Queda de avião mata quatro jogadores do Palmas

(Reprodução)

A queda de um avião de pequeno porte na manhã de hoje (24), no distrito de Luzimangues, em Porto Nacional, no Tocantins, matou quatro jogadores de futebol do time Palmas Futebol e Regatas. A queda, segundo informações da imprensa local, aconteceu por volta de 8h. O jato particular seguiria para Goiânia, Goiás, onde os jogadores participariam de uma partida contra o Vila Nova.

O acidente aconteceu logo após a decolagem. O avião caiu no fim da pista, explodindo na sequência. Não houve sobreviventes.

Morreram o piloto, que teve apenas o primeiro nome divulgado, Wagner, o presidente do clube, Lucas Meira, e os quatro jogadores: Lucas Praxedes, Guilherme Noé, Ranule e Marcus Molinari.

Times brasileiros divulgaram notas de pesar pelo acidente.

https://twitter.com/FortalezaEC/status/1353349531249864705

Risco de colisão: Avião com vacinas se aproxima de Boeing da Gol

Na última terça (19), o avião monomotor que transportava vacinas contra a Covid-19 para Londrina e um Boeing 737 que iria pousar em Curitiba quase se chocaram no ar. Os aeroplanos estiveram a 25 segundos de uma potencial colisão. A situação aconteceu próximo do aeroporto Afonso Pena, na região metropolitana de Curitiba.

Um Boeing da Gol, vindo de Guarulhos, realizava o processo de pouso em Curitiba quando um avião Grand Xaravan, do governo paranaense, se aproximou de forma perigosa depois de realizar uma curva para o local errado. 

A separação vertical entre as duas aeronaves foi de cerca de 358 metros, enquanto o avião da Gol descia e o Xaravan subia. 

O controle de tráfego aéreo orientou que o Boeing realizasse imediatamente um procedimento de arremetida com curva para a direita, ao perceber que a situação poderia resultar em um acidente.

O ocorrido vai ser investigado pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos). O órgão irá averiguar qual foi a causa do avião monomotor ter realizado um procedimento de saída errado.

Em nota, o governo do Paraná ressaltou que não houve um “acidente”, mas sim um “incidente” e ressaltou que, “dentro da dinâmica da aviação, foram tomadas as medidas técnicas mitigadoras para manter a segurança de voo.

O governo também declarou que o piloto automático Grand Xaravan apresentou uma atitude “inesperada” curvando à direita. Quando a informação de tráfego aéreo foi recebida pelos pilotos, o piloto automático foi desacoplado e foi retomado o procedimento de decolagem sem o equipamento.

Por TV Cultura

Avião que buscaria vacina na Índia levará oxigênio a Manaus

(Tony Winston/Ministério da Saúde/via Fotos Públicas)

O Ministério da Saúde informou que um avião vai transportar, neste sábado (16), 80 cilindros com oxigênio hospitalar para Manaus. A carga ajudará a abastecer e reforçar com o gás as unidades de saúde da região amazonense, que vive um colapso por causa da pandemia de covid-19.

O transporte será feito pela mesma aeronave que buscará, ainda sem data definida, dois milhões de doses de vacinas contra a covid-19 em Mumbai, na Índia. O avião A330neo, da companhia Azul, que estava no pátio do aeroporto de Recife (PE) de onde iria para a Índia, seguiu às 23h de ontem (15) para o aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), para ser carregado com os cilindros.

Desde o fim do ano passado, o Amazonas vive um avanço nos números da doença e está com quase todos leitos clínicos e de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ocupados no estado, tanto na rede pública como na privada. 

Além disso, por causa da alta demanda, a rede do estado tem sofrido, principalmente nos últimos dias, um desabastecimento em larga escala de oxigênio hospitalar, insumo essencial para manter a respiração de pacientes internados com a covid-19 e outros problemas. O governo estadual já transferiu, até o momento, cerca de 230 pacientes para outros estados. 

Até o momento, segundo o Ministério da Saúde, foram recrutados 198 médicos, 562 enfermeiros, 1.212 técnicos de enfermagem, 313 fisioterapeutas e 263 farmacêuticos para atuar nos serviços da rede pública de Manaus. No total, o ministério informou ter contratado 30.196 profissionais para reforçar o atendimento.

Na última quinta-feira (14), o governador do Amazonas, Wilson Lima, anunciou medidas mais drásticas para conter a disseminação da covid-19 no estado, incluindo toque de recolher para a população, além do fechamento de uma série de atividades e comércio não essenciais.

Por Agência Brasil

Índia diz que Brasil se precipitou ao mandar avião buscar vacina

(Tony Winston/Ministério da Saúde/via Fotos Públicas)

Autoridades da Índia disseram nesta quinta-feira (14/01) que o Brasil se precipitou ao enviar um avião para recolher 2 milhões de doses da vacina contra a covid-19 produzida no país.

O governo brasileiro enviou um Airbus A330 que decolou do aeroporto de Viracopos em Campinas rumo a Mumbai. Até a noite desta quinta-feira, a aeronave ainda estava no Recife, após fazer uma escala, e deveria partir para o país asiático nesta sexta-feira.

Um porta-voz do Ministério do Exterior indiano afirmou ao jornal Hindustan Times que ainda é “cedo demais” para o envio dos lotes do imunizante, produzido pelo Instituto Serum em parceria com a Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca.

Ao ser indagado se o Brasil teria prioridade no envio das vacinas, o porta-voz disse que essa decisão ainda não havia sido tomada pelas autoridades.

“O processo de vacinação está apenas no começo na Índia. É muito cedo para dar uma resposta específica sobre o fornecimento a outros países, porque ainda avaliamos os prazos de produção e de entrega. Isso pode levar tempo”, disse Anurag Srivastava.

Brasil “queimou a largada”, diz jornal indiano

Segundo relatos na imprensa indiana, os cronograma para o envio das vacinas para países estrangeiros, incluindo o Brasil, ainda não está concluído. “Parece que o Brasil queimou a largada ao anunciar oficialmente o envio de uma aeronave para transportar dois milhões de doses de vacina”, afirma uma reportagem do jornal indiano Hindustan Times.

Após a fala do porta-voz, o Ministério da Saúde brasileiro afirmou que o governo indiano pediu “um dia a mais” para a entrega das vacinas. O motivo, segundo o órgão brasileiro, seria o início da campanha de vacinação na Índia neste sábado.

No dia 5 de janeiro, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil confirmou a aquisição das doses da vacina de Oxford produzidas na Índia, apesar de o governo indiano ter informado que a exportação do imunizante estava proibida.

O presidente Jair Bolsonaro enviou no dia 8 de janeiro uma carta ao primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, pedindo urgência no envio ao Brasil das doses da vacina. “O imunizante […] deverá integrar de forma imediata a implementação do nosso Programa Nacional de Imunização”, informaram, em nota conjunta, a Secretaria de Comunicação da Presidência e o Ministério da Saúde.

Pouco depois, o ministério brasileiro afirmou em nota que o Brasil adquiriu as doses do Instituto Serum e que a embaixada brasileira teria feito os preparativos junto às autoridades indianas após a carta enviada por Bolsonaro a Modi.

A declaração mencionava também os planos para distribuir as vacinas aos estados brasileiros dentro de poucos dias após a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e destacava o êxito na aquisição das doses com exemplo das “excelentes relações” entre os dois países.

Anvisa decidirá sobre vacinas no domingo

O governo indiano dará inicio neste sábado à sua campanha de vacinação contra o coronavírus. No caso brasileiro, a chegada das duas milhões de doses produzidas na Índia seria fundamental para possibilitar o início da a imunização.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse nesta quinta-feira que a vacinação contra a covid-19 teria início na próxima quarta-feira, 20 de janeiro. O plano ainda depende da aprovação do uso emergencial das vacinas pela Anvisa, que tomará uma decisão no próximo domingo.

Em reunião com prefeitos, Pazuello previu que 8 milhões de doses de vacinas estariam disponíveis para a população ainda neste mês. Essas doses se referem às importadas pelo Instituto Butantan, que desenvolve a vacina Coronavac em parceria com a empresa chinesa Sinovac, e pela Fiocruz, que tem acordo com a farmacêutica AstraZeneca e a Universidade de Oxford.

Números conflitantes

Entretanto, as 8 milhões de doses que o governo garantiu para este mês ficam bem abaixo dos números prometidos por Pazuello em dezembro, quando o ministro afirmou que o governo deveria receber 24,7 milhões de doses de vacinas ainda em janeiro.

Desse montante, 15 milhões de doses seriam da vacina da AstraZeneca-Oxford, que será fabricada no Brasil pela Fiocruz, outros 9 milhões seriam do imunizante Coronavac, do Butantan, e 500 mil da vacina da Pfizer-Biontech.

No entanto, apesar do ministro falar em 15 milhões de doses da AstraZeneca-Oxford, a Fiocruz informou que só deve entregar o primeiro lote de 1 milhão a partir da segunda semana de fevereiro. Até o momento, o ministério só contava efetivamente com as 2 milhões de doses prontas que deveriam chegar da Índia nesta sexta-feira.

Por Deutsche Welle

RC/ots

Reino Unido proíbe viagens do Brasil devido à nova variante

Boris Johnson durante reunião com representantes de farmacêutica (Pippa Fowles/Nº 10 Downing Street)

O Reino Unido anunciou nesta quinta-feira (14/01) que proibirá, a partir de sexta-feira, a entrada de viajantes do Brasil e de outros países da América do Sul, além de Portugal, devido a preocupações com uma nova variante do coronavírus originária do Amazonas.

“Tomei a decisão urgente de proibir chegadas de Argentina, Brasil, Bolívia, Cabo Verde, Chile, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Panamá, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela – a partir de amanhã, 15 de janeiro, às 4h da manhã, após evidências de uma nova variante no Brasil”, disse o ministro dos Transportes britânico, Grant Shapps.

Em postagens no Twitter, ele acrescentou que viagens de Portugal ao Reino Unido também serão suspensas “devido às suas fortes ligações de viagem com o Brasil”. O país continuará permitindo, porém, o transporte de mercadorias essenciais a partir de Portugal.

Segundo Shapps, a medida não se aplicará a cidadãos britânicos e irlandeses ou cidadãos de outros países que tenham permissão de residência no Reino Unido. Contudo, passageiros que retornarem desses países deverão fazer quarentena de dez dias após sua chegada.

Na quarta-feira, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, já havia antecipado que o país “estava preocupado” com a nova variante brasileira e preparava medidas para impedir que a cepa entrasse no país europeu, que já é atingido por outra variante mais contagiosa.

Falando em uma sessão parlamentar, Johnson afirmou que “ainda há muitas questões” em aberto sobre a cepa do Amazonas, incluindo se ela é resistente às vacinas contra a covid-19.

Em dezembro, depois que o Reino Unido anunciou a existência de uma nova cepa significativamente mais contagiosa, vários países impuseram proibições de voos vindos do país, incluindo o Brasil. A medida, contudo, não foi suficiente para impedir que a variante se espalhasse. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cepa britânica já chegou a 50 países e territórios.

Variante amazonense

A variante brasileira foi anunciada pelo governo japonês no último domingo, após ter sido identificada em quatro passageiros que estiveram no Amazonas e desembarcaram no aeroporto internacional de Tóquio em 2 de janeiro.

Entre os infectados, um homem na faixa de 40 anos foi hospitalizado com dificuldade para respirar, uma mulher em torno dos 30 anos teve dores de cabeça e garganta, enquanto um garoto com menos de 18 anos desenvolveu febre. A quarta passageira, uma menina também menor de idade, não apresentou sintoma.

Na terça-feira, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) confirmou a identificação e a circulação da nova cepa originária do Amazonas. Segundo o escritório da Fiocruz no estado, as amostras registradas podem ter evoluído de uma linhagem viral que circula na região desde abril de 2020.

Na quarta-feira, o Amazonas confirmou o primeiro caso de reinfecção pelo coronavírus no estado, causada justamente pela nova variante. A paciente é uma mulher de 30 anos residente em Manaus que já se recuperou da doença, segundo autoridades amazonenses.

A nova cepa é diferente das identificadas no Reino Unido e na África do Sul, que são mais contagiosas e já estão se espalhando por outros países.

Contudo, a variante brasileira possui 12 mutações, sendo três delas iguais a mutações encontradas nas variantes britânica e sul-africana, “que podem impactar a transmissibilidade e a resposta imune do hospedeiro”, informou a Organização Mundial da Saúde.

A entidade disse que foi notificada pelo Japão sobre a nova variante em 9 de janeiro. Ela chamou a cepa de “preocupante” e observou que mais análises são necessárias.

“Quanto mais o vírus Sars-Cov-2 se espalha, mais oportunidades ele tem de mutar. Altos níveis de transmissão significam que devemos esperar o surgimento de mais variantes”, declarou a organização na quarta-feira.

O Amazonas, duramente atingido pela primeira onda de covid-19 no ano passado, enfrenta atualmente uma segunda onda alarmante, com uma nova explosão de infecções, superlotação de cemitérios e o sistema de saúde vivendo um novo colapso.

A taxa de mortalidade por grupo de 100 mil habitantes no estado é atualmente de 141,8 – a terceira mais alta do país, ficando atrás somente do Rio de Janeiro e do Distrito Federal.

Por Deutsche Welle

EK/afp/dpa/rtr/ots

Voo que buscará vacina de Oxford é adiado para amanhã

O Ministério da Saúde (MS) informou nesta quinta-feira (14) que o avião da companhia aérea Azul previsto para decolar hoje em direção à Índia para buscar 2 milhões de doses da vacina contra a covid-19, só sairá de solo brasileiro amanhã (15) à noite.

Em nota, a pasta disse que o voo foi reprogramado em algumas horas devido a questões logísticas internacionais. Com a reprogramação, a aeronave deve decolar de Viracopos em direção a Recife ainda na tarde desta quinta-feira, mas a partida para Mumbai, na Índia foi adiada para amanhã, as 23h. 

Em nota, a Azul também comentou a mudança: “a aeronave decola de Campinas nesta tarde e deve chegar à capital pernambucana à noite, pernoitando no aeroporto dos Guararapes [foto]”. A aeronave deve decolar do aeroporto paulista às 15h30.

A volta da aeronave ao Brasil estava marcada para o sábado (16), pelo Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Mas, com a alteração no voo, ainda não há informações sobre a data e hora do retorno da aeronave.

“A data de retorno do avião ao Brasil, com a carga de vacinas estimada em 15 toneladas, ainda está sendo avaliada de acordo com o andamento dos trâmites da operação de logística feita pelo Governo Federal em parceria com a Azul”, diz a nota do ministério da Saúde. 

Ao chegar ao país, a vacina ainda precisa aguardar o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que as doses comecem a ser aplicadas. A agência se reúne no domingo (17) para analisar o pedido de uso emergencial apresentado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), parceira da AstraZeneca e da Universidade de Oxford no Brasil.

De acordo com o Ministério, a vacina será distribuída aos estados em até cinco dias após o aval da Anvisa para, assim, dar início à imunização em todo o país, de forma simultânea e gratuita.

A pasta disse ainda que, além do apoio da Azul, conta também com a Associação Brasileira de Empresas Aéreas por meio das companhias Gol, Latam e Voepass, para a logística de transporte gratuito do imunizante.

A segurança no transporte das doses pelo Brasil será realizada pelas Forças Armadas, em ação conjunta com o Ministério da Defesa.

Aeronave

O avião que partirá em direção à Índia é um Airbus A330neo, maior aeronave da frota da companhia e estará equipado com contêineres específicos para garantir o controle de temperatura das doses que, de acordo com as recomendações do fabricante, é de menos de 80 graus Celsius (°C). 

Ontem (13), a a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou as empresas aéreas a transportarem vacinas refrigeradas com gelo seco na cabine de passageiros dos aviões. O transporte só ocorrerá, entretanto, se não houver passageiros durante o voo.

Por Luciano Nascimento, da Agência Brasil

Anac libera transporte de vacinas em cabine de passageiros

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou as empresas aéreas a transportarem vacinas refrigeradas com gelo seco na cabine de passageiros de aviões. O transporte só ocorrerá, entretanto, se não houver passageiros durante o voo.

A medida, aprovada ontem (13) pela diretoria da agência reguladora, alterou outra resolução da Anac, de dezembro do ano passado, que estabeleceu diretrizes para permitir, em caráter excepcional, o transporte de carga nos compartimentos de passageiros devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19).

De acordo com o regulamento brasileiro para aviação civil, o gelo seco é considerado um artigo perigoso e, por isso, apresenta restrições para ser transportado na cabine de passageiros.

Com a alteração na norma, somente podem ser transportadas no voo pessoas necessárias para a segurança do voo como tripulantes e outros cujas funções a bordo do avião incluam a detecção e combate a incêndios.

A agência disse ainda que as empresas já certificadas para o transporte de artigos perigosos que já tenham obtido a autorização para transporte de carga na cabine de passageiros não precisarão de autorização específica para o transporte de vacinas refrigeradas com gelo seco.

Plano estratégico

Segundo a Anac, a medida vem em antecipação à demanda esperada para o transporte aéreo doméstico e internacional de grandes quantidades de vacinas para as ações previstas no Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra a Covid-19.

“A utilização do transporte aéreo na distribuição de vacinas e insumos para a campanha de vacinação contra a covid-19 é estratégica e necessária para garantir que todos os estados recebam a medicação com segurança e eficiência”, disse a Anac.

No início da tarde desta quinta-feira, está marcada a decolagem de um avião da companhia aérea Azul para a Índia, a fim de buscar dois milhões de doses da vacina britânica da Oxford, produzida em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Brasil. As doses importadas são fabricadas pelo Serum Institute da Índia.

A importação foi autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no dia 31 de dezembro de 2020, em caráter excepcional.

A aeronave decola do Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), às 13h, com destino a Recife, de onde partirá direto para a cidade indiana de Mumbai. O retorno do avião está previsto para o próximo sábado (16), no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro.

Por Luciano Nascimento, da Agência Brasil

Corpos e destroços de avião são encontrados na Indonésia

As autoridades indonésias dizem ter encontrado o local onde caiu o Boeing 737, com 62 pessoas a bordo, após terem detectado um sinal proveniente do aparelho e localizado as caixas pretas da aeronave. Mergulhadores já encontraram objetos e partes de corpos no local.

“Localizamos a posição das [duas] caixas pretas”, disse Soerjanto Tjahjanto, chefe do comitê de segurança que faz parte do Ministério dos Transportes da Indonésia.

Centenas de funcionários dos serviços de socorro, da Marinha, quatro aviões e mais de uma dezena de navios com mergulhadores estão agora no mar à procura dos destroços. As autoridades esperam que “não demore muito tempo”.

Um navio da Marinha “detectou um sinal do aparelho (…) e uma equipa de mergulhadores desceu e encontrou destroços e peças com números de identificação da aeronave, entre outros”, disse o comandante das Forças Armadas indonésias, Hadi Tjahjanto, citado em um comunicado do Ministério dos Transportes.

A polícia indonésia tinha já anunciado que investigadores analisam objetos que se acredita serem destroços do avião, incluindo uma roda e aquilo que dizem ser parte da fuselagem da aeronave.

Segundo um porta-voz da polícia de Jacarta, foram já recolhidos dois sacos de objetos por parte da equipe de busca e resgate.

“O primeiro saco possuía pertences dos passageiros e o outro saco continha partes de corpos”, adiantou Yusri Yunus à estação Mero TV. “Ainda estamos identificando estas descobertas”.

Três mil metros em menos de um minuto

O avião da companhia aérea Sriwijaya Air transportava 62 pessoas de Jacarta até Pontianak e perdeu o contato com os controladores aéreos no sábado, pouco depois das 14h30 (4h30 em Brasília) e cerca de quatro minutos depois de ter levantado voo.

O Flightradar24, site que disponibiliza a localização de aviões do mundo todo em tempo real, disse em sua conta de Twitter que o voo SJ182 “perdeu mais de dez mil pés de altitude (mais de três mil metros) em menos de um minuto, cerca de quatro minutos depois de partir de Jacarta”. Até ao momento, as autoridades não avançaram qualquer pormenor sobre as possíveis causas do acidente.

A aeronave decolou com atraso de 30 minutos devido a chuva intensa para um voo estimado em 90 minutos, com 50 passageiros – incluindo sete crianças e três bebês – e 12 tripulantes, todos indonésios, disseram as autoridades.

“Tenho quatro membros da minha família nesse voo – a minha mulher e os meus três filhos” disse aos jornalistas Yaman Zai, um dos familiares de passageiros da aeronave que espera por notícias no aeroporto de Jacarta. “A minha mulher enviou-me hoje uma fotografia do nosso bebé. Como pode o meu coração não estar despedaçado?”, lamentou entre lágrimas.

O avião, que opera há 26 anos, era um Boeing 737. Não pertencia, porém, à nova geração dos Boeing 737 MAX, o modelo que em outubro de 2018 caiu no mar de Java, cerca de 12 minutos apór ter levantado voo, matando todas as 189 pessoas a bordo.

Por RTP

Países europeus suspendem voos vindos do Reino Unido

(Arquivo/Airbus/Reprodução)

A Holanda, Bélgica, Itália e Alemanha estão entre os países que preparam ou impuseram neste domingo (20/12)  proibições à chegada de voos do Reino Unido a seus territórios, após o surgimento em solo britânico de uma nova variante do coronavírus  que seria 70% mais infecciosa.

A Holanda impôs uma proibição que deve ser válida ao menos até o final do ano. O governo holandês disse que avaliará com os demais países da União  Europeia (UE) as “possibilidades de conter a importação do vírus do Reino Unido”.

Por sua vez, a Bélgica, que também proibiu o tráfego ferroviário vindo do Reino Unido, impôs uma suspensão de 24 horas. O primeiro-ministro, Alexander De Croo, disse neste domingo que a proibição de 24 horas é somente por precaução.

“Há várias questões sobre essa nova mutação, e se ela já não estaria no contente”, afirmou Croo. Ele acrescentou que espera obter maiores informações até a próxima terça-feira.

A empresa ferroviária Eurostar informou que o serviço de trens de alta velocidade entre Londres, Bruxelas e Amsterdam será interrompido a partir da meia-noite deste domingo. A linha para Paris permanecerá em funcionamento.

O ministro do Exterior da Itália, Luigi di Maio confirmou que seu país também suspenderá os voos vindos do Reino Unido. “Como governo, temos o dever de proteger os italianos. Por esse motivo, após informar o governo britânico, assinaremos juntamente como Ministério da Saúde uma provisão para suspender os voos”, afirmou, em postagem no Facebook.

A Alemanha também decidiu impôr restrições de viagem entre o país e o Reino Unido. Um porta-voz afirmou que o governo alemão trabalha em uma regulamentação para restringir os voos e que as autoridades dialogam com os parceiros europeus para definir detalhes das medidas. Não foi informada a validade dessas restrições.

Nova variante do vírus “fora de controle”

Outros países, como a Alemanha e a França, cogitam adotar a mesma medida, para evitar que a nova variante anunciada neste sábado pelo premiê britânico, Boris Johnson, chegue ao continente europeu.

O governo alemão ainda não anunciou qual medida deverá tomar, mas, segundo fontes em Berlim, as autoridades planejam limitar ou suspender a chegada de voos vindos do território britânico. De acordo com  a agência de notícias DPA, os governantes consultaram os países vizinhos sobre a questão e seguem de perto os desdobramentos.

Ao anunciar a descoberta em pronunciamento à nação neste sábado, Johnson afirmou que dados preliminares sugerem que a mutação do Sars-Cov-2 poderia ser “até 70% mais transmissível”.

O secretário britânico de Saúde, Matt Hancock, disse que a nova variante do vírus está “fora de controle” e que a situação é “mortalmente grave”.

“Será difícil mantê-lo sob controle até que a vacina esteja totalmente distribuída”, avaliou. O país deu início a uma massiva campanha de vacinação que ainda está na primeira fase, cujo alvo são os idosos e profissionais de saúde.

Londres e região em nível de alerta máximo

Para conter o avanço das infecções, novas medidas serão impostas a partir deste domingo nas regiões de Londres e do sul da Inglaterra, que passarão do atual nível 3 – até então o mais alto nível de restrições contra a covid-19 – para um recém-criado nível 4, ainda mais restrito.

Segundo o governo britânico, o objetivo das novas regras é diminuir a propagação da nova cepa para regiões onde ela ainda não é prevalente. Em seu pronunciamento, o premiê instou os habitantes dessas áreas “a ficarem em casa” pelo menos até 30 de dezembro.

As novas medidas incluem o fechamento de estabelecimentos comerciais não essenciais em Londres e em outras áreas afetadas, incluindo Kent, Buckinghamshire e Berkshire. 

Nas regiões classificadas como de nível 4, valerá a regra do encontro entre duas pessoas em local público e aberto.  No restante da Inglaterra será permitida a socialização entre até três domicílios por apenas um dia, em vez dos cinco anteriormente previstos.

Europa em lockdown

Na semana passada, a Europa se tornou a primeira região do mundo a superar a marca de 500 mil mortes por covid-19. Desde o surgimento do coronavírus, há um ano, a doença já matou mais de 1,6 milhões de pessoas e infectou 76 milhões em todo o mundo.

A Holanda está sob um lockdown de cinco semanas que se encerra na metade de janeiro, com o fechamento de escolas e do comércio não essencial.

A Itália também anunciou uma série de restrições para o período do Natal e Ano Novo, que limitam a circulação de pessoas e suspende as atividades de grande parte do comércio e dos restaurantes, além de proibir viagens regionais.

RC/ap/afp

Por Deutsche Welle

Anac autoriza volta dos voos do Boeing 737 MAX no Brasil

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou nesta quarta-feira (25/11) o retorno das operações de aeronaves Boeing 737-8 MAX nos céus do Brasil. A medida ocorre quase dois anos depois da suspensão das operações do modelo no país, na esteira de decisões semelhantes pelo mundo devido a dois acidentes que deixaram 346 mortos em cinco meses.

Em nota, a Anac informou que autorização para a volta de 737-8 MAX ocorre após a agência concordar com a avaliação de reguladores americanos de que todos os elementos técnicos necessários para solucionar as questões de segurança foram cumpridos. Na semana passada, a Agência Federal de Aviação americana (FAA, na sigla em inglês) autorizou a volta da aeronave aos céus dos EUA. 

“A Anac retirou a Diretriz de Aeronavegabilidade que restringia a operação do MAX no Brasil após concordar com a avaliação da FAA de que todos os elementos técnicos e regulatórios necessários para endereçar as questões de segurança foram realizados. A Diretriz de Aeronavegabilidade da FAA, divulgada no dia 20/11, foi adotada também pela Anac e tem vigência automática no Brasil, devendo ser cumprida de imediato pelos operadores aéreos que pretendem operar o modelo”, apontou a agência.

Atualmente, somente a Gol Linhas Aéreas possui aeronaves Boeing 737-8 MAX na frota brasileira. A companhia aérea já informou na semana passada, após a divulgação da decisão da FAA, que espera retomar os voos dos seus 737 MAX em 30 dias.

As aeronaves Boeing 737 MAX pararam de voar pelo mundo após acidentes aéreos na Indonésia e na Etiópia, que mataram 346 pessoas em cinco meses, em 2018 e 2019.

Agora, o 737 MAX retorna justamente num momento em que o setor se encontra muito afetado pela pandemia de coronavírus, situação que levou a Boeing a perder 393 pedidos de aeronaves nos primeiros dez meses do ano.

A Boeing também estima que a crise gerada pelo 737 MAX lhe custou cerca de 20 bilhões de dólares (R$ 106 bilhões): 11,3 bilhões de dólares pelos custos diretos e indiretos associados com a produção e a suspensão de sua fabricação durante vários meses, e 8,6 bilhões de dólares relacionados às indenizações oferecidas às companhias aéreas.

A crise também levou a Boeing a rescindir em abril de 2020 o acordo de compra da área de aviação comercial da brasileira Embraer, que previa a criação de holding de 5 bilhões de dólares que teria controle da gigante americana.

JPS/dw/ots

Por Deutsche Welle