Aromeiazero lança E-book sobre ações com bicicletas

Foto feita antes da pandemia mostra oficina realizada pelo Instituto
(Arquivo/Instituto Aromeiazero/Divulgação)

O Instituto Aromeiazero lança, no dia 25 de maio, o E-book “Rodinha Zero”, com ideias de como realizar ações com bicicletas em diferentes territórios, de forma simples e adaptável, para inspirar mais pessoas a utilizarem a bike em seus projetos e organizações. O lançamento será durante a live “Educação ao Ar Livre e Bicicleta”, com participação de Carol Padilha, pedagoga e sócia fundadora do Carona a Pé, e de JP Amaral, coordenador do programa Criança e Natureza do Instituto Alana.

O E-Book é resultado do projeto Jornada para Multiplicadores, realizado entre 15 de março e 15 de maio, em diferentes regiões do Brasil e de Portugal. Durante as aulas foram abordadas 5 temáticas: Território Educador; Saúde e Meio Ambiente; Pedalar na Cidade; Rodinha Zero e Cultura da Bike; e Mobilização no Território. Como resultado da jornada, os participantes foram convidados a desenvolver planos de mobilização que foram incluídos no E-Book. 

Também durante live, serão divulgados os três projetos selecionados para receber mentoria do Aromeiazero para desenvolvimento dos projetos. A iniciativa tem apoio do Itaú Unibanco, da EDP e do Instituto EDP.

Desde 2016, a iniciativa já ajudou mais de 4.200 crianças, de quatro a 11 anos, a pedalar sem rodinhas, em projetos realizados em escolas municipais e também espaços como praças e ruas, encorajando uma nova e consciente geração de ciclistas. O Ebook estará disponível para download de forma gratuita, logo após o evento, na página do Instituto.

Sobre o Aro

O Instituto Aromeiazero é uma organização sem fins lucrativos que utiliza a bicicleta para reduzir as desigualdades sociais e contribuir para tornar as cidades mais resilientes. Os projetos contam com patrocínio de empresas e pessoas físicas, além de leis de incentivo, sendo grande parte das ações em periferias e comunidades vulneráveis. Desde 2011, as iniciativas do Aro promovem uma visão integral da bicicleta, potencializando expressões culturais e artísticas, geração de renda e hábitos de vida saudáveis.

Uber vai patrocinar Ciclofaixa de Lazer na Capital

A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes (SMT), assinou nesta quarta-feira (10/6), um Termo de Cooperação com a empresa Uber para a operação da Ciclofaixa de Lazer na cidade aos domingos e feriados.

(Arquivo/André Tambucci/Fotos Públicas)

A Uber, com o direcionamento da Prefeitura, vai operar os 117 quilômetros da Ciclofaixa de Lazer por 12 meses, que poderão ser renovados, sem custos para o poder público. Serão mantidos os circuitos que já eram realizados. E todas as condições de segurança exigidas pela Prefeitura para os ciclistas serão cumpridas pela Uber, além de medidas de proteção e higiene para a equipe de operação.

“A Uber vai investir R$ 11,5 milhões para cuidar das ciclofaixas, informou o prefeito Bruno Covas. “A área da Saúde já deu o okay. Não há problema nenhum por causa da pandemia e essas ciclofaixas, que estavam desativadas desde o ano passado voltam a operar por conta dessa parceria que a Prefeitura assinou com a Uber”, disse Covas. Segundo o prefeito, as bicicletas são muito importantes para a cidade, não só por causa dessa parceria, mas pelo plano cicloviário que prevê a requalificação de 310 quilômetros de ciclovias e a criação de mais 100 quilômetros até o final deste ano.

A proposta da empresa foi aberta em sessão pública no dia 17 de fevereiro e passou por análise técnica da Secretaria de Mobilidade e Transportes e da Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU).

A primeira montagem da Ciclofaixa de Lazer pela Uber está prevista para o dia 19 de julho e se somará aos esforços da Prefeitura para oferecer condições seguras tanto de mobilidade quanto de lazer nesse momento de abertura gradual das atividades da cidade. A data poderá ser revista caso haja necessidade de readequação do plano de abertura da cidade.

Motoristas da Uber vão parar por 24h no Brasil

“A bicicleta é o modal mais seguro para evitar a disseminação da Covid-19. A Organização Mundial da Saúde recomenda que, sempre que possível, nos deslocamentos mais curtos, a população deve privilegiar caminhadas e deslocamento por bicicleta. A Prefeitura de São Paulo está oferecendo com apoio da Uber a volta da ciclofaixa de lazer, que é um importante e seguro circuito para a população” , afirma Édson Caram, secretário municipal de Mobilidade e Transportes.

“Após o período de isolamento necessário, acreditamos que a ciclofaixa terá um papel-chave na recuperação de São Paulo. A expectativa da Uber é a de que a ciclofaixa possa ir além do papel que tinha até então e se transforme na porta de entrada do paulistano para novas formas de mobilidade e sirva de estímulo para as pessoas mudarem hábitos, ajudando a reduzir o congestionamento e a poluição, que são duas peças do cotidiano que ninguém sente saudade”, afirma Claudia Woods, diretora geral da Uber no Brasil.

Desde a última ativação da ciclofaixa, em 25 de agosto de 2019, a Prefeitura não mediu esforços para reativar esse tão importante projeto da cidade de São Paulo. Nenhum dos interessados, porém, havia conseguido cumprir os requisitos mínimos de segurança para que a Ciclofaixa de Lazer pudesse ser devolvida à população.

Veja os trechos contemplados com a Ciclofaixa de Lazer:

PAULISTA / CENTRO / JABAQUARA / PQ. IBIRAPUERA
1) Trecho Paulista / Jabaquara – 18.852 metros
2) Trecho Paulista / Centro – 16.204 metros
3) Trecho Jabaquara / Pq. Ibirapuera – 10.252 metros
DISTÂNCIA TOTAL – 45.308 METROS

PQ. IBIRAPUERA / SUMARÉ / PQ. DO POVO / PQ. VILLA LOBOS / PQ. DO CHUVISCO
4) Trecho Pq. Ibirapuera / Sumaré – 8.542 metros
5) Trecho Pq. Ibirapuera / Pq. do Povo – 7.902 metros
6) Trecho Pq. do Povo / Pq. Villa Lobos – 15.018 metros
7) Trecho Pq. Do Chuvisco / Pq. do Povo – 13.488 metros
DISTÂNCIA TOTAL – 44.950 METROS

ZONA NORTE
8) Trecho Zona Norte – 8.316 metros
DISTÂNCIA TOTAL – 8.316 METROS

ZONA LESTE
9) Trecho Zona Leste – 19.104 metros
DISTÂNCIA TOTAL – 19.104 METROS
DISTÂNCIA TOTAL DOS TRECHOS E LOTES – 117.678 metros

Edital prevê 117 km de ciclofaixa de lazer em SP

(Tânia Rêgo/Agência Brasil)


A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes (SMT), publicou nesta sexta-feira (24), no Diário Oficial da Cidade e em jornal de grande circulação, o comunicado de abertura de pregão eletrônico para a contratação de empresa para operar os 117 quilômetros da Ciclofaixa de Lazer.

A licitação prevê a operação por 12 meses, aos domingos e feriados, das 7h às 16h. Os interessados poderão fazer propostas para operar cada um dos quatro lotes que dividirão os 117 quilômetros de Ciclofaixa de Lazer nos seguintes trechos:

LOTE 1 – PAULISTA / CENTRO / JABAQUARA / PQ. IBIRAPUERA

1) Trecho Paulista / Jabaquara – 18.852 metros

2) Trecho Paulista / Centro – 16.204 metros

3) Trecho Jabaquara / Pq. Ibirapuera – 10.252 metros

DISTÂNCIA TOTAL – 45.308 METROS

LOTE 2 – PQ. IBIRAPUERA / SUMARÉ / PQ. DO POVO / PQ. VILLA LOBOS / PQ. DO CHUVISCO

4) Trecho Pq. Ibirapuera / Sumaré – 8.542 metros

5) Trecho Pq. Ibirapuera / Pq. do Povo – 7.902 metros

6) Trecho Pq. do Povo / Pq. Villa Lobos – 15.018 metros

7) Trecho Pq. Do Chuvisco / Pq. do Povo – 13.488 metros

DISTÂNCIA TOTAL – 44.950 METROS

LOTE 3 – ZONA NORTE

8) Trecho Zona Norte – 8.316 metros

DISTÂNCIA TOTAL – 8.316 METROS

LOTE 4 – ZONA LESTE

9) Trecho Zona Leste – 19.104 metros 

DISTÂNCIA TOTAL – 19.104 METROS

DISTÂNCIA TOTAL DOS TRECHOS E LOTES  – 117.678 metros

*com informações da prefeitura de sp

Cresce número de ciclistas na área central

Por  Flávia Albuquerque

Placa instalada no centro da capital (Reprodução)


Um levantamento sobre o uso das bicicletas na região central de São Paulo, feito por uma empresa de mobilidade em parceria com a Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade), mostrou que 1.609 ciclistas passaram pela Rua Líbero Badaró (na intersecção com o Viaduto do Chá e a Praça do Patriarca), no bairro da República, ao longo de 14 horas, no dia 3 deste mês. O volume é 65% maior do que o registrado no ano passado.

Segundo a pesquisa, foram 115 deslocamentos em bicicleta por hora. No dia 27 de novembro, passaram pela Avenida Paulista 3.203 ciclistas, 51% a mais que no ano passado.

De acordo com o levantamento, o fluxo de mulheres usando as ciclovias foi de 5% na República e de 11% na Paulista.

Na República, outro dado da pesquisa chamou a atenção: em 2010, quando foi realizado o primeiro estudo na região, 20% dos ciclistas pedalavam na contramão. Este ano, o percentual caiu para 1%. Isso também ocorreu com o número de ciclistas que trafegavam nas calçadas, que passou de 27% para 3%.

Metodologia 

Segundo a Ciclocidade, o método usado para fazer a contagem foi desenvolvido pela Associação Transporte Ativo, do Rio de Janeiro. O método consiste no uso de uma planilha com um desenho esquemático do local, com espaços a serem preenchidos com a origem e o destino do ciclista, além de informações complementares como acessórios, faixa etária, gênero e tipo de bicicleta, entre outros. 

Embarque de ciclistas na CPTM cresce 332% em 10 anos

Por Bruno Bocchini 

(CPTM/Reprodução/via Agência Brasil)

O número de ciclistas transportados pelos trens da Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos (CPTM) saltou 332% em 10 anos. De janeiro a julho de 2009, foram 13.198 embarques de pessoas com bicicletas nos trens. No mesmo período de 2019, o número chegou a 57.083. 

As linhas 9-Esmeralda, com 17.025 embarques, e 10-Turquesa, com 14.991, lideram o ranking respectivamente. “Além da popularização do uso das bikes como meio de transporte, outro motivo para atrair os ciclistas para o sistema foi a liberação das magrelas nos trens durante a semana após as 20h30, a partir de agosto de 2015”, destacou a CPTM em nota. 

Desde 2007, o transporte de bicicletas nos trens é permitida nos finais de semana, a partir das 14 horas do sábado até o encerramento da operação no domingo. Nos feriados, é permitida durante todo o dia. A CPTM permite quatro bicicletas por viagem, embarcadas no último vagão de cada trem. A partir de 2015, os ciclistas passaram também a poder utilizar os trens de segunda-feira a sexta-feira, após as 20h30. As mesmas regras são válidas para o Metrô de São Paulo.

Curso gratuito para ganhar dinheiro com bicicleta

Ciclovia em Alto de Pinheiros, região oeste de São Paulo (Rovena Rosa/Agência Brasil)

O Instituto Aromeiazero e o Sesc Campo Limpo vão realizar o curso gratuito, Viver de Bike Entrega, destinado a pessoas com interesse e potencial para começar a gerar renda a partir do uso da bicicleta. 

O Viver de Bike Entrega terá 12 horas de duração, com metade voltada para ensinar mecânica básica de bicicletas. A outra parte vai abordar as diferentes formas de trabalho com bikes, tais como as entregas geradas por meio de aplicativo de telefone, trabalho autônomo na ciclologistica e microempreendedorismo, bem como dicas de gestão das finanças e do tempo.

As aulas, de três horas de duração, ocorrem nas dependências do Sesc Campo Limpo em 3, 4, 10 e 11 de agosto, das 13 às 16 horas. 

São quinze vagas. Todos que participarem de 100% das aulas vão receber uma bicicleta reformada.

As inscrições terminam às 23h59 de 21 de julho e devem ser realizadas no formulário eletrônico.

Processo seletivo

Para participar, é necessário ser maior de 18 anos. A seleção de participantes vai observar os seguintes critérios:
 

  • Não ter bicicleta e emprego
  • Interesse em trabalhar com ciclologística/entrega de bike
  • Situação de vulnerabilidade.
  • Paridade de gênero – mínimo de 50% da turma composta de mulheres
  • Representatividade LGBTQIA+
  • Diversidade étnica-racial

Sobre o Instituto Aromeiazero
O Instituto Aromeiazero – www.aromeiazero.org.br –  é uma organização sem fins lucrativos que promove a bicicleta como instrumento de transformação social, cultural e pessoal, estimulando a diversidade e a colaboração. A missão é promover uma visão integral da bicicleta não só como transporte, mas também como  expressão artística, geração de renda, lazer, esporte e também como ferramenta de mudança no modo de vida, visando a humanização das relações nos centros urbanos.

Abertas inscrições para curso gratuito para conserto de bicicletas

Curso já formou 79 pessoas desde que foi criado em 2016 (Divulgação)

O prazo de inscrições para a seleção de pessoas interessadas nas próximas turmas do curso gratuito Viver de Bike, do Instituto Aromeiazero, vai até 5 de maio. Serão escolhidos 30 alunos e alunas, com preferência para jovens de baixa renda e quem esteja em em situação de vulnerabilidade social. A representatividade étnico-racial, LGBTQI+ e de grupos imigrantes e refugiados também será observada. 

Metade das vagas é destinada a mulheres. O início das aulas, (duas vezes por semana, das 19 às 22 horas) está previsto para 20 de maio. O formulário está disponível aqui.



O Viver de Bike é um curso gratuito de 60 horas voltado para estimular a cultura da bicicleta como forma de geração de renda e transformação social. O conteúdo programático é dividido entre prática de mecânica de bicicletas e conceitos de empreendedorismo e economia solidária.

Quem conclui o curso recebe como incentivo a bicicleta na qual trabalhou durante as aulas. A capacitação é realizada no CDC Arena Radical, na Vila Olímpia, com aulas noturnas às segundas e quartas ou terças e quintas-feiras.

Desde que foi criado em 2016, o Viver de Bike já formou 79 pessoas (22 em 2019) e ampliou a chance de inserção delas no mercado de trabalho e na sociedade como um todo. O patrocínio é da Fundação Alstom e da Trek Bikes e parcerias com Agência Besouro, ALD Automotive, CDC Arena Radical, Escola Park Tool e Shimano. O Instituto Aromeiazero tem patrocínio institucional do Banco Itaú.

Bicicletas abandonadas em condomínios podem ser doadas

(Instituto AroMeiaZero/Divulgação)

É comum vermos nos condomínios residenciais bicicletários entupidos de bicicletas abandonadas por ex-moradores ou pelo fato do proprietário achar que não vale a pena consertá-las. Mas, para o Instituto Aromeiazero de São Paulo, bicicletas em qualquer estado de conservação tornam-se ferramenta de transformação social. O instituto promove um curso gratuito na Vila Olímpia, o Viver de Bike, no qual essas bikes servem de material de aprendizado durante as aulas de mecânica.

O Aromeiazero retira as bicicletas no local sem custo para o condomínio e fornece material para convencer os condôminos. A administradora Oma usou o material da campanha, Como acabar com o cemitério de bicicletas? e logo replicou para os clientes, entre eles o Condomínio Ravena, de Pinheiros, que doou  15 bicicletas. O instituto também recebe doações de peças e acessórios de bicicleta que podem ser deixados no CDC Arena Radical, centro esportivo comunitário voltado para a prática de BMX e skate localizado na Vila Olímpia.

A campanha é simples. O condomínio estabelece um período para informar os moradores sobre a necessidade de identificarem suas bikes, informando o destino delas após o fim do prazo. “Esses cemitérios de bicicletas podem mudar a vida de muita gente. Nenhuma bike é tão ruim que não dê pra usar em uma aula””, explica Murilo Casagrande, diretor do instituto.

As magrelas são parte importante do curso Viver de Bike, que tem 60 horas de aulas voltadas para capacitar pessoas de baixa renda, principalmente mulheres, a gerar renda ou aumentar a mobilidade a partir do uso de bicicletas.

Elas são o caderno e o diploma do curso. Cada aluno ou aluna terá que reformar uma bicicleta nas aulas de mecânica e vai ficar com ela após a conclusão. As outras serão vendidas para financiar as próximas turmas ou redirecionadas para pessoas em vulnerabilidade social. Já as infantis, são utilizadas no Rodinha Zero, atividade que ensina crianças a pedalarem com autonomia e segurança sem rodinhas de apoio.

Projeto estimula bicicleta e arte urbana na periferia

Lei de incentivo fiscal da Prefeitura de São Paulo permite empresas destinarem 20% de IPTU e ISS para projetos culturais na cidade (Instituto Aromeiazero/Divulgação)

A mobilidade urbana é tema central dos debates sobre a vida nas cidades e em São Paulo não é diferente. A quarta maior cidade do planeta é referência em cultura urbana e o Instituto Aromeiazero mistura esses contextos com o Bike Arte Gira, um festival itinerante que coloca a bicicleta como tema principal.

Habilitado pelo Pro-Mac, programa de incentivo fiscal à cultura do município de São Paulo, o Bike Arte Gira terá cinco edições nos bairros da Vila Brasilândia, Grajaú, Luz, Jardim São Remo e Cidade Tiradentes, regiões periféricas da cidade.

“O Bike Arte Gira é um festival a céu aberto, gratuito e voltado para populações menos favorecidas. A missão é promover a arte urbana por meio de manifestações artísticas heterogêneas e plurais desenvolvidas no espaço público com a temática da bicicleta e produzidas por artistas da própria comunidade”, explica Murilo Casagrande, diretor do Aromeiazero



Cada festival, que dura um dia inteiro, tem meta de atingir público de até cinco mil pessoas e a maioria das atrações e atividades devem ser produzidas pela comunidade local. Para isso, nas semanas que antecedem o evento o Aromeiazero, além de sair a campo para identificar o potencial da região em relação à cultura e à bicicleta, vai conduzir oficinas de formação para 250 pessoas com os temas grafite/estêncil, serigrafia/lambe-lambe, mecânica, cicloturismo e produção cultural e cicloativismo. Toda a produção será exibida no evento.

O Pro-mac

(Instituto Aromeiazero/Divulgação)


A prefeitura de São Paulo regulamentou no ano passado a Lei 15.948/13 que instituiu o Programa Municipal de Apoio a Projetos Culturais, que permite empresas e pessoas físicas domiciliadas na cidade destinarem até 20% do pagamento do IPTU e ISS para incentivar a produção artística e cultural no município assim como a proteção de patrimônio material e imaterial.

Em 2018, a Secretaria Municipal de Cultura destinou R$ 15 milhões para serem utilizados ao longo do ano, mas apenas R$ 4 milhões foram usados. Para 2019, a expectativa é que a prefeitura autorize outros R$ 15 milhões.

Aro promove Bike Arte desde 2012

(Instituto Aromeiazero/Divulgação)


Promover esse tipo de festival não é novidade para o Aromeiazero, ONG paulistana com a missão de promover a bicicleta como instrumento de transformação social e econômica. Desde 2012, realizou edições nos bairros do Grajaú, Pinheiros, Vila Madalena e Luz, em São Paulo, em Salvador, na Bahia. Saiba mais no link.

“Nessas edições, conseguimos financiamento de forma alternativa, com vaquinhas virtuais e apoio de empresas de forma pontual, além de muita parceria com artistas e coletivos culturais. Com a renúncia fiscal proporcionada pelo Pro-Mac, esperamos atrair mais incentivadores e assim levar o evento para mais pessoas”, diz Murilo.

Informações podem ser solicitadas no email [email protected].

Sobre o Aromeiazero


Organização sem fins lucrativos que promove a bicicleta como instrumento de transformação social, cultural e pessoal, estimulando a diversidade e a colaboração. A missão é promover uma visão integral da bicicleta, não só como transporte, mas também como  expressão artística, oportunidade de renda, lazer, esporte e também como ferramenta de mudança no modo de vida e humanizando as relações nos centros urbanos. A busca por recursos para suas ações é feita em diversas fontes, desde o patrocínio institucional do Itaú a partir de 2015, passando por outras empresas e fundações que investem em projetos, editais, leis de incentivo e pessoas que apoiam com dinheiro, bicicletas e equipamentos para o Aromeiazero.

*As informações são do Instituto Aromeiazero

Produção de bicicletas aumenta 15,9% no Brasil

Por Flavia Albuquerque

Ciclovia na Avenida Paulista, região central de São Paulo. (Arquivo/Agência Brasil)

As fabricantes de bicicletas produziram 773.641 unidades em 2018, volume 15,9% superior ao de 2017 (667.363 unidades), de acordo com dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), divulgados hoje (14) em São Paulo.

Em dezembro, foram produzidas 21.857 unidades, volume equivalente ao do mesmo período de 2017 (21.879 unidades). Na comparação com novembro de 2018 (83.726 unidades), houve queda de 73,9%.



Segundo o vice-presidente do Segmento de Bicicletas da Abraciclo, Cyro Gazola, a retomada nos negócios, após quatro anos em declínio, foi impulsionada pela maior oferta de produtos, preços mais competitivos e expansão da mobilidade urbana.

“Isso mostra com clareza o impacto positivo da ampliação das redes de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas nas cidades brasileiras”, disse. Ele ainda atribui ao desempenho positivo a uma redução do índice de inadimplência dos consumidores, aliada ao aumento da oferta de crédito pelas instituições financeiras.

Os volumes de bicicletas produzidos no Polo Industrial de Manaus (PIM) em 2018 foram distribuídos para comercialização para as seguintes regiões do País: Sudeste, com 55,4% das unidades; Sul, 19,5%; Nordeste, 14,7%; Centro-Oeste, 5,8%; e Norte, 4,6%.

Projeções

De acordo com a Abraciclo, a produção de bicicletas deve ter um aumento de 10,8% em 2019, chegando a 857.000 unidades.  

Segundo Gazola, a expectativa está baseada nas mudanças e implantação de novas medidas na economia, que podem ocorrer com o novo governo, além da continuidade dos lançamentos de bicicletas de maior valor agregado.

De acordo com o executivo, o mercado percebe e responde positivamente à melhoria contínua da tecnologia, qualidade e gama de oferta dos produtos e marcas nacionais, que têm preços mais acessíveis aos consumidores.

“Com a redução do endividamento das famílias, devem ser retomadas as compras planejadas, tendo, ainda, o apoio do varejo na oferta de crédito mais acessível. Esses fatores podem levar a uma aceleração da demanda já no primeiro semestre do ano”, finalizou.