Desvendando o Ecossistema das Startups: como alcançar o Scale Up

Desvendando o Ecossistema das Startups: como alcançar o Scale Up - por Armando Kolbe Junior

Nos últimos 15 anos a palavra de origem inglesa Startup ganhou destaque, e isso tem ocasionado confusão com Scale Up pois, nesse mesmo período, marcas famosas cresceram acima da média como Airbnb, Nubank, Uber e iFood – todas Startups que se tornaram exemplos de Scale Up em seus segmentos. Outro fator que corrobora na confusão dos termos é o tipo de modelo de negócio que leva ao Scale Up: escalável, replicável, que não tenha dificuldades, nem custos altos, e atue com grande volume. Características comumente já utilizadas pelas Startups.

Qual empreendedor não gostaria de ter um lucro superior a 20 milhões de dólares em uma Scale Up? Pois para alcançar esse objetivo o negócio precisa passar por algumas fases de crescimento. No início de uma Startup sua equipe é multifuncional, versando em diversas áreas de negócio com o objetivo de manter a estrutura enxuta e escalável. Para crescer rumo à fase Scale Up, a Startup deve ampliar, gradualmente, seu quadro funcional com mão-de-obra especializada, bem como organizar setores e processos de forma mais definida e estratégica.

Alguns quesitos também devem ser levados em conta. É necessário analisar se o negócio tem um modelo de fato escalável e se aumentar a estrutura de custos acompanha uma ampliação do faturamento. Além disso, o capital utilizado nos investimentos deve constar em um orçamento que enalteça o plano de expansão. Nos casos em que o negócio não tem capital próprio, terceiros devem ser buscados para financiamento ou investimento.

Tendo essas etapas finalizadas os próximos passos são de mão na massa e começam com a Ideação, fase para conceber a ideia, realizar estudos de mercado e buscar o público-alvo. Além disso, trabalha-se os detalhes do produto e outras informações para criação do Produto Mínimo Viável (PVM – mais chamado de MVP que é a sigla em inglês). Ele será a versão mais simples de um produto ou serviço e que exige quantidade mínima de esforço e desenvolvimento.

Em seguida vem a fase da Operação, onde o MVP é colocado à prova. É preciso verificar a reação do público-alvo para realizar os ajustes necessários (market fit). Nesse momento a Startup pode participar de rodadas de investimentos, programas de aceleração e buscar um hub de inovação. Na sequência, temos a etapa da Tração em que, provavelmente, a Startup está mais madura e já pode fazer melhorias no MVP com foco no crescimento sustentável. É aqui que ela pode, inclusive, abrir o capital, realizar lucro dos investidores e fundos Venture Capital.

Parece ser um objetivo difícil de ser alcançado, entretanto é perfeitamente possível. Como em todos os processos, para se tornar uma Scale Up é necessário dispensar muitos esforços, e tentar garantir que os erros e aprendizados de cada etapa sejam internalizados por todos da organização. Uma das premissas em um mundo onde a inovação ocorre de forma muito acelerada é errar rápido para aprender mais rápido ainda.

Desvendando o Ecossistema das Startups: como alcançar o Scale Up - por Armando Kolbe Junior
Armando Kolbe Junior é coordenador do Curso de Gestão de Startups e Empreendedorismo Digital do Centro Universitário Internacional UNINTER Divulgação

Inovação aberta e metas climáticas: um ponto em comum

Por Paulo Humaitá

A Cúpula do Clima iluminou ainda mais a causa ambiental vs. negócios. O Brasil se comprometeu a diminuir em 43% as emissões de dióxido de carbono e a zerar o desmatamento ilegal, ambos até 2030. Ao buscar o cumprimento dessas metas, além de beneficiar nossos pulmões, podemos desenvolver boas oportunidades de inovação na convergência entre tecnologia e sustentabilidade no agronegócio brasileiro, uma tendência alinhada com modernas práticas de governança e modelos de impacto social e ambiental (também conhecida como Governança Ambiental, Social e Corporativa, ou ESG).

O PIB da agropecuária brasileira, cresceu mais de 24% em 2020. Somos uma economia capaz de alimentar 800 milhões de pessoas no mundo, como revelou um recente estudo da Embrapa. Para o celeiro do mundo continuar sustentável e lucrativo, a tecnologia é mandatória. Muitas empresas sólidas podem olhar as startups e entender como este ecossistema pode colaborar, modernizar e criar possibilidades para problemas antigos e para os novos que irão surgir. Ao passo que a tecnologia já tem ajudado o Brasil na produtividade e em destinos mais nobres para os resíduos do campo, a inovação aberta, ou seja, promover ideias, pensamentos, processos e pesquisas, a fim de desenvolver produtos, serviços e processos, é a colaboração da tradicional empresa do mercado à uma startup para obter resoluções sustentáveis e tecnológicas. Afinal, o futuro não é apenas de quem se adapta melhor, mas também de quem colabora mais.

Para ir muito além dos drones nas plantações, as AgTechs, como são chamadas as startups que criam soluções e promovem a inovação no agronegócio, precisam de investimento e, mais que isso, que, o caminho entre o problema, oriundo pela empresa, e a solução, gerada pela startup, seja mais curto. Participar de programas de inovação aberta é um ganha-ganha para os dois lados. Como CEO de uma aceleradora, percebi que tanto a companhia quanto a startup, precisam e somam-se um ao outro. No processo de inovar, a empresa que participa pode dividir suas expertises, sabendo o que vai dar certo e o que não vai funcionar, enquanto a startup aplica isso no projeto oferecendo mais assertividade ao produto final. A startup pode oferecer para a empresa sua metodologia, seus planos, podendo fazer negócios entre as partes. Juntas, uma grande empresa e uma startup podem fazer mágica e resolver relevantes desafios da inovação responsável (responsible innovation).

Há um tabu sobre compartilhar conhecimentos com uma outra empresa, eu digo que existem estratégias que podem ser compartilhadas, especialmente em âmbito pré-competitivo. É importante que a solidez no mercado, especialmente em época de ‘vacas gordas’ não afaste uma empresa consolidada de modernizar e inovar. Os muros sempre vão existir em uma corporação, mas temos que mantê-los baixos. Com ciclos econômicos cada vez mais curtos, sem colaboração não há inovação. A indústria carece de novos conhecimentos, é um erro pensar que o sucesso das nossas lavouras e pastos, não podem ser palco para novas tendências.

A sustentabilidade, solução que será cobrada das empresas, não só agora, mas para sempre, é necessário sair na frente enquanto temos recursos e um mercado global. A melhor hora para investir em inovação no agronegócio é agora e inovação aberta é a solução. No último ano, a Embrapa constatou que 1.125 AgTechs foram registradas e outras se formam todos os dias. Ser uma empresa que participa deste processo e aproveita esta jornada é mais que inovar, é ser experiente e participar do futuro. O mundo olha para o Brasil, temos que lavrar a terra preparando um solo mais fértil para as startups no campo.

*Paulo Humaitá é fundador e CEO da Bluefields

Startup de inteligência logística projeta crescer 300% em 2021

Fábio Garcia, ceo da +Envios (Divulgação)

Gerente de contas no mercado financeiro por mais de 15 anos, Fábio Garcia sempre prezou pelo relacionamento próximo ao cliente nas empresas em que trabalhou ao longo de sua carreira. O publicitário, que tem especialização em comércio exterior, trabalhou durante quatro anos no setor logístico, mais especificamente com gestão de envios e logística reversa. Foi desta experiência que, em 2019, nasceu a +Envios, startup especializada em inteligência logística, que já movimentou mais de R$ 6 milhões e planeja crescer 300% até o final deste ano, segundo comunicado divulgado à imprensa.

“ Alguns clientes antigos, de outras empresas que trabalhei, ficaram sabendo do projeto, me deram um voto de confiança e, satisfeitos com a qualidade dos serviços prestados, começaram a indicar para conhecidos”, lembra Garcia.

Fábio conta que o projeto já vinha sendo pensado há alguns anos e que ele já nutria o desejo de empreender, mas foi com a descoberta da gravidez da esposa que decidiu dar este passo.

“Com a paternidade, senti que era o momento de evoluir na minha carreira e ter a possibilidade de pensar em um futuro mais estável para minha família. Foi a partir desse pensamento que consegui tirar as coisas do papel”.

O projeto mencionado era criar uma empresa para oferecer aos pequenos comerciantes, os mesmos recursos que os grandes lojistas tinham para fazer seus envios, além de investir em tecnologia para fazer deste negócio algo inovador. A grande dificuldade no início do negócio foi encontrar empresas de softwares e sistemas que seriam capazes de atender à demanda desafiadora.

“O pequeno varejista, seja e-commerce ou empresas off line, sempre teve muitas dificuldades em fazer seus envios, tendo de pagar por coleta em transportadoras, por exemplo. Além disso, o mercado logístico sempre teve estrutura de benefícios piramidal. Pensamos em oferecer ao pequeno e médio  tudo o que um grande teria, como coleta gratuita, sistema top de pré-postagem, gestão e atendimento vip 24 horas. A maior dificuldade para implementar essas ideias foi encontrar empresas capazes de nos oferecer os recursos técnicos necessários”, diz.

Atualmente a startup atende mais de 200 clientes espalhados pelo Brasil e, para este ano,  planeja expandir o negócio por meio de franquias ou parcerias.

Institutos de pesquisas e startups discutem a busca por inovações

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, através de cinco de seus Institutos de Pesquisa, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), se une a parceiros dos setores público e privado para realizar um dos maiores eventos do ano voltados ao empreendedorismo no agro. O 2° Seminário “Ecossistema de Startups inovadoras do agronegócio”, que será realizado de 9 a 11 de dezembro online, foi idealizado pelo Instituto iCorps Brasil, em conjunto com o Instituto Agronômico (IAC-APTA), e trará aos participantes uma oportunidade imperdível de conhecer as soluções tecnológicas inovadoras dos Institutos, conectadas com muitas das startups mais promissoras do agro, e acompanhar todo o desenvolvimento tecnológico que vem chegando ao mercado.

A programação, que pode ser acessada em  https://icorpsbrasil.com.br/seminario/, é voltada às cooperativas, associações, produtores rurais, empresas do agro e todo público interessado em inovação e empreendedorismo agrícola.

O evento será dividido em três eixos temáticos, cada um representado em um dos dias de apresentações: Tecnologia e Inovação, Sustentabilidade e Segurança Alimentar. Ao todo, contará com 19 painéis temáticos, 96 palestrantes e 47 startups. Serão proferidas 3 apresentações especiais, dos keynote speakers Márcio Fava Neves (FEA/USP), Tirso Meirelles (SEBRAE-SP) e Luis Fernando Ceribelli Madi (ITAL-APTA).

Para Lilian Anefalos, pesquisadora e diretora do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) do IAC e membro da comissão organizadora, os Institutos da APTA participantes – Instituto Agronômico, Biológico (IB-APTA), de Economia Agrícola (IEA-APTA), de Tecnologia de Alimentos (ITAL-APTA) e de Zootecnia (IZ-APTA) – poderão, nesta 2ª edição, mostrar a expertise que possuem no desenvolvimento de novas soluções para a agropecuária. “Os institutos não só apoiam o empreendedorismo, mas nós enxergamos que, por meio das startups e desses novos empreendedores, poderemos atuar de forma mais sinérgica para emplacar melhores soluções no mercado”, diz Lilian. A pesquisadora lembra que participarão do evento as startups que foram criadas no bojo dos Institutos de Pesquisa da Secretaria, por ex-estudantes de pós-graduação, que adquiriram, nas instituições, know how para enxergar adiante e enfrentar os desafios do agro.

A diretora do NIT-IAC reforça, ainda, outra característica marcante do evento: a integração e multidisciplinaridade. “A programação foi distribuída conforme o foco de atuação e temos uma mescla de ações complementares em que pesquisadores de Institutos diferentes atuam e se complementam”, pontua. Ela cita como exemplo o painel que tratará da questão de resíduos, em que será apresentada a Usina Verde de Campinas, uma iniciativa que uniu o IAC e outros institutos a órgãos da Prefeitura de Campinas e iniciativa privada para criar a única usina verde pública do país.

Meio de campo

Por vezes, é um desafio Instituições de Pesquisa e setor empresarial dialogarem e verem todo o potencial tecnológico desenvolvido por aquelas ser absorvido e implementado por este. Lilian acredita que, nesse tema, os Institutos ligados à Secretaria de Agricultura são bastante cientes de seu potencial inovador e dispostos ao intercâmbio com a iniciativa privada. “Temos atuado em vários temas estratégicos e isso abre espaço para oferecermos soluções diretamente, ou por intermédio das novas startups ou das que já atuam no mercado”, ressalta a diretora do NIT-IAC.

Para ela, o evento será uma espécie de vitrine de tudo que está sendo feito nesse sentido. “O foco do seminário são as startups inovadoras do agronegócio, é o empreendedorismo, que os institutos também fazem parte, atuando não só para prover soluções, mas, também, fazer esse meio de campo e parcerias para que as nossas soluções cheguem rapidamente ao setor”, defende.

A especialista reforça a importância de espaços como esse, contribuindo no sentido de facilitar com que as soluções tecnológicas geradas por Institutos e startups cheguem ao campo e ao público-alvo: o produtor. “Nós aceleramos o processo de inovação”, ressalta Lilian. “Os institutos têm papel vital nisso, uma vez que temos toda uma infraestrutura voltada para pesquisa e desenvolvimento, temos equipes competentes trabalhando e colocando essas soluções mais próximas do produtor. Queremos trazer essas novas formas de implementar ações de inovação, para que isso chegue ao mercado, inserindo os novos empreendedores”, acrescenta.

Para a diretora do NIT-IAC, é essencial que as Instituições de Pesquisa participem ativamente do processo de inovação e estejam presentes em todas as etapas do desenvolvimento tecnológico, da pesquisa à comercialização, valorizando todo o trabalho dos pesquisadores. “É lógico que a nossa expectativa é que seja uma relação ganha-ganha; nós não vamos somente compartilhar o conhecimento, a gente quer fazer parte disso”, enfatiza a especialista. Nesse sentido, defende, o novo arcabouço jurídico relativo à inovação e transferência de tecnologia dá mais segurança para que o relacionamento com o setor privado ocorra. “Temos todo um respaldo da lei de inovação com relação à propriedade intelectual, royalties etc”, assegura Lilian.

Na visão da pesquisadora, toda essa relação entre Institutos, Universidades e empresas só deve crescer e se fortalecer, constituindo-se uma nova realidade na busca de soluções tecnológicas para os desafios do campo. “Claro que não vamos deixar as formas tradicionais de lado, mas são vários caminhos que estamos seguindo. São novas formas que estamos encontrando para atender às demandas do agro e conseguir auxiliar em seu desenvolvimento”, finaliza Lilian.

Serviço

2° Seminário “Ecossistema de Startups inovadoras do agronegócio”
Data: 9 a 11 de dezembro de 2020, a partir das 8h
Modalidade: online
Inscrições e programação completahttps://icorpsbrasil.com.br/seminario/

Petrobras e Sebrae selecionam 30 startups

Trinta startups foram selecionadas para a fase final da segunda edição do Programa Petrobras Conexões para Inovação – módulo startups realizado em parceria pela Petrobras e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). A lista com as selecionadas está disponível na internet. Ao todo, foram 363 propostas inscritas. 

Na próxima etapa da disputa, as startups submetem as propostas ao sistema de Gestão de Projetos da Petrobras, para melhor detalhamento. A partir de agosto, haverá interação técnica com profissionais da companhia e do Sebrae para refinamento do plano de trabalho e do modelo de negócios. As candidatas receberão assessoria e treinamento para as apresentações finais. A última fase com a seleção das vencedoras está prevista para outubro. 

O programa é voltado para startups, microempresas e empresas de pequeno porte, que devem desenvolver soluções com potencial de implantação no curto prazo e de alto impacto para o mercado de óleo e gás. As empresas devem propor soluções para desafios nas seguintes áreas:

» Tecnologias digitais
» Robótica
» Eficiência energética
» Catalisadores
» Corrosão
» Redução de emissões de carbono
» Modelagem geológica
» Tecnologias de inspeção e tratamento de água

O que são startups?

De acordo com as regras do programa, startups são empresas emergentes inovadoras com potencial de crescimento rápido e contínuo, em busca de viabilizar um produto, serviço ou modelo de negócios inovador. Nessa chamada pública, a startup deve estar enquadrada como microempresa ou empresa de pequeno porte.

Premiação

Nesta edição, serão destinados até R$ 10 milhões para o programa. O valor por projeto poderá chegar a R$ 1 milhão, dependendo do benefício para o negócio da Petrobras a ser demonstrado durante o processo seletivo.

Os vencedores contarão com a assessoria da Petrobras e do Sebrae para que as soluções tenham os benefícios comprovados e modelos de negócios que garantam a geração de valor no curto prazo. Os projetos bem-sucedidos poderão ser testados em campo. 

O Programa Petrobras Conexões para Inovação prevê o lançamento contínuo de editais de chamada pública de projetos e desafios de inovação, com recursos oriundos na cláusula de investimento em pesquisa, desenvolvimento e inovação da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Por Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil 

Ranking das startups traz Brasil em 20º lugar

O Brasil entrou na lista dos 20 principais países em um ranking mundial de ecossistemas de pequenas empresas de tecnologia (startups). O país subiu 17 posições e figurou na elite mundial no levantamento que leva em conta a quantidade e qualidade de startups, as instituições de apoio e o ecossistema de inovação como um todo, envolvendo o ambiente de negócios.

São Paulo é o principal centro de inovação do país (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O levantamento é realizado pela empresa StartupBlink. Ela analisou 1 mil empresas em 100 cidades de todo o mundo.

Os países mais bem colocados no ranking foram Estados Unidos, Reino Unido, Israel, Canadá e Alemanha. De acordo com os autores, os EUA permanecem bem a frente das demais nações por seu robusto ecossistema de inovação. Figuram também no topo dos 10 primeiros a Holanda, a Austrália, a Suíça, a Espanha e a Suécia.

Juntamente com o Brasil, outro país que galgou posições e entrou no ranking foi Cingapura, ocupando a 16ª posição. Além de entrar no top 20, o Brasil ficou na melhor colocação da América Latina, a frente de Argentina (40º), México (41º) e Colômbia (46º).

O Brasil teve melhor desempenho nos critérios de qualidade das startups e ambiente de negócios. Mas na quantidade, ainda fica bastante atrás dos países mais bem colocados.

São Paulo é o principal centro de inovação, ficando na 18a posição no ranking por cidades. Além da capital paulista, outras cidades listadas foram o Rio de Janeiro (93a posição), Belo Horizonte (101a posição) e Curitiba (183º posição).

“Considerando o vasto potencial do mercado brasileiro e a população de mais de 200 milhões de pessoas, o ecossistema de tecnologia tem todas as condições de um rápido crescimento. Isso é evidenciado pelo crescente número de unicórnios [empresas com valor de mercado de mais de US$ 1 bilhão]”, analisam os autores do estudo.

Por Jonas Valente – Repórter da Agência Brasil

Arena Hub vai estimular startups da área de esporte

(Governo do Estado de SP)

Foi anunciada hoje (10) a implantação do Arena Hub, projeto que tem como objetivo unir empresas, startups e ações inovadoras com foco em transformação social pelo esporte. O programa será mantido por patrocinadores da iniciativa privada, por meio de cotas.

As companhias mantenedoras contarão com visibilidade e propriedades comerciais e terão acesso a todo o conteúdo promovido para o hub. Entre as parceiras e formuladoras do projeto estão a Ernst Young, 2Simple, WeWork Labs e o Allianz Parque. O Arena Hub tem apoio do Governo do Estado e da Federação Paulista de Futebol.

Trata-se do maior centro com foco em inovações para o esporte na América Latina e estará localizado na ala noroeste do Allianz Parque, zona oeste da capital paulista, em uma área de 4 mil metros quadrados.

“Essa ideia nasceu há sete meses, buscando uma iniciativa que pudesse ser transformadora, inclusiva e moderna para o esporte em São Paulo. Decidimos construir, a partir de várias mãos, um grande projeto”, explicou o governador de São Paulo, João Doria.

“Será o maior centro de inovação de esporte na América Latina, nascendo aqui em São Paulo. Um espaço que pode receber até mil startups no mundo do esporte é transformador”, completou.

Funcionamento

(Governo do Estado de SP)

O espaço, com previsão de funcionamento no primeiro semestre de 2020, receberá até mil startups. Como parceiro da iniciativa, o Governo do Estado poderá utilizar as inovações produzidas no Arena Hub para competições, programas e ações em geral promovidas pela Secretaria de Esportes, sem custo aos cofres públicos.

O Arena Hub selecionará, prioritariamente, startups que atendam temas como engajamento dos fãs, performance humana, espaços e coisas inteligentes, capacitação, inteligência de negócios, e-sports, mídia e conteúdo e negócios de impacto social. As interessadas poderão se inscrever em um pré-cadastro disponível por meio do site www.arenahub.com.br.

“É fundamental que o esporte seja cada vez mais uma poderosa ferramenta de inclusão social. Com o Arena Hub, temos um forte aliado neste trabalho: a inovação. Estamos muito satisfeitos por podermos utilizar dessa estrutura tão moderna”, enfatizou o secretário estadual de esportes, Aildo Rodrigues Ferreira.

O projeto auxiliará as startups no desenvolvimento de programas de aceleração e capacitação em conjunto com a Wework Labs, 2Simple, parceiros da indústria e da própria Federação Paulista de Futebol.

*com informações do Governo do Estado de São Paulo

Parceria do Estado com Empresas trará espaço de inovação

Por Flávia Albuquerque

(Governo do Estado de São Paulo/Reprodução)

O governo do estado de São Paulo vai abrir o campus do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) para as empresas instalarem seus próprios centros de inovação ou participarem dos Hubs, com o envolvimento de startups, clientes fornecedores , universidades, centros de pesquisa, investidores, pesquisadores e órgãos de governo em um mesmo ambiente. O projeto denominado IPT Open Experience foi lançado hoje (31) com a meta de gerar novos produtos e soluções inovadoras por meio da parceria público privada. 

Podem participar empresas de todos os portes e setores econômicos que necessitem de soluções com alta intensidade tecnológica. Essa é a primeira fase do projeto Centro Internacional de Tecnologia e Inovação (CITI) e vai funcionar com centros de P&D, onde as empresas poderão criar centros de pesquisa aplicada próprios e Hubs de inovação, ambiente criado para solucionar desafios tecnológicos. 

“O IPT Open é exatamente a valorização de uma instituição que tem 120 anos mas cada vez mais moderna mais nova e mais transformadora. Queremos que São Paulo tenha o padrão internacional, porque temos que pensar que nossos competidores estão fora do Brasil. São Paulo tem que estar inserido no contexto da disputa internacional. Nós queremos evoluir na tecnologia e atrair o setor privado com confiabilidade, boas propostas, transparência”, disse o governador João Doria durante a cerimônia de lançamento.

Na oportunidade, Doria assinou ainda uma parceria entre o IPT, o Fórum Econômico Mundial e a Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia e com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações para iniciar em agosto a implementação de um projeto-piloto para a adoção de tecnologias da quarta revolução industrial em pequenas e médias empresas para aumento de produtividade.

O secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, disse que o governo federal está apoiando o IPT Open de várias maneiras, principalmente dando todo o estímulo à diversidade. Segundo ele, os grandes centros de inovação de São Paulo sempre foram grandes centros de diversidade de culturas, pessoas e centros comerciais.

“Essa mistura do diferente que potencializa a inovação e trazer centros de pesquisa e desenvolvimento de grandes empresas para um centro como esse que é referência em pesquisas tecnológica vai gerar uma nova explosão de inovação para São Paulo e para o Brasil “, disse o secretário.

Malwee busca startups para inserir varejo de rua no mundo digital

O Grupo Malwee, uma das principais empresas no segmento de moda do Brasil e uma das mais modernas do mundo, lançou chamada no Edital de Inovação para a Indústria a fim de selecionar projetos inovadores apresentados por startups. Serão escolhidas até cinco propostas que utilizem ferramentas destinadas a oferecer uma experiência de compra diferenciada e inovadora, como a inserção de lojistas multimarcas no mundo digital. As inscrições podem ser feitas aqui.

Cada projeto aprovado terá orçamento de R$ 150 mil e deverá ser desenvolvido em até oito meses na rede de 26 Institutos SENAI de Inovação e 58 Institutos SENAI de Tecnologia. O público-alvo são micro e pequenas empresas (MPE) e startups, incluindo microempreendedores individuais (MEI).

No desafio “Experiência do usuário: Inovação no processo de compra”, o objetivo é que a proposta explore novas experiências de aquisição e modelos de negócio inovadores, como delivery de roupas, customização de produto, provadores inteligentes, autoatendimento ágil e interativo, entre outras possibilidades. A avaliação é que o consumidor está cada vez mais exigente, por isso é importante criar soluções que “encantem e gerem conveniência e agilidade dentro e fora da loja”.

Já no desafio “New Retail: Novas tecnologias para otimização e digitalização de lojas multimarcas”, a ideia é selecionar projetos que melhorem a operação da loja, com redução de custos e aumento de produtividade. Isso pode ser feito com uso de automação de processos, integração com novos canais digitais, entre outras ferramentas. De acordo com o regulamento do Edital, a intenção é transformar a loja em um ambiente que una o melhor dos dois mundos, desde o contato direto com o produto e o relacionamento com o consumidor, até a capacidade de gerar dados e analisá-los de forma inteligente para proporcionar uma experiência única e eficiente.

Transformação 

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De acordo com o gestor de Inovação do Grupo Malwee, Illan Sztejnman, o futuro do varejo de moda multimarca está além do desafio de levar o lojista do off-line para o online. “Entendemos que, de forma geral, o varejo de moda vem passando por um momento de transformação que impacta, desde a maneira de gerir os negócios de modo mais eficiente e rentável, até as diferentes formas de proporcionar uma experiência única para o consumidor final”, destaca o executivo. “Um dos principais mantras do Grupo Malwee é ser o melhor parceiro do canal multimarca, o chamado varejo de rua. Por isso, nossa intenção com o Edital de Inovação para a Indústria é atuar como uma ponte entre nossos lojistas e as oportunidades que o mundo digital traz, gerando valor para todo o ecossistema, inclusive para as startups”, complementa.

O Edital de Inovação para a Indústria é uma iniciativa do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e do Serviço Social da Indústria (SESI). Os projetos são selecionados com base em critérios como potencial de inovação e de venda do produto ou do processo. A iniciativa possui cinco categorias, entre as quais Empreendedorismo Industrial, que busca estimular a conexão entre grandes indústrias e startups, micro e pequenas empresas.

“O Edital de Inovação para a Indústria é a porta de entrada para grandes empresas e startups criarem soluções conjuntamente e, principalmente, estabelecerem uma relação de confiança, que pode resultar em novas parcerias”, explica o gerente-executivo de Inovação e Tecnologia do SENAI, Marcelo Prim.

“O Sebrae tem focado recentemente em ações de aproximação entre grandes empresas e pequenos negócios com vistas a promoção da inovação aberta, de modo a viabilizar inovações que aumentam a produtividade das grandes empresas e, ao mesmo tempo, aumentam a competitividade dos pequenos negócios, que passam a ter acesso às melhores práticas e mercado das grandes empresas. Essas ações promovem uma inserção de inovações no mercado de forma mais assertiva, com resultados mais efetivos para as partes envolvidas”, afirma o gerente de inovação do Sebrae, Célio Cabral. “Esta chamada de projetos da Malwee é mais um exemplo desse tipo de ação e esperamos que pequenos negócios inovadores de todo o país participem da chamada e façam uma excelente parceira com essa grande indústria, tão relevante para o varejo brasileiro”, completa.

Sobre o Grupo Malwee

O Grupo Malwee é uma das principais empresas de moda do Brasil e proprietária de oito marcas reconhecidas no mercado nacional: Malwee, Malwee Kids, Carinhoso, Scene, Enfim, Wee!, Malwee Liberta e Zig Zig Zaa. A empresa destaca-se pelo pioneirismo e notória atuação no campo da sustentabilidade, incorporando tecnologias e processos inovadores que vão do uso de matérias-primas sustentáveis à preservação de 4,2 milhões de metros quadrados de área verde. Pela sua atuação, em 2018, passou a figurar entre as 10 marcas de moda mais transparentes do mundo, segundo Índice de Transparência da Moda (ITM). O Grupo Malwee possui 4 unidades fabris, 5,5 mil funcionários e está presente em mais de 25 mil lojas em todo o Brasil.

*Conteúdo da Agência Sebrae

Startup lança produto que promete eliminar larva do mosquito da dengue

Mosquito aedes aegypti, com manchas brancas no corpo e nas patas, sobre a pele de uma pessoa.

Por Assessoria de Imprensa

(Divulgação)

O verão está chegando e, com ele, a preocupação redobrada com a Dengue, Chikungunya e Zika, doenças perigosas, que se espalham rapidamente e que podem até matar. Nessa época do ano é comum que surtos de todas essas doenças aconteçam pelo País. Por isso, os alertas são reforçados para que a população evite o acúmulo de água, que é onde o mosquito transmissor Aedes aegypti se prolifera. Pensando em solucionar definitivamente o problema de maneira prática, eficiente e sustentável, a BR3 criou o DengueTech.

Diferente de outras soluções existentes no mercado, o DengueTech não oferece perigo à saúde de humanos, animais de estimação e ao Meio Ambiente. Ele é apresentado em forma de tablete para ser aplicado em até 50 litros de água e mata as larvas, impedindo que elas se tornem mosquitos e transmitam as doenças.

O produto é feito à base de um microrganismo chamado BTI, que mata as larvas do mosquito em poucas horas e seu efeito dura por até 60 dias após a aplicação.



“Enxergamos a necessidade de um produto que solucione o problema e não que apenas o amenize. O DengueTech realmente atua no controle do Aedes, pois um único tablete é capaz de eliminar centenas de larvas, sem gerar resistência dos mosquitos e sem desequilibrar o meio ambiente. Com ele, agora podemos transformar criadouros em armadilhas. E sabemos que 80% dos criadouros estão nas nossas casas, ” afirma Rodrigo Perez, fundador da BR3.

Ainda segundo Rodrigo, com surtos crescentes, é essencial o desenvolvimento de soluções que permitam a capacidade e velocidade de resposta para controlar o mosquito. A tecnologia foi aprovada pela ANVISA para que as comunidades se sirvam livremente e se somem aos esforços do Estado na prevenção e enfrentamento das epidemias. Exatamente como a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda. “Oferecemos tudo isso numa pílula. Simples assim”, completa.

Com o objetivo também de gerar melhores resultados para a população, a BR3 atua junto à comunidade para o controle do mosquito e, em breve, terá em seu novo site uma área voltada à educação e conscientização que será gratuita e acessível para todos.

Como Funciona o DengueTech

A ideia teve início há duas décadas, quando a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) criou a fórmula que daria fim ao mosquito da Dengue. Anos mais tarde, a startup BR3 assinou autorização para o uso da receita. No seu laboratório do CIETEC (Centro de Inovação e Empreendedorismo Tecnológico, no IPEN, e com o apoio da USP (Universidade de São Paulo), a BR3 desenvolveu o DengueTech e obteve a licença para livre comercialização junto à ANVISA ao final de 2015.   

Nesta trajetória, ao longo de 5 anos, a startup aumentou em 700% a sua eficiência e iniciou a comercialização. Neste ano, com apoio da FAPESP e FINEP, se prepara para entrar forte no varejo. Atualmente, a venda é online e o produto é vendido nos principais e-commerces do país.

A BR3 possui capacidade para produzir 10 milhões de doses por ano, permitindo que sejam instaladas até 20 milhões de armadilhas contra o Aedes. Ou, visto de outra forma, são criadas 2 armadilhas por residência em 4 meses de verão. Assim, estima-se que seria o suficiente para proteger 5 milhões de famílias, ou 20 milhões de brasileiros.

Sobre a BR3

A BR3 é uma startup que está no mercado desde 2001 e que criou o DengueTech, produto  à base de BTI que elimina definitivamente as larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor da Dengue, Zika, Febre Amarela e Chikungunya. Com isso, a BR3 segue garantindo a segurança e saúde de diversas famílias brasileiras sem prejudicar o Meio Ambiente. Também faz parte do portfólio da BR3 o Fegatex, fungicida para controle de doenças agrícolas.

Para saber mais, acesse os sites: http://www.denguetech.com.br  e http://www.br3.ind.br