Terra treme na região de São Roque, no interior de SP

São Roque, interior de São Paulo (Reprodução)

Um tremor de magnitude 2 atingiu a cidade de São Roque, no interior de São Paulo, por volta das 23h55 de ontem (17). A confirmação foi feita hoje (18) pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP) e também pelo Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB). Moradores da região relataram nas redes sociais terem sentido o tremor.

O epicentro, segundo o Centro de Sismologia, se localizou a 6 quilômetros (km) do centro de São Roque, a 9 km da cidade de Mairinque, a 10 km de Vargem Grande e a 12 km de Ibiúna. O Centro de Sismologia informou que tremores muito pequenos são relativamente comuns no Brasil e podem ocorrer em qualquer lugar. 

“Normalmente [esses tremores] não trazem nenhum perigo a não ser um pouco de susto à população”, informa o órgão. “Não é possível saber a natureza ou a causa destes pequenos abalos. Normalmente são causados por pressões geológicas naturais presentes na crosta terrestre”.

O último sismo registrado anteriormente na região ocorreu no dia 16 de março de 2016, na cidade de Mairinque, com magnitude de 2.2.

Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil 

Estação espacial recebe espaçonave japonesa

Por NHK

(Nasa/via Fotos Públicas)

Uma espaçonave não tripulada do Japão foi acoplada à Estação Espacial Internacional. A Kounotori 8 foi lançada do Centro Espacial de Tanegashima, na província de Kagoshima, no Japão, no último dia 25.

Após se aproximar da estação espacial na órbita terrestre, em uma altitude de aproximadamente 400 quilômetros, a espaçonave cargueira foi acoplada com a ajuda de um braço robótico operado por um astronauta. A acoplagem aconteceu pouco após às 3h da manhã deste domingo (29), horário de Tóquio.

Durante a operação, 40 funcionários estavam na sala de controle da Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (Jaxa, na sigla em inglês) em Tsukuba, cidade na província de Ibaraki.

A equipe japonesa repassou para a Nasa, a agência aeroespacial americana, dados sobre a Kounotori 8 e celebrou quando a aeronave foi capturada pelo braço robótico.

A Kounotori 8 tem dez metros de comprimento e 4,4 metros de diâmetro. Ela transportou para a estação espacial aproximadamente 5,3 toneladas de equipamentos e mantimentos, entre eles água e comida para astronautas, baterias e satélites desenvolvidos por universidades.

Chefe da ONU diz que se recusa a ser cúmplice de destruição da Terra

Por ONU News

(Joyce N. Boghosian/Casa Branca/via Fotos Públicas)

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, abriu nesta segunda-feira (23) o Encontro de Cúpula sobre Ação Climática, em Nova York, destacando que o “tempo está a acabar, mas ainda não é tarde demais” para promover mudanças que levem à sustentabilidade.

O encontro reúne mais de 80 líderes internacionais de governos, setor privado e da sociedade civil. Para Guterres, não há mais tempo para conversas, mas sim para ação.

Ele lembrou de desastres naturais recentes e afirmou que “a natureza está respondendo com fúria.” E citou sua visita às Bahamas, este mês, quando viu de perto os estragos do furacão Dorian. O chefe da ONU também lembrou de Moçambique, atingido por dois ciclones no início do ano.

Jovens engajados

Ao falar da Cúpula da Juventude sobre o Clima, realizada no sábado (21), Guterres disse que “os jovens estão oferecendo soluções e cobrando prestação de contas e ação urgentes”. Ele afirmou que a sua geração “falhou com a responsabilidade de proteger o planeta” e que isso deve mudar. Segundo ele, a mudança climática é causada pelas pessoas, e as soluções devem vir delas.

O chefe da ONU citou algumas ferramentas necessárias para este combate, dizendo que existem tecnologias que podem substituir mais de 70% das emissões atuais. O mundo conta com mapas para essa ação, como a Agenda 2030 e o Acordo de Paris, disse.

Segundo os últimos dados do Painel Intergovernamental Sobre Mudanças Climáticas, se as temperaturas subirem mais de 1.5ºC, haverá danos graves e irreversíveis. E se nada for feito, as temperaturas devem subir 3°C até ao final do século.

Novo modelo

Guterres afirmou que não será “uma testemunha silenciosa do crime de condenar o presente e destruir o direito a um futuro sustentável.” E que para evitar esse cenário é necessário cortar as emissões de dióxido de carbono em 45% até 2030 e atingir a neutralidade de carbono até 2050.

O chefe da ONU afirma que é preciso “ligar a mudança climática a um novo modelo de desenvolvimento, uma globalização justa, com menos sofrimento, mais justiça e harmonia entre as pessoas e o planeta.”

Ele também disse que “tudo tem um custo, mas o maior custo é não fazer nada.” Para ele, “o mais caro é subsidiar uma indústria de combustíveis fósseis que está morrendo e construir mais centrais de carvão.”

O secretário-geral questionou se haveria “bom senso em dar trilhões do dinheiro de contribuintes para que a indústria de combustíveis fósseis fortaleça furacões, espalhe doenças tropicais e aumente conflitos”

Segundo ele, “é tempo de mudar os impostos dos salários para o carbono, e taxar poluição, não pessoas.” Ele acredita que é possível “fazer uma transformação política e dos mercados para um mercado verde, com melhores vidas, trabalhos, saúde, segurança alimentar, igualdade e crescimento sustentável.”

Guterres finalizou seu discurso dizendo que é sua obrigação e obrigação de todo o mundo, fazer tudo o que é possível para parar a mudança climática antes que ela pare a todos.

Greenpeace denuncia invasão de terras indígenas em Rondônia

Por Jonas Valente

(Arquivo/Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Uma comitiva formada por representantes de órgãos públicos do governo federal foi a Rondônia para averiguar denúncias de invasões das Terras Indígenas Karipuna e Uru Eu Wau Wau. Integrantes do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) e da Fundação Nacional do Índio (Funai) se deslocaram ao estado com uma agenda de reuniões abrangendo diversas autoridades locais, como o governo de Rondônia e a Ministério Público Federal que atua na região (PR-RO).

A viagem ocorreu após a titular do MMFDH, Damares Alves, ter se reunido com o governador do estado, Marcos Rocha, em Brasília. O objetivo foi analisar a situação de invasões nas terras dos dois povos indígenas e discutir formas de evitar conflitos. A atuação do governo federal foi solicitada também pelo Ministério Público Federal em Rondônia.

Denúncias

Segundo o Greenpeace Brasil, lideranças Karipuna vêm identificando um aumento de invasores em suas terras. No dia 20, dois indígenas da Aldeia Karipuna encontraram um grupo de 20 invasores em uma área conhecida como Piquiá quando iam se encontrar com representantes da Secretaria Especial de Saúde Indígena.

Em outubro do ano passado, o cacique André Karipuna foi à sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, e denunciou a ofensiva sobre as terras povo Karipuna de empresas e invasores. Ele solicitou providências do Poder Público frente ao quadro.

Ainda segundo o Greenpeace Brasil, desde 1998, quando foi homologada, a TI dos Karipuna já teve mais de 11 mil hectares destruídos, sendo 80% nos últimos três anos.

Tamoios tem risco de novos deslizamentos; interdição segue

Lama que desceu da encosta encobriu a rodovia (Twitter/Reprodução)

A Rodovia dos Tamoios, que liga São José dos Campos a Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo, pode sofrer novos deslizamentos de terra. Enquanto equipes trabalham para limpar a rodovia, as pistas seguem interditadas nos dois sentidos. 



A rodovia está interditada desde a noite de quarta-feira (7) quando houve escorregamento de terra. Nesta sexta-feira (9), o tempo segue encoberto, segundo a concessionária que administra o trecho, e há previsão de mais chuva.

https://twitter.com/Tamoios099/status/1060865621863337984