Estudo do Incor sobre sequelas da covid-19 pode virar referência na OMS

Micrografia eletrônica de varredura colorida de células CCL-81 (verde) infectadas com partículas do vírus da covid-19 – marrom (NIAID/via Fotos Públicas)

Muitos pacientes que tiveram covid-19 relatam sinais e sintomas após se recuperar da doença. Um estudo inédito realizado no Instituto do Coração (Incor) analisou as consequências cognitivas que a doença pode deixar no indivíduo. Os primeiros resultados apontam que não só aqueles que tiveram a doença na forma mais grave sofreram com alguma sequela cognitiva, mas também aqueles que tiveram sintomas mais leves, incluindo os assintomáticos.

“Nossa pesquisa começou em meados de março, quando hipotetizamos que a falta de oxigênio no cérebro ou no organismo humano poderia causar um grande prejuízo nas funções cognitivas”, detalha a médica Lívia Stocco Sanches Valentin, neuropsicóloga do Incor do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina (FMUSP), professora da FMUSP e pesquisadora.

Em entrevista ao Jornal da USP no Ar 1ª Edição, Lívia explica que, no início, foram avaliados 185 pacientes e que agora o Incor tem 430 pacientes avaliados. Os resultados da pesquisa sobre diagnóstico e reabilitação da disfunção cognitiva pós-covid são tão importantes que a própria Organização Mundial da Saúde (OMS) aguarda os resultados finais do estudo, no intuito de adotar a metodologia desenvolvida pelo Incor em âmbito mundial. A pesquisadora usou o jogo digital MentalPlus®, criado por ela em 2010, para avaliar pessoas que tiveram covid-19 em vários estágios, idades e classes econômicas. Além do caráter avaliativo, o jogo também é uma ferramenta para reabilitação.

“Eu sabia que, na verdade, a consequência era no pós-covid, então quis fazer um estudo para o depois, porque a covid poder deixar sequelas. Eu espero o paciente se recuperar, para tratar o depois, o que sobrou de resquício da doença”, explica Lívia. Sequelas envolvendo o sistema cardiorrespiratório, pressão arterial e diabete são mais comuns de serem citadas, mas o aspecto cognitivo também é afetado. Mesmo sendo mínimo e não tão perceptível, uma falha de memória ou uma falta de atenção podem ser sinal de alguma sequela.

Com o diagnóstico precoce, o tratamento e o acompanhamento funcionam de forma mais eficiente, já que nosso cérebro trabalha em uma condição de quanto melhor for o estímulo e mais rápido for este estímulo, melhor a pessoa vai ficar no futuro, algo que independe da idade.

Por Gov. do Estado de SP

Casos de Covid-19 no Brasil ultrapassam meio milhão

UBS Fluvial leva serviços de saúde à comunidade ribeirinha Bela Vista do Jaraqui, no Amazonas (Alex Pazuello/Gov. do Amazonas/Fotos Públicas)

O Brasil chegou a 514.849 casos do novo coronavírus, mais de meio milhão de pessoas infectadas com a doença, com a inclusão nas estatísticas de 16.409 novos casos. Com 480 mortes registradas nas últimas 24 horas, o número de óbitos pela covid-19 chega a 29.314. Os números foram atualizados, no início da noite deste domingo (31), pelo Ministério da Saúde.

Do total de casos confirmados, 278.980 (54,2%) estão em acompanhamento e 206.555 (40,1%) pacientes se recuperaram. Há ainda 4.208 óbitos em investigação.

São Paulo se mantém como epicentro da pandemia no país, concentrando o maior número de mortes: 7.615. O estado é seguido, em número de óbitos, pelo Rio de Janeiro (5.344), Ceará (3.010), Pará (2.923) e Pernambuco (2.807).

Na sequência, aparecem Amazonas (2.052), Maranhão (955), Bahia (667), Espírito Santo (604), Alagoas (443), Paraíba (360), Rio Grande do Norte (305), Minas Gerais (271), Rio Grande do Sul (224), Amapá (222), Paraná (182), Distrito Federal (170), Piauí (161), Sergipe (158), Rondônia (156), Santa Catarina (136), Acre (148), Goiás (124), Roraima (116), Tocantins (73), Mato Grosso (61) e Mato Grosso do Sul (20).

Já em número de casos confirmados, aparecem nas primeiras posições do ranking São Paulo (109.698), Rio de Janeiro (53.388), Ceará (48.489), Amazonas (41.378) e Pará (37.961). Entre as unidades da federação com mais pessoas infectadas estão ainda Maranhão (34.639), Pernambuco (34.450), Bahia (18.392), Espírito Santo (13.690) e Paraíba (13.162).

Na comparação internacional, o Brasil figura em segundo lugar no número de pessoas infectadas (514 mil), atrás dos Estados Unidos (EUA), com mais de 1,7 milhão de casos, de acordo com balanço divulgado pela Universidade Johns Hopkins, que reúne os números oficiais dos países. Em número de óbitos, o Brasil ocupa a quarta colocação, atrás de Estados Unidos (104.319), Reino Unido (38.571) e Itália (33.415).

Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil

São Paulo tem quase 110 mil casos de Coronavírus

Neste domingo (31), o estado de São Paulo registra 109.698 casos confirmados e 7.615 mortes relacionadas à COVID-19. Entre as pessoas diagnosticadas com a doença, 21.073 foram internados, curados e tiveram alta hospitalar.

Cerca de 60% das cidades do estado de São Paulo permanecem sem mortes pelo novo coronavírus. Dos 645 municípios, 379 não tiveram nenhum óbito até o momento. Quanto aos casos, houve pelo menos um em 526 cidades.

A taxa de ocupação dos leitos de UTI na Grande São Paulo está em 84,7 % e de 71.6% no estado. O número de pacientes internados é de 12.920, sendo 8.059 em enfermaria e 4.861 em unidades de terapia intensiva.

Perfil da mortalidade

Entre as vítimas fatais estão 4.422 homens e 3.193 mulheres.

Os óbitos continuam concentrados em pacientes com 60 anos ou mais, totalizando 72,8% das mortes.

Observando faixas etárias, nota-se que a mortalidade tornou-se maior entre 70 e 79 anos (1.788), passando para a segunda posição a faixa de 60 a 69 anos (1.761) e 80 e 89 anos (1.483). Entre as demais faixas estão os: menores de 10 anos (13), 10 a 19 anos (22), 20 a 29 anos (63), 30 a 39 anos (297), 40 a 40 anos (568), 50 a 59 anos (1.104) e maiores de 90 anos (516).

Os principais fatores de risco associados à mortalidade são cardiopatia (59% dos óbitos), diabetes mellitus (43%), doenças hematológica e obesidade (11% cada), doença neurológica (9,4%), pneumopatia (7,2%), imunodepressão (6,7%). Outros fatores identificados são asma e doenças renal hepática. Esses fatores de risco foram identificados em 6.142 pessoas que faleceram por COVID-19 (80,7%).

A relação de casos e óbitos confirmados por cidade pode ser consultada em: https://www.saopaulo.sp.gov.br/coronavirus/

*com informações da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo

Brasil supera os 400 mil casos de Coronavírus

O Brasil superou hoje (27) a marca dos 400 mil casos de Covid-19, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. Agora, o país soma 411.821 pacientes testados positivo para o novo Coronavírus. Só nas últimas 24 horas, foram 20.599 novos casos.

A quantidade de mortes recebeu a adição de 1.086 vidas perdidas de ontem (26) para hoje. O total óbitos soma neste momento 25.598.

Do total de casos confirmados, 219.576 estão em acompanhamento e 166.647 foram recuperados. Há ainda 4.108 óbitos sendo analisados. 

A letalidade (número de mortes pelo total de casos) ficou em 6,2%. Já a mortalidade (a quantidade de óbitos pelo total da população) foi de 12,2.

São Paulo se mantém como epicentro da pandemia no país, concentrando o maior número de mortes (6.712). O estado é seguido pelo Rio de Janeiro (4.605), Ceará (2.671), Pará (2.545) e Pernambuco (2.468).

Também foram registradas mortes no Amazonas (1.891), Maranhão (853), Bahia (531), Espírito Santo (511), Alagoas (368), Paraíba (298), Rio Grande do Norte (242), Minas Gerais (240), Rio Grande do Sul (209), Amapá (183), Paraná (162), Rondônia (137), Piauí (134), Distrito Federal (133), Santa Catarina (126), Sergipe (127), Acre (113), Goiás (108), Roraima (102), Tocantins (65), Mato Grosso (46) e Mato Grosso do Sul (18).

Já em número de casos confirmados, o ranking tem São Paulo (89.483), Rio de Janeiro (42.398), Ceará (37.275), Amazonas (33.508) e Pará (31.033). Entre as unidades da federação com mais pessoas infectadas estão ainda Pernambuco (29.919), Maranhão (26.145), Bahia (15.070), Espírito Santo (11.484) e Paraíba (10.2095).

De acordo com o mapa global da Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos, o Brasil é o 2º colocado em número de casos, atrás apenas dos Estados Unidos (1,69 milhão). O país é o 6º no ranking de mortes em decorrência da covid-19, atrás de Espanha (27.117), França (28.599), Itália (33.072), Reino Unido (37.542) e Estados Unidos (100.047).

De acordo com o Ministério da Saúde, em dados de ontem o Brasil era o 51º em incidência, indicador que mede a quantidade de pessoas infectadas proporcionalmente à população. O país também era o 14º em mortalidade, quando os óbitos são comparados com o total da população.

Hoje não foi realizada a entrevista coletiva com representantes do Ministerio da Saúde, onde mais dados e análises são apresentados sobre o balanço diário. O evento era uma prática diária, mas a nova gestão mudou o hábito, ainda sem a definição de uma periodicidade definida.

*Com informações da Agência Brasil

Estado registra 6.712 mortes por Covid-19

Nesta quarta-feira (26), o estado de São Paulo registra 6.712 mortes pelo novo coronavírus. 

Também totaliza 89.483 pessoas com diagnóstico de COVID-19, com pelo menos um caso em 515 cidades. Destas, 251 tiveram no mínimo um óbito. 
Há 12,3 mil pacientes internados em SP, sendo 4.686 em UTI e 7.707 em enfermaria. Até o momento já ocorreram 18.245 altas de pacientes que tiveram confirmação de COVID-19 e foram assistidos em hospitais de SP.

A taxa de ocupação dos leitos de UTI reservados para atendimento a COVID-19 é de 73,2% no Estado de São Paulo e 87,6% na Grande São Paulo.

Perfil da mortalidade

Entre as vítimas fatais estão 3.922 homens e 2.790 mulheres.

Os óbitos continuam concentrados em pacientes com 60 anos ou mais, totalizando 72,8% das mortes. Observando faixas etárias subdividas a cada dez anos, nota-se que a mortalidade é maior entre 70 e 79 anos (1.595 do total), seguida por 60-69 anos (1.554) e 80-89 (1.294). Também faleceram 445 pessoas com mais de 90 anos. Fora desse grupo de idosos, há também alta mortalidade entre pessoas de 50 a 59 anos (976 do total), seguida pelas faixas de 40 a 49 (501), 30 a 39 (261), 20 a 29 (57) e 10 a 19 (18), e 11 com menos de dez anos.

Os principais fatores de risco associados à mortalidade são cardiopatia (58,7% dos óbitos), diabetes mellitus (43,2%), doença neurológica (11,3%), doença renal (10,4%) e pneumopatia (9,5%). Outros fatores identificados são imunodepressão, obesidade, asma e doenças hematológica e hepática. Esses fatores de risco foram identificados em 5.426 pessoas que faleceram por COVID-19 (80,8%).

A relação de casos e óbitos confirmados por cidade pode ser consultada em: https://www.saopaulo.sp.gov.br/coronavirus/.

Brasil tem mais de 22 mil mortes por Coronavírus

O Brasil registrou 965 novas mortes por covid-19 em 24 horas, totalizando 22.013, de acordo com o boletim diário do Ministério da Saúde. A letalidade (número de mortes pela quantidade de casos confirmados) da doença no país está em 6,3%.

O Brasil teve 16.508 novos casos confirmados e chegou ao total de 347.398. Do total de casos confirmados, 182.798 estão em acompanhamento (52,6%) e 142.587 estão recuperados (41,0%) . Há ainda 3.534 mortes em investigação.

São Paulo se mantém como epicentro da pandemia no país, concentrando o maior número de mortes (6.045). No estado, há 80.558 casos confirmados. O estado é seguido pelo Ceará (2.308 mortes e 35.122 casos), Rio de Janeiro (3.905 mortes e 34.533 casos), Amazonas (1.744 mortes e 28.802 casos), Pernambuco (2.144 mortes e 26.786 casos) e Pará (2.001 mortes e 22.697 casos).

Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil 

Hospitais da Capital podem entrar em colapso em 15 dias

(Sec. Mun. de Saúde de SP/Reprodução)

O secretário municipal da Saúde de São Paulo, Edson Aparecido, alertou hoje (17) que o sistema de atendimento na cidade deve estar “profundamente comprometido” nos próximos 15 dias, caso a população não colabore para a elevação da taxa de isolamento social. Na sexta-feira (15), o índice registrado foi de 48%, sendo que o ideal é 70%.

Do boletim epidemiológico deste sábado (16) constam 38.479 casos confirmados da covid-19 e 135.348 casos suspeitos. Ao todo, 2.813 pacientes contaminados pelo novo coronavírus (covid-19) morreram na capital paulista, em decorrência de complicações do quadro infeccioso.

“Mesmo com todo o esforço feito até agora, na ampliação de leitos e de [disponibilização] dos novos leitos que já estão sendo contratados, isso tudo será insuficiente para o grau de evolução que estamos tendo nesse momento aqui na cidade”, disse o secretário.

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, destacou que a taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) já é de 90%, enquanto em enfermarias é de 76%. “Todos os dias estamos abrindo novos leitos, porque nove em cada dez pacientes atendidos recebem alta, mas a taxa de contaminação na cidade segue em alta. Infelizmente, inverteu-se uma tendência de queda que vinha até o início de maio, que precisamos diminuir. Estamos nos aproximando dos momentos mais difíceis”, disse.

Bruno Covas anunciou que deve antecipar os feriados municipais de Corpus Christi e o Dia da Consciência Negra, celebrados, respectivamente, em 11 de junho e 20 de novembro. Para que as mudanças no calendário entrem em vigor, deverão ser aprovadas pela Câmara Municipal de São Paulo, que, segundo o prefeito, já concordou em agilizar, por meio de tramitação em regime de urgência. Ele acrescentou que irá solicitar ao governador de São Paulo, João Doria, para que também antecipe o feriado do Dia da Revolução Constitucionalista, comemorado em 9 de julho.

“Aproveitaremos o fato de que a maioria das pessoas não trabalha em feriados, para garantir uma adesão ainda maior ao isolamento social. Teremos, assim, uma pausa forçada para diminuir a circulação de pessoas e ampliar o isolamento social. A cidade está chegando ao seu limite de opções”, ponderou, enfatizando que a decisão pelo lockdown (forma mais rígida de quarentena) depende do governo estadual.

Perguntado sobre o rodízio de veículos na capital, adotado no dia 11, sob o argumento de que desestimularia os habitantes a sair de casa, e que foi alvo de críticas, Covas disse que a medida era dura, mas deu resultado.

“Estávamos preparados para isso. Colocamos 1,6 mil ônibus a mais para a população. Retiramos, em média, quando comparamos essa semana do rodízio com a anterior, 1,27 milhão de veículos por dia [das ruas]. Mesmo diante de tanta incompreensão, diminuímos em 5,5% o número de passageiros na cidade, nesta sexta-feira, comparado com a sexta-feira, dia 8. Foram menos 64.266 passageiros circulando em nossos ônibus”, disse Covas, que negou serem verdadeiras as imagens que circularam em redes sociais induzindo que o rodízio acabou gerando lotação em veículos do transporte público.

Orçamento

Segundo Covas, o orçamento da pasta da Saúde teve um incremento de R$ 1,2 bilhão, em razão da pandemia. Para responder ao aumento na demanda por atendimento, foram disponibilizados 840 novos leitos de UTI, sendo que, antes da crise sanitária, a rede contava com 507 leitos.

O município ainda criou sete novos hospitais, dos quais três, o de Brasilândia, o de Parelheiros e outro na Bela Vista, irão permanecer funcionando mesmo após o fim da pandemia. Para atender especificamente aos infectados pela covid-19, a prefeitura também estruturou dois hospitais de campanha, um no Complexo do Anhembi e outro no Estádio do Pacaembu, e reabriu unidades em Indianópolis   e no Capão Redondo, viabilizados mediante parceria com a Cruz Vermelha Brasileira e a Universidade de Santo Amaro (Unisa). Além da construção dos hospitais, a rede foi aprimorada com a ampliação de leitos no Hospital Municipal de M’Boi Mirim – Dr. Moysés Deutsch, na zona sul da cidade.

Por Letycia Bond – Repórter da Agência Brasil 

Covid-19 mata segunda criança em 48 horas no Estado

Em apenas 48 horas, foi registrada a morte de mais uma criança da capital vítima do novo coronavírus. Ela tinha apenas três anos e é a sexta vítima infantil no estado, a terceira nesta semana. Até este sábado (16), 4.688 pessoas morreram com COVID-19 em São Paulo. Nas últimas 24 horas, foram 2.936 novos casos e 187 óbitos.

Outras cinco crianças faleceram com a doença em menos de um mês. A primeira e a segunda foram da capital e tinham 7 meses e um ano de idade.  A terceira era de Penápolis, com 9 anos. Nesta semana, foram mais duas: uma de 4 anos, de Francisco Morato, e um bebê de um ano, da cidade de São Paulo.

Neste sábado (16), também foram confirmados 61.183 casos, com pelo menos uma pessoa infectada em 461 cidades. Já os registros de vítimas fatais estão em 212 municípios.

Passa de 10,1 mil o número de pessoas internadas em São Paulo, suspeitas ou confirmadas, sendo 3.922 em UTI e 6.231 em enfermaria. A taxa de ocupação dos leitos de UTI reservados para atendimento a COVID-19 é de 68,5% no estado de São Paulo e 83,9% na Grande São Paulo. 

Perfil da mortalidade

Entre as vítimas fatais, estão 2.779 homens e 1.909 mulheres. Os óbitos continuam concentrados em pacientes com 60 anos ou mais, totalizando 72,9% das mortes. Observando faixas etárias subdividas a cada dez anos, nota-se que a mortalidade é maior entre 70 e 79 anos (1.137 do total), seguida por 60-69 anos (1.075) e 80-89 (902).

Também faleceram 303 pessoas com mais de 90 anos. Fora desse grupo de idosos, há também alta mortalidade entre pessoas de 50 a 59 anos (670 do total), seguida pelas faixas de 40 a 49 (347), 30 a 39 (197), 20 a 29 (39) e 10 a 19 (12), e seis com menos de dez anos.

Os principais fatores de risco associados à mortalidade são cardiopatia (58,6% dos óbitos), diabetes mellitus (43,7%), doença neurológica (11,4%), doença renal (10,8%) e pneumopatia (9,7%). Outros fatores identificados são imunodepressão, obesidade, asma e doenças hematológica e hepática.

Esses fatores de risco foram identificados em risco: 3.785 pessoas que faleceram por COVID-19 (80,7%) do total. A relação de casos e óbitos confirmados por cidade pode ser consultada em: https://www.saopaulo.sp.gov.br/coronavirus/

*com informações da Sec. Est. de Saúde de SP

Após dois meses, Alemanha retoma futebol

Campeonato retorna depois de dois meses de suspensão e expectativa é sobre a eficiência das medidas de prevenção contra a Covid-19.

Os amantes do velho esporte bretão voltam-se os olhos, neste sábado (16), para a Alemanha.  Após dois meses de paralisação, por conta da pandemia do novo coronavírus, a Bundesliga (nome do torneio no país germânico), reinicia com uma rodada de seis jogos, o mais importante deles é o clássico entre o Borussia Dortmund x Schalke 04 (Gelsenkirchen), times de cidades distantes apenas a 30 km uma da outra.

O mundo do futebol também está de atento às partidas para verificar a eficácia dos protocolos de segurança e saúde para evitar a contaminação dos envolvidos no evento, que irão acontecer de portões fechados ao público.

A letalidade da Covid-19 em terras alemães é considerada baixa pela OMS. O país registra cerca de 8 mil mortos e cerca de 176 mil infectados pela doença.

Por Rodrigo Pereira- Repórter da Rádio Nacional 

Brasil confirma 15,3 mil novas contaminações em 24h

O balanço diário do Ministério da Saúde sobre covid-19 registrou 15.305 novos casos confirmados, totalizando 218.223. Foi o maior número registrado em 24 horas desde o início da pandemia no país. O resultado marcou um acréscimo de 7,5% em relação a ontem (14), quando o número de pessoas infectadas estava em 202.918.  

O Brasil teve 824 novos registros de mortes nas últimas 24 horas e chegou ao total de 14.817. O resultado representou um aumento de 5,3% em relação a ontem, quando foram contabilizados 13.993 falecimentos pela covid-19. 

Do total de casos confirmados, 118.436 (54,3%) estão em acompanhamento e 84.970 (38,9%) foram recuperados. Há ainda 2.300 mortes em investigação. Este último número subiu em relação a ontem, quando eram 2.000 óbitos sendo analisados.

São Paulo se mantém como epicentro da pandemia no país, concentrando o maior número de falecimentos (4.501). O estado é seguido pelo Rio de Janeiro (2.438), Ceará (1.476), Pernambuco (1.381) e Amazonas (1.145).  

Além disso, foram registradas mortes no Pará (1.145), Maranhão (496), Bahia (281), Espírito Santo (260), Alagoas (187), Paraíba (170), Minas Gerais (146), Rio Grande do Sul (126), Rio Grande do Norte (122), Paraná (120), Amapá (103), Santa Catarina (79), Goiás (67), Rondônia (62), Piauí (60), Acre (57), Distrito Federal (55), Sergipe (50), Roraima (40), Mato Grosso (26)Tocantins (24) e Mato Grosso do Sul (14).

Já em número de casos confirmados, o ranking tem São Paulo (58.378), Ceará (22.490), Rio de Janeiro (19.987), Amazonas (18.392) e Pernambuco (16.209). Entre as unidades da federação com mais pessoas infectadas estão ainda Pará (12.109), Maranhão (10.739), Bahia (8.128), Espírito Santo (6.198) e Santa Catarina (4.562).

Por Jonas Valente – Repórter Agência Brasil