Motoristas e cobradores de ônibus falam em greve dia 21 de junho

Assembleia realizada em uma das garagens (Sindmotoristas/Reprodução)

Os motoristas e cobradores de ônibus de São Paulo consideram a possibilidade de greve da categoria a partir do dia 21 de junho. A informação foi divulgada pelo Sindmotoristas após assembléia realizada na porta das garagens, hoje (8).

Em campanha salarial, os profissionais ouviram do sindicato que os donos das empresas de ônibus não apresentaram proposta para reajuste da categoria. A alegação, segundo nota do Sindmotoristas, é a crise financeira provocada pela pandemia de covid-19, que reduziu a quantidade de passageiros e de veículos circulando na cidade.

“Sabemos da crise financeira, mas também sabemos que a inflação não perdoa os preços do mercado para a categoria. Tudo está mais caro, o alimento, o aluguel, o gás, a água”, afirmou Valdevan Noventa, presidente do Sindmotoristas, em comunicado à imprensa. “O reajuste salarial é pauta de discussão e nos acende um alerta. Caso não tenhamos uma proposta satisfatória, o sistema vai parar”.

Motoristas de ônibus planejam greve em São Paulo

Motoristas e cobradores de ônibus da capital paulista e de Guarulhos, na Grande São Paulo, planejam uma paralisação a partir da zero hora desta terça-feira(20), com duração de pelo menos 24 horas, o objetivo reivindicar um posicionamento do governo estadual sobre a vacinação contra a covid-19 dos profissionais da área que se dizem expostos à doença, já que o transporte público não parou desde o início da pandemia.

O objetivo é realizar um “lockdown do sistema de transporte” nesta terça, dia 20(Nivaldo Lima/SP AGORA)

Alé dos coletivos, profissionais da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) podem cruzar os braços no próximo dia 27, por tempo indeterminado, segundo informou o STEFSP (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de São Paulo). A categoria reivindica, além da vacinação, reajuste salarial e participação nos lucros.

Já os trabalhadores do metrô participam de uma assembleia virtual, a partir das 19h desta segunda-feira, quando vão definir se aderem à paralisação juntamente com o trnasporte rodoviário e a CPTM.

No sábado, o governo João Doria (PSDB) enviou um email para as categorias afirmando que trabalhadores do metrô e da CPTM serão vacinados contra a Covid-19 em São Paulo a partir do próximo dia 11 de maio.

Segundo o Sindmotoristas, que representa motoristas e cobradores de ônibus em São Paulo, a greve, chamada por eles de “lockdown do sistema de transporte”, está definida para a zero hora desta terça-feira. O órgão representativo, porém, realiza uma reunião com sua diretoria e representantes sindicais do setor, marcada para às 15h desta segunda-feira (19), quando devem ser definidos detalhes sobre como será a paralisação.

Sindicato quer 100% da frota de ônibus na Capital operando

Os motoristas de ônibus do transporte coletivo de São Paulo querem que a Prefeitura coloque 100% da frota para rodar. O Sindicato dos Motoristas e Cobradores pretende fazer uma manifestação na tarde de hoje (9), às 16h, no Terminal Santo Amaro, na zona sul.

(Sindmotoristas/Reprodução)

Segundo a categoria, em meio a pandemia tem ocorrido superlotação dos ônibus. Na segunda-feira (8), a frota em operação foi ampliada na Capital, mas houve relatos de aglomeração no transporte.

O prefeito Bruno Covas (PSDB) ameaçou demitir o secretário municipal de transportes se não conseguir evitar aglomeração no sistema até sexta-feira (12). “O secretário municipal de transportes havia me dito que garantia que nessa semana não haveria passageiro em pé. Hoje (8) pela manhã, os números que a gente tem, é que em 5% das linhas nos tínhamos passageiros em pé. O secretario tem até sexta-feira para conseguir fazer isso. Se até sexta-feira ele não conseguir fazer isso, a partir da segunda é o outro secretário que irá tentar fazer isso”.

O secretário Edson Caram chegou a gravar um vídeo, exibido pela TV Globo, pedindo desculpas pela aglomeração. Para o presidente em exercício do sindicato dos motoristas e cobradores, Valmir Santana da Paz – conhecido como Sorriso, o caminho para evitar superlotação de ônibus é ampliando a frota.

“No atual momento, nem motorista e nem cobrador tem poder para barrar passageiro que força a entrada mesmo quando os assentos já estão ocupados. Para garantir minimamente o respeito à regra do distanciamento social, a circulação de 100% da frota de ônibus em São Paulo é uma medida que as autoridades devem adotar com a máxima urgência”, afirmou em entrevista ao portal do sindicato.