Variante Delta causa 95% das infecções por covid-19 na Capital

A maioria dos casos de covid-19 na cidade de São Paulo é causada pela variante Delta do novo coronavírus. Segundo estudo feito pelo Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (USP) e pelo Instituto Adolfo Lutz, 95,2% dos registros da doença na capital foram causados pela variante Delta e 4,06% pela variante Gama.

A análise foi feita a partir do sequenciamento do vírus em novos casos, durante a última semana, quando foram detectados 573 infectados com a variante delta. Desde julho, quando a variante começou a circular na cidade, foram identificados 2.494 casos.

De acordo com a prefeitura de São Paulo, apesar da presença da variante Delta, o número de novos casos não tem apresentado crescimento significativo. A testagem de casos de covid-19 vem sendo feita nas unidades básicas de saúde, de pessoas que tiveram contato com infectados.

Também estão em funcionamento barreiras sanitárias no Aeroporto de Congonhas e nos terminais rodoviários do Tietê, Barra Funda e Jabaquara para identificar possíveis passageiros contaminados. Até o momento, 545 mil pessoas foram abordadas, com o registro 203 passageiros com sintomas respiratórios.

Já foram aplicadas 16,9 mil doses de vacinas contra o novo coronavírus na cidade, o que garantiu imunização completa (com duas doses ou dose única) para 71,4% da população com mais de 18 anos.

Por Agência Brasil

Capital registra 629 novos casos da variante Delta

(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A capital paulista teve 629 novos casos da variante Delta da covid-19, de acordo com dados de um estudo feito em parceria entre Prefeitura de São Paulo com os Institutos Butantan, de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (USP) e Adolfo Lutz, divulgados ontem (16). Desde julho, quando a variante foi confirmada na cidade, já foram identificados 1.921 casos. Entre as amostras em que foi possível identificar a linhagem, 91,9% são da variante Delta.

“Apesar da presença da variante na cidade, o número de casos não apresentou curva de crescimento significativo. Diante do novo cenário de predominância da variante Delta na cidade e com a população adulta elegível vacinada, o município realizará testagem de comunicantes de casos positivos de covid-19 detectados nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) para análise do perfil de transmissão do vírus”, esclareceu a prefeitura.

De acordo com as informações os munícipes detectados com as variantes Delta e Gama passarão por um teste de antígeno para covid-19. “O procedimento será adotado tanto para aqueles com sintomas como os assintomáticos que tiveram contato com pessoas com caso positivo. A medida é fundamental para entender o cenário atual do comportamento da covid-19 e evitar a expansão dos casos de covid-19 na cidade de São Paulo”, disse a prefeitura.

Vacinação

Segundo os dados da prefeitura, até ontem, foram aplicadas 16.476.487 doses de vacina, sendo 10.201.105 primeiras doses, 5.903.239 segundas doses e 322.014 doses únicas. A cobertura vacinal para população acima de 18 anos está em 106,1% para primeira dose ou dose única e 67,4% para segunda dose ou dose única.

Por Agência Brasil

Variante Delta provoca primeira morte no Estado

O estado de São Paulo registrou a primeira morte pela variante delta do coronavírus. A vítima é uma mulher de 74 anos, que recebeu as duas doses da vacina, e tinha comorbidades. O caso foi registrado em Piracicaba, no interior paulista, e confirmado pela secretaria municipal de Saúde.

Outros cinco pacientes tiveram a contaminação pela variante confirmada e estão sendo monitorados.

Veja na íntegra a nota da prefeitura de Piracicaba:

“A Secretaria de Saúde, por meio da Vigilância Epidemiológica Municipal, informa que Piracicaba registrou a primeira morte decorrente da variante Delta (AY.4) da Covid-19. O óbito é de uma mulher de 74 anos, com comorbidade, já vacinada com duas doses do imunizante Coronavac/Butantan. Além dela, outros cinco casos da variante foram confirmados pela VE na última segunda-feira (23/08), sendo dois homens e três mulheres, das idades de 10, 16, 41, 51 e 52 anos. Todos seguem sendo monitorados pela VE.

A Pasta reforça que fez a verificação dos históricos destes pacientes para monitorar os casos e atuar de forma preventiva e evitar a transmissão da doença. Até o momento, não houve mais nenhuma confirmação da variente Delta (AY.4) em Piracicaba.

A Secretaria lembra que a variante Delta (AY.4) tem maior perfil de transmissibilidade, porém, não tem apresentado aumento na letalidade ou gravidade dos casos. Mesmo assim, a Pasta pede que a população siga tomando os cuidados”.

Devido à evolução da variante delta e da queda da proteção das vacinas a partir do sexto mês da imunização, o Ministério da Saúde já anunciou a aplicação da terceira dose para idosos acima dos 70 anos e imunossuprimidos. O governador João Doria (PSDB) confirmou que, em São Paulo, a vacinação para esse grupo começa no dia 6 de setembro. A ordem das aplicações seguirá dos mais velhos para os mais jovens.

Por TV Cultura

Butantan confirma mais 28 casos da variante Delta

Até ontem (3), 28 novas amostras da variante delta do novo coronavírus foram confirmadas na capital de São Paulo. O monitoramento ativo da prefeitura, em parceria com o Instituto Butantan, detectou até o momento 50 diagnósticos para a nova variante no município. Os casos estão em investigação pelas respectivas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da rede municipal.  

O monitoramento das variantes na capital é realizado por meio de cálculo amostral, por semana epidemiológica. As amostras seguem para análise do laboratório do Instituto Butantan, onde é realizado o sequenciamento genético.  

Além dessa ação de monitoramento, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) também realizou parceria com o Instituto de Medicina Tropical (IMT) da Universidade de São Paulo (USP) e possui a vigilância do laboratório estadual do Instituto Adolfo Lutz. 

Semanalmente, cerca de 600 amostras são enviadas aos respectivos laboratórios. O objetivo do trabalho é identificar quais cepas circulam pela cidade. A ação com os laboratórios foi iniciada em abril de 2021. 

Recomendações 

O que se recomenda neste momento é que se mantenha o uso correto das máscaras (cobrindo o nariz e a boca), distanciamento social, higienização de mãos e, principalmente, evitar aglomerações. 

Se a pessoa apresentar qualquer sintoma compatível com síndrome gripal é necessário procurar uma unidade de saúde e todos os casos suspeitos devem ser imediatamente notificados e investigados clínica e laboratorialmente. 

A partir daí, é necessário ficar em isolamento por no mínimo 10 dias. Os contatos próximos devem fazer quarentena de 14 dias. 

A SMS também reforça ao público elegível para tomar a vacina anticovid e não deixar de tomar a segunda dose para completar o ciclo vacinal.  

Barreiras sanitárias 

Desde 27 de maio, há cinco barreiras sanitárias instaladas no município. Elas estão no Aeroporto de Congonhas, nos terminais rodoviários do Tietê, Barra Funda e Jabaquara e no Terminal de Cargas da Vila Maria. 

Até o dia 29 de julho, 328.440 pessoas foram abordadas, após desembarque de 14.615 ônibus e 1.158 voos. Ao todo, foram registrados 178 passageiros sintomáticos respiratórios. Também foram realizadas 562 ações educativas com 11.038 panfletos entregues. Até o dia 23 de julho, foram oito casos positivos verificados nessas barreiras.

Por Ludmilla Souza – Repórter da Agência Brasil 

Variante Delta da covid-19 preocupa e Capital intensifica prevenção

Edson Aparecido, secretário municipal de Saúde de São Paulo (Pref. de São Paulo/Reprodução)

O Secretário Municipal de Saúde da capital paulista Edson Aparecido disse hoje (3) que a cidade continua intensificando as ações de prevenção contra a covid-19, principalmente no momento em que há variantes de preocupação em circulação como a variante Delta, identificada inicialmente na Índia. Apesar de destacar a prevalência da variante Gama (anteriormente conhecida como P1) no país, o secretário enfatizou que a Delta já foi identificada em 23 casos de covid-19 no município entre 5 e 27 de julho. 

Segundo Aparecido, apesar de os dados disponíveis sobre a transmissibilidade ou gravidade da variante Delta ainda serem limitados com relação às outras variantes, as modelagens feitas até o momento pela Organização Mundial da Saúde (OMS) sugerem taxa de crescimento maior do que as outras variantes circulantes na Índia, o que automaticamente sugere maior potencial de transmissão. 

“Em função de todo esse quadro, a Secretaria intensificou as ações e continua reforçando as recomendações de uso correto da máscara, distanciamento social, higienização das mãos e evitar aglomerações. Caso apresente algum sintoma de síndrome gripal, procurar uma unidade de saúde e investigar qualquer caso suspeito por meio de exames clínicos e laboratoriais. Além disso, os casos devem ficar em isolamento por dez dias e seus contatos próximos fazer quarentena por 14 dias”, disse. 

De acordo com o secretário, todos os que tiverem sinais de contaminação e os que tiveram contato com essas pessoas receberão máscaras N95. Segundo ele, as barreiras sanitárias em terminais rodoviários, de carga e aeroportos continuam. “Vamos distribuir em toda a rede 500 mil máscaras para a contenção da disseminação da variante. Os casos leves e moderados são atendidos e acompanhados pela atenção básica com monitoramento por 14 dias, com avaliação clínica e de oximetria”, explicou Aparecido.

Segundo Aparecido, não há evidências de aumento de casos de covid-19 entre crianças e adolescentes, motivo pelo qual não há previsão de implantação de novos leitos pediátricos nas unidades de internação da cidade. “Nós tínhamos 118 leitos pediátricos antes da pandemia e continua esse número, além de outros dez no Hospital de São Miguel e dez de UTI neo-natal em Itaquera. No momento, não temos nenhuma criança ou adolescente com covid internada”. 

O secretário ressaltou ainda que a cidade continua registrando queda nas internações e nas mortes, mas ainda há estabilidade no número de casos. “A transmissibilidade, que registra aumento de pouco mais de 1%, pode ser fruto da circulação da variante Delta e do momento sazonal com baixas temperaturas, no qual é comum o avanço de casos de síndrome gripal. Por isso é preciso ficarmos atentos, para termos uma transição segura até o final da vacinação total”. 

Adesão à vacinação

Segundo o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, a cidade registra uma grande adesão à vacina, com a imunização em torno de 83,8% do público alvo com a primeira dose. “Agradeço a grande adesão da população de São Paulo. Por conta disso, podemos anunciar a ampliação dos alunos nas escolas e iniciar uma cautelosa retomada da economia, fundamental para combater a desigualdade social”, afirmou.

Nunes anunciou ainda a antecipação da vacinação de pessoas com 25 anos para a próxima sexta-feira (6) . Na quinta-feira (5) será a vez dos munícipes com 26 anos e os de 27 podem se vacinar amanhã (4). No sábado (7), aqueles que precisarem tomar a segunda dose, podem ir aos postos de vacinação. 

Para receber a vacina, é obrigatório apresentar comprovante de residência na capital e um documento de identificação. Pelo Filômetro, é possível acompanhar a situação de espera nos postos de vacinação contra a covid-19 que estão em funcionamento na cidade.

Nunes informou ainda que a capital paulista está com 41% dos leitos de UTI voltados para pacientes com covid-19 ocupados, enquanto 25% dos leitos de enfermaria voltados para pacientes com covid-19 estão ocupados.

Por Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil

Variante Delta: quatro novos casos identificados na Capital

Quatro novos casos de pessoas infectadas pela variante Delta, cepa identificada inicialmente na Índia, foram confirmados hoje (21) na cidade de São Paulo. Com isso, a capital soma 12 casos.

Dos novos casos confirmados, dois são de pessoas que vivem na zona leste da capital, uma na zona sul e outra na região central. Todos esses pacientes, informou a prefeitura, estão sendo acompanhados pela Secretaria Municipal da Saúde.

A prefeitura não informou se os novos casos se referem a casos autóctones (de transmissão comunitária) ou de pessoas que estiveram em viagem ou em contato com estrangeiros (casos importados).

Desde maio, a prefeitura de São Paulo tem intensificado estudos para monitorar o surgimento de novas variantes na cidade.

O novo coronavírus, vírus causador da covid-19, sofreu diversas mutações. Quatro delas são consideradas pelas autoridades sanitárias como de atenção mundial por terem a possibilidade de aumentar a transmissão ou tornar a doença mais grave. São elas: Gamma (P.1), Alpha (B.1.1.7), Beta (B.1.351) e Delta (B.1.617.2). A Delta é a que hoje gera maior preocupação em todo o mundo, sendo responsável pelo aumento de casos em diversos países, inclusive na Europa. Em São Paulo, neste momento, a Gamma é a de maior prevalência. 

Por Elaine Patricia Cruz, da Agência Brasil

Cientistas detectam caso de infecção simultânea por duas variantes

Uma mulher belga de 90 anos, que morreu após contrair covid-19, estava infectada com duas variantes do novo coronavírus ao mesmo tempo – a alfa e a beta. A revelação foi feita neste domingo (11/07) por cientistas, que dizem que o fenômeno pode estar sendo subestimado.

O caso aconteceu em março, e a paciente não estava vacinada. Ela vivia sozinha e recebia cuidados de uma enfermeira em casa. Ela chegou ao hospital na cidade belga de Aalst no mesmo dia em que testou positivo para covid-19.

Seus níveis de oxigênio estavam inicialmente bons, mas sua condição de deteriorou rapidamente. Ela morreu apenas cinco dias depois de dar chegar ao hospital. O caso chamou a atenção dos médicos.

Os pesquisadores decidiram testá-la para saber se ela havia sido infectada por alguma variante específica e constaram a presença de duas: a alfa, que foi primeiramente detectada no Reino Unido, e a beta, que foi inicialmente confirmada na África do Sul.

“Ambas essas variantes estavam circulando na Bélgica na época, por isso é provável que a senhora tenha sido coinfectada com vírus diferentes de duas pessoas diferentes”, disse a bióloga molecular Anne Vankeerberghen, do Hospital OLV, que liderou a pesquisa. “Infelizmente, não sabemos como ela foi infectada”;

Fenômeno subestimado

Vankeerberghen disse que é difícil dizer se a dupla infecção desempenhou um papel na rápida deterioração da saúda da paciente.

A pesquisa, que ainda não foi submetida a uma revisão médica para publicação, foi apresentada no Congresso Europeu de Microbiologia Clínica e Doenças Infecciosas.

Vankeerberghen disse à imprensa que não houve “nenhum outro caso publicado” de coinfecções similares, mas que o “fenômeno provavelmente é subestimado”. Isso se deve, segundo ela, aos testes limitados de variantes preocupantes, segundo ela.

Em janeiro, cientistas no Brasil relataram que duas pessoas haviam sido infectadas simultaneamente com duas cepas diferentes do coronavírus, mas o estudo ainda não foi publicado em uma revista científica.

Em comentários reagindo à pesquisa, Lawrence Young, virologista e professor de Oncologia Molecular na Universidade de Warwick, disse que não foi surpresa encontrar um indivíduo infectado com mais de uma cepa.  

“Este estudo destaca a necessidade de mais estudos para determinar se a infecção com múltiplas variantes de preocupação afeta o curso clínico da covid-19 e se isso de alguma forma compromete a eficácia da vacinação”, acrescentou ele.

Por Deutsche Welle
rpr (AFP, AP)

Pfizer: Israel vê eficácia da vacina cair diante da variante delta

Israel tem observado um declínio na eficácia da vacina contra covid-19 da Pfizer-Biontech à medida que a variante delta do novo coronavírus se espalha pelo país, afirmou nesta segunda-feira (05/07) o Ministério israelense da Saúde. 

Em fevereiro a eficácia medida em termos de prevenção de infecções estava em 95,8%, e desde 6 de junho ela caiu para 64%, segundo a autoridade. Mesmo assim, a vacina ainda previne a ocorrência de 93% dos casos graves de covid-19 e hospitalizações, ante 99% em fevereiro.

O especialista israelense Ran Balicer afirmou que se trata de um alerta de que o imunizante possa ser menos eficaz contra a variante delta, mais contagiosa do que a cepa original do coronavírus.

Balicer, que preside o comitê nacional de especialistas em covid-19 de Israel, ressaltou que ainda é cedo para avaliar com precisão a eficácia das vacinas contra a variante, que foi inicialmente detectada na Índia em abril e está se espalhando pelo mundo.

A delta também já chegou ao Brasil, tendo sido identificada inicialmente no Maranhão. Nesta segunda-feira, a cidade de São Paulo registrou o primeiro caso da variante. No total, 14 infecções pela cepa já foram detectadas no país, segundo o Ministério da Saúde.

A campanha de vacinação de Israel, uma das mais rápidas do mundo, começou em dezembro de 2020 e transformou o país num caso de estudo do novo coronavírus, bem como num modelo de como proceder para o combate à doença.

Com a vacinação, o número de infecções diárias caiu para cerca de cinco, mas voltou a subir com a chegada da variante delta e está agora em cerca de 300.

Cerca de metade das infecções diárias se dá em crianças, e a outra metade, em adultos, a maioria deles vacinados.

Há cerca de duas semanas não há registros de mortes por covid-19 em Israel, que tem uma população de 9,3 milhões de pessoas, das quais 5,2 milhões estão totalmente vacinadas com o imunizante da Pfizer.

O primeiro-ministro Naftali Bennett advertiu no domingo que o governo poderá se ver obrigado a reintroduzir restrições para combater a pandemia se a situação epidemiológica piorar.

Por Deutsche Welle
as/lf (DPA, AFP)

Prefeitura confirma primeiro caso da variante Delta

(Gov. do Estado de SP)

A Prefeitura de São Paulo informou ontem (5), por meio de nota, que foi identificado o primeiro caso da variante Delta no município de São Paulo. Um homem de 45 anos testou positivo para a variante e está em monitoramento pela Unidade Básica de Saúde (UBS) da região em que mora.

Desde abril, em parceria com o Governo do Estado, a capital encaminha parte das amostras de exames RT-PCR positivos ao Instituto Butantan para análise genômica em busca de identificar as cepas circulantes neste momento no município de São Paulo. Foi por meio desta iniciativa que foi possível identificar o primeiro caso positivo na cidade.

A Secretaria Municipal de Saúde monitora outras três pessoas da família (mulher, enteado e filho), que seguem acompanhadas pelas equipes de saúde da UBS local. O monitoramento das variantes na capital é realizado por meio de cálculo amostral, por semana epidemiológica, com cerca de 250 amostras semanais que seguem para análise do laboratório do Instituto Butantan, onde é realizado o sequenciamento genético.

Além dessa ação de monitoramento, a secretaria diz que também fechou acordo de estudo de variantes (cerca de 300 amostras) com o Instituto de Medicina Tropical de São Paulo e com o Instituto Adolfo Lutz, que fazem a vigilância com o objetivo de identificar quais cepas circulam pela cidade. Desde o início da pandemia, até 26 de junho, foram monitoradas 2.095.654 pessoas pela rede de atenção básica da capital.

Portugal isola Lisboa para conter disseminação de variante

Lisboa, Portugal (Arquivo/Agliberto Lima/Fotos Públicas)

Em meio a preocupações com o elevado número de casos de covid-19 e a disseminação da variante delta do coronavírus, detectada pela primeira vez na Índia, o governo de Portugal decidiu impor restrições de circulação à Área Metropolitana de Lisboa (AML) neste fim de semana.

Os 2,8 milhões de moradores da AML – que engloba 17 municípios além da capital – estão proibidos de deixar a área entre as 15h (hora local) desta sexta-feira (18/06) e as 6h de segunda-feira. Também ficará vetada a entrada de pessoas de fora da região metropolitana nesse período. A circulação para dentro e fora da AML será permitida apenas em circunstâncias extraordinárias.

“É muito mais uma medida de proteção do resto do país, para não estender o fenômeno em Lisboa para outras regiões, do que uma medida de contenção da pandemia na AML”, afirmou a ministra do Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, ao anunciar, nesta quinta, a restrição à circulação.

Lisboa registrou 928 novos casos de covid-19 nesta quarta-feira, o mais alto número diário contabilizado desde fevereiro. A alta correspondeu a quase 70% de todas as infecções registradas no país no período – apesar de apenas 27% dos 10,3 milhões de habitantes de Portugal viverem na Área Metropolitana de Lisboa.

A variante delta, mais contagiosa, vem se espalhando rapidamente na capital e arredores e é uma das principais razões para a situação epidemiológica na área. 

“Aparentemente, [existe] uma prevalência maior da variante delta neste território e também na região do Alentejo”, afirmou Vieira da Silva, citada pelo jornal português Público. “É difícil a explicação e a tomada destas medidas [de restrição à circulação], mas é uma condição que nos pareceu fundamental neste momento para não fazer alastrar a todo o país a situação que se vive em Lisboa.”

Testes de laboratório sugerem que a variante delta se multiplica mais no organismo, e estima-se que o risco de infectar membros da própria família seja 60% maior, de acordo com uma análise divulgada pela autoridade sanitária britânica Public Health England (PHE). Alé disso, segundo um estudo feito por pesquisadores escoceses e publicado na revista Lancet, uma infecção pela variante duplica o risco de hospitalização. 

Devido à disseminação da variante delta, o primeiro-ministro, Boris Johnson, adiou por quatro semanas o levantamento de todas as medidas de prevenção na Inglaterra, inicialmente planejado para 21 de junho. Apesar da difusão da cepa no Reino Unido, Portugal decidiu liberar a entrada de turistas britânicos, exigindo apenas a apresentação de um teste negativo para a covid-19 antes da viagem.

Cenário revertido em poucas semanas

Portugal foi duramente atingido pelo coronavírus, mas conseguiu fazer com que as infecções baixassem para um dos níveis mais baixos do continente durante a primavera europeia. Em maio, as autoridades portuguesas encerraram o estado de emergência imposto para conter a pandemia, após cinco meses e meio de vigência.

No entanto, dentro de poucas semanas, a taxa de incidência de casos por 100 mil pessoas em 14 dias no país aumentou de 55 para 87, de acordo com o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças. Na Área Metropolitana de Lisboa, chegou a 254 na quinta-feira, enquanto a taxa nacional ficou em 90. Com isso, Lisboa está acima da linha vermelha, de 240 novos casos por 100 mil habitantes em 14 dias, determinada pelo governo.

Na semana passada, Lisboa não seguiu adiante com as planejadas medidas de desconfinamento no país devido à alta incidência da doença. As infecções vêm aumentando em todo o país, mas a maior parte dos casos contabilizados nas últimas duas semanas foi na região de Lisboa e Vale do Tejo.

Segundo a ministra Vieira da Silva, o país como um todo deverá ser obrigado a cancelar a próxima etapa de desconfinamento, prevista para a semana que vem. O número efetivo de reprodução do coronavírus R está em 1,13, o que significa que cada infectado transmite a doença a pelo menos mais uma pessoa.

Ao Diário de Notícias, Carlos Antunes, professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, afirmou que, na prática, o país já vive uma quarta onda da pandemia.

Hospitais públicos ainda não estão sob pressão, mas alguns já estão se preparando para admitir mais pacientes com covid-19.

Lisboa anunciou nesta quinta que vai abrir centros de vacinação sete dias por semana a partir de 1º de julho numa tentativa de acelerar a campanha de imunização. Também nesta quinta, autoridades de saúde disseram que vão reduzir o período entre as duas doses da vacina da AstraZeneca de 12 para oito semanas, em meio à disseminação de “variantes preocupantes”.

Até agora, Portugal vacinou 42% de sua população com a primeira dose e 25% com duas doses.

Por Deutsche Welle
lf (DPA, AP, ots)