Região é evacuada após vazamento de barragem no Ceará

O Ministério do Desenvolvimento Regional informou ter detectado um vazamento na barragem de Jati (CE), localizada no Eixo Norte do Projeto São Francisco. De acordo com a pasta, o vazamento ocorreu em um dos condutos da estrutura, no final da tarde de ontem (20). Segundo a assessoria de imprensa, não há registro de vítimas.

(Darlene Barbosa/SVM/via G1)

Equipes técnicas da Defesa Civil Nacional – entre eles especialistas em segurança de barragens e em gestão de riscos – já se encontram no local para avaliar a estrutura, dando início aos trabalhos de manutenção. Em nota, o ministério informou que, apesar de o vazamento ter sido contido poucas horas após a ocorrência, “existia a dificuldade de avaliação técnica da estrutura, por conta da falta de iluminação naquele momento”.

Cerca de 2 mil pessoas residentes no raio de dois quilômetros da barragem de Jati já foram evacuadas desde a noite de ontem, seguindo o Plano de Ação Emergencial (PAE) elaborado para a estrutura. As famílias foram levadas para alojamentos na região ou para casas de parentes e amigos até que sejam feitas todas as avaliações técnicas das estruturas do reservatório.

Por Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil

Relatório revela causas do rompimento da barragem de Brumadinho

Por Ludmilla Souza

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O resultado da investigação técnica sobre o rompimento da Barragem 1 da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), mostrou que a causa da tragédia foi a combinação crítica de deformações específicas internas contínuas, devido ao creep e à pequena redução de força em uma zona insaturada pela perda de sucção por causa da água de fortes chuvas acumulada no local – aí incluídas as intensas chuvas do final de 2018.

A barragem rompeu-se em janeiro deste ano, provocando a morte de centenas de pessoas. Ainda há desaparecidos.

O resultado foi apresentado pelo líder de um painel de especialistas, Peter Robertson, PhD em geotecnia pela Universidade British Columbia, no Canadá. As conclusões do grupo foram divulgadas nesta quinta-feira (12) em São Paulo.

“O creep ocorre quando o material tem uma carga constante e se deforma de maneira lenta. Isso acontece com alguns materiais, que sofrem uma carga muito forte, como, por exemplo, um talude íngreme com excesso de água, que vai sofrer o efeito de creep, com tensões de cisalhamento [tensão gerada por forças aplicadas em sentidos iguais ou opostos, em direções semelhantes, mas com intensidades diferentes] no material analisado”, explicou Robertson. “É uma deformação que acontece lentamente, mas a ruptura é abrupta”, completou o especialista.

De acordo com Robertson, a novidade do estudo é a identificação da cimentação entre as partículas. “Em testes de laboratório, [constatou-se] o efeito da cimentação, e isso criou um material muito mais quebradiço, que perdia a resistência muito mais rapidamente”, observou.

Segundo o relatório do painel de especialistas sobre as causas técnicas do rompimento da Barragem I do Feijão, análises do estado de tensão dentro da estrutura mostraram ainda que partes significativas dela estavam sob carregamentos muito elevados devido a sua inclinação,  ao alto peso dos rejeitos e ao nível de água. “A construção de uma barragem íngreme a montante [método no qual a barreira de contenção recebe camadas do próprio material do rejeito da mineração], o alto nível de água, rejeitos finos fracos dentro da barragem e a natureza frágil dos rejeitos geraram as condições para o rompimento”, conclui o estudo divulgado hoje.

Liquefação estática

A análise apontou também a “liquefação estática” (quando um material sólido passa a se comportar como líquido) como motivo do rompimento. “O rompimento e o deslizamento de lama resultante decorreram da liquefação estática dos rejeitos da barragem”, diz o documento.

A barragem era essencialmente muito íngreme e muito úmida, e o material retido por ela, fofo, saturado, muito pesado e de comportamento muito frágil, destacou Robertson. “O rompimento foi resultado de liquefação estática dos materiais”, reforçou.

O relatório descartou elementos como sismos e detonações como causadores da tragéida. Segundo o Painel, embora tenham ocorrido detonações nas minas a céu aberto na área, nenhuma foi registrada pelo sismógrafo mais próximo da Barragem I no dia 25 de janeiro de 2019, antes do rompimento.

“Sabemos que houve uma detonação na mina, mas aconteceu mais ou menos 5 minutos após a ruptura. A detonação foi eliminada como possível gatilho e não teve nenhuma atividade de terremoto na região naquele dia”, ressaltou Robertson.

Ele disse que o painel de especialistas não avaliou responsabilidades da empresa, nem de pessoas envolvidas no acidente, mas que espera que as conclusões do relatório sirvam de exemplo. “Geralmente, quando rupturas como essa acontecem, a indústria aprende coisas novas, e as práticas melhoram. É uma lástima essa perda enorme de vidas.  Esperamos que as nossas descobertas possam ajudar a indústria para que fatalidades como essa não se repitam”, finalizou.

O painel foi contratado por um escritório de advocacia em nome da Vale SA para apurar as causas técnicas do rompimento. O relatório completo está disponível em www.b1technicalinvestigation.com.

O texto foi ampliado às 16h13

Ouro Preto: Risco em barragem ativa plano emergencial

Por Cristina Indio do Brasil

(CMBH/Reprodução)


A Vale acionou, de forma preventiva, o protocolo de emergência em Nível 1 da Barragem Forquilha IV, na Mina Fábrica, em Ouro Preto (MG). De acordo com a companhia, conforme acordo com a Agência Nacional de Mineração (ANM) a medida não impõe evacuação da população a jusante (direção da água à foz) da barragem.

A decisão, divulgada hoje (31) pela Vale, foi tomada a partir de uma avaliação da própria companhia e acertada com órgãos de fiscalização externos. Foi identificada uma anomalia na barragem durante inspeção de rotina.

“Com os fatos novos observados, a expectativa é que se torne negativa a Declaração de Condição de Estabilidade (DCE) da estrutura. A Barragem Forquilha IV não recebe rejeitos desde fevereiro deste ano”, informou a Vale em nota.

A empresa informou ainda que o acionamento do Nível 1 da Barragem Forquilha IV “não impacta o plano de produção de 2019, sendo certo que o plano de retomada da produção paralisada de, aproximadamente, 50 milhões de toneladas permanece inalterado, conforme apresentado no Relatório de Desempenho da Vale do 3T19, uma vez que este não prevê a disposição de rejeitos na estrutura nos próximos anos”.

MPF quer obras emergenciais em barragem no interior de SP

Por Flávia Albuquerque 

(Arquivo/Agência Brasil/Reprodução)

O Ministério Público Federal ajuizou ação civil pública solicitando que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a União realizem obras emergenciais e iniciem o processo de esvaziamento de uma barragem com risco elevado de colapso, em Iaras, interior de São Paulo. O MPF pede, ainda, a remoção imediata das famílias que poderão ser diretamente atingidas se a estrutura ceder. A ação exige ainda que a União e o Incra apresentem, imediatamente, os Planos de Segurança da Barragem (PSB) e de Ação de Emergência (PAE), obrigatórios para esse tipo de estrutura.

O reservatório fica no assentamento rural Zumbi dos Palmares, e está em condição de abandono, segundo o MPF. A barragem em Iaras tem cerca de 400 metros de extensão e espelho d’água de 240 mil metros quadrados.

“O Incra, responsável pela barragem, tem se negado a tomar providências para prevenir a ruptura alegando restrições orçamentárias. A autarquia reconhece que a precariedade da situação se deve à falta de medidas simples de manutenção ao longo dos anos, como a poda da vegetação, a remoção de formigueiros e a contenção de erosões”, disse o MPF em nota.

Ainda segundo o MPF, em outubro do ano passado, técnicos do Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo (Daee) constataram o risco severo de rompimento do reservatório e indicaram a necessidade de obras urgentes no local. “Até agora, no entanto, as únicas intervenções na estrutura foram realizadas pela prefeitura de Iaras, de maneira pontual”, disse o MPF.

O MPF deseja que a União e o Incra sejam obrigados a fazer uma nova inspeção na barragem e implementar as obras imediatamente, caso sejam verificados o agravamento do risco ou indícios de colapso iminente. “Segundo o laudo do Daee, todas as ações para garantir a segurança da estrutura custariam em torno de R$ 1,9 milhão. O Incra afirma que a solução não só definitiva como também mais barata seria o esvaziamento do reservatório, mas alega não dispor nem mesmo dos R$ 261,5 mil necessários para a contratação desse serviço”, disse o MPF.

O Incra foi procurado, mas ainda não se manifestou.

BA: não há risco de outra barragem se romper, diz Defesa Civil

Por Gilberto Costa

Neste domingo, o governador Rui Costa sobrevoou e visitou as cidades de Pedro Alexandre e Coronel João Sá depois do rompimento de barragem (Governo da Bahia/Fotos Públicas)

A Defesa Civil na Bahia informou que estudos feitos na barragem Lagoa Grande, no município de Pedro Alexandre, atestam que não há risco de rompimento no local. Na última quinta-feira (11), a cidade vizinha Coronel João Sá foi invadida pelas águas do Rio do Peixe após o transbordamento e o rompimento da barragem Quati, também localizada em Pedro Alexandre.

Em entrevista à Agência Brasil, o coordenador da Defesa Civil em Coronel João Sá, Diego Santos, explicou que uma vistoria realizada na barragem Lagoa Grande indica que o local “está sem risco” de também romper, provocando nova cheia do Rio do Peixe e, consequentemente, outra inundação no município.

Casas interditadas

(Governo da Bahia/Fotos Públicas)

A expectativa, de acordo com o coordenador, é que mais de uma centena de residências particulares sigam interditadas em Coronel João Sá. Segundo ele, após o escoamento da água que inundava a cidade, foi verificado que há muitas casas que aparentam risco por causa de rachaduras e precisam ser avaliadas.

Santos destacou que moradores que tiverem voltado para residências consideradas sob risco terão de retornar aos abrigos, onde estão sendo fornecidos colchões, mantimentos em geral e refeições.

“A alimentação é preparada pelas cozinheiras das escolas, que estão servindo de abrigo. As aulas estão suspensas”, informou. De acordo com ele, além da supervisão das casas e do atendimento das pessoas desalojadas, a defesa civil e o corpo de bombeiros trabalham na remoção de entulho e lixo provocados pelo alagamento.

Com rompimento de barragem, água invade cidades

Água da barragem passou por cima da BR 235, no interior da Bahia (PRF/Reprodução)

Duas rachaduras na Barragem do Quati, no curso do Rio do Peixe, no povoado de Pedro Alexandre, na divisa da Bahia com Sergipe, estão causando inundações de áreas e bairros do município de Coronel João Sá, a 30 km da barragem.

De acordo com o superintendente da Defesa Civil da Bahia, Paulo Luz, de ontem para hoje a região foi afetada por chuva de mais de 100 mililitros. “Isso causou rompimentos de pequenas barragens que acabaram por afetar a Barragem do Quati”, explicou o superintende à EBC.

Segundo Paulo Luz, o volume de água provocou rachaduras no sangradouro e em uma extremidade da ombreira. “A preocupação é que não venha provocar rompimento total da barragem”. A defesa civil já iniciou a retirada de famílias das áreas mais próximas da barragem.

“Uma rua inteira está sendo evacuada, provavelmente será atingida, pois praticamente será o percurso da água”, confirmou nota da Guarnição da unidade do 15° Batalhão do Corpo de Bombeiros de Paulo Afonso.  Segundo os bombeiros e a defesa, não há até o momento registro de vítimas.

O prefeito de Coronel João Sá, Carlinhos Cabral, fez apelo pelas redes sociais para que as pessoas que vivem em áreas que podem ser afetadas deixem urgentemente suas residências. “Eu peço que saiam de suas casas, peguem seus documentos pessoais, peguem objetos de valor (…) A gente ainda não sabe as consequências, é melhor prevenir”, disse em vídeo postado em rede social.

O prefeito divulgou número de emergência para mensagens de WhatsApp: (75) 999 873 419.

Em nota, a Agência Nacional de Águas (ANA), informou que a barragem é “de usos múltiplos de água”, e que o açude e a represa estão sob responsabilidade de fiscalização do Instituto de Meio Ambiente e Recursos hídricos (Inema) do Governo da Bahia. A assessoria de imprensa do órgão não soube prestar nenhuma informação à Agência Brasil.

O Ministério do Desenvolvimento Regional emitiu nota informando que às 13h59 de hoje foi enviado alerta pelas equipes do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad) via SMS para a população do local, reportando o risco de atingimento do município e recomendando a evacuação das áreas próximas ao rio. O Corpo de Bombeiros de Paulo Afonso e as equipes da defesa civil estão sendo deslocadas para a região. Além disso, as equipes de Monitoramento e Operações do Cenad estão em contato com os agentes locais para avaliar a necessidade de apoio complementar por parte do governo federal. 

As equipes estaduais estão preocupadas com o risco de chegada da onda de cheia na barragem do Gasparino, que possui grande reservatório de água e que já está com todas as comportas abertas.

*Colaborou Mariana Tokarnia

Encontrado mais um corpo em Brumadinho

Por Andreia Verdélio

O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais informou hoje (4) que foi encontrado um corpo de uma vítima do rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, da empresa Vale, em Brumadinho (MG).

De acordo com a corporação, no bolso da calça havia um documento de identidade que confere com um dos nomes da lista das pessoas ainda não encontradas após o desastre. 

O corpo encontrado na noite de ontem (3) é do sexo masculino e estava praticamente intacto. Ele foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte onde a identificação será confirmada.
 
O Corpo de Bombeiros atua hoje com 152 militares em 24 frentes de trabalho na busca por vítimas da tragédia, que aconteceu em 25 de janeiro deste ano.

Até o momento, 246 mortos foram identificados e outros 24 ainda constam como desaparecidos.

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MG: Parte do talude de mina da Vale se desprende

Por Alex Rodrigues

(GoogleMaps/Reprodução Via Agência Brasil)

A mineradora Vale informou nesta manhã que uma parte do talude norte da cava da Mina de Gongo Soco, em Barão de Cocais (MG), se desprendeu durante a madrugada de hoje (31). Segundo a Defesa Civil de Minas Gerais, não há indícios de que o incidente tenha causado danos à estrutura da barragem.

Segundo o Major Marcos Pereira, da Defesa Civil estadual, o “escorregamento” de uma pequena parcela da base do talude não causou nenhuma alteração significativa na estrutura, não sendo necessário sequer acionar as sirenes de alarme. “É uma acomodação natural que, em um primeiro momento, não coloca em risco a segurança do local”, disse à Agência Brasil.

Taludes são planos de terreno inclinados, espécies de paredões que cercam a chamada cava da mina, ou seja, a escavação no terreno. O talude serve para garantir a estabilidade do terreno escavado. Sua queda pode provocar o rompimento de uma barragem, seja ao atingi-la, seja pela vibração no terreno decorrente da queda. No caso da mina de Gongo Soco, a barragem Sul Superior está a pouco mais de um quilômetro de distância do talude que ameaça ruir em breve.

Em nota, a Vale afirmou que os fragmentos do talude que se soltaram nesta madrugada se acomodaram no fundo da cava. A empresa assegurou que as primeiras avaliações indicam que o material está deslizando de forma gradual, reforçando as estimativas de que o desprendimento do paredão ocorra “sem maiores consequências”.

“A cava e a barragem Sul Superior, que fica a 1,5 km da mina, seguem com monitoramento 24 horas por dia de forma remota, com o uso de radar e estação robótica capazes de detectar movimentações milimétricas, além de sobrevoos com drone. A barragem está em nível 3 [de risco] desde 22 de março e a Zona de Autossalvamento (ZAS) já havia sido evacuada preventivamente em 8 de fevereiro”, asseguro a Vale, na nota em que garante estar prestando todas as informações às autoridades e à população de Barão de Cocais.

Documentos da própria Vale divulgado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG) no último dia 16 sugeriam a possibilidade do talude da mina de Gongo Soco ceder até o sábado passado (25). O receio é de que a barragem se rompa com a queda do talude e atinja Barão de Cocais e outras cidades próximas, como Santa Bárbara e São Gonçalo do Rio Abaixo. O Rio Doce também pode ser atingido, segundo informou a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad).

No último dia 17, o diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM), Eduardo Leão, já havia declarado que o talude de Gongo Soco certamente desmoronaria. “Isso é um fato”, disse Leão, ao anunciar a interdição e a suspensão das atividades do complexo minerário e explicar que, até que o talude ceda, apenas operações seguras para tentar recuperar a estabilidade das estruturas poderiam ser realizadas. “O que estamos fazendo agora é minimizando os riscos, evitando que pessoas transitem dentro da cava ou que sejam atingidas”, disse o diretor na ocasião.

Sobe para 225 as motes confirmadas em Brumadinho

Por  Vladimir Platonow

A Defesa Civil de Minas Gerais informou, nesta quarta-feira (10), que mais um corpo foi localizado em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte. Com isso, sobe para 225 o número de mortes confirmadas na tragédia de 25 de janeiro, quando o rompimento de uma barragem de rejeitos da mineradora Vale devastou várias áreas do município.

Segundo a Defesa Civil, ainda estão desaparecidas 68 pessoas. A informação foi divulgada na página do órgão no Facebook.

A última atualização no número de corpos localizados havia sido feita na segunda-feira (8), quando chegou a 224 o número de mortos. No comunicado de hoje, a Defesa Civil não especifica em que local foi encontrado o corpo.

A tragédia na mina da Vale aconteceu dia 25 de janeiro, quando a barragem de rejeitos na região de Córrego do Feijão se rompeu, atingindo centenas de funcionários da empresa, que estavam almoçando, trabalhando ou descansando, nos galpões logo abaixo, e que não tiveram chance de fugir. Cerca de 24 mil pessoas tiveram que ser evacuadas de áreas próximas, atingidas pela lama, que chegou até o rio Paraopeba, prejudicando o abastecimento e a pesca na região.

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Barragem deixa 50 famílias isoladas após rompimento em Rondônia

Por André Richter

(Polícia Ambiental de Rondônia/Divulgação)

O governo de Rondônia confirmou o rompimento de uma barragem no município de Ariquemes. Segundo as informações preliminares da Secretaria de Desenvolvimento Ambiental do estado, uma tromba d’água atingiu ontem (29) a estrutura de uma barragem localizada no distrito de Novo Oriente e provocou a ruptura. Uma força-tarefa composta por funcionários do governo local e servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) foi mobilizada para avaliar os impactos do rompimento.

De acordo com informações oficiais, o local atingido também é destinado às atividades de pesca e de mineração e ainda não é possível identificar qual tipo de barragem foi atingida. A Policia Ambiental informou que não há vítimas, mas cerca de 50 famílias estão isoladas.

Segundo a secretaria, a barragem de rejeitos de mineração é composta de areia e argila e não há risco de contaminação dos moradores locais por metais pesados.