Circuito mundial de surf é suspenso após casos de covid

A WSL (Liga Mundial de Surfe) anunciou no final da noite da última sexta-feira (11) que decidiu suspender a primeira etapa do Circuito Mundial de Surfe, o Billabong Pipe Masters, realizado na ilha de Oahu (Havaí). A decisão foi tomada após membros da equipe da entidade, entre elas o seu diretor-executivo, Erik Logan, testarem positivo para o novo coronavírus (covid-19).

“A WSL está comprometida em priorizar a segurança de atletas, funcionários e comunidade, acima de tudo, e está trabalhando de forma próxima e transparente com o Departamento de Saúde do Estado do Havaí para determinar o caminho a seguir”, diz a nota da Liga Mundial de Surfe.

Além disso, a entidade afirmou que “acredita que nenhum atleta tenha sido exposto” ao novo coronavírus.

Brasileiros

O Billabong Pipe Masters começou na última quarta-feira (9), com 11 brasileiros caindo na água. Deles, oito se garantiram na terceira fase: Filipe Toledo, Yaho Dora, Miguel Pupo, Caio Ibelli, Jadson André, Deivid Silva e os campeões mundiais Gabriel Medina (2014 e 2018) e Ítalo Ferreira (2019).

Por Agência Brasil

Ataque de tubarão adia etapa do mundial feminino de Surf

(Keoki/WSL/via Agência Brasil)

A WSL (Liga Mundial de Surfe) anunciou que o Maui Pro, primeira etapa do Circuito Mundial de Surfe feminino, não terá disputas nesta terça-feira (8) por causa de um ataque de tubarão em Honolua Bay (Havaí), local da competição.

Segundo anúncio da WSL, o ataque aconteceu antes do início das baterias da competição, e a vítima foi um surfista amador.

“Não haverá competição no Maui Pro hoje, após incidente com tubarão envolvendo um surfista amador na manhã de hoje em Honolua Bay. A WSL está trabalhando com as autoridades e nossos pensamentos estão com a vítima deste incidente. O Maui Pro está em espera até novo aviso”, diz a entidade máxima do surfe mundial.

Brasileira na disputa

O Maui Pro será reiniciado justamente com a disputa entre a brasileira Tatiana Weston-Webb e a norte-americana Sage Erickson pelas quartas de final da competição.

Por Agência Brasil

Ítalo Ferreira supera Medina e vence Circuito Mundial

(Kelly Cestarii/WSL/via Agência Brasil)


O brasileiro Ítalo Ferreira fez história no final da noite desta quinta (19) ao conquistar pela primeira vez o título do Circuito Mundial de Surfe. O feito foi alcançado após ele derrotar Gabriel Medina na final no Billabong Pipe Masters, última etapa do Circuito Mundial de surfe, realizada na ilha de Oahu, no Havaí.

Com o triunfo desta noite o Brasil chega a seu quarto título mundial, após as conquistas de Gabriel Medina em 2014 e 2018, e de Adriano de Souza em 2015.

Ítalo chegou ao Havaí como líder do ranking do campeonato mundial com 51.070 pontos. Isso após a conquista das etapas de Gold Coast (Austrália) e de Peniche (Portugal).

Decisão brasileira

Na decisão Ítalo colocou pressão sobre Medina logo no início ao pegar duas boas ondas na sequência, recebendo 7,83 na primeira e 6,17 na segunda, somando o total de 14 pontos.

Já Medina pega um bom tubo para a esquerda e outro um pouco menor, o que lhe vale o total de 12,27.

Gabriel Medina não facilitou para Ítalo Ferreira na final do Pipe Masters
(Ed Sloane/WSL via Agência Brasil)

O tempo passava, e Ítalo mantinha a vantagem, até que, faltando 13 minutos para o fim, Medina soma 5,17, alcançando o total de 12,94, mas precisando de 6,24 para virar a disputa.

E, faltando 7 minutos para o fim, o potiguar pega uma esquerda que termina com um aéreo incrível, somando 7,83. Assim, ele aumentou sua nota total para 15,56 e passou a obrigar Medina a alcançar 7,80.

A partir de então o potiguar passou a administrar a vantagem. Assim, o placar se manteve em 15,56 a 12,94 para Ítalo Ferreira até o final, o que lhe garantiu o título mundial

Caminho até a final

Após sete dias sem disputas, por conta da falta de boas ondas, a disputa da última etapa do Circuito Mundial de surfe foi reiniciada com a disputa das oitavas de final. Nesta etapa Ítalo deixou para trás o brasileiro Peterson Crisanto, vencendo por 11,84 a 4,23. O adversário nas quartas foi outro brazuca, Yago Dora, superado por 15,66 a 13,50. Por fim, nas semifinais o brasileiro teve o privilégio de superar o norte-americano, 11 vezes campeão, Kelly Slater por 14,77 a 2,57.

OAHU, UNITED STATES - DECEMBER 11: Italo Ferreira of Brazil advances to Round 4 of the 2019 Billabong Pipe Masters after winning Heat 1 of Round 3 at Pipeline on December 11, 2019 in Oahu, United States. (Photo by Tony Heff/WSL via Getty Images)
Ítalo Ferreira fez história ao garantir o quarto título do Brasil no Circuito Mundial
(Tony Heff)

Medina também não teve facilidade no caminho até a decisão. Nas oitavas ele deixou para trás o também brasileiro Caio Ibelli por 4,23 a 1,13. Nas quartas de final o desafio foi superar o havaiano, bicampeão mundial, John John Florence. O triunfo foi de 17,63 a 12,33. O último desafio antes da grande decisão foi o norte-americano Griffin Colapinto. O surfista de Maresias passou após vencer por 13,00 a 7,10.

Tóquio 2020

Agora a expectativa se volta para a participação do Brasil nos Jogos de 2020, em Tóquio, onde os representantes do país serão justamente Ítalo Ferreira e Gabriel Medina.

Medina e Ítalo se classificam para as Olimpíadas de Tóquio

Por Vitor Abdala 

Gabriel Medina (Ed Sloane/WSL/Fotos Públicas)


Os surfistas brasileiros Gabriel Medina e Ítalo Ferreira garantiram, hoje (11), vaga nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, durante a terceira fase da última etapa do circuito mundial de surfe, em Pipeline, no Havaí.

Os dois lideram o ranking mundial e disputavam com outro brasileiro, Filipe Toledo, quarto no ranking, as vagas olímpicas, já que o Brasil só pode classificar, no máximo, dois atletas homens.

Ítalo Ferreira (Kelly Cestari/WSL via Agência Brasil)

Como Toledo foi eliminado hoje, na terceira fase da competição, ele não conseguirá mais alcançar Medina, o segundo no ranking, ou Ferreira, que lidera o mundial.

Ítalo Ferreira ganhou sua bateria e passou para as oitavas-de-final e pode conquistar seu primeiro título mundial. Já Medina, que ainda não disputou sua bateria, precisa avançar também para conquistar seu terceiro título mundial.

Manobra aérea surpreende e brasileiro é ouro no surf

Por  Claudia Soares Rodrigues

Manobra aérea garantiu pontuação e ouro ao brasileiro (Sean Evans/ISA/Reprodução)

O potiguar Ítalo Ferreira, número seis do mundo, se sagrou campeão e conquistou o ouro de forma histórica. Na madrugada deste domingo, ele cravou nota dez após uma manobra aérea incrível na praia de Kisakihama, em Miyazaki, alcançando o melhor somatório da final (17,77).  O norte-americano Kolohe Andino, ficou com a prata (17,06), e outro brasileiro, o bicampeão mundial Gabriel Medina, somou 14,53 e foi bronze.  Já o líder do ranking mundial, o paulista Filipe Toledo, abandonou a competição por recomendação médica, devido a dores nas costas.

O inusitado é que por pouco, Ítalo Ferreira não perdeu a chance de disputar os Jogos Mundiais de Surfe, organizados pela Associação Internacional de Surfe (ISA), etapa obrigatória para os surfistas que buscam garantir uma vaga na Olimpíada de Tóquio ano que vem. Na véspera da viagem para o Japão, na última terça-feira (10), ìtalo teve o carro furtado, e dentro dele estava o passaporte. O brasileiro precisou tirar um passaporte de emergência, e assim conseguiu embarcar às pressas para o Japão. Só conseguiu chegar à praia de Kisakihama, quando faltavam nove minutos para o término da sua bateria. Com uma prancha emprestada pelo compatriota Filipe Toledo, Ítalo Ferreira caiu no mar e avançou à fase seguinte, a um minuto do final da bateria, quando surfou uma onda de esquerda: conseguiu  8,33, a melhor nota da bateria.

O caminho de Ítalo até o garantir o ouro nas ondas de Kisakihama ainda teve outro revés: na semifinal, o potiguar caiu para repescagem, ao enfrentar um trio da pesada: o compatriota Gabriel Medina, e os norte-americanos Kelly Slater – multicampeão mundial – e Kolohe Andino. Mas o roteiro do brasileiro rumo ao ouro parecia estar escrito: após superar Kelly Slater na última de várias repescagens, o brasileiro foi para a final. E brilhou,: obteve nota dez após uma apresentação de gala, com direito a um aéreo.

Ítalo Ferreira comemora ouro diante do público (Sean Evans/ISA/Reprodução)

Além da medalha de ouro na categoria masculina, o Brasil também fez bonito na disputa feminina, com a cerarense Silvana Lima, o vice-campeã.  A competição feminina ocorreu antes da etapa masculina. 

Os Jogos Mundiais promovidos pela ISA são qualificatórios para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Apenas dois surfistas de cada país poderão competir ano que vem, na estreia da modalidade na Olimpíada de Tóquio. Entre os critérios de classificação está o ranking da World Surf League (WSL): os dez melhores, entre os homens, e as oito melhores entre as mulheres, estão com as vagas asseguradas em Tóquio. A última chanece de pontuar será na segunda edição dos Jogos Mundiais de Surfe da ISA , no ano que vem.  

Medina é vice no Taiti e Filipe Toledo lidera circuito mundial

Por  Vitor Abdala 

Gabriel Medina (ED SLOANE/WSL/Fotos Públicas)

O brasileiro Gabriel Medina conquistou hoje (28) o vice-campeonato da etapa do Taiti (Polinésia Francesa) do circuito mundial de surfe. O título ficou nas mãos do australiano Owen Wright.

Com o vice-campeonato nas ondas de Teahupo’o, Medina passou para a quarta posição no circuito mundial de surfe, com 34.695 pontos. Outro brasileiro, Filipe Toledo, que foi eliminado nas oitavas de final, passou a liderar o circuito, com 36.600 pontos.

Na segunda posição, está o sul-africano Jordy Smith, que ficou em terceiro no Taiti, e agora soma 35.450 pontos no circuito. Na terceira colocação, está o ex-líder do ranking, o americano Kolohe Andino, que caiu na terceira rodada e agora soma 35.175 pontos.

Com os resultados no Taiti, Medina, que é bicampeão mundial (2014 e 2018) e Toledo se aproximam das duas vagas que o Brasil pode conquistar no surfe masculino dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Ainda faltam mais quatro etapas para o fim do campeonato, e os brasileiros precisam terminar entre os 10 primeiros colocados para garantir a vaga olímpica.

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Surfe: Gabriel Medina é bicampeão

Por Alex Rodrigues, da Agência Brasil

Gabriel Medina (ED SLOANE/WSL/Fotos Públicas)

Quatro anos após se tornar o primeiro brasileiro campeão mundial de surfe profissional, o atleta paulista Gabriel Medina, 24, sagrou-se, ontem (17), bicampeão da World Surf League (WSL), a liga mundial.

Medina conquistou o título de 2018 antes mesmo de vencer o Billabong Pipe Master, etapa havaiana do circuito mundial. Ainda durante a semifinal, o paulista, natural de São Sebastião, superou o sul-africano Jordy Smith por 16.27 contra 15.83 pontos. Com isso, ele conquistou não só uma vaga na final, como eliminou antecipadamente as chances do australiano Julian Wilson, segundo lugar no ranking, de ultrapassá-lo.

Na bateria seguinte, Wilson eliminou o onze vezes campeão mundial Kelly Slater por 14.20 contra 11.17 pontos, garantindo a segunda vaga da bateria final. O último confronto do dia, no entanto, foi vencido por Medina, por 18.34 contra 16.70 pontos.



A vitória no Pipe Master foi a terceira de Medina este ano. O agora bicampeão já tinha vencido o Tahiti Pro, disputado na perigosa onda de Teahupo’o, e o Surf Ranch Pro, na piscina de ondas artificiais que Kelly Slater e sócios construíram na Califórnia (EUA). 

Natural da praia de Maresias, no litoral paulista, Medina venceu seu primeiro título mundial em 19 de dezembro de 2014, também no Havaí. Nesta segunda-feira (17), ao deixar a água após vencer Smith ainda durante a semifinal, Medina foi cercado pela torcida, amigos e parentes que acompanhavam a bateria da areia.

O brasileiro disse que 2018 foi um ano intenso, durante o qual teve que trabalhar muito. “Estou muito feliz. Não tenho palavras”, disse Medina momentos antes de vencer Wilson e ficar também com a taça de campeão do Pipe Masters.

Outro brasileiro que sai consagrado do Havaí é o guarujaense Jessé Mendes, 25. Com a derrota de Jordy Smith, Mendes é o campeão da tradicional Tríplice Coroa Havaiana – trinca de campeonatos que ocorrem na temporada de ondas no Havaí durante o mês de dezembro. Em entrevista à WSL, Mendes declarou ser difícil de acreditar que conquistou o prestigiado título, disputando contra os melhores atletas do mundo.

No total, os surfistas brasileiros ganharam nove das 11 etapas deste ano, impondo a hegemonia verde-amarelo na categoria profissional masculino. Além das três vitórias de Medina, o potiguar Ítalo Ferreira, 24, venceu três etapas (Austrália, Portugal e Keramas, na Indonésia); o paulista de São Sebastião, Filipe Toledo, 23, ganhou duas (Brasil e África do Sul), e o catarinense Willian Cardoso, 32, a de Uluwatu, também na Indonésia. As únicas duas etapas não vencidas por brasileiros este ano foram conquistas por Julian Wilson, que, assim, termina o ano na segunda posição no ranking que tem Filipe Toledo na terceira posição e Ítalo Ferreira no quarto lugar.