Castillo celebra vitória em meio à expectativa no Peru

Quatro dias depois do segundo turno da eleição presidencial no Peru, a tensão no país aumenta após o Ministério Público ter voltado a pedir nesta quinta-feira (11/06) a prisão preventiva da candidata Keiko Fujimori, acusando a candidata da direita de violar as condições de sua liberdade provisória.

Ela é acusada pela Lava Jato peruana de lavagem de dinheiro, de ter recebido suborno e de se beneficiar de caixa dois nas campanhas eleitorais de 2011 e 2016, quando também tentou se eleger presidente. A direitista, de 46 anos, já passou mais de um ano presa enquanto as investigações estavam em andamento.

Keiko classificou de absurdo o pedido do Ministério Público. Ela é filha do autoritário ex-presidente Alberto Fujimori (1990 a 2000), que cumpre pena de 25 anos de prisão por graves violações dos direitos humanos.

Enquanto isso, tudo aponta para uma vitória estreita do candidato de extrema esquerda Pedro Castillo sobre Keiko Fujimori. Depois da contagem de quase 100% dos votos, o candidato do partido marxista-leninista Peru Livre obteve 50,195%, contra 49,805% de Keiko. A diferença entre ambos é de menos de 70 mil votos.

Alegações de fraude e “fake news”

Entretanto, as autoridades eleitorais ainda não declararam nenhum dos candidatos vencedor.

Na sequência de alegações de fraude, o partido de Keiko, Força Popular, pediu que cerca de 200 mil votos sejam declarados inválidos devido a supostas irregularidades nos locais de votação. “Continuaremos defendendo o legítimo direito de milhões de peruanos até o último voto”, disse a candidata na tarde de quinta-feira.

O presidente do Júri Nacional de Eleições, Jorge Salas, calcula que serão necessários ao menos 12 dias para o órgão, responsável pela fiscalização de eleições no país, responder ao pedido do partido de direita.

Também nesta quinta-feira, a Marinha do Peru divulgou uma nota negando a veracidade de um áudio divulgado no Whatsapp e em outras redes sociais sobre uma suposta conspiração de chefes navais “contra a ordem constitucional”.

Eleição “ordeira a pacífica”

Já os observadores internacionais tanto da Organização dos Estados Americanos (OEA) quanto da União Europeia afirmaram não ter registrado irregularidades graves na votação e declararam que o segundo turno foi conduzido de maneira ordenada.

“Até o momento, todos os relatórios produzidos pelas instituições responsáveis ​​pelo processo eleitoral sugerem que a eleição ocorreu de forma ordeira e pacífica, sem contratempos que justifiquem o uso de uma palavra tão grande como fraude”, disse o presidente do Peru, Francisco Sagasti. “Não vejo nenhuma razão para deixar que este processo seja manchado, e tenho total confiança na autonomia e eficiência das autoridades eleitorais”, acrescentou, de acordo com a agência de notícias Andina.

Parabéns de Argentina e Bolívia

Castillo, que já se declarou vencedor do pleito, pediu que seus seguidores mantenham a calma. Ele recebeu nesta quinta-feira os parabéns do presidente da Argentina, Alberto Fernández. O professor rural peruano agradeceu ao argentino e disse-lhe no Twitter que “juntos trabalharemos por uma América Latina mais justa, democrática e livre”.

A mensagem de Fernández, que chamou Castillo de presidente eleito do Peru, gerou uma “nota de protesto” do governo peruano ao embaixador argentino em Lima, “indicando que os resultados finais das eleições gerais de 2021 ainda não foram anunciados pelas autoridades eleitorais”.

Mais tarde, chegaram também saudações para Castillo do presidente da Bolívia, Luis Arce, e da vice-presidente e primeira-dama da Nicarágua, Rosario Murillo.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também parabenizou Castillo, em sua conta no Twitter, “pela importante vitória no Peru”, afirmando que “o resultado das urnas peruanas é simbólico e representa mais um avanço na luta popular em nossa querida América Latina”.

Grandes desafios

Embora Castillo e Keiko Fujimori representem extremos opostos no escala política, eles não estão distantes em seus pontos de vista sociopolíticos: ambos representam uma imagem conservadora da família e são contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo e o aborto. Ambos focam na exploração de recursos naturais e não atribuem grande importância à proteção do meio ambiente.

Quem quer que saia vencedor do pleito enfrentará enormes desafios. O Peru está sofrendo particularmente com a pandemia de coronavírus: é um dos países com a maior taxa de mortalidade do mundo, e sua economia levou um tombo de 12,9% no ano passado.

Além disso, grupos dissidentes da organização guerrilheira Sendero Luminoso ainda atuam no interior do país.

A turbulência política marcou o ano passado, quando o Congresso entrou em conflito acirrado com o governo: parlamentares primeiro forçaram o presidente Martin Vizcarra a deixar o cargo, e depois seu sucessor, Manuel Merino, jogou a toalha após ferozes protestos. Sagasti está no comando desde então.

Por Deutsche Welle
md/as (DPA, AFP, EPD)

Congresso do Peru aprova impeachment do presidente

Martin Vizcarra, presidente do Peru (Redes Sociais/Reprodução)

O presidente do Peru, Martín Vizcarra, foi destituído do cargo pelo Congresso do país nesta segunda-feira (09/11) por “incapacidade moral”. Foi o segundo processo contra o mandatário em menos de dois meses.

Na votação em plenário, que terminou com 105 votos favoráveis aos impeachment – eram necessários 87 –, os parlamentares decidiram que Vizcarra é moralmente incapaz de exercer o cargo devido a acusações de que teria praticado corrupção quando era governador da região de Moquegua, entre 2011 e 2014.

A decisão do Congresso surpreendeu muitos analistas políticos no país, uma vez que tudo indicava que não haveria um número suficiente de parlamentares para aprovar a destituição.

A presidência passa a ser ocupada pelo presidente do Congresso, Manuel Merino, do grupo político Ação Popular, de oposição ao governo de Vizcarra. Ele deverá cumprir o mandato até julho de 2021. Em abril haverá eleição para presidente.

Merino era o segundo na linha de sucessão no país após a renúncia da vice-presidente Mercedes Aráoz, em outubro de 2019, um dia após a deflagração de uma crise institucional na qual Vizcarra dissolveu o Congresso, que, por sua vez, suspendeu o mandato do chefe de Estado.

Aráoz, que havia sido empossada no cargo de presidente do Peru pelo Congresso dias antes, disse que a ordem constitucional do país havia sido rompida e que não havia condições para que ela exercesse a função de presidente.

Nesta segunda-feira, Vizcarra apresentou pessoalmente sua defesa no Congresso e negou categoricamente ter recebido qualquer tipo de propina. Ele fez duras críticas ao processo de destituição, que disse ter sido aberto com base em delações premiadas não homologadas pela Justiça.

“Não há provas de flagrante delito, nem haverá, porque não cometi um crime, não recebi propina. Estes são fatos falsos, não corroborados, num processo de investigação está apenas começando, são hipóteses”, afirmou em sua defesa.

Entretanto, o presidente foi acusado de mentir, de imoralidade e de corrupção, além de ser responsabilizado pela instabilidade política que o país atravessa. A votação deixou clara a falta de apoio a Vizcarra, até mesmo entre membros de sua base.

Em setembro, Vizcarra já havia escapado de um primeiro processo de impeachment, após seu assistente pessoal vazar gravações na qual o presidente parecia querer ocultar reuniões suas com o desconhecido músico Richard Swing, que conseguiu contratos públicos supostamente por ser seu amigo pessoal.

O pedido de destituição foi negado pela maioria dos parlamentares com o objetivo de manter a estabilidade no país e após Merino, a força motriz por trás do processo, ter entrado em contato com as Forças Armadas na tentativa de criar um “governo paralelo” antes mesmo de as alegações contra o presidente se tornarem conhecidas.

Quedas sucessivas de presidentes no Peru

Vizcarra, que inicialmente era vice-presidente, assumiu o mandato em março de 2018 após a renúncia do então presidente Pedro Pablo Kuczynski, conhecido como PPK, que havia sido acusado de receber propinas da Odebrecht e enfrentou duas tentativas de impeachment.

PPK não foi o primeiro presidente do Peru a ser envolvido em escândalos da Odebrecht. Em fevereiro de 2016, seu antecessor, Ollanta Humala, que governou o país de 2011 a 2016, foi acusado de receber propinas da empreiteira brasileira, mas mesmo assim permaneceu no poder até o final do mandato.

O antecessor de Humala, Alan García, presidente do Peru de 2006 a 2011, também viu seu nome ligado a suspeitas de recebimento de propina da Odebrecht e teve destino trágico. Em abril de 2019, García se matou com um tiro após se tornar alvo de uma ordem de prisão preventiva.

Alejandro Toledo, antecessor de García, que governou o país de 2001 a 2006, também foi acusado de receber propinas da Odebrecht e teve sua prisão decretada em fevereiro de 2017. Ele permaneceu foragido até julho de 2019, quando foi preso nos Estados Unidos e atualmente enfrenta um processo de extradição para o Peru.

A destituição de Vizcarra gerou fortes reações de alguns dos candidatos à presidência nas eleições marcadas para abril de 2021. O favorito nas pesquisas, George Forsyth, disse se tratar de um “golpe de Estado disfarçado” e pediu calma e vigilância à população. A candidata Verónika Mendoza, uma das principais líderes da esquerda peruana, pediu que os cidadãos se mobilizem para rechaçar a decisão do Congresso.

RC/efe/lusa

Por Deutsche Welle

Peru abre caminho para impeachment do presidente

Martín Vizcarra, presidente do Peru (Presidência do Peru/via Deutsche Welle)

O Congresso do Peru abriu caminho nesta sexta-feira (11/09) para a destituição do presidente Martín Vizcarra por “incapacidade moral”, em meio a acusações de que ele tentou obstruir uma investigação de corrupção contra membros de seu governo.

A moção foi aprovada por 65 votos a favor, 36 contra e 24 abstenções. Para que o processo de impeachment fosse aberto, eram necessários 52 votos favoráveis. Se ao menos 104 parlamentares tivessem votado a favor, Vizcarra teria sido destituído nesta mesma sexta-feira.

O presidente, que não tem partido ou bancada parlamentar, deverá comparecer ao Congresso na próxima semana para se defender. O plenário então debaterá as acusações e votará se o afasta ou não do cargo. São necessários 87 votos para que o chefe de Estado seja destituído.

O movimento pelo impeachment ganhou força no Congresso depois do vazamento de gravações de áudio em que Vizcarra aparece dizendo a assessores para esconderem detalhes da controversa contratação de um cantor peruano como consultor cultural.

O caso veio à tona em maio, quando a imprensa revelou que, no auge da pandemia, o Ministério da Cultura havia contratado Richard Cisneros, um artista local pouco conhecido que se gabava na mídia por ter sido assessor do governo. O Congresso abriu uma investigação para apurar os supostos contratos irregulares, pelos quais Cisneros recebeu 10 mil dólares.

O processo de impeachment lembra aquele que forçou a renúncia do antecessor de Vizcarra, Pedro Pablo Kuczynski, conhecido como PPK, em 2018, após ter sido acusado de envolvimento no escândalo de corrupção da empreiteira brasileira Odebrecht.

Por sua vez, o atual presidente deixou claro que não deixará o cargo. “Não vou renunciar. Eu não fujo”, disse Vizcarra em pronunciamento na televisão, momentos antes da votação da moção no Congresso. Ele ainda negou qualquer acusação de irregularidade.

“Estamos enfrentando uma conspiração contra a democracia”, afirmou, acrescentando que não tem nada para esconder, mas que os parlamentares deveriam agir “com cautela, responsabilidade e tomar a decisão que considerarem necessária”.

Se Vizcarra sofrer o impeachment, o presidente do Congresso, o opositor Manuel Merino de Lama, é quem assume a presidência da República interinamente.

Isso porque o Peru, que normalmente tem dois vice-presidentes, está com esses cargos vagos atualmente. Vizcarra era vice de PPK e assumiu a presidência em 2018 após a renúncia deste. Já a então segunda-vice-presidente, Mercedes Aráoz, renunciou ao cargo em outubro de 2019, em meio a uma crise institucional instaurada no país.

À época, Vizcarra dissolveu o Congresso e convocou eleições parlamentares antecipadas para janeiro de 2020. Os parlamentares, em resposta, decidiram suspender o mandato do presidente e empossaram a vice Aráoz em seu lugar. Ou seja, por um momento o Peru ficou com dois políticos intitulados como chefes de Estado.

No dia seguinte, Aráoz acabou renunciando, afirmando que a ordem constitucional do país havia sido rompida e que não havia condições para que ela exercesse a função de presidente. Vizcarra, por fim, se manteve no poder, e o pleito antecipado convocado por ele acabou acontecendo no início deste ano.

O mandato do atual presidente – que não poderia se candidatar às próximas eleições presidenciais peruanas, agendadas para 21 de abril de 2021 – termina em 28 de julho de 2021. Em caso de impeachment, o presidente do Congresso assume o cargo até a posse do próximo presidente eleito.

EK/afp/dpa/efe/lusa

Por Deutsche Welle

Brasil fecha fronteira para mais 8 territórios da América Latina

Ponte da Amizade, na fronteira entre Brasil e Paraguai (Arquivo/Agência Brasil)

O governo federal publicou portaria hoje (19) restringindo a entrada de estrangeiros pelas fronteiras com países sul-americanos em razão da pandemia do novo coronavírus. 

Fica restrita a entrada por via terrestre de pessoas dos seguintes países: Suriname, Guiana Francesa, Guiana, Colômbia, Bolívia, Peru, Paraguai e Argentina. A limitação para a Venezuela já havia sido divulgada ontem (18). A fronteira com o Uruguai será objeto de uma portaria específica, uma vez que os dois governos ainda analisam a melhor solução.

A medida foi recomendada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em nota técnica elaborada pela equipe do órgão. A justificativa é o risco de contaminação e disseminação do novo coronavírus.



Brasileiros continuam podendo entrar no Brasil vindo dos países mencionados. Imigrantes com autorização de residência definitiva no Brasil e profissionais em missão de organismo internacional ou autorizados pelo governo brasileiro também poderão entrar no país.

Ficam permitidos também o tráfego de caminhões de carga, ações humanitárias que demandem o cruzamento das fronteiras e a circulação de cidades “gêmeas com linha de fronteira exclusivamente terrestre”.

Quem desobedecer às determinações poderá ser processado penal, civil e administrativamente, além de ser deportado e impedido de solicitação de refúgio.

Por Jonas Valente – Repórter da Agência Brasil

Flamengo surpreende no final e é bi na Libertadores

Jogo foi disputado em Lima, no Peru (Alexandre Vidal/Flamengo/via Fotos Públicas)


Após 38 anos, o Flamengo voltou a levantar a taça Libertadores da América, neste sábado (23), após uma vitória emocionante, de virada, sobre o River Plate, por 2 a 1 no Estádio Monumental de Lima (Peru). O atacante Gabigol, artilheiro da Libertadores, fez história ao marcar os dois gols da virada rubro-negra nos cinco minutos finais da partida, garantindo o bicampeonato para o time carioca. Coincidentemente, o primeiro título da Libertadores foi conquistado pelo Flamengo no dia 23 de novembro de 1981, quando o Rubro-Negro derrotou o Cobreloa, do Chile, com dois gols do craque Zico.  

Hoje (23) o Flamengo, comandado pelo técnico português Jorge Jesus,  entrou em campo tomando a iniciativa do jogo, mas aos 15 minutos foi surpreendido, quando o meia argentino Nacho Fernandes cruzou fraco dentro da pequena área – Arão e Gerson deixaram a bola passar – e Borré aproveitou a falha da zaga para abrir o marcador com um chute rasteiro. A partir do gol, os argentinos passaram a dominar o embate, e quase ampliaram aos 36 minutos, com Palácios, que soltou uma bomba de fora da área.

Após o intervalo, o Flamengo voltou melhor e quase empatou aos  11 minutos quando Bruno Henrique invadiu a área pela esquerda e cruzou: Arrascaeta furou, Gabigol chutou em cima de De la Cruz, e a bola ainda voltou para Éverton Ribeiro finalizar, mas o goleiro Armani defendeu.  Aos 20 minutos, Gerson saiu de campo machucado e Diego entrou no lugar dele. Os cariocas botaram pressão e tiveram mais uma chance de empatar aos 30 minutos, em outra jogada do trio Arrascaeta, Gabigol e Everton Ribeiro. Se o gol de empate parecia encantado para o time rubro-negro, o River também desperdiçou a chance de matar o jogo aos 35 minutos, em chute rasteiro de Palácios.

Dois gols de Gabigol renderam ao time o título de campeão fora de casa
(Alexandre Vidal/Flamengo/via Fotos Públicas)

Na reta final da partida, aos 43 minutos, Bruno Henrique partiu em contra-ataque, rolou para Arrascaeta que cruzou na medida para Gabigol livre empurrar para a rede e deixar tudo igual no Monumental de Lima.  E três minutos depois, ele mesmo, Gabigol ganhou a disputa de bola com Pinola e depois arriscou um lindo chute de esquerda, virando o placar para os rubro-negros a cinco minutos fim do jogo.  Festa vermelha e preta em Lima, após 38 anos de jejum. O Flamengo é campeão da 60ª edição da Copa Libertadores da América e além da taça, leva a premiação de US$ 12 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 50,4 milhões.

Há pouco mais de cinco meses no comando do time rubro-negro, o técnico português Jorge Jesus, de 65 anos, também fez história hoje (23) ao se tornar o segundo técnico europeu a conquistar  um título da Libertadores; o primeiro foi o croata Mirko Jozic, em 1991, com o time chileno Colo-Colo bateu na final o Olímpia, do Paraguai.

Ficha Técnica:

Sábado, 23 de novembro de 2019

FLAMENGO X   RIVER PLATE

Competição: Copa Libertadores da América (final)

Local: Estádio Monumental de Lima (Peru)

Árbitro de campo: Roberto Tobar (Chile)

Árbitro de vídeo (VAR): Esteban Ostojich (Uruguai)

Assistentes: Christian Schieman (Chile) e Cláudio Rios (Chile)

FLAMENGO:  Diego Alves; Rafinha, Rodrigo Caio, Pablo Marí e Filipe Luís; Willian Arão, Gérson e Éverton Ribeiro; Arrascaeta, Gabigol e Bruno Henrique. Técnico: Jorge Jesus

RIVER PLATE: Armani; Montiel, Lucas Martínez, Pinola e Casco; Nacho Fernández, Enzo Pérez, Palacios e De La Cruz; Borré e Matias Suárez. Técnico: Marcelo Gallardo

Gols: no primeiro tempo com Borré (14) e no segundo tempo com Gabigol (43) e (46).

Pan: Brasil confirma melhor campanha da história

Por Marcelo Brandão

Milena Titoneli (Brasil), medalha de ouro na categoria -67kg do taekwondo, nos Jogos Pan-Americanos Lima (Abelardo Mendes Jr/rededoesporte.gov.br)

Na edição 2019 dos Jogos Pan-Americanos, realizados de Lima, no Peru, a equipe brasileira confirmou a melhor atuação do país em Jogos Pan-Americanos. O Time Brasil conquistou 171 medalhas e garantiu o país no 2º lugar do quadro geral de medalhas, com 55 de ouro, 45 de prata e 71 de bronze.

A medalha de ouro de Guilherme Costa nos 1.500m da natação, foi a marca para o país chegar a 53 ouros em Lima e superar sua melhor campanha em Jogos Pan-Americanos na história, ocorrida no Rio 2007, com 52 ouros.

Foram 19 dias de jogos Pan-Americanos. Nesse tempo, o Brasil mostrou dominância em algumas modalidades, surpreendeu em outras e também viu medalhas que pareciam quase certas escaparem. Superação e aprendizado caminham juntos em qualquer competição esportiva. Da frustração do ginasta Arthur Zanetti, prata nas argolas, a ouros inéditos no badminton, boxe feminino e taekwondo feminino, o Brasil escreveu sua história em Lima.

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Confira alguns destaques do Brasil nesta edição dos jogos:

Favoritismo confirmado

Um desempenho histórico não seria possível sem que os favoritos fizessem o que se esperava deles. E muitos nomes considerados hegemônicos confirmaram as previsões e fizeram o hino nacional brasileiro tocar várias vezes em Lima.

Um deles foi Fernando Reis. Ele conquistou o tri pan-americano no levantamento de peso com uma performance impecável. Ele somou 420 quilos levantados, somando o arranco e o arremesso, e garantiu com folga a medalha de ouro. Muito superior aos seus adversários, ele levantou 21 quilos a mais que o segundo colocado, o cubano Luis Manuel Lauret, com 399 quilos.

Fernando Reis conquista medalha de ouro nos Jogos Pan-Americano de Lima 2019 (Pedro Ramos/ rededoesporte.gov.br)

O time de handebol feminino também manteve seu posto de imbatível nas Américas. A vitória na final sobre a Argentina não veio fácil. As adversárias foram mais eficientes e concentradas no primeiro tempo, mas viram a seleção brasileira corrigir os erros na segunda metade da partida e vencer por 30 a 21. Além de faturar o ouro e o hexacampeonato no handebol, as brasileiras asseguraram presença nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020.

Brasil 31 x 20 Argentina. Final do handebol feminino dos Jogos Pan-Americanos Lima 2019 (Abelardo Mendes Jr/ rededoesporte.gov.br)

Um dos principais nomes do Time Brasil na atualidade, o baiano Isaquias Queiroz venceu na prova de C1 10000. Essa foi a quarta medalha de Isaquias em jogos Pan-Americanos. Ele também participou da final da prova de duplas C2, mas seu parceiro, Erlon Souza, passou mal e eles não completaram o percurso.

Isaquias Queiroz, Regata, Remo, Panamericano, Perú (Pedro Ramos/ rededoesporte.gov.br)

Um dos carros-chefe de medalhas, tanto em jogos Olímpicos como em jogos Pan-Americanos, o judô brasileiro brilhou mais uma vez. Mayra Aguiar e Rafaela Silva, medalhistas no Rio, em 2016, não tiveram grandes dificuldades para botar mais dois ouros na conta do Brasil.

Natação

Uma das modalidades mais generosas para o Brasil nos jogos Pan-Americanos, a natação voltou a brilhar. Foram 30 medalhas, sendo dez ouros, nove pratas e 11 bronzes. Dentre os triunfos, estão os ouros de Guilherme Costa nos 1.500 metros, Etiene Medeiros nos 50 metros livre, Bruno Fratus também nos 50 metros livre e do revezamento masculino 4×200 livre, com Luiz Altamir, Fernando Scheffer, João de Lucca e Breno Correia.

A natação brasileira também conquistou prata nos 4×100 medley masculino, com João Gomes Jr., Guilherme Guido, Vinícius Lanza e Marcelo Chierighini. “A gente conseguiu ajudar muito o Brasil no quadro geral de medalhas. A gente vem cansado do mundial, em que foi bem forte e cansativo para todo o grupo. Chegamos aqui de coração aberto para lutar por um resultado expressivo”, disse João ao site Rede do Esporte, do governo federal.

O quarteto feminino dos 4×100 medley também subiu ao pódio, com Etiene Medeiros, Jhennifer Conceição, Giovanna Diamante e Larissa Oliveira. Elas conquistaram o bronze. “Nadar o revezamento é importante para a natação feminina. São as melhores de cada estilo, uma prova rápida, onde as americanas sempre ganham destaque e as canadenses também”, disse Etiene.

Francisco Barretto e a ginástica artística

Grande destaque da ginástica artística brasileira nesse Pan, Francisco Barretto conquistou três medalhas de ouro nesta edição do Pan: Na barra fixa, no cavalo com alças e na equipe masculina. O triunfo de Barretto foi de grande ajuda para a ginástica brasileira. Foi a melhor campanha na modalidade na história do Pan, chegando a um total de 11 medalhas – quatro de ouro, quatro de prata e três de bronze nesta edição do evento.

Basquete feminino

Foi um desempenho histórico. A seleção feminina de basquete resgatou uma performance digna dos anos dourados da modalidade no país, quando Magic Paula e Hortência comandavam as vitórias, e voltou a ganhar um Pan-Americano. Desde 1991, nos jogos de Havana, que isso não acontecia. As brasileiras derrotaram os Estados Unidos por 79 a 73. Para chegar à final, a seleção passou por Canadá, Paraguai, Porto Rico e Colômbia. Uma conquista incontestável e merecida.

Patinação artística

Pela primeira vez, a patinação artística feminina brasileira ganhou uma medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru. A autora da façanha foi a patinadora Bruna Wurts. Com apenas 18 anos, ela subiu no degrau mais alto do pódio ao somar 103,17 pontos na apresentação.

Vela

Martine Grael e Kahena Kunze ainda surfam na boa fase iniciada com o ouro olímpico, nos jogos do Rio de Janeiro, em 2016. Em Lima, a dupla brasileira faturou o primeiro ouro em jogos Pan-Americanos na modalidade. As duas haviam conseguido a terceira colocação da regata da prova (Medal Race) e precisavam apenas terminar essa etapa para conseguir o ouro.

Boxe feminino

Beatriz Ferreira conquistou a medalha de ouro ao vencer a argentina Dayana Sanchez na categoria leve (57 kg-60 kg). Foi o primeiro ouro do Brasil no boxe feminino em jogos Pan-Americanos. O ouro veio após uma luta na qual Beatriz foi superior nos três rounds, com todos os cinco juízes dando a vitória incontestável para a brasileira.

Ouro inédito no Badminton

Ygor Coelho (Brasil), medalha de ouro no individual masculino do badminton nos Jogos Pan-Americanos Lima 2019 (Abelardo Mendes Jr/ rededoesporte.gov.br)

O melhor atleta brasileiro de badminton colocou de vez seu nome na história do esporte no Brasil. Ygor Coelho conquistou o primeiro ouro do país na modalidade ao vencer o canadense Brian Yang por 2 sets a 0.

A medalha de Ygor, no entanto, não foi a única do Brasil na modalidade. A equipe brasileira chegou ao total de cinco medalhas nesta edição do Pan: o ouro do carioca e quatro bronzes nas duplas.

Ygor tem uma origem curiosa e bonita no badminton. Ele começou no esporte ainda criança. Seu principal incentivador foi seu pai, Sebastião de Oliveira, que criou um projeto na comunidade da Chacrinha, no Rio de Janeiro, para educar e socializar crianças por meio do esporte.

Terremoto de magnitude 8,1 atinge o Peru

(Twitter/Reprodução)

Um terremoto de magnitude 8,1 graus na escala Richter afetou o distrito de Lagunas, província de Alto Amazonas, no noroeste do Peru, às 2h41 da madrugada (4h41 horário de Brasília), segundo o Instituto Geofísico do Equador.

O sismo foi sentido em diversas regiões do país, inclusive a capital Lima. De acordo com a Andina, Agência Peruana de Notícias, o tremor foi observado em países vizinhos (Brasil, Equador e Colômbia).

O Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB) confirma que o “forte terremoto” foi “provavelmente sentido em várias partes do Brasil”, inclusive em Manaus (AM).

Pelo Twitter, o presidente do Peru, Martín Vizcarra pediu calma a todos cidadãos e informou que o Centro de Nacional de Operações de Emergência avalia as zonas afetadas.

Tremor de terra foi sentido no Brasil

Terremoto de 7,3 graus na escala Richter atinge o Peru

Um terremoto foi registrado no Nordeste do Peru, na região turística de Arequipa, por volta das 5h50 de hoje (1º). Os tremores foram sentidos em várias áreas.

O Centro Nacional de Sismologia informou que o terremoto foi de magnitude de 7,3 graus na escala Richter e de 7 graus no epicentro, a 223 quilômetros de Arequipa.

O Serviço Hidrográfico e Oceanográfico da Marinha (SHOA) do Chile informou que  não há alerta de tsunami para as costas chilenas, mas houve uma advertência preventiva.

*Com informações da TVN, emissora pública de televisão do Chile

Terremoto atinge fronteira entre Brasil e Peru

Entrada da cidade peruana perto da fronteira com o Brasil (Reprodução)

O Instituto Geofísico do Peru confirmou na manhã desta sexta-feira (24) que um terremoto de magnitude 7 na Escala Richter atingiu cidades peruanas que ficam perto da fronteira com o Brasil. O tremor foi a cerca de 250 quilômetros da cidade de Puerto Maldonado.

Não há informações de vítimas ou danos provocados pelo tremor. Esta semana outros dois terremotos na Venezuela também foram sentidos em cidades do norte do Brasil.

*Com informações da Agência Brasil

Peru: Ônibus despenca em abismo e mata oito pessoas

Um ônibus caiu em um abismo na região de San Isidro, distrito de Hermilio Valdizán, no Peru. No acidente, oito pessoas morreram e 40 ficaram feridas. As causas ainda estão sendo investigadas.

A Andina, agência pública de notícias do Peru, informa que a Polícia Nacional, o Corpo de Bombeiros e seguranças locais fizeram os resgates no local do acidente.

O ônibus caiu e ficou entre árvores, a uma distância de 100 metros da pista.

*Com informações da Andina, agência pública de notícias do Peru