Café: Operação investiga sonegação em São Paulo e mais três Estados

Agentes apreenderam bens e fizeram buscas em vários endereços (Receita Federal/Reprodução)

A Receita Federal, a Polícia Civil do Paraná e as Receitas Estaduais do Paraná e Minas Gerais deflagraram a operação “Expresso”, nesta terça-feira (16), para desmantelar gigantesco esquema de sonegação do setor de café e crimes relacionados. As investigações contam com a participação da Receita Estadual do Estado de São Paulo, dos Ministérios Públicos do Paraná e Minas Gerais. 

Desde as primeiras horas desta manhã, mais de 111 servidores da Receita Federal, entre auditores, analistas e administrativos, 710 policiais civis, servidores das receitas estaduais e peritos estão nas ruas para cumprir 220 mandados judiciais, sendo 35 de prisão temporária, 124 de busca e apreensão e 61 de sequestro de bens, nos estados do Paraná, Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo. A ação mira envolvidos em esquema bilionário de sonegação fiscal no ramo de comercialização de café em grão, bem como crimes de falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e associação criminosa. 

Levantamentos iniciais apontam que os valores devidos aos cofres públicos podem ultrapassar R$ 1 bilhão em impostos estaduais e federais, multas e correção monetária. Para fins de comparação, este valor poderia ser usado para comprar mais de 17 milhões e 240 mil doses de vacinas contra a Covid-19, ou implantar mais de 5.540 novos leitos de unidades de terapia intensiva em hospitais. 

Resultado de investigações iniciadas há mais de dois anos pela Polícia Civil do Paraná e de trabalhos anteriores da Receita Federal e da Receita Estadual de Minas Gerais, a força-tarefa tem como objetivo desmantelar um grande esquema criminoso de sonegação de impostos e creditação indevida de ICMS na compra e venda de café em grão cru decorrente de comercializações interestaduais. 

Os alvos da operação são pessoas físicas e empresas. Entre estes, grandes atacadistas e corretores de café em grãos do Paraná, além de transportadores, proprietários e representantes de torrefações paranaenses conhecidas no ramo cafeeiro nacional.  

(Receita Federal/Reprodução)

Os mandados judiciais estão sendo cumpridos em 39 municípios: Londrina, Carlópolis, Cornélio Procópio, Ibaiti, Jandaia do Sul, Mandaguari, Maringá, Matinhos, Pérola, Rolândia e Santo Antônio da Platina, no Paraná; São Paulo, Espírito Santo do Pinhal, Hortolândia, Itatiba, Itu, Leme, Santo Antonio do Jardim, São Bernardo do Campo e Santos, em São Paulo; Vitória, Colatina e Vila Velha, no Espírito Santo;  Belo Horizonte, Aimorés, Andradas, Borda da Mata, Divino, Itamogi, Itueta, Manhuaçu, Matozinhos, Miraí, Muriaé, Ouro Fino, Patrocínio, Poços de Caldas, São Sebastião do Paraíso e Varginha, em Minas Gerais. 

O esquema

De acordo com a força-tarefa, atacadistas e corretores de café de Londrina e região possibilitavam a diversas torrefações do Paraná a aquisição do café em grão cru de duas formas. A primeira, destinando o produto juntamente com créditos fraudulentos de ICMS advindos de notas fiscais falsas; a segunda, na aquisição do café em operações fraudulentas (dentro do Paraná), em que o recolhimento dos tributos não era feito. 

Em ambos os casos, a mercadoria era oriunda de Minas Gerais e do Espírito Santo, comercializada por cooperativas e produtores rurais desses estados, sendo as notas fiscais destinadas a empresas de fachada, as chamadas “noteiras”, também localizadas em Minas Gerais e no Espírito Santo. 

As operações envolvendo empresas dos dois estados possibilitavam o não recolhimento do ICMS sobre as notas fiscais falsas. Paralelamente, outra empresa “noteira”, situada em São Paulo, emitia notas fiscais falsas destinadas a atacadistas e torrefações do Paraná.  

Nos dois tipos de aquisição irregular do café em grão cru, os destinatários do Paraná se beneficiavam com o crédito de milhões de reais em ICMS de operações interestaduais fraudulentas que nunca foram pagos. 

As investigações apontam ainda que, por diversas vezes, o produto adquirido por meio de notas fiscais falsas oriundas de São Paulo era destinado a empresas de café solúvel de Londrina e de Cornélio Procópio, ocasião em que, simulando uma venda da mercadoria dentro do Paraná, os atacadistas emitiam uma terceira nota fiscal falsa, acarretando aos próprios atacadistas o não recolhimento do tributo.   

Valores

Somados os valores, as “noteiras” de Minas Gerais e de São Paulo emitiram mais de R$ 6 bilhões em notas fiscais, entre janeiro de 2016 e fevereiro de 2021, sendo 2 bilhões só em 2020. Os valores devidos aos cofres mineiros passam de R$ 350 milhões. 

Quanto às empresas destinatárias das notas fiscais falsas no Paraná, a estimativa é que elas tenham acumulado créditos tributários fraudulentos de, aproximadamente, R$ 100 milhões, considerando que receberam cerca de R$ 1 bilhão em notas frias. Sobre o valor fraudado, ainda devem ser acrescentados 60% de multa, correção monetária e juros, fazendo com que o valor devido aos cofres paranaenses chegue a cerca de R$ 200 milhões. 

Houve também sonegação de tributos federais (IRPF). O montante, neste caso, pode chegar a R$ 200 milhões. Além disso, como há o evidente intuito de fraude, a multa é qualificada e corresponde a 150% do valor lançado; ou seja, o valor dos tributos federais sonegados e a multa correspondente pode chegar a R$ 500 milhões de reais.  

Os órgãos envolvidos na Operação “Expresso” alertam que, além de subtrair recursos da coletividade, a sonegação de tributos gera concorrência desleal, uma vez que, ao não cumprir com suas obrigações legais, a empresa fraudulenta cria condições para oferecer produtos com valores abaixo do praticado pelo mercado, prejudicando as empresas cumpridoras de seus deveres. 

Por Receita Federal

Imprensa da Europa repercute caso de menina estuprada

Os protestos de ativistas antiaborto no Recife, que tentaram impedir a interrupção da gravidez de uma menina de dez anos de idade que fora estuprada por seu tio, repercutiram em vários veículos de imprensa europeus, que chamaram a atenção para o “fundamentalismo religioso” de grupos católicos e evangélicos no Brasil.

Os jornais ressaltaram o papel da Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, que criticou em rede social a decisão da Justiça de permitir a realização do aborto.

Também foi mencionado o fato de a ativista de direita Sara Giromini divulgar as informações pessoais da vítima e convocar seus apoiadores a comparecerem ao hospital na capital pernambucana, o que resultou em tumultos e ofensas graves contra a vítima e os médicos da clínica encarregados do aborto legal, realizado neste domingo (16/08).

As reportagens destacaram também a atuação de grupos feministas e pró-aborto em defesa dos direitos da menina, assim como o fato de o governo do presidente Jair Bolsonaro motivar ações de ativistas como Giromini através da banalização do discurso de ódio.

Nesta terça-feira, após passar alguns dias foragido, o acusado de abusar sexualmente da menina desde que ela tinha seis anos de idade foi preso.

The Guardian (Reino Unido) – Brasil: indignação após extremistas religiosos assediarem menina que procurava aborto (17/08)

(Reprodução)

Mulheres brasileiras saem às ruas em grande número para proteger uma menina de dez anos que sofre perseguição de extremistas religiosos por tentar realizar um aborto legal, depois de ter sido estuprada pelo tio.

A menina de São Mateus, uma pequena cidade do Espírito Santo, foi hospitalizada em 7 de agosto se queixando de dores no abdômen, e os médicos logo confirmaram que estava grávida. A criança contou à polícia que era estuprada pelo tio desde os seis anos de idade, e que se manteve em silêncio por ter medo. O agressor de 33 anos estava foragido.

As leis altamente restritivas ao aborto no Brasil – na maior parte, estabelecidas nos anos 1940 – permitem a interrupção da gravidez em casos de estupro, quando a vida da mãe está em risco ou quando é detectada anencefalia [má formação do encéfalo].

Apesar disso, a menina teve de viajar mais de 1.400 quilômetros até o Recife para realizar o procedimento, após um debate amplamente politizado que resultou na recusa de um hospital de seu estado em tratar da criança.

Ao chegar ao hospital onde a operação deveria ser executada na tarde de domingo, a entrada estava ocupada por ativistas antiaborto de extrema direita e políticos, que foram filmados ofendendo os funcionários do hospital e a criança, ao tentarem impedir seu ingresso no local.

“Ver uma menina de dez anos ser criminalizada por encerrar uma gravidez resultante de um estupro e porque sua vida está em perigo, nos dá uma noção de como o fundamentalismo religiosos está avançando em nosso país”, comentou Elisa Aníbal, ativista feminista do Recife.

Os ativistas religiosos aparentemente descobriram o nome do hospital, que fora mantido em segredo por razões de segurança, através de uma ferrenha apoiadora do presidente Jair Bolsonaro. Num vídeo online que mais tarde seria apagado, mas ao qual o Guardian teve acesso, a extremista pró-Bolsonaro Sara Giromini diz o nome da menina e alega falsamente que as autoridades a sequestraram e alugaram um avião particular para transportá-la para a clínica.

Até o ano passado, Giromini trabalhava para a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, a pastora conservadora evangélica Damares Alves. As duas aparecem juntas num vídeo de campanha amplamente divulgado em que Alves afirma: “Sara é mais do que uma camarada nessa luta para defender a vida e a família: Sara é como minha filha.”

Paula Viana, ativista pró-aborto que acompanhou a menina do aeroporto do Recife até o hospital, disse ter sido alertada de que os ativistas antiaborto os aguardavam enquanto ela se dirigia de táxi até o local. Ela conta que eles pararam o carro, esconderam a menina no porta-malas e entraram no edifício por uma porta lateral.

“É inacreditável que isso aconteça no Brasil, que parte da população realmente acredite que um aborto é pior que um estupro”, disse Viana, que pertence ao grupo de direitos das mulheres Curumim. “Mas não nos surpreendemos, porque temos um presidente que apoia tais demonstrações de ódio.”

Quando as informações sobre a emboscada antiaborto se espalharam entre a comunidade feminista do Recife, vários ativistas se dirigiram ao hospital para defender os direitos da menina.

“No fim do dia, havia mais de 150 pessoas apoiando a menina […] mulheres, transgêneros, negros, jovens […] quando olhamos para o outro grupo, eles eram na maioria homens brancos velhos vestindo ternos, com poucas mulheres entre eles”, contou Aníbal.

Die Tageszeitung (Alemanha) – Preces contra o aborto (17/08)

Eram preces em voz alta, agressões e, no final, tentativas de invadir a clínica. Grupos católicos, pastores evangélicos e políticos radicais de extrema direita convocaram um protesto no Recife, neste domingo. Os manifestantes queriam evitar que uma menina de dez anos que engravidou após ser estuprada se submetesse a um aborto. O caso gerou debate sobre o crescimento da influência dos grupos religiosos.

[…]

Grupos cristãos vêm lutando há anos contra as leis [do aborto] e, desde a eleição de Jair Bolsonaro, recebem apoio das camadas mais altas do poder.

A ministra da Família, Damares Alves, não é apenas pastora evangélica, mas também uma das mais conhecidas ativistas antiaborto no país. No debate mais recente, a ministra deu luz verde para uma verdadeira caça às bruxas, ao criticar no Facebook a decisão do Judiciário que permitiu o aborto.

Como a vítima é uma criança, o caso sequer poderia ter sido discutido. Isso, porém, não impediu a influenciadora de extrema direita e apoiadora de Bolsonaro Sara Winter de se posicionar publicamente. A fundamentalista e ex-feminista pediu que seus apoiadores protestassem e chegou até a divulgar o nome real e endereço da menina.

A menina de dez anos, que vive com a avó no Espírito Santo, foi estuprada pelo tio durante vários anos. Com o aumento da pressão pública, o hospital de sua cidade se recusou a realizar o aborto – mesmo que a Justiça o tenha permitido anteriormente. A menina teve de se deslocar até o estado de Pernambuco, a mais de mil quilômetros de distância.

Centenas de feministas se reuniram no domingo para apoiar a menina e formar uma corrente humana contra a direita. Uma das manifestantes era Carol Vergolino, política do partido de esquerda Psol. “Quando a menina chegou à clínica, levava seu ursinho nas mãos. Os fundamentalistas a insultaram e chamaram de assassina”, disse a mulher de 42 anos ao jornal Taz.

Segundo Vergolino, os protestos são consequência direta das políticas do presidente Jair Bolsonaro. “O presidente semeia o ódio e incita as pessoas a agirem dessa forma.”

No Brasil, tomar uma posição em relação ao aborto pode ser perigoso. Os médicos relatam várias ameaças e reprimendas. O médico que realizou o aborto na menina de dez anos foi excomungado da Igreja Católica há alguns anos, devido a seu trabalho.

Der Spiegel (Alemanha) – Ativistas de extrema direita perseguem menina de dez anos após aborto (18/08)

O aborto legal de uma menina de dez anos que foi estuprada pelo tio gerou uma controvérsia acalorada no Brasil. Segundo vários veículos de imprensa brasileiros, a Justiça do Espírito Santo ordenou que as redes sociais apaguem postagens com informações sobre a menina.

[…]

Casos como esse normalmente são tratados em sigilo. Mas, segundo uma reportagem do portal de notícias Pernambuco, os dados sobre a menina estuprada foram tornados públicos. Uma ordem de prisão foi emitida contra seu tio, que estava foragido.

A ministra da Mulher e da Família, Damares Alves, lamentou no Facebook a decisão da Justiça que concedeu à menina o direito de realizar um aborto. Ela considera a intervenção como perigosa.

Uma ativista de direita chegou a publicar o nome da menina e do hospital. A criança teve de ser levada a um hospital especializado após a operação ser recusada por uma clínica no Espírito Santo. Opositores do aborto e políticos conservadores se reuniram em frente ao local, chamando o médico encarregado do procedimento de “assassino”.

Segundo o Anuário da Segurança Pública do Brasil, a cada hora quatro meninas brasileiras de menos de 13 anos de idade são estupradas, na maior parte dos casos por familiares. Segundo as estatísticas, 66 mil casos de estupro foram registrados em 2018, sendo que mais da metade das vítimas era menor de 13 anos

Die Zeit (Alemanha) – Menina de dez anos ameaçada por extremistas por aborto (18/08)

O aborto de uma menina de dez anos que foi estuprada pelo tio gerou um debate acalorado no Brasil e resultou em ameaças por extremistas de direita. Segundo vários veículos de imprensa brasileiros, a Justiça do Espírito Santo ordenou que as redes sociais apaguem postagens com informações sobre a menina. O tio, que teria molestado a menina desde os seis anos de idade, estava foragido.

A política conservadora de direita Sara Winter publicara os nomes da menina e do hospital onde o aborto seria realizado. Winter, ex-ativista do feminismo, é conhecida há anos como opositora do aborto sendo, até pouco tempo atrás, responsável pela política de maternidade do Ministério da Mulher e da Família.

A atual ministra da pasta e pastora evangélica, Damares Alves, lamentou no Facebook a decisão da Justiça de conceder à menina o direito ao aborto. Ambas são consideradas apoiadoras do presidente Jair Bolsonaro

El País (Espanha) – Grupos conservadores brasileiros distorcem o aborto legal de uma menina de dez anos violada por seu tio (17/08)

Centenas de meninas violentadas se veem obrigadas a recorrer a um aborto legal no Brasil sem necessidade de autorização da Justiça e sem o conhecimento da opinião publica. Mas a repercussão do caso fez com que o estado do Espírito Santo buscasse uma solução no Recife.

Acompanhada de sua avó e de seus bonecos de pano, a menina estava serena enquanto esperava o início da primeira etapa do procedimento, segundo relatos de testemunhas.

A vítima e sua família perderam a privacidade inerente a casos tão violentos como esse. Na entrada do centro de saúde onde se realizaria o aborto, um grupo chamava de “assassino” o médico e diretor da clínica Olympio Filho. A avó da menina estava segura da decisão que havia tomado, acatando os pedidos da neta.

[…]

O gesto da ministra [Damares Alves] gerou um clima de terror e de caça às bruxas na Justiça de São Mateus, cidade de 130 mil habitantes a 130 quilômetros de Vitória. O assunto se converteu em disputa política e, segundo fontes próximas ao caso, em “crueldade cínica” para com a vítima, que é negra e mora com a avó, uma vendedora ambulante.

A impressão de que ela poderia suportar tamanha violência revelou sinais de racismo e indiferença por sua classe social pelos que a atenderam no serviço publico, diz-se. A menina vive uma situação comum a milhões de crianças pobres do Brasil: a mãe a abandonou, o pai está preso, e o tio que a violentou é um ex-presidiário.

Em contrapartida, a avó é conhecida por se preocupar com a educação da menina, só se separando dela quando ia trabalhar. Tanto ela como a neta deixaram claro à Justiça que queriam ser amparadas pela legislação brasileira e interromper a gravidez. A reação da menina era de desespero quando se cogitava a opção de continuar com a gravidez, segundo várias testemunhas. Ela estava grávida há 22 semanas, limite do prazo para terminar a gestação, segundo as normas do Ministério da Saúde.

“Manter a gravidez é um ato de tortura, é abusar novamente dela, é fazer com que o Estado abuse dela, igual ou pior do que já havia ocorrido”, disse Olympio Filho, médico responsável pelo aborto.

Havia também um risco obstétrico de hemorragia, além da falta de estrutura psicológica para assumir uma maternidade fruto de um ato de violência: “Primeiro é preciso preservar a vida da menina, e depois, lhe dar o apoio psicológico para que consiga superar. O dano será muito maior se a obrigarem a continuar com a gravidez”, alertou.

RC/ots

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A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.

Tio suspeito de estuprar e engravidar menina de 10 anos é preso

A Polícia Civil do Espírito Santo confirmou a prisão do suspeito de estupro da menina de 10 anos. A prisão ocorreu na madrugada desta terça-feira (18), na região metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais.

(PC/Reprodução)

O governador Renato Casa Grande postou, em sua conta no Twitter, mensagem sobre a prisão. Ele escreveu que a prisão “sirva de lição para quem insiste em praticar um crime brutal, cruel e inaceitável dessa natureza”.

Nessa segunda-feira (17), o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) abriu investigação para apurar o vazamento de informações sobre o caso. De acordo com o MP, as questões envolvendo. crianças e adolescentes são sigilosas e a divulgação constitui crime.

A descoberta da situação ocorreu na semana passada após a criança ter sido levada para um hospital em São Mateus (ES) com sintomas de gravidez. No local, exames confirmaram que a gravidez era de três meses. Após relatar que sofria abusos sexuais, a polícia abriu investigação e está em busca do acusado, que está foragido.

O caso provocou revolta na cidade e mobilização nas redes sociais. Segundo o MP, a Justiça determinou que o Facebook, Twitter e Google retirem da internet publicações que expuseram o nome da criança e o hospital onde ela fez o procedimento de aborto legal, autorizado pela Justiça. Além disso, os promotores relatam que grupos teriam ameaçado familiares da vítima.

Em nota, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos informou que acompanha as investigações para ajudar na responsabilização do acusado.

Criança de 10 anos estuprada interrompe gravidez

A menina de 10 anos, estuprada pelo tio desde os 6 anos de idade, passou por um procedimento na noite deste domingo (16) para retirar o feto. A informação foi confirmada pela Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco à Band.

(Arquivo/Allan Torres/Folha de Pernambuco)

A vítima está internada no Centro integrado de Saúde Amaury de Medeiros e o quadro de saúde é estável.

“Em relação ao caso citado, é importante ressaltar que há autorização judicial do estado do Espírito Santo ratificando a interrupção da gestação. É importante reforçar, também, que o Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam-UPE) é referência estadual nesse tipo de procedimento e de acolhimento às vítimas”, pontuou a secretaria, em nota.

Mesmo com a autorização judicial, tendo sido vítima estupro e ter apenas 10 anos, o Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Hucam), em Vitória, no Espírito Santo, negou o direito ao aborto. A criança precisou ser levada para Recife para ter a gravidez interrompida.

A gravidez foi descoberta há pouco mais de uma semana, segundo reportagem do UOL, porque a garota foi levada ao hospital da cidade onde mora. O tio, suspeito de cometer o estupro, está foragido.

Fragmentos de óleo são coletados em praias do Brasil

A Marinha e servidores públicos locais recolheram fragmentos de óleo em pontos do litoral do Rio Grande do Norte, Alagoas e Bahia, na região Nordeste, e do Espírito Santo, no Sudeste. Em nota divulgada hoje (1), a Marinha informou que na praia de Tabatinga, no Rio Grande do Norte, foram retirados três quilos da substância, de origem ainda desconhecida, que chegou à areia em pequenas porções.

Ibama monitora a região (Arquivo/Ibama/Reprodução)

Ontem, em Alagoas, foram recolhidas 200 gramas do produto na praia Lagoa do Pau, em Coruripe, e 150 gramas na Praia da Bica, em Japaratinga, além de 10 gramas na praia de Peroba, em Maragogi.

Também foram colhidas 200 gramas do material poluente na praia Jardim de Alah, em Salvador (BA) e mais 54 gramas na praia de Guriri, em São Mateus (ES).

Além da Marinha, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) continuam monitorando a situação.

De acordo com a Marinha, as amostras do material recolhido estão sendo enviadas para análise no Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira, em Arraial do Cabo (RJ) e os testes já realizados indicam que o material é do mesmo tipo do óleo que, em 2019, surgiu em alto-mar e poluiu praias, costões, manguezais e outros habitats de todo o litoral do Nordeste, além de alguns locais do Espírito Santo e da costa norte do Rio de Janeiro.

Por meses, órgãos públicos recolheram toneladas de material poluente. Após alguns meses sem qualquer registro de novas ocorrências e sem que as autoridades descobrissem a origem o óleo, fragmentos da substância voltaram a ser encontrados no último dia 19.

Para especialistas, depois de permanecer em repouso no fundo do mar, o produto voltou a se soltar devido à ação das correntes marítimas combinada a fatores meteorológicos que, juntos, revolveram o leito do oceano, carregando o óleo.

Por Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasi 

Salta para 8 casos confirmados de Covid-19 no Brasil

(Josué Damacena/IOC Fiocruz)

O Ministério da Saúde (MS) confirmou mais quatro casos de coronavírus no Brasil, totalizando seis em São Paulo, um no Rio de Janeiro e outro no Espírito Santo. Segundo o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, o caso confirmado no Espírito Santo entrará no banco de dados do ministério nas próximas horas, mas já está confirmado.

Com a atualização dos dados de hoje, o Brasil tem 636 casos suspeitos e oito confirmados. Os casos confirmados estão em isolamento domiciliar. O caso do Espírito Santo é uma mulher de 37 anos, com histórico de viagem.

O caso confirmado no Rio é de uma mulher de 27 anos, que fez viagem à Itália e Alemanha entre 9 e 23 de fevereiro. Ela sentiu os primeiros sintomas ainda durante a viagem, em 17 de fevereiro. A paciente teve febre, falta de ar e apresentou coriza. Foi atendida, no Brasil, no dia 2 de março.



Além disso, existe um caso confirmado no Distrito Federal, após exame feito por um laboratório particular. O ministério ainda aguarda a contraprova, realizada por uma instituição credenciada pelo Ministério da Saúde para realizar o exame, para confirmar oficialmente. Trata-se de uma mulher, de 53 anos, que viajou pela Inglaterra e Suíça.

Existe um caso atípico em São Paulo, também dentre os confirmados. Uma jovem de 13 anos retornou da Itália, não apresentou sintomas, mas teve a presença do vírus confirmada no organismo. Ela procurou atendimento médico por outro motivo, ter rompido um tendão. E, durante os procedimentos médicos, os exames detectaram o vírus.

Isso não significa que essa jovem pode transmitir o vírus. Segundo o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, ela não está em isolamento e não transmitiu o vírus a ninguém. “Ela teve a presença, a identificação, de fragmentos do vírus. Ela pode ir para escola, vida que segue. Ela é um portador assintomático, mas não quer dizer que esse vírus pode ser transmitido. O vírus não é viável, ele está fragmentado. As pessoas próximas não pegaram”.

De acordo com Wanderson de Oliveira, o Brasil passou a ser um país com transmissão local, ou seja, existem dois tipos de contaminados: os que chegaram de viagem internacional, vindos de países com circulação do vírus; e pessoas que tiveram contato com essas pessoas que estiveram no exterior.

Ainda não existe transmissão comunitária do vírus no Brasil. Já a China, Coreia do Sul e Itália estão enquadradas como países de transmissão comunitária, quando nem sempre é possível identificar a fonte de contaminação de um caso positivo.

Segundo ele, o brasileiro não deve mudar seus hábitos, como usar máscaras, por exemplo. O que deve ser feito é adotar práticas de higiene, como lavar as mãos e levar as mãos à boca ao espirrar. “Não muda nada nas condutas adotadas até o momento. […] Se apresentar sintomas gripais não vá trabalhar, não vá viajar e não vá estudar. Não vá para locais públicos, fique em casa se hidratando e se alimentando bem”.

Desafio



Na avaliação do ministério, a partir de agora, o Brasil enfrenta um novo desafio a partir da entrada dos Estados Unidos, com 108 casos confirmados, no rol de países monitorados pelo governo federal. Com isso, passageiros que voltarem daquele país e tiverem algum sintoma respiratório associado a febre serão tratados como suspeitos.

“Quando a gente estava falando de voo da China, tinha 1 conexão. A partir de agora, com a inclusão dos EUA, vamos ter a possibilidade de casos suspeitos com 193 voos que chegam no Brasil. Esse é o grande desafio que teremos nos próximos dias”, disse o secretário-executivo do ministério, João Gabbardo dos Reis.

Oliveira destacou que o Brasil poderia passar para a fase de mitigação da doença, ou seja, considerar que a doença está espalhada pelo mundo e trabalhar para evitar casos graves e óbitos. O Brasil tem conversado com os países com um grande número de casos para adquirir a expertise necessária. Está marcada para amanhã (6), uma reunião com representantes da Itália.

“Estamos aprendendo, estudando, conversando com os países. Nenhum país tem mais experiencia que a China, Itália e Coreia do Sul. Precisamos do apoio deles para entender essa dinâmica e evitar os erros que eles cometeram, se é que entenderam ter errado”, disse o secretário.

Ao mesmo tempo ele reforçou que na grande maioria dos pacientes o coronavírus se comporta como uma gripe corriqueira. “É uma doença que tem se mostrado, em 81% dos casos, leves. A pessoa vai ter uma gripe, como tem todos os anos. Vamos ficar derrubados uns dias, febre e mal-estar”.

Casos de coronavírus no mundo

A Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou o relatório situacional do Covid-19 no mundo.

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Relatório situacional de Covid-19, segundo OMS (Ministério da Saúde)

Testes de coronavírus no Brasil



No Brasil, laboratórios públicos ou privados que identificarem casos confirmados da doença pela primeira vez, devem passar por validação de um dos três laboratórios de referência nacional: Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz); Instituto Evandro Chagas, no Pará; e Instituto Adolfo Lutz em São Paulo. Após a validação da qualidade, o laboratório passa a ser considerado parte da Rede Nacional de Alerta e Resposta às Emergências em Saúde Pública.

Ontem (4) a Fiocruz começou a distribuir, no Rio de Janeiro, kits para o diagnóstico do novo coronavírus para laboratórios centrais estaduais, que também passarão por um processo de capacitação para a realização dos testes.

Os kits foram desenvolvidos no Brasil pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) e pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP). Já a capacitação será conduzida pelo Laboratório de Vírus Respiratório e Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz.

Por Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil

Chuvas deixam mais de 2 mil pessoas sem casa no Espírito Santo

Região alagada no município de Iconha (Prefeitura de Iconha/Reprodução)


As fortes chuvas que atingem o Espírito Santo desde a última sexta-feira (17) já causaram a morte de sete pessoas e deixaram 2.355 desalojadas.

Segundo o último boletim divulgado pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), do total de desalojados, 2.271 pessoas tiveram que deixar suas casas e se acomodar provisoriamente na casa de parentes ou amigos. As 84 pessoas desabrigadas foram levadas para abrigos públicos – em alguns casos, improvisados em escolas públicas ou igrejas.

Os mais de 90% dos desalojados contabilizados até as 11h de hoje (22) vivem em duas cidades do sul do estado. Em Alfredo Chaves, a cerca de 80 quilômetros da capital Vitória, foi registrado o maior número de desalojados: 1.107 pessoas, além de três mortes.

Em Vargem Alta, a apenas 40 quilômetros a oeste de Alfredo Chaves, 1.006 pessoas tiveram que deixar suas casas e se alojar na casa de parentes ou amigos. Em Vargem Alta, também foi registrado o maior número de desabrigados: 58 pessoas.

Devido à situação, na segunda-feira (20), o prefeito de Alfredo Chaves, Fernando Videira Lafayette, declarou situação de calamidade pública. Até o momento, 17 pontes foram danificadas ou destruídas no município.

(Prefeitura de Iconha)

O transbordamento do Rio Benevente alagou ruas, destruiu casas e ainda provocou as três mortes registradas na cidade. Estradas vicinais e rodovias estaduais foram atingidas por barreiras, interrompendo integral ou parcialmente o tráfego de veículos.

Os festejos para comemorar os 129 anos de emancipação política da cidade, marcados para a próxima sexta-feira (24), foram cancelados pela prefeitura, que concentrou na Coordenadoria de Defesa Civil os esforços dos  órgãos municipais para atender à população, limpar as ruas e restabelecer os serviços básicos.

Além das mortes registradas em Alfredo Chaves, quatro pessoas morreram em Iconha, 100 quilômetros ao sul de Vitória, por causa da chuva.

Na sexta-feira (17), o nível do Rio Iconha, que corta a cidade, subiu quase 4 metros, transbordando, causando alagamentos e obrigando a Defesa Civil Municipal a pedir para as famílias deixarem suas casas em áreas de risco e buscarem abrigos seguros.

O abastecimento de água foi afetado em parte da cidade e, no domingo (19), a empresa de água e esgoto, Saae, recomendou à população que consuma água com cautela. “Que a água seja utilizada para as necessidades básicas, de higiene, sendo que carros-pipas estarão à disposição das famílias para que seja realizada a limpeza das casas.” A prefeitura também pediu aos munícipes que colaborem com a doação de materiais de limpeza e de higiene pessoal para as vítimas das enchentes.

Maior volume de chuva

Só em Colatina, no centro do estado, a cerca de 130 quilômetros, choveu nas últimas 24 horas 100.86 milímetros (mm). Além de representar o maior volume acumulado em todo o estado, entre as 6h de ontem e 6h de hoje, o volume é  inesperado, já que a expectativa para todo o mês fica entre 300 e 500 mm.

Institutos de meteorologia alertam que é grande a probabilidade de que chuvas fortes ou tempestades voltem a atingir o estado a partir das próximas horas.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu o alerta laranja para o Espírito Santo, parte de Minas Gerais (também castigado pelas fortes chuvas dos últimos dias), Bahia, Goiás, Rio de Janeiro e do Distrito Federal

Ontem, órgãos federais como o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), já tinham emitido um alerta conjunto sobre a possibilidade de chuvas intensas na mesma faixa do território brasileiro.

Em nota conjunta, os órgãos federais recomendam que as autoridades estaduais e municipais de proteção e defesa civil alertem a população vulnerável para o risco iminente.

Por Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil

Chuvas matam seis e deixam 229 pessoas desalojadas

Região alagada no município de Iconha (Prefeitura de Iconha/Reprodução)


Após as fortes chuvas que atingiram a região Sul do estado desde sexta-feira (17), o Espírito Santo registra 229 pessoas desalojadas, 182 desabrigadas, uma pessoa ferida e seis mortos. As informações constam de boletim divulgado pela Defesa Civil do estado às 11h deste domingo (19).

O município com o maior número de desalojados é Vargem Alta: 212. Rio Novo do Sul tem nove pessoas desalojadas e Anchieta, oito. Anchieta concentra o maior número de desabrigados: 80. Todos estão agora no Centro de Convivência de Limeira.

Vargem Alta tem 63 pessoas desabrigadas, que estão em duas escolas estaduais. Iconha registra 35 desalojados, que se encontram na Igreja Católica da cidade e Rio Novo do Sul tem quatro pessoas desalojadas. De acordo com a Defesa Civil, elas foram encaminhadas para o aluguel social.

Três pessoas morreram no município de Iconha. A cidade também registrou uma pessoa ferida em razão das chuvas. Em Alfredo Chaves, onde houve o maior volume de chuvas (249,4 milímetros nas últimas 24 horas), também morreram três pessoas: duas soterradas no distrito de Cachoeirinhas; a outra morreu no distrito de Recreio.

Segundo a Defesa Civil, nas últimas 24 horas, as maiores chuvas ocorreram nos municípios de Castelo (11.05 milímetros – mm), Itapemirim (9.60 mm), Rio Novo do Sul (8.20 mm) e Aracruz (5.60 mm). Os demais municípios têm registro de acumulado de chuva inferior a 05 mm.

Para este domingo, a previsão do tempo, divulgada pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), é de muitas nuvens e alguma abertura de sol em todo o estado. Há também a previsão de pancadas de chuva em alguns momentos do dia em todas as regiões do Espírito Santo.

Para amanhã (20), o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos emitiu um aviso meteorológico alertando para riscos de que ocorram tempestades de raios, chuvas intensas e vendaval nos municípios de Afonso Cláudio, Água Doce do Norte, Alegre, Alto Rio Novo, Baixo Guandu, Barra de São Francisco, Brejetuba, Conceição do Castelo, Divino de São Lourenço, Dores do Rio Preto, Ecoporanga, Guaçuí, Ibatiba, Ibitirama, Irupi, Iúna, Laranja da Terra, Mantenópolis, Muniz Freire, Pancas e Venda Nova do Imigrante.

Por Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil

Vera Fischer será homenageada em Festival de Cinema

Atriz Vera Fischer será homenageada no Festival de Cinema de Vitória (Patricia Lino/Divulgação)

Uma das atrizes mais marcantes da teledramaturgia e do cinema brasileiro, Vera Fischer será a homenageada nacional da 26ª edição do Festival de Cinema de Vitória, que acontece de 24 a 29 de setembro, no Centro Cultural Sesc Glória, no Centro de Vitória. 

Com um extenso currículo, que inclui 22 filmes, 23 novelas e mais de 10 séries e programas especiais de TV, além de 12 peças para o teatro, a atriz receberá o troféu Vitória e os aplausos do público no dia 26 de setembro. No mesmo dia, às 15h, acontecerá o lançamento do caderno da homenageada, no Hotel Senac Ilha do Boi. A publicação exclusiva será assinada pelo jornalista e escritor Jace Teodoro.

Dona de uma presença marcante nas produções das quais participou, Vera Fischer nasceu em Blumenau, Santa Catarina, e iniciou sua carreira artística como modelo, sendo eleita Miss Brasil em 1969, o que lhe conferiu projeção nacional. Sua primeira incursão no universo audiovisual foi no cinema nacional, mas a sua estreia nas telenovelas, como Diana Queiroz (Débora) em “Espelho Mágico”, de 1977, elevou seu status para atriz de grandes produções televisivas, que permanecem na mente de muitos brasileiros, como “Sinal de Alerta” (1978), “Os gigantes” (1979), “Coração Alado” (1980) e “Brilhante” (1981).

Prêmios

Um dos papéis mais memoráveis da atriz é o de Jocasta Silveira, de “Mandala” (1987), que elevou ainda mais o seu status de diva televisiva, valendo a indicação para o Troféu Imprensa de melhor atriz no mesmo ano. Antes disso, ela já havia sido contemplada como melhor atriz pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) pelo papel de Tânia Velasco, no filme “Intimidade” (1975); e pelo Festival de Brasília, ganhando o Troféu Candango de melhor atriz por interpretar Anna, em “Amor Estranho Amor”, produção de 1982. Em 2000, venceu como melhor atriz no prêmio ‘Melhores do Ano’, pelo papel de Helena Lacerda Soriano, na novela “Laços de Família”.

Teatro

Além do cinema e televisão, a atriz também participou de grandes produções como “Negócios de Estado”, de Louis Verneuil; “Macbeth” (1992), de Shakespeare; “Desejo” (1993), de Eugene O’Neill, reprisando um de seus mais memoráveis papéis, como Ana Emília Ribeiro da Cunha Assis, na série televisiva de mesmo nome, que foi ao ar em 1990. Outras grandes produções do teatro das quais participou foram “Gata em Teto de Zinco Quente” (1998), de Tennessee Williams; “A Primeira Noite de um Homem” (2004), de Charles Webb; e “Porcelana Fina” (2006), de Georges Feydeau. Em 2007, além de estrelar a peça “Confidências”, de Perry Salles, também foi sua diretora.

Entre as produções mais recentes estão “Ela é o Cara”, de Márcio Araújo e Andrea Batitucci, e “Doce Pássaro da Juventude”, de Tennessee Williams, ambas as peças de 2017. 

Novas produções

Sua presença em novelas é sempre motivo de boa audiência, por conta dos fãs e admiradores de seu trabalho. Vera Fischer ainda reina nas produções televisivas, como na elogiada série “Assédio”, de 2018, transmitida na TV Globo e também disponível na Globo Play. Além disso, a atriz interpretou Ana Tanquerey, personagem da novela “Malhação: Vidas Brasileiras”, e encarou o desafio de viver três personagens em “Espelho da Vida”, separadas pelo tempo: Carmo, uma diva do cinema; Gertrude, personagem do passado; e Hildegard, personagem do filme retratado na trama. No teatro, a atriz está escalada para estrelar, ainda em 2019, a peça “Quando eu for mãe quero amar desse jeito”, de Eduardo Bakr e Tadeu Aguiar.

O 26º Festival de Cinema de Vitória tem o patrocínio do Ministério da Cidadania, através da Lei de Incentivo à Cultura, da ArcelorMittal, do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul – BRDE, do Fundo Setorial do Audiovisual – FSA e da Ancine, com o apoio da Rede Gazeta e da Prefeitura Municipal de Vitória. O Festival conta também com o apoio institucional do Centro Técnico do Audiovisual – CTAv. A realização é da Galpão Produções e do Instituto Brasil de Cultura e Arte.

Aeroportos serão leiloados esta semana em São Paulo

Aeroporto de Vitória, no Espírito Santo, está na lista de privatização (Infraero/Reprodução)

O leilão da concessão de três blocos de aeroportos está marcado para a próxima sexta-feira (15), às 10h, na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo. Localizados nas regiõeso Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste, os 12 aeroportos, juntos, recebem 19,6 milhões de passageiros por ano, o que equivale a 9,5% do mercado nacional de aviação. O investimento previsto para os três blocos é de R$ 3,5 bilhões.

Na terça-feira (12), as empresas e consórcios devem apresentar as propostas em duas vias em envelopes lacrados, os quais deverão conter as propostas, as garantias e os documentos.

Em novembro, conforme o anúncio feito pelo Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), o valor mínimo de outorga, para arrematar os 12 terminais, será de R$ 219 milhões, à vista.

Ao longo da concessão o valor total da outorga é de R$ 2,1 bilhões. O prazo de concessão será de 30 anos.

De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), os 12 aeroportos que devem ser leiloados são os de Cuiabá, Rondonópolis, Sinop e Alta Floresta, em Mato Grosso; de João Pessoa, do Recife, de Maceió, Aracaju, Juazeiro do Norte, no Ceará, e de Campina Grande, da Paraíba; de Macaé, no Rio de Janeiro, e de Vitória, no Espírito Santo. 

Em janeiro, o diretor do Departamento de Políticas Regulatórias da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), Ronei Saggioro Glanzmann, disse que a previsão é concluir todo o processo de concessão dos aeroportos em quatro anos.