Ação contra o crime organizado apreende mais de 150 quilos de cocaína

Caminhão que transportava droga foi interceptado nas proximidades do Porto de Santos (Deic/via Governo do Estado de SP)

Policiais civis do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) apreenderam mais de 150 quilos de cocaína em três ações diferentes em combate ao crime organizado. Os flagrantes aconteceram na madrugada desta terça-feira (10).

A primeira ocorreu no Porto de Santos, onde, em um carregamento interceptado, foi constatada a presença de tijolos de cocaína em meio a 35 toneladas de graxa. O material se solidifica e somente após um processo industrial de aquecimento será possível a retirada e contabilização da droga.

Nas proximidades, os policiais também apreenderam um caminhão baú refrigerado contendo contêineres com polpa congelada de laranja que tinham como destino a República Checa. Dentro do produto foram localizados mais tijolos de cocaína.

Um terceiro carregamento foi interceptado pela equipe em Itapecerica da Serra, na região metropolitana de São Paulo. Na ação, dois homens transportavam 153 quilos de cocaína em um veículo modelo Iveco Daily. As drogas foram encontradas em um fundo falso, no assoalho do automóvel.

Participaram dos trabalhos agentes da 2ª e 3ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (Disccpat). Ao todo, oito pessoas foram presas e respondem por tráfico de drogas e associação ao tráfico.

*Conteúdo do Governo do Estado de SP

Cumbica: Identificado mentor intelectual do roubo de ouro

A Polícia Civil diz que Francisco Teotônio da Silva Pasqualini é o mentor do crime (Reprodução)

A Polícia Civil de São Paulo identificou o mentor intelectual do roubo de ouro ocorrido no terminal de cargas do aeroporto internacional de Guarulhos em 25 de julho deste ano. Francisco Teotônio da Silva Pasqualini teve a prisão decretada, mas está foragido.

Além do roubo de 718,9 quilos de ouro divulgados anteriormente, a polícia informou nesta terça-feira (6), em entrevista coletiva, que há um segundo montante de ouro e outros objetos valiosos que foram roubados na ocasião.

“São mais 51 quilos que pertencem a outras empresas. Além desses 51 quilos de ouro, nós temos 15 quilos de pedras preciosas – esmeraldas brutas – e também 1,650 quilos de relógios e um colar da Louis Vuitton [empresa francesa especializada em artigos de luxo], que estava sendo encaminhado para a própria Louis Vuitton na Europa, que eram peças [relógios e o colar] que totalizavam cerca de R$ 90 mil”, disse o delegado Pedro Ivo Corrêa, da 5ª Delegacia Patrimônio (Investigações sobre Roubo a Banco).

(Polícia Civil/Reprodução)

Ontem (5), a polícia informou que a Justiça havia decretado a prisão preventiva de seis pessoas envolvidas no roubo. Quatro envolvidos já estavam presos e dois, incluindo o mentor intelectual, estão sendo procurados. O outro homem foragido é dono do estacionamento localizado na zona lesta da capital paulista, onde os carros usados no roubo teriam sido clonados.

“Nós trabalhamos com um número de 14 pessoas [envolvidas no roubo], é uma ramificação de uma organização maior”.

Segundo Corrêa, os envolvidos podem ser enquadrados nos crimes de roubo, extorsão mediante sequestro, falsidade ideológica e organização criminosa. O delegado estima que, se condenados, cada um possa pegar mais de 20 anos de pena.

O delegado ressaltou o envolvimento de funcionário do aeroporto no planejamento do roubo, afirmando que esle admitiu a participação, porém não quis imputar a autoria do roubo a ninguém. “A verdade é que, em operações como essa, os criminosos têm informações privilegiadas. Nenhum sistema de segurança é seguro o bastante se tem um funcionário participando junto com os criminosos.”

Segundo informações da Polícia Civil, este funcionário, que já está preso, teve a família sequestrada como forma de pressão para que continuasse a participar do roubo. “Ele concordou em participar e, no final, quando começou a criar obstáculos, o pessoal da organização [criminosa] findou por sequestrar sua família para estimulá-lo a participar [do roubo]”. Para o delegado, o fato de sua família ter sido refém não diminui a participação do funcionário no crime, e ele deve responder por isso.

Antes da execução do crime, houve duas tentativas. A primeira, em março, e a outra, poucos dias antes do roubo. De acordo com o delegado, os criminosos chegaram até o portão, mas desistiram.

A polícia admite que haverá dificuldadepara localizar a carga roubada, já que o ouro pode ser derretido e moldado em diferentes formas. O delegado disse que o montante foi dividido entre os envolvidos no roubo, o que também vai dificultar sua localização.

“As investigações vão prosseguir.Nós vamos ter que perder mais um pouco de tempo para ter essa resposta [onde está o ouro]. Temos a informação já de que boa parte do ouro é transportada para o mercado exterior. Através de várias modalidades distintas, o pessoal vai escoando aos poucos, certamente não estará por aqui, nem vai estar nas proximidades”, acrescentou Corrêa.

“Concluímos que parte do ouro está sendo encaminhada ao exterior. Uma das formas é através de formiguinhas, chineses que compram peças de ouro, em filetes pequenos, colocam dentro do celular e encaminham para a China”, disse o delegado Rogerio Luiz Marques.

Um chinês foi preso ontem na região da Avenida Paulista com um total de 1,1 quilos em pequenas peças de ouro que comprava, colocava dentro de celulares e, segundo a polícia, enviava para a China, onde a venda do metal é mais rentável que no Brasil. Foi imputado a ele o crime de evasão de divisas. “De início, não se pode afirmar que o ouro encontrado com esse chinês é derivado do roubo do aeroporto. Pode-se supor que seja uma das formas pela qual saiam do Brasil ouro e pedras preciosas”, afirmou o delegado.

*Com Informações da Agência Brasil

6 suspeitos no roubo de ouro têm prisão preventiva decretada

Por Camila Boehm

Bandidos usaram viaturas falsas durante a ação em Cumbica, Guarulhos (Polícia Civil/Reprodução)

A Justiça decretou as prisões preventivas de seis pessoas envolvidas no roubo de 718,9 quilos de ouro no terminal de cargas de aeroporto internacional André Franco Montoro, conhecido como aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo. O crime aconteceu no dia 25 de julho.  

Dos seis, quatro cumpriam prisões temporárias por suspeita de participação no roubo.  

As informações foram divulgadas na noite de ontem (5) pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), da Polícia Civil paulista. “Policiais da 5ª Delegacia Patrimônio [Investigações sobre Roubo a Banco], responsáveis pelas apurações, reuniram informações que permitiram identificar e prender quatro envolvidos e indiciar outros dois indivíduos, agora procurados”, divulgou o Deic, em nota.

Histórico

O grupo chegou ao aeroporto por volta das 14h30, em dois carros disfarçados de viaturas da Polícia Federal. Fortemente armados, os homens renderam funcionários que faziam a manipulação da carga e os obrigaram a transferir o ouro para uma das caminhonetes. A entrada dos ladrões foi facilitada por um supervisor de logística que havia sido rendido na noite anterior.

Na manhã do dia 24, o funcionário foi fechado no trânsito enquanto levava a esposa ao trabalho, na região da Avenida Jacu-Pêssego, zona leste paulistana. A ação foi feita por um veículo caracterizado de ambulância, de onde desceu um criminoso que rendeu o supervisor e obrigou a mulher a entrar no veículo usado pelos criminosos. O ladrão explicou que a esposa permaneceria como refém e ele seria obrigado a auxiliar o grupo no roubo.

No final daquela tarde, o funcionário teve um novo encontro com os criminosos, quando foi levado à própria casa e teve toda a família feita refém: a sogra, o cunhado, a cunhada, os dois filhos e uma criança da vizinhança. No dia seguinte, na quinta-feira (25), ele foi levado junto com os criminosos para realizar a ação. O metal, dividido em 31 malotes, tinha como destino Nova York (EUA) e Toronto (Canadá).

Após a ação no aeroporto, o grupo foi até um estacionamento em São Miguel Paulista, zona leste da capital, onde transferiu o ouro para outros dois carros encontrados pela polícia. Nenhum dos veículos usados no crime consta como roubado. A polícia suspeita que eles tenham sido comprados no interior do estado por meio de fraudes. Mais dois veículos também foram abandonados pelos ladrões e não se sabe como o ouro foi transportado a partir de então.

Depois do roubo, a esposa do supervisor foi liberada em Itaquaquecetuba, município da parte leste da Grande São Paulo. O funcionário também foi libertado ileso.

Preso 3º suspeito de roubar carga de ouro em Cumbica

Por Daniel Mello

A Polícia Civil prendeu nesta madrugada (29) mais um homem suspeito de participar do roubo de 718,9 quilos de ouro do Aeroporto Internacional de Guarulhos na última quinta-feira (25). Ele foi detido em flagrante, segundo a polícia, com um carregador de fuzil e munição. Segundo o Departamento Estadual de Investigações Criminais, ele teria oferecido apoio logístico para passar a carga roubada dos carros usados no assalto para outros veículos.

Outros dois suspeitos foram presos durante o fim de semana. Entre eles, está Petterson Patrício, o funcionário do aeroporto que teria sido feito de refém e obrigado a ajudar os criminosos. Segundo o advogado Ricardo Sampaio Gonçalves, que o defende, ele nega participação no roubo.

De acordo com a polícia, ao menos dez pessoas participaram do crime. O grupo chegou ao aeroporto por volta das 14h30 de quinta-feira, em dois carros disfarçados de viaturas da Polícia Federal. Fortemente armados, renderam os funcionários que faziam a manipulação da carga e os obrigaram a transferir o ouro para uma das caminhonetes. A entrada dos ladrões foi facilitada pelo supervisor de logística que afirma ter sido rendido na noite anterior.

O metal, dividido em 31 malotes, tinha como destino Nova York, nos Estados Unidos, e Toronto, no Canadá.

Funcionários de Cumbica são presos após roubo de ouro

Falsa viatura usada pelos bandidos durante o roubo (Polícia Civil/Reprodução)

Dois funcionários do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, foram presos por suspeita de envolvimento no roubo de de 718,9 quilos de ouro. A primeira prisão foi realizada na noite de sábado (27) e foi confirmada, em nota, pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), neste domingo (28).

O crime aconteceu na última quinta-feira (25) quando dez assaltantes invadiram o terminal de cargas do aeroporto.

Eles usaram carros clonados e com adesivos da Polícia Federal, além de estarem fortemente armados. A ação durou poucos minutos e foi gravada por câmaras de segurança.

Segundo a Polícia Civil, um dos funcionários tem cargo de supervisão da equipe e chegou a dizer, durante as investigações, que a família dele havia sido ameaçada. Desde o início, investigadores desconfiavam da participação de funcionários do aeroporto.

O ouro roubado está avaliado em mais de R$ 110 milhões e ainda não foi localizado.

*Atualizado às 20h43

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Bandidos abrem túnel para furtar combustível e acabam presos

(Deic/Reprodução)

Bandidos abriram um túnel na região da Avenida Sapopemba, em Santo André, no ABC paulista, para furtar combustível de uma tubulação que passava pelo local. Segundo o Departamento Estadual de Investigação Criminal (Deic), o túnel, descoberto na madrugada neste sábado (8), começava dentro de uma casa e tinha, pelo menos, 20 metros de comprimento e cinco de profundidade.

O caso era investigado há uma semana e os agentes da Polícia Civil descobriram que o combustível, retirado da tubulação de uma distribuidora da região, era levado para um posto de combustível em Guarulhos. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, um homem foi preso no local e dois donos de postos foram detidos. Outras pessoas são procuradas.

(Deic/Reprodução)