Fortes chuvas causam destruição e mortes na Alemanha

(Deutsche Welle/Reprodução)

Fortes chuvas e enchentes deixaram ao menos 20 mortos e dezenas de desaparecidos no oeste da Alemanha, informou a polícia nesta quinta-feira (15/07). Os estados da Renânia do Norte-Vestfália e da Renânia-Palatinado foram os mais afetados. 

A situação é particularmente grave no pequeno município de Schuld, na Renânia-Palatinado. Entre 50 e 70 pessoas estavam desaparecidas na cidade na manhã desta quinta-feira. Seis casas desabaram durante a noite com a força das águas, e outras dezenas estão em risco. As autoridades locais decretaram estado de catástrofe.

Todo o distrito administrativo de Ahrweiler, onde fica Schuld, foi afetado pelas chuvas, e cinco mortes foram registradas na região. Várias localidades ficaram isoladas devido às enchentes. Cerca de 50 pessoas refugiadas sobre telhados ainda aguardavam resgate na manhã desta quinta.

A polícia disponibilizou um número de telefone de emergência para o registro de desaparecidos e pediu que moradores enviassem vídeos e fotos que pudessem auxiliar nas buscas. Helicópteros foram acionados para os trabalhos de resgate. Cerca de 200 soldados também ajudam nas operações.

Autoridades pediram que as pessoas ficassem em casa sempre que possível e, se necessário, permanecessem em andares mais altos das residências, alertando que a situação é muito séria.

“Nunca tínhamos visto uma catástrofe assim. É realmente devastador”, afirmou a governadora da Renânia-Palatinado, Malu Dreyer. Ela agradeceu a todos os socorristas por seu empenho.

No estado vizinho da Renânia do Norte-Vestfália, dois bombeiros morreram durante trabalhos de resgate nas cidades de Altena e Werdohl. Em Solingen e no distrito de Unna, dois homens, de 82 e 77 anos, morreram em porões alagados. Em Colônia, duas pessoas também foram encontradas mortas em seus porões. Outra morte foi registrada em Rheinbach, perto de Bonn.

No distrito administrativo de Euskirchen, no sul do estado, ouve ao menos oito mortes. Algumas localidades estão isoladas, e as comunicações foram afetadas, incluindo o número de emergência dos bombeiros. Autoridades informaram que operações de resgate seguem em curso. 

Também foram bastante atingidas as cidades de Hagen – assolada pela enchente do rio Volme, um afluente do Ruhr – e Wuppertal, onde uma represa transbordou. Nos arredores de outra barragem, de Bevertal, mais de mil pessoas tiveram que deixar suas casas. 

Várias regiões também foram afetadas por quedas de energia. A operadora Westnetz afirmou que ao menos 200 mil pessoas estavam sem luz na Renânia do Norte-Vestfália e na Renânia-Palatinado na manhã desta quinta.

A situação é tão catastrófica que a empresa ferroviária Deutsche Bahn aconselhou viajantes a evitarem a Renânia do Norte-Vestfália. Rodovias também foram afetadas.

A chuva parou na manhã desta quinta-feira, e em muitos locais começaram os trabalhos de limpeza. De acordo com o Serviço Meteorológico Alemão (DWD, na sigla em alemão), o clima permanecerá instável nos próximos dias, com mais chuvas e tempestades.

Por Deutsche Welle
lf/as (DPA, AFP, ARD)

Chuva deixa morros de Santos em ‘Estado de Atenção’

(Arquivo/Leandro Frota/Pref. de Santos)

As chuvas dos últimos dias fizeram com que a Prefeitura de Santos colocasse os morros da cidade em ‘Estado de Atenção’ para escorregamento de encostas. Segundo o município, nas últimas 72 horas a chuva provocou um acumulado pluviométrico de 105,2 mm.

Em comunicado divulgado hoje (21) pela prefeitura, a Defesa Civil alerta que a “quantidade de água deixou o solo bastante encharcado, com risco de escorregamentos”.

Apesar do estado de atenção, até o momento não houve registro de ocorrência.

Só neste mês, Santos acumula 268,6mm em volume de chuvas, “quantidade maior que a média esperada para o mês, baseada nos 25 anos anteriores, que é de 218,4 mm”, explica o comunicado.

Um alerta da Defesa Civil Estadual, emitido ontem (20), aponta para a possibilidade de chuva forte no litoral paulista até sexta-feira (23).

Chuva forte coloca regiões da cidade de SP em estado de atenção

A chuva forte que atingiu nesta terça-feira(30) a cidade de São Paulo colocou diversos bairros da capital paulista em estado de atenção para alagamentos.

De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Prefeitura de São Paulo, as regiões Sul, Sudeste e Oeste, além da Marginal Pinheiros, foram classificadas em estado de atenção para alagamentos desde as 15h30, e a Zona Leste, desde as 16h12. O alerta foi encerrado às 16h30.

Em bairros da capital, como Sapopemba, na Zona Leste, e Saúde, na Zona Sul, e em cidades da região metropolitana, como Cotia e Taboão da Serra, choveu granizo por alguns minutos.

Alagamentos foram registrados em São Bernardo do Campo, o centro da cidade, ficou completamente tomada pela água.

Na capital, o CGE registrou dois pontos de alagamento transitáveis, no centro da cidade.

Previsão do tempo

As chuvas desta terça vieram do interior do estado e se formaram pelo calor e a atuação da brisa marítima, reforçadas pela chegada de uma frente fria originária da região Sul do país.

Na segunda-feira (29), também houve tempestade de granizo na Grande São Paulo, nas cidades de Mogi das Cruzes e Mauá.

Chuva derruba 28 árvores e provoca enchente

Chuva na região de Taboão da Serra, na Grande São Paulo (Viação Pirajuçara/Reprodução)

A chuva que atingiu a região metropolitana de São Paulo, na tarde de hoje (28), provocou ao menos 28 quedas de árvores, segundo números divulgados pelo Corpo de Bombeiros. Além destes chamados, a corporação registrou também duas ocorrências de enchente, mas sem vítimas.

O temporal começou a se formar no começo da tarde. Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), às 14h30 a região da Marginal Pinheiros e a zona sul foram colocadas em estágio de atenção para alagamentos.

No decorrer da tarde, outras áreas da Capital e da região Metropolitana foram atingidas pela chuva, incluindo a Marginal Tietê. Na região de Taboão da Serra, fotos postadas nas redes sociais mostravam ruas encobertas por enxurrada. Antes do começo da noite, todas as regiões estavam livres do risco de alagamentos.

“As áreas de chuva que atingiram a Capital paulista durante a tarde se afastam em direção ao litoral sul, restando apenas chuva com fraca intensidade”, informou o CGE, em nota.

Previsão do tempo

Segundo o CGE, a primeira quinzena de março será de muita chuva na Capital e na região metropolitana. “Historicamente é um mês chuvoso e geralmente fecha a temporada de verão com precipitação acima da média, que é de 176,0mm. Em 2020, março registrou um déficit de chuva com apenas 86,0mm de média”, informa.

Ainda segundo os meteorologistas do órgão, a previsão para esta semana é de temperaturas amenas na madrugada, com possiblidade de chuva durante a tarde, que pode ser de forte intensidade. Há riscos de alagamentos, principalmente no começo da noite. Nesta segunda-feira (1), os termômetros devem marcar temperatura máxima de 28ºC.

São Paulo entra em estado de atenção para alagamentos

A chuva forte que atinge a cidade de São Paulo nesta quarta-feira (24) deixou todas as regiões da capital em estado de atenção para alagamentos, de acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), órgão da Prefeitura de São Paulo.

Segundo o CGE, novo pontos de alagamentos foram registrados na cidade até 14h55.

No Ipiranga, na Zona Sul da capital, o Córrego Ipiranga entrou em iminência de transbordamento.

De acordo com o CGE, áreas de instabilidade vindas da região de Itapecerica da Serra e Juquitiba causaram chuva moderada na Zona Sul, nas subprefeituras de M Boi Mirim, Campo Limpo e Santo Amaro, com potencial para alagamentos e rajadas de vento.

Regiões em estado de atenção

Zona Oeste, desde às 13h37
Zona Sudeste, desde à 13h37
Zona Leste, desde às 13h37
Centro, desde às 13h37
Zona Sul, desde às 13h
Marginal Pinheiros, desde às 13h
Zona Norte, às 14h35
Marginal Tietê, às 14h35

Menino de 5 anos morre soterrado após chuvas em Minas

(Corpo de Bombeiros de MG/via Agência Brasil)

Bombeiros de Minas Gerais encontraram, na manhã de hoje (22), o corpo do menino de 5 anos que foi soterrado pelos escombros de sua casa, atingida por um deslizamento de terra causado pelas fortes chuvas que ocorreram em Santa Maria de Itabira, no último fim de semana.

O garoto estava em casa, com seus pais, quando o imóvel foi atingido por um barranco. Os pais conseguiram deixar o local, mas o menino, que estava em outro cômodo, não teve a mesma sorte.

Agora, chega a seis o número de pessoas que perderam as vidas devido às consequências das chuvas que ocorreram com mais intensidade entre sexta-feira (19) e ontem (21), na cidade. As identidades das vítimas não foram divulgadas por órgãos oficiais.

Segundo a Coordenadoria de Defesa Civil de Minas Gerais, o estado contabiliza 20 mortes desde outubro de 2020, quando teve início o período chuvoso.

Por Alex Rodrigues, da Agência Brasil 

Chuva: Bombeiros encontram família soterrada em Minas

Bombeiros de Minas Gerais localizaram, esta madrugada, os corpos de mais três pessoas soterradas sob casas atingidas por deslizamentos de terra causados pelas fortes chuvas que atingiram a cidade de Santa Maria de Itabira, na região central do estado, a cerca de 150 quilômetros de Belo Horizonte.

As identidades das vítimas não foram divulgadas por órgãos oficiais, mas, segundo a imprensa local, trata-se de um homem e de duas filhas dele, cujas idades também não foram confirmadas.

Os efeitos das chuvas já causaram cinco mortes na cidade. Equipes do Corpo de Bombeiros tentam localizar uma criança de cinco anos, desaparecida desde ontem (21). De acordo com o relato de parentes do garoto, ele estava em casa, com o restante da família, quando um barranco atingiu o imóvel.

As chuvas do último fim de semana também causaram danos que a prefeitura e o governo estadual ainda estão contabilizando. Segundo a secretária municipal de Assistência Social, Márcia Aparecida Lage, o fornecimento de água e de energia elétrica foi afetado, pontes estão interditadas e os acessos a ao menos uma comunidade quilombola foi bloqueado.

Ainda de acordo com a secretária, com a maior escola da cidade alagada, abrigos tiveram que ser improvisados em duas igrejas e em um outro colégio. A secretaria e a Defesa Civil municipal ainda estão contabilizando o número de desabrigados e desalojados.

“Ao longo dos anos, nunca precisamos abrigar tanta gente como dessa vez. O último episódio de uma chuva tão forte ocorreu em 1979, mas em proporções bem menores”, disse Márcia à Agência Brasil. Segundo ela, a chuva parou durante a noite, permitindo que o nível do Rio Girau, que corta o município, baixasse.

Governador

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, esteve na cidade neste domingo (21). Ele acompanhou o trabalho da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros. Após conversar com moradores e autoridades municipais, Zema garantiu ajuda para a cidade e assistência às pessoas diretamente afetadas.

“Já conversamos com o prefeito e daremos total apoio a ele. A Defesa Civil já está enviando material de limpeza e ajuda para aqueles que foram atingidos. E a prefeitura com certeza deve estar decretando situação de calamidade pública e isso vai permitir que o governo federal envie ajuda para que ela recupere toda a infraestrutura municipal que foi afetada, ruas, pavimentação, pontes”, disse o governador.

“Conversando com o prefeito, ele me disse que a última situação semelhante aconteceu há 42 anos. Então, realmente é algo que não é comum aqui na cidade, um volume de chuvas tão intenso em tão curto intervalo de tempo”, disse Zema.

Por Alex Rodrigues, da Agência Brasil

Chuva alaga cidade mineira e provoca deslizamentos

(Corpo de Bombeiros de MG/Reprodução)

As fortes chuvas que ocorreram neste fim de semana em Santa Maria de Itabira, a cerca de 130 quilômetros de Belo Horizonte (MG), provocaram alagamentos e desmoronamentos na cidade. Várias casas estão debaixo d’água devido ao transbordamento do Rio Girau e moradores foram soterrados após o deslizamento de um barranco. Estradas e vias no município estão interditadas.

Em mensagem nas redes sociais, o governador do estado, Romeu Zema, informou que o governo enviou helicópteros para ajudar nos trabalhos de resgate e um caminhão com ajuda humanitária (colchões e kits de higiene). “Nossa solidariedade a todos que vêm sofrendo com as chuvas em Minas. O estado dará suporte a todas prefeituras e população que necessitem de ajuda”, escreveu.

A prefeitura de Itabira, cidade vizinha, também colocou as escolas à disposição para abrigar e fornecer alimentação aos moradores e deverá enviar caminhões-pipa para ajudar no abastecimento à população. As autoridades também estão se mobilizando para recolher donativos.

Desde o carnaval, a situação vem sendo monitorada pela Defesa Civil de Santa Maria de Itabira e a previsão já era de chuvas mais intensas para o fim de semana.

Para os próximos dias, são esperadas pancadas de chuvas e chuvas isoladas, de acordo com o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O Instituto Nacional de Meteorologia também emitiu alerta de perigo para várias regiões de Minas Gerais.

Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil 

Chuva provoca alagamentos e queda de árvores

Chuva na região da Marginal Tietê (Redação/SP Agora)

A chuva forte que atingiu a Capital Paulista durante a tarde de hoje (17) provocou alagamentos e queda de árvores. O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE-SP), identificou, por meio de radares meteorológicos, chuva forte em vários pontos.

No Campo Limpo, zona sul, o caso mais grave ocorreu no entorno do córrego Morro do S, que levou a CGE a colocar a região em estágio de alerta.

Áreas de instabilidade criaram condições de alagamentos em todas as regiões de São Paulo. “Novas áreas de chuvas que atuam no interior se deslocam para a Capital paulista deixando o tempo instável nas próximas horas. Há condição para rajadas de vento e alagamentos”, informa o órgão.

Segundo o Corpo de Bombeiros, até às 18h15 13 ocorrências foram registradas sobre queda de árvores. A corporação recebeu também cinco chamados para enchentes. Houve relato de falta de energia na zona norte da capital.

(Viação Pirajuçara/Reprodução)

No limite entre São Paulo e Taboão da Serra, houve alagamento na Estrada Kizaemon Takeuti e Estrada do Campo Limpo, segunda a Viação Pirajuçara. Por uma rede social, a empresa informou que a chuva provocou atrasos em linhas de ônibus.

Previsão

“A quinta-feira (18) terá sol entre nuvens e temperatura em elevação. Entre a tarde e a noite, o calor gera áreas de instabilidade que provocam pancadas de chuva de forma isolada, porém com até forte intensidade e acompanhadas de trovoadas e rajadas de vento. Há potencial para formação de alagamentos. Os termômetros oscilam entre 20°C na madrugada e 30°C no início da tarde”, sinaliza o CGE.

Chuva forte pode provocar alagamentos, alerta CGE

Nuvens carregadas na zona norte, por volta de 16h30 (Nivaldo Lima/SP Agora)

A chuva que se aproximou da grande São Paulo hoje (10), no fim da tarde, e avançou pela Capital, pela zona norte da cidade, chegou com potencial de provocar enchentes. Por volta de 16h, o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE-SP) colocou a região em estágio de atenção para alagamentos.

Segundo o órgão, as áreas de instabilidade atingiram forte intensidade sobre os municípios de Francisco Morato, Franco da Rocha e Mairiporã.

“Imagens do radar meteorológico do CGE da Prefeitura de São Paulo mostram chuva moderada e forte, atuando na Zona Norte, na subprefeitura de Jaçanã/Tremembé”, indicou.

Os meteorologistas do CGE informaram que há previsão de chuva forte até o início da noite. O temporal pode vir acompanhado de ventos fortes, raios e alagamentos.

Corpo de Bombeiros

O Corpo de Bombeiros informou ter registrado cinco ocorrências de enchentes, de zero hora de hoje (10) até às 17h. Quatro chamados foram na cidade de Caieiras e um no bairro de Perus, na Capital. Houve ainda registro de um desabamento em Caieiras e 10 quedas de árvores na grande São Paulo.