Vila Olímpia é a primeira estação sustentável de São Paulo

Vila Olímpia é a primeira estação sustentável da Capital (Gov. do Estado de SP)

O Governador João Doria entregou nesta terça-feira (1) a primeira estação sustentável de passageiros de São Paulo. Em parceria com a iniciativa privada, a estação Vila Olímpia, na linha 9-Esmeralda da CPTM, passou por uma remodelagem estrutural para redução de impactos ambientais, com novos equipamentos e infraestrutura que beneficiam passageiros, priorizam energia limpa e preservam recursos naturais.

“Essa é a primeira estação de trem patrocinada, um fato inédito no Brasil. Isso é bom porque retira o dinheiro público e coloca o privado de forma inteligente, funcional, sustentável e equilibrada para o investidor. Isso traz uma diferença importante de modelo de gestão, além da sustentabilidade. O Governo de SP segue sendo um governo liberal, um governo desestatizante, fazendo concessões, privatizações em parcerias público-privado”, disse Doria.

A partir de agora, a estação conta com infraestrutura própria para gerar, captar ou reaproveitar a maior parte dos insumos necessários na operação do local. A modernização permite que a parada alcance até 100% de autossuficiência nos meses em que houver disponibilidade para geração de energia limpa ou reuso hídrico.

Inauguração da estação CPTM Vila Olímpia Sustentável
João Doria, governador de São Paulo, visitou local (Gov. do Estado de SP)

A parceria entre o Governo do Estado e as empresas Eletromidia e Santander permitiu a instalação de 234 placas solares sobre a cobertura da estação Vila Olímpia. Juntas, elas vão gerar cerca de 8.500 quilowatts-hora por mês e zerar a tarifa de energia elétrica do local, estimada em torno de R$ 300 mil anuais custeados pelo poder público.

Para o Secretário de Transportes Metropolitanos Alexandre Baldy, a entrega da estação remodelada mostra o potencial de sucesso das parcerias. “Temos aqui mais um projeto importante para a linha 9-Esmeralda que, além de ter sido concedida para atrair investimentos privados aos trens metropolitanos, terá em breve três novas estações”, afirmou Baldy em referência às paradas Mendes-Vila Natal, Varginha e João Dias.

Sustentabilidade

A remodelagem sustentável também permite captação e armazenagem a partir de 46 mil litros por mês de água para reuso em irrigação de áreas verdes e limpeza dos banheiros reformados para não poluir o rio Pinheiros. A água de reuso passa pelas raízes de plantas e chega limpa no novo sistema de irrigação, com economia estimada em mais de 150 mil litros mensalmente.

A estação ainda conta com um novo bicicletário para 90 bicicletas. Se usado em sua capacidade máxima, o equipamento permite cortar a emissão de 360 quilos de dióxido de carbono diariamente. O cálculo considera que cada bicicleta representa um carro a menos em circulação na capital, com redução média de quatro quilos de poluentes por dia. A estação passa a contar com pontos de recarga para bicicletas elétricas e calhas nas laterais das escadas fixas para facilitar o transporte dos veículos.

A recriação do paisagismo também recebeu destaque e resultou em 1.454 metros quadrados de área verde, com plantio de árvores no jardim central e cobertura vegetal de paredões dentro e fora da estação. São nove espécies nativas com potencial para reduzir o impacto de ilhas de calor, melhorar a qualidade do ar e atenuar o odor de efluentes do rio Pinheiros.

A estação também recebeu soluções ambientais produzidas com material reciclável como novas plataformas de coleta seletiva de lixo, bebedouros, bancos com pontos de carregamento USB e uma marquise de proteção contra chuvas. Ao lado das catracas também está o LAB, espaço de convivência com assentos para descanso e pontos para recarga de celular.

Além das melhorias em sustentabilidade, a estação Vila Olímpia ganhou uma obra do artista plástico Kobra, em referência ao uso do rio Pinheiros na primeira metade do século 20. Com dimensões de 10,7 metros de comprimento por 2,6 m de largura, o painel usa cores vibrantes para retratar remadores cruzando as águas então limpas do Pinheiros.

Por Gov. do Estado de SP

Preparem-se para muito ESG em 2021

Por Marcus Nakagawa

O começo de ano é sempre uma incógnita para todos. Muitos planejamentos de atividades, metas com números e orçamentos financeiros. Mas, este ano, em particular, o foco será um pouco diferente. É um período de muito cuidado e as pessoas anseiam pela recuperação econômica e social do Brasil e do mundo.

Para os planejadores e financistas de plantão, o trabalho de avaliar o macroambiente, o mercado e as variáveis incontroláveis nunca foram tão difíceis como agora. Para se ter uma ideia, no ano passado haveria um crescimento ou pelo menos uma melhor condição de produção e vendas. E para a nossa surpresa, um fator incontrolável e não orçado apareceu, causando um movimento nunca antes passado no nosso mundo globalizado.

Mas a ideia não é colocar aqui as imensas manobras que as empresas, executivos e empreendedores tiveram que fazer para sobreviver. Mas sim os “saberes” que tivemos para este ano trabalharmos com muito afinco.

Na temática do desenvolvimento sustentável houve um crescimento de empresas preocupadas em aprender sobre os inúmeros tópicos que compõe este tema. Segundo o Pacto Global Rede Brasil, a rede do nosso país comparado com as outras foi a que mais cresceu de signatários em 2020 para os “Dez Princípios do Pacto Global” chegando a 1.100 organizações.

Este movimento foi lançado em 2000 pelo então secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan. O Pacto Global busca empresas que alinhem as suas estratégias de operações e desenvolvam ações que contribuam para a melhora dos desafios que compõe a sociedade. Os 10 princípios universais do Pacto que as empresas se comprometem estão nas áreas de Direitos Humanos, Trabalho, Meio Ambiente e Anticorrupção. Sendo hoje a maior iniciativa de sustentabilidade corporativa do mundo.

O ESG (Environmental, Social and Governance) ou ASG (Ambiental, Social e Governança), em português, ganhou destaque nos principais jornais e sites de notícias do país, colocando as questões Ambientais, Sociais e de Governança como um foco de atenção principalmente para os investidores. E este novo modelo mental de gerar valor começa a entrar nas estratégias de negócios das grandes empresas, pois os acionistas entenderam que estes conjuntos de indicadores precisam fazer parte das entregas, além da lucratividade. Os riscos associados a estas três letrinhas podem derrubar grandes empresas e esvaziar o valor da marca em alguns segundos nas bolsas, se não bem cuidado.

Muitos fundos com carteira de ações de empresas, que se preocupam com estes temas começaram a mostrar que não é só por “ajudar” o meio ambiente ou as pessoas, como alguns executivos classificam esta área pejorativamente, mas sim uma forma de ter mais controle, menos riscos e estar de acordo com a missão, visão e valores que ficam muito bem nas entradas de suas organizações.

A B3 anunciou a sua carteira ISE B3 no final do ano de 2020 e que começa a vigorar a partir de 4 de janeiro até o final do ano de 2021. Desde que foi criada em 2005, esta carteira mostrou uma rentabilidade de +294,73% contra +245,06% do Ibovespa. Nesta carteira só entram empresas que mostram os seus indicadores por meio de um questionário (e são auditados) que comporta 7 dimensões: Econômico–Financeiro, Geral, Ambiental, Governança Corporativa, Social, Mudança do Clima e Natureza do Produto.

Gerar valor não somente para os clientes, acionistas ou executivos, mas também para a sociedade em geral, para os funcionários e todos os outros públicos de relacionamento, os famosos e importantes stakeholders. No Fórum Econômico Mundial do ano passado, este novo movimento foi chamado de Economia ou Capitalismo dos Stakeholder.

Mas a jornada para trazer estes indicadores, que ficam muito bonitos em fotos, relatórios de sustentabilidade ou em projetos pontuais, ainda é longa. É preciso sair da teoria dos planejamentos e ir para a prática do dia a dia. Grandes bancos começam inclusive a colocar profissionais especialistas nestas temáticas em sua “bancada” de conselheiros na governança da empresa. Outros não estão mais financiando projetos e empresas que possam ter “problemas” com o ESG. Ou seja, o setor financeiro, que popularizou estas três letras para economizar os termos sustentabilidade corporativa ou desenvolvimento sustentável, está tentando mostrar que se adapta para esta nova realidade.

E a sua empresa, também já está se preparando neste ano para a grande jornada das temáticas do ESG?

* Marcus Nakagawa é professor da ESPM; coordenador do Centro ESPM de Desenvolvimento Socioambiental (CEDS); idealizador e conselheiro da Abraps; e palestrante sobre sustentabilidade, empreendedorismo e estilo de vida. Autor dos livros: Marketing para Ambientes Disruptivos e 101 Dias com Ações Mais Sustentáveis para Mudar o Mundo (Prêmio Jabuti 2019).

Após críticas de DiCaprio, Mourão fala do compromisso com a sustentabilidade

Ao destacar que o conceito de desenvolvimento sustentável voltou à ordem do dia, readquirindo importância no planejamento de grandes investimentos financeiros em todo o mundo, o vice-presidente Hamilton Mourão falou sobre a necessidade DE O Brasil apontar os equívocos das “narrativas” que colocam o país na condição de vilão. Mourão participou de evento sobre desenvolvimento sustentável na Amazônia, realizado hoje (19) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Hamilton Mourão, vice-presidente da República (Romério Cunha/VPR)

“O compromisso com a sustentabilidade é urgente para o Brasil, pois ele perpassa nosso comercio externo e interno. Grandes empresas, bancos, indústrias, fundos de investimen to…todos estão raciocinando em cima do conceito de sustentabilidade, olhando onde colocar seus recursos. Temos que estar sintonizados com isso”, afirmou o vice-presidente.

Mourão elencou alguns daqueles que considera os principais desafios para a preservação e o desenvolvimento da Amazônia, como a regularização fundiária e o combate aos crimes ambientais. “E não é só contra o desmatamento e as queimadas, mas contra a biopirataria e a exploração ilegal de minério. Além disso, há o baixo desenvolvimento socioeconômico; um modelo extrativista predatório [que prioriza] a derrubada da floresta; o precário desenvolvimento tecnológico e a [falta de] conscientização ambiental, [o entendimento] de que desenvolver a Amazônia é desenvolver o país.”

Preservação

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, disse hoje (19) que ações coordenadas de combate ao desmatamento na chamada Amazônia Legal deveriam ter sido implementadas desde o início do ano. A região que compreende a nove estados (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins) onde vivem mais de 20 milhões de pessoas.

“A Operação Verde Brasil começou no dia 11 de maio. Para sermos mais eficientes, teríamos que estar operando desde o início do ano, pra podermos diminuir o desmatamento ilegal. Mas o conselho só foi criado em fevereiro. Logo depois, entrou a pandemia. Só conseguimos nos reorganizar para enfrentar essa situação a partir de maio. Até o presente momento estamos operando sem recursos”, disse Mourão, que comanda o Conselho Nacional da Amazônia Legal, órgão criado em fevereiro deste ano para coordenar e integrar as ações governamentais federais para a região.

“Os diferentes ministérios têm política para a Amazônia, mas termina por haver desperdício de recursos, falta de sinergia e, consequentemente, não se atinge aos objetivos propostos: preservar, proteger e desenvolver”, acrescentou o vice-presidente.

No último dia 13, o Congresso Nacional aprovou a abertura de um crédito adicional ao Orçamento da União, no valor de R$ 410 milhões, para o Ministério da Defesa empregar nas ações de combate aos incêndios florestais na Amazônia Legal.

“[Com isto], os comandos operacionais irão intensificar suas ações. Vamos levar isto [a operação Verde Brasil 2] até o fim deste ano, com um resultado positivo na redução de queimadas e preparados para impedir o desmatamento ilegal”, afirmou o vice-presidente, destacando que, ao longo do mês passado, houve uma redução do total de alertas de desmatamentos. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em julho deste ano, o número de ocorrências foi 28% inferior ao mesmo mês de 2019.

De acordo com Mourão, o total de multas aplicadas e de materiais apreendidos no âmbito da Operação Verde Brasil 2 já ultrapassa o valor de R$ 500 milhões. Além da apreensão de uma grande quantidade de madeira extraída ilegalmente, também foram embargadas áreas onde o desmatamento ilegal foi flagrado.

“Agora estamos entrando na temporada das queimadas, que estamos buscando enfrentar com a publicação do decreto presidencial que institui a moratória do uso do fogo, limitando seu uso ao previsto”, destacou Mourão, referindo-se ao Decreto nº 10.424, de 15 de julho, que proíbe o emprego de fogo em áreas rurais de todo o território nacional por 120 dias. Historicamente, a maior incidência de queimadas ocorre entre os meses de agosto e outubro – período para o qual o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos prevê uma forte estiagem.

O decreto de suspensão de queimadas não se aplica para alguns casos, como nas práticas agrícolas de subsistência executadas pelas populações tradicionais e indígenas; nas práticas de prevenção e combate a incêndios realizadas ou supervisionadas pelas instituições públicas responsáveis pela prevenção e pelo combate aos incêndios florestais no Brasil; nas atividades de pesquisa científica realizadas por Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT), desde que autorizadas pelo órgão ambiental competente; no controle fitossanitário, desde que autorizado pelo órgão ambiental competente, e nas queimas controladas em áreas fora da Amazônia Legal e no Pantanal, quando imprescindíveis à realização de práticas agrícolas, desde que autorizadas previamente pelo órgão ambiental estadual.

Desafio

Ainda sobre as “narrativas” que, segundo Mourão, não dão conta da diversidade amazônica, o vice-presidente disse que gostaria de convidar o ator norte-americano Leonardo DiCaprio a visitar, com ele, a região de São Gabriel da Cachoeira, no estado do Amazonas.

“A Amazônia não é uma coisa única. Uma planície. Há 22 tipos diferentes de floresta dentro da Amazônia, que também não é uma planície. Gostaria de convidar nosso mais recente crítico, o ator Leonardo DiCaprio, para fazermos uma marcha de oito horas pela selva, entre o aeroporto de São Gabriel e a estrada de Cucuí. para aprender, em cada socavão [cova ou grande buraco] que tiver que passar, que a Amazônia não é uma planície. Aí ele entenderá melhor como funcionam as coisas nesta imensa região”.

A reportagem ainda não conseguiu contato com a assessoria do ator.

Por Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil 

Gratuito: Peça infantil aborda o tema sustentabilidade

(Divulgação)

Nos dias 12, 13, 29 e 30 de agosto, teremos mais uma temporada de apresentações da peça teatral “Por um futuro sustentável”, na capital paulista. O espetáculo faz parte do projeto “Diverte Teatro Viajante”, idealizado pela Ciência Divertida – empresa líder em espetáculos teatrais interativos para crianças.

A iniciativa conta com o apoio, via Lei de Incentivo a Cultura, da Loga – companhia que oferece serviços especializados de coleta, transporte, tratamento e destinação final dos resíduos domiciliares e dos serviços de saúde gerados na cidade de São Paulo – e realização do Ministério da Cidadania. As apresentações acontecerão até 18 de outubro, em 23 instituições de ensino municipais, com a proposta de mostrar a crianças de 8 a 12 anos a importância de preservar os recursos naturais para garantir um futuro melhor e mais sustentável.

A expectativa é que essa temporada seja assistida por mais de 5 mil pessoas. Durante a peça, um cientista perdido no espaço volta do futuro para prevenir a humanidade sobre os problemas que ele viu, caso as pessoas não mudem os hábitos de consumo na atualidade.

Os cientistas malucos farão com que as crianças se transformem em uma máquina “sustentável”, mostrando como identificar a origem das reservas naturais e como o uso delas afeta o planeta Terra e suas florestas. 

“Através do teatro, as crianças têm a oportunidade de se divertirem e, ao mesmo tempo, entenderem sobre conceitos importantes de sustentabilidade e da temática de meio ambiente. Entre as mensagens transmitidas pela peça, está o uso consciente da água em tarefas rotineiras, como tomar banho e escovar os dentes, por exemplo”, conta o diretor da Ciência Divertida, Julio Martinez. 

Esta edição do projeto ainda traz uma novidade especial. A apresentação, que acontecerá no dia 31 de maio, no CEU Vila Atlântica, contará com uma tradutora de Libras, possibilitando a acessibilidade para pessoas com deficiência.

“Possibilitar o acesso de todos aos espetáculos é motivo de muito orgulho para todos os envolvidos e é fundamental para que consigamos alcançar os objetivos do projeto”, finaliza Julio. 

Serviço 

Com o objetivo de ampliar a inclusão por meio da experiência artística, a Ciência Divertida realiza espetáculos que contam com acessibilidade para pessoas com deficiência. 

Peça: “Por um futuro sustentável”. 

AGOSTO – 3ª ETAPA

  • Data: 12/08
  • Horários: 14h – 15h30
  • Local: CEU Uirapuru
  • Endereço: Rua Nazir Miguel, 849 – Jardim Paulo VI 
  • Data: 13/08
  • Horários: 10h30 – 13h30
  • Local: Sociedade Benfeitora Jaguaré
  • Endereço: Rua Floresto Bandecchi, 156 – Jaguaré 
  • Data: 29/08
  • Horários: 8h30 – 10h00
  • Local: EMEF Euclides Custódio da Silveira
  • Endereço: Rua José de Morais, 191 – Parque São Domingos 
  • Data: 30/08
  • Horários: 14h – 15h30
  • Local: EMEF Coronel Ary Gomes
  • Endereço: Rua Benedito Alessio, 184 – Jardim Andarai