Avianca Holdings pede recuperação judicial nos EUA

(Arquivo/Avianca/Reprodução)

A empresa aérea colombiana Avianca Holdings entrou com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos. Em nota, a empresa afirmou que os impactos financeiros trazidos pela pandemia do novo coronavírus fizeram a empresa apresentar o pedido no Tribunal de Falências dos Estados Unidos.

Segundo a nota, o pedido foi feito para reorganizar e preservar os negócios da Avianca enquanto a companhia enfrenta os impactos da pandemia de covid-19. A empresa afirmou que apesar da “eficaz reestruturação da dívida em 2019”, o pedido de recuperação judicial “foi necessário devido ao impacto imprevisível da pandemia de covid-19, que provocou a queda de 90% do tráfego mundial de passageiros e se espera que reduza as receitas da indústria [de aviação] em US$ 324 bilhões em todo o mundo”.

A empresa, segunda maior do setor na América Latina, afirmou que pretende manter suas operações, bem como os mais de 21 mil empregos. O presidente da empresa, Anko van der Werff, afirmou sua intenção de retomar os voos assim que as restrições dos governos para viagens aéreas forem suspensas.

A companhia tem buscado negociar apoio financeiro com o governo da Colômbia, assim como junto a governos de outros mercados chave da Avianca. Esse apoio é considerado importante para a empresa mostrar capacidade financeira e garantir sucesso no plano de recuperação judicial.

O braço brasileiro da Avianca, a Avianca Brasil, entrou com pedido de recuperação judicial no país em dezembro de 2018. Em seguida, a aérea passou a cancelar voos e, devido à falta de pagamento do aluguel das aeronaves, devolveu os aviões às empresas de leasing.

Recuperação Judicial

Recuperação judicial é uma forma de empresas em sérias dificuldade financeira evitarem a falência. Elas pedem à justiça um prazo para o pagamento de dívidas, apresentando um plano de reorganização financeira, incluindo neste o reestabelecimento de suas operações no setor correspondente.

Por Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil 

Espaço da Avianca em Congonhas é disputado por 4 empresas

Por Luciano Nascimento

(Arquivo/Avianca/Reprodução)

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou hoje (30) que quatro companhias aéreas demonstraram interesse pelos slots, autorizações de pouso e decolagem, da Avianca no aeroporto de Congonhas, em São Paulo: Azul, MAP Linhas Aéreas, Passaredo e Two Táxi Aéreo. De acordo com a Anac, o resultado da redistribuição dos slots será divulgado ainda nesta terça-feira, até o fim do dia.

A decisão de redistribuir os slots foi tomada pela Anac na última quinta-feira (25), em reunião extraordinária, e vale para a temporada de 27 de outubro deste ano a 28 de março de 2020, mas, segundo a Anac, considerando o nível crítico de concentração e a alta saturação da infraestrutura de Congonhas, as empresas estão autorizadas a iniciar imediatamente a oferta de voos. Até a suspensão das suas operações em maio, a Avianca operava 41 slots no terminal de Congonhas, o mais movimentado do país. Com a definição da Anac, as 41 autorizações serão repassadas para empresas consideradas “entrantes” no aeroporto.

Pelo critério adotado pela Anac, são consideradas empresas “entrantes” aquelas que atualmentetêm até 54 slots. Pelo critério anterior, “entrante” era a empresa que tinha até 5 slots.A Anc informou que a Azul e a MAP solicitaram, ambas, o uso de todos os 41 slotsdiários da Avianca. A Passaredo pediu 30 e a  TWO Táxi Aéreo, 14 slots diários.
Na prática, o novo critério adotado pela Anac para redistribuição das permissões deixou de fora da divisão dos slots a Latam e a Gol, que têm número superior de slots no terminal em relação ao definido pela Anac. As empresas têm, respectivamente 236 e 234 slots. Já a Azul, opera 26.
De acordo com a agência reguladora, a medida busca recompor a oferta do aeroporto, promover uma maior competição naquele mercado e proporcionar aos passageiros novas opções de serviços.

Recuperação Judicial

Em processo de recuperação judicial desde dezembro do ano passado, a Avianca teve as operações suspensas pela Anac em todo o país no dia 24 de maio. Em junho, foi suspensa a outorga da empresa para exploração de serviços aéreos. O motivo foi o descumprimento do contrato de concessão, o que fez com que todos os slots da empresa fossem retomados pela Anac para redistribuição. Ainda em junho, a agência conseguiu na Justiça de São Paulo e no Superior Tribunal de Justiça (STJ) decisões favoráveis para a redistribuição normal dos slots, nos aeroportos de Guarulhos, Santos Dumont e Recife.

Avianca: Passageiros foram surpreendidos com suspensão de voos

Por  Elaine Patricia Cruz

Passageiros da Avianca esperam para serem remanejados para voos de outras companhias aéreas no Aeroporto de Congonhas (Rovena Rosa/Agência Brasil)

A suspensão dos voos da companhia aérea Avianca Brasil hoje (24), pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), surpreendeu muitos passageiros que se encontravam no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Apesar do movimento tranquilo no aeroporto na tarde de hoje, alguns passageiros se aglomeravam em frente ao balcão decheck-in da Avianca em busca de solução para os voos, que foram todos cancelados.

Segundo informações da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), 12 chegadas previstas para Congonhas hoje (24), desde as 13h55, foram canceladas. Também foram cancelados dez voos previstos desde as 14h24 para decolar do aeroporto com destino a Brasília, Salvador e Rio de Janeiro.

O enfermeiro Igor Cintra Sampietri, 31 anos, comprou passagem da Avianca de São Paulo para o Rio de Janeiro, há cerca de dois meses. Ele está indo para um casamento, marcado para amanhã (25). “Pretendo chegar ao Rio de Janeiro. Mas como, eu não sei”, disse à Agência Brasil.

Sampietri chegou ao aeroporto às 12h30 de hoje, para um voo que deveria sair no meio da tarde. “Consegui fazer o check-in pelo aplicativo. Estou com o cartão de embarque da Avianca, mas não fui informado de que esse trecho seria cancelado. Cheguei cedo aqui por conta de todo o transtorno e estou sem resposta ainda. Teoricamente, meu voo vai sair às 19h40, de Viracopos [em Campinas]”, disse, aguardando por um ônibus que deve deixar São Paulo com destino ao aeroporto de Campinas, onde ele deve embarcar em um voo da companhia Azul.

Ele disse que, quando comprou a passagem da Avianca, já tinha conhecimento dos problemas que a companhia vem enfrentando, mas comprou mesmo assim porque ainda haviam trechos que estavam disponíveis. “Comprei por pontos, até para utilizar os pontos porque a companhia, eventualmente, vai acabar. E fui monitorando semanalmente para ver o que iria acontecer. Teoricamente, se eles venderam a passagem, o voo estava disponível.”

“Vim mais cedo por conta disso [da suspensão dos voos pela Anac], para saber o que estava acontecendo, o que ia acontecer com os voos. Até porque o check-in foi feito. Estou esperando até agora [uma solução]. Eles dizem que vai sair o meu cartão de embarque [do novo voo pela Azul]. Mas ainda estou esperando”, disse, por volta das 16h.

(Valter Campanato/Agência Brasil)

O enfermeiro reclamou, inclusive, que a companhia Avianca não lhe forneceu qualquer assistência no aeroporto, como voucher para alimentação, o que está previsto em resolução da Anac para casos de atrasos em voos ou cancelamentos.

A estudante Vitória Souza, 21 anos, pretende ir a Salvador no dia 17 de junho, pela Avianca. A passagem foi comprada em março. Mas, com medo de não conseguir voar pela companhia, ela foi hoje ao Aeroporto de Congonhas em busca de alguma solução para seu problema. “Quero pedir reembolso. Ainda estou esperando para ser atendida”, disse.

“Acho tudo isso uma palhaçada. Espero que eles me deem o reembolso para que eu compre uma passagem de ônibus, já que agora as passagens de avião [para Salvador] já estão muito caras. Não espero mais nada da Avianca”, completou.

A esteticista Rosangela Maria dos Santos Barros, 46 anos, de Belo Horizonte, também estava na área de check-in da Avianca em Congonhas, na tarde de hoje. Seu voo sairia do Aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, para Campinas, hoje à noite, mas ela conseguiu um voo à tarde para vir a São Paulo. “Como o voo foi cancelado, a Avianca me forneceu uma passagem agora à tarde, pela Gol, para vir para São Paulo. Consegui resolver a vinda. Mas agora estou tentando resolver a volta”, disse. “Quero agora ver o retorno. Mas está difícil”, reclamou.

“Eu tinha comprado essas passagens no dia 17 de janeiro. Não sabia que a Avianca estava desse jeito. Eu tinha programado passeios com os irmãos. Mas tive que mudar tudo. Inclusive, eu trabalho durante o dia. Eu iria trabalhar hoje, durante o dia, para vir para São Paulo só à noite. Mas eu tive que cancelar todas as minhas clientes para não perder a passagem. Foi muito chato. Meu marido, que é eletricista autônomo, também teve que cancelar seu serviço para vir também nesse horário”, disse. Ela reclamou que só ficou sabendo do problema da Avianca pela imprensa porque a companhia não lhe informou nada. “A Avianca deixou a minha família sem explicação”.

O professor de educação física Fernando Moreira, 35 anos, que estava acompanhado da esposa e de seus dois filhos, de 6 anos e de 4 meses, também estava no aeroporto de São Paulo buscando resolver problemas em seu voo para Brasília, onde pretende ir para o casamento de seu cunhado, amanhã.

“Quando a gente estava vindo [para o aeroporto] é que nós verificamos que os voos tinham sido cancelados. Para conversar foi rápido. O atendente pediu os dados da viagem e falou que vai tentar alocar [o voo] para outra empresa. E agora estamos no aguardo para ver se vamos conseguir.”

“A volta, ele [atendente] já informou que também foi cancelada. Estamos nesse momento só preocupados para ir, porque é o casamento. Para a volta vamos ver o que a gente faz. Até verificamos em outras empresas para comprar agora, mas ficou um valor absurdo, sem condições. Não tem jeito”.

Ele disse que comprou as passagens de ida e volta há cerca de cinco meses, quando “não tinha problema nenhum” com a Avianca. “A sensação que a gente tem é que o país é uma bagunça. Eles fazem o que querem, quando querem, e a gente tem que se adaptar aos problemas deles. Mas vamos esperar uma solução”.

Outro lado

(Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Por meio de nota, a Avianca informou que tomou a iniciativa de suspender temporariamente suas operações. “A Anac foi oficialmente comunicada nesta sexta-feira, 24 de maio de 2019, e a decisão, tomada pela Avianca Brasil, tem como propósito preservar os padrões de segurança e eficiência que sempre foram prioridades em sua operação. A empresa reitera ainda que está totalmente focada em dar continuidade ao seu Plano de Recuperação Judicial”, diz a nota.

A companhia aérea disse ainda que “continuará cumprindo a Resolução 400 da Anac para atender aos passageiros que tiveram seus voos cancelados e reforça que atua na busca de soluções para restabelecer a sua operação”.

Cancelamento

A Anac suspendeu cautelarmente todas as operações da empresa aérea Avianca Brasil hoje. A agência recomenda que os passageiros com voos marcados para os próximos dias na Avianca entrem em contato com a empresa e evitem se descolar até o aeroporto antes de ter informações sobre sua situação. A empresa aérea segue obrigada a oferecer aos passageiros opções como reembolso e reacomodação.

Recuperação judicial

A Avianca Brasil entrou em processo de recuperação judicial. A empresa aérea tem cancelado voos e em abril devolveu aeronaves em cumprimento a decisões da Justiça. No último dia 17, os tripulantes da Avianca Brasil entraram em greve, que foi suspensa temporariamente no dia 19. Os trabalhadores disseram que paralisaram as atividades porque estão com salários e benefícios atrasados.

Anac

Por meio de nota, a Anac informou que “vem agindo prontamente em relação à orientação aos direitos e deveres dos passageiros e a Avianca segue obrigada a cumprir regularmente a Resolução 400/2016 da Anac, com a oferta de opções como reembolso e reacomodação”.

Segundo a Anac, caso as tentativas de solução do problema pela empresa não apresentem resultado, o usuário poderá registrar sua reclamação por meio da plataforma. Por meio dessa plataforma, o consumidor poderá se comunicar diretamente com as empresas, que têm a obrigação de receber, analisar e responder as reclamações no prazo de até dez dias. Se mesmo assim a reclamação do consumidor não for solucionada, ele poderá recorrer ao Procon e ao Juizado Especial Civil, onde poderá requerer reparação de danos.

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Suspensas todas as operações da Avianca Brasil

Por Yara Aquino 

(Arquivo/Avianca/Reprodução)

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou hoje (24) que suspendeu cautelarmente todas as operações da empresa aérea Avianca Brasil.

“Com a medida, estão suspensos todos os voos até que a empresa comprove capacidade operacional para manter as operações com segurança. A decisão foi tomada com base em informações prestadas à área responsável por segurança operacional da Agência”, diz a nota da Anac.

A Anac recomenda que os passageiros com voos marcados para os próximos dias na Avianca entrem em contato com a empresa e evitem se descolar até o aeroporto antes de terem informações sobre sua situação. A empresa aérea segue obrigada a oferecer aos passageiros opções como reembolso e reacomodação.

Recuperação judicial

A Avianca Brasil entrou em processo de recuperação judicial. A empresa aérea tem cancelado voos e em abril devolveu aeronaves em cumprimento a decisões judiciais, atendendo pedido de empresas de leasing.

No último dia 17 os tripulantes da Avianca Brasil entraram em greve, que foi suspensa temporariamente no dia 19. Os trabalhadores disseram que paralisaram as atividades porque estão com salários e benefícios atrasados.

Azul faz proposta para comprar parte da Avianca

Por Luciano Nascimento 

(Avianca/Reprodução)

A companhia aérea Azul informou, hoje (13), que protocolou na Justiça uma nova proposta para comprar parte das operações da Avianca Brasil, empresa que passa por recuperação judicial e cancelou diversos voos no último mês.

Em nota, a empresa informou que requereu junto ao juízo da 1ª Vara de Falências e Recuperação Judicial de São Paulo, onde se processa a recuperação judicial da Avianca Brasil, uma autorização específica para a compra de uma “nova Unidade Produtiva Isolada (Nova UPI)”, espécie de empresa que seria criada a partir do desmembramento da Avianca, no valor mínimo de U$ 145 milhões.

A proposta é maior do que a ofertada em março, quando a Azul ofereceu US$ 105 milhões para a compra de parte das operações da Avianca Brasil. A oferta da Azul prevê a compra de 21 slots (autorizações de pouso e decolagem), que a Avianca detém atualmente no Aeroporto de Congonhas; 14, no Santos Dumont, e 7 no aeroporto de Brasília.



“A Azul acredita que o pedido formulado ao juízo da RJ para alienação judicial da Nova UPI confere à Avianca Brasil, seus empregados, consumidores, credores e demais interessados uma alternativa legal e legítima para viabilizar a monetização, o uso continuado de bens e a preservação de atividades, as quais correm grave risco de paralisação e rápida deterioração das atividades da companhia, no melhor interesse do mercado de aviação e todos os envolvidos”, disse a empresa em comunicado ao mercado.

A empresa aérea justificou o pedido de compra com o argumento de que a medida oferece uma alternativa para aumentar a competitividade na ponte aérea Rio-São Paulo. A Azul disse ainda que a proposta de nova UPI “não invalida o procedimento de alienação judicial das 7 unidades produtivas isoladas”, previstos para ser leiloados na semana passada.

O leilão, que deveria ter acontecido na última terça-feira (7), foi suspenso pela Justiça de São Paulo a pedido da Swissport Brasil, empresa que atua com serviços de logística em aeroportos. A Swissport argumentou, no pedido, que a transferência de slots, prevista no plano de recuperação da Avianca, é proibida por lei. A Avianca recorreu da suspensão, defendendo a legalidade de seu plano de recuperação.

“A alienação de UPIs, com a destinação dos recursos recebidos para o pagamento de credores, é inequivocamente um meio legítimo de recuperação”, disse a empresa no recurso.

Aviões da Avianca farão parte da frota da Latam

Por Luciano Nascimento

(Arquivo/Avianca/Reprodução)

A Latam vai incorporar dez aviões que operavam pela Avianca. A medida ocorre após a Avianca, companhia aérea que passa por processo de recuperação judicial, cancelar mais de 1.400 voos devido a perda de aeronaves arrendadas.

Atualmente, a Avianca opera apenas entre quatro aeroportos: Congonhas, em São Paulo; Santos Dumont, no Rio, Brasília e Salvador. Na próxima terça-feira (7), haverá um leilão para a venda dos ativos da empresa que já foi a quarta maior companhia aérea do país.



As aeronaves que serão arrendadas pela Latam são do modelo Airbus 320-200 de propriedade da Air Castle, uma das maiores empresas de leasing de aeronaves do mundo.

Em nota, a Latam disse as negociações para o arrendamento dos aviões começaram no início do ano e que algumas delas já se encontram no centro de manutenção (MRO) da empresa, em São Carlos (SP).

“As aeronaves serão operadas em mercados domésticos do Grupo Latam Airlines, principalmente no Brasil, considerando a eventual aquisição dos ativos pela Latam Airlines Brasil”, informou a empresa.

Em crise, Avianca terá que pagar antecipada tarifa de operação

Por Luciano Nascimento

Em recuperação judicial, a Avianca devolverá 18 dos 25 aviões a partir desta segunda, cancelando diversos voos (Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

A Avianca passará a pagar antecipadamente as tarifas de operações nos voos programados da empresa nos aeroportos administrados pela Infraero a partir de amanhã (24), informou hoje (23) a empresa pública responsável pela administração de dezenas de aeroportos no país e que movimenta cerca de 60% do fluxo de passageiros.

Segundo a Infraero, a medida foi adotada devido à crescente inadimplência da empresa, que está em processo de recuperação judicial desde dezembro e teve que entregar diversas aeronaves nos últimos dias.
 A Infraero informou que o procedimento de cobrança dos valores das tarifas devidas pela operação de aeronaves (pouso e permanência) e pelo embarque de passageiros, recebidas por ocasião da venda do bilhete aéreo, ocorrerá no dia anterior ao da decolagem de cada voo.

“Tal medida visa não prejudicar os passageiros, uma vez que a companhia aérea poderá continuar operando, garantindo o compromisso da Infraero de respeito com todos os clientes”, diz nota divulgada no portal da empresa pública.

Avianca vai cancelar dois mil voos até o próximo domingo

Por  Pedro Peduzzi 

(Avianca/Reprodução)

A Avianca já contabiliza quase 2 mil voos cancelados até o próximo dia 28, segundo tabela disponibilizada pela companhia aérea em seu site. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) cancelou 18 matrículas de aeronaves da Avianca, dando cumprimento a uma decisão judicial que determinou a reintegração de posse desses aviões às empresas de leasing, donas das aeronaves.

A fim de minimizar os efeitos negativos dessas medidas, a Anac vem recomendando aos passageiros que fiquem atentos aos comunicados da Avianca sobre a situação dos voos e, em caso de dúvida, busquem informações no site da companhia aérea ou pelos canais de atendimento telefônico, eletrônico ou presencial.



A Avianca afirma que manterá o compromisso, assumido com a Anac, de informar com antecedência mínima de 72 horas os voos que serão cancelados.

Por meio de nota, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) informou já ter enviado notificação à Avianca, pedindo informações sobre o número de assentos vendidos pela empresa; sobre como está sendo feita a distribuição de assentos; e sobre se há riscos de mais voos serem cancelados.

Segundo a secretaria, os consumidores lesados poderão apresentar suas reclamações na plataforma consumidor.gov.br, que pode ser acessada por navegador ou por aplicativo próprio disponível para os sistemas Apple e Android.

Recuperação judicial

No último dia 5, a assembleia de credores aprovou o plano de recuperação judicial em uma reunião que durou mais de sete horas. O plano prevê a divisão da empresa por meio da criação de sete unidades produtivas isoladas (UPIs), que serão levadas a leilão.

Seis UPIs conterão partes dos direitos de pousos e decolagens (“slots”) da Avianca nos aeroportos de Congonhas, Guarulhos e Santos Dumont e uma vai englobar o programa de fidelidade da empresa.

O plano de recuperação da empresa aérea foi homologado no último dia 12 pelo juiz Tiago Henriques Papaterra Limongi, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. De acordo com a decisão, a empresa permanecerá em recuperação judicial até que se cumpram as obrigações previstas no plano.

Aviação: Avianca cancela cerca de 50 voos por dia

Por Pedro Peduzzi 

Cerca de 300 voos da Avianca, programados para o período entre 15 e 20 de abril foram cancelados, segundo tabela disponibilizada pela empresa aérea na internet. Os cancelamentos, uma média de 50 voos por dia, são em decorrência do cancelamento da matrícula de 10 aeronaves alugadas pela empresa aérea, determinado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) no dia 12 de abril.

A medida da Anac dá cumprimento a uma decisão judicial que determinou a reintegração de posse das aeronaves à empresa de leasing, que é a dona das aeronaves.

Para acessar a lista atualizada de voos cancelados clique aqui.

No último dia 5, a assembleia de credores aprovou o plano de recuperação judicial em uma reunião que durou mais de sete horas. O plano prevê a divisão da empresa por meio da criação de sete unidades produtivas isoladas (UPIs), que serão levadas a leilão.

Seis UPIs conterão partes dos direitos de pousos e decolagens (“slots”) da Avianca nos aeroportos de Congonhas, Guarulhos e Santos Dumont e uma vai englobar o programa de fidelidade da empresa.

O plano de recuperação da empresa aérea foi homologado no último dia 12 pelo juiz Tiago Henriques Papaterra Limongi, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. De acordo com a decisão, a empresa permanecerá em recuperação judicial até que se cumpram as obrigações previstas no plano que se vencerem até dois anos depois da concessão da recuperação.

Seguindo o compromisso assumido com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), de informar com uma antecedência mínima de 72 horas os voos que seriam cancelados, após a agência ter cancelado a matrícula de 10 de suas aeronaves.

De acordo com a Infraero, uma parte “relevante” da dívida da companhia aérea com a administradora aeroportuária foi quitada hoje. Segundo a administradora de aeroportos, o acordo feito com a Avianca “prevê a continuidade da operação enquanto suas cláusulas forem cumpridas”.

Avianca cancela voos a partir deste sábado; saiba quais

A companhia aérea Avianca Brasil informou hoje (12) que vai cancelar 26 voos a partir de amanhã (13). De acordo com a empresa, a decisão visa minimizar o impacto na operação com o arresto de diversas aeronaves. Com isso, a empresa deixará de vender passagens para diversas localidades. Dos voos cancelados, seis partem de Brasília, cinco de Congonhas e três de Guarulhos, ambos em São Paulo. Saiba quais os destinos cancelados aqui .

Nesta sexta-feira, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) determinou o cancelamento de matrícula de dez aviões da empresa, atendendo a uma decisão judicial. 

“Além de dar cumprimento à decisão, a Anac mantém a fiscalização da atuação da empresa diante dos passageiros e segue acompanhando a execução das ações para a readequação da malha aérea e a manutenção da segurança das operações, além de determinar a interrupção das vendas dos voos impactados”, informou a agência reguladora.

A Anac disse que também está em contato com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e outros órgãos do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC) e recomenda que os passageiros fiquem atentos aos comunicados que a Avianca deve fazer sobre a situação dos voos e que, em caso de dúvida, busquem informações no site da companhia aérea ou pelos canais de atendimento telefônico, eletrônico ou presencial. 

“Em caso de cancelamento ou de alteração do voo por iniciativa da Avianca, o passageiro deve ter os seus direitos respeitados, que estão disponíveis para consulta no portal da Anac na internet ou da página Passageiro Digital , especialmente desenvolvida para dispositivos móveis”, disse a Anac.

Em recuperação judicial, a Avianca acumula dívidas de mais de R$ 1 bilhão. No último dia 5, a assembleia de credores aprovou o plano de recuperação judicial em uma reunião que durou mais de sete horas. O plano prevê a divisão da empresa por meio da criação de sete unidades produtivas isoladas (UPIs), que serão levadas a leilão. Seis UPIs conterão partes dos direitos de pousos e decolagens (“slots”) da Avianca nos aeroportos de Congonhas, Guarulhos e Santos Dumont e uma vai englobar o programa de fidelidade da empresa. Ainda falta a aprovação do plano pela Justiça.