Webinar discute desintermediação na comunicação

Na próxima quarta-feira, 17 de junho, às 16 horas, o diretor executivo da Barões Digital Publishing, Paulo Henrique Ferreira, participará de um webinar sobre “desintermediação na comunicação” realizado pela Fundação Dom Cabral (FDC). 

Paulo Henrique Ferreira é um dos convidados (Divulgação)

O webinar é mais um episódio da série COM:unidade, promovido pela Instituição, para dialogar, junto a outros especialistas do setor, sobre novas práticas e tendências de mercado para tempos desafiadores. 

Na oportunidade, Ferreira vai abordar o tema “desintermediação na comunicação”, com foco em Brand Publishing, prática que vem ganhando espaço pelas novas formas de alcançar o consumidor.

“Hoje, uma marca que tem autoridade em seu segmento deve pensar como publisher e desintermediar a comunicação com sua audiência. O grande desafio é conquistar relevância em meio a tantos conteúdos lançados todos os dias na web, e nós vamos abordar nesse webinar algumas questões que podem ajudar as marcas a atingirem esse objetivo com o Brand Publishing”, comenta Paulo Henrique Ferreira, diretor executivo da Barões.

Confira o bate papo no link 

Site brasileiro é selecionado por aceleradora de meios de comunicação

Por Paloma Vasconcelos

Ponte foi escolhida ao lado de mais 9 veículos da América Latina para receber investimentos e serviços de consultoria especializados 

Ponte é a única instituição brasileira selecionada pelo projeto

Ponte Jornalismo é um dos veículos selecionados pelo programa Velocidad, uma aceleradora de meios de comunicação da América Latina com objetivo fomentar a sustentabilidade e o crescimento de projetos jornalísticos nativos digitais. A Ponte é o único veículo brasileiro na lista de 10 instituições latinas.

Foram quatro etapas e muitos critérios preenchidos para conseguir o fundo, organizado pelo ICFJ (Centro Internacional de Jornalistas) e pela SembraMedia, com apoio financeiro da Luminate. Ao todo 75 veículos de comunicação da América Latina participaram do projeto.

O projeto busca aumentar as perspectivas financeiras dos veículos de notícias digitais de interesse público que têm altos padrões jornalísticos e independência editorial. Segundo os organizadores, os vencedores foram escolhidos por causa do potencial de se tornarem organizações de notícias sustentáveis, além da capacidade de produzir jornalismo de qualidade em toda a região e causar impacto na sociedade.

A diretora do Velocidad, Vanina Berghella, comenta o resultado: “Estamos animadas com a perspectiva do que esses veículos de notícias poderão fazer com o nosso apoio. Eles já estão fazendo jornalismo importante em suas comunidades. Com essa ajuda, farão muito mais para elevar as vozes das pessoas e tratar de suas questões”.

Além da Ponte, os veículos vencedores são: Cerosetenta (Colômbia), Ciper(Chile), Convoca (Peru), El Pitazo (Venezuela), El Surtidor (Paraguai), El Toque (Cuba), Lado B (México), Posta (Argentina) e Redacción (Argentina).

Fausto Salvadori, co-fundador, editor e repórter da Ponte, comemora a seleção. “Ser um vencedor do Velocidad, com um projeto de jornalismo voltado para a defesa de direitos humanos, num momento em que esses direitos e a própria democracia estão tão ameaçados no Brasil, é uma alegria e uma responsabilidade”.

Comunicação no trabalho terá mais valor que capacidade técnica

Por  Bruna Saniele 

(Marcello Casal jr/Agência Brasil)

Menos treinamento e mais relacionamento. No futuro, o mercado de trabalho vai valorizar mais habilidades interpessoais do que técnicas.

Essa é uma das conclusões do estudo do Institute for Business Value (IBV), feito pela International Business Machines Corporation (IBM) e divulgado no mês de setembro.

Segundo a publicação, nos próximos três anos, 120 milhões de trabalhadores nas dez maiores economias do mundo precisarão de recapacitação profissional como resultado do impacto da utilização de Inteligência Artificial e Automação Inteligente no mercado de trabalho. E essa capacitação não deve ser necessariamente técnica.

Só no Brasil, 7,2 milhões de profissionais terão que ser treinados em novas habilidades. E parte desse treinamento vai ter que vir do próprio empregador. “O mercado de talentos está saturado, há uma necessidade da empresa de olhar para a própria força de trabalho”, diz Christiane Berlinck, diretora de RH da IBM Brasil.

A pesquisa feita com quase 6 mil CEOs (sigla, em inglês para Chief Executive Officer – Diretor Executivo em português)  de 48 países indica que 59% reclamam de não contar com pessoas, habilidades ou recursos necessários para executar suas estratégias de negócios. Segundo o estudo, o tempo investido para capacitar um profissional em uma nova habilidade aumentou 10 vezes em apenas 4 anos. No Brasil, por exemplo, o tempo passou de quatro para 40 dias.

E porque esse movimento ocorre? “Num mundo com tarefas automatizadas a gente vai precisar de uma sofisticação do profissional para garantir a continuidade de capacitação. Na área de tecnologia tem ainda um agravante que a atualização é muito rápida dos sistemas. Talvez seja a indústria que primeiro sofra nesse ponto de escassez de talentos. E por isso a que mais investe na capacitação da força de trabalho”, comenta Christiane.

E não é só da capacitação técnica que a diretora de RH está falando. A parte dos 120 milhões de trabalhadores que tem mais chance de despontar deve investir também nas “soft skills”, que dizem respeito à personalidade e ao comportamento. As “hard skills” falam das habilidades técnicas: é saber programar, usar ferramentas e até, para quem, por exemplo, é jornalista, escrever um texto com coerência e sentido. 

Segundo Daniel Goleman, no livro Inteligência Emocional, as “soft skills” são as capacidades mentais, emocionais e sociais que as pessoas adquirem ao longo da vida. São conquistadas por vivências, contexto cultural, educação.

A escola, a universidade, o grupo de amigos, e como se relacionar com todos esses agentes, fazem parte do pacote desenvolvido pelas “soft skills”. Se essas características começam a se desenvolver já na infância, requerem atenção durante toda a vida, em especial para quem quer trabalhar em um ambiente corporativo.

Nesse cenário, a pesquisa concluiu que enquanto novas aptidões estão surgindo rapidamente, outras estão se tornando obsoletas. No caso do Brasil, em 2016 habilidades críticas eram “capacidade de se comunicar efetivamente em um contexto de negócios” e “Recursos técnicos CTEM – ciência, tecnologia, engenharia e matemática”. Já em 2018, as duas principais habilidades procuradas foram as comportamentais “gerenciamento de tempo e capacidade de priorizar” e “disposição de ser flexível, ágil e adaptável às mudanças”.

Para Goleman, as habilidades comportamentais mais importantes são: colaboração, flexibilidade, trabalhar sob pressão, comunicação eficaz, orientação para resultados e liderança de equipe. O autor sugere ainda características que profissionais precisam ter para desenvolver a inteligência emocional como “método emocional de autogerenciamento” (por exemplo, meditação), gerenciamento do tempo (saber priorizar) e apostar na cultura do feedback (permitir que as pessoas avaliem suas habilidades).

Para Christiane, desenvolver as habilidades técnicas e as interpessoais é também trabalho das empresas pois isso significa criar um ambiente de trabalho mais flexível, colaborativo e empático.  “Esse mapa de talentos é limitado, se as empresas não fizerem nada para cobrir essa necessidade de mão de obra existe o risco da própria organização não conseguir crescer o seu negócio por falta de pessoas qualificadas”, comenta.

Bob Sousa e Miguel Arcanjo discutem comunicação e cultura no século 21

(Sesc/Reprodução)

Nos últimos 15 anos o fotógrafo Bob Sousa e o jornalista Miguel Arcanjo Prado fazem com afinco uma extensa e intensa cobertura cultural da cena teatral, com lugar em importantes veículos midiáticos como os portais UOL e R7.  

Na palestra Cultura do teatro brasileiro do século 21: texto e imagens nas novas mídias, que acontece no dia 21 de maio, terça-feira, das 19h às 21h, no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc, eles comentam sobre esta trajetória feita de criar pontes entre artistas do teatro e o grande público, aproximando os participantes do universo cultural e teatral no qual transitam e de seus bastidores. 

Para tanto, fazem uso das ferramentas comunicativas advindas dos novos meios de comunicação e digital em redes. Ambos aliam a farta experiência profissional no campo da comunicação social ao estudo e pesquisa na área das Artes Cênicas, firmando-se como importantes nomes que criam leituras da cena teatral brasileira contemporânea unindo textos e imagens. Assim, o trabalho de crítica e de reportagem feito por Arcanjo se une às fotografias de cena e retratos criados por Bob, transformando-se em um potente registro do teatro feito no Brasil no século 21.  

Miguel Arcanjo Prado, jornalista formado pela UFMG, especialista em Mídia, Informação e Cultura pela USP e mestre em Artes pela Unesp. É crítico de teatro da APCA e colunista do UOL. Passou por veículos como Globo, Record, R7, Band e Folha de S.Paulo, entre outros. Foi duas vezes apontado como um dos dez melhores jornalistas de Cultura do Brasil pelo Prêmio Comunique-se.  

Bob Sousa, fotógrafo, publicitário, mestre em Artes pela Unesp e crítico de artes visuais da APCA. É autor do livro “Retratos do Teatro”, lançado pela Editora Unesp. Colaborou como fotógrafo com os seguintes veículos: UOL, R7, Cult, Carta Capital, Veja São Paulo, Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, entre outros.

Sobre o CPF Sesc

Inaugurado em agosto de 2012, o Centro de Pesquisa e  Formação do Sesc é uma unidade do Sesc São Paulo voltada para a produção de conhecimento, formação e difusão e tem o objetivo de estimular ações  e desenvolver estudos nos campos cultural e socioeducativo.

Além do Curso Sesc de Gestão Cultural – que visa a qualificação para a gestão cultural de profissionais atuantes no campo das Artes, tanto de instituições públicas como privadas – a unidade proporciona o acesso à cultura de forma ampla, tematicamente, por meio de cursos, palestras, oficinas, bate-papos, debates e encontros nas diversas áreas que compreendem a ação da entidade, como artes plásticas e visuais, ciências sociais, comportamento contemporâneo e cotidiano, filosofia, história, literatura e artes cênicas, voltadas para o público em geral.

Serviço:

Cultura do teatro brasileiro do século 21: texto e imagens nas novas mídias

  • Dia 21 de maio, terça-feira, das 19h às 21h.
  • Recomendação etária: 16 anos. 30 vagas. 
  • Preço: R$ 15,00 (inteira); R$ 7,50 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública); R$ 4,50 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes). Tradução em Libras disponível – Faça sua solicitação com no mínimo dois dias de antecedência da atividade através do e-mail [email protected].
  • Informações e inscrições pelo site ou nas unidades do Sesc no Estado de São Paulo. Serviço de van até a estação de metrô Trianon-Masp, de segunda a sexta, às 21h30, 21h45 e 22h05, para participantes das atividades.
  • CENTRO DE PESQUISA E FORMAÇÃO DO SESC
  • Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – 4º andar. Bela Vista.
  • Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 10h às 22h. Sábados, das 9h30 18h30. Tel: 3254-5600.