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Menina que viveu há 90 mil anos é descoberta por pesquisadores

Renata Giraldi/Agência Brasil

Ossos do espécime “Denisova 11”, fruto da união entre uma mãe de sub-espécie Neanderthal e pai de sub-espécie Denisoviana
(T. Higham/Universidade de Oxford/Direitos Reservados/Agência Brasil/Reprodução)

Cientistas descobriram fragmentos de ossos de uma menina pré-histórica, em uma caverna, no sul da Sibéria. É a primeira descoberta de um descendente direto da união de dois grupos humanos já extintos: neandertais e denisovans.

Exames de DNA mostram que a garota é filha de mãe neandertal e pai que pertencia a outro grupo extinto de humanos conhecido como denisovans. A menina provavelmente viveu há 90 mil anos.

A revelação está em um artigo científico publicado na revista Nature. Também foi publicado artigo na revista digital de ciência Inverse.

De acordo com estudos, neandertais e denisovans tinham ancestrais em comum e se separaram há cerca de 390 mil anos. Os neandertais viviam na Europa e na Ásia, enquanto fósseis de denisovans mostram que eles ficavam isolados em cavernas na região de fronteira entre a China e a Mongólia.

Pesquisas genéticas indicam que embora vivessem separados, os indíviduos dos dois grupos humanos mantinham relação sexual, quando se encontravam. Os cientistas agora querem aprofundar esses estudos.

Fragmentos

Análises iniciais indicam que os fragmentos localizados são do braço ou da perna de uma adolescente de provavelmente 13 anos.

A partir das análises os cientistas também querem verificar o fluxo migratório dos neandertais, que caminharam pela Europa e também chegaram à Ásia.

Cientistas estudam a probabilidade de linhagens antigas extintas terem sido absorvidas por cruzamentos com humanos modernos ao invés de eliminadas em guerras e conflitos armados.

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