Quadrilha suspeita de furto combustível é alvo de operação

Policiais da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados fazem hoje (2) operação para cumprir 15 mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo contra 12 pessoas que integram uma organização criminosa especializada em furto de combustíveis diretamente de dutos da Transpetro. A operação conta com apoio das polícias civis de São Paulo e do Espírito Santo.

Segundo a polícia, dos 12 investigados, dois núcleos são familiares de três irmãos no município de Iracemápolis (SP), e outros dois irmãos na cidade de Ourinhos (SP). Aos grupos de irmãos caberia o transporte do petróleo subtraído no Rio de Janeiro.

A Polícia Civil também realiza buscas no endereço de um sargento da Polícia Militar, que está preso após uma perfuração de duto de petróleo no município de Paty dos Alferes. Ele seria o responsável por escoltar e passar informações aos motoristas.

Segundo as investigações, o líder da organização criminosa arregimentava os motoristas, realizava os pagamentos e negociava o petróleo subtraído dos dutos da Petrobras. A Polícia Civil faz buscas em endereços dele no Rio de Janeiro e no Espírito Santo.

Por Agência Brasil

Operação faz buscas na Capital contra corrupção na Transpetro

Policiais federais cumprem hoje (19) dois mandados de prisão e seis de busca e apreensão na operação Navegar é Preciso, a 72ª fase da operação Lava Jato. Os alvos são suspeitos de envolvimento com um esquema de fraudes em licitações e pagamento de propina a altos executivos da Transpetro, subsidiária da Petrobras responsável pelo transporte de combustíveis por meio de navios e dutos.

(Divulgação)

Os mandados, expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba, no Paraná, estão sendo cumpridos em Maceió, São Paulo e no Rio de Janeiro.

De acordo com a Polícia Federal (PF), os crimes teriam sido praticados em licitação e celebração de contrato de compra e venda de navios celebrados pela Transpetro, com um estaleiro não identificado, no âmbito do Promef, o programa federal para a reestruturação da indústria naval brasileira.

A investigação encontrou indícios de que o estaleiro pagou propina a um executivo da Transpetro à época (também não identificado pela PF), em troca de favorecimento de sua empresa na licitação para a construção e fornecimento de navios, em um valor global de mais de R$ 857 milhões.

A escolha do estaleiro foi feita, segundo a PF, sem levar em consideração estudos de consultorias que apontavam que a fabricante de navios não teria as condições técnicas e financeiras adequadas para a construção das embarcações.

O estaleiro ainda teria sido beneficiado com sucessivas prorrogações nos prazos para a entrega dos navios e aditivos contratuais. O pagamento da propina ao então executivo da Transpetro foi feito, de acordo com a PF, por meio de um contrato falso de investimento em empresa estrangeira, que previa o pagamento de uma multa de R$ 28 milhões, em caso de cancelamento do aporte.

O contrato de falso investimento teria sido firmado entre empresa dos executivos do estaleiro e uma ligada ao executivo da Transpetro. Os pagamentos foram feitos por meio de várias transferências a contas bancárias no exterior, em uma tentativa de lavar dinheiro e ocultar patrimônio. O prejuízo para a Transpetro chegaria, em valores corrigidos, a R$ 611,2 milhões.

Em nota, a Transpetro informou que “desde o princípio das investigações, colabora com o Ministério Público Federal e encaminha todas as informações pertinentes aos órgãos competentes. A companhia reitera que é vítima nesses processos e presta todo apoio necessário às investigações da Operação Lava Jato”.

Por Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil