Laboratórios são orientados sobre detecção de variante do Coronavírus

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou hoje (1º) nota técnica com informações sobre o impacto da variante do novo coronavírus identificada no Reino Unido.

A nota recomenda que os laboratórios fiquem atentos às informações das instruções de uso de produtos existentes para a detecção de covid-19 e adotem medidas que favoreçam o diagnóstico, como a utilização de produtos voltados a diferentes alvos virais.

Ainda de acordo com o documento, a maioria dos ensaios moleculares do tipo PCR (reação de cadeia de polimerase) regularizados no Brasil utilizam mais de um alvo, o que reduziria o impacto ao diagnóstico.

A nota pode ser lida na íntegra no site da agência.

Consulta

A agência informou ainda que disponibiliza, desde abril de 2020, um painel para consulta da fila de produtos para diagnóstico in vitro para detecção da covid-19.

Nessa ferramenta, é possível encontrar informações sobre a quantidade de pedidos deferidos, indeferidos, em análise, aguardando o certificado de boas práticas de fabricação (CBPF), como informações específicas sobre os produtos.

A consulta aos alvos dos produtos regularizados nesta Anvisa também está disponível no portal da agência.

Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil

Brasil passa a exigir teste negativo de covid-19 para entrada no país

A partir de hoje (30), passageiros de voos internacionais que embarcarem para o Brasil precisarão apresentar um teste RT-PCR negativo ou não reagente para covid-19. O exame deve ter sido feito até 72 horas antes da viagem. A obrigatoriedade vale para todos os viajantes, brasileiros ou estrangeiros, independentemente de sua origem.

Crianças menores de 2 anos estão dispensadas da apresentação do teste, assim como crianças com idade entre 2 e 12 anos, desde que seus acompanhantes cumpram todas as exigências. Já crianças entre 2 e 12 anos viajando desacompanhadas são obrigadas a apresentar o exame, da mesma forma que os demais viajantes.

A medida está prevista na portaria nº 648/2020, publicada na semana passada, que e também trata da proibição, em caráter temporário, da entrada no Brasil de voos com origem ou passagem pelo Reino Unido e Irlanda do Norte. No último dia 17, o governo já havia determinado a exigência do exame na portaria nº 630/2020.

Declaração de Saúde do Viajante

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), brasileiros e estrangeiros que vierem do exterior por via aérea deverão preencher a Declaração de Saúde do Viajante (DSV) e apresentar o e-mail de comprovação de preenchimento para a companhia aérea.

O teste deverá ter sido realizado em laboratório reconhecido pela autoridade de saúde do país do embarque. Na hipótese de voo com conexões ou escalas em que o viajante permaneça em área restrita do aeroporto, o prazo de 72 horas será considerado em relação ao embarque no primeiro trecho da viagem.

As obrigações fixadas pela norma não valem para voos procedentes do exterior com paradas técnicas ou conexão no Brasil desde que não ocorra qualquer procedimento de desembarque seguido de imigração.

O descumprimento da exigência pode gerar responsabilização civil ou penal, deportação de volta ao país de origem ou a invalidação do pedido de refúgio, caso ele existe.

Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil

Testagem revela 16% dos alunos da rede municipal contaminados pela Covid-19

Pesquisa feita a partir da testagem de alunos da rede municipal de ensino de São Paulo indicou que 16,1% das crianças e adolescentes entre 4 e 14 anos foram infectados pelo novo coronavírus e contraíram a doença. O percentual é maior do que entre a população geral da capital paulista que, segundo o estudo divulgado na semana passada, tem 10,9% de pessoas que já foram contaminadas pelo vírus.

A pesquisa divulgada hoje (18) pela prefeitura foi realizada a partir de exames para indicar a presença de anticorpos em 6 mil dos 676 mil estudantes da rede de ensino municipal. Os jovens foram divididos em três grupos por faixa de idade: de 4 a 5 anos; de 6 a 10 anos; de 11 a 14 anos. O percentual dos que tiveram contato com o vírus variou de 16,5%, entre os mais jovens, a 15,4%, para os mais velhos.

A pesquisa também mostrou que os alunos negros foram significativamente mais contaminados, com um percentual de 17,8% de crianças e adolescentes pretos e pardos que tiveram o vírus. Entre os estudantes brancos, o índice ficou em 13,7%.

Assintomáticos

Cerca de dois terços (64,4%) dos jovens que foram contaminados pelo coronavírus não desenvolveram os sintomas.

As famílias da maioria dos alunos informaram que aderiram completamente ao isolamento social (74,1%) e 24,1% disseram que cumpriram parcialmente as medidas para evitar o contágio com o vírus. Menos de 2% disse não ter seguido as recomendações.

O estudo mostra ainda que 25,9% dos jovens da rede municipal tem contato com pessoas com mais de 60 anos, grupo de risco para a covid-19.

Volta às aulas

Para o prefeito Bruno Covas, os resultados mostram que não é possível retornar às aulas em setembro, seja na rede pública, seja nas particulares. Segundo Covas, novas pesquisas serão feitas para avaliar a possibilidade da retomada do ensino presencial em outubro.

“O retorno das crianças às aulas seria temerário em um momento como esse, em que estamos controlando a doença na cidade de São Paulo. É muito mais complicado manter o distanciamento social dentro da sala de aula, dentro da escola, do que em bares restaurantes e outros estabelecimentos já autorizados ao retorno”, justificou.

Na avaliação de Covas, as dificuldades em manter o distanciamento dentro das escolas e o alto percentual de jovens que não desenvolvem os sintomas faz com que as crianças e adolescentes aumentem o risco de circulação do vírus. “Nesse momento, a volta às aulas representaria um grande vetor de disseminação e ampliação da doença na cidade”, enfatizou.

A prefeitura pretende fazer uma nova pesquisa envolvendo também os alunos de escolas particulares e da rede estadual na capital paulista.

Por Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil

Metade de Paraisópolis pode ter sido infectada pela Covid-19, indica testagem

Levantamento aponta que proporção de moradores da favela contaminados pode ser cinco vezes maior que a observada na capital paulista como um todo. Alta densidade populacional contribui para disseminação da covid-19.

Enfermeiros e técnicos de enfermagem saíram pela favela abordando moradores e perguntando se gostariam de fazer teste

Não fazia nem uma semana que a moradora de Paraisópolis, Stephani Figueira havia enterrado o pai, vítima de covid-19, quando ela mesma começou a sentir febre, dor no corpo e fadiga. Mesmo doente, continuou trabalhando no movimentado bar que toca com o marido, dentro da comunidade.

“Eu não aguentava ficar parada em casa, só sofrendo pela morte do meu pai. Era doloroso demais, além de ter que trazer dinheiro para casa”, conta a pequena empresária de 27 anos.

O caso de Stephani é apenas mais um em Paraisópolis, favela na zona sul de São Paulo onde um levantamento concluído nesta terça-feira (12/08) apontou que 49% dos adultos testados já foram infectados pelo novo coronavírus, e que 23% dos casos ainda estão ativos, podendo transmitir o vírus.

A enorme concentração da população, a falta de alternativa de renda para além do trabalho fora de casa e a pouca consciência de alguns moradores pode explicar a contaminação de quase metade dos adultos da comunidade onde vivem mais de 100 mil pessoas.

Os dados sobre a covid-19 foram obtidos por meio da testagem de mais de 500 residentes promovida pela Associação de Moradores entre terça-feira passada e esta segunda-feira. Enfermeiros e técnicos de enfermagem saíram pela favela abordando moradores maiores de 18 anos de idade e perguntando se gostariam de fazer o teste.

Uma das maiores favelas do país, Paraisópolis abriga mais de 100 mil pessoas

Foram feitas coletas de sangue para a realização de testes rápidos com plasma centrifugado, usados para ajudar no mapeamento da população que já foi infectada. O exame detecta quem tem anticorpos do tipo IgM (contato recente com o vírus) e do tipo IgG (contato previamente), ou seja, indica tanto quem ainda pode contaminar outras pessoas quanto aqueles como Stephani, que já estiveram infectados e possivelmente estão imunes contra o coronavírus.

“É um resultado muito impressionante, e muito acima do que esperávamos”, afirma o biomédico Lucimario Moreira, coordenador da testagem. “Vale ressaltar, no entanto, que as pesquisas não definiram por quanto tempo dura a imunidade ao vírus por aqueles que já tiveram a doença”, pondera.

Os dados indicam que a proporção de infectados em Paraisópolis pode ser cinco vezes maior do que a observada na capital paulista como um todo. Desde junho, a prefeitura de São Paulo vem realizando um inquérito epidemiológico, que até o momento apontou 1,2 milhão de infectados, o que corresponde a cerca de 10% da população da cidade. 

Como se isolar?

A dona de casa Vanessa Souza, de 29 anos, suspeitava ter sido infectada no mês passado e transmitido o coronavírus para o marido e os filhos. Sem receber o auxílio emergencial do governo federal, apesar da baixa renda e de solicitá-lo, seu marido, que é motoboy, teve que continuar trabalhando como entregador de pizza, apesar das dores no corpo, falta de ar e febre alta.

“Ele ganha por dia. Se faltar por causa de doença, o patrão chama outro, quem sabe não chama nunca mais. Então, ele foi obrigado a continuar trabalhando para alimentar nossa família”, narra resignada.

Entre vielas, ruas estreitas onde se concentram o comércio e casas de um dormitório onde muitas vezes se espremem quatro ou cinco pessoas, é difícil manter o isolamento social em Paraisópolis. Os mais de 100 mil moradores da favela, uma das maiores do Brasil, vivem amontoados. A densidade populacional é de 45 mil habitantes por quilômetro quadrado. Pequenos imóveis são construídos uns sobre os outros na tentativa de aproveitar ao máximo o limitado espaço. Ao redor, prédios de luxo e mansões contêm a expansão da favela.

“Quando se pensou em quarentena, isolamento social, não levaram em conta a lógica da favela. Como se isolar quando as próprias casas não estão isoladas?”, questiona a produtora audiovisual Renata Alves, de 39 anos, que desde abril é a ponte entre moradores e o serviço de ambulância contratado pela comunidade para suprir o Samu oficial. “Meu telefone virou o 192 da comunidade”, diz, fazendo referência ao número do socorro hospitalar brasileiro.

A reportagem da DW Brasil vem desde aquele mês acompanhando o trabalho das lideranças locais na tentativa de conter o avanço do novo coronavírus. Apesar dos esforços de conscientização, no entanto, pouco havia mudado na rotina das movimentadas ruas e dos comércios da comunidade, que, apesar da quarentena decretada em 24 de março, permaneceram, com poucas exceções, abertos durante a pandemia.

Importante fonte de informação

O infectologista e membro da força-tarefa de contingência do novo coronavírus no estado de São Paulo Marcos Boulos alerta para a limitação dos dados obtidos a partir da testagem em Paraisópolis.

“Um levantamento feito desse modo [aleatório] não tem poder estatístico, mas é importante como fonte de informação para entender a dispersão do vírus pela cidade. Não é inesperado, com a concentração de casas e a aglomeração de pessoas, que Paraisópolis observe essa alta contaminação”, afirma.

Leonardo Runyo mora há quatro anos em Paraisópolis e se voluntariou como guia da equipe de testagem para conhecer melhor a comunidade onde mora. “Muitas vezes ficamos no nosso pedaço e acabamos não conhecendo. Aqui é grande demais, mas tem sido um aprendizado”, conta o vendedor enquanto tenta convencer outro morador, Luís Felipe Ramos, a se testar.

“Tenho muito medo, claro. Meu primo morreu de covid-19, uma outra tia também, todos moradores daqui”, lamenta ele com o filho de um ano no colo. O medo da doença, no entanto, não foi maior que a resistência ao exame. Luís Felipe, não saberá, ao menos não pelas próximas semanas, de qual metade dos moradores faz parte.

Por Gustavo Basso 

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A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.

Butantan faz testagem gratuita de Covid-19 na capital

A equipe do Instituto Butantan está oferecendo testagem gratuita da covid-19 no estacionamento do shopping SP Market, na capital paulista, até o próximo dia 10. O atendimento é feito por ordem de chegada no modelo drive-thru, sem precisar sair do veículo, das 8h às 17h.

Até 200 pessoas por dia podem realizar o exame e o resultado sai após 72h. Com o objetivo de atender uma quantidade maior de pessoas assintomáticas, o número de testes diários dobrará a partir de quarta-feira (5), chegando a 400 exames.

Para evitar qualquer tipo de aglomeração, só é permitida a entrada de veículos de passeio, sem espaço para pedestres. Ao longo dos dias de testagem, não haverá cobrança de estacionamento para o público que comparecer para ser testado.

O teste disponível no local é o RT-PCR, considerado o mais assertivo no diagnóstico. A amostra analisada é obtida por meio de uma raspagem da nasofaringe, região posterior à cavidade nasal.

O shopping fica na Avenida das Nações Unidas, 22540.

Por Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil 

Após três semanas, Bolsonaro testa negativo para Covid-19

Após quase três semanas com caso confirmado de covid-19, o presidente Jair Bolsonaro afirmou neste sábado (25) que o resultado de um novo teste deu negativo. A informação foi compartilhada em uma rede social. 

“RT-PCR para Sars-Cov 2: negativo. Bom dia a todos”, postou. O presidente fez referência ao RT-PCR, que é o principal teste diagnóstico para identificar a presença ativa do vírus da covid-19 no organismo.

Bolsonaro tem 65 anos e está em tratamento desde o último dia 7, quando teve o diagnóstico positivo para o novo coronavírus. Desde então, ele segue em isolamento no Palácio da Alvorada, onde tem se reunido com ministros por videoconferência.

O último exame feito por Bolsonaro, na quarta-feira (22), ainda indicava resultado positivo para a covid-19. 

Testes com vacina contra Covid-19 começam em SP

Os testes em voluntários brasileiros da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, contra a covid-19, doença respiratória causada pelo novo coronavírus, tiveram início no último fim de semana na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), informou em nota, na noite de ontem (22), a Fundação Lemann, que financia o projeto.

Os testes da vacina ChAdOx1 nCoV-19 no Brasil foram anunciados no início do mês e deverão contar, de acordo com a Unifesp, com dois mil voluntários em São Paulo e com mil no Rio de Janeiro, onde serão realizados pela Rede D’Or.

“No último final de semana (20 e 21 de junho), a Fundação Lemann teve a oportunidade de celebrar com os parceiros envolvidos e especialistas responsáveis, o início dos testes em São Paulo para a vacina ChAdOx1 nCoV-19, liderada globalmente pela Universidade de Oxford”, informou a Fundação Lemann, do bilionário empresário Jorge Paulo Lemann.

Segundo a Unifesp, os voluntários em São Paulo serão profissionais de saúde entre 18 e 55 anos e outros funcionários que atuam no Hospital São Paulo, ligado à Escola Paulista Medicina, da Unifesp.

Registro da vacina deve sair este ano

No início do mês, a Unifesp informou que os testes com voluntários brasileiros contribuirão para o registro da vacina no Reino Unido, previsto para o fim deste ano. O registro formal, entretanto, só ocorrerá após o fim dos estudos em todos os países participantes, disse a universidade.

A vacina, cujo pedido de testes no Brasil foi feito à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pela farmacêutica AstraZeneca, está atualmente na fase 3 de testes, “o que significa que a vacina encontra-se entre os estágios mais avançados de desenvolvimento”, disse a Unifesp.

O Brasil é o primeiro país fora do Reino Unido a iniciar testes com a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e um dos motivos que levaram à escolha foi o fato de a pandemia estar em ascensão no país.

Outra vacina contra a covid-19, desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac, deverá começar a ser testada no Brasil no mês que vem, em parceria com o Instituto Butantan, vinculado ao governo do Estado de São Paulo. 

Este teste, segundo o instituto, será financiado pelo governo paulista e deverá contar com nove mil voluntários. Caso a vacina seja bem-sucedida, o acordo prevê a possibilidade ser produzida Instituto Butantan.

Grávidas e idosos são testados para Covid-19 em São Bernardo

A prefeitura de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, iniciou nesta segunda-feira (22) a realização em massa de testes para covid-19 em idosos residentes no município e que tenham comorbidades como hipertensão, obesidade ou estejam acamados. Na última sexta-feira (19), São Bernardo tinha incluído o teste na lista de exames obrigatórios para gestantes. Todos os usuários do sistema público municipal de saúde farão os exames.

De acordo com a prefeitura, o teste é o de sorologia, um dos mais confiáveis do mercado, e será realizado pelas equipes das 34 unidades básicas de saúde (UBSs), em parceria com o governo do estado, Instituto Butantã e laboratório Hilab, sem custos para os cofres públicos. Os testes poderão ser feitos de segunda a sexta-feira, entre as 8h e as 17h. Agentes de Saúde das UBSs estão entrando em contato com as pessoas para dar informações sobre o exame e o agendamento.

Segundo a prefeitura, o diagnóstico fica pronto em até 48 horas e é encaminhado pelo laboratório para a UBS, que envia o resultado para o celular do paciente, por SMS. “Nos casos positivos, será feito o tratamento da doença, o acompanhamento do paciente e realização de teste nos demais membros da família”, explicou o secretário municipal de Saúde, Geraldo Reple Sobrinho.

A prefeitura informou que a cidade já realizou 29 mil testes entre PCR e sorologia, desde o início da pandemia do novo coronavírus. Todos os profissionais de Saúde e Segurança do município (10.800 funcionários) fizeram os testes.

Na próxima semana, São Bernardo concluirá o inquérito epidemiológico com a testagem de 3.600 munícipes em domicílio.

Por Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil 

São Paulo testa 8 mil pessoas por dia

O estado de São Paulo faz, a cada dia, oito mil testes para diagnóstico do novo coronavírus, seja por RT-PCR, que identifica o material genético do vírus, seja pelo teste rápido, que identifica a presença de anticorpos do vírus no sangue. Em abril eram feitos mil exames por dia. A informação foi dada hoje (4) pelo diretor do Instituto Butantan e membro do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, Dimas Covas. Em todo o estado, mais de 8,5 mil pessoas morreram em decorrência da covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

Segundo Covas, o estado está ampliando a capacidade de testes do novo coronavírus. Isso já teve início em meados do mês passado, quando começaram a ser testados policiais e seus familiares. Segundo Dimas Covas, serão testados 35 mil policiais militares, civis, bombeiros e técnico-científicos e as famílias desses policiais, em um total de 145 mil exames. Até este momento, de acordo com ele, foram testados cerca de 70 mil policiais e seus familiares. Desse total, 20% demonstraram ter tido contato com o vírus. “A taxa de positividade dessas pessoas que foram expostas ao vírus e que já adquiriram imunidade é em torno de 20%”, disse Covas.

Hoje (4), começa a ser testada a população da Fundação Casa, em suas 138 unidades do estado, com 4,8 mil internos. Também será iniciada hoje a testagem de profissionais da saúde do Hospital das Clínicas (HC) na cidade de Ribeirão Preto e do Hospital das Clínicas de São Paulo. “No HC de Ribeirão Preto serão testados 12 mil funcionários. No HC de São Paulo serão 20 mil funcionários”, detalhou.

Outro público que começará a ser testado entre hoje e amanhã são as pessoas que vivem nos 552 asilos do estado.

O governo paulista também pretende testar não somente a população carcerária, de asilos e das áreas de saúde e de segurança, mas também os doadores de sangue e todas as pessoas que apresentem sintomas leves de gripe. Até abril, o estado testava somente as pessoas que estavam internadas. “São Paulo é o estado do Brasil que mais testa e vai chegar ao nível de testagem de países como Itália e Espanha”, enfatizou Covas.

Por Elaine Patrícia Cruz – Repórter da Agência Brasil

Mourão e esposa testam negativo para Covid-19

Hamilton Mourão, vice presidente da República (Antonio Cruz/Agência Brasil)

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, teve resultado negativo em teste para o novo coronavírus, causador da covid-19.

Segundo nota divulgada neste domingo (17), Mourão e sua esposa, Paula Mourão, foram submetidos ontem (16) a teste para covid-19 e entraram em isolamento no Palácio do Jaburu, residência oficial da Vice-Presidência. A decisão veio após a confirmação do teste positivo para a doença de um servidor que esteve próximo de Mourão na quarta-feira (13).

O resultado do exame estava previsto para sair na segunda-feira (18), mas saiu hoje. Ainda assim, de acordo com a assessoria da Vice-Presidência, Mourão e sua esposa vão permanecer em isolamento no Palácio do Jaburu. “Só devendo o vice-presidente retornar ao trabalho normal na quarta-feira [20], caso os exames de contraprova assim o autorizem”, destaca a nota.

Até este sábado (17), o Brasil já registrou mais de 233,1 mil casos confirmados de covid-19 e mais de 15,6 mil pessoas morreram da doença.