Foto mostra cerca do presídio federal de Brasília. Ao fundo, distante, no canto direito, aparece uma guarita.

Plano de resgate de presos mobiliza PF em operação

Com base em informações sobre um possível plano de resgate de líderes de organização criminosa presos nas penitenciárias federais de Brasília e de Porto Velho (RO), a Polícia Federal e o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) deflagraram hoje (10) a Operação Anjos da Guarda.

O desmantelo do plano de resgate conta com a participação de 80 policiais federais, que estão cumprindo 11 mandados de prisão preventiva e 13 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal; em duas cidades do Mato Grosso do Sul (Campo Grande e Três Lagoas); e em três municípios paulistas (São Paulo, Santos e Presidente Prudente).

Segundo a PF, o plano contava com uma rede de comunicação estabelecida com advogados, que extrapolavam suas atividades legais ao transmitir tanto as cobranças dos custodiados quanto o retorno de mensagens dos criminosos envolvidos no resgate.

Foto mostra cerca do presídio federal de Brasília. Ao fundo, distante, no canto direito, aparece uma guarita.
Penitenciária Federal de Brasília (Valter Campanato/Agência Brasil)

Além da tentativa de resgate dos presos, o grupo pretendia implementar outras ações, como o sequestro de autoridades, na tentativa de viabilizar a soltura de criminosos.

“Para organizar as atividades ilícitas, os investigados se valiam dos atendimentos e das visitas em parlatório, usando como códigos para a comunicação situações jurídicas que, comprovadamente, não existiam de fato”, informaram os investigadores.

Fraude em lotéricas é investigada pela PF

A Polícia Federal (PF) deflagrou hoje (9) a Operação Persuasão. É para investigar atos de aliciamento de funcionários de casas lotéricas para cometerem crimes de estelionato em detrimento do patrimônio da União.

Segundo a PF, estão sendo cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Campo Grande (MS).

No esquema investigado, um aliciador entra em contato com funcionários de lotéricas oferecendo oportunidade de obter ganhos financeiros. Entretanto, para ter esses benefícios, o funcionário precisa inserir dados falsos nos sistemas da lotérica para possibilitar aos fraudadores a prática de estelionato contra a Caixa Econômica Federal.

Histórico

A investigação começou em 1º de abril deste ano, sendo identificadas cerca de 80 inserções de dados falsos no sistema da lotérica.

O nome da operação Persuasão tem referência com a forma como os aliciadores agem, tentando convencer os funcionários das casas lotéricas a participarem das atividades dos fraudadores.

Viatura da Polícia Federal estacionada e policial armado ao lado.

Ação combate lavagem de dinheiro e tráfico internacional na grande São Paulo

A Polícia Federal (PF) deflagrou hoje (2) operação para aprofundar a investigação de crimes de lavagem de capitais relacionados a tráfico internacional de drogas. Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em Cajamar e um em Santana do Parnaíba, ambas na região metropolitana de São Paulo.

As investigações, que resultaram na Operação Blanched, começaram a partir de informações que apontaram para movimentação incomum de R$ 5,2 milhões, entre fevereiro de 2019 e fevereiro de 2020, em conta bancária na cidade de Cajamar. Os valores eram depositados por empresas já investigadas pela Polícia Federal por não serem operacionais e abertas, sequencialmente, por organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro e envolvimento com tráfico internacional de drogas.

“As empresas estão registradas como pessoas jurídicas voltadas a serviços de cobrança, agenciamento, bebidas, administração imobiliária, comércio eletrônico e atacadista do setor de alimentos, com sedes nas cidades paranaenses de São José dos Pinhais, Colombo e Foz do Iguaçu, além de Jundiaí, no interior de São Paulo”, disse a PF.

De acordo com a PF, alguns dos sócios das empresas identificadas figuram como beneficiários do auxílio-emergencial, demonstrando absoluta incompatibilidade de renda com os valores movimentados e até o momento não foram encontrados registros ou documentos, como notas fiscais, que justifiquem os valores movimentados.

Equipes da Polícia Federal saem em comboio da sede da PF

PF cumpre mandados contra falsas aplicações na Bolsa de Valores

A Polícia Federal, em parceria com a Receita Federal, deflagrou hoje (28) a Operação Traders. O objetivo é desarticular um grupo que praticava crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, contra o mercado de capitais e de pirâmide financeira em diversas cidades paranaenses, em Santa Catarina, em São Paulo e no Rio de Janeiro.

De acordo com a corporação, os investigados se apresentavam como operadores do mercado financeiro (traders, em inglês) para captar economias das vítimas, a pretexto de aplicar os recursos no mercado de valores mobiliários. O grupo prometia retornos acima dos praticados no mercado, com lucros de até 6,4%. A organização movimentou mais de R$ 200 milhões.

“Além de não aplicar na bolsa de valores a integralidade dos recursos, o que era aplicado normalmente resultava em prejuízo”, destacou a Polícia Federal por meio de nota. As operações eram feitas por meio de pelo menos 22 empresas não autorizadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a captar recursos e realizar investimentos no mercado.

“Com o passar do tempo e como é natural nesse esquema, os investigados não conseguiam mais honrar os compromissos assumidos, vez que os valores arrecadados não eram de fato investidos em operações de bolsa de valores e, quando eram, não resultavam nos lucros prometidos.”

Cerca de 70 policiais federais e 15 servidores da Receita cumprem 17 mandados judiciais nas cidades de Umuarama (PR), Guaíra (PR), Douradina (PR), Foz do Iguaçu (PR), Curitiba e Taboão da Serra (SP). A Justiça Federal determinou ainda o sequestro de automóveis, imóveis e criptoativos.  As ordens foram expedidas pela 23ª Vara Federal de Curitiba.

De acordo com as investigações, o valor mínimo de investimento que grupo aceitava era R$ 1 mil. “Vale destacar que algumas pessoas investiram cifras que ultrapassaram R$ 1 milhão”, informou a Polícia Federal. Os valores eram depositados diretamente em contas das empresas investigadas e transferidos, parcialmente, para contas pessoais de líderes do esquema.

A investigação segue em andamento e a Comissão de Valores Mobiliários acompanha as diligências em andamento. Os envolvidos devem responder por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, contra o mercado de capitais, contra a economia popular, além de lavagem de dinheiro.

Viatura da Polícia federal parada em frente a prédio espelhado. Na lataria é possível ver escrito Polícia Federal e o logo da corporação.

PF prende homem que ameaçou Lula, Freixo e ministros do STF

Foi preso na manhã de hoje (22), na região metropolitana de Belo Horizonte, um homem que usou redes sociais para fazer ameaças ao candidato do PT à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, ao candidato ao governo do Rio de Janeiro Marcelo Freixo (PSB-RJ) e a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A prisão aconteceu a pedido da Polícia Federal e por determinação do STF.

Segundo o Estado de Minas, o preso é Ivan Rejane Fonte Boa Pinto, de 46 anos. Em nota, a PF informou que dois mandados de busca e apreensão também foram cumpridos.

“O prazo da prisão é, inicialmente, de cinco dias, visando à garantia da integridade física das pessoas e à conclusão da investigação”, diz a nota.

Prédio da Polícia federal em São Paulo aparece ao fundo com uma viatura em primeiro plano. Na viatura é possível ler Federal e a sigla DPF.

PF investiga esquema de importação de insumos farmacêuticos

Uma operação da Polícia Federal (PF) e da Receita Federal cumpre nesta quinta-feira (21) três mandados de busca e apreensão em São Paulo contra uma organização criminosa que importava e comercializava matéria-prima e insumos farmacêuticos de forma irregular.

As investigações da Operação Zurich começaram em janeiro de 2021, quando a Polícia Federal foi informada por autoridades suíças da apreensão, no Aeroporto de Zurique, de uma substância proibida por lá, comercializada sob o nome de Cardarine, que estava sendo importada para o Brasil.

O Cardarine é usado para aumento de performance em atividades físicas e ganho muscular e tem consumo proibido no Brasil. Não tem aprovação, nem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser comercializado, distribuído, fabricado importado, manipulado ou usado no país. O uso da substância, vetada em diversos outros países, é considerado doping pela Agência Mundial Antidoping (Wada, sigla em inglês).

Segundo a Receita Federal, o grupo de empresas envolvidas no crime importou a substância e a comercializou com farmácias de manipulação que, por sua vez, produziram suplementos indicados para ganho muscular.

A Polícia Federal informou que três empresas com sede na capital paulista importavam irregularmente Cardarine para o Brasil. A PF estima que tais empresas tenham obtido R$ 12 milhões em vendas do produto para mais de 870 estabelecimentos espalhados pelo país, em sua maioria, farmácias de manipulação.

Ainda de acordo com a Receita Federal, amostras de Cardarine estão sendo recolhidas e analisadas porque há a suspeita de que outras substâncias, também proibidas, tenham sido importadas de forma irregular para o Brasil.

Tráfico internacional usava funcionários de Cumbica

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (19), a Operação Bulk para combater organização criminosa que usava funcionários de aeroporto de São Paulo para tráfico internacional de drogas.

Policiais federais cumprem mandados expedidos pela 5ª Vara da Justiça Federal em Guarulhos (SP), sendo 23 são mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão.

As medidas acontecem, simultaneamente, nos municípios de São Paulo, Sorocaba, Guarulhos e Praia Grande. Também é cumprido um mandado em Portugal, determinado pelo Poder Judiciário, em virtude de difusão vermelha transmitida pela Interpol, após representação da Polícia Federal.

Foram determinados, ainda, o sequestro de todos os bens imóveis e de veículos, bem como de todos os valores depositados em contas bancárias e aplicações financeiras em nome dos investigados. Esses recursos chegam a aproximadamente R$ 53 milhões.

A investigação teve início em 2021 e, durante o período, foram apreendidos 887,5 kg de cocaína em nove eventos: três em Guarulhos, dois em Lisboa, um em Frankfurt e três em Amsterdã.

A organização criminosa atuava cooptando funcionários e prestadores de serviços de aeródromo para que introduzissem carregamentos de cocaína no interior de aeronaves comerciais que realizavam voos regulares.

Os investigados serão indiciados pelos crimes de tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico, cujas penas variam de 10 a 25 anos de reclusão.

Aparelhos eletrônicos organizados sobre mesa da Polícia Federal. Na parede, o símbolo da PF.

Homem tenta embarcar para São Paulo com 148 celulares e iPads

A Polícia Federal prendeu, em flagrante, um homem de 27 anos com grande quantidade de aparelhos eletrônicos no Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu (PR). O preso que nasceu na cidade pretendia embarcar para São Paulo, destino final das mercadorias.

A prisão realizada pelos policiais, na ontem à noite (15), ocorreu no balcão da companhia aérea, no momento em que o passageiro fazia a pesagem das bagagens que seriam despachadas.

De acordo com a PF, os equipamentos estavam acondicionados em três malas.

Aparelhos eletrônicos organizados sobre mesa da Polícia Federal. Na parede, o símbolo da PF.
Carga continha 138 smartphones (PF/Reprodução)

“Foram apreendidos 148 aparelhos eletrônicos, sendo 138 smartphones e 10 iPads, avaliados aproximadamente em R$ 600 mil”, informou.

Tanto o preso, como as mercadorias apreendidas foram encaminhados à Delegacia de Polícia Federal em Foz do Iguaçu para lavrar o auto de prisão em flagrante “pelo crime de descaminho, cuja pena pode chegar a 4 anos de prisão”.

Viaturas da PF paradas e policial do lado de fora.

Tráfico internacional: operação mobiliza PF no litoral

Cerca de 350 policiais federais e 28 policiais do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do Rio Grande do Norte (BOPE-PM/RN) estão nas ruas do estado para desarticular uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. De acordo com a Superintendência da Polícia Federal do Rio Grande do Norte, o grupo atuava nos terminais portuários do Nordeste e Sudeste, principalmente, tendo como bases as regiões de Natal, no Rio Grande do Norte, Salvador na Bahia e em São Paulo, na Baixada Santista.

Os agentes que atuam na Operação Maritimum, deflagrada hoje (13) pela Polícia Federal estão cumprindo 46 mandados de prisão preventiva e 90 mandados de busca e apreensão. Todos foram expedidos pela 2ª Vara Criminal da Justiça Federal/RN nos estados do Rio Grande do Norte, São Paulo, Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro, Ceará e Pará.

Viaturas da PF paradas e policial do lado de fora.
(PF/Reprodução)

Segundo a  PF as investigações, que começaram no fim de 2021, identificaram um grupo logístico responsável pelo transporte e armazenamento da droga oriunda da fronteira do Brasil com os países produtores. Na sequência os traficantes realizavam a “contaminação” de contêineres, com a colocação dos entorpecentes nas cargas de frutas e outras mercadorias que teriam como destino os portos da Europa.

Ao longo do inquérito policial houve apreensões de drogas nos Portos de Santos/SP, Salvador/BA, Natal/RN, Fortaleza/CE e Barcarena/PA, além da interceptação de cargas nos países europeus de destino como Bélgica, França e Países Baixos. Ao todo, no curso da investigação, foram apreendidas cerca de 8 toneladas de cocaína. Ainda nas investigações, a Polícia Federal identificou que três dos maiores traficantes em atividade no Brasil eram os destinatários dessa droga no exterior, um deles preso recentemente na Hungria.

De acordo com a PF, além dos integrantes do núcleo operacional da quadrilha, pessoas físicas e empresas foram usadas “para lavar o dinheiro do crime, ocultando e dissimulando a origem dos valores ilícitos com o objetivo de criar uma rede estruturada de tráfico internacional de drogas por intermédio da exportação de mercadorias. Nesse ponto, foi deferido o bloqueio do valor de R$ 169,6 milhões nas contas bancárias dos investigados”.

Os presos estão sendo encaminhados para as sedes da Polícia Federal no Rio Grande do Norte, São Paulo, Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro, Ceará e Pará, e responderão na medida das suas participações, entre outros crimes, integrar organização criminosa, tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.

Segundo a PF, o nome da Operação Maritimum “é uma alusão ao modus operandi da organização criminosa que utilizava o transporte marítimo para exportar a cocaína aos portos europeus”.

Montagem de duas fotos mostra do lado esquerdo Bruno Pereira, com colar típico de índio no pescoço, e Dom Phillips à direita com floresta ao fundo.

Suspeito de mandar matar Dom e Bruno é preso

Um homem suspeito de ser mandante dos assassinatos do indigenista brasileiro Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips foi preso nesta quinta-feira (08/07) pela Polícia Federal em Tabatinga, no estado do Amazonas. O peruano Rubens Villar Coelho, conhecido como Colômbia, foi detido por uso de documento falso, e nega envolvimento na morte de ambos.

Conforme informações divulgadas pela Rede Globo, o suspeito foi até a sede da Polícia Federal em Tabatinga na tarde desta quinta-feira para declarar que não teria envolvimento nas mortes de Bruno e Dom. A cidade de Tabatinga fica próxima de Atalaia do Norte, para onde Bruno e Dom viajavam a partir da comunidade de São Rafael quando foram mortos.

Montagem de duas fotos mostra do lado esquerdo Bruno Pereira, com colar típico de índio no pescoço, e Dom Phillips à direita com floresta ao fundo.
Bruno Pereira e Dom Phillips (Reprodução)

Ao chegar à delegacia e se identificar, Colômbia foi detido porque teria apresentado um documento falso. Ele estaria portando outros dois documentos falsos – um brasileiro e um colombiano. A pena para esse tipo de crime é de seis anos de detenção e ele não cabe soltura por pagamento de fiança.

Ele já era investigado por suspeita de tráfico e de envolvimento com a pesca ilegal na região do Vale do Javari, terra indígena da qual parte do território integra a cidade de Atalaia do Norte. 

Até o momento, três suspeitos estão presos pela morte do indigenista e do jornalista. A PF suspeita que os irmãos Amarildo e Oseney da Costa de Oliveira, além de Jeferson da Silva Lima e outras cinco pessoas já indiciadas, seriam empregados de Colômbia na região.

Assassinato de Phillips e Pereira

Phillips, de 57 anos, e Pereira, de 41, desapareceram em 5 de junho numa região remota da Amazônia, onde avançaram nos últimos anos a mineração, a pesca e a extração de madeira ilegais, bem como o tráfico de drogas. Dez dias depois, um pescador, Amarildo da Costa de Oliveira, suspeito de participar do crime, confessou os assassinatos e indicou onde estavam os corpos das vítimas, que teriam sido mortas a tiros, depois esquartejadas, queimadas e enterradas.

No entanto, as investigações sobre o caso continuam, incluindo a busca pelo real motivo, as circunstâncias dos homicídios, se houve algum mandante, além de mais pessoas envolvidas.

A União das Organizações Indígenas do Vale do Javari (Univaja), que deu início às buscas pela dupla no mesmo dia em que Phillips e Pereira foram vistos com vida pela última vez, classificou os assassinatos de “crime político” e alertou que os suspeitos presos pelos assassinatos “fazem parte de um grupo maior”.

Phillips estava na região recolhendo material para um livro que escrevia sobre preservação da Amazônia. Já Pereira, atualmente licenciado, era um dos funcionários mais experientes da Funai em atuação no Vale do Javari. Ele supervisionou o escritório regional da entidade e a coordenação de grupos indígenas isolados antes de sair de licença.

Falas de Bolsonaro são criticadas

Durante as buscas, o presidente Jair Bolsonaro fez uma série de declarações que provocaram repúdio de ativistas de direitos humanos e organizações que representam jornalistas.

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), por exemplo, repudiou as declarações de Bolsonaro sobre o caso afirmando que “lamentavelmente autoridades governamentais sugeriram que as próprias vítimas eram responsáveis pela tragédia.”

Em sua primeira declaração sobre o caso, Bolsonaro afirmou que Bruno Pereira e Dom Phillps sabiam dos riscos existentes na região e chamou de “aventura não recomendável” o trabalho que as vítimas faziam. Ele também afirmou que o jornalista britânico era “malvisto na região” e disse que ele deveria ter segurança redobrada na “excursão” que fazia.

Nesta quinta-feira, o Parlamento Europeu aprovou uma resolução condenando “veementemente” tanto os assassinatos da dupla quanto a “violência crescente” no Brasil contra ativistas de direitos humanos e do meio ambiente, povos indígenas, minorias e jornalistas.

Na mesma votação, os eurodeputados também condenaram a “retórica agressiva” e “declarações intimidadoras” de Bolsonaro.

A Anistia Internacional afirmou que os comentários de Bolsonaro sobre o caso foram “cruéis e insensíveis”.

gb/bl (ots)