FGV: Indicador do mercado de trabalho piora em novembro

Os dois indicadores sobre mercado de trabalho da Fundação Getulio Vargas (FGV) apresentaram piora na passagem de outubro para novembro deste ano. O Indicador Antecedente de Emprego (Iaemp), que busca antecipar tendências do mercado de trabalho nos próximos meses, com base em entrevistas com consumidores e empresários da indústria e dos serviços, recuou 0,4 ponto em novembro, para 84,5 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos.

Esta foi a primeira queda do indicador depois seis altas consecutivas. “O cenário para os próximos meses, com elevada incerteza, principalmente sobre a velocidade da retomada da economia brasileira após o fim dos benefícios do governo, é desafiador e sugere que ainda não é possível vislumbrar uma recuperação robusta no curto e médio prazo”, disse o economista da FGV Rodolpho Tobler.

O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD), que mostra a avaliação dos consumidores sobre a situação atual do desemprego, subiu 3,2 pontos e atingiu 99,6 pontos, o maior nível desde maio deste ano.

O ICD tem uma escala invertida de 200 a zero pontos, o que significa que, quanto maior a pontuação, mais negativa é a avaliação sobre o mercado de trabalho.

Por Vitor Abdala, da Agência Brasil

Aplicativos de entrega usam trabalho de menores, aponta Fundação

(Roberto Parizotti/Fotos Públicas)

Aplicativos de entrega como Rappi, iFood, 99Food e Uber Eats não têm conseguido impedir que menores de 18 anos trabalhem no Brasil para essas empresas usando contas de parentes mais velhos ou inscrevendo-se com seus próprios nomes, segundo uma reportagem publicada nesta quinta-feira (03/12) pela Fundação Thomson Reuters.

O fechamento de escolas e perda de empregos causados ​​pela pandemia levou mais crianças brasileiras a trabalharem na economia informal, segundo ativistas. Uma sondagem das Nações Unidas em São Paulo realizada com 52.745 famílias constatou que o trabalho infantil aumentou 26% de maio a julho.

A procuradora Ana Maria Villa Real F. Ramos, coordenadora-regional da Coordenadoria Nacional de Combate à Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente no DF, afirmou à reportagem que o problema é “muito sério” e que as autoridades planejam iniciar uma investigação sobre menores que trabalham para aplicativos de entrega.

A Fundação Thomson Reuters conversou com dois menores que disseram ter trabalhado para iFood, Rappi e Uber Eats. Um deles, Eduardo, de 16 anos, se inscreveu na iFood e Rappi em julho, meses depois que sua escola fechou devido à pandemia de covid-19.

Documentos da mãe

O jovem usou dados e documentos de sua mãe e de irmãos mais velhos. Ele disse que conseguia ganhar até 50 reais por dia. Mas um pequeno acidente de bicicleta em setembro fez com que ele perdesse a autoconfiança, e ele resolveu parar de trabalhar quando as escolas reabrirem. “Isso não é bom para ninguém”, disse, na Praça Varnhagen, cercada por restaurantes no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro. “Eu só quero algo melhor do que isso.”

Dezenas de grupos públicos e privados do Facebook relacionados a entregadores de aplicativo contêm postagens onde as menores falam sobre como se inscrever para trabalhar para os aplicativos usando os documentos de identidade de amigos e parentes. Vários vídeos públicos no YouTube oferecem orientação sobre como fazer isso.

Em resposta às revelações, os quatro aplicativos de entrega citados expressaram sua oposição ao trabalho infantil e citaram medidas para identificar contas fraudulentas. As empresas disseram à Fundação Thomson Reuters constituir fraude menores usarem os dados de terceiros para se inscreverem como entregadores.

A Uber Eats disse que apagou várias contas, notificou autoridades e que colaborará com elas para investigar possíveis fraudes. A 99Food informou que está revisando a documentação de sua força de trabalho. A iFood afirmou que todas as denúncias sobre trabalhadores menores de 18 anos foram investigadas internamente. Já a Rappi disse que não assume responsabilidade por falsos perfis ou documentos fornecidos pelos seus entregadores.

Firmas dizem combater fraudes

Segundo a reportagem, a iFood, Rappi e UberEats disseram que combatem fraudes em suas plataformas, fazendo com que os trabalhadores tirem selfies durante os turnos e usando software de reconhecimento facial para verificar seus usuários. A 99Food disse que lançaria um sistema de identificação semelhante este ano.

No entanto, tais sistemas seriam fáceis de burlar. Quando a solicitação aparece, os menores podem pedir ao proprietário da conta para fazer uma foto para eles. Se alguém for banido do serviço, eles podem se inscrever novamente usando os dados de outro parente ou amigo.

A procuradora Ana Maria Villa Real F. Ramos afirma que os aplicativos de entrega podem ser responsabilizados por usar o serviço de menores de idade e podem ser passíveis de pagar uma indenização às crianças e multas ao Estado.

Em julho, mais de mil entregadores de aplicativo protestaram em São Paulo por melhores salários e melhores condições de trabalho, afirmando, entre outras coisas, serem bloqueados pelos aplicativos se eles se recusassem a trabalhar mais horas.

Por Deutsche Welle

MD/rtr/ots

Quem teve jornada reduzida deve receber 13º integral

(Arquivo)

Trabalhadores com jornada de trabalho reduzida devem receber férias e 13º salários com base na remuneração integral. No caso dos contratos suspensos, o pagamento será proporcional, considerando os meses em que houve15 dias ou mais de trabalho.

A conclusão está em nota técnica produzida pela Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia que analisa os efeitos dos acordos de suspensão do contrato de trabalho e de redução proporcional de jornada e de salário, por meio do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEM). O programa foi lançado pelo governo federal como uma das medidas para enfrentar a crise gerada pela pandemia de covid-19. Para responder a questionamentos sobre o pagamento de férias e 13° salário para trabalhadores incluídos no BEM, a secretaria produziu a nota técnica.

Segundo a nota, trabalhadores com jornada de trabalho reduzida devem receber as parcelas de 13º e férias com valor integral. “Esta regra deve ser observada especialmente nos casos em que os trabalhadores estiverem praticando jornada reduzida no mês de dezembro”, diz a secretaria. De acordo com a legislação, o 13º salário corresponde a 1/12 avos da remuneração devida em dezembro, por mês de serviço.

Para os contratos suspensos, os períodos de suspensão não devem ser computados como tempo de serviço e para cálculo de 13º. A exceção é para os casos em que os empregados prestaram serviço por mais de 15 dias no mês, que já estão previstos na legislação vigente, favorecendo, assim, o trabalhador. A partir de 15 dias de trabalho o cálculo do 13º é feito como se fosse um mês integral.

“A diferenciação ocorre porque, na redução de jornada, o empregado permanece recebendo salário, sem afetar seu tempo de serviço na empresa, o que permite computar o período de trabalho para todos os efeitos legais. Com a suspensão dos contratos de trabalho, no entanto, a empresa não efetua pagamento de salários e o período de afastamento não é considerado para contagem de tempo de serviço, afetando assim o cálculo das férias e do 13º”, diz a secretaria.

A nota técnica esclarece que os períodos de suspensão do contrato de trabalho não são considerados no cálculo de tempo para ter direito a férias. “Os períodos de suspensão do contrato de trabalho não são computados para fins de período aquisitivo de férias, e o direito de gozo somente ocorrerá quando completado o período aquisitivo, observada a vigência efetiva do contrato de trabalho”, diz a nota.

Entretanto, diz a secretaria, por meio de acordo coletivo ou individual, ou decisão do empregador, é possível considerar o período de suspensão na contagem do tempo e pagar o valor integral do 13º salário e conceder férias.

“Observando-se a aplicação da norma mais favorável ao trabalhador, não há óbice para que as partes estipulem, via convenção coletiva de trabalho, acordo coletivo de trabalho, acordo individual escrito, ou mesmo por liberalidade do empregador, a concessão de pagamento do 13º ou contagem do tempo de serviço, inclusive no campo das férias, durante o período da suspensão contratual temporária e excepcional”, ressalta a nota técnica.

Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil 

Sete em cada dez trabalhadores temem ficar sem ocupação

Sete em cada dez trabalhadores formais e informais (71%) têm “algum medo” de perder a ocupação de onde tiram o sustento. A mesma proporção informa ter reduzidos os gastos mensais desde o início da pandemia de covid-19.

As informações são de pesquisa de opinião realizada para a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Os dados foram apurados em levantamento por telefone, realizado entre 10 e 13 de julho em todas as unidades da Federação.

Na enquete anterior, feita em maio, a proporção de pessoas preocupadas com a manutenção do trabalho era de 77%, e o percentual de quem reduziu o consumo, 74%.

Segundo nota da CNI, “o nível reduzido de consumo tende a ser mantido mesmo após o fim do isolamento social”. A maioria dos entrevistados acredita que vai manter o atual patamar de consumo entre 15 tipos de produtos industrializados – desde itens como roupas, produtos de higiene pessoal até bebidas alcoólicas, eletrodomésticos e eletroeletrônicos.

“Para se ter uma ideia, os itens que mais devem ter crescimento de consumo no pós-isolamento são as roupas. Mesmo assim, apenas 21% dos entrevistados afirmaram que pretendem ampliar o consumo desses produtos”, diz a nota da confederação.

A pesquisa também verificou que para 67% dos entrevistados a recuperação da economia ainda não começou – sendo que 61% calculam que ela vai demorar pelo menos um ano para ocorrer. Três de cada dez das pessoas ouvidas (31%) disseram que perderam parte ou a renda integral antes da covid-19.

O levantamento ainda verificou que o medo de ser infectado pelo novo coronavírus alcança 47% das pessoas entrevistadas, seis pontos percentuais a menos do que em maio. A redução do temor não fez ceder o amplo apoio às medidas de isolamento social (84%). Conforme a CNI, “o grupo das pessoas que saem de casa apenas para ações essenciais, como fazer compras ou trabalhar, aumentou de 58% para 67% entre maio e julho.”

Nesse período, houve recuo de oito pontos percentuais na proporção de pessoas que se dizem endividadas, de 53% para 45%. A maioria (62%) que se diz endividada afirma que vai conseguir quitar os compromissos em 30 dias.

Um terço dos entrevistados pediu e está recebendo auxílio emergencial. Entre esses, 57% usaram o dinheiro para fazer compras e 35% aproveitaram o valor para pagar dívidas.

Por Gilberto Costa – Repórter da Agência Brasil

Gostaria que brasileiros voltassem ao trabalho, diz Bolsonaro

Presidente afirmou que ação depende de prefeitos e governadores(Divulgação)

No Dia do Trabalhador, comemorado nesta sexta-feira (1), o presidente da República, Jair Bolsonaro, disse que gostaria que todas as pessoas voltassem a trabalhar, mas ressaltou que a decisão não depende dele e sim de governadores e prefeitos. “Eu tenho certeza que, Deus acima de tudo, brevemente voltaremos à normalidade. Eu gostaria que todos voltassem a trabalhar, mas quem decide isso não sou eu. São os governadores e prefeitos”, afirmou.

A declaração foi dada a cerca de 20 agricultores, que convidados pela deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), estiveram com o presidente na manhã de hoje no Palácio da Alvorada. Bolsonaro recepcionou o grupo na portaria da residência oficial e seguiu com eles para o interior do Palácio.

Segundo Bia Kicis, o grupo foi agradecer ao presidente a ajuda que ele tem dado ao agronegócio para que ninguém fique sem alimento.

Água

Mais cedo, pelo Twitter, o presidente ressaltou uma informação do Ministério do Desenvolvimento Regional de que mais de 200 sistemas de abastecimento de água serão instalados na Bahia até dezembro deste ano. O investimento da pasta, diz a postagem, beneficiará mais de 1,6 mil famílias naquele estado.

Segundo Bia Kicis, o grupo foi agradecer ao presidente a ajuda que ele tem dado ao agronegócio para que ninguém fique sem alimento. Os agricultores lembram a  medida provisória 957/2020.  Editada na última segunda-feira (27) ela destina crédito extraordinário de R$ 500 milhões ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), política pública que compra produtos da agricultura familiar e os distribui a entidades filantrópicas e famílias carentes.

Cresce quantidade de jovens sem estudo e sem trabalho

Por Akemi Nitahara

(Leon Rodrigues/Prefeitura de SP/Reprodução)


Em 2018, 23% dos jovens de 15 a 29 anos – 10,9 milhões – não estudavam, nem trabalhavam, os chamados nem-nem. Foi o maior índice da série histórica. Os dados foram divulgados hoje (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na pesquisa Síntese de Indicadores Sociais (SIS) 2019, que analisa as condições de vida da população brasileira.

Entre os jovens de 18 e 24 anos, a incidência chega a 27,9% e nos jovens adultos, de 25 a 29 anos, a taxa de nem-nem é de 25,9%. Segundo o IBGE, o fenômeno é fortemente influenciado pela interrupção dos estudos. Os dados mostram que dos jovens de18 a 24 anos nessa condição, 46,6% não tinham concluído o ensino fundamental e 27,7% terminaram apenas essa etapa. Na faixa entre 25 e 29 anos, a proporção é de 44,1% e 31,2%, respectivamente. Dos jovens que concluíram o ensino médio, há mais nem-nem entre quem fez ensino regular do que entre os que concluíram o ensino técnico.

O gerente da pesquisa, André Simões, explica que o fenômeno dos jovens que não estudam e não estão ocupados é estrutural. “É um segmento estrutural, porque tem fatores que dependem de políticas específicas para que haja redução. Por exemplo, há um percentual elevado de mulheres, mulheres com filhos e também mulheres que realizam afazeres e cuidados domésticos que impedem que elas possam ir para o mercado de trabalho”.

Se entre os homens de 25 a 29 anos nessa condição 51,5% estavam desocupados, ou seja, buscavam trabalho, entre as mulheres na mesma idade a maior proporção está fora da força de trabalho, com 67,7% delas sem procurar trabalho. Segundo o IBGE, entre as justificativas apresentadas para não procurar ocupação remunerada estão os afazeres domésticos e o cuidado de filhos ou parentes.

Os dados do IBGE revelam que 2,4 milhões de jovens estão na situação de não estudar, não estar ocupado e não procurar trabalho. Entre esses, 57,4% estavam em desalento, provocado principalmente por falta de trabalho na localidade (39,6%), não conseguir emprego considerado adequado (10,7%) ou não ter experiência ou qualificação profissional (6,1%).

O recorte por rendimento demonstra a desigualdade social também nesse quesito. Entre os jovens que integram os 20% da população com menores rendimentos domiciliares per capita, 42,3% estavam na situação nem-nem em 2018; de 20% a 40% eram 29,2%; entre 40% e 60% somavam 18,3%; com rendimento de 60% a 80%, 10,1% dos jovens estavam nessa situação; e entre os 20% com os maiores rendimento a proporção é de 7%.

A taxa de desocupação geral no país em 2018 estava em 12%, mas no grupo de 14 a 29 anos chegou a 22,6% em 2017 e fechou 2018 em 22,3%.

Taxa de desemprego recua para 11,8% em agosto

Por Vitor Abdala 

(Leon Rodrigues/Prefeitura de SP/Reprodução)

A taxa de desemprego no país recuou para 11,8% no trimestre encerrado em agosto deste ano. O índice é inferior aos 12,1% do mesmo período do ano passado e aos 12,3% do trimestre em maio deste ano.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgados hoje (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O total de desempregados chegou a 12,6 milhões em agosto, 3,2% a menos (ou 419 mil) do que em maio deste ano (13 milhões), mas estável em relação a agosto do ano passado.

A população ocupada (93,6 milhões) cresceu 0,7% em relação a maio (mais 684 mil) e 2% na comparação com agosto do ano passado (mais 1,84 milhão de pessoas).

De vendedor a enfermagem, veja 5 mil vagas de emprego

(Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Nesta semana, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho oferece o total 5.371 mil vagas de emprego por meio do Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo (CATe). As oportunidades são para todas as regiões da capital.

A posição que lidera o ranking desta semana é de vendedor de serviços com o total de 210 vagas ofertadas. O candidato precisa ter o mínino o ensino médio completo e não há necessidade de experiência – salário de R$ 1.198 a R$ 1.450 por mês.

O segundo lugar do ranking está o cargo de telemarketing apresentando 119 oportunidades. Os contratantes buscam profissionais que tenham ensino médio completo e experiência de seis meses. Há 22 vagas destinadas para as pessoas com deficiência e o salário para todas as vagas é de R$ 998 a R$ 1.047 por mês.

Há 112 vagas para auxiliar de limpeza. Será exigido dos trabalhadores o ensino fundamental incompleto e seis meses de experiência. O salário para os profissionais varia entre R$ 1.000 a R$ 1.500. Há vagas para pessoas com deficiência, 77 oportunidades estão sendo oferecidas e o salário está entorno de R$ 1.181 a R$ 1.500.

Destaque de 50 vagas para atuar como auxiliar de enfermagem. Para se candidatar, é necessária experiência de seis meses e candidato precisa ter o ensino médio completo. A remuneração está entorno de R$ 1.200.

Para quem está em busca de vagas como atendente de lanchonete, estão disponíveis 30 oportunidades, exigindo ensino médio completo, sem experiência, sendo oferecido salário de R$ 574 a 575 por mês, carga de seis horas ou dias alternados.

De acordo com a distribuição regional, a zona central apresenta o maior número de oportunidades, com 423 vagas, seguida pela zona sul, com 259. A região leste apresenta 220 ofertas de emprego e a região norte dispõe de 212. Já a zona oeste da cidade conta com 197 possibilidades de contratação.

Todas as oportunidades de emprego podem ser consultadas de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h em qualquer uma das 24 unidades do Cate. É necessário apresentar RG, CPF, número do PIS e carteira de trabalho. A lista completa de endereços está disponível aqui.

CATe

O Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho é uma rede de atendimento gratuito com 24 unidades distribuídas por todas as regiões da cidade de São Paulo. Visando orientar trabalhadores e empreendedores, o CATe oferece serviços de encaminhamento de vagas, oficinas de qualificação profissional e emissão de carteira de trabalho.

*conteúdo Prefeitura de São Paulo

Desemprego no Brasil cai em julho, diz IBGE

Por Vitor Abdala

(Leon Rodrigues/Prefeitura de SP/Reprodução)

A taxa de desemprego do país recuou para 11,8% no trimestre finalizado em julho deste ano. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada hoje (30), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa é inferior aos 12,5% do trimestre encerrado em abril deste ano e aos 12,3% de julho de 2018.

A população desocupada ficou em 12,6 milhões de pessoas no trimestre finalizado em julho, 4,6% abaixo do trimestre encerrado em abril (menos 609 mil pessoas), mas estatisticamente estável em relação a igual período de 2018.

Já a população ocupada ficou em 93,6 milhões de pessoas e chegou ao maior número da série histórica, iniciada em 2012. O contingente é 1,3% maior (mais 1.219 mil pessoas) do que em relação ao trimestre encerrado em abril e 2,4% superior (mais 2.218 mil pessoas) do que o trimestre encerrado em julho do ano passado.

MPT vai monitorar diversidade e igualdade no trabalho

Por  Juliana Cézar Nunes 

(Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

A média salarial de homens empregados no setor formal no Brasil é de R$ 3,2 mil por mês, e das mulheres cerca de R$ 2,7 mil. A diferença é ainda maior para mulheres negras, que recebem praticamente a metade do rendimento dos homens brancos.

Dados como esse estão disponíveis no Observatório da Diversidade e da Igualdade de Oportunidade, lançado esta semana pelo Ministério Público do Trabalho, com apoio da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A procuradora Valdirene Assis, coordenadora da iniciativa, diz que o objetivo é estimular as empresas a alterar as estruturas internas discriminatórias e racistas.

“Os processos [seletivos] vão importar na progressão da carreira das pessoas que já estão contratadas. Conhecer os dados nos permite enxergar então que medidas a empresa pode adotar para incrementar a diversidade no seu quadro funcional”, analisa a procuradora.

Estudos das Nações Unidas mostram que empresas que promovem a igualdade tem uma probabilidade 32% maior de serem mais lucrativas. A diversidade contribui para que novos produtos e serviços sejam lançados, em sintonia com a expectativa e necessidade de diversos públicos.

A figurinista Nina Maria Fonseca mora e trabalha em São Paulo. Ela atua na área de cinema e observa um aumento na procura por profissionais negros. Mas o racismo nas relações de trabalho persiste.

“Recentemente eu fui contratada por uma diretora que gostaria muito que tivesse uma figurinista negra. Claramente, eu além de receber menos tinha um tratamento diferente, fui muito julgada, e um sofrimento desnecessário”, relata Nina.

Para conhecer o Observatório da Diversidade e da Igualdade de Oportunidade no Trabalho, basta acessar o site smartlabbr.org. A plataforma foi totalmente desenvolvida em código aberto e está disponível para download.