Reprovação a Bolsonaro volta a subir, afirma Datafolha

O Instituto Datafolha apurou que a reprovação ao governo do presidente Jair Bolsonaro aumentou ainda mais, passando para 53% entre as pessoas consultadas, segundo uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (17/02) pelo jornal Folha de S. Paulo. É o pior nível desde o início do mandato.

No levantamento anterior, feito em julho, Bolsonaro era rejeitado por 51% dos inquiridos, que avaliaram o governo dele como ruim ou péssimo.

O novo levantamento, que foi realizado de forma presencial entre esta segunda e quarta-feiras, ouviu 3.667 pessoas com mais de 16 anos em 190 municípios e é o primeiro a ser divulgado depois dos atos antidemocráticos do Sete de Setembro, convocados por Bolsonaro e dos quais ele mesmo participou.

Naquele dia, Bolsonaro fez ameaças às instituições do país e, diante de milhares de apoiadores, incentivou à desobediência de ordens do Supremo Tribunal Federal (STF) e a decisões do Parlamento contrárias aos seus interesses.

O posicionamento causou uma imensa onda de críticas de parlamentares, do STF e até de partidos políticos da sua base aliada, levando o presidente a recuar, poucos dias depois, numa declaração à nação, em que assegurou que não teve a intenção de agredir os demais poderes da República.

Na sondagem do Datafolha, o presidente foi avaliado como bom ou ótimo por 22% dos inquiridos, uma oscilação negativa face aos 24% que obteve no levantamento anterior e que já então era o pior índice do seu mandato. 

A percentagem dos que o consideram regular ficou em 24%, o mesmo índice de julho.

A margem de erro da sondagem é de dois pontos percentuais, em ambos os sentidos.

A reprovação ao governo de Bolsonaro mantém uma tendência de alta desde dezembro do ano passado. E mesmo entre o segmento evangélico, uma das principais bases de apoio dele, a reprovação ao governo já subiu 11 pontos desde janeiro e está superior (41%) à sua aprovação (29%).

Eleição presidencial

O Datafolha também afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua liderando a disputa pela Presidência da República, em 2022, com larga vantagem sobre o atual chefe de Estado.

De um modo geral houve pouca alteração nos percentuais das possíveis candidaturas. Na resposta espontânea, quando o entrevistado diz em quem pretende votar, Lula alcança 38% e Bolsonaro, 20%. Em julho eles tinham 42% e 19%.

Nas simulações de primeiro turno, quando são apresentados ao entrevistado possíveis nomes de candidatos, Lula oscila entre 42% e 44%. Já o presidente tem entre 24% e 26%.

No segundo turno, Lula bateria Bolsonaro por ampla vantagem, afirma o Datafolha: 56% a 31%. Em julho os percentuais apurados eram 58% e 31%, também com vantagem para o petista.

Segundo a pesquisa, Lula também venceria um segundo turno contra o pedetista Ciro Gomes e o governador de São Paulo, João Doria, em ambos os casos com mais de 50% dos votos válidos.

Já tanto Ciro como Doria seriam vencedores numa disputa de segundo turno com Bolsonaro, por 52% a 33% e 46% a 34%, respectivamente.

Bolsonaro, Lula e Doria são ainda, nessa ordem, os candidatos com maior rejeição: 59%, 38% e 37%.

Entre os que votaram em Bolsonaro em 2018, 26% afirmam que não votariam nele de jeito nenhum de novo, 66% afirmam que não votariam de jeito nenhum em Lula, 46% descartam totalmente Ciro e 40%, Doria.

Por Deutsche Welle

Reprovação a Bolsonaro volta a aumentar

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (08/07) aponta que a reprovação ao governo do presidente Jair Bolsonaro atingiu a marca de 51%, o índice mais alto entre todos os levantamentos realizados pelo instituto desde a posse, em janeiro de 2019.

Segundo o Datafolha, a pesquisa foi realizada entre os dias 7 e 8 de julho e já mede o impacto dos casos de corrupção que vem pressionando o governo, entre eles compras suspeitas de vacinas, que levaram a abertura de um inquérito para investigar Bolsonaro por prevaricação.

Os resultados da pesquisa:

Ótimo/bom: 24%

Regular: 24%

Ruim/péssimo: 51%

Não sabe: 1%

Na última pesquisa Datafolha, divulgada em 12 de maio, a reprovação do governo Bolsonaro era de 45%. Já o percentual que avalia o governo como ótimo ou bom se manteve estável, no mesmo nível de 24% detectado em maio. Já o percentual daqueles que avaliam o governo como regular teve uma queda de seis pontos percentuais, passando de 30% para 24%.

A aprovação ao governo está em queda desde o início de dezembro do ano passado, quando alcançou o maior patamar (37%). A satisfação com a gestão de Bolsonaro passou a cair com o agravamento da epidemia de covid-19 no país, o colapso do sistema hospitalar em diversos estados e a lentidão da campanha de vacinação.

A gestão de Bolsonaro na pandemia é atualmente alvo de uma CPI no Senado, que investiga as ações e omissões do governo federal no combate à covid-19. Desde o registro dos primeiros casos no país, o presidente vem negando a gravidade da doença, que já deixou mais de 528 mil mortos, e ignorando medidas sanitárias reconhecidas cientifica e internacionalmente como necessárias para conter a propagação do coronavírus.

A pesquisa Datafolha ouviu 2.074 pessoas acima de 16 anos em 146 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou menos.

Bolsonaro é o segundo presidente com a pior avaliação desde a redemocratização de 1985, quando considerados os eleitos pelas urnas e que cumprem seu primeiro mandato. Ele só ganha de Fernando Collor (1990-1992), que era rejeitado por 68% do eleitorado e aprovado por apenas 9% na mesma altura do mandato.

Por Deutsche Welle
jps (ots)

Lula lidera corrida presidencial para 2022

Lula lidera corrida presidencial para 2022

Depois de recuperar os direitos políticos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida presidencial para as eleições de 2022. Segundo pesquisa do DataFolha, ele alcança 41% das intenções de voto no primeiro turno, contra 23% do atual presidente Jair Bolsonaro (sem partido). 

A pesquisa também considerou outros nomes na corrida presidencial. No segundo pelotão das pesquisas aparecem o ex-juiz Sergio Moro (sem partido) com 7% das intenções de voto, Ciro Gomes (PDT) com 6%, o apresentador Luciano Huck (sem partido) com 4% e o governador de São Paulo João Doria(PSDB) com 3%. 

No fim da fila, aparecem empatados com 2% das intenções de voto o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta e o empresário João Amoêdo(Novo). Outros 9% disseram que pretendem votar em branco, nulo, ou em nenhum candidato, e 4% se disseram indecisos.

O DataFolha falou com 2.071 pessoas, de forma presencial, em 146 municípios, nos dias 11 e 12 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Segundo Turno 

Em um eventual segundo turno, o petista levaria grande vantagem contra Bolsonaro, com uma margem de 55% a 32%. A pesquisa identificou que eleitores de Doria, Ciro e Huck votariam em Lula, enquanto o atual presidente herdaria os votos de boa parte dos eleitores de Moro. 

Lula também venceria o segundo turno contra Moro (53% a 33%) e Doria (57 a 21%). Bolsonaro empataria tecnicamente contra Doria e perderia para Ciro Gomes (36% a 48%). 

Essa é a primeira pesquisa do DataFolha após a decisão do ministro do STF Edson Fachin, quando ele anulou as condenações do ex-presidente. As decisões do Supremo não significam que ele foi absolvido, pois as quatros ações penais que o ex-presidente responde na Lava Jato seguem tramitando na Justiça de Brasília.

Com 24% de aprovação, governo Bolsonaro registra pior marca

O governo do presidente Jair Bolsonaro tem aprovação de 24%, segundo dados de uma pesquisa do Instituto Datafolha publicada na noite da última quarta-feira (12) no site da Folha de S. Paulo. Esta é a pior marca que o governo registrou desde o início do mandato. Em março, no levantamento anterior, a aprovação foi de 30%. Para 45% dos brasileiros, a gestão é ruim ou péssima, em março eram 44%. Dos entrevistados, 30% classificaram o governo como regular, antes eram 24%, e 1% não opinou. 

A pesquisa foi realizada nos dias 11 e 12 de maio e ouviu 2.071 pessoas de forma presencial em 146 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

De acordo com a Folha, “é a primeira vez na série histórica do Datafolha sobre a avaliação do governo, iniciada em abril de 2019, que o presidente amarga, ao mesmo tempo, o maior percentual de rejeição e o menor de aprovação.”

O mesmo levantamento revelou que depois de recuperar os direitos políticos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida presidencial para as eleições de 2022. Ele alcança 41% das intenções de voto no primeiro turno, contra 23% do atual presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Em um eventual segundo turno, o petista levaria grande vantagem contra Bolsonaro, com uma margem de 55% a 32%. 

Por TV Cultura

Reprovação a Bolsonaro na gestão da pandemia bate recorde

(Carolina Antunes/PR)

A desaprovação à gestão da pandemia de covid-19 pelo presidente Jair Bolsonaro atingiu seu maior nível, com 54% dos brasileiros classificando o desempenho dele como ruim ou péssimo, segundo pesquisa do Instituto Datafolha divulgada nesta terça-feira (16/03).

A reprovação ao trabalho do presidente aumentou seis pontos percentuais em relação aos 48% registrados no levantamento anterior, realizado entre 20 e 21 de janeiro. Desta vez, a pesquisa foi feita entre 15 e 16 de março, em meio à terceira troca no comando do Ministério da Saúde desde o início da pandemia e recordes de mortes por covid-19.

Os dez dias com mais mortes diárias desde o início da epidemia foram todos no mês de março. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) afirmou nesta terça que o Brasil passa pelo “maior colapso sanitário e hospitalar da história”. A instituição apurou que 24 estados e o Distrito Federal estão com mais de 80% dos leitos de UTIs do SUS ocupados. A disseminação do vírus de forma descontrolada levou especialistas a afirmarem que o Brasil se tornou uma ameaça para a humanidade.

Apesar desse cenário, cerca de um quinto dos ouvidos pelo Datafolha ainda se disse satisfeito, ou seja, acha que a gestão da crise sanitária por Bolsonaro boa ou ótima, mas o percentual caiu de 26% em janeiro para 22%. O índice daqueles que consideram o desempenho do presidente regular ficou praticamente estável, passando de 25% para 24%.

A rejeição ao trabalho do presidente na pandemia é particularmente alta ente quem tem ensino superior (65%), entre pretos (61%), entre funcionários públicos (60%) e entre mulheres (58%).

A aprovação, por sua vez, é particularmente alta entre empresários (38%), moradores do Centro-Oeste e do Norte (29%), evangélicos (27%) e pessoas entre 45 e 59 anos (27%).

O segundo pior índice de desaprovação ao trabalho do presidente na pandemia havia sido registrado no fim de maio, quando 50% o avaliaram como ruim ou péssimo. Já a mais alta aprovação obtida por Bolsonaro foi em meados de abril, com 36% considerando seu desempenho ótimo ou bom.

Principal culpado pela situação atual

Após um ano da chegada ao Brasil da covid-19, que já matou mais de 280 mil pessoas no país, 43% consideram o presidente o principal culpado pela grave situação atual da epidemia no país. Ao mesmo tempo, 38% consideram que os governadores são quem está combatendo melhor a crise sanitária.

Ao longo da pandemia, Bolsonaro minimizou frequentemente os riscos do coronavírus, além de promover curas sem eficácia e tentar sabotar iniciativas paralelas de vacinação e combate à doença lançadas por governadores em resposta à inércia do seu governo na área.

Em relação ao governo Bolsonaro como um todo, 44% o consideram ruim ou péssimo, ante 40% em janeiro; e 30% o consideram ótimo ou bom, ante 31% no início do ano.

Segundo o levantamento, para 75% dos que rejeitam a condução da crise sanitária por Bolsonaro, seu governo como um todo é visto como ruim ou péssimo. Entre os que aprovam o governo do presidente, por sua vez, 89% consideram seu trabalho na saúde ótimo ou bom.

O Datafolha ouviu 2.023 pessoas por telefone. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Por Deutsche Welle

lf/as (ots)

Carreatas pedem a saída de Bolsonaro

Carreata em São Paulo (Guilherme Gandolfi/Fotos Públicas)

Milhares de pessoas participaram neste sábado (23/01) em carretas por várias cidades do Brasil para pedir o impeachment do presidente Jair Bolsonaro.

Convocados por partidos e organizações de esquerda, cerca de 500 veículos percorreram a Esplanada dos Ministérios e outras avenidas de Brasília. Vários carros estavam pintados com frases como “Fora Bolsonaro”, “Impeachment Já!” e “Vacina para todos”, em meio a um grande estrondo de buzinas.

Os manifestantes acusaram o presidente de má gestão da pandemia e do plano de vacinação, e também denunciaram o fim da ajuda emergencial com a qual dezenas de milhões de brasileiros contaram para enfrentar os efeitos devastadores da pandemia de abril até o final de dezembro. A presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), esteve à frente do protesto em Brasília.

Protestos semelhantes também ocorreram em outras cidades do país, incluindo Rio de Janeiro, Recife, Curitiba, Belo Horizonte e São Paulo.

Os protestos continuarão no domingo nas principais cidades, desta vez organizados por entidades da direita, como o Movimento Brasil Livre (MBL) e Vem Para Rua, que apoiaram o presidente na sua chegada ao poder em janeiro de 2019, mas que mais tarde se desassociaram por causa de sua gestão. Um racha enrte as organizações de esquerda e direita fez com que os protestos ocorressem de maneira separada neste fim de semana.

Ao longo de 11 meses de pandemia no Brasil, Bolsonaro minimizou repetidamente a gravidade do coronavírus. Recentemente, o presidente de extrema direita passou a alimentar desconfiança infundada sobre as vacinas, preferindo continuar a apostar em medidas ineficazes como o desacreditado “tratamento precoce” com hidroxicloroquina. Bolsonaro também repetiu várias vezes nos últimos meses sem nenhuma base científica que a pandemia estava chegando ao fim, além de criticar o uso de máscaras e sabotar medidas de isolamento social.

Seu governo também vem sendo alvo de duras críticas por causa da inabilidade em garantir vacinas para a população. O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, chegou a afirmar em dezembro que o governo contaria em janeiro com 15 milhões de vacinas da AstraZeneca, mas o governo só assegurou uma carga de 2 milhões de doses, importadas da Índia numa operação caótica. A produção local desse imunizante também está atrasada, e só deve começar em março.

No momento, o país só conta com estoques significativos de Coronavac, a vacina chinesa promovida pelo governo de São Paulo, que foi alvo de ataques de Bolsonaro nos últimos meses. 

Pesquisa do Instituto Datafolha divulgada nesta semana revelou uma queda acentuada na aprovação do presidente. O presidente é avaliado como ruim ou péssimo por 40% da população, contra 32% em levantamento divulgado em dezembro.

Por Deutsche Welle

JPS/lusa/ots

Parcela de brasileiros que quer se vacinar volta a crescer

O número de brasileiros que pretende tomar uma vacina contra o novo coronavírus aumentou, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (23/01). O levantamento aponta que 79% dos entrevistados afirmaram que querem se vacinar. Outros 17% disseram que não querem tomar vacina. E 4% declararam que não sabem.

O percentual de brasileiros que querem tomar a vacina é mais alto do que no último levantamento do Datafolha. Em dezembro, 73% afirmaram que pretendiam se vacinar. Outros 22% disseram que não queriam receber o imunizante.

A pesquisa de dezembro havia exibido um aumento significativo no percentual de brasileiros que rejeitavam a imunização. Em um levantamento anterior, em agosto, eles não passavam de 9%.

A pesquisa anterior também mostrou que a resistência era maior entre os apoiadores de Jair Bolsonaro. No levamento deste sábado, a tendência se repetiu.

Entre os brasileiros que avaliam o governo Bolsonaro como ruim ou péssimo, 88% afirmaram que querem se vacinar. Entre os que consideram o governo ótimo ou bom, o percentual cai para 68%.

Há meses o presidente de extrema direita vem alimentando desconfiança infundada sobre os imunizantes, preferindo apostar em medidas ineficazes como o desacreditado “tratamento precoce” com hidroxicloroquina. Bolsonaro também repetiu várias vezes nos últimos meses sem nenhuma base científica que a pandemia estava chegando ao fim.

Fora de controle

O Datafolha deste sábado também mostra que a maioria dos brasileiros não concorda com a visão do presidente sobre esse “finalzinho de pandemia”. Para 62% dos entrevistados, a pandemia está fora de controle no Brasil. Outros 33% dos entrevistados acham que a doença está em parte controlada. E só 3% acreditam que a doença foi totalmente controlada no país.

O aumento da aceitação das vacinas no Brasil também ocorre paralelamente ao crescimento de pessoas que relataram ter medo de se infectar. Segundo o Datafolha, 77% dos entrevistados relataram esse temor, contra 73% em dezembro. Já a parcela daqueles que afirmam não ter medo caiu de 24% para 16%.

Coronavac

O Datafolha também apontou que diminuiu a desconfiança em relação à Coronavac, a vacina de origem chinesa promovida pelo governo de São Paulo, e que foi alvo de ataques por parte de Bolsonaro. Segundo o instituto, a rejeição caiu de 50% em dezembro para 39% em janeiro.

Mas a rejeição à Coronavac é mais uma vez superior entre aqueles que avaliam o governo Bolsonaro de maneira positiva. Neste grupo, 57% afirmam que não tomariam a Coronavac.

Por enquanto, a Coronavac é a única vacina disponível em larga escala no Brasil, após o governo federal não cumprir a promessa de garantir para janeiro 15 milhões de doses do imunizante da empresa AstraZeneca produzido em parceria com a Universidade de Oxford. No momento, o governo só conta com uma carga de 2 milhões de doses dessa vacina, importadas da Índia. Já os planos de iniciar a produção em território brasileiro ficaram para março.

O Datafolha aponta que vacinas produzidas pelos Estados Unidos sofreriam menos rejeição entre os apoiadores do governo. Neste grupo, 74% afirmam que tomariam um imunizante desenvolvido nos EUA. No entanto, o governo federal não fechou até agora nenhuma parceria com laboratórios americanos, como as empresas Pfizer e Moderna. A Pfizer inclusive fez diversas propostas ao governo brasileiro ao longo do ano passado, mas nenhuma foi aceita, em contraste com dezenas de outros países, que fecharam parcerias com o laboratório.

Os números do Datafolha foram divulgados num momento de nova alta de casos e de mortes por covid-19 em todo o país. Nas últimas semanas, o país tem superado regularmente a marca de mil óbitos registrados em 24 horas. Até a sexta-feira, o país acumulava 215.243 mortes por covid-19 e mais de 8,7 milhões de casos da doença.

O Datafolha entrevistou 2.030 brasileiros entre 20 e 21 de janeiro. A pesquisa foi realizada por telefone, para evitar contato pessoal com os entrevistados, segundo o instituto. A margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Por Deutsche Welle

*JPS/ots

Aprovação de Bolsonaro tem maior queda desde o início do Governo, diz Datafolha

Jair Bolsonaro, presidente da República, durante café da manhã com deputado (Marcos Corrêa/PR)

Diante do agravamento da pandemia de covid-19 no país e do aumento das crítica em relação à sua gestão da crise, a popularidade do presidente Jair Bolsonaro despencou, levando a reprovação do governo ultrapassar a avaliação positiva, segundo apontou uma pesquisa do instituto Datafolha divulgada nesta sexta-feira (22/01).

O levantamento mostrou que 40% dos brasileiros consideram o governo Bolsonaro ruim ou péssimo, um aumento de oito pontos percentuais em relação à pesquisa realizada em dezembro do ano passado. A atual rejeição é ainda quatro pontos percentuais menor do que percentual de junho de 2020, quando o índice de reprovação atingiu seu maior nível desde o início do governo.

Já a aprovação do presidente caiu dos 37% registrados em agosto e em dezembro do ano passado para 31% agora, a maior queda nominal já registrada desde o início do governo. Além disso, 26% avaliam Bolsonaro como regular – eram 29% no final de 2020 e 27% em agosto.

A pesquisa ouviu 2.030 pessoas por telefone nos dias 20 e 21 de janeiro em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Bolsonaro é o segundo presidente com a pior avaliação desde a redemocratização de 1985, quando considerados os eleitos pelas urnas e que cumprem seu primeiro mandato.

Ele só ganha de Fernando Collor (1990-1992), que era rejeitado por 48% do eleitorado e aprovado por apenas 15% na mesma altura do mandato, em fevereiro de 1992.

As avaliações dos antecessores de Bolsonaro no mesmo momento de seus primeiros governos eram bem superiores: Fernando Henrique Cardoso tinha 47% de aprovação, Luiz Inácio Lula da Silva, 45%, e Dilma Rousseff tinha 62%.

Maioria contra impeachment

Segundo a pesquisa Datafolha desta segunda-feira, a reprovação do presidente é mais forte entre aqueles que temem contrair o coronavírus. Já a aprovação é muito maior em grupos que adotaram a retórica bolsonarista sobre a pandemia.

Além disso, metade dos entrevistados afirmam que Bolsonaro não tem capacidade de governar. Ao serem questionados sobre o impeachment do presidente, 53% dos entrevistados rejeitam o processo e 42% são favoráveis.

O aumento da rejeição ao governo Bolsonaro ocorre num momento em que o país enfrenta um agravamento da epidemia e se vê na retaguarda da vacinação contra a covid-19 devido à gestão do presidente.

O Brasil se aproxima da marca de 215 mil mortos pela covid-19 e já registrou mais de 8,69 milhões de infectados. As imagens da colapso do sistema de saúde de Manaus devido a uma explosão de casos de covid-19 chocaram o país e o mundo. A falta de oxigênio medicinal provocou a morte de vários pacientes e obrigou a remoção de dezenas para outros estados.

A reação lenta do governo federal diante a informação de que a produção de oxigênio em Manaus não daria conta de suprir a demanda dos hospitais contribuiu para a crise.

Impasse na vacinas

A queda ocorreu ainda após o desastroso início da campanha de vacinação no país. A imunização nacional começou com a Coronavac, desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan e aposta do governo paulista, já que a outra vacina aprovada – o imunizante criado pela farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca e a Universidade de Oxford, que têm parceria com a Fiocruz – ainda não está disponível no país.

Ao longo do ano passado, a Coronavac foi constantemente desprezada pelo presidente, que chegou a comemorar a morte de um voluntário na fase de testes – num caso sem relação com o estudo – e a suspensão temporária do estudo. “Mais uma que Jair Bolsonaro ganha”, afirmou na época.

Para dar largada à imunização, o governo federal contava com 2 milhões de doses da vacina da AstraZeneca-Oxford que seriam importadas prontas da Índia, mas o voo para buscar os imunizantes acabou sendo adiado depois que o governo indiano declarou que não poderia dar uma data para a exportação de doses produzidas no país.

Apesar de o governo indiano ter enviado as primeiras doses nesta sexta-feira, a continuidade do programa de imunização está agora ameaçada devido a um impasse com a China.

Estão parados no país asiático, aguardando a liberação de Pequim, carregamentos do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) da Coronavac, usado pelo Instituto Butantan para elaborar o imunizante em São Paulo, e o da vacina de Oxford/AstraZeneca, que será processada e distribuída pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Rio de Janeiro.

Fontes diplomáticas ouvidas pelo site G1 e pelos jornais O Globo e Folha de S.Paulo afirmam que o atraso envolve questões burocráticas e diplomáticas e que a relação do governo Bolsonaro com Pequim está desgastada devido a inúmeros ataques do presidente e de seu entorno ao país asiático.

Por Deutsche Welle

CN/ots

Em meio à pandemia, Bolsonaro mantém recorde de aprovação

Apesar do agravamento da epidemia de covid-19 no país e das críticas à sua gestão da crise, o presidente Jair Bolsonaro manteve sua aprovação no melhor nível desde o início do mandato, segundo apontou uma pesquisa do instituto Datafolha divulgada neste domingo (13/12).

O levantamento mostrou que 37% dos brasileiros consideram seu governo bom ou ótimo, o mesmo percentual da pesquisa realizada em agosto. Em junho, eram 32%.

Já a rejeição do presidente caiu de 34% em agosto para 32% agora, enquanto há seis meses 44% dos entrevistados classificaram o governo como ruim ou péssimo. Além disso, 29% avaliam Bolsonaro como regular – eram 27% em agosto e 23% em junho.

A pesquisa ouviu 2.016 pessoas por telefone nos dias 8 e 10 de dezembro em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Apesar de sua aprovação seguir estável em seu melhor nível, Bolsonaro é o segundo presidente com a pior avaliação desde a redemocratização de 1985, quando considerados os eleitos pelas urnas e que cumprem seu primeiro mandato.

Ele só ganha de Fernando Collor (1990-1992), que era rejeitado por 48% do eleitorado e aprovado por apenas 15% na mesma altura do mandato, em fevereiro de 1992.

As avaliações dos antecessores de Bolsonaro no mesmo momento de seus primeiros governos eram bem superiores: Fernando Henrique Cardoso tinha 45% de aprovação, Luiz Inácio Lula da Silva, 47%, e Dilma Rousseff tinha 62%.

Segundo a pesquisa Datafolha deste domingo, a aprovação do presidente é particularmente alta entre homens, empresários, moradores das regiões Norte e Centro-Oeste, assalariados sem registro e pessoas que ganham de cinco a dez salários mínimos.

Já a reprovação é mais forte entre estudantes, quem tem ensino superior, quem ganha mais de dez salários mínimos, quem vive em regiões metropolitanas e entre pretos.

Além disso, mais da metade dos participantes da pesquisa acredita que Bolsonaro fez menos pelo país do que o esperado: essa parcela representa 55%, enquanto 17% acham que ele fez mais do que o esperado, e 21% opinam que ele fez o esperado.

Em relação a temas que preocupam os brasileiros, a saúde ficou em primeiro lugar entre os assuntos citados espontaneamente, atingindo 27% dos entrevistados. Outros problemas mencionados foram desemprego (13%), economia (8%) e corrupção (7%).

Paradoxalmente, a estabilidade na forma como a população vê o governo Bolsonaro – e a mudança substancial ocorrida entre junho e agosto – ocorre num momento em que o país vive uma grave crise sanitária e econômica.

O Brasil superou a marca de 180 mil mortos pela covid-19 e já se aproxima de 7 milhões de infectados, na mesma semana em que o presidente declarou que o país vive “um finalzinho de pandemia”, mesmo com os números mostrando o contrário.

Além do agravamento da epidemia, a aprovação também ocorre enquanto o governo Bolsonaro fica para trás na corrida das vacinas e trava uma disputa com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), sobre o protagonismo da imunização no país. O presidente e seu Ministério da Saúde também vinham sendo alvo de críticas intensas por não apresentarem um plano nacional de vacinação.

A popularidade coincide, porém, com a continuidade da distribuição do auxílio emergencial para trabalhadores afetados pela crise, que foi de R$ 600 mensais e agora está em R$ 300 – e que acabará no fim deste ano, enquanto o governo avalia formas de manter algum tipo de ajuda.

O governo federal, que inicialmente havia proposto o valor de R$ 200 e concordou em triplicar a quantia após votação na Câmara dos Deputados, hoje celebra o resultado do auxílio, que aumentou a aprovação do presidente até mesmo em antigos redutos do PT, como o Nordeste.

A estabilidade na aprovação também coincide com certa moderação de Bolsonaro em alguns temas, como sua relação com o Legislativo e o Judiciário. No primeiro semestre, ele chegou a participar de atos contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo fechamento do Congresso.

Em meados do ano, ele se aproximou dos partidos do chamado “Centrão” e moderou suas posições em relação ao STF, em especial depois da prisão de seu amigo Fabrício Queiroz. O “ex-faz-tudo” da família Bolsonaro foi preso em 18 de junho, pouco antes de uma pesquisa Datafolha.

Ainda assim, o levantamento de seis meses atrás não marcou o fundo do poço para Bolsonaro, apesar de a imagem do governo ter sofrido com a prisão. A pior avaliação do presidente continua sendo a de agosto de 2019, em meio à crise das queimadas e o derretimento da imagem do Brasil no exterior, quando apenas 29% consideraram seu governo bom ou ótimo.

EK/ots

Por Deutsche Welle

Aprovação de Bolsonaro bate recorde no auge da pandemia

Pesquisa Datafolha realizada entre 11 e 12 de agosto aponta que o presidente Jair Bolsonaro está com a melhor aprovação desde o início do mandato. Segundo o instituto, 37% dos brasileiros consideram seu governo bom ou ótimo. Eram 32% na pesquisa anterior, realizada no fim de junho.

Já a rejeição ao presidente caiu dez pontos percentuais, de 44% para 34%. Já a porcentagem daqueles que consideram o governo regular reduziu de 27% para 23%.

A pesquisa ouviu 2.065. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Paradoxalmente, a mudança substancial na forma como parte da população vê o governo Bolsonaro ocorre no momento em que o país vive uma grave crise sanitária e econômica. No último fim de semana, o Brasil superou a marca de 100 mil mortes por covid-19, com o presidente ainda insistindo numa postura negacionista da pandemia.

Já as projeções do PIB no segundo trimestre apontam para um tombo de pelo menos 11%, segundo o Banco Central.

No entanto, o aumento da popularidade também coincide com a continuidade da distribuição do auxílio-emergencial de 600 reais para trabalhadores afetados pela crise. O governo federal, que inicialmente havia proposto o valor de 200 reais e concordou em triplicar o valor após votação na Câmara dos Deputados, hoje celebra a cada semana o número total de beneficiados, que tem aumentado a aprovação do presidente até mesmo em antigos redutos do PT, como o Nordeste.

Segundo o Datafolha, dos cinco pontos de crescimento da taxa de avaliação positiva, pelo menos três vieram de trabalhadores informais ou desempregados que têm renda familiar de até três salários mínimos. Eles fazem parte justamente do grupo alvo do auxílio emergencial.

Ainda segundo o Datafolha, a melhora na aprovação de Bolsonaro também coincide com certa moderação recente de Bolsonaro em alguns temas, como sua relação com o Congresso e o Judiciário. No primeiro semestre, o presidente chegou a participar de atos contra o Supremo e pelo fechamento do Congresso. Os atos ainda continuam a ser organizados, mas as mensagens golpistas ficaram, por ora, menos explícitas.

Mais recentemente, ele se aproximou dos partidos do chamado “Centrão” e moderou suas posições em relação ao STF, em especial depois da prisão do seu amigo Fabrício Queiroz. O ex-faz-tudo da família Bolsonaro havia sido preso em 18 de junho, pouco antes da última pesquisa Datafolha.

Ainda assim esta pesquisa não marcou o fundo do poço para Bolsonaro, apesar da imagem do governo ter sofrido com a prisão. A pior avaliação do presidente continua sendo a de agosto d 2019, em meio à crise das queimadas e o derretimento da imagem do Brasil no exterior, quando apenas 29% consideraram seu governo bom ou ótimo.

No entanto, apesar da sua “moderação” em algumas áreas, Bolsonaro ainda continua a fazer declarações controversas em temas como a covid-19, como a promoção de supostos benefícios da cloroquina – mesmo sem comprovação científica. Ela ainda segue com seus ataques aos governadores e prefeitos, agora responsabilizando autoridades municipais e estaduais pelas mortes na pandemia. 

Ao longo do seu mandato, Bolsonaro conquistou uma série de distinções em relação à sua aprovação. Em abril de 2019, sua avaliação negativa nos primeiros três meses de mandato superou a de todos os presidentes eleitos em início de primeiro mandato desde 1990.

Em dezembro, ele chegou ao fim do primeiro ano do seu mandato com a pior avaliação entre os presidentes eleitos desde 1994, segundo o Datafolha.

JPS/ots

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