Polícia Federal prende suspeito de planejar ataques terroristas

A Polícia Federal informou que prendeu na manhã de hoje (2), em Maringá (PR), um homem suspeito de planejar ataques terroristas. O suspeito foi detido após a PF deflagrar a Operação Trastejo, que investiga possíveis atos preparatórios de terrorismo. Também foram apreendidos uma espingarda calibre 32 e muitos simulacros de arma.

De acordo com a PF, as investigações apontam para o recrutamento e radicalização por meio virtual de um jovem, que passou a assumir uma visão religiosa extremista e violenta, com potencial para provocar atos definidos em lei como terrorismo.

A PF disse ainda que o indivíduo vinha mantendo contato direto com radicais islâmicos no exterior, manifestando intenção de viajar para outros países, como o Iraque, e incorporar-se a organizações terroristas.

“A investigação constatou que o preso possui treinamento para o manuseio e emprego de armas, além de motivação (radicalismo religioso) e meios (armas e munições), podendo a qualquer momento ou oportunidade fechar o ciclo para a consumação de ato terrorista”, informou a polícia.

Segundo a PF, o preso possui extenso histórico de registros criminais, incluindo posse de entorpecente, ação penal pela prática do crime de homicídio qualificado e condenação por posse irregular de arma de fogo e outra por tentativa de roubo.

A polícia disse ainda o investigado chegou a circular vídeos em grupos na internet, em que exibia, encapuzado, armas, munição, rádio comunicador, cédulas de dólares americanos, dentre outros itens, proferindo conteúdo extremista e manifestando desejo de executar mortes de inocentes em uma ação suicida.

A PF disse que o suspeito foi detido com base na previsão da Lei de Enfrentamento ao Terrorismo sobre a prática de atos preparatórios ao terrorismo com o propósito inequívoco de consumar tal delito. As penas previstas na lei chegam a 30 anos de reclusão.

A Operação Trastejo é uma referência a um defeito no braço do instrumento de corda que provoca problemas na emissão do som. O nome foi dado devido ao investigado se apresentar nas redes sociais como professor de música.

 Por Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil

Ruas desertas, 4 mortos: Áustria caça suspeitos de atentado

(Reprodução)

Com Viena praticamente sitiada, a Áustria faz uma verdadeira caçada a potenciais terroristas nesta terça-feira (03/11), um dia depois de um atentado ter deixado pelo menos quatro mortos e vários feridos em estado grave na capital.

Até agora, sabe-se que esteve envolvido no ataque um jovem de 20 anos, cidadão austríaco e da República da Macedônia do Norte, que já fora condenado por ligação com uma organização terrorista. Ele foi morto pela polícia ainda na terça, em troca de tiros.

Só na manhã desta terça, mais de 15 casas foram alvo de batidas policiais e, segundo as primeiras informações, várias pessoas potencialmente ligadas ao terrorista foram detidas.

“Nós nunca vamos permitir que esse ódio ganhe terreno”, afirmou o chanceler federal (premiê), Sebastian Kurz, em discurso em rede nacional nesta terça. “Este não é um conflito entre cristãos e muçulmanos, nem entre austríacos e imigrantes. Nosso inimigo, o terrorismo islâmico, não quer apenas causar morte e dor, mas também dividir nossa sociedade.” A Áustria, completou o chefe de governo, vai defender sua democracia, direitos básicos e estilo de vida liberal.

O ataque aconteceu na noite de segunda-feira, dia de bares e restaurantes cheios, com as pessoas aproveitando a última noite antes de o país entrar num lockdown parcial devido à segunda onda da pandemia de coronavírus.

Pelo menos um atirador abriu fogo contra passantes, e atingiu dezenas de pessoas em seis locais diferentes. Quatro mortes foram até agora confirmadas – dois homens e duas mulheres. Entre os feridos, sete estão em estado grave num hospital de Viena.

“Fomos vítimas de um ataque terrorista desprezível”, afirmou Kurz, ainda na noite do atentado.

O chanceler disse serem desconhecidos os motivos exatos dos ataques, mas uma motivação “antissemita” não pode ser descartada – “pelo lugar onde o ataque começou”, perto de uma sinagoga. 

Supostas imagens do ataque, não certificadas pelas autoridades, foram publicadas nas mídias sociais. Elas mostram um atirador andando pelas ruas, aparentemente disparando a esmo, e ferindo várias pessoas. Não está claro se o atirador era o mesmo indivíduo em cada vídeo.

Depois do ataque inicial na rua onde fica uma sinagoga, o terrorista – ou os terroristas – deslocou-se pelo centro da cidade e disparou contra passantes nos calçadões. As pessoas se refugiaram dentro de bares, lojas e restaurantes.

As autoridades ainda tentam determinar se há terroristas em fuga. Os moradores de Viena foram instados a permanecer em casa, e as crianças foram liberadas das aulas. Cerca de mil policiais patrulhavam as ruas praticamente desertas de Viena na manhã desta terça-feira.

Em 1981, duas pessoas foram mortas e 18 feridas durante um ataque cometido por dois palestinos na mesma sinagoga nos arredores da qual o ataque de segunda-feira aconteceu.

Nos últimos anos, a Áustria vinha sendo poupada do tipo de ataques em grande escala vistos em Paris, Berlim e Londres.

RPR/dpa/ots

Por Deutsche Welle

Brasileira é uma das vítimas do atentado na França

Simone Barreto Silva trabalhava como cuidadora de idosos na França
(Lavage de la Madeleine/via RFI)

Uma brasileira está entre as três vítimas do atentado com faca ocorrido na cidade francesa de Nice nesta quinta-feira (29/10), segundo confirmou o Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

Em comunicado, o Itamaraty afirmou que a cidadã brasileira tinha 40 anos, era mãe de três filhos e residia na França, mas não revelou seu nome.

Já a emissora pública francesa RFI, citando o Consulado Geral do Brasil em Paris, disse que a vítima era Simone Barreto Silva, de 44 anos, nascida em Salvador. Ela morava há 30 anos na França, tinha nacionalidade francesa e trabalhava como cuidadora de idosos, disse o veículo.

A brasileira foi gravemente ferida pelo autor do ataque dentro da Basílica Notre-Dame, a maior de Nice, e morreu num café nas imediações, onde ela havia se refugiado.

Em entrevista à TV France Info, um dos proprietários do estabelecimento afirmou que esteve em contato com Simone durante sua última hora e meia de vida.

“Ela atravessou a rua, toda ensanguentada, e meu irmão e um dos nossos funcionários a recuperaram, a colocaram no interior do restaurante, sem entender nada, e ela dizia que havia um homem armado dentro da igreja”, contou Brahim Jelloule, que é muçulmano.

Segundo ele, o irmão e o funcionário chegaram a entrar na basílica, mas foram ameaçados pelo autor do atentado e fugiram do local. Foram eles que chamaram a polícia, informou a RFI.

No comunicado, o Ministério das Relações Exteriores afirma que “o presidente Jair Bolsonaro, em nome de toda a nação brasileira, apresenta as suas profundas condolências aos familiares e amigos da cidadã assassinada em Nice, bem como aos das demais vítimas, e estende sua solidariedade ao povo e governo franceses”. 

“O Brasil expressa o seu firme repúdio a toda e qualquer forma de terrorismo, independentemente de sua motivação, e reafirma o seu compromisso de trabalhar no combate e erradicação desse flagelo, assim como em favor da liberdade de expressão e da liberdade religiosa em todo o mundo”, completa a nota.

A pasta disse ainda que, através de seu consulado em Paris, está prestando assistência consular à família da cidadã brasileira vítima do ataque em Nice.

O atentado em Nice

O atentado ocorreu por volta das 9h da manhã (horário local), e acabou com três mortos. Além de Simone, um homem de 55 anos e uma mulher de 60 anos foram assassinados dentro da basílica, sendo que a vítima do sexo feminino foi degolada pelo agressor.

O autor, que teria gritado “Allahu Akbar” (Deus é grande, em árabe) ao perpetrar o ataque, foi ferido a tiros pela polícia e levado a um hospital. O promotor antiterrorismo da França, Jean-François Ricard, disse que o suspeito é um cidadão tunisiano nascido em 1999.

Ele chegou à ilha italiana de Lampedusa, ponto de entrada para migrantes que cruzam em barcos a partir do norte da África, em 20 de setembro, e viajou para Paris em 9 de outubro. O promotor não especificou quando o agressor chegou a Nice. O tunisiano não estava no radar das agências de inteligência como uma ameaça potencial.

Câmeras de vídeo gravaram o homem entrando na estação de trem de Nice às 6h47, onde ele trocou os sapatos e virou o casaco do avesso, antes de se dirigir à igreja, a cerca de 400 metros de distância. Ele chegou à basílica por volta das 8h30.

Ricard afirmou que o agressor carregava uma cópia do Alcorão, livro sagrado do Islã, e dois telefones. Uma faca com lâmina de 17 centímetros usada no ataque foi encontrada perto dele, junto com uma bolsa contendo outras duas facas não utilizadas no atentado.

Ataques na França

O ataque, o terceiro no país em apenas um mês, ocorre num momento em que a França está em alerta para atos terroristas em meio a tensões envolvendo caricaturas do profeta Maomé.

Em 16 de outubro, o professor de história Samuel Paty foi decapitado por um extremista islâmico nas proximidades de Paris, após ter exibido caricaturas do profeta em sala de aula, durante uma discussão sobre liberdade de expressão.

Em uma cerimônia de homenagem ao professor, Macron defendeu a liberdade de expressão e o direito de divulgar caricaturas no país, incluindo de Maomé, e acabou virando alvo de uma onda de indignação no mundo muçulmano, onde têm se multiplicado os apelos ao boicote de produtos franceses e os protestos.

Já em 25 de setembro passado, duas pessoas foram esfaqueadas perto do local onde ficava a antiga sede do jornal satírico Charlie Hebdo, em Paris. O autor do atentado disse que não conseguiu suportar a nova publicação de caricaturas de Maomé pelo jornal, que em janeiro de 2015 fora alvo de um atentado por causa da publicação dessas caricaturas. Na ocasião, dois extremistas islâmicos mataram 12 pessoas.

Nice, por sua vez, foi alvo de um massacre em 2016 que deixou 86 mortos na Promenade des Anglais, a avenida beira-mar da cidade, no dia 14 de julho, a data nacional francesa. Um tunisiano de 31 anos avançou com um caminhão sobre a multidão reunida no local.

EK/ap/lusa/ots

Por Deutsche Welle

Mulher tem pescoço cortado dentro de igreja em atentado na França

Ao menos três pessoas morreram, incluindo uma mulher que foi degolada, num ataque com faca numa igreja na cidade de Nice, no sul da França, nesta quinta-feira (29/10), de acordo com a polícia local. O agressor foi ferido a tiros pela polícia e levado a um hospital.

Um homem e uma mulher foram mortos dentro da Basílica Notre-Dame, e uma terceira pessoa, uma mulher, foi gravemente ferida e morreu num café nas imediações, onde ela havia se refugiado, segundo policiais. O atentado ocorreu por volta das 9h (horário local).

Procuradores antiterrorismo abriram uma investigação de assassinato relacionada com uma ação terrorista. O motivo do atentado ainda não foi esclarecido, mas ele ocorreu num momento em que a França está em alerta elevado para atos terroristas em meio a tensões envolvendo caricaturas do profeta Maomé.

O prefeito de Nice, Christian Estrosi, disse a jornalistas no local do ocorrido que o agressor ficou repetindo as palavras Allah Akbar (Deus é o maior, em árabe) e foi “neutralizado com tiros” pela polícia. Ferido, ele foi medicado ainda no local e depois levado a um hospital, disse a polícia.

Estrosi comparou o ataque com o recentemente cometido contra o professor Samuel Paty, que foi decapitado por um islamista nas proximidades de Paris por ter exibido caricaturas do profeta Maomé em sala de aula.

O homem morto é o sacristão da igreja, disse o prefeito. A informação foi mais tarde confirmada por um cônego, que acrescentou que a vítima tinha cerca de 45 anos.

Um investigador também disse que o agressor gritou Allah Akbar durante o atentado e acrescentou que se trata de um homem que teria se identificado como Brahim e que disse ter 25 anos. O jornal local Nice-Matin informou que o agressor se chama Brahim A., tem 21 anos e era desconhecido da polícia.

O Palácio do Eliseu anunciou que o presidente Emmanuel Macron vai se deslocar até Nice ainda nesta quinta-feira.

“Só posso condenar com veemência a covardia desse gesto contra pessoas inocentes”, afirmou o delegado-geral do Conselho Francês do Culto Muçulmano, Abdallah Zekri.

A Basílica Notre-Dame fica na avenida Jean Médecin, a rua comercial mais movimentada da cidade do sul da França.

Em 2016, um atentado terrorista deixou 86 mortos na Promenade des Anglais, a avenida beira-mar de Nice, no dia 14 de julho, a data nacional francesa. Um tunisiano de 31 anos, Mohamed Lahouaiej-Bouhlel, avançou com um caminhão sobre a multidão reunida no local.

Ataques em Avignon e na Arábia Saudita

Poucas horas depois do atentado em Nice, um homem armado foi morto pela polícia em Avignon depois de ter ameaçado transeuntes e se recusado a largar a arma curta que portava. As primeiras informações da polícia são de que a ação não tem “caráter islamista”, mas todas as opções estão sendo investigadas.

Em Jidá, na Arábia Saudita, um homem armado com uma faca atacou um vigia do consulado francês. A embaixada da França em Riad comunicou que o agressor foi detido pela polícia.

LFR/AS/afp/ots

Por Deutsche Welle

Bolsonaro diz que manifestantes contrários são “terroristas”

O presidente Jair Bolsonaro criticou os manifestantes autodenominados antifascistas durante sua live semanal desta quinta-feira (4), transmitida pelas redes sociais. “Na verdade, são terroristas. Lamentamos não conseguir tipificar como terrorismo suas ações no passado”, disse o presidente, fazendo referência à Lei Antiterrorismo (13.260), aprovada em 2016.

(Rede social/Reprodução)

No último domingo (31), manifestantes contrários ao governo protestaram na Avenida Paulista, em São Paulo. Após confusão com um grupo de apoiadores do presidente, que também estava no local, a Polícia Militar interveio. No mesmo dia, ocorreram mobilizações semelhantes no Rio de Janeiro e, na última terça-feira (2), também houve um ato em Curitiba. 

O assessor para Assuntos Internacionais da Presidência, Filipe Martins, também participou da live ao lado do presidente. Segundo ele, os manifestantes do último domingo, e que já marcaram novas mobilizações para o fim de semana, são comparáveis aos chamados black blocs, que ficaram nacionalmente conhecidos por promoverem uma tática de protesto que incluía depredação de patrimônio, durante a jornada de mobilizações populares em junho de 2013.

“Todo brasileiro conheceu ali em 2013 os black blocs, que foram responsáveis por uma grande arruaça, quebraram tudo, vandalismo, agressão e até mesmo a morte de um cinegrafista, o Santiago [Andrade], da Bandeirantes”, afirmou Martins. O assessor do presidente ainda argumentou que o governo Bolsonaro defende liberdades e menos Estado e que, por isso, não poderia ser considerado fascista.

Ainda durante a live, Bolsonaro voltou a pedir que seus apoiadores, que têm feito manifestações a favor do governo quase todos os finais de semana, não voltem às ruas neste domingo (7), para evitar conflito com os manifestantes contrários.

“Domingo agora, esse pessoal está marcando um movimento. Eu peço a todos aqueles que nos seguem, nos acompanham, que não participem desse movimento, fiquem em casa, vão pra outro lugar qualquer, e deixem eles mostrarem o que é democracia para eles. Eu não estou torcendo para ter quebra-quebra não, mas a história nos diz que esses marginais, de preto, que vão com soco inglês, punhal, barra de ferro, coquetel molotov, geralmente eles apedrejam, queimam bancos, queimam estações de trem e outras coisas mais. […] Um bando de marginais, muitos ali são viciados, muitos têm costumes os mais variados possíveis que não condizem com a maioria da sociedade brasileira. Eles querem tumulto, querem confronto”, afirmou o presidente.

Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil 

Polícia confirma mortes em atentado na Ponte de Londres

Por RTP



Na sequência de um atentado na Ponte de Londres, a polícia confirmou ter abatido o suspeito e que duas das vítimas de esfaqueamento morreram. Segundo a polícia, há vários feridos, alguns em estado grave.

Em entrevista coletiva, a polícia disse que todas as possibilidades estão em aberto e desaconselhou quaisquer especulações sobre a natureza do incidente. As autoridades recomendaram que as pessoas evitem circular nas imediações da Ponte de Londres.

A Scotland Yard tinha informado, no início da tarde que a polícia foi chamada por causa de um esfaqueamento ocorrido na Ponte de Londres um pouco antes das 2h da tarde desta sexta-feira (29). A emergência médica de Londres confirmou a ocorrência de um incidente grave e informou ter enviado várias equipes para o local.

Sem ter ainda provas ou certezas sobre a natureza do incidente, a polícia está, por precaução, a considerá-lo como sendo relacionado com o terrorismo.

A Ponte de Londres foi fechada ao trânsito, e a polícia retirou as pessoas que lá estavam.

O secretário do Interior, Priti Patel, e primeiro-ministro Boris Johnson manifestaram-se nas redes sociais. Patel declarou-se “muito preocupado”com o incidente e solidário com as pessoas afetadas.
Johnson destacou a “imediata resposta” da polícia e da emergência médica, e afirmou que está sendo informado sobre a evolução dos acontecimentos.

Esfaqueamento em Haia

Várias pessoas foram esfaqueadas nesta tarde em uma rua comercial de Haia, na Holanda.

A polícia local confirma vários feridos e informa que os serviços de emergência estão no local do incidente.

Segundo a polícia, o atacante, que fugiu, é um homem que aparenta idade entre 45 e os 50 anos e vestia roupas esportivas de cor cinza.

Suspeito de ligação com Al-Qaeda entrou no Brasil

Por André Richter

Mohamed Ahmed Elsayed Ahmed Ibrahim em foto divulgada pelo FBI (FBI/Reprodução)

O Federal Bureau of Investigation (FBI, polícia federal norte-americana) está a procura, no Brasil, de um egípcio suspeito de ter atuado para o grupo terrorista Al-Qaeda. O governo brasileiro informou que está aberto para cooperar com as autoridades dos Estados Unidos na busca por Mohamed Ahmed Elsayed Ahmed Ibrahim.

Em nota conjunta, os ministérios das Relações Exteriores e da Justiça e Segurança Pública confirmaram que o egípcio entrou no Brasil em 2018 e obteve autorização de residência. Segundo o governo brasileiro, ele está em situação migratória regular. “O governo brasileiro está aberto a cooperar com as autoridades norte-americanas no que for solicitado, nos termos de nossa legislação, e está acompanhando o caso”, diz a nota.

Por meio de uma mensagem divulgada no Twitter, o FBI diz que Ahmed Ibrahim deve ser considerado “armado e perigoso”. Segundo o órgão de investigação norte-americano, ele é procurado para interrogatório sobre suposta atuação como “agente facilitador de ataques contra os Estados Unidos”.

Terroristas do Sri Lanka são de família rica e boa educação

Alto nível educacional, membros de famílias abastadas de classe média ou média alta e, consequentemente, com recursos financeiros próprios – este é o perfil dos nove terroristas suicidas que executaram os atentados no Domingo de Páscoa em hotéis de luxo e três igrejas católicas do Sri Lanka, que deixaram pelo menos menos 359 mortos e mais de 500 feridos.

Com o andamento das investigações, começaram a surgir detalhes sobre os terroristas. A reivindicação da organização Estado Islâmico (EI) pela responsabilidade dos atentados é levada a sério pelos investigadores. Caso essa conexão seja confirmada, os ataques no Sri Lanka serão os mais letais já vinculados ao grupo extremista.

Por meio de sua agência de notícias, a organização jihadista divulgou um vídeo em que mostra oito homens – todos, exceto um, com rostos cobertos – sob uma bandeira negra do Estado Islâmico, declarando lealdade a seu líder, Abu Bakr al-Baghdadi. O único homem no vídeo com o rosto descoberto era Mohamed Zahran, um pregador do Sri Lanka conhecido por suas visões extremistas.

O vice-ministro da Defesa do Sri Lanka, Ruwan Wijewardene, afirmou que, no total, foram nove terroristas suicidas – oito foram identificados, entre eles uma mulher.

“A maioria dos terroristas é bem educada, vem de famílias economicamente fortes. Alguns deles foram estudar no exterior”, disse Wijewardene. “Vários viajaram ao exterior e mantiveram contatos com o exterior. Temos conhecimento de que um deles foi estudar Direito no Reino Unido e concluiu o estudo universitário na Austrália. Parceiros estrangeiros, incluindo o Reino Unido, estão nos ajudando nessas investigações.”

Funcionários da inteligência cingalesa e o primeiro-ministro do país, Ranil Wickremesinghe, afirmaram acreditar que Zahran, um pregador de língua tâmil do leste do Sri Lanka, pode ter sido o idealizador dos atentados.

O interesse tem sido focado, especialmente, na família de um rico comerciante do setor de especiarias. Dois de seus filhos, ambos com menos de 30 anos, detonaram as mochilas que carregavam na fila para o café da manhã de dois hotéis de luxo no centro de Colombo, a principal cidade do país. Os dois eram membros-chave do grupo radical islâmico NTJ, que o governo já culpou por desfigurar estátuas budistas.

O endereço que um dele deixou quando se registrou como hóspede no hotel levou os agentes policiais ao seu domicílio. Quando as forças de segurança se preparavam para entrar ocorreu uma detonação – a esposa de um dos irmãos detonou os explosivos instalados na casa. Ele e seus dois filhos morreram, segundo fontes policiais.

Aparentemente, os dois irmãos influenciaram outros membros da família. Vários deles, incluindo o pai, estão entre os quase 60 detidos, divulgou Wijewardene.

As autoridades também divulgaram imagens de câmeras de vigilância que mostram um jovem magro, de barba, carregando uma mochila grande e visivelmente pesada, próximo da paróquia de São Sebastião, em Negombo, nos arredores de Colombo.

As imagens mostram o homem atravessando uma praça e, num aparente ato de reflexo, acaricia a cabeça de uma garota que atravessou seu caminho, acompanhada por seu pai. Em seguida, o vídeo mostra o homem com a mochila entrando na igreja, na qual houve mais de 110 mortos.  

O governo suspeita que dois grupos islâmicos do Sri Lanka – o National Thowfeek Jamaath (NTJ), do qual se acredita que Zahran fosse membro, e o Jammiyathul Millathu Ibrahim (JMI) – foram responsáveis, com ajuda externa. 

O governo cingalês e dos EUA afirmaram que a escala e a sofisticação dos atentados coordenados sugerem o envolvimento de uma organização internacional como o EI. Uma equipe do FBI (a polícia federal americana) está no Sri Lanka. O Reino Unido, a Austrália e os Emirados Árabes Unidos também ofereceram ajuda de inteligência.

Os atentados abalaram a relativa calmaria que imperava no país, de maioria budista, desde o fim, há dez anos, de uma longa guerra civil contra os separatistas Tigres de Tâmil, em sua maioria hindus, e aumentou os temores de um retorno à violência sectária.

Os 22 milhões de habitantes do Sri Lanka incluem as minorias cristã, muçulmana e hindu. Até agora, os cristãos haviam conseguido evitar conflitos na ilha e as tensões entre as comunidades.

*Com informações da Deutsche Welle (agência pública da Alemanha)

No dia de Páscoa, igrejas e hotéis são atacados no Sri Lank

Número de feridos passa de 500 (Twitter/Reprodução)

Uma série de explosões simultâneas em três igrejas e três hotéis de luxo no Sri Lanka provocou a morte de mais de 150 pessoas neste domingo (21). Entre os mortos, há pelo menos 35 estrangeiros, segundo balanços iniciais. Cerca de 500 pessoas ficaram feridas.

Segundo as autoridades do Sri Lanka, os primeiros seis ataques ocorreram por volta das 8h45 (horário local, 2h30 em Brasília). No momento das explosões, os templos católicos estavam celebrando o Domingo da Ressureição, uma das datas mais importantes do calendário cristão.

A capital, Colombo, foi alvo de pelo menos quatro explosões: em três hotéis de luxo e uma igreja. As outras duas igrejas atingidas ficam em Negombo, no oeste do país (região que abriga uma grande população católica); e em Batticaloa, no leste.

Poucas horas depois das seis explosões simultâneas iniciais, foram registrados mais dois atentados. Uma explosão atingiu um pequeno hotel em Dehiwala, um subúrbio de Colombo. Uma oitava explosão foi registrada em Dematagoda, outro subúrbio da capital, e atingiu uma residência.  

Sete pessoas foram presas por suspeita de participação nos ataques. A rede BBC informou que o governo disse que a maioria das explosões foi provocada por terroristas suicidas.

Nenhum grupo reivindicou a autoria das ações até o momento. Em resposta aos ataques, o governo impôs toque de recolher em toda a ilha, com início às 18h (horário local) até as 6h do dia seguinte. O governo determinou ainda um bloqueio temporário às redes sociais para impedir a difusão “de informações incorretas”. 



“O governo decidiu bloquear todas as plataformas de redes sociais para evitar a disseminação de informações incorretas e falsas. Essa é apenas uma medida temporária”, afirmou a Presidência do país em comunicado. 

Segundo as autoridades, pelo menos 45 pessoas morreram em Colombo, 67 em Negombo, 25 em Batticaloa e 2 em Dehiwala.

O presidente do Sri Lanka, Maithripala Sirisena, pediu calma ao país após a série de atentados.

“Por favor, fiquem calmos e não sejam enganados por rumores”, declarou Sirisena em mensagem à nação. O presidente, que se mostrou “em ‘choque’ e triste com o que ocorreu”, esclareceu que “as investigações estão em curso para descobrir que tipo de conspiração está por trás desses atos cruéis”.

*Com informações da Deutsche Welle (agência pública da Alemanha)

Holanda confirma 3 mortos e 9 feridos em ataque em bonde

Suspeito foi gravado dentro do transporte público (Polícia Utrecht/Reprodução)

A polícia da cidade de Utrecht, na Holanda, confirmou, por enquanto, que o tiroteio hoje (18) em um bonde elétrico deixou três mortos e nove feridos. Os policiais procuram o turco Gökman Tanis, de 37 anos, apontado como principal autor dos disparos.

Por meio do Twitter, a polícia divulgou a imagem do suspeito e pede para que as pessoas, caso o vejam, fiquem longe dele. Há um telefone para contato (0800-6070).

O ataque ocorreu por volta das 10h45 (horário local). Policiais trabalham com a hipótese de motivação terrorista no tiroteio contra um bonde, na Praça 24 de Outubro.

A imprensa local informou que pelo menos uma pessoa morreu, o que ainda não foi confirmado pelas autoridades. Várias outras ficaram feridas pelos disparos feitos por um homem ainda não identificado.

Segundo testemunhas, o homem sacou uma arma e começou a disparar de forma aleatória. Depois fugiu, e seu paradeiro é desconhecido.

O governo da Holanda elevou o alerta de terrorismo ao nível máximo na província de Utrecht porque o atirador está foragido.