Protestos na Espanha têm noite mais violenta

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Os protestos na Espanha produziram a noite mais violenta dos últimos dias, em Barcelona, informa a Agência de Notícias Portuguesa, RTP. Os confrontos entre manifestantes e a polícia provocaram 152 feridos na capital catalã. Alguns são policiais, atingidos por todo o tipo de objectos.

Hoje (19), Quim Torra, chefe do governo regional catalão pediu ao primeiro-ministro espanhol interino, Pedro Sánchez, uma data para “conversações e negociações imediatas”. O objetivo é encontrar uma solução pacífica.

Torra também se posicionou contra a agressividade nos protestos: “A violência não é nossa bandeira”.

Este é o quinto dia de manifestação. O protesto é contra a decisão da Suprema Corte da Espanha, que condenou a prisão os principais líderes políticos da Catalunha, por terem atuado na tentativa de independência da região.

Forças policiais são atingidas por objetos lançados por manifestantes
(Fotomovimiento/Fotos Públicas)

*com informações da RTP

Protestos na Espanha levam milhares às ruas

Por RTP

Estudantes contra a condenação de nove líderes separatistas da Catalunha tomou as ruas de Barcelona (Xavi Ariza/Fotomovimiento/Fotos Públicas)


Lojas vandalizadas, caixotes do lixo e carros em chamas, confrontos com a polícia e agressões entre grupos de extrema-direita e manifestantes antifascistas. Foi assim a quarta noite consecutiva de protestos na Catalunha, com mais incidência em Barcelona. Esta sexta-feira (18), os protestos já levaram à interrupção de várias estradas e ao cancelamento de voos. Em dia de greve geral, espera-se que esta sexta-feira ocorra a maior manifestação dos últimos anos a favor da independência na região.

A tarde de quinta-feira (17) passou sem grandes incidentes, mas no início da noite e ao longo da madrugada o ambiente se agravou, com intensos confrontos entre a polícia e os manifestantes.

Houve vários carros incendiados, confrontos com a polícia e agressões entre manifestantes durante a noite. 
 
A condenação pela justiça de líderes que lutam pela independência foi o motivo para a onda de manifestações violentas.

Cortes de estradas e voos cancelados

Esta sexta-feira está também marcada por cortes de autoestradas e várias vias na Catalunha, entre as quais a N2, próximo da fronteira entre Espanha e a França, informou o Ministério do Fomento.

Na cidade de Barcelona várias vias foram já parcialmente fechadas à circulação por causa das manifestações que se vão prolongar durante todo o dia.

Pelo menos 100 pessoas foram detidas e quase 200 agentes da polícia ficaram feridos desde o início dos protestos.

O caos também se instalou no aeroporto de Barcelona, com mais de meia centena de voos cancelados devido à greve geral.

Segundo as autoridades (Guardia Urbana), o trânsito vai ser restrito na Avenida Meridiana e a Ronda del Litoral, assim como numa das entradas de Barcelona, em Lobregat.

Há pouca disponbilidade de ônibus e trens, que estão funcionando precariamente. 

Protestos na Espanha fecham aeroporto e deixam feridos

Por RTP

Protesto contra a condenação de nove líderes separatistas da Catalunha tomou as ruas de Barcelona (Fotomovimiento/Fotos Públicas)


O governo espanhol emitiu, no final na noite de terça-feira (15), comunicado informando que “houve violência generalizada em todos os protestos” contra as penas de prisão aplicadas aos líderes que lutam pela independência da Catalunha. Até agora já foram detidas mais de 50 pessoas e dezenas de agentes das forças policiais ficaram feridos.

O executivo espanhol acredita que os distúrbios até agora causados não são fruto de “um movimento pacífico dos cidadãos, mas sim da coordenação de grupos que utilizam a violência nas ruas para perturbar a convivência na Catalunha”.

“Uma minoria quer impor a violência nas ruas das cidades catalãs”, disse o governo, referindo-se especialmente Barcelona, Tarragona, Girona e Lleida, onde “grupos de manifestantes atacaram a sede das subdelegações”.

Prisões

O Supremo Tribunal de Espanha condenou, na segunda-feira (14), os líderes que tentaram declarar a independência da região em 2017 a penas de prisão de até 13 anos.

O ex-vice-presidente da Generalitat, Oriol Junqueras, foi condenado, por unanimidade, a 13 anos de cadeia por delito de sedição e má gestão de fundos públicos, os ex-conselheiros da Jordi Turull (ex-conselheiro da presidência), Raul Romeva (ex-conselheiro do Trabalho) e Dolors Bassa (ex-conselheira para as Relações Exteriores) também foram condenados.

As condenações de líderes independentistas são consideradas “inaceitáveis” pela Assembleia Nacional Catalã (ANC).

Perante os protestos, o governo valorizou o trabalho das forças de segurança e destacou de forma positiva a coordenação e trabalho conjunto entre “os integrantes de esquadra, a Polícia Nacional e a Guarda Civil”.

Balanço

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O balanço provisório dos incidentes desde a noite de terça-feira até ao momento aponta para pelo menos 54 pessoas feridas, alguns delas com fraturas e lesões consideráveis, e 18 policiais nacionais com ferimentos leves.

Pelo menos 29 pessoas foram detidas em Barcelona, 14 em Tarragona e outras oito em Lleida.

Em Barcelona houve mais de uma centena de barricadas incendiadas e, hoje de manhã (16), destroços apareceram nas ruas da cidade.

Também a circulação de trens de alta velocidade entre Barcelona e Girona se encontra interrompida. O serviço encontra-se suspenso devido a um ato de sabotagem, com o corte intencional das linhas de fibra óptica, que está afetando o sistema de comunicações da linha ferroviária.

ados a 12 anos por delitos de sedição e má gestão, o antigo titular do cargo de conselheiro do Interior, Joaquim Forn e Josep Rull (Território) foram condenados a 10 anos de cadeia e Jordi Cuixart, responsável pela instituição Òmnium Cultural, foi condenado a nove anos de prisão por sedição.