O que esperar da venda de imóveis em SP durante a pandemia

(Foto:Pixabay)

Morar em São Paulo é o sonho de muitos brasileiros que não resistem a ideia de morar na maior metrópole do país, esperando ter mais oportunidades de vida numa cidade tão gigante. Também existem aquelas pessoas que já moram há muito tempo na capital paulista, mas que ainda não possuem uma casa própria, um lugar para chamar de seu. Para o último grupo, adquirir o primeiro imóvel próprio com certeza é um grande passo. Mas, para todos os que estavam até pouco tempo atentos as casas à venda em SP, esse projeto pareceu um pouco menos real com a eclosão recente da pandemia do Coronavírus.

As pessoas não sabem o que esperar diante desse cenário de incerteza, afinal, nós não sabemos ainda como será a nossa vida nos próximo meses ou até mesmo no próximo ano. Assumir um compromisso de longo prazo agora parece um pouco arriscado para as pessoas, já que as obras dos prédios podem parar, os investimentos podem cessar, dentre outras coisas. Se algo desse tipo acontecer fatalmente a pessoa ficará sem o seu capital, que pode ser imprescindível para ela num momento como esse. Realmente a situação é muito delicada e complexa. Por exemplo, se alguém comprar um dos terrenos à venda em SP, caso a pessoa precise vender rapidamente, as suas chances serão mínimas.

Essa pandemia e a sua consequente quarentena abalou muito a estrutura da nossa sociedade em todos os âmbitos, econômico, cultural, social e muitos outros. Assim, o mercado imobiliário sentiu um grande baque com toda essa situação, sendo natural que seja assim quando o mundo inteiro praticamente parou por conta do vírus. Foi pensando nisso que a nossa equipe preparou esse artigo falando sobre as possibilidades da venda de imóveis em São Paulo durante a pandemia. Para você que estava prestes a assinar um contrato ou ainda estava no começo das negociações, esse post pode ser perfeito para você. Portanto, leia-o até o fim.

Estagnação da recuperação do mercado

São Paulo é uma cidade gigante com muito potencial imobiliário, tendo muito o que crescer ainda. Com uma economia e uma indústria pujante, além de uma atividade financeira poderosa, faz com que as construções sirvam como meio direto e indireto de seu desenvolvimento. Muitas casas são construídas para os trabalhadores, além de lugares para novas empresas, por isso que o mercado de imóveis contribui muito para a cidade. É importante lembrar também que a construção civil emprega milhares de pessoas em São Paulo todos os anos.

Nos últimos cinco anos o mercado vinha registrando uma queda das atividades, no entanto, em contrapartida de antes que só vinha crescendo com números significativos. Isso foi fruto da crise econômica e política em que o nosso país se instalou, que fez com que o mercado brasileiro perdesse cada vez mais a sua força. Mas, depois da eleição política de 2018, o ramo imobiliário paulista começou a registrar uma melhora nos seus números. Nada muito grande, mas mesmo assim bastante significativo, sendo que representava o início da recuperação no mercado de imóveis.

Esse ano de 2020 pareceu ser o ano em que o mercado começaria a se recuperar para valer, assim afirmavam os especialistas, pelo menos. Com uma melhora na renda e na confiança do consumidor, sendo que pequenos investidores podiam se dar bem investindo o capital em fundos imobiliários ou em ações de shoppings e incorporadoras, parecia que as coisas finalmente iam começar a dar certo. Contrariando a expectativa dos especialistas, todavia, o coronavírus chegou e desacelerou tudo.

O preço médio do aluguel cresceu um pouco nesse último período, sendo importante a informação porque ele é mais suscetível a mudanças na economia do que o preço médio de venda, assim ele demonstrou uma muito esperada aceleração do mercado. No ano passado, o preço da locação subiu, feito que não acontecia no ramo desde o ano de 2013. Com o desconto da inflação, a alta verdadeira foi de 0,60% no ano, segundo o índice FipeZap.

Para os que estavam pensando em investir em imóveis em São Paulo, o momento antes da pandemia pareceu estar ficando favorável, com a recuperação gradual da economia, a queda do índice de desemprego, enfim, com o Brasil entrando de volta nos eixos. Entretanto, quando em janeiro o vírus começou a se espalhar pelo mundo inteiro, as nações ficaram em alerta, e além delas os seus investidores começaram a temer uma possível crise. Como já sabemos, entramos num período crítico em que muitos negócios pararam, sendo que a venda de imóveis foi muito afetada também.

Ponto Morto

Não será nada fácil o setor se recuperar dos efeitos que essa pandemia terá nos negócios. Segundo analistas, o PIB do setor imobiliário que tinha projeção para crescer no ano de 2020 2,9%, irá cair 3,9%, com perspectiva de poder ser ainda pior, levando em conta o tempo que permaneceremos paralisados. Temos que entender que o setor vem de uma crise que durou anos e só mostrava sinais de recuperação agora, o que causa dificuldades ainda maiores de se manter incólume na crise.

A Caixa Econômica Federal divulgou que irá disponibilizar 43 bilhões de linhas de crédito novas para os possíveis compradores, havendo período de carência para o pagamento de seis meses para as pessoas, sendo elas jurídicas ou físicas, além de outras medidas que podem ajudar a preencher o rombo do mercado e abrandar o desespero das imobiliárias e construtoras. Essa é uma das maneiras do ramo tentar permanecer de pé.

Mas o provável é que o mercado deve praticamente parar durante a pandemia, já que as pessoas não estão nem saindo mais de casa direito. Durante esse tempo, as imobiliárias tentarão bolar alguma estratégia para minimizar os danos causados nos negócios por conta da pandemia.

Para os que acompanharam o artigo falando das possibilidades existentes para a venda de imóveis durante a pandemia, fica aqui o convite para voltar ao nosso site e ler mais alguns dos nossos artigos. Você não irá se arrepender!

São Paulo confirma 428 mortes em 47 cidades

Imagem mostra o momento exato em que o Coronavírus ataca uma célula do corpo
(Débora F. Barreto Vieira/IOC/Fiocruz/via Fotos Públicas)

O Estado de São Paulo registrou nesta quarta-feira (8) um total de 428 óbitos pelo novo coronavírus. Somente no dia de hoje foram contabilizadas 57 novas mortes. Além disso, SP também soma 6.708 casos confirmados para a doença.

Agora, já são 136 municípios do Estado com pelo menos um caso confirmado da doença. (confira abaixo a relação de casos e óbitos).

Entre o total de óbitos são 249 entre homens e 179 mulheres. Os casos fatais continuam concentrados em pacientes com 60 anos ou mais, totalizando 68,1% das mortes.

Confira abaixo a relação de casos e óbitos confirmados por município.

MunicípiosConfirmadosóbitos
ÁGUAS DE LINDÓIA11
AGUDOS11
AMERICANA32
ARAÇATUBA12
ARARAQUARA5
ARARAS2
ARUJÁ81
ASSIS2
ATIBAIA9
AVARÉ1
BADY BASSITT1
BARRETOS4
BARUERI412
BATATAIS1
BAURU81
BEBEDOURO2
BIRIGUI2
BOITUVA2
BOTUCATU91
BRAGANÇA PAULISTA162
BRODOWSKI2
CAÇAPAVA2
CACHOEIRA PAULISTA1
CAIEIRAS314
CAJAMAR3
CAMPINAS725
CARAGUATATUBA21
CARAPICUÍBA202
CATANDUVA11
CEDRAL1
COTIA463
CRAVINHOS21
DIADEMA461
DRACENA11
EMBU DAS ARTES271
EMBU-GUAÇU2
FERRAZ DE VASCONCELOS26
FRANCA2
FRANCISCO MORATO91
FRANCO DA ROCHA161
GUARARAPES3
GUARAREMA2
GUARUJÁ6
GUARULHOS1197
HORTOLÂNDIA2
IBIÚNA1
ILHA COMPRIDA6
INDAIATUBA3
IRACEMÁPOLIS1
ITANHAÉM2
ITAPECERICA DA SERRA201
ITAPETININGA1
ITAPEVI132
ITAPIRA1
ITAQUAQUECETUBA20
ITARARÉ1
ITATIBA11
ITU1
ITUPEVA1
JABOTICABAL41
JACAREÍ1
JAGUARIÚNA1
JALES1
JANDIRA3
JAÚ1
JOANOPÓLIS1
JOSÉ BONIFACIO2
JUNDIAÍ111
LARANJAL PAULISTA21
LENÇÓIS PAULISTA2
LIMEIRA2
LOUVEIRA1
MAIRIPORÃ72
MARÍLIA2
MATÃO2
MAUÁ32
MIRASSOL3
MOCOCA1
MOGI DAS CRUZES30
MOGI GUAÇU21
MONTE ALTO1
NOVA ODESSA11
OLÍMPIA2
ORLÂNDIA2
OSASCO996
PARIQUERA-AÇU2
PAULÍNIA2
PENÁPOLIS11
PERUÍBE3
PINDAMONHANGABA1
PINDORAMA1
PIRACICABA12
PIRAJUÍ1
POÁ71
PRAIA GRANDE12
PRESIDENTE PRUDENTE1
PRESIDENTE VENCESLAU21
PROMISSÃO1
RIBEIRÃO PIRES12
RIBEIRÃO PRETO363
RIO CLARO3
RIO GRANDE DA SERRA4
SALTO2
SALTO DE PIRAPORA2
SANTA BRANCA21
SANTA CRUZ DO RIO PARDO1
SANTA ISABEL1
SANTANA DE PARNAÍBA29
SANTO ANDRÉ1133
SANTOS1093
SÃO BERNARDO DO CAMPO1477
SÃO CAETANO DO SUL571
SÃO CARLOS1
SÃO JOSÉ DO RIO PARDO1
SÃO JOSÉ DO RIO PRETO361
SÃO JOSÉ DOS CAMPOS77
SÃO MANUEL1
SÃO PAULO4947339
SÃO PEDRO1
SÃO ROQUE2
SÃO SEBASTIÃO31
SÃO VICENTE11
SERTÃOZINHO1
SOROCABA132
SUMARÉ2
SUZANO161
TABOÃO DA SERRA594
TANABI1
TATUÍ2
TAUBATÉ5
TERRA ROXA1
VALINHOS4
VARGEM GRANDE PAULISTA52
VINHEDO2
VOTORANTIM2
VOTUPORANGA3
OUTRO PAÍS40
OUTRO ESTADO41
IGNORADO5
Total Geral6708428

Dados atualizados em 08/04 – 19h07

*Com informações da Secretaria Estadual de Saúde

Cidades do ABC compram 1 milhão de testes de Covid-19

(Arquivo/Michael Schwenk/Fotos Públicas)

O Consórcio Intermunicipal Grande ABC, que reúne prefeitos da região, anunciou a compra de 1 milhão de kits para testes de covid-19. A remessa será dividida proporcionalmente, conforme o total de habitantes, entre os municípios representados, que são: Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.

Em nota, a entidade destaca que a aquisição permitirá aplicar os testes em 36% da população da região. A previsão é de que a compra seja feita até o fim da semana, de modo que o material esteja disponível até a segunda quinzena de abril. Com um custo de US$ 0,80 por kit, o valor estimado da compra é R$ 4,8 milhões e será coberto por recursos do Fundo Municipal de Saúde.

Outra decisão tomada é o lançamento de um programa emergencial de combate à fome nos sete municípios, que deverá ocorrer ainda esta semana. Ao todo, serão distribuídas 20 mil cestas básicas e kits de higiene. A medida foi sugerida após os prefeitos avaliarem que “a ajuda financeira do governo federal será insuficiente para atender a todas as pessoas”. Atualmente, cerca de 80 mil famílias da região estão cadastradas no Bolsa Família.

Diálogo com governo federal

O grupo de prefeitos também informou que irá remeter um documento ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em que pede orientações sobre quais procedimentos devem ser adotados frente à pandemia. O discurso do presidente Jair Bolsonaro, em defesa da suspensão das medidas de isolamento social, recomendadas por inúmeros especialistas, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS), tem preocupado os membros do consórcio. Os prefeitos reconhecem que “questionam se o governo federal assumirá também as responsabilidades no caso dessa determinação provocar mais óbitos”.

O consórcio também adianta que solicitará ao governo federal um estudo que lhes dê subsídio necessário para mensurar a capacidade de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), a fim de evitar o colapso da rede. A possibilidade de sobrecarga do SUS foi alertada pelo próprio ministro, no início da pandemia.

De acordo com balanço apresentado pelo Ministério da Saúde, até a tarde desta segunda-feira (30), o Brasil contabilizava 4.579 casos confirmados de covid-19. O total de mortes chega a 159. O sudeste concentra mais da metade (55%) das infecções pelo coronavírus, sendo que o estado de São Paulo responde por 1.517 dos registros e 113 óbitos.

Por Letycia Bond – Repórter da Agência Brasil

Com 58 mortes, Estado anuncia R$ 218 milhões para municípios

O governador de São Paulo, João Doria, anunciou hoje (26) o repasse de R$ 218 milhões para 80 municípios do estado com mais de 100 mil habitantes para ações que minimizem efeitos da pandemia do novo coronavírus. O repasse terá início no dia 3 de abril e não inclui a capital.

Para as cidades com menos de 100 mil habitantes, o governador disse que um novo valor de repasse deverá ser anunciado na próxima segunda-feira.

“O dinheiro deverá ser utilizado integralmente pelas prefeituras para mecanismos de controle e acompanhamento para ajudar no combate ao coronavírus e no atendimento a pessoas com vulnerabilidade social”, disse o governador, acrescentando que essas 80 cidades foram escolhidas para serem referência médico-hospitalar.

Outra medida anunciada hoje por Doria foi que a empresa GasBrasiliano, que distribui gás natural canalizado para a região noroeste do estado paulista, vai suspender o corte de gás por inadimplência de consumidores. A medida vale até 31 de maio.

Carta

O governador disse ainda que, após uma reunião por videonconferência realizada ontem com a presença de 26 governadores do país, será encaminhada uma carta ao presidente da República Jair Bolsonaro. Na carta, disse Doria, os governadores solicitam recursos ao governo federal. “A totalidade dos governadores do Brasil assinaram carta que está sendo encaminhada neste momento ao presidente Jair Bolsonaro com a solicitação de recursos para os estados para priorizar os micro e pequenos empreendedores e os mais vulneráveis, aqueles que precisam de ajuda e de proteção social neste momento”, falou Doria.

Na carta, os governadores elencam oito itens prioritários e pedem, entre eles, a suspensão, por 12 meses, do pagamento da dívida dos Estados com a União, a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e também das contraídas junto a organismos internacionais como Banco Mundial e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Eles também solicitam que o BNDES amplie a disponibilidade e o alongamento dos prazos e carências das operações de crédito direto e indireto para médias, pequenas e microempresas.

Os governadores pedem ainda a viabilização emergencial e substancial de recursos livres às Unidades Federadas e também a aprovação do Projeto de Lei Complementar 149/2019 (“Plano Mansueto”) e mudança no Regime de Recuperação Fiscal. Outros pedidos são a redução da meta de superávit primário do governo federal e a adoção de políticas emergências para mitigar os efeitos da crise sobre a população mais pobre, como a possibilidade de destinar uma renda básica de cidadania. Eles também pedem o apoio do governo federal para adquirirem equipamentos e insumos para a preparação de leitos e de assistência aos profissionais de saúde e a resolução imediata de impasses políticos e jurídicos que travam a liberação de recursos decorrentes das compensações pelas perdas com a Lei Kandir, além do pagamento de valores em atraso por parte da União.

Na carta, eles informam ao presidente que vão continuar seguindo as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e de cientistas e profissionais de saúde sobre a melhor forma para lidar com a pandemia.

Casos

São Paulo tem hoje 1052 casos confirmados para coronavírus, com 58 mortes e 84 pacientes internados em unidades de terapia intensiva. O Brasil tem 2.433 casos confirmados. “Se vocês se lembram bem, éramos (estado de São Paulo) praticamente 90% dos casos do Brasil e agora somos 30% dos casos, o que significa que existe expansão da epidemia e de forma acelerada”, disse José Henrique Germann, secretário estadual da Saúde.

“A epidemia tem dias de mais acréscimo e dias de menos acréscimo. Mas ela vem crescendo. O que mostra para nós, neste cenário que vemos hoje, é que as medidas de restrição de mobilidade vem sendo suficientes ou estão colaborando de forma bastante efetiva para que tenhamos 862 casos (casos confirmados no estado saltou no fim da tarde para 1052). Existe uma gradação. O que estamos fazendo não é isolamento. Estamos fazendo um distanciamento social. O próximo passo, se houver necessidade, será o isolamento domiciliar ou social. Se houver necessidade de apertar ainda mais esse cinto, será o lock dows, com uso da Força Policial para manter as pessoas em casa. Mas não estamos nessa situação ainda. Não sei se estaremos ou não. Mas se mantivermos os idosos em casa, teremos um comportamento da crise que talvez nos favoreça para não colapsar o sistema de saúde. Por isso enfatizo: fique em casa”, acrescentou o secretário.

Por Elaine Patrícia Cruz – Repórter da Agência Brasil

*Número de mortes atualizado às 18h50.

Estado anuncia situação de calamidade pública

Coletiva de imprensa sobre coronavírus

O governador do estado de São Paulo, João Doria, e o prefeito da capital, Bruno Covas, irão decretar calamidade pública para o estado e para a cidade de São Paulo. Com esse decreto, eles explicaram que ficará mais fácil tomar ações, eliminando as burocracias.

Os dois decretos serão publicados amanhã (21) em Diário Oficial. “O objetivo dessa medida não é para gerar pânico ou pavor, mas gerar facilidade de ações do governo e dos 645 municípios do estado de São Paulo. O decreto já foi assinado e vai ser publicado amanhã”, disse o governador. “O decreto simplifica o processo de compras e de contratações de serviços essenciais, tirando qualquer burocracia, e protege gestores públicos dessas medidas dando mais agilidade ao governo neste momento”, acrescentou.

“O Diário Oficial de amanhã terá o decreto, assinado por mim, do reconhecimento de calamidade pública na cidade de São Paulo. Isso permite ao governo municipal uma série de agilidades para tomar decisões e efetivar as decisões tomadas pelo secretariado, que tem se reunido diariamente”, acrescentou o prefeito de São Paulo.



“Esta é uma guerra. É o pior momento da história do país desde a Segunda Guerra Mundial. O epicentro é São Paulo, mas ela atinge todo o país”, destacou Doria. “Todo dia é dia de agonia e de dificuldades, mas também de enfrentamento e decisões”, acrescentou o governador, que vem fazendo coletivas à imprensa diariamente. Segundo ele, nenhuma medida será tomada de forma precipitada, mas amparada em informações da área de Saúde e de Segurança Pública.

Doria falou que, na próxima segunda-feira (23), governadores de sete estados brasileiros vão se reunir, por teleconferência, para discutir novas ações relacionadas ao coronavírus.

Parques públicos

Outra medida anunciada hoje pelo prefeito e pelo governador foi o fechamento de parques públicos municipais e estaduais e das 102 unidades de conservação sob gestão estadual. Entre eles, serão fechados o Horto Florestal de Campos de Jordão, o Parque Ibirapuera e o Zoológico de São Paulo. A medida tem início amanhã, nos parques municipais, e na segunda-feira (23), nas unidades estaduais, e vale até 30 de abril.

“Determinamos, a partir de amanhã, o fechamento de todos os parques municipais na cidade de São Paulo. Imaginem o que é para um prefeito ter que determinar fechamento de um parque como o Ibirapuera, cartão-postal de São Paulo. Só que os parques reúnem em torno de 200 mil pessoas por semana na cidade. E observamos, nos últimos três dias, crescimento na frequência desses parques. A Vigilância Sanitária, que era contrária ao fechamento dos parques por serem ao ar livre, acabou recomendando isso à prefeitura, de forma que os 107 parques municipais como o do Carmo, do Ibirapuera e Trianon, passarão a estar fechados a partir de amanhã”, disse Bruno Covas.

Também serão fechados, a partir de segunda-feira, equipamentos esportivos como o Complexo do Ibirapuera, e as unidades do Poupatempo, Detran e Junta Comercial, que só funcionarão por meio online, email ou telefone, inclusive plantões. Os cursos presenciais de qualificação dos programas Via Rápida e Novotec também serão suspensos até 30 de abril.

O governador anunciou ainda que as oficinas de manutenção de automóveis vão continuar funcionando para atender, entre outras coisas, ambulâncias, motocicletas de entregas (delivery), veículos policiais e de segurança privada. Mas as revendedoras de veículos serão fechadas. A medida, segundo ele, vale para todo o estado.

Abastecimento

Doria negou que vá ocorrer desabastecimento no estado de São Paulo. “Estamos seguros de que não haverá desabastecimento”, disse, lembrando que foi montado um comitê executivo com fornecedores de insumos da área de alimentos, produtos de higiene, de limpeza, além de representantes do agronegócio, para discutir a questão de abastecimento. “Não há necessidade de corrida a farmácias e supermercados. Não há perspectiva de desabastecimento. Comprem apenas aquilo que é necessário dentro do seu padrão e bom senso”, explicou o governador.

Leitos e testes

(Arquivo/Luiz Guadanoli/Prefeitura de São Paulo)

Bruno Covas disse que a cidade de São Paulo terá mais 490 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). “Vamos dobrar o número de UTIs. Eram 505. Vamos acrescentar mais 490 leitos. E vamos também transformar alguns equipamentos em verdadeiros hospitais, em leitos de menor complexidade. Serão 200 leitos de observação lá no estádio do Pacaembu, que devem ficar prontos em duas semanas, e mais 1,8 mil lá no [Complexo] do Anhembi. Serão, no total, mais 2 mil leitos de baixa complexidade”, enumerou o prefeito.

O governo de São Paulo informou que pode ainda disponibilizar outros leitos de hospitais que já estão prontos como os da cidade de Bauru, Caraguatatuba e de São Bernardo do Campo que precisariam de equipamentos e de recursos humanos.

Segundo o secretário estadual de Saúde, José Henrique Germann Ferreira, há hoje 286 casos confirmados de coronavírus no estado paulista, com cinco óbitos confirmados, além de 7.869 casos suspeitos. Do total de casos confirmados, 24 pacientes estão internados em UTI, todos em hospitais privados.

Germann disse ainda que o estado vai ampliar a capacidade para fazer a testagem de coronavírus. A partir de segunda-feira, o Instituto Butantan poderá fazer até mil testes por dia, além do Instituto Adolfo Lutz, duas unidades públicas.

A intenção, disse o infectologista David Uip, coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, é que o Instituto Butantan comece a fazer mais 2 mil testes por dia.

Uip disse ainda que há uma previsão inicial de que o pico de coronavírus no estado possa ocorrer entre abril e maio. “Provavelmente mais para o final de abril. Isso é uma previsão. Mas estamos tentando retardar e abaixar essa curva. Fazemos isso por meio dessa política de restrição de caminhos de pessoas”, destacou o especialista.

“A ideia da restrição [de pessoas nas ruas] é diminuir o número de infectados e, em segundo lugar, achatar a curva. Acredito que isso vai ser conseguido. Temos hoje uma restrição de idas e vindas de aproximadamente 60%, conforme informações da Vigilância Sanitária. E isso é muito importante. Conseguir retardar o pico não sobrecarrega o sistema de saúde”, completou o infectologista.

Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil 

Veja quem não terá que pagar conta de água em SP

Coletiva de imprensa

O Governador João Doria anunciou ontem (19), que a Sabesp suspenderá a cobrança da tarifa social de água para 506 mil famílias carentes em todo o Estado. A medida, que vale a partir de 1º de abril, tem o objetivo de combater o impacto econômico do novo coronavírus na economia popular.

“São as famílias de menor renda, as mais prejudicadas pela crise econômica. Essa tarifa não será cobrada em abril, maio e junho, exatamente das famílias mais vulneráveis no Estado de São Paulo”, afirmou Doria.



A Tarifa Social Residencial é destinada a residências unifamiliares, desempregados, habitações coletivas ou remoção de área de risco que atendam aos critérios definidos pelo comunicado tarifário.

Quem tem direito

(Arquivo)

Para usufruir do benefício, o cliente atende a uma série de critérios: possuir renda familiar de até três salários mínimos; morar em habitação subnormal com área útil de até 60 m²; consumo de energia de até 170 kWh mensais; não haver débitos para o imóvel; comprovar o enquadramento na tarifa social a cada 24 meses; consumo máximo de 15 metros cúbicos; demissão que não tenha ocorrido por justa causa.

*Com informações do Governo do Estado de São Paulo

Bombeiros encontram o 42º corpo em deslizamentos

Mais um corpo foi encontrado hoje (8) no sexto dia de buscas por pessoas que foram soterradas após deslizamentos ocorridos no temporal que atingiu a região da Baixada Santista, na noite da última segunda-feira (2). Com isso, já são 42 as vítimas encontradas sob os escombros.

Há ainda 36 desaparecidos. As buscas, neste domingo, ocorrem somente na cidade do Guarujá, pois não há mais desaparecidos em Santos e em São Vicente.

Segundo a Defesa Civil do Estado de São Paulo, a cidade do Guarujá, a mais atingida pelas chuvas, é a que concentra o maior número de vítimas: 31 mortos e 36 desaparecidos. Em Santos foram oito mortes e, em São Vicente, três. O número de desabrigados soma 329 pessoas no Guarujá e 185 em Santos.



Até este momento foram disponibilizadas 30,5 toneladas de materiais de ajuda humanitária para os municípios afetados. Além disso, foram disponibilizados equipamentos de proteção individual (luvas de raspa e capacetes) e baldes para o mutirão de voluntários que está atuando em apoio às equipes de salvamento no Guarujá. As equipes do Instituto Geológico e do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) reforçam as equipes técnicas municipais nas avaliações das áreas afetadas e no monitoramento do risco nos locais de buscas.

Desde ontem (7), também há 40 militares, sendo 30 do Exército e 10 da Aeronáutica, atuando no Guarujá para reforçar o trabalho de triagem de donativos e assistência, organizando os kitse ajudando na sua distribuição, além de reforçar a segurança na região.

Na última quarta-feira (4), o governador João Doria homologou os decretos municipais de situação de calamidade pública no Guarujá e de situação de emergência em Santos e em São Vicente. No dia seguinte, os decretos foram reconhecidos de forma sumária pelo governo federal, ou seja, antes mesmo que a solicitação do município fosse oficializada, e publicados no Diário Oficial da União.

Com essa medida, informou o Ministério de Desenvolvimento Regional (MDR), as localidades poderão ter acesso a recursos federais para ações de socorro, assistência, restabelecimento de serviços essenciais à população e reconstrução de estruturas públicas danificadas.

Por Elaine Patrícia Cruz – Repórter da Agência Brasil

40 vítimas: Mortes no litoral podem dobrar

(Governo do Estado de SP/Reprodução)

O número de mortes no litoral de São Paulo por causa de deslizamentos de terras podem dobrar até o fim das buscas. Na tarde de hoje, a Defesa Civil do Estado de São Paulo informou que 40 pessoas tiveram a morte confirmada e outras 40 ainda estão desaparecidas.

A tragédia na Baixada Santista teve início na madrugada da última terça-feira (3) quando uma forte chuva atingiu principalmente Guarujá, Santos e São Vicente. Nesses três municípios, desde então, não para de subir o número de vítimas fatais.

O Guarujá contabiliza, até agora, 29 mortes e 40 pessoas não localizadas. Já Santos registrou 8 mortes, enquanto que em São Vicente três pessoas perderam a vida. O número atual de desabrigados é de 253 em Guarujá e 185 em Santos. 

O estado disponibilizou 30,5 toneladas de materiais de ajuda humanitária aos municípios afetados, sendo: 15,6 toneladas (colchões, cobertores, cestas básicas, roupas, água sanitária, kits de limpeza, kits de higiene e água potável) para o depósito do Fundo Social de Santos de onde serão distribuídos, mediante solicitação, às defesas civis municipais; 11 toneladas para Guarujá; 2,9 toneladas para Peruíbe e 1 tonelada para Santos. 



Também foram disponibilizados equipamentos de proteção individual (luvas de raspa e capacetes) e baldes para o mutirão de voluntários que está atuando em apoio às equipes de salvamento em Guarujá.

Para o domingo (8), as condições de chuva começam a mudar um pouco, com a ocorrência de pancadas de intensidade fraca-moderada à tarde e à noite por toda a região. Apesar do aumento da intensidade, elas ocorrem de forma pontual e rápida, não excedendo os 5mm. Mesmo assim, permanece a atenção quanto a novos deslizamentos por conta do solo continuar úmido na região.

*Com informações da Agência Brasil 

Atividades comemoram o Dia Internacional da Mulher

(Valter Campanato/Agência Brasil)

Instituído em 1975 pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Dia Internacional da Mulher é comemorado no dia 8 de março em mais de 100 países. A ideia da criação do Dia da Mulher, no entanto, surgiu bem antes, entre o fim do século 19 e o início do século 20, após uma série de acontecimentos e lutas feministas por melhores condições de vida e trabalho e pelo direito de voto, nos Estados Unidos e na Europa.

Este ano, São Paulo programou um mês de atividades, na capital e no interior, para comemorar a data, com eventos em museus, bibliotecas, fábricas de cultura, oficinas culturais e instituições da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado. A SP Escola de Teatro também está com programação especial em homenagem à data.

As comemorações do Dia Internacional da Mulher na capital paulista, que já tiveram início, incluem eventos para todo tipo de público e serão realizadas em diversos locais, cobrindo todo o mês de março.

Atividades esportivas, como a Corrida da Mulher SP, também estão na agenda. A largada será neste domingo (8), às 7h, no Obelisco do Parque Ibirapuera.

Além da atividade esportiva, a programação inclui ações de saúde voltadas ao público feminino e concerto gratuito da Orquestra Jazz Sinfônica, apresentação das cantoras Fafá de Belém, Elba Ramalho, Anavitória, Bebé Salvego, Roberta Sá, Luiza Possi, Paula Lima, Leila Pinheiro e Cláudia Leitte.

Museus

A programação nos museus de São Paulo, intensa e diversificada, tem foco nas lutas e no dia a dia da mulher.

No Museu da Imagem e do Som (MIS), já está em cartaz a mostra Tilda Swinton, que apresentará até domingo (8) filmes em homenagem aos 60 anos da premiada atriz britânica, com destaque para os longas-metragens Suspíria – A Dança do Medo, de Luca Guadagnino, e Expresso do Amanhã, do diretor Bong Joon-hoo.

Uma das atrações do Museu do Futebol para este sábado (7) é a visita educativa As Revoluções e Evoluções da Mulher no Futebol e na Sociedade, às 10h e às 11h. No evento, o público é convidado a refletir sobre os espaços conquistados pelas mulheres na sociedade e no futebol. Às 14h, a atividade Respeita a Moça homenageia atletas e personalidades femininas que se destacaram em vários esportes e testa os conhecimentos dos participantes, instigando-os a descobrir mais sobre elas.



No domingo, às 14h, a ação Mulheres de Ouro desafia os conhecimentos dos visitantes sobre as conquistas das mulheres nos esportes. Também às 14h, o jogo da memória De Frente com o Futebol Feminino vai estimular o raciocínio dos jogadores, que devem descobrir qual atleta seu adversário esconde. 

Na Casa das Rosas, a atração de hoje, às 15h, é o Expresso Poesia, com o stand-up poético, com apresentação de Jarid Arraes, uma das principais representantes da literatura contemporânea, cordelista, poeta e escritora. Domingo, às 15h, a musicista, atriz e produtora cultural Mariana Per lança seu primeiro disco, Salmos, Axés e Aleluias, obra que reúne composições da escritora Conceição Evaristo musicadas por Renato Gama, com estilo dançante.

Também hoje, às 13h30, o Museu da Imigração promove a ação Edit-a-Thon: Mulheres, Arte e Migração na Wikipédia, na qual os participantes conhecerão as ferramentas de edição de artigos da Wikipédia e poderão acessar as coleções da instituição que falam sobre mulheres, arte e migração.

Neste fim de semana, o Museu Catavento resgata, das 9h às 17h, a trajetória de sucesso da primeira investidora financeira do Brasil na contação de história Quem é Eufrásia?. A atividade lembra a trajetória de Eufrásia Teixeira Leite, que já estava no mercado financeiro em 1890. Nascida em 1850, em Vassouras, estado do Rio de Janeiro, Eufrásia operava nas três principais bolsas de Valores do mundo: Londres, Paris e Nova Iorque, além da brasileira.

Domingo, às 11h, o Museu da Casa Brasileira recebe a Traditional Jazz Band para mais uma edição do Música no MCB, em comemoração aos 55 anos da banda, com repertório formado por composições de grandes mestres da origem do jazz, como Fats Waller, King Oliver e Louis Armstrong.



No Paço das Artes, o público pode visitar a exposição Limiares, mostra inédita da artista Regina Silveira, uma das criadoras com maior presença na arte contemporânea brasileira. A exposição conta com obras criadas especialmente para o novo endereço da instituição, como Dobra: Banco de Jardim e Cascata.

Em Campos do Jordão, no Museu Felícia Leirner, hoje e amanhã, às 11h, a ação Escultura Não é Coisa para Mulher vai apresentar uma reflexão sobre o lugar da mulher na sociedade a partir da história da artista Felícia Leirner. No sábado, às 14h, os visitantes vão aprender a moldar e pintar seu próprio pavão na oficina de arte Figureiras de Taubaté.

No município de Brodowski, o Museu Casa de Portinari realiza, na quarta-feira (11), às 19h, a roda de conversa Arte como Agente Transformador, que vai abordar a maneira como as mulheres estão usando a arte para realizar mudanças e conscientizar sobre questões e tópicos relevantes em todo o mundo.

Bibliotecas e fábricas de cultura

Na Biblioteca de São Paulo, nos dias 13 e 27, às 16h30, o projeto Leitura ao Pé do Ouvido convida os frequentadores a escutar trechos de livros que falam de vivências femininas: no dia 13, O Peso do Pássaro Morto, de Aline Bei, e, no dia 27, Um Buraco com Meu Nome, de Jarid Arraes.

A Biblioteca Parque Villa-Lobos promove domingo, às 14h, o Sarau das Mina Tudo!, um slam(poesia falada) de rimas faladas, com participação das premiadas poetas Kimani, Gih Trajano, Thata Alves, Anaya e Midria.

No dia 21, a Fábrica de Cultura Jaçanã promove o festival Mulher Artista Fest, das 12h30 às 18h30. A programação inclui: Diálogos de MulherMuito Mais Que Pinta e Bordalivepaint e bate-papo com artistas plásticas, grafiteiras e artesãs e Música Por Elas, com Guiomar Araújo e DaviDariloco, Lenny Fyah e MaySistah, Kaylane PCD, Kakau França, União Rastafeat Denise d’ Paula, DJ Naná Roots, Gabi Nyarai, Abigail e Pagu.

Na Fábrica de Cultura Jardim São Luís, será exibido na próxima sexta-feira (13), às 14h30, o documentário Mulheres Periféricas – Apoiadas por Mais de 500 Mil Manas, que aborda vivências de mulheres da periferia de São Paulo. 

Na terça-feira (10) , a Fábrica de Cultura Vila Curuçá promove a contação de histórias A Moça Tecelã e convida o público a conhecer a publicação, que apresenta trabalhos de outras artesãs, como as irmãs Dumont, que transformaram em fios artesanais os desenhos de Demóstenes.

A Fábrica de Cultura Itaim Paulista realiza hoje, às 11h, a atividade literária Mulheres Incríveis, baseada no livro 50 Brasileiras Incríveis para Conhecer Antes de Crescer, de Débora Thomé. A ação propõe que os participantes desenhem como imaginam que sejam as mulheres retratadas na obra.

Na Fábrica de Cultura Parque Belém, terça-feira, às 16h, será realizado o encontro de leitores Mulheres na Dramaturgia, que apresentará a produção de dramaturgas brasileiras contemporâneas como Dione Carlos, Ave Terrena, Silvia Gomez, Ângela Ribeiro, Carla Kinzo, Drika Nery, Solange Dias e Maria Adelaide Amaral.

Oficinas e teatro

Neste sábado, a Oficina Cultural Alfredo Volpi apresenta, às 15h, o Bloco Desculpa Qualquer Coisa, que exalta o protagonismo das mulheres LBT (lésbicas, bissexuais e transexuais) por meio da música. Às 16h, o Samba das Pretas aborda em seu repertório os problemas que as mulheres negras enfrentam no dia a dia.

E, na SP Escola de Teatro, pode ser visitada, até o dia 23 deste mês, a Mostra de Teatro de Objetos: Poéticas do Feminino. A atividade, que foi aberta no último dia 4, inclui debates, aula-espetáculo e montagens teatrais nas quais objetos são transformados em atrizes e atores, na Unidade Roosevelt da instituição. Todas as histórias apresentadas no evento abordam questões relacionadas ao feminino.

Por Ludmilla Souza – Repórter da Agência Brasil 

Mortes no litoral chegam a 39 e ainda há 41 desaparecidos

(Governo do Estado de SP/Reprodução)

Já são 39 o número de corpos localizados nos deslizamento de terra que ocorreram na Baixada Santista, após a forte chuva que atingiu a região na madrugada de terça-feira (3). De acordo com o boletim divulgado nesta manhã pela Defesa Civil do Estado, até o momento, foram registrados 39 óbitos e outras 41 pessoas seguem desaparecidas, segundo informações de familiares.

A Secretaria da Segurança Pública informa ainda que os trabalhos de resgate, salvamentos e identificação das vítimas dos deslizamentos prosseguem neste sábado (7). Cerca de 200 policiais civis, militares, técnico-científicos e bombeiros atuam nos municípios de Guarujá, Santos e São Vicente.



As ações estão concentradas no Morro do Fontana (Santos), no Parque Prainha (São Vicente) e nos morros do Macaco, Cantagalo e Engenho (Guarujá). Os trabalhos na Vila Valença (São Vicente) e morros da Penha e do Tetéu, em Santos, foram concluídos.

Paralelamente, a Polícia Civil realiza as ações de polícia judiciária, com a requisição dos exames necessários, e a Superintendência da Polícia Técnico-Científica, por meio do Instituto de Criminalística e o Instituto Médico Legal, os trabalhos de perícia e identificação das vítimas em parceria com o Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt.

Por Ludmilla Souza – Repórter da Agência Brasil