Saúde

Dengue: São Paulo registra primeiro caso do sorotipo 3, o mais grave da doença

A paciente é uma mulher de 48 anos que mora na zona leste e não precisou ser hospitalizada

A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo confirmou o primeiro caso de sorotipo 3 da dengue na cidade, na segunda-feira (15). A paciente é uma mulher de 48 anos, moradora da Vila Curuçá, no Itaim Paulista, na zona leste. Ela teve os sintomas no dia 24 de dezembro, procurou atendimento no dia seguinte e se recuperou sem complicações.

A paciente é uma mulher de 48 anos que mora na zona leste e não precisou ser hospitalizada(pixabay.com)

O sorotipo 3 da dengue é considerado mais raro e perigoso do que os outros tipos, pois pode causar formas graves da doença, como a dengue hemorrágica e a síndrome do choque da dengue. Essas complicações podem levar à morte se não forem tratadas adequadamente. O sorotipo 3 não era registrado na cidade desde 2008.

A dengue é uma doença transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, que se reproduz em locais com água parada. Os sintomas mais comuns são febre, dor de cabeça, dor no corpo, dor atrás dos olhos e manchas vermelhas na pele. A prevenção depende de medidas de controle do mosquito, como eliminar os criadouros, usar repelente e telas nas janelas.

Após a confirmação do caso, a secretaria realizou ações de bloqueio na região onde a paciente mora e frequenta, como a aplicação de inseticida, a busca de focos do mosquito e a orientação dos moradores. A secretaria também intensificou o monitoramento dos casos de dengue na cidade e alertou para a importância de procurar atendimento médico em caso de suspeita da doença.

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Até o dia 10 de janeiro, a cidade de São Paulo registrou 286 casos de dengue, uma alta de 21,1% em relação ao mesmo período do ano passado, quando houve 236 casos. O distrito com mais casos é Itaquera, na zona leste, com 36, seguido de Campo Limpo, na zona sul, com 29, e Vila Jaguara, na zona oeste, com 22.

A secretaria informou que está preparada para enfrentar um possível aumento dos casos de dengue na cidade, com investimentos em infraestrutura, pessoal, equipamentos e insumos. A secretaria também disse que está em contato com a Secretaria de Estado da Saúde e com o Ministério da Saúde para acompanhar a situação epidemiológica da dengue no país.

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