Queda de avião da Tam completa 25 anos

Avião da Latam, antiga TAM, se aproxima para pouso em Congonhas (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Em 1996, quando o Fokker 100 da TAM caiu sobre residências no bairro do Jabaquara, em São Paulo, as companhias aéreas ainda não eram obrigadas a fornecer assistência para as famílias de vítimas de acidentes. De lá para cá, após muitas batalhas, garantir o amparo e a assistência aos familiares foi uma das conquistas da Associação Brasileira de Parentes e Amigos de Vítimas de Acidentes Aéreos (Abrapavaa), criada por familiares de vítimas do voo da TAM e que se tornou a primeira agremiação desse tipo no Brasil. Depois dela, outras associações foram criadas para cada um dos grandes acidentes com aeronaves que ocorreram no país.

“O grande problema é que, em 1996, o Brasil ainda não tinha uma norma de assistência a familiares de vítimas como tem hoje. Isso também foi conquista nossa. Quando tem um acidente de maior proporção, logo os familiares são instalados em hotéis e começa a ter padre e psicólogo. Essa norma passou a ser uma obrigação para toda as aéreas em 2005, com a Anac [Agência Nacional de Aviação Civil]”, disse Sandra Assali, que perdeu o marido no acidente, e é a presidente da associação.

“Naquela época, a coisa foi muito complexa. Foi um divisor de águas. Uma das questões foi essa, mudou totalmente a forma de lidar com familiares de vítimas”, acrescentou.

Quase dez anos depois, em 2005, foi criada a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), uma agência para regular e fiscalizar as atividades de aviação civil e de infraestrutura aeroportuária e aeronáutica. Neste mesmo ano, a Anac criou e publicou um plano de assistência aos familiares e vítimas de acidentes aéreos, tornando-o obrigatório a empresas áreas nacionais e estrangeiras. Cabe à Anac fiscalizar a prestação desse suporte.

plano de assistência, de 2005, estabelece, por exemplo, que a empresa aérea deve elaborar a lista de vítimas do acidente aéreo em até três horas e que as famílias devem ser informadas e notificadas  antes da imprensa ou do público. As empresas aéreas também devem prover transporte para as vítimas ou familiares das vítimas, fornecer informações sobre o acidente, devolver objetos pessoais e, também oferecer acomodação, alimentação e assistência médica, psicológica e religiosa aos familiares das vítimas e aos sobreviventes.

Mas no acidente com o Fokker 100, as famílias e vítimas ficaram desamparadas. “Era uma empresa que não se preparou para a eventualidade de um acidente aéreo. As famílias ficavam absolutamente largadas. Não tivemos assistência nenhuma”, disse Sandra Assali. Na época, ela teve a confirmação de que o marido estava no voo após ver uma lista de nomes pela TV. A empresa jamais a procurou para falar sobre a morte do marido.

Jornalista Jorge Tadeu da Silva, um dos afetados pelo acidente com o avião modelo Fokker 100 da TAM que vitimou 99 pessoas em 1996, segura foto de como ficou a casa dele na rua Luís Orsini de Castro, no Jabaquara (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Quem também reclama do tratamento dado pela empresa é o jornalista Jorge Tadeu da Silva, que teve sua casa destruída com a queda do avião. Seus pais, que moravam na casa ao lado, também tiveram a residência destruída e, naquela noite, tiveram de dormir na casa de parentes.

“Naquele dia não tivemos nenhuma informação. Meus pais ficaram na casa da minha tia e eu dormi na casa do meu irmão. No dia seguinte, através de colegas da imprensa, a gente soube que a TAM havia disponibilizado um flat ao lado do aeroporto. E a gente ficou lá por três meses. Quando acabaram os três meses, mesmo eu ainda não tendo sido indenizado, eles [da TAM] disseram que era para arrumar um lugar para alugar e que iriam pagar três meses de aluguel. E daí encerrava. Bateu os três meses, saímos [da casa alugada]. Conseguimos alugar uma outra casa [aluguel que foi bancado pela própria família]. Felizmente meu pai tinha uma reserva de dinheiro e deu para a gente começar a reconstruir uma das casas [que foram destruídas no acidente]”, contou Silva.

Cenas do dia do acidente (Arquivo/TV Brasil)

A indenização que ele buscava pela destruição de sua residência demorou muito a chegar. Silva entrou na Justiça para tentar obter o dinheiro da empresa para a reconstrução das casas. “Foi levado para a Justiça porque não houve acordo [com a empresa]. Levou muito tempo para a gente conseguir receber alguma coisa. Levou, na verdade, onze anos”, relembrou.

“Justamente quando caiu o outro avião da TAM, que atravessou Congonhas [em julho de 2007, causando a morte de 199 pessoas], a imprensa questionou como foi esse acidente [de 1996]. E aí começaram a fazer levantamento do acidente anterior e verificaram que boa parte das indenizações estavam pendentes – não somente dos moradores, mas principalmente das viúvas”, destacou.

Por meio de nota, a Latam informou não ter hesitado em “dar assistências às famílias das vítimas, mesmo não tendo protocolos e normas globais para assistência humanitária”.

Ainda segundo a empresa, “todas as famílias das vítimas envolvidas [no acidente] foram indenizadas”.

Outras mudanças

Outra conquista da Abrapavaa diz respeito ao seguro obrigatório, o chamado Reta. Antigamente, o valor do seguro no Brasil para um acidente aéreo era de R$ 14 mil por vítima. Um valor considerado muito baixo pelas famílias. Em 2009, a associação conseguiu mudar esse valor para R$ 41 mil (corrigido pelo IPCA).

“Entendemos que o valor do Seguro Reta deva ser um valor digno para que as famílias envolvidas possam, num primeiro momento, ver suas primeiras necessidades mais básicas atendidas pois, muitas vezes, essas famílias perdem seu provedor e esse valor deve ser ao menos suficiente para o início de todo um processo que demandará inúmeras despesas, tanto judiciais, como domésticas, médicas, etc”, descreve a associação em seu site.

“Quando aconteceu o acidente em 2007, falei que não dava mais [para ser esse valor de seguro]. Era absurdo. Nos Estados Unidos, são 120 mil dólares [de seguro]. Na Europa, 130 mil euros. E, no Brasil, era R$ 14 mil.”, relembrou.

“Recorri ao MPF [Ministério Público Federal], que abraçou nossa causa e, junto à Anac, fizemos todo um trabalho e conseguimos, em 2009, obter o valor de R$ 41 mil, porém com correção pelo IPCA [Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo]. Hoje, em 2021, está por volta de R$ 82 mil”, disse Sandra. “A gente ainda acha que pode melhorar esse valor, mas já é uma conquista.”

Mário Luiz Sarrubbo, procurador-geral de Justiça do estado de São Paulo, concorda que a mudança no Reta era necessária. 

“Por ser o primeiro grande acidente pós-Constituição de 1988, com imprensa livre, com informações com transparência, descobriu-se a questão do seguro, o Reta, era algo muito precário que não atendia as necessidades dos passageiros, não trazia segurança”, afirmou.

“Hoje já há outro nível até porque as empresas, pela legislação civil, são responsáveis independente de culpa. Quando se compra passagem, seja de avião, ônibus, barco, a empresa tem o dever de te entregar no seu destino. Se ela não entregar, não importa a razão, ela tem que te indenizar. Agora, essa questão de seguro está mais bem resolvida”, disse Sarrubbo.

Segundo a Anac, a atualização monetária do seguro Reta passou a ser ajustada pelo IPCA após publicação de uma resolução em 2008. Ainda segundo o órgão, os valores variam conforme o porte, a categoria e o tipo de operação da aeronave.

A Abrapavaa continua em funcionamento, com grande atuação em acidentes de pequeno porte ou envolvendo aeronaves menores.

“Fundamos a associação e já começaram a surgir inúmeros acidentes menores, de aviação geral, que não tinham solução. Nos acidentes menores, como tem poucas vítimas, você tem menos familiares envolvidos. E é até mais difícil para eles conseguirem informações. Então acabamos sendo uma referência. Por isso, 25 anos depois, a gente já trabalhou, seguramente, com mais de 200 acidentes aéreos”, disse Sandra Assali, em entrevista à Agência Brasil.

Ela cita como exemplo o caso de uma mãe que perdeu o filho que trabalhava em um avião que pulverizava uma fazenda.

“Não sei se você sabe, mas tem um acidente aéreo a cada dois dias no Brasil. Nos últimos dez anos tivemos 1.843 acidentes, média de 184 acidentes por ano, considerando tudo: agrícola, táxi-aéreo, experimental”, destacou.

Transparência na investigação

Segundo Sarrubbo, outra mudança provocada pelo acidente com o Fokker 100 da TAM diz respeito à transparência.

“Esse acidente foi um grande paradigma também na questão da transparência. A comissão de investigação da Aeronáutica, naquela oportunidade, se negou a enviar seus pareceres e conclusões ao sistema de Justiça”, relembrou. 

“O Ministério Público de São Paulo entrou no STJ [Superior Tribunal de Justiça] e conseguiu obter a medida cautelar que obrigava os órgãos de segurança, no caso, o Cenipa [Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos], a entregar ao sistema de Justiça todas as conclusões técnicas relacionadas ao acidente. A partir daí, já não houve mais dificuldade. No acidente de 2007, requisitamos as informações e elas vieram sem maior dificuldade”, disse.

Latam

Procurada pela Agência Brasil, a Latam [empresa formada em 2012 pela fusão entre a LAN e a TAM]  informou que a aviação mundial “não é a mesma quando se compara com o cenário em 1996, tanto para a empresa quanto para o setor de forma geral”.

“Após 25 anos, muito se avançou em termos de regulamentação e protocolos globais de segurança da aviação, reduzindo aproximadamente em 96% os acidentes aéreos entre 1996 e 2021”, diz a empresa, em nota. “Com o crivo do presente, situações como o acidente do voo 402 de 31/10/1996 coloca sempre uma luz e atenção ainda maior pela segurança e principalmente, pela capacidade de a empresa responder a emergência de forma estruturada, com agilidade e transparência”, acrescentou.

Ainda segundo a empresa, caso um “pior cenário aconteça”, ela “está preparada para agir”, já que tem um plano de resposta à emergência. “Este plano de resposta a emergência é parte da cultura do Grupo Latam com foco em sua premissa número 1: segurança é valor inegociável”, escreveu a empresa, em nota encaminhada à Agência Brasil.

Segundo a aérea, esse plano passa constantemente por um processo interno de revisão de procedimentos e contempla atendimento e assistência às famílias envolvidas.

Por Elaine Patrícia Cruz, da Agência Brasil

Aeroporto de Congonhas recebe viajantes em clima de Carnaval

(Arquivo)

O Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, receberá os viajantes, nesta quarta-feira (19), a partir do meio-dia, com muito samba, para anunciar a chegada do carnaval. Em parceria com o produtor cultural Maurício Coutinho, a Infraero vai apresentar no terminal aeroportuário paulistano a Escola de Samba Em Cima da Hora, que fará o Grito de Carnaval em Congonhas, com um minidesfile composto de bateria, passistas, mestre-sala e porta-bandeira dos mais renomados e conhecidos integrantes das escolas de samba de São Paulo.

Também estão previstas apresentações musicais com a participação dos cantores Birinha do Dendê; Velaske Brawn, do bloco Eu Sou do Axé; Joãozinho Carnavalesco; o cantor mirim Luigi Ferrari; as cantoras Claudiah, Bernadete do Peruche e Sahra Brandão, da Velha Guarda Musical da Vai-Vai.

A recepção aos viajantes acontece até as 15h.

Por Ludmilla Souza – Repórter da Agência Brasil

Passageiro poderá optar por dias em SP durante escala

Governador João Doria ao lado do Presidente da Gol Linhas Aéreas, Paulo Kakinoff (à direita), e do secretário de turismo, Vinicius Lummertz (à esquerda) (Governo do Estado de São Paulo/Flickr)

O Governo de São Paulo anunciou, hoje (21), no Palácio dos Bandeirantes, o serviço de stopover, iniciativa inédita na aviação no Brasil.

O passageiro que desejar fazer uma parada intermediária, sendo São Paulo o ponto de conexão entre os voos, poderá permanecer no Estado, sem custo adicional, por até duas noites, a partir desta quarta-feira (21). O benefício inclui os aeroportos de Congonhas, Viracopos e Guarulhos.

“É uma forma de incentivar o turismo, aumentar a geração de receita para a capital e o Estado, colocando o Brasil e São Paulo no contexto internacional”, ressaltou o governador João Doria.

O objetivo é incentivar o viajante a conhecer mais das cidades onde faz escala.

“Estar ao lado do Governo de São Paulo nessa iniciativa inédita também reforça nosso objetivo de proporcionar o melhor serviço e experiência para nossos clientes”, destacou Paulo Kakinoff, presidente da Gol Linhas Aéreas.

Inicialmente, apenas a Gol vai implantar o programa.

Regras do stopover

– Válido para reservas envolvendo voos domésticos ou internacionais operados pela Gol Linhas Aéreas;
– Serviço disponível nos canais de venda da companhia;
– No ponto de stopover, será permitido envolver somente um aeroporto. Portanto, se o passageiro desembarcar em Congonhas, deverá prosseguir a viagem reembarcando pelo mesmo aeroporto;
– Será permitido apenas um stopover, na ida ou na volta, por passageiro e por reserva;
– Tempo mínimo: a parada tem de durar pelo menos 12 horas e o cliente deve pernoitar na cidade, embarcando no dia seguinte;
– Tempo máximo: duas noites, a partir do momento de desembarque no aeroporto de conexão.

Programa

Lançado em 5 de fevereiro deste ano, o programa “São Paulo Pra Todos” reduziu a alíquota do ICMS que incide sobre o querosene de aviação em São Paulo (QAV), de 25% para 12%. Trata-se de uma reivindicação antiga das companhias aéreas.

Segundo estudos do setor, o preço do combustível representa em torno de 40% do custo operacional total das empresas. Com a redução do ICMS cobrado sobre o combustível aéreo, o Governo Paulista pediu contrapartidas para aumentar o fluxo de pousos e decolagens dentro do Estado, principalmente em cidades que ainda não eram atendidas por linhas comerciais regulares.

O regulamento prevê, ainda, que as empresas operem voos para novas cidades paulistas e elevem para pelo menos 490 o número de partidas semanais no Estado de São Paulo, com destino a 38 municípios em 21 Estados.

Com a nova alíquota, a arrecadação prevista para 2019 sobre a comercialização de querosene aéreo cairá de R$ 627 milhões para R$ 422 milhões, mas a compensação total (direta, indireta, induzida e catalisada) representa uma previsão de ao menos R$ 316 milhões.  A estimativa é que 59 mil empregos sejam gerados nos próximos 18 meses a partir da desoneração, com previsão de R$ 1,4 bilhão em salários anualmente.

*Com informações do Governo do Estado de São Paulo

Companhias menores vão usar espaços da Avianca em Congonhas

Por Luciano Nascimento

Antes de iniciar operação em Congonhas, Passaredo operava 14 destinos, segundo site da companhia (Reprodução)

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou a operação no aeroporto das empresas Passaredo e Map. As duas companhias receberam, ao lado da Azul, os slots, autorizações de pousos e decolagens no terminais, que pertenciam a Avianca, que suspendeu as operações em maio. Com a decisão efetuada ontem (14), dos 41 slots da Avianca, a MAP vai operar 12; a Azul 15, e a Passaredo ficou com 14. Todos eles, nos horários que eram operados pela Avianca Brasil na pista principal.

“A aprovação ocorreu após análise realizada em conjunto com o Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA) dos requisitos operacionais e de performance das aeronaves das empresas aéreas. Após a aprovação, as empresas poderão iniciar a oferta de voos de acordo com os horários alocados e as rotas registradas”, disse a Anac.

E-195, fabricado pela Embraer, será usado inicialmente pela Azul nos voos entre Congonhas e Santos Dumont (Azul/Reprodução)

Na terça-feira (13), a Azul anunciou o início da venda de passagens para a ponte aérea Rio-São Paulo. A empresa informou que fará 16 voos diários entre Congonhas e Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com início das viagens previsto para 29 de agosto.

A Azul usará de cinco a seis aeronaves Embraer E-195, inicialmente na pista auxiliar do aeroporto. A empresa disse que vai operar com tarifas iniciais de R$ 99 por trecho.

A Anac também confirmou a alocação dos 14 slots da pista auxiliar para a empresa Two Flex dedicada à aviação regional com aviões de até nove lugares.

No final de julho, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) redistribuiu os 41 slots da Avianca em Congonhas para a  Azul, Map e Passaredo, três das quatro empresas que manifestaram interesse nas autorizações.

Assim como a Passaredo, Map opera 14 destinos (Reprodução)

A decisão de redistribuir os slots foi tomada pela Anac no dia 25 de julho, em reunião extraordinária e vale para a temporada de 27/10/2019 a 28/3/2020, mas, segundo a Anac, considerando o nível crítico de concentração e alta saturação da infraestrutura de Congonhas, as empresas estão autorizadas a iniciar imediatamente a oferta de voos.

Mesmo com a redistribuição dos slots, duas companhias concentram mais de 87% dos slot de Congonhas: A Gol e a Latam, com pouco mais de 43% dos slots da pista principal, cada. A Azul, Passaredo e MAP dividem o restante, pouco mais de 12%.

Congonhas tem atrasos após as fortes chuvas da noite de ontem

Por Flávia Albuquerque, da Agência Brasil

Aeroporto de Congonhas (Paulo Pinto/Fotos Publicas/Reprodução)

Depois das fortes chuvas que atingiram São Paulo na noite de ontem (10), o Aeroporto de Congonhas segue com voos atrasados.

Dos 92 voos programados para pousar e decolar do terminal a partir das 6h de hoje (11), seis foram cancelados e 11 sofreram atrasos. O terminal ficou fechado entre 21h15 e 22h de ontem.

Segundo a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), nesse período 25 voos foram cancelados e 14 alternados para outros aeroportos. O terminal funciona das 6h às 23h.

A capital paulista ficou em estado de atenção para alagamentos em vários locais. Foram registrados sete pontos de alagamento, dos quais três transitáveis e quatro intransitáveis.

Segundo Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), a Zona Leste foi a região menos atingida na capital.

Durante a madrugada, o CGE registrou que o céu seguia nublado, mas sem registro de chuva na cidade, com as temperaturas oscilando em torno dos 21ºC, sem expectativa de chuva forte para as horas seguintes.

No momento, a cidade está em estado de observação, mas não são registrados pontos de alagamento.

Hoje, o dia começou com sol entre nuvens e os termômetros na casa dos 20°C, com expectativa de mais um dia de muito calor em São Paulo. As temperaturas estão em elevação rápida e a máxima deve chegar aos 33°C nas horas mais quentes. As taxas de umidade do ar um pouco mais elevadas causam sensação de tempo abafado ao longo do dia, variando entre 50% e 95%.

Granizo

Segundo o CGE, a combinação de calor e entrada da brisa marítima favorece a formação de nuvens carregadas que provocam chuva em forma de pancadas isoladas com forte intensidade e potencial para rajadas de vento. É possível ainda que caia granizo.

De acordo com o CGE, a massa de ar quente e úmido continua atuando sobre o estado de São Paulo e assim o sol predomina na maior parte do dia, com chuvas ocorrendo entre a tarde e a noite.

“As precipitações terão forte intensidade e potencial para rajadas de vento e eventualmente queda de granizo, condição bastante normal para a época do ano. Portanto, as condições do tempo durante os eventos chuvosos são favoráveis para a formação de alagamentos, bem como transbordamentos de rios e córregos”, informou o CGE.

Mais chuvas no fim de semana

A previsão para o sábado (12) deve ser uma repetição dos dias anteriores, com sol na parte da manhã e pancadas isoladas de chuva entre a tarde e o início da noite.

A temperatura oscilará entre mínima de 21°C durante a madrugada e máxima de 31°C à tarde, com percentuais de umidade do ar entre 52% e 95%.

O domingo (13) também terá forte calor  e madrugada com poucas nuvens e termômetros em torno dos 21°C. A máxima prevista é de 32°C.

Homem é flagrado com seis pistolas no Aeroporto de Congonhas

Lucas Scatolini/Agência Brasil

(Agência PF/Reprodução)

A Polícia Federal apreendeu na manhã de hoje (18) seis pistolas Glock semiautomáticas e com a numeração raspada, no Aeroporto de Congonhas, na capital paulista. O homem que portava o armamento e fazia o trajeto de Curitiba para o Rio de Janeiro, com conexão em São Paulo, foi preso em flagrante.

A Polícia Federal afirmou que a apreensão foi feita durante uma fiscalização de rotina nas bagagens despachadas, onde foram localizados objetos metálicos em uma das malas. Após a identificação do passageiro, a mala foi aberta e as armas foram encontradas escondidas em embalagens de perfumes.



Ao todo foram apreendidas seis pistolas semiautomáticas Glock calibre ponto 40, de uso restrito, todas com a numeração raspada. De acordo com a PF, esse tipo de arma somente pode ser adquirido por forças de seguranças e portadores regularmente registrados.

A prisão em flagrante foi decretada por ocultação, transporte e adulteração de armas de fogo de uso restrito, conforme previsto no Estatuto do Desarmamento. A pena prevista é de 6 a 12 anos de prisão. O homem será encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.

A Polícia Federal prossegue nas investigações para identificar os vendedores e os destinatários do armamento apreendido.

Aeroporto de Congonhas volta a operar; 33 voos foram cancelados

Flávia Albuquerque/Agência Brasil

(Arquivo/Facebook/Reprodução)

Depois de passar a manhã fechado devido ao forte nevoeiro que atingiu a capital paulista hoje (15), o Aeroporto de Congonhas voltou a operar com auxílio de instrumentos. A neblina prejudicou a visibilidade, houve restrição para pousos, mas as decolagens foram feitas normalmente.

Segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) dos voos programados, mais da metade atrasou, 93 no fim da tarde, e 33 foram cancelados.

O Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) informou que a temperatura média na madrugada foi de 11,8º. A passagem de uma frente fria pelo litoral do estado deixou o tempo fechado, com muitas nuvens e curtos períodos de sol. A temperatura máxima deve ficar em 19°C e as taxas de umidade, mais elevadas, acima dos 58%. No fim da tarde e durante a noite, há probabilidade de garoa fina ocasional em alguns bairros da cidade.

Segundo as previsões, na quinta-feira (16) o tempo fica mais fechado, com curtos períodos de sol e chuviscos ao amanhecer e no fim da tarde. A quantidade de nuvens inibe a elevação das temperaturas, que devem variar entre mínima de 12°C e máxima de 18°C. A sensação será de frio no decorrer do dia, em função dos ventos úmidos que sopram do mar em direção ao leste paulista. A qualidade do ar melhora um pouco e os índices de umidade variam entre 62% e 95%.

*atualizado às 18:00

Neblina fecha Congonhas, cancela voos e derruba temperatura

(Twitter/Reprodução)

A quarta-feira (15) começou sob forte nevoeiro em algumas regiões da Capital e aeroportos, fechando Congonhas, o que provocou até as 10h 12 cancelamentos de voos, segundo a Infraero. Na madrugada, a temperatura média aferida pelos termômetros das estações meteorológicas automáticas do CGE foi de 11,8°C, mas em algumas regiões fez mais frio.

São Mateus e Capela do Socorro registraram 9,2°C, Parelheiros 9,1°C e Pirituba/Jaraguá 10,1°C. A passagem de uma frente fria de fraca atividade chuvosa pelo litoral de São Paulo deixa o tempo mais fechado, com muitas nuvens e curtos períodos de sol.

Por conta disso, a temperatura máxima deve ficar por volta dos 19°C e as taxas de umidade mais elevadas, acima dos 58%. Entre o fim da tarde e durante a noite há probabilidade apenas de ocorrência de garoa fina de forma ocasional em alguns bairros da Cidade.

Tempo fechado também na zona leste, região de São Matheus, que registrou 9,2 graus durante a madrugada (Nivaldo Lima/SPAGORA)

Quinta-feira

Na quinta-feira (16), tempo mais fechado, com curtos períodos de sol e chuviscos ao amanhecer e no fim da tarde. A grande quantidade de nuvens inibe a elevação das temperaturas, que devem variar entre mínima de 12°C e máxima de 18°C.

Sexta-feira

Na sexta-feira (17) o sistema frontal se afasta ainda mais do litoral do Sudeste, mas a circulação marítima influencia o tempo no leste paulista. Muitas nuvens ao amanhecer e termômetros em torno dos 13°C. A sensação ainda será de frio, principalmente nos bairros mais extremos e próximos de serras e baixadas. O dia permanece predominantemente nublado, com sol e sem previsão de chuvas. A temperatura máxima alcança os 19°C e as taxas de umidade do ar oscilam entre 65% e 95%.

*com informações do CGE

Após falha em radar, veja a situação dos aeroportos

Os aeroportos que servem a capital paulista funcionam normalmente hoje (22) após enfrentarem uma série de problemas com uma falha nos radares. As instabilidades no sistema operado pela Aeronáutica chegaram a levar ao fechamento do Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista, por mais de quarenta minutos na manhã de sexta-feira (20). Com isso, o terminal chegou a ter 21 partidas atrasadas, das 110 realizadas para aquela manhã, além de dois cancelamentos.

O Aeroporto de Guarulhos também enfrentou problemas. Apesar de não ter havido interrupção na operação, o terminal informou que foram registradas seis falhas nos radares em um período de cerca de 12 horas. O aeroporto recebeu 84 voos atrasados naquela manhã e teve oito chegadas canceladas, de um total de 201 pousos. Até ontem (21), os aeroportos ainda enfrentavam reflexos das falhas.

Hoje, no entanto, apenas 13 dos 169 pousos realizados em Guarulhos até o início da tarde excederam o horário previsto em mais de 30 minutos. Entre as 157 decolagens, 13 registraram atrasos. Em Congonhas, apenas dois dos 72 voos previstos até às 13h tinham registrado atraso.

Fornecimento de energia

Segundo a Aeronáutica, a instabilidade no sinal de radares foi causado por problemas no fornecimento de energia elétrica. Entre o final da noite de quinta-feira (19) a e manhã de sexta (20) o radar da Área de Controle Terminal de São Paulo sofreu uma transição do fornecimento de energia do sistema de abastecimento comercial para o gerador próprio da Força Aérea. O abastecimento de energia elétrica só foi normalizado ao meio dia.

“O Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA) adotou ao longo de sexta-feira medidas para regularizar o fluxo de tráfego aéreo”, disse, em nota, a Aeronáutica. Uma das medidas adotadas foi a ampliação, nesta sexta-feira, do horário das operações dos aeroportos Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e Congonhas, em São Paulo, acrescentou o texto. Segundo a Aeronáutica, em nenhum momento a segurança de voo foi comprometida.

(Daniel Mello/Agência Brasil)

Falha em radar interrompe funcionamento de Congonhas

O Aeroporto de Congonhas ficou fechado na manhã de hoje (20) para pousos e decolagens, entre as 10h46 e as 11h32, segundo informações da Infraero, administradora do terminal. Houve uma falha no sistema de radar de São Paulo, sob responsabilidade da Aeronáutica, a qual orientou o fechamento do aeroporto durante o período, informou a Infraero.

A Aeronáutica informou que houve instabilidades no sinal do radar da Área de Controle Terminal de São Paulo (APP-SP) e que as causas estão sendo apuradas. O problema exigiu que ações de gerenciamento de fluxo de tráfego aéreo fossem tomadas.

(Elza Fiúza/Arquivo/Agência Brasil)

“O Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA) adota, desde a madrugada desta sexta-feira (20/07), ações de contingenciamento de fluxo entre as aeronaves para pousos e decolagens na área de São Paulo (SP). As medidas também envolvem todos os voos que tenham a área de São Paulo como destino”, informou, em nota, a Aeronáutica.

Em Congonhas, entre 6h e 12h, havia 110 partidas programadas, das quais 21 atrasaram e duas foram canceladas. Apenas entre 11h e 12h, das 17 partidas programadas, 12 atrasaram, mas nenhuma foi cancelada.

O Aeroporto Internacional de São Paulo Governador André Franco Montoro, localizado na cidade de Guarulhos, apresentou também reflexos da falha no sistema de radar nesta manhã, mas não chegou a fechar para pousos e decolagens.

Segundo informações da concessionária GRU Airport, interrupções no sistema de radar ocorreram entre 23h15 e 0h24, 4h03 e 5h20 e 10h50 e 11h40. Neste momento, o aeroporto opera sem restrições.

Foram registrados hoje um total de 201 pousos e 177 decolagens. Até as 13h, o aeroporto recebeu 84 voos atrasados de outros aeroportos e oito chegadas foram canceladas.

No intervalo entre 0h e 13h, 86 partidas tiveram atrasos acima de 30 minutos e três foram canceladas. Apenas entre 12h e 13h, seis decolagens atrasaram.

(Camila Boehm/Agência Brasil)