Festa em Suzano tinha mais de 100 pessoas aglomeradas

As polícias Civil e Militar, em apoio ao em apoio ao Comitê de Blitz criado pelo Governo do Estado de São Paulo para combate à Covid-19, flagraram um evento clandestino com mais de 100 pessoas, na madrugada de domingo (16), na Estrada dos Fernandes, no Jardim da Saúde, em Suzano. 

Agentes do Grupo Armado de Repressão a Roubos (Garra), pertencente ao Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), da Polícia Militar, da Guarda Civil Municipal, da Vigilância Sanitária Estadual e Municipal e do Procon compareceram ao local dos fatos. 

No endereço indicado havia 157 pessoas, sendo que 78 delas estavam sem máscaras faciais para proteção contra o coronavírus. Além disso, os participantes do evento não praticavam o distanciamento social recomendado. Seis pessoas, com idades entre 34 e 48 anos, foram encaminhadas à delegacia.

Foram encontrados 140 comprimidos de ecstasy, 107 porções de cocaína, três cigarros de maconha, 37 fracos de lança-perfume e 23 unidades de LSD – todos os entorpecentes foram apreendidos. Perícia foi solicitada ao Instituto de Criminalística (IC).

O caso foi registrado como infração de medida sanitária preventiva, localização/apreensão de objeto e drogas para consumo pessoal sem autorização ou em desacordo pela Delegacia de Itaquaquecetuba.

Por Barbara Zaghi, da SSP

Jovem planejava ataque a escola em São Paulo, diz polícia

A Polícia Civil de São Paulo prendeu hoje (10) um homem de 19 anos suspeito de planejar um ataque a alunos de uma escola no bairro de Americanópolis, na Zona Sul da capital paulista. Ele foi detido na mesma região onde está localizada a unidade de ensino.

Segundo a polícia, o planejamento do ataque foi descoberto pela área de inteligência do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) da polícia. A partir da informação, agentes da 1ª Delegacia da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber) conseguiram acessar trocas de mensagens do suspeito em uma rede social. 

“Os conteúdos dos textos permitiram a obtenção de quebra de sigilo o que contribuiu para coleta de mais provas que foram remetidas à Justiça. A partir de então, foram expedidos mandados de busca e apreensão e de prisão contra o rapaz”, destacou a polícia em nota.

O homem foi encontrado e preso na casa de um tio, no bairro Capão Redondo, na Zona Sul da capital paulista. Também foi apreendido o celular que ele usava no planejamento do ataque. De acordo com a polícia, o suspeito homenageava o autor do massacre de sete pessoas em uma escola estadual em Suzano, ocorrido em março de 2019: o suspeito usava a foto do assassino para ilustrar uma de suas redes sociais e criou um e-mail com o nome dele. 

O equipamento foi encaminhado ao Instituto de Criminalística (IC), responsável pela análise pericial. A Polícia Civil continua as investigações para identificar e prender outros envolvidos no esquema criminoso.

Por Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil 

Sobrevivente de ataque em escola é a primeira vacinada da Educação

Silmara foi vacinada contra a covid-19 neste sábado (Gov. do Estado de SP)

A primeira profissional da educação vacinada no estado de São Paulo é Silmara Cristina Silva de Moraes. A merendeira recebeu dose do imunizante neste sábado (10), na Escola Raul Brasil, em Suzano. A data marca o início da vacinação de servidores da educação com mais de 47 anos em São Paulo.

Silmara esteve presente em tragédia no ano de 2019, quando dois ex-alunos armados deixaram onze feridos, mataram cinco estudantes e duas servidoras da escola. Ela ajudou a esconder alunos na cozinha durante o tiroteio.

Após passar por reforma em 2020, a Raul Brasil volta a receber alunos a partir de 14 de abril, assim como as outras escolas estaduais. 

Imunização de profissionais da educação

A previsão é que 350 mil profissionais da educação acima de 47 anos sejam vacinados nessa primeira fase. O foco são servidores que atuam desde creches até o ensino médio em qualquer unidade pública ou particular dos 645 municípios de São Paulo.

Podem receber o imunizante apenas servidores da educação com mais de 47 anos que tenham feito cadastro no site Vacine Já e recebido a confirmação do sistema.

Por TV Cultura

Com ajuda de cão de faro, PM prende suspeito de tráfico

Athos, o cão de faro da Polícia Militar de Suzano, na grande São Paulo, ajudou pms a prender hoje (22) um homem suspeito de tráfico de drogas. Segundo a corporação, policiais fizeram uma abordagem de rotina na Rua Germano Fiamini.

Os policiais dizem que encontraram uma sacola cheia de entorpecentes com a ajuda do cão. Foram apreendidos quatro comprimidos de ecstasy, 43 porções de maconha, 81 de cocaína, 280 de crack e 21 frascos de lança perfume.

Após pesagem, a droga totalizou 1,390 kg, além da quantia de R$ 1.768,65. De acordo com nota da PM, o suspeito confessou a propriedade do entorpecente.

‘Mel’ ajuda PM a prender suspeito de tráfico

Mel posa pra foto ao lado do material apreendido com sua ajuda (Polícia Militar/Reprodução)

Mel, cadela treinada pela Polícia Militar, ajudou policiais militares de Suzano, na Grande São Paulo, a prender um homem suspeito de tráfico. O caso aconteceu neste fim de semana, no Bairro Jardim Varam, durante uma abordagem de rotina.

O suspeito foi abordado pelos PMs e, com ele, os policiais encontraram pequenas quantidades de drogas. Após essa constatação, a cadela Mel foi chamada e revelou aos policiais onde estava o restante da droga. Um terreno baldio bem perto de onde o suspeito foi abordado.

No total, segundo a Polícia, foram apreendidos 2,7 kg de drogas, sendo 111 porções de maconha, 328 pinos com cocaína, 7 pedras de crack, 38 frascos com lança-perfume e R$ 70,00.

O suspeito foi levado para a delegacia de Suzano e autuado em flagrante.  

10 mortes: Massacre em Suzano completa um ano

(Arquivo/Rovena Rosa/Agência Brasil)

Um ano após o massacre na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, na região metropolitana de São Paulo, completado hoje (13), que resultou na morte de dez pessoas, o governo do estado busca acelerar projetos que aumentem a segurança dentro das escolas. 

Na capital paulista, por exemplo, na Escola Estadual Caetano de Campos, região central da cidade, um policial da reserva permanece dentro do colégio no período das aulas, como parte de um projeto-piloto do governo que está em desenvolvimento.

A Secretaria Estadual de Educação criou também um gabinete integrado de segurança escolar, em que há a participação da Polícia Militar e da Secretaria de Segurança Pública. De acordo com a pasta, um relatório com os resultados da ação deverá ser publicado nos próximos meses. 



Seis das vítimas do massacre em Suzano (Reprodução)

O governo do estado promete ainda novas câmeras de segurança nas escolas, assim como redes de wi-fi para possibilitar o acesso remoto às imagens. Novos protocolos de funcionamento dos portões dos colégios também estão sendo implementados, assim como orientações para elaboração dos regimentos internos, que é feito por cada escola.  

De acordo com a secretaria, o governo dispõe de R$ 1,1 bilhão para realizar obras em mais de 1,3 mil escolas. Além das mudanças estruturais, o governo fez alteração na parte pedagógica e está implementando nova disciplina, chamada Projeto de Vida, que, entre outras atribuições, leva para a sala de aula a questão do bullying

“A disciplina é sobre o desenvolvimento do projeto de vida do aluno. Tem que haver um espaço dentro da escola para que a gente cada vez mais escute, entenda quais são os sonhos, os desejos dos nossos estudantes, para que a própria escola se organize em torno deles e dê apoio. Neste ano, a disciplina já começou para todas as escolas, desde o 6° ano até o ensino médio”, destacou o secretário de Educação do estado, Rossieli Soares.

O governo estadual está também criando equipes multidisciplinares para trabalhar com as diretorias de ensino. Segundo a pasta, uma resolução, que deverá ser publicada em breve, vai incorporar psicólogos e assistentes sociais para desenvolver trabalhos na rede de ensino, especialmente nos grandes centros paulistas. A pasta informou que chamou, ainda em 2019, 1,5 mil novos funcionários concursados – agentes de organização escolar – e mais 2 mil temporários.

Suzano

De acordo com a Secretaria de Educação, 90% das reformas na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, onde ocorreu o massacre, estão concluídas. O término, inicialmente previsto para março, deverá ocorrer no mês de abril. O projeto, que custará mais de R$ 3,1 milhões, está sendo financiado com a ajuda de parceiros privados. 

“O projeto foi pensado para ampliar os espaços de convivência, para que haja uma releitura da própria escola, que é antiga e já precisava receber intervenções. Além disso, a mudança olhou para aspectos de segurança”, disse o secretário Rossieli Soares. Está sendo construída, por exemplo, uma entrada exclusiva para alunos à escola, e outra para a comunidade e ex-alunos, que não dará acesso aos estudantes. 

A revitalização da unidade inclui a construção de novas áreas comuns, de estudo, de convivência e administrativas. Prevê ainda a demolição e reconstrução de novas salas de aula, do Centro de Ensino de Línguas (CEL), banheiros e cantinas, além da reforma das salas de leitura e informática.

Também está sendo criada uma área de 1,5 mil metros quadrados para uso comum, que contará com paisagismo, além de um espaço destinado à prática de esportes, aulas ao ar livre e bicicletário.

De acordo com a pasta, o muralista Eduardo Kobra e sua equipe vão pintar painéis internos e os muros externos da escola. Os desenhos serão criados a partir de um concurso que vai reunir os alunos das 60 escolas da região de Suzano e selecionar os melhores trabalhos. 

Em 13 de março de 2019, dois ex-alunos entraram armados na escola pela porta da frente, assassinaram seis colegas, dois funcionários e se suicidaram.

Câmeras da escola gravaram momento em que atirador abriu fogo contras as vítimas (Reprodução)

Por Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil

Vídeo mostra travesti sendo espancada na Grande SP

Ana Caroline Leal, 23 anos, estava indo ao mercado quando foi brutalmente agredida por desconhecidos; “Me bateram até cansar”, disse à Ponte

(Ponte Jornalismo/Reprodução)


Era sábado de carnaval, por volta das 15h30, quando a garota de programa Ana Caroline Leal, 23 anos, saiu de sua casa para ir ao mercado que fica na rua Benedito Faria Marquês Filho, esquina com a Timóteo Umbriaco, Parque Maria Helena, no centro de Suzano, região metropolitana de SP. Antes de voltar para casa, porém, foi brutalmente espancada por dois homens que nunca tinha visto na vida.

Em entrevista à Ponte, a travesti Ana Caroline conta que ninguém a socorreu durante a agressão, mas pessoas que passavam na rua filmaram a cena. No vídeo, é possível ver um homem imobilizando a jovem enquanto o outro desfere golpes com uma madeira. 

“Ainda bem que eu estou viva. É triste, mas a gente que é travesti passa por isso. Eu tenho o direito de ir e vir, não é porque eu sou travesti que tenho que ficar trancada em casa. Eu não sou bicho. Ninguém me socorreu, eles me bateram até cansar”, lamenta a jovem.

O homem que imobiliza a travesti a puxa pelo cabelo em determinado trecho do vídeo, enquanto o outro continua batendo com o pedaço de madeira. Ana Caroline grita “para” em desespero diversas vezes, enquanto é possível ouvir “vai morrer”. 

Natural do Ceará, a jovem conta que não foi ao hospital nem na delegacia registrar a ocorrência porque perdeu os documentos. Sua mãe enviará a sua certidão de nascimento nesta segunda-feira (2/3) para que Ana Caroline possa refazer o documento de identidade.

Ana conta que a agressão começou de forma verbal. “Esses homens estavam na farmácia quando eu passei e começaram a fazer aquelas piadinhas, me chamando de João, de Antonio, aquela coisa que eles fazem com a gente que é travesti. Aí eu revidei, gritei de volta, discuti com ele. Mas segui meu caminho para o mercado. Na volta, quando estava abrindo o meu portão, eles começaram a xingar de novo e eu xinguei também”, relata.



Depois, de verbal, a agressão passou a ser física. “Foi quando o cara pequeno veio em cima de mim e o outro apareceu com o pedaço de pau”, detalha.

A jovem se mudou neste domingo (1/3), mas conta que isso já estava previsto e nada tem a ver com a agressão. No dia que foi espancada, morava na casa que aparece nas imagens do vídeo, que tem o portão de alumínio. Ela vivia com outras mulheres trans.

“Só tinha uma menina em casa, ela estava nos fundos, não ouviu quando eu gritei. Nisso uma amiga chegou e a dona da casa chegou, eu estava no portão sem conseguir ficar em pé. Elas ligaram para a polícia nessa hora”, explica.

Segundo Ana, o seu ombro foi a parte mais machucada depois da agressão. Ela fez o tratamento em casa, com a ajuda das amigas.

Procurada pela reportagem, a assessoria da Polícia Militar informou que recebeu um chamado para o local, mas quando a equipe chegou não encontrou nada. Na sequência, uma testemunha ligou novamente e avisou os policiais que tinha socorrido a vítima ao hospital. 

“A viatura retornou e orientou sobre o registro do boletim de ocorrência na delegacia. Os policiais militares elaboraram o Boletim de Ocorrência dos fatos”, disse em nota a PM.

Por Paloma Vasconcelos – Repórter da Ponte

Aluna de 10 anos é vítima de racismo em escola estadual

Por Renan Omura, especial para Ponte

‘Sua mãe é uma macaca’, disseram quatro alunos para garota de 10 anos, que não quer voltar à escola; mãe da vítima afirma que escola se omitiu

Daiane ao lado da filha, Kemily: ‘Se eu não estivesse percebido a mudança de comportamento da minha filha ela continuaria sofrendo bullying’ (Renan Omura/Ponte Jornalismo)


“Cabelo de vassoura”, “sua mãe é uma macaca”, “você parece um mico leão dourado”. Esses foram alguns dos insultos que Kemily Rayssa dos Santos, 10 anos, sofreu dentro da Escola Estadual Euclides Igesca, localizada no Distrito de Palmeiras, em Suzano, Grande São Paulo. As ofensas foram proferidas por quatro alunos da mesma sala. 

Kemily está no 5° ano do ensino fundamental e não frequenta as aulas há mais de um mês. Ela tem medo de voltar a sofrer os insultos. A garota, que sempre foi alegre, está deprimida. Os três meninos e uma menina que praticaram as ofensas racistas continuam indo normalmente à escola. 

 A costureira Daiane Faustino dos Santos, mãe de Kemily, notou mudanças no comportamento da filha desde o mês de agosto. Além de desanimada, a garota passou a querer prender o cabelo e fazer alisamento. 

Após conversar com a filha no dia 18 de setembro, ela descobriu que a criança estava sendo vítima de racismo por ser negra e por conta dos cabelos cacheados.

Daiane conta que a direção da escola tinha ciência dos fatos, pois a criança havia procurado ajuda da vice-diretora no dia 9 de setembro. Mesmo assim, nenhuma providência foi tomada. 

“Se eu não tivesse percebido as mudanças de comportamento da minha filha, ela ainda estaria sofrendo bullying”, relata a mãe.

Após Daiane entrar em contato com a coordenadora da escola, a direção decidiu marcar uma reunião na semana seguinte com os pais dos alunos, mas o encontro não ocorreu. 

“Depois de uma semana eu fui lá perguntar sobre a reunião e o diretor nem lembrava do combinado. Ele fez pouco caso do sofrimento da minha filha”, conta Daiane. 

Revoltada, a mãe da garota registrou um boletim de ocorrência por injúria no dia 29 de outubro. No mesmo dia, foi realizada um protesto em repúdio ao racismo em frente à Escola Estadual Euclides Igesca. O ato pacífico contou com familiares, amigos da vítima e vizinhos. 

Protesto em repúdio ao racismo foi organizado pela comunidade em frente à Escola Estadual Euclides Igesca (Arquivo Pessoal/via Ponte Jornalismo)

A mãe da vítima também afirmou que gostaria de um posicionamento da direção escola, que, na visão dela, se omitiu. “Os alunos que zombaram da minha filha continuam frequentando normalmente as aulas. Depois de tudo que fizeram, eles nem foram suspensos e continuam na mesma sala”, conta.

Kemily tentou ir algumas vezes à escola acompanhada da mãe, porém o local é um gatilho para crises de pânico. Daiane pensou em mudar a filha de colégio, o que ela considera injusto, já que a garota foi vítima e ainda terá que se adaptar a um novo ambiente. “Eu vou lutar pelos direitos da minha filha. Ela não fez nada de errado”, afirma.

Na semana seguinte ao protesto, foi realizada uma reunião com os pais dos alunos, a direção da escola e um supervisor da Diretoria Regional de Ensino. No encontro, Daiane sugeriu que a escola enviasse apostilas e conteúdos para que a filha pudesse estudar em casa até que a situação se resolvesse. No entanto, até o momento, nada foi feito. 

Segundo Daiane, a Diretoria Regional disponibilizou um psicólogo para fazer atendimentos dentro da escola, mas a estratégia não está funcionando, já que a maior dificuldade da filha é ir até o local.

Daiane lamenta a ausência de auxílio. “A minha família inteira está precisando de atendimentos psicológicos. Isso nos afetou muito. O único apoio que estamos recebendo é da comunidade”, relata a mãe da vítima. 

Essa não é a primeira vez que a família enfrenta o preconceito na escola Euclides Igesca. Kathelyn dos Santos Faustino, 17 anos, irmã mais velha da Kemily, também foi vítima de racismo há dois anos. 

Segundo Daiane, a filha mais velha foi insultada por uma professora dentro da sala de aula com a frase: “ei, você aí, neguinha do cabelo sarará”. A mãe só não levou o caso adiante, porque após fazer a queixa, a professora se afastou das salas de aula. 

Vizinhos da família também relatam casos de bullying dentro da escola contra crianças autistas. “Eu exijo que troquem a direção da escola. É impossível confiar nesse diretor omisso”, afirma Daiane.

Ponte foi até a Escola Estadual Euclides Igesca, porém o diretor disse que não está autorizado pela Diretoria Regional de Ensino a dar entrevistas para a imprensa.  

Outro lado

Em nota, a Diretoria Regional de Ensino de Suzano afirma que “repudia todo e qualquer ato de discriminação dentro e fora do ambiente escolar e informa que tem acompanhado o caso em questão juntamente com a direção da Escola Estadual Euclides Igesca”. O órgão reforça que continua trabalhando na resolução de conflitos com foco na conscientização, respeito ao próximo e cultura de paz. “A responsável e a aluna têm sido acolhidas e a equipe gestora da unidade permanece à disposição”, conclui a nota.

*Esta reportagem foi publicada originalmente neste link https://ponte.org/menina-de-10-anos-e-vitima-de-racismo-em-escola-da-rede-estadual-de-suzano-sp/

Franquia de Consultoria Empresarial abre 4 unidades

Franquia foi criada por empresa que atua há mais de vinte anos no mercado (Divulgação)

A Consulting Now, franquia especializada em Consultoria Empresarial, inicia quatro novas operações e chega a Belo Horizonte, em Minas Gerais, e a Campinas, Suzano e Santo André, em São Paulo. As unidades vão atuar no suporte a pequenas e médias empresas que passam por dificuldades causadas pela falta de processos e estratégias em áreas vitais, que vão da comercial à logística.

“Nosso plano de negócio prevê a participação da franqueadora toda vez que o franqueado for iniciar um atendimento. O primeiro diagnóstico e parte do primeiro projeto da consultoria são feitos pela franqueadora e caberá ao franqueado dar todo suporte ao longo do projeto”, explica Bruno Fioravante, gestor de expansão da franquia.  

Os projetos de consultoria são balizados a partir da experiência de mais de 25 anos da Grupo INTERMASTER, responsável pela reestruturação de mais de 170 empresas e indústrias, com melhoria nos objetivos econômicos, financeiros e organizacionais.

“Quando a gente diz econômico, há uma ênfase na lucratividade ou recuperação dela. Na área financeira muitas vezes são questões de engenharia de caixa, e organizacional entram os conceitos que nós criamos para fazer gestão de uma empresa, desde a definição de estratégia, passando pelos principais processos, gestão e equipe”, destaca o CEO do grupo, Vicente Gomes, que aponta a necessidade de um sistema de Enterprise Resource Planning (ERP) para que o cliente tenha os processos de trabalho definidos e forneça informação para a tomada de decisão.

No franchising desde 2017, a Consulting Now tem atualmente 13 unidades, sendo uma própria.

Belo Horizonte

A unidade de Belo Horizonte será comandada pelo administrador Rogério Cornélio, que atua nas áreas de gestão e financeira há mais de 20 anos e tem cinco anos de experiência em consultoria independente.

“Como autônomo, havia uma necessidade de buscar padronização e metodologia, o que encontrei na Consulting Now”, explica o franqueado, que aderiu à franquia após um ano de pesquisa.

Campinas 

Com 32 de anos de experiência em multinacional, Wagner Kern assume a operação da franquia em Campinas, a maior cidade do interior Paulista. Após se desligar da empresa no ano passado, o engenheiro mecânico, com especialização em Gestão Empresarial (MBA/FGV), decidiu empreender.

“Tudo o que aprendi ao longo da minha carreira, os cursos que fiz, não queria que se perdesse e, empreendendo pela Consulting Now, poderei repassar, principalmente, para o pequeno empresário, que acaba, por conta das demandas do dia a dia, não conseguindo ter uma visão estratégica do negócio”, explica.

Suzano

A unidade de Suzano, na grande São Paulo, será comandada por dois executivos: José Carlos Nunes Júnior, com experiência em administração e finanças, e Roberto Akira, empresário especializado na área comercial. Juntos, somam décadas de experiência empresarial.

“Além da experiência no setor privado, nós também já atuamos em auditoria e consultoria às empresas”, conta José Carlos. “Com os métodos da franquia, poderemos oferecer um trabalho mais abrangente, principalmente no diagnóstico de cada empresa, permitindo uma melhor atuação”.

Santo André

Economista e pós graduado em Gestão de Controladoria e Finanças, Odair Salgado assume a franquia em Santo André, na Grande São Paulo. Com 25 anos de experiência no setor privado, passando por grandes indústrias nacionais e multinacionais, em áreas que vão de Custos a Controladoria, Odair destaca a importância da metodologia criada pela Consulting Now para assessorar empresas no ABC paulista.

“Esse empoderamento que a marca Consulting Now traz para o meu trabalho influencia e abre portas para prospectar novos clientes”, diz o franqueado, que atuava como consultor independente havia cinco anos.

Ficha técnica

  • Ano de Fundação: 2017
  • Ano no Franchising: 2017
  • Formatos oferecidos: Formato único.
  • Unidades Próprias: 1
  • Unidades Franqueadas: 12
  • Investimento total: A partir de R$ 49 mil
  • Taxa de Franquia: R$ 44 mil
  • Capital de giro: R$ 5 a R$ 10 mil
  • Área média para instalação: A partir de 30m². Preferimos formato Coworking.
  • Quantidade de funcionários: Franqueado Consultor + 1
  • Royalties: 15% Faturamento Bruto
  • Taxa de Publicidade: Não há
  • Faturamento Estimado (R$): R$ 45 mil
  • Lucratividade: 50%
  • Prazo de Retorno Médio (meses): 8 meses

Suzano: Promotor denuncia 4 por venda de armas e munição a atiradores

Por Elaine Patricia Cruz 

O Ministério Público de São Paulo denunciou quatro pessoas por participação no massacre ocorrido na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano (SP), em março deste ano. Segundo o promotor de Justiça Rafael Ribeiro do Val, que fez a denúncia, todos eles tiveram participação na venda de armas e munições para os dois atiradores.

Um dos denunciados teria negociado a venda de munições diretamente aos dois atiradores, como também intermediou a compra da arma de fogo utilizada nos crimes. Um outro denunciado seria o responsável pela venda da arma de fogo com numeração parcialmente suprimida. Os demais venderam munições aos atiradores.

O promotor solicitou a prisão preventiva dos quatro denunciados, ressaltando que a medida é necessária para a garantia da ordem pública, sobretudo “quando toda a sociedade trava uma batalha contra o aumento indiscriminado da violência, exigindo (…) uma resposta rápida e eficaz do Judiciário”.

Caso a denúncia seja aceita, os quatro vão responder por tentativas de homicídio e homicídios consumados.

O ataque

O ataque à escola, ocorrido na manhã do dia 13 de março, foi provocado por dois ex-alunos – um adolescente de 17 anos e um rapaz de 25 anos – encapuzados e armados. Dez pessoas morreram, sendo duas funcionárias da escola, cinco alunos, um comerciante, tio de um dos atiradores, e os dois atiradores. O atentado deixou ainda 11 feridos.