Nível de reservatórios é menor que em 2013

Reservatório de água na represa do Sistema Cantareira
Reservatório de água na represa do Sistema Cantareira
(Gov. do Estado de SP)

Mesmo com chuvas em outubro e com pluviosidade acima da média para o mês, a água segue escassa em São Paulo. Na última quarta-feira (3), os reservatórios que abastecem a região metropolitana operavam com uma média de 39%. Números são da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

Como comparativo, esse número era de 48,2% no mesmo período em 2013. Ou seja, em relação aos dias atuais, o volume de água encontrado nos reservatórios era aproximadamente 23,6% maior no período que antecedeu a última crise hídrica. Logo, a situação em 2022 deve ser ainda pior do que foi em 2014.

De acordo com a previsão da empresa de meteorologia Climatempo, a capital paulista segue sem chuva nos próximos dias. A partir da segunda semana de novembro, a pluviosidade deve voltar a aumentar. No mês de outubro, forma registrados 166 mm de precipitação, 37,7 mm a mais do que a média histórica.

por TV Cultura

Cantareira reduz ritmo de queda, mas ainda opera em alerta

(Arquivo/Agência Brasil)

O volume de água do Sistema Cantareira baixou mais 0,8 pontos na última sexta-feira, atingindo 28,2% de sua capacidade. Foi a primeira vez nos últimos 40 dias que a queda foi inferior a um ponto (a última vez foi em 3 de setembro, quando o nível caiu 0,9). Os dados são da Sabesp.

Mesmo com uma queda menor em comparação às últimas semanas, a situação da Cantareira é de risco. O sistema já opera em estado de alerta desde de 6 de setembro, quando passou a operar abaixo dos 35%. Essa é a menor capacidade que o Sistema Cantareira opera nos últimos cinco anos.

A escala da Sabesp serve para medir e classificar o nível de água do reservatório. É considerado normal um nível de água igual ou maio a 60%. é considerado estado de atenção quando o nível fica entre 40% e 60%, de alerta quando está entre 30% e 40% e de restrição entre 20% e 30%.

Embora abaixo dos 30%, o manancial ainda está classificado como estado de alerta. O motivo disso é porque a represa atingiu a marca abaixo dos 30% no mês de outubro. Segundo as regras da Agência Nacional de Águas (ANA), só será considerada a fase de restrição se o mês acabar abaixo de 30%.

Por TV Cultura

Sabesp vai alimentar Cantareira com água do Paraíba do Sul

Reservatório de água na represa do Sistema Cantareira
(Gov. do Estado de SP)

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) foi autorizada a transferir água do rio Paraíba do Sul para o sistema Cantareira. A estatal planejava captar 60 bilhões de litros, mas só 40 bilhões foram liberados.

A decisão aconteceu para evitar o desabastecimento e uma nova crise hídrica, já que a Cantareira operou com 28,4% da sua capacidade nesta quinta-feira (14).

O limite anual de transferência da água do rio já havia sido superado em setembro, com 162 bilhões de litros para captação. Por isso, a Sabesp precisou pedir autorização ao Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), órgão regulador do governo de São Paulo.

Além do DAEE, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), relacionada ao governo federal, o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), ligado ao governo de Minas Gerais, e o Instituto Estadual do Ambiental (INEA), do Rio de Janeiro, aprovaram a decisão em uma nota conjunta oficial. A autorização das diferentes agências aconteceu porque o rio banha os três estados.

Por TV Cultura

Sistema Cantareira opera em estado de alerta

Sistema Cantareira (Arquivo/Sabesp)

Um dos sistemas que abastecem a região metropolitana de São Paulo, o Cantareira, está operando hoje (4) com 36,7% da capacidade, o que é considerado na faixa de alerta pela Companhia de Saneamento Básico do estado de São Paulo (Sabesp). O estado de alerta – abaixo de 40% – reduz a quantidade de água que a Sabesp pode retirar do manancial de 33 mil litros por segundo para 27 mil litros por segundo.

A companhia descartou o risco de desabastecimento na região neste momento, mas reforçou a necessidade do uso consciente da água pela população, evitando desperdícios. O sistema integrado que abastece a região metropolitana, além do Cantareira, é composto por mais seis mananciais: Alto Tietê, Guarapiranga, Cotia, Rio Grande, Rio Claro e São Lourenço. Considerando a integração, todo o sistema opera nesta segunda-feira com 47,9% de sua capacidade total.

Segundo a Sabesp, o sistema integrado é flexível e permite a transferências de forma rotineira entre os sistemas produtores para abastecer diferentes regiões e, consequentemente, dá mais segurança ao abastecimento. Apesar disso, a Sabesp afirmou que a economia de água deve ser um hábito permanente, independentemente da época do ano. 

Entre as dicas da companhia para economizar água, estão o uso de vassoura e balde para lavar áreas como garagem e corredores, dentre outras. Mangueiras não devem ser usadas; não dar descarga à toa, nem usar o vaso sanitário como lixeira – em apenas 6 segundos de válvula acionada vão embora cerca de 12 litros de água.

De acordo com a Sabesp, também não se deve usar água corrente para descongelar alimentos. E é preciso ficar atento a possíveis vazamentos, que podem passar despercebidos e são grandes causas do desperdício.

Por Camila Boehm, da Agência Brasil

Nível do Sistema Cantareira está abaixo do ideal

Sistema Cantareira (Arquivo/Sabesp)

O nível do Sistema Cantareira, que abastece a região metropolitana de São Paulo, está em 32,9%, de acordo com informação atualizada na manhã desta segunda-feira (14), pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). O volume atual do sistema é praticamente o mesmo de um mês atrás, variando apenas 0,4% no período.

Nas últimas 24 horas, foi registrado um aumento de 0,2%. Pelos critérios da Sabesp, o sistema opera em nível de alerta quando o volume é igual ou inferior a 40%. Desde outubro, o volume tem funcionado dentro desse limite. No dia 3 daquele mês, o nível era de 40,7%.

O Sistema Cantareira é composto por seis represas: Atibainha, Cachoeira, Jacareí, Jaguari e Paiva Castro. No total, a capacidade de armazenamento é de quase 1 trilhão de litros de água.  O tratamento da água é feito na estação de tratamento do Guaraú, a maior instalação de tratamento da Grande São Paulo.

Por Agência Brasil