TV Brasil estreia estúdio panorâmico com promessa de jornalismo ‘leve’

O jornalista Luiz Carlos Braga, apresentador do telefornal Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil (Tomaz Silva/TV Brasil)

O centro do Rio de Janeiro em um dia ensolarado serviu de pano de fundo para o programa Repórter Brasil Tarde, que foi ao ar na TV Brasil entre 14h30 e 15h de hoje (16). A exibição do telejornal marcou a inauguração do novo estúdio panorâmico, no último andar do prédio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A transmissão foi acompanhada por integrantes da diretoria da EBC, e o estúdio panorâmico de 180 graus foi visitado pelo presidente da empresa, Glen Lopes Valente.

Na pauta do primeiro programa, conduzido pelo jornalista Luiz Carlos Braga, estavam assuntos importantes como os resultados das eleições municipais e o início da operação do Pix. A diretora de Jornalismo da EBC, Sirlei Batista, disse que o Repórter Brasil Tarde faz parte de um projeto de aumentar o espaço do jornalismo na programação da TV Brasil, em uma cobertura com tom leve.

“A gente quer colocar na grade da empresa bastante jornalismo, mais jornalismo, um jornalismo leve, um jornalismo vibrante, um jornalismo puro e que vem direto da fonte. A gente está atrás disso, de mostrar ao nosso público as boas notícias, as boas práticas, as notícias positivas, de uma maneira leve, de uma maneira que a gente envolva o público”, disse.

Âncora e editor-chefe do programa jornalístico, Luiz Carlos Braga destacou que o Repórter Brasil Tarde voltou ao ar em um dia de noticiário intenso, mas foi encerrado com uma pauta leve, sobre produtores de vinho de Minas Gerais.

“Eu acho que a gente tem uma carga muito pesada de notícia, e um telejornal à tarde tem sempre que terminar com alguma coisa que mostre que vale a pena a gente brigar, que vale a pena viver pra ter coisas boas também”, disse o âncora, que avaliou que o resultado das eleições demandou mais espaço para a cobertura política, mas temas como esportes e cultura também devem fazer parte do dia a dia do jornal.

Novo transmissor

No período da manhã, diretores e o presidente da EBC conheceram o novo transmissor da TV Brasil no Sumaré, que começou a operar em 1° de outubro. O equipamento possui maior eficiência energética e também requer uma refrigeração menos intensa para funcionar, o que gera uma economia de cerca de 50%.

O presidente da EBC, Glen Lopes Valente, visitou as instalações da empresa no Sumaré, onde a torre de transmissão da TV Brasil está situada no alto do Maciço da Tijuca, a cerca de 750 metros de altitude. O executivo estava acompanhado do diretor-geral da EBC, Roni Baksys Pinto; do diretor de Operações, Engenharia e Tecnologia, Alexandre Graziani; do diretor de Administração, Finanças e Pessoas, Márcio Kazuaki, e do diretor de Conteúdo e Programação, Denilson Morales da Silva.

“A estratégia da EBC é sempre ampliar de forma eficiente toda a cobertura para atingir mais pessoas com o conteúdo da EBC, seja rádio, seja TV e até nas nossas transmissões digitais no streaming“, disse Glen Valente.

Com um sinal mais robusto, o novo transmissor também permite que o sinal da TV Brasilchegue com maior qualidade à região metropolitana do Rio de Janeiro e a municípios da Região Serrana e Região dos Lagos. O diretor de operações resumiu as vantagens: “Esse novo transmissor vai proporcionar confiabilidade, robustez, e o alcance para a população carioca. Esperamos uma economia grande em energia elétrica, trazendo modernidade para a EBC.

O gerente de Engenharia de Rádio e TV do Rio de Janeiro, Renan Gonçalves, explicou que o transmissor mais potente ajuda a EBC a enfrentar o desafio de ter um sinal de qualidade em uma cidade com o relevo acidentado como o Rio de Janeiro. Gonçalves também destaca que o equipamento tem maior confiabilidade, por sua capacidade de comutar automaticamente em caso de queda de sinal.

“O cidadão ganha com uma eficiência maior na transmissão, porque você tem um equipamento trabalhando ajustado à necessidade e o alcance dele é superior devido à qualidade da transmissão.”

Por Agência Brasil

Caminhos da Reportagem traz brasileiros que se reinventaram no isolamento

Que o brasileiro é criativo, isso não é novidade. A característica conhecida por todos, inclusive fora do país, ficou patente neste período em que o mundo foi pego de surpresa pela pandemia do novo coronavírus.

Patrícia é um dos brasileiros que se reinventaram na pandemia (TV Brasil/Reprodução)

Como aumentar a renda se você é um maestro e teve os shows cancelados? Como usar o tempo para tratar da ansiedade que aumentou no meio do isolamento social? Como pagar as contas que não param de chegar quando o trabalho de tirar fotografias é essencialmente presencial?

Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, apresenta exemplos de brasileiros que deram a volta por cima em um tempo em que sobreviver a um vírus é só o começo de um desafio. Brasileiros que aprenderam a lidar com a tecnologia disponível para mudar o percurso de uma jornada antes inimaginável. O programa vai ao ar hoje (19), às 20h.

Programa Sem Censura comemora 35 anos no ar

Nesta quarta-feira (1º), o Sem Censura comemora 35 anos no ar, um dos mais longos da TV brasileira. O programa preparou uma edição especial, resgatando sua história.

Tetê Muniz, a primeira apresentadora do Sem Censura, conta como o programa começou.

A cantora Lucy Alves fala da carreira, das lives durante a pandemia e ainda aproveita para relembrar sua primeira participação no Sem Censura.

A psicanalista Vera Iaconelli explica como as relações pessoais foram afetadas pelo isolamento social.

O Sem Censura traz ainda informações atualizadas da covid-19 com jornalistas no Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo.

Participe também do programa, usando #semcensura no Twitter. A sua mensagem pode ser lida ao vivo.

Assista à edição especial a partir das 14h na TV Brasil e nas redes sociais da emissora.

TV Brasil agora é canal 1 na Grande São Paulo

A partir desta segunda-feira (22), assistir à TV Brasil em São Paulo ficará ainda mais prático e rápido, no canal aberto 1. A mudança ocorreu nesta manhã e foi marcada por uma cerimônia simbólica durante o noticiário Brasil em Dia, transmitido pela emissora pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), de segunda a sexta, às 9h45.

Luis Carlos Pereira Gomes, presidente da EBC, e Marcos Pontes, ministro da Ciência, tecnologia e inovação (Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Anteriormente, a TV Brasil era assistida pelos paulistanos por meio do canal 62.1, uma faixa distante da que o público costuma acessar.

O lançamento contou com a presença do Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, do Secretário-Executivo do Ministério das Comunicações, Fábio Wajngarten, do Porta – Voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, do Assessor Especial da Secretaria de Governo e Presidente do Conselho de Administração da EBC, Nilson Kazumi Nodiri e da Diretora de Jornalismo da EBC, Sirlei Batista.

Para ter acesso ao canal 1 – TV Brasil, da TV Digital Aberta em São Paulo, basta ir ao menu do seu aparelho televisivo, procurar pela programação automática dos canais, iniciar o processo de sintonia e, ao final da “varredura”, você terá o canal 1 programado como TV Brasil em alta definição de imagem e  qualidade de som digital. 

O presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Luiz Carlos Pereira Gomes, ressalta que a mudança é estratégica e aproxima ainda mais a emissora do público: “A partir de agora, a TV Brasil ganha em posicionamento e relevância em relação aos demais canais. Levar uma TV em canal aberto digital para a maior cidade da América e abrir o espectro de frequências com o canal 1 tem uma representatividade muito grande”.

São Paulo e a grande metrópole terão acesso à informação qualificada, à maior programação infantil da TV brasileira – com mais de 10 horas por dia; muito entretenimento, música, cultura, educação e esportes. 

O Diretor de Conteúdo e Programação da EBC, Denilson Morales, conta que a data da mudança foi escolhida por conta do caráter histórico do mês de junho e da relação com a TV brasileira. “Há 70 anos, em São Paulo, ocorria a primeira transmissão experimental de TV no País e, nada mais simbólico e importante que a TV Brasil, uma emissora que se recria, que se consolida, que é de todos os cidadãos, estar no canal número 1, na maior cidade do Brasil”, afirma.  Ele lembra que o mês de junho também carrega outros grandes significados de relevância ao povo brasileiro – como as festas juninas, a comemoração dos 50 anos da conquista do Tri Campeonato de Futebol no México e o mês da Mídia. 

Morales destaca que a TV Brasil, emissora da EBC, é referência em comunicação pública, a exemplo de outras Tvs públicas no mundo com BBC, RAI, RTP, TVE. “A TV Brasil apresenta à sociedade uma programação que contribuí para a formação, por meio de produtos diversos, gratuitos e de qualidade. Nos últimos anos, vem se consolidando junto à população.  E, a partir de segunda-feira, como em outras cidades do país onde já estamos em canais iniciais – RJ, MA, DF – seremos ainda mais reconhecidos e continuaremos fortalecendo o principal canal público de TV do País”, enfatiza o diretor. 

Com uma programação renovada e dinâmica, a emissora pública estreou neste mês de junho cinco novas atrações. A nova temporada do Conhecendo Museus, o novo programa TV Brasil Esporte, e as séries documentais inéditas Vale Indomado, Animais Bebês e Criaturas Estranhas, (terça às 21h), produções do canal canadense “Love Nature”.

Com episódios diários, de segunda a sexta, às 7h15, o programa Conhecendo Museus percorre vinte espaços culturais sobre moda, gastronomia, ciência e tecnologia. A produção é uma parceria da EBC com a Fundação José de Paiva Netto (FJPN) e o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).

Apresentado pelo jornalista Paulo Garritano, o TV Brasil Esporte vai ao ar de segunda a sexta, às 19h30, e destaca conteúdos que envolvem diferentes modalidades e entrevistas com grandes ídolos do esporte brasileiro.

A série Vale Indomado revela a fauna africana nas áreas alagadas do Vale do Rio Luangwa, na Zâmbia. Em três episódios, a produção do canal canadense Love Nature mostra a planície que abriga uma grande variedade de espécies da vida selvagem. Segunda, às 20h30.

Terça, às 20h30, a produção Animais Bebês mostra uma sequência de filhotes adoráveis de diversas espécies da vida selvagem. Os primeiros passos de encantadores recém-nascidos do reino animal são tema da obra que mostra os desafios para gigantes da natureza no primeiro dos sete episódios. Logo em seguida, às 21h, o programa Criaturas Estranhas acompanha a rotina de espécies com aparências bizarras e incomuns em diferentes habitats. A atração mostra as habilidades especiais de camuflagem e trapaças de seres exóticos. São espécies da fauna e da flora que tiveram um processo de evolução bem peculiar.

Veja aqui como sintonizar a TV Brasil

Reveja o evento: 

TV Brasil passa a ser transmitida no canal 1 em SP

A partir da próxima segunda-feira (22), assistir à TV Brasil em São Paulo ficará ainda mais prático e rápido, no canal aberto 1.

Para ter acesso ao canal 1 – TV Brasil, da TV digital aberta em São Paulo, basta ir ao menu do seu aparelho televisivo, procurar pela programação automática dos canais, iniciar o processo de sintonia e, ao final da “varredura”, você terá o canal 1 programado como TV Brasil em alta definição de imagem e  qualidade de som digital. 

O presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Luiz Carlos Pereira Gomes, ressalta que a mudança é estratégica e aproxima ainda mais a emissora do público: “A partir de agora, a TV Brasil ganha em posicionamento e relevância em relação aos demais canais. Levar uma TV em canal aberto digital para a maior cidade da América e abrir o espectro de frequências com o canal 1 tem uma representatividade muito grande.”

São Paulo e a grande metrópole terão acesso à informação qualificada, à maior programação infantil da TV brasileira – com mais de 10 horas por dia; muito entretenimento, música, cultura, educação e esportes. 

O diretor de Conteúdo e Programação da EBC, Denilson Morales, conta que a data da mudança foi escolhida por conta do caráter histórico do mês de junho e da relação com a TV brasileira. “Há 70 anos, em São Paulo, ocorria a primeira transmissão experimental de TV no país e, nada mais simbólico e importante que a TV Brasil, uma emissora que se recria, que se consolida, que é de todos os cidadãos, estar no canal número 1, na maior cidade do Brasil”, afirma.  Ele lembra que o mês de junho também carrega outros grandes significados de relevância ao povo brasileiro – como as festas juninas, a comemoração dos 50 anos da conquista do Tri Campeonato de Futebol no México e o mês da Mídia. 

Morales destaca que a TV Brasil, emissora da EBC, é referência em comunicação pública, a exemplo de outras TVs públicas no mundo com BBC, RAI, RTP, TVE. “A TV Brasil apresenta à sociedade uma programação que contribuí para a formação, por meio de produtos diversos, gratuitos e de qualidade. Nos últimos anos, vem se consolidando junto à população.  E, a partir de segunda-feira, como em outras cidades do país onde já estamos em canais iniciais – RJ, MA, DF – seremos ainda mais reconhecidos e continuaremos fortalecendo o principal canal público de TV do país”, enfatiza o diretor. 

Com uma programação renovada e dinâmica, a emissora pública estreou neste mês de junho cinco novas atrações. A nova temporada do Conhecendo Museus, o novo programa TV Brasil Esporte, e as séries documentais inéditas Vale IndomadoAnimais Bebês e Criaturas Estranhas, (terça às 21h), produções do canal canadense Love Nature.

Com episódios diários, de segunda a sexta, às 7h15, o programa Conhecendo Museus percorre 20 espaços culturais sobre moda, gastronomia, ciência e tecnologia. A produção é uma parceria da EBC com a Fundação José de Paiva Netto (FJPN) e o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).

jornalista Paulo Garritano, da TV Brasil
Jornalista Paulo Garritano apresenta o TV Brasil Esporte – Divulgação/TV Brasil

Apresentado pelo jornalista Paulo Garritano, o TV Brasil Esporte vai ao ar de segunda a sexta, às 19h30, e destaca conteúdos que envolvem diferentes modalidades e entrevistas com grandes ídolos do esporte brasileiro.

A série Vale Indomado revela a fauna africana nas áreas alagadas do Vale do Rio Luangwa, na Zâmbia. Em três episódios, a produção do canal canadense Love Nature mostra a planície que abriga uma grande variedade de espécies da vida selvagem. Segunda, às 20h30.

Terça, às 20h30, a produção Animais Bebês mostra uma sequência de filhotes adoráveis de diversas espécies da vida selvagem. Os primeiros passos de encantadores recém-nascidos do reino animal são tema da obra que mostra os desafios para gigantes da natureza no primeiro dos sete episódios. Logo em seguida, às 21h, o programa Criaturas Estranhas acompanha a rotina de espécies com aparências bizarras e incomuns em diferentes habitats. A atração mostra as habilidades especiais de camuflagem e trapaças de seres exóticos. São espécies da fauna e da flora que tiveram um processo de evolução bem peculiar.

Saiba como sintonizar a TV Brasil

Em 16 março deste ano, a TV Brasil lançou nova programação com destaque para a estreia de novas atrações e séries documentais e de ficção renomadas como o premiado drama policial britânico Sherlock e a trama nacional pioneira de O Vigilante Rodoviário. A emissora também investiu na produção interna, na aquisição de novos conteúdos e em obras independentes como Acervo Musical, Brasil sobre Duas Rodas, Cai no Vestibular, Ciência é Tudo, Curta Temporada, Meu Pedaço do Brasil e Vida + Leve.

Programação infantil

TV Brasil Animada exibe a melhor programação infantil da TV aberta. São mais de dez horas diárias de desenhos e seriados que crianças de todas as idades adoram. Organizada por faixa etária, a TV Brasil Animada tem uma sessão especial com recursos de acessibilidade entre 7h45 e 9h30. Após os telejornais da manhã, a partir das 10h até as 19h, a emissora traz conteúdos adequados para crianças em idade pré-escolar, atrações infantis e produções voltadas para o público que está na adolescência. A faixa destaca-se pela ausência de publicidade que incentive o consumismo. As séries e animações em cartaz reforçam valores como a não violência e a tolerância às diferenças.

EBC Play
EBC Play – Divulgação/EBC

EBC Play: conteúdo on demand

Assista de qualquer lugar aos seus programas favoritos da TV Brasil. O aplicativo EBC Playdisponibiliza gratuitamente ao público um vasto catálogo de produções.

O app está disponível para as plataformas Android, iOS e no site http://play.ebc.com.br. OEBC Play pode ser baixado gratuitamente.

Sobre a EBC

Criada em 2007 para fortalecer o sistema público de comunicação, a EBC é gestora dos veículos TV BrasilAgência BrasilRadioagência NacionalPortal EBCRádio Nacional AM do Rio de Janeiro (1.130 KHz), Rádio Nacional AM de Brasília (980 KHz), Nacional FM de Brasília (96,1 MHz), Rádio MEC AM do Rio de Janeiro (800 KHz), Rádio MEC FM do Rio de Janeiro (99,3 MHz), Rádio Nacional da Amazônia OC (11.780 KHz e 6.180 KHz), Rádio Nacional AM do Alto Solimões (670 KHz) e Rádio Nacional FM do Alto Solimões (96.1 MHz).

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TV Brasil estreia nova programação nesta segunda

Os programas da TV Brasil ganham novos horários, cenários e identidades visuais a partir desta segunda (16), quando a emissora pública lança sua programação para 2020. Destaque para a estreia de novas atrações e séries documentais e de ficção renomadas como o premiado drama policial britânico Sherlock (segunda a sexta, às 21h30) e a trama nacional pioneira de O Vigilante Rodoviário (terça, às 23h30 e domingo, às 22h30).

Para este ano, o canal investiu na produção interna, na aquisição de novos conteúdos e em obras independentes. Em março, a TV Brasil estreia novos programas produzidos internamente: Acervo MusicalAtosBrasil sobre Duas RodasCai no VestibularCiência é Tudo, Curta TemporadaMeu Pedaço do Brasil e Vida + Leve.

Atrações da programação diária apresentam novos formatos como o histórico programa de entrevistas Sem Censura, apresentado por Vera Barroso e Bruno Barros, que entra no ar ao vivo de segunda a sexta, agora às 14h, e com a participação de um time de jornalistas do Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo para comentar as pautas e assuntos do dia.

Sem Censura
Time de jornalistas da EBC comentará os principais assuntos do dia no Sem Censura
(TV Brasil/Divulgação)

Em novo horário, o telejornal Repórter Brasil abre a faixa voltada ao público adulto, ao vivo, às 19h, com os âncoras Katiuscia Neri e Paulo Leite, em Brasília. Em seguida, às 19h30, também ao vivo, é a vez do esportivo Stadium, com Paulo Garritano e Marília Arrigoni, no Rio de Janeiro. Já o Cenário Econômico, apresentado direto da B3, em São Paulo, vai ao ar às 22h30.

Entre as produções jornalísticas semanais, destaque para o Caminhos da Reportagem que agora tem exibição inédita aos domingos, às 20h. Durante a semana, em horário nobre, às 23h, a faixa começa na segunda com o Brasil em Pauta.

Às terças, o veterano Moisés Rabinovici conduz o programa Um Olhar sobre o Mundo. Já às quartas, Katiuscia Neri faz entrevistas no Impressões. Às quintas, o Caminhos da Reportagem tem reprise. O Fique Ligado ganha novo formato, semanal, com uma hora de duração, às sextas, com Vanessa Léda e Morillo Carvalho, de Brasília; Annie Zanetti, de São Paulo; e Bruno Barros, do Rio de Janeiro.

Conteúdo on demand

EBC Play
(EBC/Divulgação)

Outra novidade da emissora pública gerida pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC) é a disponibilização de mais conteúdo on demand nas suas plataformas digitais e por meio do aplicativo EBC Play. Além das produções da casa, boa parte dos novos conteúdos de aquisição também passam a ter uma janela para os fãs de séries acompanharem os episódios por tempo limitado. O aplicativo está disponível para as plataformas Android, iOS e no site http://play.ebc.com.br. O EBC Play pode ser baixado gratuitamente.

Programação Infantil

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Detetives do Prédio Azul (TV Brasil/Divulgação)

De olho na garotada, a nova programação amplia para mais de dez horas a duração da TV Brasil Animada, sessão infantil com desenhos e seriados que crianças de todas as idades adoram. Destaque para a volta de temporadas inéditas em sinal aberto de sucessos que encantam a turminha. O canal apresenta a segunda temporada de Peixonauta e de SOS Fada Manu, a quarta e quinta de O Show da Luna! e a sétima, oitava e nona de Detetives do Prédio Azul.

Entre as estreias para a criançada, as principais atrações da TV Brasil para esse público são a novelinha Valentins e a animação Conta Comigo dos mesmos diretores de Meu Amigãozão. Outras novidades são as produções Cantando com Ping e PongCanninópolisMouk, Mighty MikeJelly JamBottersnikes & Gumbles e Meu Cavaleiro e eu.

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Peixontauta (TV Brasil/Divulgação)

Organizada por faixa etária, a TV Brasil Animada tem uma sessão especial com recursos de acessibilidade entre 7h45 e 9h30. Após os telejornais da manhã, a partir das 10h até as 19h, a emissora traz conteúdos adequados para crianças em idade pré-escolar, atrações infantis e produções voltadas para o público que está na adolescência. A faixa destaca-se pela ausência de publicidade que incentive o consumismo. As séries e animações em cartaz reforçam valores como a não violência e a tolerância às diferenças.

Sucessos do cinema na telinha

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Mazzaropi (TV Brasil/Divulgação)

A sétima arte também tem espaço garantido na programação da TV Brasil com as sessões Festival de Cinema que traz sucessos das telonas, como O Palhaço (2011); DOCs Brasil, com produções documentais; Cine Retrô que resgata clássicos de Amácio Mazzaropi e Dercy GonçalvesSessão Família, com produções infantis para todas as idades, como O Menino Maluquinho (1995); e Cine Nacional que destaca grandes obras brasileiras.

Estreias da casa

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Atração ensina matérias e traz dicas de preparação para estudantes dos ensinos Médio e Fundamental 2 (TV Brasil/Divulgação)

Os novos programas da TV Brasil estreiam em diversos horários na programação da emissora pública.

Em edições diárias de 15 minutos de segunda a sexta e maratona aos sábados, com os episódios da semana, sempre às 7h, o programa educativo Cai no Vestibular ensina matérias e traz dicas de preparação para estudantes dos ensinos Médio e Fundamental 2.

A proposta é ajudar os alunos na preparação para o Enem e vestibulares. A cada aula, um professor ou palestrante apresenta um tema, faz uma revisão dos assuntos abordados e dá orientações de conteúdos complementares.

A série Vida + Leve apresenta informações relevantes sobre saúde e qualidade de vida, sempre de maneira informal e descomplicada, às quintas, às 7h15. Sob o comando da jornalista Carol Rocha, a produção recebe especialistas para um papo no estúdio. Médicos, pesquisadores e profissionais da saúde esclarecem as principais dúvidas da população.

O programa aborda temas como a importância do sol para a saúde, as propriedades dos chás e o uso dos suplementos proteicos. Vida + Leve também destaca como a aquisição de novos hábitos pode contribuir para o bem-estar e longevidade.

O programa Ciência é Tudo estreia no sábado, às 8h30, com apresentação da jornalista Priscila Rangel. A atração traz informações, curiosidades e reflexões sobre o impacto da ciência e da tecnologia na vida diária, além de ressaltar as novidades a respeito de investimentos e de políticas públicas da área.

Aos sábados, às 21h, o Acervo Musical resgata trilhas sonoras históricas. Os apresentadores Bia Aparecida e Waldecir de Oliveira aproveitam um tema para revisitar o acervo preservado pela EBC. Eles mostram performances musicais que marcaram época em registros da antiga TVE do Rio de Janeiro, e da discoteca das Rádios MEC e Nacional.

Já aos domingos, às 10h, a série documental Brasil sobre Duas Rodas percorre o país para mostrar as belezas nacionais sob a perspectiva de quem não vive longe das estradas, os motociclistas. A produção leva o telespectador na garupa ao revelar as deslumbrantes paisagens que atravessam o Brasil de norte a sul.

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Série documental Brasil sobre Duas Rodas percorre o país para mostrar as belezas nacionais sob a perspectiva dos motociclistas (TV Brasil/Divulgação)

A série Meu Pedaço do Brasil entra no ar aos domingos, às 18h30. A cada edição  visita uma cidade turística do país e revela suas principais atrações através do olhar de moradores e guias locais. A produção mostra os mais diversificados destinos turísticos nacionais: cidades históricas, metrópoles cosmopolitas e regiões com natureza diversa e muitas vezes intocada.

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Peças teatrais são o destaque da série Curta Temporada
(Fernando Frazão/Agência Brasil)

Com a exibição de peças teatrais e entrevistas exclusivas com a equipe das produções, a série Curta Temporada estreia no domingo, à meia-noite. Apresentado por Linei Lopes, o programa traz para a telinha obras marcantes das artes cênicas ao levar o universo do teatro para a televisão.

Novas temporadas

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Juliana Oliveira e Fernanda Honorato (TV Brasil/Divulgação)

Há 16 anos no ar, o Programa Especial estreia sua décima quinta temporada em novo horário, às 9h30. Voltada à inclusão de pessoas com deficiência, a produção é apresentada pela publicitária cadeirante Juliana Oliveira com matérias realizadas por Fernanda Honorato, a primeira repórter com Síndrome de Down do país.

Ainda pela manhã, às 10h30, o Música Animada ganha edições semanais em sua quarta temporada com performances inéditas sempre no primeiro sábado de cada mês para a garotada cantar e se divertir. A atração dedicada às crianças traz bandas que incentivam os pequenos a desenvolver o gosto pela música.

Ainda no sábado, mais tarde, às 20h30, o Recordar é TV estreia a terceira temporada agora sob o comando da jornalista Katy Navarro. O programa resgata o vasto conteúdo de acervo da emissora pública e apresenta, com nova roupagem, atrações históricas dos tempos da TV Educativa do Rio de Janeiro preservadas no arquivo do canal.

Atos
Bruno Barros apresenta os bastidores da dramaturgia em Atos (Pablo Henrique)

A segunda temporada de Atos investiga os bastidores da dramaturgia na madrugada de domingo para segunda, à 1h30 A série produzida em parceria com a Casa das Artes de Laranjeiras (CAL) busca identificar um sentido mais amplo das artes cênicas a partir dos desafios de experientes profissionais que atuam na área.

Apresentada por Bruno Barros, a produção recebe personalidades como Cauã Reymond, Claudia Raia, Marcos Frota e Ana Beatriz Nogueira para um bate-papo com alunos de interpretação sobre os bastidores da carreira artística.

Com formato intimista, leve e dinâmico, Atos busca fugir dos padrões convencionais televisivos ao deslocar o estúdio de gravação para o palco teatral da própria CAL. Nomes consagrados da cena artística nacional revelam histórias e acontecimentos que marcaram suas carreiras.

Séries ambientais brasileiras e do exterior

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Brasil Visto de Cima (TV Brasil/Divulgação)

A faixa nobre da programação da TV Brasil apresenta diversas obras documentais. A série nacional Brasil Visto de Cima mostra as belezas naturais em janela diária de segunda a sexta, às 20h, com a exibição dos 135 episódios das cinco temporadas inéditas em sinal aberto.

De segunda a sexta, às 20h30, a emissora pública apresenta produções internacionais com foco no meio ambiente. Galápagos é a atração das segundas com três episódios semanais de 50 minutos. As séries Os Sentidos dos Animais e Mistérios da Evolução estreiam na terça às 20h30 e às 21h, respectivamente, com seis episódios de 30 minutos cada.

O destaque de quarta é o seriado RockiesAs Montanhas Selvagens com cinco episódios de 50 minutos. A série documental Cidades Fantasmas estreia na quinta com episódios sobre Riesi (Itália), Kayaköy (Turquia), Fukushima (Japão), Detroit (EUA) e aldeias abandonadas (China). Por fim, na sexta, a novidade é a produção A Jornada da Vida com três episódios de mesma duração.

Aclamadas produções de ficção

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Trama é estrelada por Benedict Cumberbatch como Sherlock Holmes e Martin Freeman como o Doutor John Watson (BBC Studios/Divulgação)

As séries de dramaturgia são outro mote da programação da TV Brasil para 2020. O premiado drama policial Sherlock ganha exibição diária, de segunda a sexta-feira, em horário nobre, às 21h30, com exclusividade. A emissora exibe todos episódios das quatro temporadas da série, além do especial.

Produzido pela BBC, o seriado de televisão britânico é inspirado nas histórias do detetive Sherlock Holmes escritas por Sir Arthur Conan Doyle. Criada por Steven Moffat e Mark Gatiss, a trama foi estrelada por Benedict Cumberbatch como Sherlock Holmes e Martin Freeman como o Doutor John Watson.

Já uma das produções mais clássicas do audiovisual brasileiro, a série O Vigilante Rodoviário acompanha as aventuras do inspetor Carlos e seu amigo, o cão Lobo, com dois episódios inéditos por semana, às terças, às 23h30, e aos domingos, às 23h.

Pioneira, a atração nacional produzida no início dos anos 1960 foi um sucesso de audiência pela TV Tupi. O seriado mostra a dupla em tramas de combate ao crime a bordo de uma motocicleta Harley-Davidson 1952 ou de um carro modelo Simca Chambord 1959.

Atrações musicais

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Acervo Musical com Bia Aparecida e Waldecir de Oliveira (TV Brasil/Divulgação)

Programas musicais e shows embalam as noites de sexta e sábado na nova programação da TV Brasil. Em novo dia e horário, às sextas, à meia-noite, o Todas as Bossas estreia a quarta temporada com a performance do grupo Molejo.

Logo depois, à 1h, o Cena Instrumental tem edições inéditas na telinha. Sob o comando da jornalista e cantora Bia Aparecida, os dois programas trazem shows exclusivos gravados no histórico estúdio 3 da emissora pública.

Ainda na madrugada de sexta para sábado, a TV Brasil apresenta uma sequência de atrações musicais: o Hypershow, da Rede Minas, às 2h; o tradicional Samba na Gamboa, conduzido pelo cantor e compositor Diogo Nogueira, às 3h; o programa Alto-Falante, da Rede Minas, às 4h; e encerra a faixa com o Acervo Musical, às 5h.

O programa Acervo Musical estreia na sequência, às 21h, ao recuperar apresentações que fizeram história e foram registradas pala TVE/RJ e Rádios MEC e Nacional. Logo após, às 21h30, o Alto-Falante tem edições inéditas. Produzido pela Rede Minas, é apresentado por Terence Machado, Adriano Falabella e Sabrina Damasceno.

TV Brasil exibe espetáculos gravados por emissoras parceiras da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP) a partir das 22h30 na faixa Shows Mais Brasil. Com grandes apresentações de artistas regionais e personalidades renomadas, a maratona musical dura seis horas e meia com os mais diversos estilos e gêneros que caracterizam a produção sonora do país.

Faixas diárias com programas da Rede e de Parceiras

Vida Leve
Apresentadora Carolina Rocha (TV Brasil/Divulgação)

Para valorizar as emissoras que integram a Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP), a TV Brasil exibe para todo o país em sua programação uma série de programas realizados por esses canais parceiros.

Faixa Rural destaca a vida no campo de segunda a sexta, às 6h, e aos sábados, a partir das 5h30. Produzido pela TVU/RN, o programa Tela Rural vai ao ar às segundas. Realizado pela TV Cultura do Pará, o Cozinha Amazônia é a atração das terças.

Agro Nacional é um programa próprio da TV Brasil que entra às quartas enquanto a produção independente Vale Agrícola é exibida às quintas. Coprodução da Embrapa com a Emater, o programa Terra Sul tem janela às sextas. A faixa também é apresentada aos sábados, às 5h30, com o Rio Grande Rural, outra produção da Emater.

Com destaque para o novo programa Cai no Vestibular, produção própria da TV Brasil no ar diariamente às 7h, de segunda a sábado, a Faixa Educação contempla ainda outras produções vão ao ar de segunda a sexta, na sequência, às 7h15.

Camarote 21, da Deutsche Welle, abre a semana às segundas. Já o programa Viver Ciência, da UFG, é exibido às terças. A série Luthiers, obra da TV Brasil, é a atração das quartas. Já a produção documental Amazônia Legal vai ao ar às quintas enquanto o programa Praticarte, da TV Encontro das Águas, às sextas.

A faixa de saúde e bem-estar pode ser conferida na telinha da emissora pública de segunda a sexta-feira, às 7h15. O programa Nova Amazônia, da TV Encontro das Águas, é apresentado às segundas. A TVE Bahia contribui com o Soterópolis, às terças, enquanto a Rede Minas disponibiliza o Sou 60, às quartas. A TV Brasil estreia o Vida + Leve às quintas enquanto o programa Viver Mais, da TV Ceará, tem exibição às sextas.

Meia maratona começa mais cedo e será transmitida pela TV Brasil

(Arquivo/Agência Brasil)


As ruas e avenidas da capital paulista serão palco neste domingo (2 de fevereiro) da 14ª edição da Meia Maratona Internacional de São Paulo. Os cerca de 7,5 mil inscritos farão um percurso de 21.097 quilômetros, passando por pontos tradicionais de São Paulo.

O horário de largada, a pedido da prefeitura, foi antecipado em 15 minutos este ano. O primeiro grupo a largar, às 6h28, será o pelotão de cadeirantes. Dois minutos depois, às 6h30, partirão os grupos de elite masculino e feminino. Os últimos a largarem, às 6h35, serão os competidores da corrida de cinco quilômetros, que também faz parte da programação do evento.  A meia-maratona terá transmissão ao vivo pela TV Brasil, a partir das 6h15h, deste domingo (2 de fevereiro). 

A largada será da Praça Charles Miller – mesmo local da chegada – que fica em frente ao Estádio do Pacaembu. No sexto quilômetro do trajeto os corredores percorrerão o Elevado João Goulart, mais conhecido como ‘Minhocão’. Mais adiante, entre os quilômetros 11 e 12 da corrida, os correodores passarão  pela Praça da República, que fica bem próxima aos principais pontos turísticos da cidade, como o Viaduto do Chá (onde fica a Prefeitura) e o Theatro Municipal.  Depois, os corredores cruzarão a famosa esquina das avenidas Ipiranga e São João, citada por Caetano Veloso na letra de “Sampa”.   

Meia-maratona de São Paulo
Mapa da 14ª edição da Meia-Maratona Internacional de São Paulo (Divulgação/Yescom)

Entre os destaques internacionais desta edição, está o queniano Edwin Rotich, bicampeão da tradicional São Silvestre, e na disputa feminina a favorita a cruzar a linha de chegada é a ugandense Emily Chebet, vice-campeã da Volta da Pampulha. Também é boa a expectativa da performance dos brasileiros, em especial da dupla mineira formada por Larissa Quintão, quinta colocada na Meia Maratona do ano passado, e Giovani dos Santos, que já venceu a prova duas vezes (2013 e 2016).

Os vencedores de ambos os gêneros serão contemplados com R$ 6 mil cada um. Também estão previstas premiações para quem chegar em segundo lugar (R$3 mil), terceiro (R$ 2 mil), quarto (R$ 1,5 mil) e quinto lugar (R$ 1 mil).

Por  Claudia Soares Rodrigues – Jornalista da TV Brasil 

Tebet: MDB voltará à cena para combater extremismo

Por Roseann Kennedy

Simone Tebet, Senadora pelo MDB (TV Brasil/Reprodução)

A presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Simone Tebet (MDB-MS), defendeu a formação de uma grande coalizão de centro para ajudar o país a sair dos extremismos de esquerda e direita. Para ela, o MDB é o partido capaz de unir forças e conversar com todas as correntes ideológicas. “Muito em breve, o MDB vai ser chamado novamente a fazer parte da história. Quando as democracias no mundo se enfraquecem, é necessário um grande partido de centro para chamar à razão”, afirma. 

A senadora admite, porém, que o MDB precisa fazer um mea-culpa. “Ter humildade de reconhecer que errou, que esteve ao lado de governos, sejam eles quais forem, só por fisiologismo, por toma lá dá cá, por ministérios, considerada a velha política ou no sentido da política errada”. Ela ressalta que enfrentou Renan Calheiros na disputa para a presidência do Senado, para dizer que a sigla tem quadros novos e quer mudar. A ala feminina do partido sugere seu nome para a presidência do MDB. Ela se sente honrada, mas diz que sua missão, agora é estar no Senado conduzindo a legenda para a formação de um centro democrático. 

Em entrevista concedida à jornalista Roseann Kennedy, no programa Impressões, que vai ao ar nesta terça-feira (27) às 23h, na TV Brasil, a senadora também fala dos desafios no ambiente político e pessoal. “Sempre digo que a mulher, na política e na vida profissional, tem de ser melhor que o homem para ser considerada igual. O que é lamentável”. Simone Tebet já foi prefeita de Três Lagoas, vice-governadora de Mato Grosso do Sul, líder do MDB no Senado e agora preside a CCJ. Em todos esses cargos foi a primeira mulher a assumí-los. Também integra, há dois anos, a lista dos 100 parlamentares mais influentes do Congresso Nacional. 

Roseann – Sua trajetória política já incomodou muita gente. Pelo menos uma pessoa eu tenho certeza, que é o senador Renan Calheiros. Como é a sua relação com ele hoje?

Simone Tebet – Eu acho que foi um embate em que ele não soube entender que o momento era de se renovar na política e acabou levando para o lado pessoal. Então, infelizmente vi que isso deixa marcas. Ele poderia muito bem ir para o embate político ideológico comigo, mas optou por um embate pessoal, com agressões, o que não é compatível nem com a experiência de vida dele. Mas, enfim, é uma relação de civilidade, afinal somos colegas aqui. Sempre que tivermos projetos em comum e importantes para o Brasil, nós estaremos juntos. Mas não há mais como manter uma relação além disso, depois de tudo que aconteceu. Você falou de incômodo e como a gente acabou chegando, em dois anos, nesse patamar de poder ter papel participativo na vida do Senado. Eu acho que devo isso muito à minha formação profissional. Eu me debruço, me esforço, trabalho quantas horas forem necessárias para entender aquilo que estou fazendo. Me enxergo muito como técnica. Como muitos técnicos que estão aqui. Eles nos auxiliam, e a gente procura fazer um bom trabalho com a ajuda deles.

Roseann – A senhora ouve muito, né? 

Simone Tebet – No primeiro ano, entrei muda e saí calada. Eu me propus a isso, o que é difícil para um político, né? Eu falei ‘vou tentar entender o funcionamento da Casa com essa nova legislatura’. Porque conheci a Casa na época do meu pai. E foi isso que fiz, aprendendo como é hoje, como tramitavam os processos nas comissões, como era o perfil dos colegas, os senadores. Até porque tem essa coisa da discriminação, pelo fato de ser mulher. Ah, chegou aqui por quê? Como se nós fossemos diferentes na entrada da vida pública em relação ao homem. Sempre digo que a mulher, na política e na vida profissional, tem de ser melhor que o homem para ser considerada igual. O que é lamentável.

Roseann – A senhora tem crescido muito no MDB. Seu nome, inclusive, é cotado para assumir a presidência da sigla. É uma missão que a senhora quer? 

Simone Tebet – Não. Isso me deixa honrada, eu acho que de repente eles me viram como alguém que teve a capacidade de romper paradigmas dentro do partido. Quando fui para a disputa com o ex-presidente Renan Calheiros, não fui só contra a figura do ex-presidente. Fui no sentido de entender que o MDB precisava fazer um mea culpa, ter humildade de reconhecer que errou, que esteve ao lado de governos, sejam eles quais forem, só por fisiologismo, por toma lá dá cá, por ministérios, considerada a velha política ou no sentido da política errada. Quando enfrentei o ex-presidente Renan Calheiros, foi para dizer o seguinte: o MPB tem quadros novos, quer mudar, ter humildade de reconhecer que precisa fazer diferente. E por ter iniciado esse processo, outros colegas que somam comigo, que pensam igual, que é a maioria inclusive dos quadros do MDB, querem um partido diferente. Eles agora vêm com essa perspectiva de que precisamos de um novo presidente nacional, mas alguém que realmente represente o novo. Eu me sinto honrada por ser um nome apontado, mas acho que não é essa a minha missão. Acho que a minha missão é estar no Senado, estar ao lado desse novo ou dessa nova presidente nacional do MDB, conduzindo o partido para algo que é fundamental. Daqui a pouco, posso estar enganada, daqui muito em breve, o MDB vai ser chamado novamente para fazer parte da história. Quando as democracias no mundo se enfraquecem, é necessário um grande partido de centro para chamar à razão. Acho que estamos passando por um momento de grande intolerância, de grande radicalização, é extrema-direita com a extrema-esquerda. Vai chegar uma hora em que vamos precisar de um centro democrático, e aí a importância de um grande partido. E eu pergunto: qual é hoje o partido de centro, capaz de unir todas essas ideias em torno de um mesmo ideal que é justiça social, que é um país desenvolvido, gerando emprego e renda? Seria o MDB. Então, temos que nos reinventar, voltar às nossas origens de Ulysses Guimarães, para termos um partido que efetivamente possa, no momento certo, se necessário, chamar todas as forças e posições ideológicas que se somam ao centro. Centro-direita, centro-esquerda, numa ampla coalizão a favor do país.

Roseann – A senhora sempre foi MDB, assim como o seu pai. Nunca pensou em sair?

Simone Tebet – Nunca pensei em sair. Eu nasci dentro da política. Quando eu tinha 5 anos, meu pai foi prefeito da cidade em que nasci e, a cada 4 anos, foi galgando o seu espaço. Então, com 9 anos meu pai era deputado estadual, depois vice-governador, governador por um período, superintendente da Sudeco, senador, ministro de Estado e faleceu durante mandato de senador. E sempre acompanhei a trajetória do meu pai nos bastidores. Nunca pensei em entrar para a política, é uma coisa interessante. Sempre fui muito tímida, nunca fui oradora de turma. Sempre muitíssimo estudiosa, muito esforçada. Mais do que inteligente, sou esforçada. Eu tenho uma inteligência mediana, mas o meu esforço faz com que [tenha destaque]. A perseverança é um atributo que tenho.

Roseann – Havia uma preocupação sua ou foi muito difícil se impor no Congresso, como a senadora Simone Tebet e não como a filha de Ramez Tebet?

Simone Tebet – Não, acho que não. Porque eu passei por essa experiência nos outros mandatos que tive. Então, quando cheguei aqui, disse – se eu consegui lá na prefeitura de Três Lagoas, onde fui prefeita, quando fui deputada, quando fui vice-governadora, vou conseguir também driblar esse paradigma. Mas acho que é importante abrir um parênteses: tenho consciência de que o meu primeiro mandato devo ao fato de ter sido filha dele. Me elegi deputada estadual, foi o meu primeiro mandato eletivo, e é óbvio que as pessoas falaram “vou votar porque é filha de Ramez.” Então, entrei realmente na política como a filha de um homem público e, a partir daí, acho que fui ocupando o meu espaço. Fui considerada, na época, a melhor prefeita da cidade porque fui a que mais fez escolas e creches, clínicas de saúde. Que mais gerou emprego para a população, mais fez serviços de drenagem e áreas de lazer. Então, a gente teve esse referencial do trabalho para tirar esse estigma de filha. Mas tenho um orgulho muito grande toda vez que as pessoas falam: ah, você é a filha. Não vejo, no meu caso, como pejorativo. Vejo como uma forma carinhosa e saudosa de fazer referência ao meu pai.

Roseann – A gestão em Três Lagoas tem um momento incômodo da sua trajetória, que é um processo que ainda está correndo, com acusação de irregularidade da época em que a senhora era prefeita. Como está isso, hoje?

Simone Tebet – É, nós já ganhamos em segunda instância. Não sei se já foi publicado, mas recentemente. Não perdi em nenhuma instância, quer dizer nunca fui condenada. Isso foi excesso de zelo em licitação e por causa disso, o Ministério Público entendeu que eu não podia cobrar, por exemplo, R$ 300 em uma carta de edital. Que estava sendo muito rigorosa, no sentido de exigir visita técnica na obra. Então, por excesso de zelo em licitação, o Ministério Público entendeu que havia irregularidade. Em nenhum momento apontando que havia um superfaturamento, o próprio Ministério Público nunca disse isso, que haveria, o próprio juiz, improbidade administrativa. Era irregularidade, em que caberia uma multa se eu fosse condenada. Eu tinha sido abordada por uma promotora de Justiça, Dra. Cristiane Mourão, logo que assumi, falo para deixar comprovada aqui a veracidade do que falo. Logo que cheguei, ela disse: “prefeita, aqui tudo é conchavo. Aqui tem três ou quatro que ganham sempre a licitação. Não quero ver isso aqui”. Eu falei – primeiro a senhora me deixe trabalhar. E quando fui fazer a obra, pensei muito nisso, vou abrir a licitação de forma que todos possam participar e foi o que efetivamente aconteceu. Então assim, com muita tranquilidade, acho que isso faz parte do processo. O que a gente tem que combater é o abuso de autoridade. É o abuso da fiscalização. O abuso dessa sanha de querer criminalizar a política, essa coisa, que é a minoria da minoria no Ministério Público ou do judiciário que, muitas vezes, não entende o processo político. Isso sim, esse caso é preciso punição. Mas no caso ali foi um processo normal. Tanto a iniciativa do Ministério Público, que não condeno, quanto a nossa conduta. Tanto é verdade que a Justiça já nos absolveu.

Roseann – A senhora assinou um documento pedindo o veto total do projeto sobre o abuso de autoridade. Por quê? 

Simone Tebet – Eu me lembro de 2017, dessa discussão aqui no Senado. E quando vi o projeto do senador Requião, com toda a boa intenção que eu sei que o senador tinha, vi que o projeto estava realmente muito abstrato. Era quase um Frankenstein. Era tão amplo que praticamente impediria ou impede um promotor, ou um agente da polícia, seja agente federal, ou um agente da polícia do estado ou mesmo um magistrado, de exercer o seu ofício, a sua responsabilidade e o seu dever, dentro da legislação, com isenção. Então, por isso votei contra em 2017, e assinei agora um manifesto pedindo o veto total desse projeto. Mas tenho toda a tranquilidade de dizer que acho que abuso de autoridade deve ser combatido, desde que haja o abuso e que a legislação não crie empecilhos para o papel, para o trabalho da Justiça como um todo.

Roseann – Da forma que ele está, a senhora o considera um risco?

Simone Tebet – Não é só um risco, não é uma coisa temerária só. Da forma como ele está, realmente pode inviabilizar a autonomia, a liberdade, da magistratura, do Ministério Público e pode sim ser uma restrição, por exemplo, ao combate à corrupção, uma restrição às operações como a Lava Jato e outras tantas que correm pelo país.

Roseann – Quando a senhora começa a falar no plenário, as pessoas param e prestam atenção. Em casa, com marido e duas filhas, também é assim: Simone falou, a casa parou?

Simone Tebet – Acho que não. Acho que aqui [no Senado] devo ser muito sisuda, muito brava para as pessoas pararem para ouvir.Tenho um relacionamento muito tranquilo com o meu marido, mais por causa dele do que por mim. Pelo temperamento dele e não pelo meu. Ele é muito tranquilo. Só que ele tem certas questões em que não abre mão. Então, com tantos anos de convivência, sete anos de namoro e mais de 20 de casados, portanto quase 30 de convivência, já sei o meu limite e ele também sabe o dele. Há certas questões que ele sempre dá a última palavra. Questões principalmente relacionadas à educação das filhas como um todo, eu costumo dar a última palavra. Portanto, há uma democracia ali, muito bem trabalhada. Hoje, acho que é o contrário: cada vez mando menos, no marido, nas filhas e em casa.

Roseann – Como a senhora consegue administrar um relacionamento de quase 30 anos, duas filhas, um mandato, uma presidência de CCJ e ainda continua linda? 

Simone Tebet – Acho que a gente tem de estabelecer prioridades na vida. Sempre fui muito determinada, nunca tive vida social por causa disso. Sempre privilegiei minha vida em família. Então, desde que minhas filhas nasceram, parei de ir e casamentos, festas, que não sejam de família ou de amigos. Porque eu tinha que estar com as minhas filhas no período de descanso delas, de lazer meu. Não consigo fazer atividade física. Faço no final de semana por questão de saúde, tem de fazer musculação para um problema de joelho. Eu não sou diferente de nenhuma mulher, nós temos dupla, tripla jornada. Aliás, sou privilegiada. Tenho carro próprio, então venho com ar condicionado trabalhar, enquanto muitas mulheres pegam duas, três conduções por dia. Eu trabalho no ar condicionado, enquanto muitas mulheres trabalham no chão das fábricas e quando chegam em casa, têm a mesma atividade, têm de lavar louça, cuidar do marido, dos filhos. Eu acho que é o fato de ser mulher, nós mulheres somos diferentes. Nós podemos fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo, nós estamos aí para os desafios porque, desde muito cedo, tudo foi mais difícil para as mulheres. Nós somos discriminadas, temos uma grande mancha que é a violência contra a mulher que nos assusta e não dá trégua. E sempre há uma sociedade que acha que além do trabalho profissional, quando nós trabalhamos fora, somos responsáveis pela criação dos filhos e pelas atividades domésticas.

Roseann – Essa capacidade administrativa fez diferença também na CCJ, o  que já deu para avançar?

Simone Tebet – Nós já votamos muita coisa. Isso devo à parceria com os colegas. Eu falo que na política tudo se resolve por meio do diálogo e do compartilhamento de atribuições e poderes. Quanto mais poder você tem, mais tem que compartilhar. Quando eu cheguei à presidência da CCJ, que até agora foi o topo da minha atividade no Senado, vi que agora estou com um poder muito grande, que é assumir a presidência da comissão mais importante, o coração do Senado. Tenho que reconhecer que sozinha não dou conta. Então, eu conversei com todos os colegas da comissão e organizamos uma estratégia. Batemos recorde de aprovação neste semestre. Pegamos temas recorrentes e designamos um único relator. Isso tá facilitando, porque ele tem capacidade de unificar, de dizer o que está prejudicado e isso acelera. Criamos uma rotina. Não há privilegiados. Não há líder ou ex-presidente de Senado. Todos ali têm o mesmo tempo para falar. O regimento previa 10 minutos para cada discussão, nós reduzimos para três. E todos concordam, com prazo máximo de um minuto de tolerância. Então, deu um dinamismo. Eu diria que aceleramos ali em 70% o tempo da dinâmica de aprovação de cada projeto.

Roseann – A palavra primeira acompanha sua trajetória política. Mas, de fato, o que a senhora quer ter o prazer de dizer: ‘eu sou a primeira a…’?

Simone Tebet – Eu acho que já sou, assim, dentro do meu estado. Sou a primeira a quebrar esses paradigmas. Então, já estou feliz por isso. Acho que já fui muito mais longe do que os meus maiores sonhos. Meu pai dizia muito isso e hoje entendo, porque também sou assim. Para quem nunca resolveu entrar na política e hoje conseguiu abrir caminhos, no meu estado, já estou satisfeita. Agora, se você tirar a palavra ‘primeira’ e deixar ‘eu quero ser’, quero continuar sendo uma mulher brasileira, fazendo a diferença não só para as mulheres, mas para toda a população.   

“Políticos são nossos empregados”, diz cantor Jorge Vercillo

Por  Roseann Kennedy

Jorge Vercillo durante entrevista à jornalista Roseann Kennedy (TV Brasil/Reprodução)

O cantor Jorge Vercillo, que está em turnê nacional com o espetáculo “Nas Minhas Mãos”, tem aproveitado as apresentações para estimular o debate sobre cidadania e a importância da participação popular na vida política do país. “Cidadania é você entender que não é o dono da verdade”, afirma. Para ele, a população também precisa ter ciência de que os políticos são seus empregados.

Vercillo conversou com a jornalista Roseann Kennedy, no programa Impressões, da TV Brasil, que vai ao ar nesta terça-feira (25), às 23h. Ele deixou claro que, muito além da carreira artística, queria falar sobre o clima hostil nas redes sociais, a polarização partidária e os processos de mudança no país. “Eu tô falando muito nisso, nas entrevistas e nos shows, porque é onde eu posso ajudar”.

No novo álbum, o artista gravou a música Garra, em parceria com ojogador de futebol Ronaldinho Gaúcho. A letra fala de corrupção, do jogo sujo de quem governa em causa própria e diz que isso tem de acabar. A dobradinha repercutiu nas redes sociais. “Nas minhas redes eu aprendo muito, mas sem agressividade. Vamos trocar informação. Senão, tanta gente inteligente fica sendo mais burra do que um animal, que é muito mais inteligente”, comparou.

Jorge Vercillo ressaltou que o brasileiro é um povo maravilhoso, generoso e não é corrupto. É um povo sobrevivente de uma chuva de meteoros. Mas existe toda uma artimanha, um sistema de poder, montado para emburrecer as pessoas. E é isso que a gente tem mudado”, disse.

O cantor acrescentou que só o povo pode melhorar o Brasil e não os políticos. “Porque são pessoas que entram pra política na boa intenção, mas que se veem dentro de um sistema podre. O modus operandi, a maneira de fazer política é muito arcaica no Brasil”. E concluiu: para melhorar “é só a população deixar dessa coisa infantil, inútil, dessa briga entre esquerda e direita”.  

Serviço:

  • Programa Impressões – TV Brasil
  • Terça (25), às 23h
  • Sábado (29), às 20h30
  • Domingo (30), às 23h30

Vídeo: Festivais internacionais selecionam documentário sobre Folia de Reis

A Folia de Reis, uma das mais tradicionais manifestações de fé no Brasil, é o tema de um documentário produzido pela TV Brasil, emissora da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que foi selecionado para os festivais First-Time Filmmaker Sessions e o The Lift-Off Sessions, promovidos pelo Pinewood Studios, no Reino Unido. Confira o filme na íntegra no final da matéria.

Os festivais são online, realizados por meio do Vimeo On-Demand. A primeira etapa do festival The Lift-Off Sessions, começa no dia 14 de julho, e a do First-Time Filmmaker Sessions, no dia 22.

Segundo o coordenador de Produção da TV Brasil, Carlos Colla, na primeira fase, haverá um júri popular, que vai definir os escolhidos, e os que passarem para a segunda fase serão avaliados por um júri interno. Os aprovados participarão de toda a mostra e de workshops em uma série de eventos, explicou Colla, que é codiretor do documentário, junto com Henrique Lima.

A roteirista, Marina Barreto, é de Duas Barras, interior fluminense, onde o documentário foi gravado. “Ela conhecia bem essas manifestações, a história que envolve as folias de Reis, as promessas, e toda a fé que existe em volta do evento, que não é uma festa. É mais uma ‘pagação’ de promessa do que um evento festivo”, disse Colla.

De acordo com Colla, a equipe ficou muito satisfeita com o reconhecimento alcançado pelo curta-metragem. “A Marina é uma senhora que já tem mais de 60 anos. Ela vem do rádio, está na TV há pouco tempo e ficou muito feliz com a indicação. Nós todos ficamos. É o reconhecimento de um trabalho, no final das contas. Ficamos felizes de ver que deu resultado o esforço. Foi um superesforço: passamos um fim de semana lá [em Duas Barras] bem intenso, trabalhando de sol a sol.”

Origem e influências

A Folia de Reis, que, dependendo da região do país, também é conhecida como Reisado e Festa dos Santos Reis, tem origem portuguesa, mas assimilou características brasileiras e incorporou influências das culturas africana e indígena.

A equipe que foi para Duas Barras acompanhou as manifestações durante um fim de semana de Dia de Reis, que é comemorado a 6 de janeiro. “Passamos um sábado e um domingo lá e captamos tudo, fizemos todas as entrevistas e ainda gravamos uma entrevista no Rio, em uma folia no Morro Dona Marta, que serviu para complementar as informações que tínhamos e uma com a historiadora Cascia Frade.”

Com 26 minutos, o documentário foi produzido no início de 2018 e exibido pela primeira vez em maio do mesmo ano na TV Brasil.

Carlos Colla disse que não tinha muito contato com as folias de Reis e que aprendeu muito com essas manifestações culturais e de fé. “O bom da nossa profissão é que a gente sempre aprende, porque pesquisa e acaba conhecendo mais a fundo o que vai fazer.”

Segundo Colla, por meio da fala dos personagens, o documentário mostra como se mantém a tradição das folias no país, o que impressionou muito a equipe. “O que se leva dessa experiência é ver como a fé é importante para movimentar as pessoas, como dá esperança às pessoas. [Ver] o que elas são capazes de fazer, pagar uma promessa para agradecer, de alguma forma, uma graça conseguida. O que a gente leva disso é ver o ser humano na essência mais pura da esperança e da fé.”

O filme tem a participação dos mestres José do Nascimento Gabriel e José Henrique Silva, do palhaço Ronaldo Silva, do artista plástico Edson Felipe Machado e da historiadora Cascia Frade, entre outras pessoas que mantêm viva a Folia de Reis no país.

No Brasil, o curta-metragem Folia de Reis participou, no mês passado, da seleção online do 14º Festival de Taguatinga, no Distrito Federal.