Uso da barba volta à cena e vira tendência; Mulheres preferem os homens barbudos

Talvez a barba seja o símbolo de poder e virilidade mais arraigado no imaginário da humanidade.

Ter barba já foi moda, já foi cafona e foi moda outra vez. Agora, os barbudos são tendência. Mas engana-se quem pensa que o rosto coberto de pelos é simplesmente mais um vaivém do gosto masculino. A redenção da barba diz muito sobre o homem do nosso tempo.

Dominante nas passarelas e nas campanhas das mais prestigiadas grifes, a barba vem associada a diferentes estilos de roupas, sapatos e acessórios. Nos tapetes vermelhos e nos demais locais de concentração de celebridades também se percebe a presença massiva dela entre os mais belos e bem-sucedidos homens.

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Atores como Bradley Cooper, George Clooney e Brad Pitt e jogadores de futebol como David Beckham (foto) e Gerard Piqué são alguns dos astros que exibem ao mundo suas barbichas. No Brasil também há barbudos célebres, como os atores Thiago Lacerda e Caio Castro, entre outros.

Hoje, as motivações para o uso da barba são muitas. Ela traz lembranças da infância, do convívio com pais e avós e do tempo em que os homens viviam junto à natureza, pescando e acampando. Por outro lado, desperta também a ideia de rebeldia, já que muitos roqueiros e motoqueiros exibem barba e bigode. Em algumas religiões a barba é, ainda hoje, símbolo de status e sabedoria. Independentemente da motivação, o fato é que ter barba virou mais um meio que o homem encontrou para se expressar.

Talvez a barba seja o símbolo de poder e virilidade mais arraigado no imaginário da humanidade. No Egito Antigo, os membros mais abastados da sociedade cultivavam os pelos faciais para demonstrar sua superioridade. Na Grécia, os cidadãos também andavam sempre barbudos. Basta ver as reproduções dos bustos de filósofos como Platão, Aristóteles e Sócrates.

Na civilização romana, a barba era um dos ritos de passagem mais importantes para os homens: quando os meninos atingiam a puberdade, raspavam todos os pelos do corpo e os ofereciam aos Deuses. Na Idade Média, os clérigos da Igreja Católica raspavam o rosto para diferenciar-se dos religiosos ortodoxos e judeus. No final do século 19, quando um sujeito chamado King Camp Gillette inventou as lâminas descartáveis de barbear, rosto liso passou a ser sinônimo de asseio e capricho.

É dos barbudos que elas gostam mais

Segundo um estudo conduzido pela University of New South Wales, na Austrália, revelou que é mesmo dos barbudos que elas gostam mais. Fotos de 10 homens foram mostradas a 351 mulheres, que apontaram, majoritariamente, os homens com barba de 10 dias como seus preferidos.

Mas alto lá. Mulheres gostam de barba, sim, mas nada daquelas barbas malfeitas com formato desalinhado, ou pelos ásperos e ressecados. Em tempos de vaidade masculina liberada e incentivada, a barba virou mais um item que requer cuidados e mimos por parte de seu dono. Pode ser que seja sinônimo de virilidade e masculinidade, mas nunca pode ser sintoma de desleixo.

Para Edimar da Silva, do Salão Stillus Degrade, os cuidados com a barba são inúmeros, que vão desde mantê-la sempre alinhada, utilizar um shampoo para mantê-la limpa e até utilizar um produto pós barba, como um óleo ou pomada. Além disso, não é recomentado utilizar um álcool 80%, para evitar irritações no local”, conta.

Em seu espaço, localizado no Parque Edu Chaves, Zona Norte, Edimar chega a “alinhar” de 3 a 5 barbas por dia. “Os estilos preferidos são barba desenhada e grande com degradê”, finaliza.

*Com informações de Eduardo Micheletto

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