Urnas eletrônicas são levadas para locais de votação

(José Cruz/Agência Brasil)

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) deve levar todo o dia para concluir a distribuição das urnas que irão atender a região, nas eleições municipais deste domingo (29). O transporte dos equipamentos foi iniciado no período da manhã de hoje (28).

A atividade conta com o auxílio de voluntários. Eles também colaboram com a arrumação das salas de votação, fixação de cartazes e entregas de materiais a mesários.

Ao todo, 16 municípios paulistas irão definir prefeitos no segundo turno. Além da capital paulista, o pleito será realizado em Bauru, Campinas, Diadema, Franca, Guarulhos, Limeira, Mauá, Mogi das Cruzes, Piracicaba, Praia Grande, Ribeirão Preto, São Vicente, Taboão da Serra e Taubaté.

Na capital, o porte do eleitorado requer uma logística bastante organizada, que permita que as 22.399 seções recebam urnas. Somente no município, votam 8.986.687 pessoas e a equipe de mesários compreende 89.596 pessoas. Ao todo, são 58 zonas eleitorais e 2.060 locais de votação, das quais 4.820 têm acessibilidade a pessoas com deficiência, de acordo com o TRE-SP.

Os dez maiores cartórios eleitorais da capital são Piraporinha (267.693 eleitores), São Mateus (245.815), Rio Pequeno (239.916), Brasilândia (239.789), Parelheiros (226.778), Tatuapé (217.683), Itaim Paulista (203.184), Grajaú (192.435), Pedreira (188.570) e Perus (187.794).

Os locais de votação com maior quantidade de eleitores são o Centro Universitário Anhanguera (25.821), a Pontifícia Universidade Católica (17.950), o Colégio Dante Alighieri (13.488), a Escola Estadual Prof. Ceciliano José Ennes (12.917), a Escola Estadual Brigadeiro Gavião Peixoto (12.622), o Liceu Santista (12.572), o Centro Universitário Unifieo (12.245), a Unip Objetivo (11.975), a Universidade São Judas Tadeu (11.883) e a Universidade São Judas Tadeu (11.871).

Auditoria

Para garantir a transparência e a segurança das eleições, a Justiça Eleitoral realiza auditorias das urnas em todo o país, em duas etapas. A primeira delas, também conhecida por votação paralela, serve para que se verifique se as urnas funcionam corretamente. A segunda, por sua vez, tem por objetivo assegurar a autenticidade dos sistemas instalados nos equipamentos, para que não haja fraudes e manipulações em resultados.

A seleção de quais urnas deverão ser submetidas a esse processo é feita mediante sorteio. O TRE-SP sorteia 15 seções eleitorais, das quais cinco passam pela auditoria de funcionamento e dez pela auditoria que atesta a autenticidade dos sistemas. De acordo com calendário do órgão, o sorteio está marcado para ser realizado hoje e a auditoria acontece amanhã, sendo que ambos podem ser acompanhados por qualquer interessado.

Por Letycia Bond – Repórter da Agência Brasil

Bolsonaro quer propor mudança no sistema eleitoral

(José Cruz/Agência Brasil)

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse neste sábado (8) que proporá ao Congresso Nacional uma mudança no sistema de votação brasileiro já no primeiro semestre de 2019. Ao participar, por teleconferência, da Cúpula Conservadora das Américas, Bolsonaro disse que o número de votos que recebeu nas eleições deste ano deveria ter sido maior.



“Nós pretendemos votar no primeiro semestre uma boa proposta de sistema de votação no Brasil. Porque eu e muitos entendem que nós conseguimos a vitória porque tínhamos muitos, mas muitos mais votos do que eles [PT], e tivemos uma situação parecida, de um certo equilíbrio”, argumentou.

Sem explicar o projeto, Bolsonaro disse que o objetivo é aperfeiçoar o sistema eleitoral no país. “Não estou aqui fazendo uma afirmativa. A desconfiança da possibilidade de fraude é uma coisa na cabeça de muita gente aqui no Brasil. Não é porque nós ganhamos agora que devemos confiar nesse processo de votação. Queremos é aperfeiçoar. Na verdade, nós temos sempre que nos aperfeiçoar porque eles [oposição] não dormem no ponto. Eles não perdem por esperar para mudar o destino do nosso Brasil”, disse.

O presidente eleito justificou as críticas ao sistema eleitoral ressaltando que “o que está em jogo não é o sucesso ou o fracasso” do seu mandato, mas “o fracasso ou o sucesso do Brasil”. “E o que está em jogo é a nossa liberdade. Nós sabemos das armas que eles usam para atingir o seu objetivo”, declarou.

“Ou mudamos agora o Brasil, ou o PT volta, com muito mais força do que tinha no final do governo Dilma Rousseff. Então, há uma preocupação sim, por parte de muita gente, por parte de outros partidos”, completou.

“Ele sempre foi eleito usando a urna eletrônica”, diz Toffoli

Felipe Pontes/Agência Brasil

Em entrevista coletiva, a primeira concedida desde que assumiu a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Dias Toffoli rebateu hoje (17) críticas à confiabilidade da urna eletrônica e afirmou ser “lenda urbana” que a Corte atue para conter a Lava Jato.

“Em primeiro lugar, o Supremo Tribunal Federal (STF) sempre deu suporte à Lava Jato. Vamos parar com essa lenda urbana, com esse folclore, o Supremo Tribunal Federal nunca deu uma decisão que parasse a Lava Jato ou outras investigações”, afirmou o ministro ao ser questionado sobre decisões da Corte com potencial de afetar a operação.

O ministro destacou, porém, que o que o Supremo tem feito é atuar para dar parâmetros legais às investigações e garantir o devido processo legal “em alguns casos que eventualmente necessitem dessa intervenção. Quando as investigações se mostram abusivas, elas são, como devem ser, tolhidas pelo Judiciário, que é o que garante direitos individuais e fundamentais”.

Eleições

A respeito de afirmações recentes do candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, que levantou suspeitas de possível fraude nas urnas eletrônicas durante a votação, Dias Toffoli respondeu que “a urna é 100% confiável”.

“A respeito disso, eu digo apenas que ele sempre foi eleito usando a urna eletrônica”, disse Toffoli sobre as suspeitas levantadas pelo candidato. “Os sistemas são abertos a auditagem para todos os partidos políticos seis meses antes da eleição, para todos os candidatos e para a Ordem dos Advogados do Brasil”, destacou o presidente do STF.

Ele ressaltou ainda que pela primeira vez as eleições no Brasil serão acompanhadas por observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA). “Tem gente que acredita em saci-pererê”, disse o ministro a respeito das suspeitas sobre a urna.

Com 500 mil inscritos, cresce número de brasileiros que vão votar no exterior

(José Cruz/Agência Brasil)

Mais de 500 mil brasileiros residentes no exterior se inscreveram para votar na eleição presidencial deste ano, segundo informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O número – 500.728 – é 41,4% maior do que o registrado na eleição presidencial de 2014, quando 354.184 eleitores se cadastraram para exercer o direito ao voto mesmo morando fora do país.

A autorização para os brasileiros residentes no exterior votarem para presidente da República foi incluída na Constituição de 1988. Desde a eleição de 1989, o número vem crescendo. Naquele ano, foram 18.500 eleitores. Em 2010, o total chegou a 200.392 brasileiros cadastrados para votar no exterior. O número final de 2018 ainda pode mudar, pois a Justiça Eleitoral está analisando a situação dos inscritos.

As seções de votação são instaladas nas repartições consulares brasileiras em mais de 200 cidades. Há outras 33 seções em localidades nas quais não há representação permanente, como Florença e Veneza (Itália), Colônia e Hamburgo (Alemanha), Orlando, Salt Lake City e Frammingham (Estados Unidos), Winnipeg (Canadá), Vale do Bekaa (Líbano) e Suzuka (Japão).

Há três anos, o Ministério das Relações Exteriores e a Justiça Eleitoral vêm trabalhando em parceria para incentivar o alistamento de brasileiros que vivem no exterior, bem como para facilitar o exercício do voto dos emigrantes. Nesse sentido foi criado o “título net exterior”, instrumento que permite a inscrição e a transferência eleitorais em tempo real.

A adoção do E-título também deverá facilitar a votação de quem vive fora. Até este ano, o título era impresso no Brasil e transportado por mala diplomática. Agora pode ser baixado online e impresso pelo eleitor.

(Luiza Damé/Agência Brasil)