Google, Amazon e Twitter sofrem instabilidade

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Além da queda dos aplicativos WhatsApp, Facebook e Instagram desta segunda-feira (4), algumas plataformas também apresentaram instabilidades, dentre elas Twitter, Google e Amazon.

De acordo com o site Downdetector, que monitora as reclamações dos usuários, a rede social Twitter registrou um pico de queixas por volta das 16h20. Já o Google registrou esse mesmo pico às 13h20, com mais de 300 relatos.

Após migração em massa para o Telegram por conta da queda do WhastApp, o número de reclamações também aumentou. Em dados relatados no DownDetector, o aplicativo apresentou problemas a partir das 12h46. Houve um pico de reclamações após esse horário.

por TV Cultura

União Europeia acusa Amazon de violar regras de concorrência

A União Europeia acusou formalmente nesta terça-feira (10/11) a empresa americana Amazon de violar as regras do bloco sobre concorrência, alegando que a gigante do comércio eletrônico usa seu tamanho, poder e dados para tirar vantagem sobre vendedores independentes menores que utilizam a plataforma.

As acusações são resultantes de uma investigação aberta em julho do ano passado e fazem parte dos esforços do bloco para restringir o poder de empresas de tecnologia. Segundo a comissária europeia responsável por questões de concorrência, Margrethe Vestager, a Amazon utilizaria dados comerciais não públicos de vendedores terceirizados em benefício de negócios próprios.

“O uso destes dados permite à Amazon se concentrar nas vendas dos produtos mais vendidos e marginalizar vendedores externos, limitando suas possibilidades de crescimento”, disse Vestager.

A investigação europeia descobriu que a empresa tem acessado e analisado em tempo real dados de outros fornecedores que usam a plataforma para decidir sobre seus novos lançamentos, preço dos produtos e estratégia de comercialização. De acordo com Vestager, essa prática prejudica a concorrência leal.

“Temos que garantir que o duplo papel de plataformas com poder de mercado, como a Amazon, não distorça a concorrência”, acrescentou a comissária.

Além da acusação formal, a União Europeia abriu uma outra investigação contra a gigante do varejo eletrônico para investigar se a empresa favorece ofertas de produtos e comerciantes que usam seus sistemas de logística e entrega. Os alvos do inquérito são o serviço Prime e o “buy box”, que vincula o botão “adicione ao carrinho” a determinados produtos.

Se as acusações forem comprovadas no processo antitruste, a Amazon corre o risco de pagar uma multa que pode chegar até 10% de seu faturamento mundial, ou seja, cerca de 28 bilhões de dólares.

A Amazon nega as acusações e afirmou que continuará contribuindo com as autoridades europeias para esclarecer as questões. A gigante afirmou ainda que há mais de 150 mil empresas europeias usando seus serviços, o que geraria milhares de empregos e receitas de bilhões de euros.

Nos últimos anos, os gigantes da tecnologia têm enfrentado críticas de diferentes governos e blocos, como a UE, devido ao grande poder que acumulam, aos benefícios exorbitantes que obtêm e aos baixos impostos que pagam. Outros grandes conglomerados digitais como Facebook, Apple e Google estão sob investigação de reguladores e legisladores, preocupados com possíveis casos de abuso de poder.

CN/afp/rtr/ap

Por Deutsche Welle

Mesmo na pandemia, gigantes da tecnologia superam expectativas

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Desafiando a crise generalizada provocada pela pandemia de coronavírus que tem pressionado milhares de empresas, gigantes da tecnologia exibiram na quinta-feira (30/07) resultados trimestrais que superaram positivamente as expectativas de analistas.

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No mesmo dia em que os governos da Alemanha e dos Estados Unidos anunciaram retração recorde em suas economias, as quatro grandes empresas de tecnologia designadas em conjunto como Gafa – Google, Amazon, Facebook e Apple – mostraram robustez financeira, mesmo com alguns percalços, como no caso da Google.

A Amazon foi a companhia que exibiu os melhores resultados durante a pandemia, surpreendendo analistas. Suas vendas totais de produtos e serviços cresceram 40% no segundo trimestre em comparação com o mesmo período do ano passado, de 63,4 bilhões de dólares para 88,9 bilhões – analistas projetavam receita de 81,24 bilhões de dólares. Já o lucro líquido da companhia dobrou, passando de 2,6 bilhões para 5,2 bilhões de dólares.

“Este foi outro trimestre altamente incomum, e eu não poderia estar mais orgulhoso e agradecido aos nossos funcionários em todo o mundo”, disse o CEO da Amazon, Jeff Bezos, em comunicado ao mercado.

Já a Apple anunciou que suas receitas cresceram 11%, chegando a 59,7 bilhões de dólares no último trimestre em comparação com o mesmo período do ano passado. Já o lucro registrou aumento de 12%, passando para 11,3 bilhões de dólares. As vendas do principal produto da Apple, o iPhone, somaram 26,42 bilhões de dólares no período, acima das expectativas do mercado, que previa 20,6 bilhões.

O Facebook, por sua vez, anunciou que seus lucros praticamente dobraram no segundo trimestre, chegando a 5,18 bilhões de dólares, alta de 98% em relação ao mesmo período de 2019. A receita da companhia também cresceu 10,6%, para 18,7 bilhões de dólares.

A receita com publicidade, principal fonte de recursos do Facebook, avançou 10%, para 18,3 bilhões de dólares. Após o anúncio, o preço das ações do Facebook teve alta de 7%. Os bons resultados da empresa ocorreram mesmo com o declínio do mercado publicitário por causa da pandemia e campanhas de boicote a anúncios da rede social, acusada de fazer vista grossa para o extremismo e discurso de ódio.

Única empresa do Gafa a destoar das restantes, a Google registrou queda no lucro. As receitas ficaram relativamente estáveis, com registro de 38,3 bilhões de dólares no último trimestre, contra 38,9 bilhões no mesmo período do ano passado. Embora leve, foi a primeira queda no faturamento da história da empresa. Já os lucros caíram 30%, passando para 6,96 bilhões de dólares, contra 9,95 bilhões no segundo trimestre de 2019.

JPS/ots

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