Tráfico em jatos executivos é alvo de investigação da PF

(PF/Reprodução)

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã de hoje (12) a Operação Flight Level, que apura o crime de tráfico internacional de drogas por meio de jatos executivos. Os alvos da investigação também são suspeitos de lavagem de dinheiro e de integrar organização criminosa.

De acordo com a PF, as investigações tiveram início em outubro de 2020, após ter sido apreendido no Aeroporto Internacional de Lisboa um avião executivo brasileiro que teria partido de Belo Horizonte com 175 quilos de cocaína a bordo.

Ao todo, 90 policiais cumprem dois mandados de prisão preventiva e 20 mandados de busca e apreensão. As diligências são cumpridas em Belo Horizonte, Lagoa Santa (MG), Rio de Janeiro, São Paulo e Goiânia.

A 11ª Vara Criminal Especializada de Minas Gerais autorizou ainda o bloqueio de contas de 29 pessoas físicas e jurídicas e o sequestro de 15 veículos, cinco imóveis e oito aeronaves, bem como a suspensão de atividades de seis empresas.

Ainda segundo a PF, além dos responsáveis pelas aeronaves, o esquema contava com a participação de laranjas e fantasmas para ocultação de bens. O órgão estimou que a operação desta segunda-feira (12) provocou um prejuízo de R$ 30 milhões ao crime organizado.

Por Agência Brasil

PF investiga aplicação irregular de vacinas contra a covid-19

A Polícia Federal deflagrou hoje (26) a Operação Camarote, por meio da qual investiga “suposta importação” e “administração irregular de vacinas” que teria ocorrido na garagem da empresa de viação Saritur, em Belo Horizonte (MG).

As suspeitas de que a vacina teria sido aplicada irregularmente no local surgiram após a divulgação de um vídeo, em matéria publicada no site da revista Piauí.

Quatro mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos por determinação da 35ª Vara Federal Criminal de Belo Horizonte, com o objetivo de “angariar provas acerca dos fatos noticiados”.

De acordo com a PF, a suspeita é de que houve importação irregular e receptação de vacinas contra covid-19, o que configuraria a prática dos delitos segundo o Código Penal, tanto pelos importadores como pelos que teriam recebido a vacina. O delito poderá ser agravado caso tenha ocorrido antes de a lei que aprova o uso da vacina ter entrado em vigor ou caso ela tenha sido aplicada antes de seu registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Por Pedro Peduzzi, da Agência Brasil

Hacker suspeito do maior vazamento de dados do Brasil é preso

O homem suspeito de ser o responsável pelo maior vazamento de dados do Brasil foi preso nesta sexta-feira (19), em Uberlândia, em Minas Gerais, durante a Operação Deepwater, da Polícia Federal (PF). A ação investiga a obtenção, divulgação e comercialização de dados de brasileiros, inclusive de diversas autoridades.

As investigações apuraram que, em janeiro último, por meio da internet, inúmeros dados sigilosos de pessoas físicas e jurídicas – tais como Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e Cadastro de Pessoas Jurídicas  (CNPJ), nome completo e endereço – foram ilicitamente disponibilizados.  

As informações poderiam ser adquiridas por meio do pagamento em criptomoedas. O megavazamento de dados foi revelado pelo Dfndr lab, laboratório especializado em segurança digital da startup PSafe.

Foram colocados à venda, em fóruns na internet, mais de 223 milhões de CPFs, além de informações detalhadas como nomes, endereços, renda, imposto de renda, fotos, beneficiários do Bolsa Família e scores de crédito.

“Após diversas diligências, a Polícia Federal identificou o suspeito pela prática dos delitos de obtenção, divulgação e comercialização dos dados, bem como um segundo hacker, que estaria vendendo os dados por meio suas redes sociais”, disse a Polícia Federal, em nota. A identidade do preso ainda não foi revelada.

No total, os policiais cumpriram cinco mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva nos municípios de Petrolina (PE). As ordens judiciais foram expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Por Karine Melo – Repórter da Agência Brasil 

PF investiga uso de aviões da FAB para tráfico de drogas

A Polícia Federal (PF) deflagrou hoje (2) a Operação Quinta Coluna, com o objetivo de avançar nas investigações sobre uma “associação criminosa que se utilizou de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) para remeter drogas para a Espanha”. De acordo com a PF, as investigações abrangem também a “lavagem de ativos” que teriam sido obtidos por meio dessa prática criminosa.

Em nota, a PF informa estar cumprindo 15 mandados de busca e apreensão, além de dois outros mandados que “restringem a comunicação dos investigados e a saída do Distrito Federal”. Ainda segundo a PF, foi determinado, pela Justiça Federal do Distrito Federal, o sequestro de imóveis e de veículos dos envolvidos nesse esquema criminoso.

“As investigações demonstram que, além do sargento preso na cidade de Sevilha, na Espanha, outras pessoas se associaram ao militar, de forma estável e permanente, para a prática do crime de tráfico ilícito de drogas, tendo sido apresentados à Justiça elementos que indicam pelo menos mais uma remessa de entorpecente para Espanha”, diz a nota da PF.

Sobre o crime de lavagem de dinheiro, as investigações apontam “diversas estratégias do grupo criminoso para ocultar os bens provenientes do tráfico de entorpecentes, especialmente a aquisição de veículos e imóveis com pagamentos de altos valores em espécie”.

Contatada pela Agência Brasil, a FAB informa já ter instaurado um inquérito policial militar para apurar o caso do sargento detido no aeroporto de Sevilha, na Espanha, em 25 de junho de 2019, e que este “foi concluído dentro do prazo”. “Os autos foram encaminhados para a Auditoria Militar competente, que enviou para o Ministério Público Militar, a quem coube oferecer a denúncia, estando a ação penal em curso, conforme determina o Código Processo Penal Militar”, informou a FAB por meio de seu Centro de Comunicação Social.

“A Força Aérea Brasileira e a Polícia Federal atuaram conjuntamente desde o início das investigações e, na data de hoje, militares apoiaram o cumprimento de diligências necessárias ao prosseguimento da investigação de crimes de competência daquela força policial”, complementa a nota enviada à Agência Brasil.

Por Pedro Peduzzi, da Agência Brasil

Tráfico internacional: PF prende 5 pessoas e procura outras 3

(PF/Reprodução)

A Polícia Federal (PF) de São Paulo prendeu hoje (20) cinco integrantes de um grupo responsável pelo aliciamento de pessoas usadas para fazer o transporte de cocaína do Brasil para o Líbano. Outros três investigados estão foragidos. Além de comprar a droga na Colômbia, trazer para o Brasil e aliciar pessoas, os criminosos providenciavam a hospedagem, o transporte com as malas, os contatos e a recepção das remessas no Líbano.

“Eles sempre colocavam com a mula [pessoa que leva a droga] um acompanhante para evitar que o aliciado desistisse de concluir a missão, por meio de intimidação e ameaças.

O objetivo era garantir que as mulas embarcassem, assim o acompanhante ficava até o momento do check-in. Quando ocorriam abordagens pela polícia, essas pessoas desapareciam para não serem pegas. “A droga era transportada na mala que seria despachada”, informou a Polícia Federal.

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em São Paulo, Jundiaí e Foz do Iguaçu. Também foram efetivadas medidas judiciais de bloqueio de valores e sequestros de veículos, imóveis e dinheiro, que totalizaram aproximadamente R$ 132 milhões. Com os integrantes da quadrilha foram apreendidos também mais de 60 quilos de cocaína e R$ 250 mil.

“Uma das características desse grupo é a de que os pagamentos para as mulas só eram feitos depois de duas ou três viagens e variavam entre US$ 15 a 25 mil. A organização é libanesa e já atua há pelo menos quatro anos. As mulas são geralmente estrangeiros, libaneses”, afirmou a PF.

As investigações estão em andamento desde 2017 e os membros da organização foram identificados devido a delações premiadas. Uma das dificuldades para concluir a operação Overweight foi a de que os criminosos sempre mudavam de endereço. “Para executar a operação hoje, muitos endereços foram obtidos na semana passada”, disse a PF.

Os envolvidos responderão pelos crimes de tráfico internacional de entorpecentes e organização criminosa.

Por Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil 

PF investiga desvio de recursos contra Covid-19

A Polícia Federal (PF) cumpre, hoje (9), dez mandados de busca e apreensão, no estado de São Paulo, após deflagrar a Operação Involuto. No centro da investigação, está uma suspeita de desvio de recursos públicos destinados a aquisições de equipamentos de proteção à covid-19, no município de Hortolândia.

Os mandados são cumpridos em Hortolândia e também em Campinas, Indaiatuba, Santo André, São Paulo e Araras, todos expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região. De acordo com a PF, a verba, de origem federal, seria usada para a compra de máscaras e óculos de proteção.

Em investigação iniciada em setembro, as autoridades policiais identificaram quatro contratos de compra dos materiais, firmados no período de 18 a 23 de março. Em pelo menos dois deles, a cotação de preços favoreceu empresas controladas por integrantes de uma mesma família. A gestão municipal fechou contrato com um valor acima do praticado pelo mercado, ou seja, com superfaturamento.

Vínculos de amizade e parentesco

No total, quatro empresas foram selecionadas como fornecedoras dos insumos, sendo que os sócios mantêm vínculos de amizade e parentesco. A PF destaca ainda que uma das companhias atua no ramo de fabricação e/ou compra e venda de móveis e, portanto, não tem experiência com fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPIs).

“Além dos indícios de direcionamento das contratações em benefício de empresas específicas, o Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo constatou superfaturamento por parte dos fornecedores, totalizando prejuízo ao erário de R$ 724.620,00”, diz a PF, em nota.

O termo Involuto deriva do latim e significa rosto coberto. O nome foi escolhido em alusão aos objetos dos contratos investigados (máscaras e óculos) e aos eventuais destinos ocultos dos recursos públicos.

Por Agência Brasil

Operação combate fraude com cartões Caixa em SP

Polícia Federal combate fraudes a cartões de crédito em São Paulo Operação Pegada Digital investiga fraudes que podem ter causado prejuízo de R$ 100 mil à Caixa Econômica Federal

A Polícia Federal cumpriu hoje (8) três mandados de busca e apreensão para apreender objetos que auxiliem nas investigações policiais sobre as atividades de uma quadrilha que frauda cartões de créditos de diversas bandeiras, operados pela Caixa Econômica Federal.

Segundo informações da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, as investigações da Operação Pegada Digital apuraram que o prejuízo para a Caixa já ultrapassa os R$ 100 mil.

“Os mandados foram cumpridos na cidade de São Paulo e tem como alvos pessoas que foram descobertas através dos rastros digitais deixados durante as fraudes”, disse a Polícia Federal.

A investigação é resultado de uma força-tarefa coordenada pela Polícia Federal com a participação de inúmeras instituições bancárias ligadas à Federação Brasileira dos Bancos (Febraban). 

Os objetos apreendidos foram encaminhados para Polícia Federal em São Paulo para serem analisados para identificar os outros integrantes do grupo.

Por Flavia Albuquerque, da Agência Brasil

Hacker suspeito de invadir TSE é preso em Portugal

Operação coordenada pela Polícia Federal (PF) em parceria com a Polícia Judiciária Portuguesa prendeu neste sábado (28), em Portugal, um suspeito de envolvimento no ataque hacker ao sistema Tribunal Superior Eleitoral do (TSE), que divulgou dados do tribunal no dia do primeiro turno das eleições municipais.

Segundo a PF, o inquérito policial aponta que um grupo de hackers brasileiros e portugueses, liderados por um cidadão português, foi responsável pelos ataques criminosos aos sistemas do TSE no primeiro turno das Eleições de 2020.

Estão sendo cumpridos, no Brasil, três mandados de busca e apreensão e três medidas cautelares de proibição de contato entre investigados nos estados de SP e MG. Além da prisão, em Portugal, é cumprido um mandado de busca e apreensão. As ações se desenvolvem com por meio da Operação Exploit.

Os mandados cumpridos no Brasil foram expedidos pelo Juízo da 1ª Zona Eleitoral do Distrito Federal, após representação efetuada pela Polícia Federal e manifestação favorável da 1ª Promotoria de Justiça Eleitoral.

Ataque

A Polícia Federal apura o acesso ilegal aos dados de servidores públicos divulgados no dia 15 de novembro, além de outras atividades criminosas do grupo. Os crimes apurados no inquérito policial são os de invasão de dispositivo informático e de associação criminosa, ambos previstos no Código Penal; além de outros previstos no Código Eleitoral e na Lei das Eleições.

Segundo a corporação, não foram identificados quaisquer elementos que possam ter prejudicado a apuração, a segurança ou a integridade dos resultados da votação.  

Exploit

Nome da operação, exploit é uma parte de software. Trata-se de um pedaço de dados ou uma sequência de comandos que tomam vantagem de um defeito a fim de causar um comportamento acidental ou imprevisto no software ou hardware de um computador ou em algum dispositivo eletrônico.

Por Agência Brasil

Bolsonaro se recusa a depor em inquérito sobre interferência na PF

Jair Bolsonaro, Presidente da República (Carolina Antunes/PR)

O presidente Jair Bolsonaro comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (26/11) que não prestará depoimento no caso que investiga as declarações do ex-ministro Sergio Moro contra ele sobre suspeitas de interferência na Polícia Federal (PF).

No documento enviado STF, a Advocacia Geral da União (AGU) informa o desejo do presidente de “declinar do meio de defesa que lhe foi dado unicamente por meio presencial.

O inquérito está paralisado desde 17 de setembro, devido à indefinição sobre o depoimento de Bolsonaro. Na ocasião, o ministro Marco Aurélio Mello suspendeu a investigação até que o plenário do STF decida se Bolsonaro tem ou não o direito de depor por escrito, ao invés de presencialmente.

Poucos dias antes, o então relator do caso, o ministro Celso de Mello havia determinado que Bolsonaro deveria depor pessoalmente por estar sendo alvo da investigação. O inquérito foi aberto em abril, após Moro pedir demissão do Ministério da Justiça e lançar acusações contra o presidente.

Segundo o ex-ministro, Bolsonaro decidiu trocar a chefia da corporação em abril, à época comandada por Maurício Valeixo, para ter acesso a informações de inquéritos sobre a família dele. A exoneração de Valeixo levou à renúncia de Moro ao cargo de ministro no mesmo dia.

Ao STF, a AGU pediu ainda que a investigação seja concluída sem o depoimento de Bolsonaro, e negou mais uma vez as acusações de que presidente tentou interferir indevidamente na nomeação de cargos da PF para proteger família e amigos.

Cabe agora ao atual relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes decidir sobre o pedido do presidente. Com investigado, Bolsonaro pode permanecer em silêncio ou até mesmo faltar o depoimento. A oitativa é uma das últimas medidas do inquérito.

O caso

Sergio Moro, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública
(Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Maurício Valeixo foi exonerado da chefia da PF em 24 de abril. Na véspera, Moro havia dito a Bolsonaro que não ficaria no ministério se o diretor-geral fosse afastado, e acabou pedindo demissão na mesma data. À época, o ex-ministro afirmou que não assinou a exoneração de Valeixo e que ficou sabendo dela pelo Diário Oficial. Ele também já havia declarado que Valeixo não pediu para deixar o cargo, como Bolsonaro chegou a alegar.

Ao anunciar sua renúncia, o ex-juiz acusou o presidente de tentar interferir na Polícia Federal ao cobrar a troca da direção-geral, bem como a do comando da Superintendência no Rio de Janeiro. As declarações acabaram levando à abertura de uma investigação pelo Supremo em 28 de abril. Bolsonaro vem negando as acusações desde então.

Tanto o presidente como Moro são investigados na ação, que apura se Bolsonaro de fato tentou interferir na PF, ou se o ex-ministro da Justiça mentiu em suas alegações.

Em depoimento ao Supremo, Moro apontou que uma reunião ministerial realizada em 22 de abril serviria de prova contra Bolsonaro no caso, e Celso de Mello acabou tornando pública a gravação do encontro em maio, gerando fortes repercussões no meio político pelo teor das conversas.

As imagens mostraram que o presidente estava insatisfeito com a Polícia Federal e revelaram desejos de Bolsonaro de proteger seus filhos, irmãos e amigos.

“Já tentei trocar gente da segurança nossa no Rio de Janeiro oficialmente e não consegui. Isso acabou. Eu não vou esperar foder minha família toda de sacanagem, ou amigo meu, porque eu não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha que pertence à estrutura. Vai trocar, se não puder trocar, troca o chefe dele; não pode trocar o chefe, troca o ministro. E ponto final. Não estamos aqui para brincadeira”, disse Bolsonaro na reunião.

Enquanto a defesa do mandatário insiste que a preocupação fosse em torno da segurança física de seus familiares, Moro disse em depoimento que Bolsonaro estava preocupado com investigações em curso que atingiriam sua família, por isso os desejos de trocas em postos-chave da PF.

CN/lusa/ots

Por Deutsche Welle

Servidor federal é alvo de operação

A Polícia Federal ( PF) lançou hoje (11) uma operação para apurar denúncias de corrupção envolvendo um servido público federal. Foram emitidos 13 mandados de busca e apreensão em endereços do servidor aposentado e pessoas ligadas a ele.  As ações foram realizadas na capital paulista, em Sorocaba (SP),  Araçoiaba da Serra (SP), Ibiúna (SP) e no Guarujá (litoral paulista).

A Justiça determinou ainda o bloqueio de contas bancárias, veículos e 134 imóveis até o limite de R$ 421 milhões.

Segundo a PF, as investigações sobre o caso começaram em 2018, em Sorocaba, interior paulista. São apuradas as práticas dos crimes de corrupção, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Por Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil