Acidente com lanchas mata quatro pessoas

(Reprodução)

Um grave acidente envolvendo duas lanchas deixou quatro pessoas mortas hoje (16), na Ilha Paquetá,  em Angra dos Reis, na Costa Verde do estado do Rio de Janeiro.

Três dos mortos são da mesma família: Maria Cândida Godim Pinheiro, de 57 anos, a filha, Tatiana Godim Pinheiro, de 43 anos, e a filha de Tatiana, Luiza Pinheiro, de 11 anos. A quarta vítima é Vania Maria A. Edde, de 63 anos, amiga da família que estava na mesma embarcação.

O choque entre as duas lanchas foi violento, deixando as embarcações muito avariadas. Quatro pessoas ficaram feridas: José Carlos Godim Pinheiro, de 67 anos, que sofreu ferimentos leves e foi liberado, sem necessidade de ser medicado em hospital. Ele seria parente das vítimas do acidente.

Para o Hospital do Frade, em Angra dos Reis, foram levados Carlos A.Meireles, de 72 anos, Tomaz Machado, de 29, e Luiz Lobão, de 42 anos. Todos foram medicados e liberados em seguida.

Por Douglas Corrêa – Repórter da Agência Brasil 

Aldeia de Angra dos Reis tem 2 indígenas na UTI por Covid-19

O estado de saúde do cacique Domingos da Aldeia Sapukai, no bairro do Bracuí, em Angra dos Reis, costa verde do Rio, continua grave, mas hoje (26) apresentou melhoras. Já o indígena Idalino está com o quadro estável. Os dois estão internados em UTIs do Centro de Referência Covid-19, que funciona no Hospital da Santa Casa, no centro do município.

(Alex Mafort/G1/Reprodução)

O cacique começou a apresentar os sintomas da covid-19 no dia 14 deste mês e no 9º dia fez o teste que confirmou a contaminação. Domingos começou a sentir falta de ar na terça-feira (23) e foi até a unidade de saúde localizada dentro da aldeia. Em princípio, por causa da sua cultura, o cacique resistiu às orientações dos profissionais, porque aguardava o término do ritual de pajelança. Depois de conversar com os especialistas, o indígena aceitou ser tratado.

Ainda hoje mais um indígena será levado para a unidade hospitalar. A médica cedida pela prefeitura a pedido dos indígenas, responsável pelo posto de atendimento de saúde da Aldeia, Carmen Vieira de Moraes, pediu a transferência do vice cacique Aldo Fernandes, que é diabético e mesmo assintomático precisa ter o estado de saúde avaliado no Centro de Referência. “Os pacientes com comorbidades estamos dando a prioridade de descer [para o centro onde fica o hospital] estão sendo monitorados, todos com testes positivos e hoje estou descendo mais um porque ele é diabético e a saturação está caindo”, contou em entrevista à Agência Brasil, a médica que trabalha com indígenas desde 1996.

Esses casos não são os únicos na Aldeia Sapukai. A doutora Carmen disse que mais há mais de 40 registros do novo coronavírus na comunidade indígena, que foram identificados com uma ação constante de busca ativa. Todos eles estão sendo acompanhados e monitorados pelo Departamento de Saúde Coletiva, por meio do Programa Especial de Saúde Indígena e Vigilância Epidemiológica do município.

Para a médica, é preocupante a situação da aldeia. Ao todo são 300 indígenas que moram em japiguás, termo indígena dado às unidades familiares, que concentram muitas pessoas. A aglomeração dificulta o trabalho de contenção da doença no local. “As unidades familiares aqui são muito grandes, temos japiguás e em cada existem, pelo menos, de 15 a 25 pessoas morando no mesmo local. Isso torna o isolamento muito difícil e daí as estratégias criadas pela equipe de Saúde. Toda síndrome gripal é notificada, Nós entramos com medicação para tentar uma profilaxia e todos os pacientes são monitorados e o teste é agendado como se preconiza”, relatou.

“Uma pessoa infectada que entrar em uma unidade familiar com 25 pessoas, se um for contaminado, passa para os outros e vai ter uma contaminação em massa. Só nos resta pedir para os outros não visitarem aquele japiguá. Já tivemos japiguás aqui em que as pessoas foram contaminadas, foram tratadas e hoje estão bem”.

Segundo a médica, como ocorre nas cidades país a fora, nem sempre as várias orientações dos profissionais de saúde, são seguidas. Os indígenas recebem máscaras, álcool em gel, produtos de higiene e limpeza, mas é uma dificuldade respeitarem o isolamento. “A única coisa que não conseguimos, mas isso não conseguimos nem no branco, o juruá, é convencer a todos, o que é uma coisa impossível, de não sair. Temos pacientes que são etilistas, são psiquiátricos, temos os jovens que estão rebeldes e cansados de ficar em casa. Então, eles descem vão para bares para jogar sinuca ou para beberem, ou trazem familiares para cá. Isso a gente não tem como tomar conta, apesar de todas as orientações”.

O atendimento na comunidade respeita as características culturais dos indígenas, que consideram o pajé, como médico oficial. Ainda que seja dada uma medicação para o paciente, a equipe médica não tem certeza se ela está sendo seguida e se quando a pessoa vai ao pajé se ele também está usando máscara. “Não pode dizer para ele não ir ao pajé agora e ir para a unidade de saúde. Não pode. Isso é da cultura deles, se não respeitar, a gente perde o paciente. Às vezes tem que conversar com o pajé, que a medicação do juruá vai cuidar da parte física e a dele da parte espiritual para fazer as duas coisas juntas e poder tratar”, observou.

Segundo a médica, o pajé Márcio não foi diagnosticado com a doença e passa bem. Ele tem sido monitorado pela equipe médica. “O pajé é uma autoridade médica dentro da cultura indígena”, completou, destacando que tem recebido apoio da Secretaria de Saúde, inclusive na comunicação, porque o sinal de telefone no local nem sempre é bom.

Por Cristina Índio do Brasil – Repórter da Agência Brasil

Suspeito de tráfico internacional é preso em mansão na praia

André de Oliveira Macedo, conhecido como André do Rap (Reprodução)

A Polícia Civil de São Paulo prendeu hoje (15), o traficante internacional André de Oliveira Macedo, conhecido como André do Rap. O homem foi localizado em uma mansão, na cidade em Angra dos Reis, no Estado do Rio de Janeiro.

André do Rap é apontado como um dos principais líderes do tráfico de drogas do Brasil e comandava a conexão de entorpecentes para a Europa, via Porto de Santos, no litoral sul de São Paulo. A droga era enviada para a Calábria, na Itália, e de lá distribuída para todo o continente europeu.

Durante diligências, uma equipe da Divisão Antissequestro do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope) encontrou o suspeito junto com outros dois criminosos – todos procurados pela Justiça por tráfico internacional de entorpecentes.

Lancha apreendida pelos policiais (Reprodução)

Com o trio, foi apreendido um helicóptero, avaliado em cerca de R$ 7 milhões, uma lancha Azimut, de 60 pés, avaliada em aproximadamente em R$ 6 milhões, e um veículo, modelo Tucson.

“O trabalho de busca por esses criminosos começou há cerca de três meses”, explicou o delegado Fábio Pinheiro Lopes, da Divisão Antissequestro do Dope.

A investigação contou com o apoio de agentes internacionais, da Itália e dos Estados Unidos.

O traficante foi encaminhado à sede do Dope, onde prestará depoimento. As investigações prosseguem para localizar e prender outros criminosos envolvidos com o tráfico de entorpecentes. “A partir de agora, iremos apurar eventuais outros crimes que eles estejam envolvidos”, finalizou o delegado.

*com informações do Governo do Estado de SP

Paraty e Ilha Grande são patrimônios da humanidade

Por Vitor Abdala

(Ilha Grande.org/Reprodução)

A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) decidiu hoje (5) inscrever Paraty e Ilha Grande, no sul do Estado do Rio de Janeiro, como patrimônio mundial da humanidade. O sítio inclui o centro histórico de Paraty e a Ilha Grande.

Esse é o primeiro sítio de patrimônio misto do Brasil, ou seja, que inclui bens culturais e naturais. Dos mais de mil patrimônios mundiais, apenas 39 locais, em 31 países, são sítios mistos.

Paraty e Ilha Grande se juntam a outros 21 patrimônios mundiais da humanidade brasileiros, dos quais sete são naturais e 14 são culturais.

A lista de patrimônios do país inclui Ouro Preto (MG), Olinda (PE), São Luís (MA), Cidade de Goiás (GO) e Salvador (BA), o Plano Piloto de Brasília, o Pantanal, as ilhas de Fernando de Noronha e Atol das Rocas, o Parque Nacional do Iguaçu (PR), as Paisagens Cariocas (RJ) e o Cais do Valongo (RJ).

Iguaria vendida por R$ 1 mil o quilo, pepino-do-mar é apreendido

Um carregamento com mais de 200 quilos de pepinos-do-mar foi apreendido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), na Rodovia Rio-Santos (BR-101), em Paraty, na Costa Verde. Três homens, entre eles um chinês, foram presos por crime ambiental.

O grupo foi flagrado quando levava a mercadoria para restaurantes em São Paulo. O caso aconteceu neste domingo (30).

Iguaria tem alto valor de mercado (Agência PRF/Reprodução)

Policiais rodoviários federais da 3ª Delegacia (Itaguaí) faziam patrulhamento na rodovia e desconfiaram do trio. Os homens estavam ao lado de uma caminhonete parada no acostamento.

Ao revistarem o veículo, encontraram 220 quilos do animal marinho. O produto, de alto valor na culinária e medicina oriental, estava em sacolas plásticas na caçamba da caminhonete.

O pepino-do-mar é considerado uma fina iguaria na China e em outros países orientais. O quilo do produto é comercializado por aproximadamente R$ 1 mil.

Os suspeitos contaram que compraram a mercadoria no Perequê, em Angra dos Reis. Eles disseram que levariam para restaurantes chineses da capital paulista.

Durante a revista, os policiais ainda encontraram R$ 21 mil escondidos num fundo falso do veículo.

A ocorrência foi encaminhada para a 167ª DP (Paraty). Os suspeitos foram indiciados pelo transporte ilegal de pesca proibida, com pena de detenção de um a três anos. Eles ainda foram multados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) em R$ 500 por unidade apreendida.

*com informações da Agência PRF