Musical “A Bela e a Fera” prorroga temporada no Teatro Claro São Paulo

(Divulgação)

O clássico musical A BELA E A FERA – O MUSICAL prorrogou sua temporada no Teatro Claro SP até o dia 12 de outubro (domingo).  Com coreografias adaptadas ao protocolo de ações contra a Covid-19, atores com máscara o tempo todo e a realidade do cotidiano da pandemia inserida no espetáculo, o musical está em cartaz aos sábados às 16h e domingos às 16h30. No dia das crianças, 12 de outubro, a apresentação ocorrerá as 16h. 

Responsável pela direção geral e adaptação, Billy Bond tratou de incluir, em algumas cenas, de forma sutil, marcações ressaltando a importância do uso do álcool gel e do distanciamento social. O espetáculo já foi visto por espectadores em cidades do Brasil, Argentina, Chile e Peru.

Para contar a história de Bela, a produção conta com 23 pessoas no elenco – 12 no corpo de baile e 11 atores interpretando 30 personagens. No total, 55 profissionais trabalham na montagem, entre técnicos de palco, de cabine e produtores. 

Quem garante a organização e atua comandando os bastidores para que tudo dê certo é a diretora de produção Andrea Oliveira. Ela brinca que transformará os bastidores do teatro “quase num hospital” para garantir o cumprimento das regras de proteção, como todas da equipe paramentada com equipamentos de proteção individual – máscaras, face shields e aventais. 

“Para evitar que os atores retirem a máscara ao se maquiar no camarim, cada um faz seu make em casa e chega pronto ao teatro. Assim ninguém fica um minuto sem proteção”, conta Andrea, comentando sobre os cuidados, os novos procedimentos adotados na pandemia.

Billy revela que a partir dos anos 2000 sedimentou seu formato de encenar espetáculos musicais com total liberdade de criação. Italiano naturalizado argentino, o aclamado diretor é também responsável pela encenação de Mágico de Oz, Natal Mágico, Peter Pan, Cinderella e Os Miseráveis, entre outros.

Para envolver a plateia na sensação de fazer parte do espetáculo, o diretor faz questão de efeitos especiais e de iluminação, além de recursos de gelo seco, entre outros truques, como a levitação e o vôo de um fantasma, efeitos de ilusionismo. O 4D aproxima ainda mais os espectadores do universo mágico da obra. “O público sente o aroma de rosas, da chuva, sente o vento, a neve e muitas outras sensações que fazem parte da história”, relata o diretor Billy Bond.

História 

Romance originalmente escrita para adultos por Gabrielle-Suzanne Barbot, em 1740, A Bela e a Fera recebeu versão mais curta para crianças, em 1956, por Jeanne-Marie LePrince de Beaumont. O clássico conto de fadas foi eternizado no cinema pela animação de Walt Disney. Para salvar seu pai, a bondosa Bela vai morar no castelo da assustadora Fera. Mas, com o passar do tempo, a jovem descobre que a Fera não é tão má assim.

Bela deseja para sua vida muito mais do que a pequena cidade provinciana de Villeneuve pode oferecer. Lá, ela se destaca da multidão com um ponto de vista único, uma independência vigorosa e um notável amor pelos livros. Ela anseia por viagens e aventuras, e por uma vida tão empolgante quanto as histórias que lê, mas, quando seu amado pai é aprisionado por uma fera em um castelo encantado, o destino de Bela muda para sempre. Ao arriscar sua liberdade e seu futuro, ela assume o lugar do pai, jurando que escaparia em segredo. No entanto, conforme aprende mais sobre a Fera e seu misterioso castelo, Bela descobre que pode haver mais sobre a história dele – e sobre a sua própria – do que ela jamais poderia ter imaginado.

O diretor estimula os jovens e crianças a refletir, assim como Madame Jeanne (autora do conto), que se preocupava com a essência do ser humano e queria que os jovens aprendessem a ouvir seus corações. “Não é fácil fazer espetáculos para a família, pois temos que agradar a todos. As mais difíceis de agradar são as crianças, que são perceptivas e diretas. A história tem que ser contada com muita agilidade e surpreender a cada momento. A música e a dança devem acontecer em sincronia total e os figurinos devem ser impecáveis. Tudo isso somado a uma boa adaptação são os requisitos básicos para uma superprodução musical”, completa Billy, sempre rigoroso em seus trabalhos.

Serviço

A BELA E A FERA – O MUSICAL    

  • Local: Teatro Claro São Paulo – R. Olimpíadas, 360 – Vila Olímpia, São Paulo – SP, 04551-000
  • Data: Sábado às 16 Domingo 16h30 (No dia 12 de outubro a apresentação acontece às 16h)
  • Até 12 de outubro
  • Ingresso: R$ 200,00 (Plateia / Balcão Nobre)  R$ 50,00 (Balcão – Preço único)   
  • Capacidade: 800 lugares 
  • Classificação: Livre 
  • Duração: 1h30

*50% de desconto para cliente Claro em até 4 ingressos. Meia-entrada: estudantes, maiores de 60 anos, professores da rede publica, PCD.

‘A Andarilha’ é atração da Virada Sustentável de São Paulo

(Divulgação)

O coletivo Rainhas do Radiador participa da 11ª Virada Sustentável de São Paulo com uma apresentação gratuita, em formato presencial, do espetáculo “A Andarilha”, no Centro Cultural São Paulo. A apresentação será neste sábado (04), às 14:30.

O espetáculo traz a história da palhaça Rufina, que ao se deparar com a constante tarefa de cuidar e distrair seu bebê, executa um verdadeiro espetáculo de circo com números de malabares, acrobacia, equilíbrio, dança, música e mágica. Com atuação de Aline Hernandes e direção de Dagoberto Feliz, a peça conta com trilha sonora executada ao vivo por uma sanfona, que a todo momento interage com a palhaça e os choros do bebê, divertindo a plateia com as vivências e trapalhadas de uma mãe e seu filho, em uma viagem fantástica repleta de sensações e experiências.  

Muito carismática, Rufina tenta incansavelmente lidar com os desafios de ter um bebê e desperta no público diversas sensações e sentimentos ligados a essa temática. Um espetáculo cômico, trágico, desesperador, sensível e fantástico. 

Figura bastante particular, a palhaça representa os migrantes em constante busca por um lugar, enquanto o carrinho de bebê que ela leva consigo é o símbolo deste constante deslocamento e o cerne de sua identidade. 

“A Andarilha está constantemente em busca de um lugar para habitar, sempre com seu carrinho, que se torna o seu universo, como uma metáfora. Dele ela retira todo um mundo, repleto de memórias, relíquias, fragilidades, sentimentos e brincadeiras”, explica Aline Hernandes. 

Fundado em 2017, Rainhas do Radiador é um coletivo formado por Loi Lima, Aline Hernandes e Ana Pessoa, que tem a palhaçaria e comicidade física feminina como fio condutor de sua pesquisa, tanto no circo presencial, como nas produções audiovisuais, tendo lançado recentemente três web-séries em parceria com o SESC-SP: “Heroínas: Trajetórias Mitológicas de uma Quarentena”, “Conhecendo o Circo” e “Hoje tem circo, tem sim senhor(a)!” 

Tem no repertório os espetáculos “A Andarilha”, “Quizumba” e se prepara para estrear “Raiow Rainhas”, baseado na Luta Livre, modalidade que ficou popularmente conhecida no Brasil na década de 80 graças ao programa Gigantes do Ringue, apresentado pelo lutador profissional Michel Serdan, com quem o coletivo realizou treinamento específico sobre a técnica.

SERVIÇO:

  • Quando: 04 de setembro de 2021 (sábado)
  • Horário: 14:30
  • Onde: Sala Jardel Filho – Centro Cultural São Paulo
  • Endereço: Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso, São Paulo – SP, 01504-000
  • Telefone: (11) 3397-4002
  • Classificação Livre
  • Acessibilidade: Libras
  • Ingressos Grátis
    (Retirada de ingressos na bilheteria e lotação da sala de acordo com os protocolos vigentes no dia.)

Atriz Camila Amado morre aos 82 anos

Camila Amado, atriz
(Arquivo/Cesar Alves/TV Globo)

A atriz Camila de Hollanda Amado, ou simplesmente Camila Amado, morreu hoje (6), em decorrência de um câncer, aos 82 anos de idade. Camila era filha da educadora Henriette Amado com Gilson Amado, fundador da antiga TV Educativa, hoje TV Brasil. Dedicada ao teatro, estão entre seus maiores sucessos a comédia As Desgraças de uma Criança, o clássico romântico A Dama das Camélias e a tragédia Hamlet.

Camila estreou no cinema nos anos 70. Sua interpretação no filme O Casamento, baseado na obra de Nelson Rodrigues, dirigido pelo cineasta Arnaldo Jabor em 1976, deu à Camila o Kikito de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante e o Prêmio Especial do Júri, no Festival de Gramado. Seu último filme foi De Perto ela Não É Normal, de Suzi Pires, em 2020.

Carioca, Camila começou a atuar, na televisão, em 1969, na novela Um Gosto Amargo de Festa, da TV Tupi. Seu último trabalho na televisão foi em Éramos Seis, em agosto de 2019, na TV Globo. Ela atuou ainda em produções como Tapas & BeijosA Casa das Sete MulheresSítio do Pica-pau Amarelo e Cordel Encantado.

A atriz foi casada com o jornalista Carlos Eduardo Martins, do qual ficou viúva no ano de 1968 e com quem teve dois filhos: a atriz Rafaela e Rodrigo Amado. Foi casada também com o ator Stepan Nercessian durante 14 anos.

Pelo Twitter, várias artistas homenagearam a atriz. O músico e ator Leo Jaime foi um dos que a homenageou: “Camilla Amado. Mestra dos palcos. Que linda história! Lembro dela dizendo: “decora o texto, respira na hora certa e não derruba o cenário”. Todo o meu afeto e respeito aos familiares e amigos. Que mulher!”

A também atriz Christine Fernandes se despediu de Camila: “À minha mestra com todo meu amor. Todos te esperam no instante exato em você nasce pra próxima. Te amo. Muitíssimo. Até breve.”

Por Alana Gandra, da Agência Brasil

Cia. Palhadiaço faz temporada online de Depósito precedida por oficinas grátis

Cia. Palhadiaço faz temporada online de Depósito precedida, em maio, por oficinas grátis
Cia. Palhadiaço faz temporada online de Depósito precedida, em maio, por oficinas grátis
A Oficina aborda os aspectos técnicos e de criação dos malabares e manipulação de objetos(Divulgação)

A Cia. Palhadiaço – atuante no Itaim Paulista (ZL) – apresenta, em junho, temporada do espetáculo Depósito pelas redes sociais do grupo e de coletivos parceiros, que será precedida por uma série de oficinas, durante o mês de maio. Todas as atividades são online e gratuitas. O projeto foi viabilizado pelo VAI – Programa para a Valorização de Iniciativas Culturais da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.

As oficinas (ao vivo) serão transmitidas pelo Instagam e Facebook – @ciapalhadiaco, nos dias 13, 20, 25 e 26 de maio. São elas: Malabares (por Matheus Barreto, às 10h), Escrita de Projetos Culturais (por Michele Araújo e Everton Santos, às 18h), Palhaçada Musical – O que É Isso Afinal? (por Kauan Scaldelai, às 10h), e Bambolê: Circunferência das Formas (por Priscyla Kariny, às 10h).

As apresentações de Depósito (gravadas em vídeo), começam no dia 4 de junho, sexta, às 18h, pelo Facebook e YouTube da Cia. Palhadiaço. As demais sessões, nos dias 5, 6, 12, 13, 19, 20 e 27 de junho (sábados e domingos, às 15h), serão exibidas também na página de outro coletivo teatral, a cada dia.

OFICINAS (maio)

Oficina: Malabares | Com Matheus Barreto

13 de maio. Quinta, às 10h

Onde: Instagram/ciapalhadiaco | Facebook.com/ciapalhadiaco

Grátis. Duração: 1 hora. Livre para todos os públicos.

A Oficina aborda os aspectos técnicos e de criação dos malabares e manipulação de objetos. Conduzida pelo malabarista e integrante do grupo Palhadiaço, Matheus Barreto, a atividade visa construir uma base para treinos, aprimorando a performance malabarista, por meio das seguintes etapas: iniciação à prática (introdução ao básico dos malabares para início da arte); desenvolvimento de técnica (numerologia, exercícios e primeiros truques), aspectos avançados dos malabarismos (truques avançados, maior quantidade de objetos e contemporaneidade na vertente).

Matheus Barreto é aluno do Programa de Formação para Jovens Palhaços dos Doutores da Alegria e formado em Arte Dramática pelo SENAC. Participou dos workshops O Corpo Poético, com Andreas Simmas (Théâtre Du Soleil), Mimese Corpórea, com Inês Aranha, O Ator na Rua, com Ricardo Puccetti (LUME), e Tabu no Teatro, com Ivan Cabral.

Entre os espetáculos em que atuou, destaque para: Espetáculo Espetacular, Podia Ser Pior, Presepadas, Depósito, Que Isso Fique Entre Nós e O Retrato Oval (pela Cia. Palhadiaço); Peter Pan, Querida Célie (pelo Espaço Núcleo); A Feiticeira pelo Núcleo, A Hora e a Vez de Augusto Matraga e Macbeth (pelo Núcleo de Vivência Teatral); e A Joia (commedia dell’arte).

Iniciou a carreira, em 2008, no Núcleo de Vivência Teatral, em Limeira/SP, dirigido por Daniel Martins. Em 2013, foi um dos criadores da Cia. Palhadiaço com direção coletiva e, em 2014, passou a integrar o Grupo Espaço Núcleo, dirigido por Jonatas Noguel.

Oficina: Escrita de Projetos Culturais | Com Michele Araújo e Everton Santos

20 de maio. Quinta, às 18h

Onde: Instagram/ciapalhadiaco

Grátis. Duração: 1 hora. Livre – público alvo: a partir de 16 anos.

Muitos artistas e coletivos encaram muitas dificuldades para escrever um projeto cultural. Por onde começar? O que escrever? A escrita de um projeto não é uma tarefa fácil de ser executada, porém é necessária.

Diante disso, Michele Araújo e Everton Santos, integrantes da Pião Produções Artísticas vão orientar sobre como pensar e direcionar um projeto, destacando os principais passos a serem seguidos e detalhando todas as fases que tornam uma proposta minimamente relevante socialmente, tomando por base a experiência de ambos no processo com o projeto da Cia. Palhadiaço.

Pião Produções Artísticas – A Pião Produções surgiu quando Michele Araújo e Everton Santos, nascidos e criados na zona leste de São Paulo, notaram as dificuldades de realizar ações culturais nas bordas da cidade de São Paulo. As primeiras proposições como produtores executivos foram em 2015, no Grupo Rosas Periféricas, quando realizaram sua primeira produção executiva teatral.

Everton e Michele se conheceram, em 2001, quando cursavam teatro na EMIA – Escola de Iniciação Artística (Santo André). O desejo de viver pela arte estimulou a criação da Pião Produções Artísticas para produzirem para eles mesmos e para seus pares periféricos(as).

Everton é pós-graduado em Gestão de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas e bacharel em Artes Cênicas pela Faculdade Paulista de Artes. Michele é pós-graduada em A Arte de Contar História pela Faculdade de Conchas e licenciada em Artes Cênicas pela Faculdade Paulista de Artes. Juntos, realizaram o Curso de Extensão Elaboração, Viabilização e Gestão de Projetos Culturais em Artes Cênicas, na Escola de Teatro.

O amor pela produção periférica os fez perceber que não há “progresso sem acesso”, por isso querem que todas as pessoas das periferias do Brasil, tenham acesso aos bens culturais e sociais e que artistas consigam produzir sua arte na periferia para a periferia.

Oficina: Palhaçada Musical – O que É Isso Afinal? | Com Kauan Scaldelai

25 de maio. Terça, às 10h

Onde: Facebook/ciapalhadiaco

Grátis. Duração: 1 hora. Livre para todos os públicos.

Segundo o ministrante Kauan Scaldelai, “esta é uma oficina teórica-palestrada-dialogada, voltada para curioses nas tantas possibilidades de encontro entre música e palhace, com o objetivo de pintar um quadro geral do que é – ou pode ser – palhaçada musical e motivar pesquisadores nessa encruzilhada”.

Na atividade, ele explora o amplo universo da palhaçada musical, a partir de três temas: formações e repertórios de bandas de cabaré e cortejos de rua; sonoplastia, claques musicais e intervenções sonoras; o jogo de palhace com os instrumentos e a música. Sobre cada tema há uma breve abordagem de aspectos históricos e sociais, ferramentas e exercícios de criação e análise destes elementos aplicados no espetáculo Depósito, da Cia Palhadiaço.

Kauan Scaldelai – Palhaço, ator, músico multi-instrumentista, compositor e arte-educador. Formado em Educação Musical pela UNESP, no Curso Livre de Música da FASCS, em Teatro pela Cia do Nó (Santo André) e concluiu a Formação de Palhaço Para Jovens do Doutores da Alegria.

Educador de musicalização para crianças na escola O Quintal. Atuou como instrumentista, compositor e arranjador na banda performática Quinta Esquina, que circulou com o premiado espetáculo Contramão, de 2015 a 2018, dirigido por Antônio Correa Neto. Em 2020, criou a trilha sonora do filme Homem-Ilha (Recicla Filmes), que integrou o Malhaar International Film Festival.

Em trabalhos recentes, integrou como ator e músico os espetáculos A Casa da Mariquinhas (direção de Dagoberto Feliz), Jornada de Um Imbecil Até o Entendimento (direção de Hélio Cícero), O Mistério de Irma Vap (direção de Jorge Farjalla) e Tributo à Tradição (também como diretor musical, direção de Jairo Mattos), além de outros cabarés de circo e palhaçada.

Desde 2012, pesquisa a linguagem do palhaço, tendo realizado cursos e oficinas com palhaces nacionais e internacionais. Em 2018, tornou-se um dos fundadores d’A Esperada Companhia, na qual atua como palhaço e diretor musical em O Esperado Cabaré, O Esperado Show e como palhaço em hospitais. Em 2019, ingressou na ONG Palhaços Sem Fronteiras – Brasil.

Oficina: Bambolê: Circunferência das Formas | Com Priscyla Kariny

26 de maio. Quarta, às 10h

Onde: Instagram/ciapalhadiaco | Facebook/ciapalhadiaco

Grátis. Duração: 1 hora. Livre para todos os públicos.

Conduzida pela bambolista e integrante da Cia. Palhadiaço Priscyla Kariny, a oficina apresenta técnicas de movimentação por meio de mandalas com o bambolê. A mandala é uma representação geométrica que esboça simbolicamente a luta pela unidade total do eu, segundo a teoria junguiana.

Mandala também é a palavra sânscrita para círculo. Assim como a dança com o bambolê, as mandalas fazem parte da cultura nativa americana conhecida como Native American HoopDance, na qual os dançarinos usam a técnica como método para contar histórias, criando formas simbólicas, incluindo borboletas, tartarugas, águias, flores e cobras.

O encontro inclui um alongamento, figuras com até seis bambolês e sequencias de mandalas, onde os movimentos se completam dando novas possibilidades de figuras. “A oficina trabalha a coordenação motora, a flexibilidade e a meditação ativa, tecendo vivências e refletindo sobre como tudo está conectado: as mudanças, as transições, tudo está ligado como em um círculo”, comenta a artista.

Priscyla Kariny – Aluna do Programa da Formação para Jovens Palhaços dos Doutores da Alegria e formada em Arte Dramática pelo SENAC. Participou dos workshops O Corpo Poético, com Andreas Simmas (Théâtre Du Soleil), Mimese Corpórea, com Inês Aranha, e O Ator na Rua, com Ricardo Puccetti (LUME).

Como atriz, participou de espetáculos da Cia. Palhadiaço (Depósito, Presepadas, Espetáculo Espetacular, Que Isso Fique Entre Nós e O Retrato Oval), além de A Joia (commedia dell’arte, orientação de Heraldo Firmino), Peter Pan (direção de Jonatas Noguel), Ilusões de Breach (Cia. Dramáticos) e A Vida é Sonho (Sarcástica Cia., direção de Daniel Martins).

Iniciou a carreira, em 2011, pela Sarcástica Cia., em Limeira/SP, dirigida por Daniel Martins). Em 2013, foi uma das criadoras da Cia. Palhadiaço e, em 2015, passou a integrar o Grupo Espaço Núcleo com direção de Jonatas Noguel. Também foi professora de teatro no CEPROSSOM e Espaço Núcleo, em Limeira, e professora de Acrobacia nos espaços do CCA (Centro de Crianças e Adolescentes).

APRESENTAÇÕES / Depósito (junho)

Grátis. Duração: 60 minutos. Classificação: Livre. Gênero: Cômico.

O enredo de Depósito se passa em um tempo no qual a arte se tornou um vírus e a pessoas infectadas, de nariz vermelho, são isoladas em um depósito de artistas. Com criação coletiva, dramaturgia de Matheus Barreto e direção de Rani Guerra, o espetáculo investiga a “palhaçaria periférica”, que cria diálogos com a cidade, suas periferias, seus artistas e suas excelências artísticas subversivas e resistentes. O texto surgiu de uma pesquisa pelas ruas do Itaim Paulista (região de atuação do grupo) na qual, imersos em improvisos, jogos e entrevistas, questionaram os habitantes sobre como seria para eles se a arte fosse uma expressão proibida.

No espetáculo, o vírus da arte causa uma doença com muitos sintomas e, em quadros mais graves, o paciente fica com o nariz vermelho. Um estado totalmente desarticulado é instituído com medidas severas para aniquilar a existência artística: depósitos são construídos para isolar os infectados/artistas.

Os palhaços – vividos por Kauan Scaldelai, Matheus Barreto, Priscyla Kariny, William Santana e Rogério Nascimento – são os últimos artistas restantes no Itaim Paulista, e são confinados. O nascimento de uma criança com o nariz vermelho acelera a necessidade de erradicar a síndrome.

Ativistas protestam. E a poção de cura é adulterada pela criança com sua própria fralda. Quando ingerida pelos palhaços, o efeito é invertido, provocando uma epifania artística. Depósito é um espetáculo lúdico-musical-reflexivo sobre identidade cultural, arte e relações de autoridade. A música desempenha papel fundamental com paródias, releituras e composições originais, entre as quais um rap, que traz uma hilária batalha de palhaços.

Cia. Palhadiaço

FICHA TÉCNICA – Criação: A Companhia. Texto: Matheus Barreto. Direção: Rani Guerra. Elenco: Kauan Scaldelai, Matheus Barreto, Priscyla Kariny, William Santana e Rogério Nascimento. Técnico de som: William Santana. Direção musical: Joel Carozzi. Figurino: Eliana Carvalho, Paola Carvalho e Diego Felipe. Cenografia: A Companhia. Arte gráfica: Renan Preto. Fotos e vídeo: Recicla Filmes. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Produção executiva: Pião Produções Artísticas. Assistência de produção: Priscyla Kariny e Rogério Nascimento. Idealização: Cia. Palhadiaço.

04 de junho. Sexta, às 18h

Facebook/ciapalhadiaco | YouTube/CiaPalhadiaço

05 de junho. Sábado, às 15h

Facebook/ciapalhadiaco | Facebook/FragmentoUrbanoDanca | YouTube/CiaPalhadiaço

6 de junho. Domingo, às 15h

Facebook/ciapalhadiaco | Facebook/rosas.perifericas | YouTube/CiaPalhadiaço

12 de junho. Sábado, às 15h

Facebook/ciapalhadiaco | Facebook/saomateusemmovimento | YouTube/CiaPalhadiaço

13 de junho. Domingo, às 15h

Facebook/ciapalhadiaco | Facebook/oburacodoraculo | YouTube/CiaPalhadiaço

19 de junho. Sábado, às 15h

Facebook/ciapalhadiaco | Facebook/Circo.Palombar | YouTube/CiaPalhadiaço

20 de junho. Domingo, às 15h

Facebook/ciapalhadiaco | Facebook/coletivoestopobalaio | YouTube/CiaPalhadiaço

27 de junho. Domingo, às 15h

Facebook/ciapalhadiaco | Facebook/piaoproducoesartisticas | YouTube/CiaPalhadiaço

Facebook: www.facebook.com/ciapalhadiaco

YouTube: www.youtube.com/channel/UCUaoze5_Clb7w_rGK4E4FxA

Instagram: https://www.instagram.com/ciapalhadiaco/

‘É mesmo uma palhaçada’: Sesc transmite peça da Trupe DuNavô

Espetáculo é de graça e será exibido pela internet (Júlio Leão/Divulgação)

A Trupe DuNavô vai participar de uma live especial, no dia 24 de abril, às 15h, dentro do projeto #EmCasaComSesc. A companhia vai apresentar a peça “É mesmo uma Palhaçada”. O espetáculo será transmitido ao vivo gratuitamente pelos canais do Sesc São Paulo na internet.

“É mesmo uma Palhaçada” é um espetáculo de improviso da Trupe DuNavô que, em razão da pandemia da COVID-19, foi adaptado para o formato virtual e se transformou em uma grande experiência de interação digital entre palhaços, crianças e suas famílias. 

O espetáculo conta a história de um grupo de palhaçaria que, ao se preparar para realizar uma live, percebe que está com um cenário montado que não é deles. Para entreter o público e encontrar uma solução para sair de enrascada, a trupe passa a vasculhar o cenário e a casa onde estão, para encontrar objetos que possam ajudar nesse improviso. 

Passeando por ilusionismo, mágica, dança e outras variedades circenses, a Trupe DuNavô apresenta cenas clássicas e autorais, arrancando boas gargalhadas e convidando o público para um verdadeiro resgate da memória do circo.

Durante o espetáculo a Trupe DuNavô vai inspirar as crianças a buscar elementos de suas casas e objetos inusitados que possam ser transformados em elementos de cena, para uma divertida brincadeira circense com malabares, demonstrando que é possível se divertir sem sair de casa.

Em abril de 2021, a Trupe DuNavô, que é formada por Gabi Zanola, Gis Pereira, Renato Ribeiro e Vinicius Ramos, comemora onze anos de pesquisa com a arte da palhaçaria, utilizando o espaço urbano e a interação que se estabelece entre o palhaço e as pessoas nesse contexto, como matéria prima de seus processos de criação.

Com seus diferentes projetos a trupe já passou por importantes palcos do teatro e do circo, entre eles: Espaço dos Parlapatões, Festival Nacional de Teatro de Jales, XII Festival Nacional de Teatro de Limeira, Circuito SP de Cultura, Festival Risadaria, Circuito Cultural Paulista (APAA-Associação Paulista de Amigos da Arte), Festival Paulista de Circo, Viagem Teatral SESI 2017, Galpão do Folias, Virada Sustentável, Festival em Janeiro Teatro para Criança é o Maior Barato,  além de circular por diversas unidades do SESC de São Paulo e Capital, Fábricas de Cultura e teatros distritais;

Serviço

  • Duração: 50 minutos
  • Quando: 24 de abril de 2021 – Sábado – Horário: 15h00

Grátis – Classificação Livre

Youtube: youtube.com/sescsp

Instagram: instagram.com/sescaovivo

Mais sobre a Trup DuNavô

: www.facebook.com/DuNavo 

Instagram: @trupedunavo 

Assassino de ‘A próxima vítima’, Cecil Thiré morre aos 77 anos

Morreu hoje (9), aos 77 anos, em casa, no Rio de Janeiro, o ator, produtor e diretor Cecil Thiré, devido a complicações do mal de Parkinson. O ator sofria de Parkinson há vários anos e estava com a saúde muito debilitada.

Filho único da atriz Tônia Carrero e do artista plástico Carlos Arthur Thiré, Cecil Aldary Portocarrero Thiré deixa quatro filhos: Miguel, Carlos e Luísa Thiré,  do primeiro casamento com Norma Pesce, além de  João Cavalcanti Thiré, da união com Carolina Cavalcanti.

A  filha, Luísa Thiré, também diretora de teatro, deu um depoimento emocionado em vídeo.  “Ele merecia ter o velório mais lindo do mundo, cercado de gente que ele ama, que o amou a vida toda. Papai foi um guerreiro. Lutou pela democracia, pela arte, lutou pelo teatro. Teve quatro filhos, sete netos e foi um guerreiro até o último minuto. Se existe um céu, ele e minha avó [Tônia Carrero] estão juntos agora.”

A atriz Cláudia Raia também demonstrou carinho e apreço por quem lhe deu a primeira oportunidade na carreira. “Meu amado Cecil Thiré partiu, eterno mestre! Sou eternamente grata. Seus ensinamentos foram muito importantes pra minha carreira. Minha primeira oportunidade de trabalho foi graças a ele, Foi meu primeiro diretor, que inclusive dirigiu meu primeiro espetáculo de teatro! Lutou bravamente pela arte no nosso país, terá sempre um lugar lindo de afeto no meu coração e na minha vida!.”

A atriz Drica Moraes escreveu em uma rede social: “Trabalhei com Cecil em minha primeira novela, Top Model. Ele era um gentleman [cavalheiro]”.

Trajetória

O primeiro trabalho profissional de Cecil Thiré, foi aos 18 anos, como assistente de direção de Ruy Guerra no filme Os Fuzis. Aos 19 anos, dirigiu seu primeiro filme, o curta metragem Os Mendigos. Em 1967, assinou a direção do  longa-metragem O Diabo Mora no Sangue e, depois,O Ibrahim do Subúrbio, uma homenagem ao colunista Ibrahim Sued. Atuou como ator em mais de mais de 20  filmes.

Começou  na direção teatral em 1971 e, ao longo da carreira, ganhou duas vezes o Molière, mais importante prêmio do teatro brasileiro. Na televisão, atuou em 20 novelas e minisséries e esteve por oito anos em programas humorísticos.Cumprindo pedido do ator, o corpo de Cecil Thiré será cremado no Rio de Janeiro.

Por Douglas Corrêa – Repórter da Agência Brasil 

São Paulo tem 2 concorrentes no Festival de Teatro Online em Tempo Real

São Paulo tem dois espetáculo que concorrem no 1º Festival de Teatro Online em Tempo Real do Rio de Janeiro, realizado durante o mês de agosto. A mostra competitiva, promovida pela Cia Banquete Cultural, conta com 10 apresentações de teatro online em tempo real, sendo 5 dramas e 5 comédias.

“Pandas ou Era uma Vez em Frankfurt”, com Nicole Cordery, Mauro Schames, Bruno Kott, e “O manual de como encontrar um bom partido”, da companhia Trupe do Fuxico, representam o estado. Os dois espetáculos serão exibidos no próximo fim de semana. 

https://www.youtube.com/watch?v=rlYhZPQbp0Q
https://www.youtube.com/watch?v=y4V3ux7tAFo

De acordo com Jean Mendonça, diretor do festival, foi muito difícil escolher apenas 8 espetáculos para o evento, como previsto originalmente, devido ao grande volume de projetos, vindos de todas as partes do Brasil, a organização estendeu para 10 selecionados. A escolha foi embasada no critério artístico: presença, precisão, espontaneidade, relevância social e qualidade de som e imagem do vídeo.

“Depois de muitos empates, chegamos aos escolhidos. Dramaturgias potentes, contemporâneas e cheias de vigor artístico. Um orgulho ter todas essas experimentações cênicas na web”, explica Jean.

Até o dia 30 de agosto, os vídeos gravados das apresentações feitas em tempo real pelo Zoom, de 1º a 15, serão exibidos pelo YouTube, no canal da Cia Banquete Cultural. Nessa etapa todo o público está convidado a participar como espectador e jurado. 

“As pessoas terão a oportunidade de assistir gratuitamente a todos os espetáculos do Festival e ainda votar no preferido, apertando o botão do like. Todas as curtidas serão computadas como voto do Júri Popular”, explica Jean. 

O anúncio dos dois premiados, sendo um em cada categoria, será realizado por meio de uma live no canal da Cia Banquete Cultural, no YouTube, na segunda-feira, dia 31 de agosto, às 20h.

Sobre o Festival

A proposta do Festival surgiu bem no início da pandemia no Brasil, em março, quando a classe artística ainda estava pensando em como seria a retomada das artes cênicas, mas sem esboçar reação. A ideia foi exatamente fomentar a possibilidade de um novo fazer teatral, ao vivo por meio das plataformas digitais, ao que batizaram de teatro-web. Segundo ele, a Cia Banquete Cultural não estava interessada no pioneirismo, embora considere esse ato histórico importante, mas sim na real continuidade das artes cênicas.

“Fomos na contramão e arriscamos com uma dramaturgia ambientada neste momento pandêmico, a partir do meu tex to inédito Ata-me as mãos aos pés da cela. O resultado ficou acima do esperado, mesmo limitado por falta de recursos e pelo pouco domínio da tecnologia. Isso nos provou que seria um caminho possível, e que outros artistas poderiam avançar conosco nestes estudos”, comenta.  

Segundo o diretor do Festival, a etapa realizada no Zoom, na primeira quinzena de agosto, foi um sucesso. “Foram finais de semana de muita surpresa e contentamento por ver tantos artistas se reinventando, tanta arte viva, tanto amor à arte do fazer. É diferente, sabemos, mas está sendo uma experiência de encher os olhos, aliviar o coração e colocar a mente em reflexão. Quanto empenho desses artistas de tantas partes do nosso Brasil. A arte permanece viva através deles. O teatro online em tempo real pode ser diferente e ao mesmo tempo surpreendente”, finaliza.

Confira a programação completa

YouTube – 22/08 (sábado)
18h – comédia – Exagerei no rímel, com Maira Cibele e Roberta Chaves
19h30 – drama – Pandas ou Era uma Vez em Frankfurt, com Nicole Cordery, Mauro Schames e Bruno Kott

YouTube – 23/08 (domingo)
18h – comédia – O manual de como encontrar um bom partido, com Trupe do Fuxico
19h30 – drama – 12 segundos, com Teatro do Dragão

YouTube – 29/08 (sábado)
18h – comédia – Piruá de Circo, com Rodrigo Bruggemann (Palhaço Piruá)
19h30 – drama – Safe & Comfort, com Carranca Coletivo

YouTube – 30/08 (domingo)
18h – comédia – As desventuras do Capitão Rabeca, com Damião e Cia de Teatro
19h30 – drama – Cardinal, com Bárbara L. Matias

Ficha Técnica do evento
1° Festival de Teatro Online em Tempo Real do Rio de Janeiro
Promotora do evento: Cia Banquete Cultural
Realização do Evento: De 1º a 31 de agosto de 2020
Zoom: 1ª a 15 de agosto
YouTube: 16 a 30 de agosto
Premiação: 31 de agosto de 2020

Centros de arte e cultura são preparados para reabertura em São Paulo

O Grupo Bureau Veritas, líder mundial em Teste, Inspeção e Certificação (TIC), está preparando alguns dos principais equipamentos culturais de São Paulo para a retomada das atividades, quando autorizadas. A Fundação Osesp, que integra a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo e a Sala São Paulo, e o Teatro Alfa estão em processo de certificação dos protocolos de limpeza e higiene contra a propagação da covid-19. O selo Safeguard certifica que os centros de arte e cultura adotaram todas as medidas preventivas específicas para o segmento cultural e necessárias para reabrir suas portas com segurança.

“O setor artístico é, naturalmente, aglutinador de pessoas, por isso exige muitas adaptações para oferecer segurança para profissionais e público nesses tempos de pandemia. Os espaços também costumam integrar cafés, lojas e ambientes conexos que exigem igualmente cuidados preventivos”, analisa José Cunha, diretor de Certificação do Bureau Veritas. “Desenvolvemos o Safeguard com base nas orientações sanitárias da OMS, adaptando para cada setor de atividade e para as especificidades culturais de cada local. O Brasil é um país com forte interatividade entre artistas e plateias, assim como já temos o hábito da compra de ingressos pela internet, todas essas características precisam ser avaliadas na hora de definir as recomendações sanitárias”, exemplifica.

“Contar com a consultoria e o processo de certificação Safeguard do Bureau Veritas, para o Protocolo de Segurança Sanitária da Fundação Osesp, é uma afirmação do nosso compromisso com a saúde e a segurança de nossos funcionários e de todo o público que frequenta a Sala São Paulo”, afirma Marcelo Lopes, diretor executivo da Fundação Osesp.

“O Teatro Alfa construiu, ao longo dos seus 22 anos de existência, uma relação muito próxima com o público adulto e infantil, companhias e artistas nacionais e internacionais, técnicos, promotores de eventos e prestadores de serviços que atuam nas artes cênicas. Estar bem preparado para receber adequadamente estas pessoas na reabertura do teatro nos levou a procurar o Bureau Veritas para orientar e certificar se as medidas adequadas estão implantadas. O fato de ser uma certificadora reconhecida internacionalmente contribui para dar segurança e conforto não só para a realização das atrações nacionais como internacionais”, diz Elizabeth Machado, superintendente do Teatro Alfa.

O Safeguard avalia medidas de distanciamento social, como assentos vazios entre os ocupados por pessoas que não estão no mesmo grupo e marcações de piso para orientação de onde as pessoas devem ficar para evitar aglomeração em áreas comuns, por exemplo. Intensificação das medidas de higiene para equipes internas, além da limpeza e desinfecção do espaço físico formam outra frente de verificação. Reforço da ventilação natural sempre que possível e manutenção do ar condicionado em períodos menores para garantir a renovação e qualidade do ar também são considerados. Para os clientes que não compraram ingresso antecipadamente ou estão consumindo nas lojas e cafés, é recomendado o pagamento por sistemas contacless para evitar contato com maquininhas de cartão ou manuseio de dinheiro.

Os equipamentos culturais certificados devem expor o selo Safeguard para que os clientes possam verificar, através do QR Code, a validade da certificação e acessar o canal para denúncias do Bureau Veritas no caso de identificação de alguma irregularidade.

Peça ‘Ata-me as Mãos aos Pés da Cela’ é encenada online

Para comemorar 7 anos, a Companhia Banquete Cultural apresenta nos dias 11, 18 e 25 de julho, das 19h às 20h10, pelo canal no YouTube, o primeiro espetáculo online em tempo real. Trata-se da leitura dramatizada de ‘Ata-me as mãos aos pés da cela’.

Com autoria e direção de Jean Mendonça, o espetáculo, inédito, tem no elenco Rose Abdallah, Beth Grandi e Elton Lellis, supervisão de Silvana Stein, produção e fotografia de Marcia Otto e direção de arte de Alexandra Arakawa. Jean sustenta que  ‘Ata-me as mãos aos pés da cela’ é um experimento teatral online do mito de Medeia, encenado em tempo real.

Tudo se passa através de imagens e sons captados pelos notebooks e celulares das duas protagonistas e do ator. O espetáculo é livremente inspirado nas “Medeias” de Eurípedes e Heiner Müller, no romance “As leis da gravidade” de Jean Teulé, e nos poemas, ensaios, escritos e entrevistas de Adélia Prado e Simone de Beauvoir.

Sinopse 

No tempo-futuro do presente, Medeia adverte sobre sua real identidade e justifica suas ações do passado. No tempo-presente, há uma pandemia lá fora. Medeia realiza uma vídeo-chamada para Delegada. Entre delírios e lembranças, está prestes a fazer uma confissão. A Delegada, mais preocupada com o que se passa em sua delegacia, esforça-se para compreender os relatos de Medeia. Para assistir a leitura dramatizada, acesse o canal da Cia Banquete Cultural, no YouTube, todos os sábados de julho, a partir das 19h. Nesta temporada online, será exibida a gravação da leitura dramatizada, vídeos e áudios do espetáculo, feitos em tempo real com elenco e técnicos, cada um em seu espaço físico, distante um do outro, conectados apenas virtualmente.

https://www.youtube.com/watch?v=e67LOa3tIFg

Serviço

Ata-me as mãos aos pés da cela 
Apresentação:  11, 18 e 25 de julho, sábados, 19h 
Local: Youtube – canal da Cia Banquete Cultural

Morre ator Leonardo Villar, de ‘O Pagador de Promessas’

O ator Leonardo Villar morreu ontem (3), em São Paulo, aos 96 anos, vítima de uma parada cardíaca. Nascido em Piracicaba, em 25 de julho de 1924, Villar ficou internacionalmente conhecido após interpretar a personagem Zé do Burro em O Pagador de Promessas, de 1962 – filme de Anselmo Duarte, vencedor da Palma de Ouro do festival de Cannes, na França.

Foto mostra Leonardo Villar durante gravação de novela na TV Globo (Renato Rocha Miranda/TV Globo/via G1)

Villar trabalhou também em filmes como Procura-se uma Rosa; Lampião, o Rei do Cangaço; e Samba. Na TV, participou de dezenas de novelas, entre elas Pé na Jaca, Passione, Ossos do Barão, Estúpido Cupido, O Fiel e a Pedra, Marquesa de Santos, Barriga de Aluguel, e Amazônia.

No teatro, Villar teve passagem marcante no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), com participações em peças como Pedreira das Almas e Um Panorama Visto da Ponte.

Por Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil