Acusados são absolvidos de chacina em Osasco e Barueri

Ex-PM e ex-GCM eram acusados por 17 mortes

Os sete integrantes do júri popular absolveram hoje (26) o ex-policial militar Victor Cristilder dos Santos e o guarda civil Sérgio Manhanhã da acusação de participar, em 13 de agosto de 2015, da chacina de Osasco e Barueri, em que 17 pessoas foram assassinadas. Um mandado de soltura já foi emitido pela juíza Élia Kinosita Bulman.

O julgamento, que começou na segunda-feira (22), terminou hoje (26), por volta das 15h20, depois que o Conselho de Sentença, formado por sete jurados, decidiu pela absolvição dos réus.

Esta foi a segunda vez que os dois réus foram julgados pela chacina. No primeiro julgamento, eles foram condenados, recorreram da decisão e solicitaram novo júri.O pedido foi atendido, mas a prisão de ambos foi mantida. Agora, com a absolvição, os dois serão soltos.

Ontem (25), os dois réus foram interrogados individualmente. Logo depois, foram realizados os debates: a acusação, formada pelo Ministério Público e a Defensoria Pública, e o advogado de defesa tiveram prazo de duas horas e meia para apresentar suas argumentações.

Na manhã de hoje, em réplica, os representantes do Ministério Público e da Defensoria falaram por mais duas horas, e o advogado de defesa teve duas horas para a tréplica. Só então o Conselho de Sentença se reuniu para dar o veredito.

A decisão dos sete jurados pela absolvição dos dois acusados de participar da chacina não pode mais ser revista, informou o promotor Marcelo Oliveira, responsável pela acusação. Em entrevista a jornalistas, após o julgamento, o promotor disse que não cabe recurso à decisão. “Não cabe recurso. O ordenamento jurídico nosso não permite esse tipo de apelação por uma segunda vez. Está acabado, terminou”, disse ele, lamentando o resultado.

Acusação

(Reprodução)

O Ministério Público sustentou que as 17 mortes foram uma vingança pelo assassinato de um policial militar e de um guarda civil, dias antes. De acordo com a acusação, os agentes de segurança se reuniram e decidiram fazer uma chacina para vingar as mortes.

Para a acusação, por meio de mensagens no celular, Cristilder combinou com Manhanhã o início do horário da chacina, dirigiu um dos carros usados na chacina e disparou contra as vítimas.

Histórico

No primeiro julgamento, ocorrido em setembro de 2017, Manhanhã e mais dois ex-policiais militares, Fabrício Emmanuel Eleutério e Thiago Barbosa Henklain, foram condenados pelo crime.

Eleutério foi condenado à pena de 255 anos, 7 meses e 10 dias de prisão. A sentença de Henklain foi de 247 anos, 7 meses e 10 dias e de Sérgio Manhanhã , de 100 anos e 10 meses. Segundo a acusação, Manhanhã agiu para desviar viaturas dos locais onde os crimes ocorreram. Ele foi denunciado por 11 mortes.

Já Cristilder foi julgado à parte, em março de 2018. Ele foi acusado por oito mortes e também por tentativa de homicídio. O tribunal do júri,naquela ocasião, condenou o ex-policial a 119 anos, 4 meses e 4 dias de reclusão, em regime inicialmente fechado.

Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil 

Chacina em Osasco e Barueri: Júri de ex-PM e ex-GCM entra no segundo dia

O júri popular do ex-policial militar Victor Cristilder dos Santos e o guarda-civil municipal Sérgio Manhanhã, acusados de participar da chacina de Osasco e Barueri, em 2015, entra hoje (23) no segundo dia. Ontem (22), seis testemunhas foram ouvidas, no primeiro dia de julgamento. Os dois réus já foram condenados no primeiro julgamento do caso, mas recorreram e solicitaram novo júri.

Tanto acusação quanto defesa solicitaram ouvir em depoimento 40 testemunhas do caso. A acusação, feita pelo Ministério Público e pela Defensoria Pública, encaminhou uma lista de 20 testemunhas ao júri popular, enquanto a defesa requisitou 16. Além disso, tanto acusação quanto defesa pediram a presença de quatro testemunhas comuns. No primeiro dia de julgamento, porém, acusação e defesa abriram mão do depoimento de 16 testemunhas. Portanto, ao todo, serão ouvidas 24 pessoas.

Entre as seis testemunhas ouvidas ontem estão dois delegados, dois sobreviventes da chacina, o filho de uma vítima e um capitão da Polícia Militar.

O julgamento

Sete jurados vão decidir se os dois réus são culpados da acusação de participar das 17 mortes ocorridas no dia 13 de agosto de 2015 nas chacinas de Osasco e de Barueri.

A previsão é que o julgamento dure cerca de cinco dias.

Por causa da pandemia do novo coronavírus, o julgamento não terá presença de público. Apesar disso, na manhã de ontem, parentes e amigos das vítimas fizeram uma vigília e levaram faixas com fotos dos mortos nas chacinas à porta do Fórum para clamar por justiça.

A acusação

(Reprodução)

Segundo o Ministério Público, as 17 mortes teriam sido uma vingança pelo assassinato, dias antes, de um policial militar e de um guarda-civil. De acordo com a acusação, os agentes de segurança se reuniram e decidiram fazer uma chacina para vingar as mortes.

Para a acusação, o policial Cristilder, como é mais conhecido, teria combinado com o guarda municipal o início do horário da chacina por meio de mensagens no celular. Além disso, ele teria dirigido um dos carros usados na chacina e feito disparos com armas de fogo contra as vítimas. Ele foi acusado por oito mortes e também por tentativa de homicídio.

Histórico

Cristilder e Manhanhã foram condenados no primeiro julgamento do caso, mas os advogados recorreram, e três desembargadores do Tribunal de Justiça decidiram por um novo julgamento, que começou hoje. Os acusados continuam presos.

O primeiro julgamento foi desmembrado em duas partes. Em setembro de 2017, os sete sorteados para o júri popular condenaram Fabrício Emmanuel Eleutério e Thiago Barbosa Henklain, além do guarda-civil Sérgio Manhanhã.

Eleutério foi condenado à pena de 255 anos, 7 meses e 10 dias de prisão e Henklain, a 247 anos, 7 meses e 10 dias. Manhanhã foi condenado a 100 anos e 10 meses.

Os dois policiais foram acusados de atirar nas vítimas e respondiam por todas as mortes e tentativas de assassinato. O guarda-civil, segundo a acusação, atuou para desviar viaturas dos locais onde os crimes ocorreriam e foi denunciado por 11 mortes.

Na segunda parte do julgamento, ocorrida em março de 2018, Cristilder foi acusado por oito mortes e também por tentativa de homicídio. O tribunal do júri condenou o ex-policial a 119 anos, 4 meses e 4 dias em reclusão em regime inicialmente fechado.

*com Agência Brasil

Réus da chacina de Osasco e Barueri voltam a ser julgados

(Reprodução)

O julgamento de dois réus acusados de terem participado das chacinas de Osasco e Barueri, na Grande São Paulo, tem início às 10h de amanhã (22). Dezessete pessoas foram assassinadas e sete ficaram feridas nas chacinas, ocorridas no dia 13 de agosto de 2015. Os assassinatos teriam ocorrido, segundo a acusação, para vingar as mortes de um policial militar e de um guarda civil metropolitano, que haviam sido assassinados dias antes.

Serão julgados o ex-policial militar Victor Cristilder e o guarda civil municipal Sérgio Manhanhã, que estão presos. Eles foram julgados e condenados no primeiro julgamento do caso, mas suas defesas recorreram e três desembargadores do Tribunal de Justiça decidiram, então, determinar um novo julgamento. Os acusados seguem presos. 

A previsão do Tribunal de Justiça é de que o julgamento dure cerca de cinco dias.  Ele será realizado no Fórum de Osasco e será fechado ao público. Do lado de fora, às 9h30 da manhã, as famílias das vítimas da chacina vão fazer uma vigília pedindo por justiça.

Histórico

A acusação do Ministério Público diz que o ex-policial Cristilder, como é mais conhecido, teria combinado com o guarda municipal Sérgio Manhanhã sobre o início do horário da chacina por meio de mensagens no celular. Além disso, ele teria dirigido um dos carros utilizados no evento e efetuado disparos com armas de fogo contra as vítimas. Ele foi acusado por oito mortes e também por tentativa de homicídio. Em março de 2018, em um julgamento separado, o tribunal do júri condenou Cristilder a 119 anos, 4 meses e 4 dias em reclusão em regime inicialmente fechado. 

Já Manhanhã foi julgado em setembro de 2017, junto com os ex-policiais militares Fabrício Emmanuel Eleutério e Thiago Barbosa Henklain. Nesse julgamento, Fabrício Emmanuel Eleutério foi condenado a pena de 255 anos, 7 meses e 10 dias de prisão. Thiago Barbosa Henklain recebeu sentença de 247 anos, 7 meses e 10 dias. Já o guarda-civil Sérgio Manhanhã foi condenado a 100 anos e 10 meses.

Eleutério e Henklain foram acusados de terem disparado contra as vítimas e respondiam por todas as mortes e tentativas de assassinato. Já o guarda-civil, segundo a acusação, teria atuado para desviar viaturas dos locais onde os crimes ocorreriam e foi denunciado por 11 mortes. Eles responderam por homicídio qualificado, por motivo torpe, com emprego de recurso que dificulta as perdas das vítimas e praticado por grupo de extermínio, além de responderem pelo crime de formação de quadrilha.

Expulsão

Cristilder foi expulso da Polícia Militar em julho de 2019, junto com Henklain e Eleutério. Segundo o Diário Oficial de São Paulo, publicado no dia 20 de julho de 2019, os três policias cometeram “atos atentatórios à instituição, ao estado, aos direitos humanos fundamentais e desonrosos, consubstanciando transgressão disciplinar de natureza grave”. A corporação não confirmou se a expulsão teve relação com a participação nas chacinas de Osasco e de Barueri.

Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil 

Sequestradores são presos após tentar render empresário

A Polícia Militar prendeu uma quadrilha que realizava sequestros na região do Rio Pequeno e Butantã, Zona Oeste de São Paulo. O bando, sendo três homens e uma mulher, agia com violência para aterrorizar suas vítimas .

Eles foram detidos no início da madrugada de hoje (4), minutos após tentar sequestrar um empresário, morador de Alphaville, em Barueri, na região metropolitana. A vítima estava ao volante de uma picape e foi abordada pelos sequestradores ao parar em um semáforo, em uma avenida no bairro do Rio Pequeno. 

O empresário, em um primeiro momento, não reagiu e entregou aos ladrões seus objetos pessoais. Mas, ao perceber que seria levado para um cativeiro e que um dos ladrões não estava armado, o empresário reagiu, entrando em luta corporal com assaltante.

Em seguida, os suspeitos fugiram na picape, deixando a vítima no local. Um motoboy que havia presenciado toda a ação, cruzou com uma equipe da PM e informou aos policiais sobre o ocorrido.

Os militares, então, seguiram para o local, mas os ladrões já haviam fugido na caminhonete do empresário, sendo escoltados por ocupantes de um taxi. De posse das características dos carros, os pms passaram a fazer buscas pela região, até que conseguiram localizar e prender a quadrilha.Eles haviam abandonado a picape em uma rua próxima e fugido no táxi. 

Com os assaltantes, os policiais encontraram os objetos roubados da vitima e duas máquinas de débito que eram usados para fazer operações. Os criminosos foram encaminhados ao (89º) Distrito Policial, do Portal do Morumbi, e autuados em flagrante. 

Outro caso

Na delegacia, eles foram reconhecidos por outra vítima, um jovem comerciante que foi sequestrado na última segunda-feira (1), na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em Pinheiros, também na Zona Oeste da Capital.O rapaz contou aos PMs que estava em um veículo quando foi abordado pelos bandidos, que ocupavam outro automóvel. 

Ele teve de entregar os cartões com as senhas e foi levado para um cativeiro, em uma favela, no Jardim D’Abril, em Osasco, na Grande São Paulo. Ali, o jovem foi espancado e ameaçado de morte caso não fornecesse as senhas dos cartões.

A sessão de tortura psicológica e agressões durou cerca de três horas. A Polícia Militar foi acionada, possivelmente, por moradores e conseguiu libertar a vítima. Os sequestradores conseguiram escapar, mas, nesta quinta-feira, eles acabaram presos depois de mais uma ação criminosa.

*Com Paulo Édson Fiore, da Jovem Pan

Jeronimo Burger inaugura unidades na Grande São Paulo e Litoral

(Gerson Lima/Divulgação)

O Jeronimo Burger, marca do Grupo Madero, criada pelo empresário e chef Junior Durski, inaugurou quatro novas unidades na Grande São Paulo e no Litoral. São três lanchonetes na Capital paulista, uma em Barueri e uma no Guarujá. Segundo comunicado divulgado à imprensa, a marca fez um investimento estimado em R$ 20 milhões, incluindo uma unidade de Joinville, Santa Catarina – prevista para o primeiro trimestre.

A empresa informa que já são 60 unidades, nos estados do Paraná, Bahia, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Ceará, Santa Catarina e São Paulo. Só no Estado de São Paulo são 36 lanchonetes, sendo 19 na capital. Ainda de acordo com o comunicado, em 2020 foram inauguradas 28 novas unidades, em diferentes versões: Jeronimo Burger, Jeronimo Track – modelo container e o Jeronimo Ice – que explora o universo de sobremesas geladas. 

“É muito gratificante ver o Jeronimo Burger, que nasceu há pouco mais de 3 anos, como uma marca já consagrada de sucesso , crescendo com rapidez e conquistando cada vez mais o público, com sua proposta fast casual, com preços mais acessíveis e a qualidade inconfundível”, comemora Junior Durski.

O nome Jeronimo é uma homenagem ao tataravô do chef.

Novos endereços: 

Jeronimo Buger Park Shopping Barueri 

Rua Gen. de Divisão Pedro Rodrigues da Silva, 400- Tel: (11) 4210-4734 – Horário: 11h às 22h

Jeronimo Track Guarujá 

Rua Bolívia, 2085 –  Tel: (13) 3351-6754- Horário: 8h às 23h 

Jeronimo Burger – Henrique Shaumann 

Rua Henrique Schaumann, 170- Tel  (11) 3068-9920- Horário: 11h às 22h

Jeronimo Burger – Monte Serrat 

Rua Monte Serrat, 1377- (11) 2941-1924- Horário: 11h às 22h

Jeronimo Track Jabaquara 

Av. Engenheiro Armando de Arruda Pereira, 700 – Horário: 11h às 22h

Greve dos caminhoneiros interdita faixas da Castello Branco

Um caminhão foi atingido por uma pedra no começo da manhã de hoje (1), na Rodovia Castello Branco, na Grande São Paulo. A pedra foi lançada contra o parabrisa e obrigou o caminhoneiro a parar em um posto de combustível mais a frente.

A rodovia, um dos principais corredores entre o interior do Estado e a Capital, foi palco de um protesto de caminhoneiros. A manifestação foi convocada para todo Brasil contra o alto preço do diesel e a favor de um reajuste da tabela do frete. Houve também faixas com críticas ao governador João Doria.

Segundo a concessionária que administra a rodovia, houve, pelo menos, dois quilômetros de congestionamento. O Ato, em Barueri, ocupou duas das faixas.

Os protestos começaram durante madrugada. Veja abaixo:

Veja as cidades de SP com mortes por Coronavírus

(Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

São Paulo registrou neste domingo (5) um total de 275 óbitos pelo novo coronavírus. Os números significam um aumento de 180% em comparação ao balanço do domingo passado (29), quando eram 98 vítimas fatais pela covid-19 Já o número de casos confirmados pela doença chegou a 4.620.

Os óbitos concentram-se em 33 cidades, com maior número na grande São Paulo, mas, crescem os números no interior do estado. Hoje,foi confirmada a primeira morte em Bauru. Também há pelo menos uma vítima em cada uma das regiões de Araçatuba, Ribeirão Preto, Campinas, Baixada Santista, Presidente Prudente e Sorocaba.



Os municípios e respectivos números de mortes são: São Paulo (220), Guarulhos (5), São Bernardo do Campo (5), Campinas (4), Santo André (3), Cotia (3), Osasco (3), Taboão das Serra (3).

Americana, Mairiporã, Santos e Sorocaba têm duas mortes cada cidade. Há ainda um óbito confirmado em cada uma das seguintes cidades: Arujá, Barueri, Bauru, Caieiras, Carapicuíba, Cravinhos, Diadema, Dracena, Embu das Artes, Francisco Morato, Franco da Rocha, Itapecerica da Serra, Itapevi, Jaboticabal, Mogi das Cruzes, Nova Odessa, Penápolis, Ribeirão Preto, São Caetano do Sul, São Sebastião e Vargem Grande Paulista.

Segundo o portal do governo do estado, as 275 vítimas somam 157 homens e 118 mulheres. Do total, 236 tinham idade igual ou superior 60 anos. As demais incluem pessoas com menos de 60 com comorbidades que, assim como os idosos, representam grupo mais vulnerável a complicações da covid-19.

Por Ludmilla Souza – Repórter da Agência Brasil 

*Atualizado às 10h19

Câmeras podem mostrar quem envenenou moradores de rua

Por Kaique Dalapola

Quatro pessoas morreram em Barueri (SP) após tomar bebida possivelmente envenenada; outras cinco estão hospitalizadas

A poucos metros da tradicional Padaria Central, próximo à Praça das Bandeiras, no centro de Barueri, na Grande SP, nove pessoas que pediam dinheiro e alimentos no bairro tomaram um líquido possivelmente envenenado. O delegado Celso Luiz de França, plantonista do DP Central de Barueri, diz que a Polícia Civil vai analisar imagens de câmeras de segurança, tanto na região central de Barueri como na Luz, no centro de São Paulo, para saber quem deu a bebida às vítimas.

A informação inicial, registrada na Polícia Civil do município por volta das 10h30 do sábado (16), é que uma das vítimas, o soldador Vinícius Salles Cardoso, 31 anos, teria pego a garrafa com a bebida envenenada na noite de sexta-feira (15), na Luz. Exames do Instituto de Criminalística ainda vão apontar o que continha na bebida.

De acordo com o que foi registrado na delegacia central do município, sete homens e uma mulher passaram mal. Três vítimas foram socorridas por uma ambulância, dois pela equipe de Resgate Municipal, uma pelo Corpo de Bombeiros e outras duas pela GCM (Guarda Civil Municipal).

Das oito atendidas no primeiro momento, cinco chegaram no hospital vivas. Luiz Pereira da Silva, 49 anos, Marlon Alves Gonçalves, 39, e Denis da Silva Oliveira, 33, morreram no local. Edson Sampaio da Silva, 40 anos, morreu no hospital.

As vítimas passaram pelos primeiros atendimentos no Pronto-Socorro Municipal e posteriormente foram transferidas para o Hospital Municipal de Barueri Doutor Francisco Moran.

Os guardas responsáveis pelo atendimento disseram que Vinícius, um dos socorridos pela GCM, informou que pegou a bebida no centro de São Paulo, de um homem que estava em um carro, sem mencionar as características da pessoa ou do veículo. Essa informação, contudo, não é oficial, já que nenhuma das pessoas atingidas prestou depoimento formal sobre o ocorrido,

Cerca de oito horas depois do registro da ocorrência, um novo pedido de socorro. Um homem identificado como Paulo Cezar Pedro, 41, que vive em situação de rua, estava caído em uma rua também no centro de Barueri, apresentando os mesmo sintomas dos possíveis envenenados, com um agravante: machucados pelo corpo.

Paulo passou pelo mesmo procedimento dos outros sobreviventes do possível envenenamento. Foi levado ao PS Municipal e transferido para o hospital onde segue internado com os demais.

Por meio de nota, a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo) diz que a última vítima “teria caído e sofrido uma lesão na cabeça”. A pasta afirma que “são apurados os motivos da hospitalização e se há relação com a ocorrência mais cedo”.

Após o registro de uma nova vítima do possível envenenamento, a Prefeitura de Barueri divulgou, erroneamente, uma nota dizendo que um dos hospitalizados, Renilton Ribeiro Freitas, 43 anos, havia morrido. Depois corrigiu a informação.

Dias antes da morte, uma briga com GCMs

Dos quatro homens que morreram, Luiz Pereira da Silva, 49 anos, foi enterrado na manhã deste domingo (17/11) em Osasco; Denis da Silva Oliveira, 33 anos, Edson Sampaio da Silva, 40 anos, e Marlon Alves Gonçalves, 39 anos, foram enterrados entre a manhã e a tarde.

Dos quatro mortos, pelo menos dois não estavam em situação de rua. Denis morava com a mãe e Edson morava com os irmãos em uma casa que é herança dos pais, os quais morreram ainda quando ele era criança.

Todas as vítimas, no entanto, eram dependentes do álcool e viviam juntas em busca de alimentos, bebidas e dinheiro. Segundo relatos da vizinhança, o grupo ficava na região central, próximo do supermercado Barbosa, oferecendo ajuda para cuidar dos carros em troca de moedas.

De acordo com a vizinha de uma das vítimas, na última quarta-feira (13) os homens teriam tido um problema com GCMs em frente ao supermercado. A confusão teria juntado diversas viaturas da guarda no local e os homens tiveram que sair momentaneamente da região.

A reportagem tentou contato com a Prefeitura de Barueri e a Guarda Civil Municipal. Por meio de contato telefônico, a GCM disse que se posicionaria apenas a partir das 8h desta segunda-feira (18).

Após o enterro de Marlon, o pai dele, Oswaldo Gonçalves, começou a conversar com a reportagem, e disse que a família “tentou ajudar, mas ele não parava em trabalho nenhum”.

A morte que não houve

Uma das vítimas do possível envenenamento, Renilton, conhecido como DJ Boca, está na rua devido aos problemas que sofre com álcool desde que saiu da casa da mãe, no início dos anos de 1990.

DJ Boca (Arquivo pessoal/via Ponte)

Boca foi apontado pela Prefeitura de Barueri, no final da manhã deste domingo (17), erroneamente, como a quinta vítima morta após tomar a bebida. A notícia rapidamente causou a comoção dos amigos, que buscaram por informações e foram para porta do hospital.

Aguardando notícias do estado de saúde dele, os amigos ocuparam a entrada da unidade hospitalar e relembraram as histórias com ele. “O Boca vive na rua porque é doidão, gosta de sair andando por aí, bebe para caramba, mas conhece tudo de música eletrônica, dança, é chefe de cozinha, muito esperto”, diz a agente de turismo Natali Mota.

A bebida compartilhada com Boca pode ter sido uma retribuição para o que o DJ sempre costuma fazer, segundo os amigos. “Ele tira dele para dar aos outros, até a roupa do corpo, as camisetas que ele tem, ele tira e dá para outras pessoas”, afirma o amigo Tiago Elvis Zanetti.

Por volta das 16h30, uma das amigas conseguiu entrar para visitá-lo. Cerca de 10 minutos depois, voltou chorando, e confirmou o que todos esperavam: “Ele está vivo mesmo”. Ele disse para amiga que viu a notícia sobre sua morte no Facebook, mas afirmou que está tudo bem “apesar da maldade”.

*Esta reportagem foi publicada originalmente neste link: https://ponte.org/policia-analisa-cameras-em-busca-de-suspeito-de-matar-moradores-de-rua-em-sp/

Moradores de rua morrem após tomar bebida doada por desconhecido

Vítimas foram socorridas por moradores antes da chegada do Samu. Polícia investiga o crime. (Polícia Militar/Reprodução)


Quatro moradores de rua morreram e outros quatro foram hospitalizados depois de tomar uma bebida oferecida por um desconhecido. Eles passaram mal em Barueri, na Grande São Paulo. A informação é da Folha de S. Paulo.

Segundo a polícia, uma das vítimas disse que a bebida foi oferecida na região da cracolândia, no Centro de São Paulo. O homem compartilhou a garrafa com as outras pessoas.

A polícia registrou o caso como morte suspeita e apreendeu o líquido para perícia.

Bebês morrem vítimas de Sarampo

Por Bruno Bocchini

(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou hoje (30) mais duas mortes causadas por sarampo no estado. As vítimas foram dois bebês: uma menina de 4 meses, residente de Barueri (SP), e um garoto de 9 meses, residente da capital paulista. Em ambos os casos, os bebês começaram a apresentar sintomas de sarampo no mês de julho e desenvolveram quadro de pneumonia, uma das complicações vinculadas à doença. 

A faixa etária dos menores de um ano não faz parte do calendário nacional de vacinação e corresponde ao grupo mais vulnerável ao sarampo. A situação levou o Ministério da Saúde a passar a recomendar, desde a última semana, uma dose extra para bebês a partir de seis meses. 

De acordo com a secretaria, as mães de crianças com idade inferior a seis meses devem evitar a exposição da criança a aglomerações, manter higienização e ventilação adequada nos ambientes. “Sobretudo devem procurar imediatamente um serviço de saúde diante de qualquer sintoma da doença, como manchas vermelhas pelo corpo, febre, coriza, conjuntivite, manchas brancas na mucosa bucal”, informou a secretaria em nota.

Segundo a diretora-técnica da Divisão de Imunizações da secretaria, Helena Sato, bebês são considerados mais suscetíveis a complicações que, embora não sejam frequentes, podem estar relacionadas ao sarampo. Além da pneumonia, outra complicação possível é a encefalite.

“É fundamental que as crianças a partir dos seis [meses] já tomem a vacina contra o sarampo. Também é importante que essas crianças retornem ao posto de vacinação com um ano e ao completar um ano e três meses para garantir a proteção”, disse.

Com a confirmação da morte dos bebês, são três as mortes por sarampo em São Paulo neste ano. O primeiro óbito foi confirmado na terça-feira (28).  A vítima foi um homem de 42 anos, sem histórico de vacinação e que havia passado por uma cirurgia para retirada do baço, órgão que faz parte do sistema linfático e ajuda na defesa do organismo.

Neste ano, até o momento, houve 2.457 casos confirmados de sarampo no estado; destes, 66,6% se concentram na capital, com 1.637 casos.

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