Mutirão vai incentivar segunda dose contra covid-19

Neste sábado (16), o estado de São Paulo vai promover o dia V de vacinação contra a covid-19, um mutirão para ampliar a cobertura vacinal contra a doença. Com isso, cinco mil postos de saúde estarão abertos no sábado, em todo o estado de São Paulo, entre as 7h e as 19h, principalmente para a aplicação da segunda dose de vacina contra a covid-19.

Nesse dia, também serão aplicadas as doses de reforço para idosos que tomaram a segunda dose há mais de seis meses. A terceira dose ou dose de reforço está sendo aplicada porque foi observada uma queda na proteção da vacina contra a covid-19, após seis meses da segunda dose.

O objetivo principal desse dia V de vacinação é atrair os faltosos da segunda dose, ou seja, aquelas pessoas que já poderiam ter tomado a segunda dose mas que ainda não compareceram aos postos de saúde para completar o esquema vacinal.

Segundo Regiane de Paula, coordenadora do Programa Estadual de Imunização de São Paulo, cerca de 4,1 milhões de pessoas ainda não tomaram a segunda dose de imunizante contra a covid-19 em todo o estado paulista.

Até este momento, 61,79% da população total de São Paulo já completou o esquema vacinal.

As prefeituras também vão poder aproveitar a data para atualizar o cadastro na plataforma VaciVida, inserindo dados de pessoas que já tomaram o imunizante e que eventualmente ainda não constam do sistema.

Multivacinação

Neste mesmo dia, pais ou responsáveis podem levar seus filhos para atualização da carteira de vacinação. Segundo o governo paulista, serão oferecidos 16 tipos de vacinas, que protegem contra 20 doenças. O governo pede que os pais ou responsáveis levem a carteira de vacinação de seus filhos para que o profissional de saúde avalie quais doses e vacinas precisam ser aplicadas.

campanha nacional de multivacinação do Ministério da Saúde começou no dia 1° e vai até o dia 29 de outubro.

Por Agência Brasil

Aula presencial será obrigatória a partir de segunda-feira

(Rovena Rosa/Agência Brasil)

A partir da próxima segunda-feira (18), as aulas presenciais na rede pública estadual de Educação do estado de São Paulo serão obrigatórias. A medida foi anunciada hoje (13) pelo governador de São Paulo, João Doria. A medida vale para as escolas estaduais.

No caso das particulares, haverá um prazo definido pelo Conselho de Educação para que se preparem para o cumprimento da regra. Já para escolas municipais, as cidades que têm conselhos municipais de Educação próprios poderão definir as regras de retorno, como é o caso da capital paulista. As demais instituições devem seguir a determinação do governo estadual.

Quanto às universidades, a volta das atividades presenciais ainda está sendo discutida e deve ser anunciada nos próximos dias.

Apenas crianças e adolescentes, mediante apresentação de atestado médico, gestantes e puérperas poderão ficar em casa. Segundo o secretário estadual de Educação, Rossieli Soares, para esses alunos, será mantido o ensino remoto. “Criança que tiver alguma comorbidade e que tiver atestado, não precisará ir presencialmente”, disse o secretário, ao lembrar que pessoas sintomáticas não devem ir à escola.

O uso de máscaras continua obrigatório, e a retirada só delas será permitida na hora da alimentação. De acordo com o secretário, as refeições serão feitas preferencialmente com horários intercalados.

Até o início de novembro, os alunos devem manter distanciamento de pelo menos 1 metro. As escolas em que não puder ser mantido esse distanciamento, poderão funcionar no esquema de revezamento. A partir do dia 3, porém, tal distanciamento não será mais exigido e, com isso, também não será mais permitido o revezamento.

Desde o dia 2 de agosto, as escolas estaduais, particulares e municipais do estado de São Paulo estavam autorizadas a retomar as aulas presenciais, podendo atender até 100% dos alunos, mas a presença não era obrigatória.

O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) é contra a decisão.

Em suas redes sociais, a presidente da Apeoesp, Maria Izabel Azevedo Noronha (Bebel), criticou a volta presencial obrigatória. “O desprezo pela vida e pela saúde da comunidade escolar atingiu o auge com a decisão do secretário estadual da Educação, Rossieli Soares, de obrigar a volta às aulas presenciais para 100% dos estudantes, sem distanciamento social”, escreveu Bebel.

Histórico

Por causa da pandemia de covid-19, as aulas no estado de São Paulo foram suspensas em março do ano passado. Em setembro, as escolas foram abertas para atividades de reforço.

Em março deste ano, com o aumento dos casos de covid-19 e com o estado entrando na fase emergencial do Plano São Paulo, as escolas voltaram a ser fechadas totalmente. Em abril, foram reabertas, com presença permitida de até 35% dos alunos. Em agosto, as escolas foram autorizadas a receber a totalidade dos alunos, mas a presença não era obrigatória.

Por Agência Brasil

Estado exigirá ao menos uma dose de vacina para grandes eventos

(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Para entrar em um grande evento no estado de São Paulo, o governo paulista vai exigir que a pessoa tenha tomado ao menos uma dose de vacina contra a covid-19. A informação foi divulgada hoje (6). Com a decisão, quem não tiver tomado nenhuma dose, não poderá frequentar este tipo de evento em São Paulo.

“O primeiro critério fundamental [para entrar em um grande evento], sem dúvida, é a vacinação completa. Quem quiser frequentar um grande evento a partir deste mês, como o futebol, a pessoa vai precisar ter esquema vacinal completo. Se não tiver o esquema completo, precisa ter ao menos a primeira dose e um teste negativo. Pessoas que não tomaram a primeira dose por razões diversas não vão conseguir frequentar esses grandes eventos. Outra condição é que o uso de máscara será fundamental nessas situações”, disse o coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, Paulo Menezes, em entrevista coletiva.

São Paulo tem retomado, gradualmente, a reabertura de eventos esportivos, culturais e de lazer, com controle de público. A presença de torcida nos estádios de futebol de São Paulo, por exemplo, já está autorizada. Neste momento, a presença é restrita a 30% da capacidade do estádio. Esse limite vai aumentar para 50% a partir de 16 de outubro e para 100% em novembro.

Para ir ao estádio, a pessoa precisa apresentar o comprovante de vacinação físico ou digital – disponível no Conecte SUS (imagem) ou no aplicativo do Poupatempo. Se tomou apenas uma dose, precisa apresentar, além do comprovante de vacinação, um teste de covid-19.

Festas de final de ano

Menezes disse que o comitê ainda não tem uma posição definida sobre a realização de grandes eventos ao ar livre sem controle de público, como as festas de ano novo e carnaval. “Nós entendemos que ainda não é o momento de discutir os grandes eventos abertos, porque não há nenhum controle”, disse ele.

Por Agência Brasil

Estado fala em liberar do uso de máscara ‘no futuro’

(Roberto Parizotti/Fotos Publicas)

Com o aumento da vacinação e a diminuição nos indicadores relacionados à covid-19, o Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo está avaliando a possibilidade de retirar a obrigatoriedade do uso de máscara no estado paulista. Isso, no entanto, não vai acontecer neste momento.

“Estamos avaliando a possibilidade [de retirar o uso de máscara] no futuro. Não neste momento. Apesar da melhora nos números da pandemia hoje, ainda temos pessoas ficando com a doença grave e ainda temos perda de vidas. Por isso ainda devemos continuar usando também essa proteção [máscara], além da vacinação”, disse Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus.

Segundo ele, a máscara, junto com a vacinação, é uma das responsáveis pela diminuição da transmissão do novo coronavírus. Ela foi importante inclusive, segundo ele, para segurar a transmissão da variante Delta, que já é a predominante no estado. “Foi fundamental a contribuição dessa barreira [a máscara] nesse controle”.

Menezes ressaltou que a retirada do uso de máscara não é algo simples de se fazer. “Todos gostaríamos de poder retirar a máscara. Em vários países vimos isso. Mas a história mostrou que as coisas não são tão simples. Nesses lugares [que haviam retirado a máscara] foi necessário voltar atrás nessa recomendação”, disse ele, lembrando que vários países que haviam retirado a obrigatoriedade do uso desse protetor começaram a observar aumento no número de casos de covid-19.

“É possível, num futuro próximo, com a condição melhorando, termos condição de avaliar a possibilidade de liberação. E talvez, primeiramente, em situações mais seguras, como espaços abertos [sem aglomeração]”, disse ele.

O governador de São Paulo, João Doria, disse que essa questão sobre o uso de máscara pode ser anunciada em uma próxima coletiva, marcada para o dia 18 de outubro.

“Estamos dentro de uma visão otimista em relação ao futuro próximo. É um otimismo moderado. Estamos evoluindo bem, com queda em infecção, internação e em mortes. E alta em vacinação. Ainda é preciso ter cuidado. Mas com um horizonte de curto prazo bastante otimista”, explicou Doria.

Estudo

O uso de máscara e, principalmente, a vacinação contra a covid-19 tem feito diminuir muito o número de infecções pelo novo coronavírus. Um estudo feito no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, por exemplo, demonstrou a importância da vacinação para a diminuição das internações. Segundo Jamal Suleiman, médico infectologista do Emílio Ribas, o estudo analisou as internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), entre elas, a covid-19.

De janeiro a 15 de setembro deste ano eles analisaram 1.172 internações por SRAG no Emílio Ribas. Nove em cada dez internados no hospital não tinham sido vacinados. “Com a vacina, teve 138 casos. O que mostra que o papel da vacina é proteger pessoas. Todas [as pessoas], seguramente não conseguimos proteger. Mas conseguimos o máximo de proteção para o máximo de indivíduos. Sem vacina foram 1.034 casos”, disse Suleiman.

Dentre esses internados, 274 morreram, sendo que 237 não estavam vacinados e 21 tinham recebido apenas uma dose. Apenas 16 dos que tinham o esquema completo de vacinação morreram. “Isso mostra claramente o papel da vacina na contenção da pandemia”, explicou o infectologista.

Por Agência Brasil

Sete em cada dez cidades não registraram mortes por covid-19 na última semana

Sete em cada dez cidades do estado de São Paulo (72%) não apresentaram mortes por covid-19 na última semana. A informação foi divulgada hoje (6) pelo governo estadual.

O estado tem 645 municípios, dos quais 467 não apresentaram mortes por covid-19 recentemente. Segundo o governador de São Paulo, João Doria, essa queda no número de mortes é resultado do avanço da vacinação.

Até este momento, cerca de 60% da população do estado já completou o esquema vacinal, ou seja, tomou a dose única da vacina da Janssen ou as duas doses das vacinas CoronaVac, AstraZeneca ou Pfizer.

Dose adicional

Em setembro, o estado paulista começou a aplicação da terceira dose, ou dose de reforço, em idosos acima de 60 anos. Já nesta semana, o estado deu início à aplicação da terceira dose para profissionais da área de saúde. A terceira dose tem sido aplicada nos grupos de maior risco para a doença, já que há uma queda na proteção das vacinas após seis meses da aplicação.

Durante entrevista coletiva do governo estadual, o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, aplicou a dose adicional da CoronaVac na enfermeira Mônica Calazans, a primeira pessoa a ser vacinada contra a covid-19 no Brasil, e no secretário estadual da saúde, Jean Gorinchteyn.

Especialistas e o Ministério da Saúde, no entanto, recomendam que a terceira dose seja de um imunizante diferente da CoronaVac, preferencialmente a Pfizer.

A terceira dose está sendo aplicada em todos os idosos e profissionais de saúde que tomaram a segunda dose há mais de seis meses.

Novo calendário

Idosos acima de 80 anos que tomaram a segunda dose no mês de abril podem procurar os postos de saúde para tomar a dose adicional a partir do dia 11 de outubro. Segundo a coordenadora do Programa Estadual de Imunizações, Regiane de Paula, essa dose adicional para aqueles que tomaram a vacina em abril será aplicada até o dia 7 de novembro.

A expectativa do governo é vacinar 2,7 milhões de pessoas nesse grupo. 

Pelo calendário, idosos acima de 80 anos que tomaram a segunda dose em abril, podem tomar a terceira dose entre os dias 11 e 17 de outubro. De 18 a 24 de outubro é a vez dos idosos entre 75 e 79 anos. Entre 25 e 31 de outubro, idosos com 70 e 74 anos. Entre 1 e 7 de novembro, idosos acima de 60 anos. Mas o governo orienta para a pessoa olhar a data de sua segunda dose. Somente após completado os seis meses é que o idoso deve procurar o posto de saúde para tomar a dose adicional. 

Por Agência Brasil

Indústria de São Paulo tem queda nas vendas em agosto

As vendas reais da indústria de transformação paulista tiveram queda de 2,4% em agosto na comparação com julho, segundo levantamento divulgado hoje (30) pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Essa é a quarta retração seguida do índice, que acumula redução de 7,6% em 2020.

O nível de utilização da capacidade instalada ficou praticamente estável em agosto na comparação com julho, com alta de 0,1 ponto percentual, ficando em 81,1%.

O Sensor da atividade industrial, medido pela Fiesp, registrou queda de 52,9 pontos em agosto para 49,1 pontos em setembro. No índice, os resultados acima de 50 pontos significam melhora da atividade industrial e os abaixo desse patamar, uma piora.

Segundo a Fiesp, alguns segmentos da indústria de transformação estão sofrendo impactos pela falta de matérias-primas, o que também tem aumentado os custos de produção. Alta da inflação e dos juros, assim como o aumento do preço da energia, são outros fatores que têm afetado negativamente a produção.

No entanto, a federação considera que o aumento das exportações, com o câmbio desvalorizado e a reabertura econômica, possibilitada pelo avanço da vacinação, são elementos que podem melhorar o desempenho da indústria até o fim do ano.

Por Agência Brasil

Estado fará mutirão para segunda dose contra covid-19

O governo de São Paulo vai promover sábado (2) uma mobilização, chamada de Dia V, para aplicação da segunda dose da vacina contra a covid-19. Mais de cinco mil postos de vacinação dos 645 municípios paulistas estarão abertos das 7h às 19h para que as pessoas que estão com a sua segunda dose atrasada possam ser imunizadas.

“O Dia V é uma grande oportunidade para quem está com a segunda dose da vacina atrasada e agora poderá se vacinar”, disse João Doria, governador de São Paulo.

Esse dia de mobilização também vai servir para que os municípios atualizem o sistema VaciVida, inserindo dados de pessoas imunizadas que ainda não haviam sido incluídos no sistema.

por Agência Brasil

Estado libera público em estádios

O governador de São Paulo, João Doria, anunciou na noite desta quinta-feira (23) que os torcedores de futebol poderão voltar presencialmente aos estádios a partir do dia 4 de outubro. A decisão foi feita com o aval do Comitê Científico do estado.

O plano prevê 30% da capacidade máxima das arenas inicialmente. Do dia 15 de outubro até 1° de novembro, a capacidade máxima passará a ser de 50%. Depois dessa data os estádios poderão estar 100% ocupados.

Antes, o retorno das torcidas estava previsto para novembro, mas com a pressão dos clubes e a presença de público em outros estados, a medida foi antecipada.

Para comparecer aos jogos, os torcedores terão que apresentar o comprovante das duas doses da vacina ou do imunizante de dosagem única.

Quem ainda não completou o esquema vacinal, deverá mostrar um exame negativo, com validade de 48 horas para o tipo PCR ou de 24 horas para os de antígeno.

Além disso, o uso de máscara é obrigatório.

Por TV Cultura

Primavera começa nesta quarta-feira com previsão de menos chuva que o normal no Estado

(Arquivo/SP Agora)

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê que, durante a primavera, que começa amanhã (22), os efeitos do fenômeno climático La Niña se farão sentir moderadamente em parte do Brasil, podendo afetar a regularidade das chuvas, principalmente na faixa centro-norte do país.

“Estamos esperando [a ocorrência do] La Niña durante a primavera, mas [o fenômeno] deverá ser de curta duração e não muito intenso”, disse, hoje (21), a coordenadora de Meteorologia Aplicada, Desenvolvimento e Pesquisa do Inmet, Márcia dos Santos Seabra, durante evento virtual em que o instituto, vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), tratou das perspectivas climáticas para a primavera deste ano.

Segundo a meteorologista, a probabilidade de que algumas condições climáticas associadas a La Niña ocorram durante a primavera é de 70%. E a tendência para o quarto trimestre do ano é que o volume de chuvas supere a média histórica em boa parte das regiões Centro-Oeste e Norte do país, mas fique abaixo da média na Região Sul e em partes de São Paulo e de Mato Grosso do Sul, principalmente durante os meses de outubro e novembro, período em que a irregularidade das chuvas tende a ser maior. Já para a Região Nordeste, a previsão para a primavera indica chuvas iguais ou superiores à média histórica, com exceção de algumas localidades do sudeste do Piauí e do norte da Bahia, onde a precipitação pode ser abaixo da médica histórica da estação.

Ainda de acordo com Márcia, em novembro, a temperatura média deve ficar ligeiramente abaixo da média histórica em áreas da Região Sudeste e do leste da Bahia, o que também pode ocorrer no Amazonas, em dezembro. Ainda assim, em grande parte do restante do país, a temperatura deve ficar dentro da faixa normal, principalmente na região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).

O prognóstico, no entanto, depende da combinação de uma série de fatores capazes de influenciar o regime de chuvas, como as temperaturas na superfície do Oceano Atlântico, em particular na área oceânica próxima à costa do Uruguai e da região Sul do Brasil.

Menos chuvas

Embora seja um período de transição entre as estações seca e chuvosa no setor central brasileiro, uma menor precipitação pluviométrica vem sendo registrada ano após ano, já há muito tempo, conforme apontou a meteorologista.

“Desde 1961, durante a primavera, o volume de chuvas vem caindo em todo o Brasil. Essa tendência se acentuou a partir dos anos 2000, principalmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste”, acrescentou Márcia, destacando as consequências dessa situação para a Bacia do Rio Paraná, que abrange seis estados (Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e São Paulo), além do Distrito Federal, atende a cerca de 70 milhões de brasileiros e abastece a diversos grandes reservatórios d´água da região mais industrializada do país, incluindo Itaipu.

gráficos Inmet

Desde maio deste ano, quando o Sistema Nacional de Meteorologia, formado por vários órgãos federais, emitiu um alerta de emergência hídrica motivado principalmente pelas escassez de chuvas na Bacia do Paraná, a situação na região hidrográfica vem piorando. Dados do Inmet revelam que, em 2020, as chuvas na região ficaram em torno de 350 mm abaixo da média. Já em 2021, o desvio, até 31 de agosto, já estava em torno de 300 mm abaixo da média, com tendência a piorar até o início das chuvas da primavera.

gráficos Inmet

Já a Região Norte não apresenta tendência significativa de aumento ou diminuição de chuvas durante a primavera, enquanto a Região Sul é a única que mantém uma “ligeira tendência” de aumento da precipitação pluviométrica durante esta estação do ano.

Ao contrário das chuvas, a temperatura registrada a cada ano, durante a primavera, vem aumentando em todas as regiões do país desde 1961. Segundo o Inmet, os “desvios positivos de temperatura” começaram a ficar mais frequentes no início dos anos 2000, com uma única interrupção em 2012, ano em que houve um El Niño de forte intensidade.

“Quando analisado todo o período de 1961 a 2020, a variação total da temperatura no Brasil foi de 1,39°C, ou seja, uma elevação de 1,39°C de temperatura média nas primaveras. Como comparação, no mesmo período, o aquecimento no planeta foi de cerca de 1,59°C”, aponta o instituto em nota técnica divulgada pelo instituto.

gráficos Inmet

Por Agência Brasil