Chuva provoca enchente e causa prejuízos no litoral

As fortes chuvas que atingiram a cidade litorânea de Ubatuba (SP), no primeiro dia de 2021 até a madrugada de hoje (2), provocaram estragos, alagando a região central da cidade e causando problemas no abastecimento de água.

 A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) informou que o tratamento de água teve que ser interrompido devido a galhos, lama e pedras que bloquearam a captação de água e que está trabalhando para a normalização do sistema.

De acordo com a prefeitura, o fornecimento de água pode levar até 12 horas para ser completamente.

Também houve problemas com a coleta de lixo. Devido à interdição da ponte que dá acesso ao transbordo, a empresa responsável pela coleta do lixo teve dificuldades para descarregar os caminhões, o que só ocorreu quando o nível da água do rio baixou. O serviço, segundo a prefeitura, foi normalizado hoje de manhã.

Ainda segundo a prefeitura da cidade, seis famílias que moram em residências na Rua Acre ficaram desalojadas. Elas foram levadas, para a Escola Municipal Presidente Tancredo de Almeida Neves, pela manhã, onde devem permanecer até a situação estiver normalizada.

 A prefeitura solicita doações para os desalojados e desabrigados, que podem ser encaminhadas à escola Tancredo Neves ou para o Ginásio Tubão.

Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil 

Estudo indica locais de risco de enchentes e deslizamentos em 11 cidades

O Governo de São Paulo concluiu o Mapeamento de Riscos de Movimentos de Massa e Inundações de 11 Municípios do Trecho Leste/Sudeste da Região Metropolitana de São Paulo. Os estudos fazem parte do “Programa Transporte, Logística e Meio Ambiente – Projeto Transporte Sustentável de São Paulo (PTLMA)”, implementado pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER/SP).

(Divulgação)

O trabalho foi financiado pelo Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento (BIRD) e o componente “Aumento da resiliência do Estado para desastres naturais” ficou sob a responsabilidade do Instituto Geológico (IG), órgão ligado à Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (SIMA).

“Esse alinhamento com o mesmo objetivo é muito importante para garantir a segurança das pessoas e preservar vidas”, disse o secretário da SIMA, Marcos Penido.

Foram entregues os relatórios dos municípios de Arujá, Biritiba-Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis, Santa Isabel e Suzano. Entre setembro e novembro, essas cidades receberão treinamentos e orientações presenciais ou por meio de reuniões virtuais com os técnicos do IG.

“Para eliminar os riscos, nós precisamos conhecê-los e esse instrumento de identificação serve para dar base e direcionar nossas ações, além de mostrar para a população o perigo ao seu redor”, afirmou o secretário-chefe da Casa Militar e coordenador da Defesa Civil, Walter Nyakas Júnior.

Ferramentas

As ações do programa atendem as propostas da Política Estadual de Mudanças Climáticas e são fruto das articulações realizadas no âmbito do Programa Estadual de Prevenção de Desastres Naturais e Riscos (PDN). O PTLMA também fornece importantes ferramentas para o Sistema Estadual de Proteção e Defesa Civil.

“São mapeamentos em três escalas complementares que serão disponibilizados também em formato de sistema de informação geográfica, para que diferentes gestores possam manipular os dados, dando mais utilizações ao estudo”, comentou a presidente do IG, Luciana Martins.

Os estudos foram elaborados de forma simples para permitir a leitura e o entendimento por especialistas e não-especialistas, com enfoque no Poder Público Municipal.

“Na minha cidade, temos muitos morros e dificuldades com as pessoas que construíram casas em lugares perigosos. Essa ferramenta é muito importante para que nós possamos ter planos de ação com conhecimento a fundo”, registrou a prefeita de Santa Isabel, Fabia da Silva Porto.

Com investimento de quase R$ 2,9 milhões, o estudo teve início em maio de 2018 e está previsto para ser concluído no final deste ano com a entrega da análise de risco voltada para as rodovias.

“A ocupação em áreas sujeitas a estes processos geodinâmicos pode desencadear situações de vulnerabilidade e de riscos a pessoas e bens. Esta visão do território, associada ao registro de ocorrências de acidentes, permite a elaboração de uma cartografia de risco, abrangendo tanto as áreas já conhecidas quanto as com potenciais de risco”, afirmou o coordenador do estudo, Cláudio José Ferreira.

Gerenciamento

Nessa primeira etapa está prevista ainda a entrega da integração do gerenciamento de risco de desastres no setor de logística e transportes, onde o enfoque é a infraestrutura rodoviária. Já a segunda etapa do estudo vai entregar outros 27 levantamentos de municípios da Região Metropolitana de São Paulo.

Participaram também do encontro virtual, o secretário executivo da SIMA, Luiz Ricardo Santoro; o subsecretário de Meio Ambiente, Eduardo Trani; o especialista em risco e desastre do Banco Mundial, Frederico Pedroso; o tenente Coronel da Defesa Civil, Henguel Ricardo Pereira; o secretário de Meio Ambiente de Biritiba Mirim, Adriano Almeida; o secretário de Segurança Pública de Guararema, Edson Moraes; o secretário do Verde e Meio Ambiente de Mogi das Cruzes, Daniel Lima; o secretário de Meio Ambiente de Salesópolis, Douglas Prado e Anderson dos Santos Silva da Defesa Civil de Itaquaquecetuba.

Sobre os mapeamentos

O desenvolvimento urbano desordenado tem como uma de suas consequências o aumento dos níveis de risco de desastres associados a escorregamentos, inundações, corridas de massa, erosão e solapamento de margens. O instrumento para o planejamento urbano mais utilizado é o Plano Diretor ou Plano de Ordenamento Territorial, que indica o que pode ser realizado em cada área do município.

Os levantamentos foram realizados a partir de uma abordagem multiescalar, incluindo mapeamentos e cartografia de risco em escala regional ou semirregional (1:25.000 e 1:10.000 respectivamente), além de mapeamento e cartografia de risco em escala local (1:3.000), realizado em áreas consideradas mais críticas, envolvendo áreas urbanas de uso residencial, comercial e de serviços.

*com informações do Gov. do Estado de São Paulo

Bombeiros registram quase 40 chamados para enchente

As chuvas perderam intensidade e a cidade de São Paulo deixou o estado de atenção. A região do Ipiranga, onde foi registrado o transbordamento do Córrego Ipiranga, também saiu do estado de alerta, que havia sido iniciado às 16h27 de hoje (19).

Apesar disso, o paulistano enfrenta muita dificuldade para transitar pela cidade. Neste momento, o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) registra 17 pontos de alagamento na capital, sete deles intransitáveis, entre eles, a Avenida das Nações Unidas, no Alto de Pinheiros, e também na Avenida 23 de Maio, duas das mais conhecidas avenidas da cidade.

Segundo o Corpo de Bombeiros, foi registrado, entre as 15h e as 17h10 de hoje, sete quedas de árvores na capital. Os Bombeiros também atenderam nove chamados para enchentes.

As chuvas também foram muito fortes e intensas em outras cidades do estado, principalmente na cidade de Piracicaba, que registrou uma forte correnteza próximo à rodoviária.

Por Elaine Patrícia Cruz – Repórter da Agência Brasil

Chuva matou quatro pessoas no interior do Estado

O Corpo de Bombeiros encontrou os corpos de duas mulheres que estavam em um carro que foi arrastado pelo transbordamento de um rio em Botucatu, no interior paulista. Elas estavam a 150 metros do veículo e no carro havia mais um homem, que ainda não foi encontrado.

De acordo com informações dos Bombeiros, ontem (10), na região de Marília, também interior paulista, uma cratera foi aberta no km 308 da Rodovia Dona Leonor Medes de Barros, e um caminhão e um carro caíram dentro do buraco, matando o motorista do carro.

A quarta vítima também foi um motorista que caiu com um caminhão em outro buraco aberto na Rodovia Marechal Rondon (SP-300), em Botucatu. O caminhão com o motorista foi sugado com a força da água para o buraco e desapareceu, sendo encontrado horas depois a mais de 1 quilômetro de distância.

As buscas começaram na segunda-feira após o temporal que atingiu a cidade e foram retomadas na manhã de hoje. Os bombeiros seguem em buscas pelo homem que também estava no carro.

Por Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil

Após enchente, Ceagesp deve ser reaberta amanhã

Fechada desde ontem (10) por causa das fortes chuvas que atingiram São Paulo, a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) pode ser reaberta em 24 horas, período necessário para que seja terminada a limpeza do local, disse hoje (11) o presidente da empresa, Johnni Hunter Nogueira.

Segundo ele, a enchente trouxe “grande transtorno” para a companhia. “Vamos trabalhar com previsão de que, em mais ou menos em 24 horas, o mercado esteja totalmente aberto”, disse.

“Fechamos o mercado para a entrada dos produtos. Para os caminhões carregados [que estão chegando com mercadorias] abrimos portões extras nos [portões] 7 e 18, onde esses caminhões estão sendo alojados até o mercado funcionar. E contratamos guincho para a retirada de vários veículos que permaneceram na companhia durante o alagamento [um total de quase 250 veículos]”, disse o presidente da Ceagesp.

A estimativa é que os atacadistas tenham prejuízo de aproximadamente R$ 20 milhões. Sete mil toneladas de produtos foram perdidas, segundo o responsável pela área de economia da companhia, Flávio Godas. Os setores mais atingidos pela enchente foram as frutas, as verduras e os legumes. As áreas de pescados e flores não registraram problemas. Com o dia de hoje parado, sem comercialização dos produtos, o prejuízo é estimado em até R$ 4 milhões.

“Por sorte, de domingo para segunda, o estoque é menor para o mercado em função do domingo não haver comercialização. Os estoques eram baixos e os produtos que chegaram foram, juntamente com esse estoque baixo, os mais afetados”, disse Godas.

Godas pede que os produtores rurais [estimados em 25 mil] que abastecem o entreposto não coloquem seus produtos em trânsito antes de se comunicar com o permissionário. “Não iniciem o trajeto até a Ceagesp sem falar com os permissionários, o destino deles aqui dentro”, disse.

Segurança alimentar e abastecimento

Os portões do Entreposto continuam fechados para entrada e saída de mercadorias, até que a situação dentro do mercado esteja normalizada. O presidente afirma ainda que o fechamento reforça medidas de segurança alimentar, para que nenhum alimento contaminado seja comercializado e chegue indevidamente à mesa do consumidor. Todos os alimentos que estão no local estão sendo levados a um aterro, sob fiscalização, para impedir que sejam consumidos.

“A população tem que ficar tranquila quanto aos alimentos que saem daqui. Existe controle muito grande dos alimentos que estão aqui. A empresa se responsabiliza totalmente com o que está aqui dentro. Não existe risco de contaminação ou de desabastecimento”, ressaltou o presidente da empresa.

“Não enxergamos, nesse primeiro momento, risco de desabastecimento porque o dia em que isso aconteceu foi no domingo para segunda-feira, quando o estoque era baixo e os boxes ainda não tinham recebido a mercadoria. As mercadorias seriam recebidas na segunda-feira. O volume comercializado na segunda-feira também é menor. Então isso não acarretaria muito em desabastecimento e risco de [aumento] de preço [dos produtos]”, disse o presidente.

De acordo com Rubens Reis, gerente de mercado da Ceagesp, a companhia comercializa, por dia, de 10 a 11 mil toneladas. “Esse produto ou está na região produtora ou está no meio do caminho. Sendo restabelecida a Ceagesp, esse produto começa a chegar. Vamos trabalhar arduamente para poder escoar o mais rápido possível, com abertura durante 24 horas”, disse. “O problema de desabastecimento eu acho pouco provável [de acontecer]”, ressaltou.

Nogueira disse que as equipes estão trabalhando 24 horas para tentar agilizar o processo de limpeza do local. Os turnos das equipes de segurança e fiscalização também foram aumentados. “Nossa maior preocupação foi com o descarte desses alimentos. Todos os permissionários que estavam envolvidos, orientados pela companhia, e junto com as nossas equipes, estão descartando os alimentos que poderiam estar contaminados pelas águas. Orientamos eles a fazer o descarte, que será feito para um aterro sanitário. E contratamos mais caminhões, carregadeiras e máquinas para que isso seja feito da forma mais breve possível”.

Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) apontaram que São Paulo teve a pior chuva em quase 40 anos. Desde 1983 não chovia tanto em um só dia.

O Entreposto Terminal de São Paulo (ETSP) da Ceagesp está localizado em área baixa, na zona oeste da capital, muito próxima aos rios Pinheiros e Tietê, região constantemente suscetível a alagamentos.

Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil 

Presos ajudam na limpeza de cidades atingidas por chuva

Presos ajudam a limpar rua coberta de lama sob olhar de policiais militares
(Secretaria de Justiça/Fotos Públicas)


A Justiça de Minas Gerais autorizou que 33 presos da cidade de Abre Campo, Zona da Mata mineira, ajudem na limpeza da região. Com a chuva que tem atingido o estado, estragos foram registrados em vários bairros do município.

A pedido do diretor-geral do presídio de Abre Campo, Leandro Freitas, o juíz Bruno Camêlo permitiu que presos ajudem na limpeza da cidade em troca da redução de pena. A cada três dias de trabalho, o detento terá um dia retirado da pena.

“A cidade ficou completamente destruída. Todo o centro comercial ficou alagado e dezenas de comerciantes perderam praticamente tudo. Estou aqui há sete anos e tenho carinho por este município. Poder ajudar de alguma forma neste momento é muito recompensador. Tivemos o apoio da prefeitura, do Judiciário e de parceiros do sistema prisional”, relata o diretor-geral do presídio.

Segundo ele, a prefeitura concede as ferramentas necessárias e o almoço dos internos, que trabalham de 8h às 16h. Inicialmente, o número de detentos era 16, mas foi ampliado durante esta semana.

Ponte Nova

(Secretaria de Justiça/Fotos Públicas)

Em Ponte Nova, a situação é similar. Para auxiliar na limpeza das ruas depois da cheia do Rio Piranga e dos ribeirões Vau-Açú e Oratórios, foram acionados 22 presos – que trabalham em uma parceria da prefeitura com o Complexo Penitenciário local – para fazer a remoção de lama e limpeza das vias. Os internos já tinham autorização judicial para trabalhar na parceria e fazem parte da equipe de funcionários que realizam a limpeza e manutenção de praças e ruas de Ponte Nova.

Segundo a diretora de Atendimento do Complexo Penitenciário do município, Aline de Araújo, os internos estão sendo muito bem recebidos por todos. Foram eles, também, que ajudaram no deslocamento de idosos e no transporte dos mobiliários e roupas de um asilo que foi atingido. “Eles estão fazendo a diferença. Devido ao efetivo reduzido de servidores da própria prefeitura, os internos conseguem ajudar bastante. Estamos muito satisfeitos com a parceria e em saber que eles estão sendo importantes para a cidade”, afirma.

Manhumirim

Nesta quarta-feira (29/1), cinco presos que cumprem pena em Manhumirim começaram a prestar os mesmos serviços no município. A cidade também foi bastante atingida pelas chuvas. O poder Judiciário, em parceria com o presídio, concedeu autorização para a saída dos internos.

*Com informações do Governo do Estado de MG

Chuvas deixam mais de 2 mil pessoas sem casa no Espírito Santo

Região alagada no município de Iconha (Prefeitura de Iconha/Reprodução)


As fortes chuvas que atingem o Espírito Santo desde a última sexta-feira (17) já causaram a morte de sete pessoas e deixaram 2.355 desalojadas.

Segundo o último boletim divulgado pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), do total de desalojados, 2.271 pessoas tiveram que deixar suas casas e se acomodar provisoriamente na casa de parentes ou amigos. As 84 pessoas desabrigadas foram levadas para abrigos públicos – em alguns casos, improvisados em escolas públicas ou igrejas.

Os mais de 90% dos desalojados contabilizados até as 11h de hoje (22) vivem em duas cidades do sul do estado. Em Alfredo Chaves, a cerca de 80 quilômetros da capital Vitória, foi registrado o maior número de desalojados: 1.107 pessoas, além de três mortes.

Em Vargem Alta, a apenas 40 quilômetros a oeste de Alfredo Chaves, 1.006 pessoas tiveram que deixar suas casas e se alojar na casa de parentes ou amigos. Em Vargem Alta, também foi registrado o maior número de desabrigados: 58 pessoas.

Devido à situação, na segunda-feira (20), o prefeito de Alfredo Chaves, Fernando Videira Lafayette, declarou situação de calamidade pública. Até o momento, 17 pontes foram danificadas ou destruídas no município.

(Prefeitura de Iconha)

O transbordamento do Rio Benevente alagou ruas, destruiu casas e ainda provocou as três mortes registradas na cidade. Estradas vicinais e rodovias estaduais foram atingidas por barreiras, interrompendo integral ou parcialmente o tráfego de veículos.

Os festejos para comemorar os 129 anos de emancipação política da cidade, marcados para a próxima sexta-feira (24), foram cancelados pela prefeitura, que concentrou na Coordenadoria de Defesa Civil os esforços dos  órgãos municipais para atender à população, limpar as ruas e restabelecer os serviços básicos.

Além das mortes registradas em Alfredo Chaves, quatro pessoas morreram em Iconha, 100 quilômetros ao sul de Vitória, por causa da chuva.

Na sexta-feira (17), o nível do Rio Iconha, que corta a cidade, subiu quase 4 metros, transbordando, causando alagamentos e obrigando a Defesa Civil Municipal a pedir para as famílias deixarem suas casas em áreas de risco e buscarem abrigos seguros.

O abastecimento de água foi afetado em parte da cidade e, no domingo (19), a empresa de água e esgoto, Saae, recomendou à população que consuma água com cautela. “Que a água seja utilizada para as necessidades básicas, de higiene, sendo que carros-pipas estarão à disposição das famílias para que seja realizada a limpeza das casas.” A prefeitura também pediu aos munícipes que colaborem com a doação de materiais de limpeza e de higiene pessoal para as vítimas das enchentes.

Maior volume de chuva

Só em Colatina, no centro do estado, a cerca de 130 quilômetros, choveu nas últimas 24 horas 100.86 milímetros (mm). Além de representar o maior volume acumulado em todo o estado, entre as 6h de ontem e 6h de hoje, o volume é  inesperado, já que a expectativa para todo o mês fica entre 300 e 500 mm.

Institutos de meteorologia alertam que é grande a probabilidade de que chuvas fortes ou tempestades voltem a atingir o estado a partir das próximas horas.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu o alerta laranja para o Espírito Santo, parte de Minas Gerais (também castigado pelas fortes chuvas dos últimos dias), Bahia, Goiás, Rio de Janeiro e do Distrito Federal

Ontem, órgãos federais como o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), já tinham emitido um alerta conjunto sobre a possibilidade de chuvas intensas na mesma faixa do território brasileiro.

Em nota conjunta, os órgãos federais recomendam que as autoridades estaduais e municipais de proteção e defesa civil alertem a população vulnerável para o risco iminente.

Por Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil

Duas mortes confirmadas durante a chuva

Bombeiros registraram 118 chamados para enchentes


Duas pessoas morreram durante as fortes chuvas que atingiram a Grande São Paulo na noite de ontem (8) e início da madrugada de hoje (9). No centro de São Paulo, na Avenida Rio Branco, um homem, de 21 anos, morreu pouco após a meia-noite ao ser eletrocutado em um poste de luz.

O Corpo de Bombeiros registrou mais uma morte em Ferraz de Vasconcelos, município da região metropolitana. Uma mulher, de 34 anos, foi encontrada presa a estruturas metálicas em uma empresa que fica próxima a um rio que transbordou.

Alagamentos e deslizamentos

No Parque do Carmo, zona leste paulistana, um deslizamento de terra atingiu dois carros e uma moto. Não foram identificadas vítimas. No total, a corporação registrou 36 chamadas por desabamentos e 118 por enchentes.

O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Prefeitura de São Paulo identificou um total de 60 pontos de alagamento em toda a cidade desde o início da noite de ontem (8). Desses, 11 chegaram a impedir o trânsito de pessoas e veículos. Na manhã de hoje (9), alguns desses locais permaneciam alagados, como a Avenida Mofarrej, na Vila Leopoldina, zona oeste da cidade, e as avenidas Mercúrio e do Estado, na região central.

A previsão do CGE é de que nesta quinta-feira a cidade seja atingida por pancadas de chuva na parte da tarde e à noite. Assim como ontem (8), os temporais devem vir acompanhados de rajadas de vento e raios. As temperaturas devem variar entre 20 grau e 29 graus Celsius. Como o solo está encharcada, é alta a possibilidade de novas enchentes e deslizamentos.

*Por  Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil

Em 2 horas, Bombeiros registram quase 50 enchentes

Nuvens carregadas na região da Marginal Tietê


A chuva forte que atingiu São Paulo durante a tarde desta quarta-feira (8) fez com que o Corpo de Bombeiros recebesse quase 50 chamados para enchentes em pouco mais de duas horas. Segundo o balanço divulgado pela corporação, entre 15h e 17h20 foram 46 casos de inundações.

A quantidade de locais alagados aumentou no começo da noite, passando de 80.

A corporação atendeu ainda 8 desabamentos ou desmoronamentos e 7 quedas de árvore. O Córrego Lajeado, na zona leste, transbordou por volta de 17h30.

Por causa do temporal, todas as regiões da capital paulista entraram em estado de atenção para alagamentos às 16h05 de hoje. De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da prefeitura, precipitações de forte intensidade estão atingindo toda a zona sul da cidade, com deslocamento rápido para a zona sudeste e o ABC Paulista. Há ruas alagadas na zona leste, na região do bairro São Lucas.

O centro da cidade e os bairros de Tremembé e Jaçanã, na zona norte, também já registram chuvas fortes. Segundo o CGE, as instabilidades estão acompanhadas de rajadas de vento e têm potencial para formação de alagamentos. As próximas horas devem continuar com tempo instável de forma generalizada até as primeiras horas da noite.

Por conta do solo encharcado, o CGE chama atenção para as áreas de risco, em razão do alto potencial para formação de alagamentos e deslizamentos de terra.

*Com informações de Bruno Bocchini, da Agência Brasil

Temporal derruba árvores e provoca enchente em 15 locais

Por Bruno Bocchini

Pistas no Elevado João Goulart ficaram alagadas (Jorge Araújo/Fotos Públicas)


A forte chuva que atinge a capital paulista nesta terça-feira (10) causou o transbordamento de córregos e rios, alagamentos, queda de árvores e aumento dos congestionamentos no trânsito.

Em Itaquera, na zona leste de São Paulo, o Rio Verde transbordou em decorrência das precipitações que atingiram o bairro. Em Perus, na região norte, houve o extravasamento do Córrego Perus, assim como em Tremembé, na mesma região, onde houve o transbordamento do Córrego Paciência. O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da prefeitura decretou estado de alerta nas três localidades. As demais áreas da cidade estão em estado de atenção.

O Corpo de Bombeiros informou que foram registradas 15 ocorrências de alagamento na cidade e 13 chamados em razão da queda de árvores. De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o congestionamento, às 19h, era de 13,8% das vias monitoradas, acima da média para o horário (10%).

https://twitter.com/BombeirosPMESP/status/1204508528448286720

Às 19h, imagens do radar meteorológico do CGE mostravam chuva moderada em toda a capital paulista. Segundo previsão do CGE, as próximas horas continuarão com chuvas, gradativamente perdendo intensidade e abrangência.