Veneno da Jararacuçu combate a reprodução do coronavírus, diz estudo

(Rede social/via TV Cultura)

Cientistas do Instituto de Química (IQ) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Araraquara (SP), descobriram que o veneno de uma espécie de cobra tem um peptídeo que é capaz de controlar a reprodução do novo coronavírus.

O pedaço de proteína presente no veneno da Jararacuçu, natural do Brasil, inibiu 75% da multiplicação do SARS-CoV-2 nos testes realizados. O resultado foi publicado na revista internacional Molecules.

Em nota, o IQ aponta que “o estudo preliminar apresenta um caminho promissor na busca por medicamentos para tratar pacientes contaminados pela Covid-19. O grande desafio para a criação de um novo fármaco é garantir que ele seja eficiente contra determinada patologia e, ao mesmo tempo, não gere reações adversas para quem for tomá-lo.”

“Nós encontramos um peptídeo que não é tóxico para as células, mas que inibe a replicação do vírus. Com isso, se o composto virar um remédio no futuro, o organismo ganharia tempo para agir e criar os anticorpos necessários, já que o vírus estaria com sua velocidade de infecção comprometida e não avançaria no organismo”, disse Eduardo Maffud Cilli, um dos autores da pesquisa.

O peptídeo em questão bloqueia uma das enzimas responsáveis pela multiplicação do vírus. Como as diferentes cepas do SARS-CoV-2 ainda possuem essa substância, o veneno ainda teria eficácia contra todas as variantes. O texto do IQ ainda caracteriza o pedaço de proteína como “pequeno e fácil de ser obtido”.

Por TV Cultura

Unesp suspende vestibular de meio de ano por causa de crise financeira

Por Fernanda Cruz

(Unesp/Reprodução)

A Universidade Estadual Paulista (Unesp) suspendeu o vestibular de meio de ano, com provas normalmente em maio, para selecionar 360 alunos de nove cursos de graduação em engenharia nos campi de Bauru, Ilha Solteira, Registro, São João da Boa Vista e Sorocaba, no interior de São Paulo. 

Essas vagas, a partir do processo seletivo de 2019, passarão a ser oferecidas no final do ano, com início das aulas tanto em fevereiro, como em agosto.

Segundo a Unesp, o número de ingressos no meio do ano representa apenas 5% do total de vagas da universidade, mas os gastos com logística e operação para a realização de exames eram praticamente iguais nos dois períodos do ano.

A Universidade Estadual Paulista estuda formas alternativas de ingresso, como um melhor aproveitamento da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e a busca de talentos entre participantes de olimpíadas estudantis e bolsistas de iniciação científica no ensino médio.

Crise financeira 

Com os pagamentos do 13º salário dos servidos em atraso, a universidade informou que busca o reequilíbrio orçamentário e financeiro. A Unesp conseguiu a antecipação, em caráter emergencial, de R$ 130 milhões do repasse financeiro relativo às dotações orçamentárias de 2019 para honrar os pagamentos aos funcionários.

Houve negociação com o governo estadual e concordância dos reitores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade de Campinas (Unicamp).

Pelo acordo, está previsto o recebimento de R$ 65 milhões em fevereiro, o que possibilitará o crédito de 50% do 13º salário em atraso, a ser pago no próximo dia 25. A segunda parcela, que totaliza R$ 65 milhões, será paga no mês de maio.

A instituição informou que a falta de orçamento para a folha de pagamento vem sendo um problema de alta complexidade, com déficit de cerca de R$ 175 milhões.