brasil observou que algumas espécies de panga resultantes do cultivo em aquicultura são as melhores para serem consumidas, porque não estão contaminadas com toxinas de rios do Vietnã, Tailândia e Camboja, de onde a espécie é proveniente.

Método da pesca

 Pelos rios próximos à capital amazonense é comum encontrar pescadores nas portas das casas (Tomaz Silva/Agência Brasil)

Pelos rios próximos à capital amazonense é comum encontrar pescadores nas portas das casas (Tomaz Silva/Agência Brasil)

Além disso, o consumidor deve estar atento aos métodos da pesca, porque alguns são extremamente nocivos. Nos cercos, por exemplo, somente as espécies maiores ficam presas na rede. Anna Carolina afirmou que outras espécies marinhas, como tartarugas e golfinhos, quando capturadas de maneira acidental, devem ser devolvidas ao mar por pescadores antes de tirar os cercos da água.

Já o método do arrasto para camarão é considerado uma das piores técnicas de pesca porque acaba trazendo todo o tipo de vida existente no fundo do mar.

“Invariavelmente, somente 10% da pesca de arrasto compreendem camarão, que seria o objetivo primário da pesca, e 90% são captura acidental, trazendo toda essa vida marinha que está no fundo do mar”. A maioria chega quase morta nos barcos, alertou.

Esse é o primeiro estudo do tipo lançado no Brasil, embora existam outros similares em outros países. “Aqui no Brasil, nunca nenhum tipo de guia foi feito em escala nacional, pela nossa falta de monitoramento e pela deficiência de gestão pesqueira no país”, disse ela.

O estudo levou três anos para ser concluído. A gerente do WWF acredita que, se a rede varejista mudar sua postura, adquirindo pescados certificados, os estoques poderão ser recuperados e um novo levantamento deverá ser feito dentro de alguns anos.

Programas de melhoria

Em alguns lugares da costa brasileira, a WWF-Brasil está implantando programas de melhoria de gestão pesqueira, como no litoral norte de São Paulo. Ali, algumas famílias pescam utilizando a técnica do cerco flutuante, oriunda do Japão, com baixo impacto ao meio ambiente.

Um trabalho é feito também com o consumidor final e os donos de restaurantes, além dos pescadores. “A gente espera que, para o futuro, o cenário esteja muito melhor e que a gente tenha conseguido alcançar, por meio dessa parceria com o setor privado e com o aumento da conscientização da sociedade, melhores níveis de saúde das espécies de peixe”, observou.

A Páscoa é um ótimo momento para as pessoas pensarem bem na hora de levar o pescado para suas casas, lembrou Anna Carolina.