Queda de balão mata cinco pessoas nos Estados Unidos

(KTLA5 TV/Reprodução)

Cinco pessoas morreram na queda de um balão de ar quente nos Estados Unidos. Foi na cidade de Albuquerque, no estado do Novo México.

O balão caiu de uma altura de cerca de 30 metros, depois de ter colidido com um dos maiores inimigos, as linhas de eletricidade.

As vítimas têm entre 40 e 60 anos de idade e eram todas ocupantes do balão.

O acidente deixou cerca de 13 mil casas sem energia elétrica.

Por RTP

Policial que matou George Floyd é sentenciado a 22,5 anos de prisão

Derek Chauvin gravado durante abordagem que matou Floyd (Reprodução)

A Justiça dos Estados Unidos sentenciou nesta sexta-feira (25/06) o ex-policial Derek Chauvin a 270 meses (22,5 anos) de prisão pela morte do afro-americano George Floyd, em 25 de maio de 2020.

Chauvin, de 45 anos, já havia sido considerado culpado em abril pelas três acusações que pesavam contra ele, faltando apenas a declaração da sentença, num julgamento considerado o mais importante envolvendo um caso de violência policial nos EUA nas últimas décadas.

A vítima de 46 anos morreu sufocada após Chauvin imobilizá-la no chão de uma rua na cidade de Mineápolis por nove minutos e meio, após a suspeita de Floyd ter passado uma nota falsa de 20 dólares. A morte desencadeou uma série de protestos em todo o país e se tornou um símbolo da luta contra o racismo após décadas de excessos cometidos pela polícia contra as minorias.

A sentença de 22 anos e meio ficou aquém dos 30 anos solicitados pelo promotor Matthew Frank, que afirmou que “torturado é a palavra certa” para definir o que o oficial fez contra Floyd. “Não foi um tiro momentâneo, um soco no rosto. Foram nove minutos e meio de crueldade contra um homem que estava indefeso e apenas implorando por sua vida”, disse Frank.

Antes de a pena ser proferida, Chauvin quebrou seu silêncio de mais de um ano no tribunal para oferecer condolências à família da vítima e lhe desejar “paz de espírito”.

Familiares de Floyd também se pronunciaram nesta sexta-feira durante a audiência. O irmão Philonise Floyd clamou ao juiz que impusesse pena máxima ao ex-policial. “Minha família já foi condenada à prisão perpétua”, disse ele. “Nunca seremos capazes de trazer George de volta.”

Outro irmão da vítima, Terrence Floyd, cobrou explicações de Chauvin sobre a morte do parente. “Por quê? O que você estava pensando? O que se passava pela sua cabeça quando colocou o joelho no pescoço do meu irmão?”, questionou.

George Floyd foi morto durante abordagem policial (Reprodução)

Em fala gravada em vídeo e exibida no tribunal, a filha de Floyd, Gianna Floyd, de 7 de anos, disse que gostaria de poder dizer a seu pai que “eu sinto sua falta e eu te amo”.

“Costumávamos jantar todas as noites antes de irmos para a cama. Meu pai sempre costumava me ajudar a escovar os dentes”, continuou a filha, dizendo que tem uma longa lista de coisas que gostaria de fazer com o pai. “Eu quero brincar com ele, me divertir, viajar de avião.”

Com bom comportamento, Chauvin pode receber liberdade condicional após servir dois terços de sua pena, ou cerca de 15 anos. Após a sentença, ele foi levado imediatamente de volta à prisão.

“Não consigo respirar”

Em audiência em 20 de abril, Chauvin, que havia se declarado inocente de todas as acusações, foi condenado pelos crimes de homicídio involuntário em segundo grau, homicídio em terceiro grau e homicídio doloso em segundo grau.

Durante o julgamento, os 12 jurados ouviram depoimentos de 45 testemunhas, incluindo pessoas que estavam no local quando Chauvin deteve Floyd, policiais, especialistas médicos, além de horas de evidências em vídeo.

Nas imagens registradas por testemunhas, Chauvin aparece forçando seu joelho sobre o pescoço de Floyd, algemado e deitado de bruços na rua, por nove minutos e meio.

“Não consigo respirar”, repetiu a vítima diversas vezes. A frase se tornou um símbolo de resistência contra a violência policial em todo o país. Ele havia sido detido sob a suspeita de tentar comprar cigarros em um mercado com uma nota falsa de 20 dólares.

Derek Chauvin, condenado pela morte de George Floyd (Fotos Públicas/Reprodução)

Durante o julgamento, a defesa alegou que Chauvin teria agido como “um oficial de polícia sensato”. Os advogados tentaram gerar dúvidas quanto às causas da morte, afirmando que as condições da vítima no momento da detenção teriam sido agravadas por problemas cardíacos ou até pela fumaça do escapamento da viatura policial, da qual ela estava próxima.

Mas um médico pneumologista afirmou no julgamento que Floyd morreu sufocado devido aos baixos níveis de oxigênio no sangue. O especialista rejeitou enfaticamente a teoria da defesa de que o uso de drogas e problemas de saúde da vítima teriam sido a causa da morte. 

“Uma pessoa saudável submetida ao que Floyd foi submetido teria morrido”, disse o médico, que era testemunha de acusação e analisou os registros do caso.

Ele disse ao júri que a respiração de Floyd foi severamente enfraquecida pela posição em que estava e com Chauvin e outros policiais de Mineápolis pressionando seu pescoço e costas.

Chauvin foi afastado da força policial junto com os outros três agentes envolvidos na ação que resultou na morte de Floyd. Os outros policiais envolvidos – Tou Thao, Thomas Lane e J. Alexander Kueng – também enfrentam acusações em conexão com a morte e serão julgados separadamente.

Por Deutsche Welle
ek (AFP, AP, Lusa)

Putin e Biden se encontram nesta quarta-feira

Há semanas, um assunto de política externa domina o noticiário na Rússia: a reunião em Genebra entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o dos Estados Unidos, Joe Biden, nesta quarta-feira (16/06). Mesmo os pequenos detalhes, como o local da reunião, uma mansão do século 18, são noticiados como se se tratasse de uma recepção quase real.

Oficialmente, o Kremlin mantém as expectativas baixas para o encontro. Diz que não se deve esperar nenhum avanço na relação bilateral.

Putin afirmou que o fato de ele estar se reunindo com Biden “por si só não é ruim”. “Eu espero um resultado positivo”, disse o presidente russo. Do ponto de vista dele, isso seria, por exemplo, um acordo sobre os próximos passos para “normalizar as relações russo-americanas”.

Em entrevista ao canal americano NBC, Putin atestou que essas consultas estão no “nível mais baixo em anos”. O ponto de vista russo é que a culpa é da política interna dos EUA.

Anseio por conversas francas

“Há um senso de positividade muito forte” na Rússia, diz Tatiana Stanovaya, especialista do Centro Carnegie de Moscou.

O influente chefe de Segurança Nacional da Rússia, Nikolai Patrushev, por exemplo, expressou um otimismo incomum após conversas com seu homólogo americano, Jake Sullivan. Os dois haviam se reunido em Genebra em maio para se preparar para a cúpula presidencial.

Em alguns pontos foi possível um acordo com os Estados Unidos, Patrushev disse depois ao jornal governamental Rossiyskaya Gazeta. “Os russos não esperavam que os EUA estivessem tão abertos à visão da Rússia”, comentou a especialista Stanovaya.

Desde o colapso da União Soviética, os principais políticos russos expressaram repetidamente o desejo de falar novamente com Washington em condições de igualdade. A Rússia, diz Stanovaya, pode ser economicamente mais fraca que os Estados Unidos, mas como é comparativamente forte em armas nucleares, “nada mais importa”.

“A Rússia precisa urgentemente ser aceita como uma grande potência”, comenta Hans-Henning Schröder, ex-especialista em Rússia no instituto alemão SWP. A atenção midiática que antecede a cúpula, diz ele, sugere que Putin tem um interesse maior nisso do que Biden. Especialistas russos, no entanto, ressaltam que foi o presidente dos EUA que tomou a iniciativa de convocar a reunião.

A cúpula assimétrica de Genebra

A relação tensa entre Moscou e Washington desde a anexação da Crimea sofreu vários contratempos. Biden chamou Putin de “assassino” em uma entrevista em março, e Moscou retirou seu embaixador de Washington.

O líder do Kremlin propôs um debate público ao vivo, mas o presidente dos EUA recusou. Em vez disso, Biden, em seguida, impôs novas sanções à Rússia, inclusive por tentativa de interferência nas eleições presidenciais de 2020, o que Moscou nega.

Diplomatas russos foram expulsos dos EUA. Moscou respondeu expulsando diplomatas americanos e disse ao embaixador dos EUA que ele deveria retornar para casa. Desde então, as embaixadas de ambos os países estão sem conexão. Ao mesmo tempo, houve uma enorme acumulação de tropas russas na fronteira com a Ucrânia. Neste contexto, Biden ligou para Putin em abril e propôs uma cúpula.

Muitos observadores insinuam que o líder do Kremlin acabou forçando Biden a convocar a reunião com a ameaça de escalada no leste da Ucrânia. Andrei Kortunov, diretor do instituto russo de política externa RSMD, não compartilha dessa tese. Ele não descarta, porém, a possibilidade de que a “minicrise sobre a Ucrânia” possa ter “motivado adicionalmente” o presidente dos EUA a se encontrar com Putin.

“Tais cúpulas colocam nossos países em pé de igualdade. Isso é importante para o status e a posição da Rússia na política mundial”, diz Kortunov.

Tatiana Stanovaya também fala de uma “atitude assimétrica”: “Para a Rússia esta cúpula é tudo, enquanto para Biden é apenas um passo no caminho para resolver o ‘problema da China'”, diz a especialista. Para Washington, afirma ela, as futuras negociações com a China são um assunto mais prioritário.

Russos buscam “estabilidade estratégica”

Essa discrepância também se reflete nos preparativos para a cúpula. Um diplomata russo de alto nível lamentou que Washington não estivesse preparado para fazer um balanço completo das relações bilaterais em Genebra. Moscou tem buscado amplas discussões sobre questões-chave com Washington desde a época soviética, diz Andrei Kortunov. Os EUA, por outro lado, são conhecidos por preferirem lidar primeiro com tarefas menores e pragmáticas.

Putin e Biden não devem sentir falta de tópicos para discussão em Genebra. Do ponto de vista de Moscou, “estabilidade estratégica” seria o tema mais importante, diz Kortunov. Hans-Henning Schröder tem uma visão semelhante: “Eles querem um acordo sobre armas nucleares estratégicas.”

Depois que os EUA se retiraram de vários acordos com a Rússia, Biden interrompeu essa tendência quando estendeu o acordo de redução de armamento nuclear “New Start” em janeiro. Moscou quer construir uma conversa a partir disso em Genebra. Não apenas armas nucleares tradicionais estarão em pauta, mas também espaço, ciberataques e uso de drones, diz Andrei Kortunov. O fim do confronto diplomático também deve estar no topo da lista de desejos da Rússia.

Em questões relacionadas à Ucrânia ou aos direitos humanos na Rússia, especialistas veem poucas chances de aproximação. Moscou só está preparado para aceitar as críticas de Biden como uma espécie de “programa obrigatório”, diz Tatiana Stanovaya.

As esperanças russas de um novo começo com os EUA são, portanto, frágeis. A especialista advertiu que o fracasso das conversações em Genebra poderia levar Moscou a “comportar-se ainda mais agressivamente e sem consideração pelo Ocidente”, inclusive a nível interno.

Do ponto de vista da Rússia, um objetivo já foi alcançado antes da cúpula: a reunião será realizada. Mas não haverá uma encenação para a imprensa, o que Putin queria. Biden recusou uma coletiva de imprensa conjunta em Genebra.

Por Roman Goncharenko, da Deutsche Welle

No G7, Biden corteja europeus a fazer contraponto à China

(Casa Branca/Reprodução)

O G7 e a União Europeia tentaram, durante a reunião de cúpula do fim de semana na Inglaterra, aparentar harmonia. A impressão geral é que de que os diplomatas parecem satisfeitos que o novo presidente americano, Joe Biden, esteja tornando a cooperação transatlântica novamente possível.

Enquanto chefes de Estado e de governo se reuniam em pequenos grupos ou passeavam pela praia de Carbis Bay, os EUA faziam o seu melhor para persuadir os países do G7 a adotar uma linha mais dura em relação à China, como disse um diplomata alemão envolvido nas negociações. Segundo ele, Biden classificou, em encontros privados, os esforços da China para se tornar a economia mais forte do mundo como o maior desafio deste século.

Segundo Anthony Gardner, ex-embaixador dos EUA na UE, Biden precisou se firmar na cúpula do G7 para manter sob controle os críticos e apoiadores de seu antecessor Donald Trump. Os europeus, afirmou o diplomata, fariam bem em seguir Biden se quiserem impedir o retorno de Trump à presidência.

Os representantes alemães na cúpula do G7 deram a impressão de que, em grande parte, concordaram sobre seguir uma linha mais firme frente a Pequim. Eles disseram que as violações dos direitos humanos em relação à minoria uigur, por exemplo, o movimento pró-democracia em Hong Kong e dissidentes, precisam ser abordados e condenados.

Entretanto, a postura conjunta da UE em Carbis Bay é de que a China não é apenas um rival sistêmico e econômico, mas um parceiro necessário em muitas áreas. A chanceler federal alemã, Angela Merkel, disse que não poderia haver progresso real em relação à crise climática sem Pequim.  Afinal, a China é o maior emissor de gases nocivos. Ela pretende ser neutra em carbono apenas até 2060, enquanto a UE estabeleceu 2050 como meta.

Violação dos direitos humanos em pauta


Um diplomata americano disse que Biden criticou especificamente o trabalho forçado na China, particularmente em relação à minoria ugur –  “muito fortemente”, segundo a fonte. Ele concordou que muitos europeus também haviam condenado o trabalho forçado, mas que não houve acordo quanto à forma de responder a isso. Um diplomata da UE disse que as sanções deveriam ter um efeito e não apenas ser simbólicas.

Os EUA estão mais preocupados que a UE com as provocações e ameaças militares chinesas no Mar do Sul da China, que estarão na agenda da cúpula da Otan nesta segunda-feira.

Tanto os EUA quanto a UE impuseram sanções à China por causa das violações dos direitos humanos. Entretanto, antes disso, a UE assinou um acordo comercial com Pequim, sob críticas de Washington.

O Acordo Global sobre Investimento (CAI), que ainda não foi ratificado, está atualmente congelado. O Parlamento Europeu se recusa a debatê-lo enquanto Pequim mantiver suas sanções contra legisladores europeus.

Parceria de infraestrutura

O que é novo é que as democracias mais ricas do G7 concordaram em estabelecer uma parceria global de infraestrutura. Biden chegou à Inglaterra com a firme intenção de liderar o Ocidente com seu plano de investimento “Reconstruir melhor”. O anfitrião da cúpula, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, que prevê um novo vínculo transatlântico entre a América do Norte e a Europa, elogiou a ideia.

Até agora, não está claro como isso realmente funcionará. O que está claro é que será uma espécie de alternativa à iniciativa “Nova Rota da Seda”, disseram os diplomatas em Carbis Bay. Desde 2013, a China estabeleceu parcerias econômicas com dezenas de países mais pobres na África, Ásia, América Latina e Europa. Foram mais de 3,4 trilhões de dólares investidos nessa parceria.

Os parceiros foram atraídos com empréstimos baratos e enormes investimentos em infraestrutura, como estradas, ferrovias e portos. Pequim espera construir sua influência política no mundo através da cooperação.

Críticos do projeto dizem que Pequim não leva em consideração boa governança, corrupção e direitos humanos ao alocar fundos. 

A alternativa ocidental ao avanço chinês

O plano de infraestrutura alternativa do G7 deve mobilizar bilhões. Embora ainda não tenha sido esclarecido de onde virá o dinheiro, a Casa Branca indicou que capital privado poderia ser investido em um fundo. Um diplomata europeu de alto nível disse que a ideia também é coordenar e promover melhor os projetos de investimento já existentes.

“Não é como se os Estados do G7 não fossem já um grande investidor no mundo”, disse um diplomata. Mas, segundo ele, esta nova iniciativa não será apenas para investir em ferrovias, pontes e estradas, mas também para estabelecer fábricas onde, por exemplo, vacinas podem ser produzidas. Nenhuma decisão foi tomada com relação a quem irá administrar a iniciativa e de onde. “Muitos detalhes ainda não foram discutidos”, disse um diplomata da UE familiarizado com o assunto.

Ceticismo alemão

Do ponto de vista de Washington, a Alemanha é vista especialmente como um obstáculo, disse o eurodeputado alemão Reinhard Bütikofer. “O governo de Merkel é um dos obstáculos mais difíceis para o desenvolvimento das relações transatlânticas. No gabinete da chanceler, há muito ceticismo”, comentou.

Ele explicou que a chanceler alemã é cético em relação à posição dura de Biden sobre Pequim por causa dos fortes interesses econômicos da Alemanha no mercado chinês.

Merkel e Biden terão em breve uma chance de discutir estas questões, quando a chanceler alemã se tornar a primeira líder europeia de a visitar o novo presidente americano em Washington, no próximo mês.

Por Bernd Riegert, da Deutsche Welle

Tiroteio na Flórida deixa dois mortos e vários feridos

(Reprodução)

Um tiroteio na Flórida, nos Estados Unidos, deixou duas pessoas mortas e outras 25 feridas na madrugada deste domingo (30). O ato aconteceu durante um show, em um salão de festas chamado El Mula Banquet Hall.

Três pessoas saíram de um carro e começaram a atirar contra as pessoas que estavam do lado de fora do salão, segundo o diretor da polícia local Alfredo “Freddy” Ramirez III. Ele classificou, em suas redes sociais, os criminosos como “assassinos a sangue frio” e o ataque como “covarde”.

Ainda não se sabe a identidade dos atiradores, e nenhuma prisão foi efetivada.

Por TV Cultura

Brasileiros deportados dos EUA chegam ao Brasil

(BH Airport/Reprodução)

Chegou nesta tarde, em Belo Horizonte, avião fretado pelo governo dos Estados Unidos (EUA) com 30 brasileiros deportados por imigração ilegal. O número de deportados foi confirmado pelo Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores) e também pela concessionária que administra o Aeroporto Internacional de Confins, na região metropolitana da capital mineira. 

Inicialmente seriam 106 pessoas deportadas, mas, segundo autoridades norte-americanas, alguns brasileiros obtiveram judicialmente a suspensão da medida e outros não foram submetidos ao testes RT-PCR para covid-19, o que é obrigatório para ingresso no Brasil.

Este é o primeiro voo de deportação de brasileiros durante o governo de Joe Biden, que assumiu a Presidência dos Estados Unidos em janeiro.

A política de deportação dos EUA foi intensificada em 2019 pelo então presidente Donald Trump, que endureceu a legislação contra imigrantes ilegais. Segundo o Itamaraty, “o processo de deportação ocorre integralmente sob as leis e a jurisdição soberana dos Estados Unidos”. Desde 2018, cerca de 5,3 mil brasileiros já foram deportados dos EUA. 

Biden enviou ao Congresso norte-americano uma proposta de reforma das leis de imigração. Se aprovada, a medida permitirá ao governo, futuramente, implementar ações de regularização da condição de milhões de imigrantes que vivem sem documentos no país.

Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil*

*Colaborou Gésio Passos, repórter da Rádio Nacional de Brasília

Brasileiros são deportados dos Estados Unidos

Um voo fretado pelo governo dos Estados Unidos deve chegar ao Brasil nesta sexta-feira (21), trazendo a 106 brasileiros detidos por entrarem ilegalmente no território norte-americano. A informação foi confirmada hoje (19) pelo Ministério das Relações Exteriores.

Segundo o Itamaraty, as autoridades norte-americanas já decretaram que os brasileiros detidos sejam deportados, não cabendo mais recursos contra a decisão. Ainda de acordo com a pasta, ao notificar a decisão, o governo dos EUA informou que a medida busca “reduzir o tempo de permanência destes cidadãos em centros de detenção, em particular no atual contexto da pandemia da covid-19”.

Conforme o Itamaraty, as repartições consulares brasileiras nos Estados Unidos estão oferecendo assistência consular ao grupo e a outros brasileiros detidos naquele país. A previsão inicial é de que o voo pouse em Minas Gerais, porém o aeroporto não foi informado.

A iniciativa ocorre quatro meses após o presidente dos EUA, Joe Biden, assumir como chefe de governo e enviar, ao Congresso, uma proposta de reforma das leis de imigração que, se aprovada, permitirá ao governo, futuramente, implementar ações que permitam a regularização da condição de milhões de imigrantes que vivem sem documentos no país.

Por Alex Rodrigues, da Agência Brasil

Policial que matou George Floyd é considerado culpado

Derek Chauvin, o policial acusado pelo homicídio de George Floyd, foi condenado nesta terça-feira (20/04) pelas três acusações que pesavam contra ele, após o julgamento considerado o mais importante envolvendo um caso de violência policial nos Estados Unidos nos últimos tempos.

A morte de Floyd, asfixiado enquanto era imobilizado pelo policial, desencadeou uma série de protestos em todo o país e se tornou o símbolo da luta contra o racismo após décadas de excessos cometidos pela polícia contra as minorias.

Durante o julgamento, os 12 jurados ouviram depoimentos de 45 testemunhas, incluindo pessoas que estavam no local quando Chauvin deteve Floyd em uma rua de Mineápolis,  de policiais, especialistas médicos, além de horas de evidências em vídeo.

Durante o julgamento, os parentes de Floyd, muitos dos quais vieram do Texas para acompanhar o processo, se revezavam no único assento reservado para eles no tribunal. Antes da decisão do júri, o presidente dos EUA, Joe Biden, conversou com membros da família por telefone. “Rezo para que o veredito seja o veredito correto”, disse o presidente.

Após dois dias de deliberações, os jurados decidiram que Chauvin era culpado pelas três acusações que pesavam contra ele.

No julgamento, com o tribunal em Mineápolis cercado por barricadas e soldados da Guarda Nacional, Chauvin se declarou inocente das acusações de homicídio culposo em segundo grau, homicídio em terceiro grau e assassinato em segundo grau.

As três acusações requerem que os jurados considerem as ações de Chauvin como “fator causal substancial” da morte de Floyd, mas nenhuma delas implica que ele teria tido a intenção de mata-lo.

O júri era composto por quatro mulheres brancas, uma negra e duas multirraciais, além de dois homens brancos e três negros, de acordo com registro do tribunal. Suas identidades serão mantidas em sigilo.

Nas imagens de vídeo registradas por testemunhas, Chauvin aparece forçando seu joelho sobre o pescoço de Floyd, de 46 anos, por mais de nove minutos, enquanto ele estava algemado e deitado de bruços na rua.

“Não consigo respirar”, repetiu Floyd diversas vezes. A frase se tornou um símbolo de resistência contra a violência policial em todo o país.

Ele foi detido por suspeita de tentar comprar cigarros em um mercado com uma nota falsa de 20 dólares, em maio do ano passado.

A defesa afirma que Chauvin teria agido como “um oficial de polícia sensato”. Os advogados tentaram gerar dúvidas quanto às causas da morte de Floyd, ao afirmarem que suas condições no momento da detenção teriam sido agravadas por problemas cardíacos ou até pela fumaça do escapamento da viatura policial, da qual estava próximo.

Mas, um médico pneumologista afirmou durante o julgamento que Floyd morreu sufocado devido aos baixos níveis de oxigênio no sangue. O especialista rejeitou enfaticamente a teoria da defesa de Chauvin de que o uso de drogas e problemas de saúde de Floyd teriam sido a causa de sua morte. “Uma pessoa saudável submetida ao que Floyd foi submetido teria morrido”, disse o médico, que é testemunha de acusação e analisou os registros do caso.

Ele disse ao júri que a respiração de Floyd foi severamente enfraquecida pela posição em que estava e com Chauvin e outros policiais de Mineápolis pressionando seu pescoço e costas.

Tensão e protestos

Chauvin foi afastado da força policial junto com os outros três agentes envolvidos na ação que resultou na morte de Floyd, em 25 de maio de 2020, quando detiveram o afro-americano por supostamente tentar fazer compras numa loja com uma nota falsa de 20 dólares.

Os outros policiais envolvidos – Tou Thao, Thomas Lane e J. Alexander Kueng – também enfrentam acusações em conexão com a morte de Floyd e serão julgados separadamente no fim de 2021.

Mineápolis viveu um clima de forte tensão nos dias que antecederam o anúncio do veredito. Muitas lojas e edifícios no centro da cidade cobriram suas fachadas com tapumes, temendo a repetição de violentos protestos de rua ocorridos no ano passado após a morte de Floyd, quando ocorreram vários confrontos entre manifestantes e a tropa de choque da polícia.

Na semana passada, novos protestos ocorreram em Brooklyn Center, um subúrbio de Mineápolis, após uma policial matar a tiros o jovem negro Daunte Wright, durante uma fiscalização de trânsito. Ela teria confundido seu taser – arma de descarga elétrica – com sua arma de fogo, e atirou no jovem enquanto ele tentava fugir dos policiais.

Por Deutsche Welle

EUA desaconselham viagens a 80% dos países do mundo

O Departamento de Estado dos EUA informou na segunda-feira (19/04) que ampliará significativamente a lista de locais para os quais não recomenda viagens aos americanos, que passará a incluir cerca de 80% dos países do mundo.

Hoje há 34 países no nível 4, para os quais a recomendação é não viajar, incluindo Brasil, Argentina, Haiti, Rússia, Moçambique, Tanzânia, Quênia e Kosovo. Para chegar a 80% dos países do mundo, mais cerca de 130 países serão acrescentados à lista.

O governo americano afirmou haver um risco “sem precedentes” para os viajantes devido à pandemia de covid-19, mas disse que a mudança não significa uma reavaliação da situação sanitária de países específicos.

Segundo o Departamento do Estado, a ampliação ocorrerá na próxima semana e “reflete um ajuste” no seu sistema, que dará mais peso às avaliações epidemiológicas feitas pelo Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Além da taxa de infecção, é considerada a disponibilidade local de testes e tratamento.

O órgão também pediu que os americanos que tenham feito planos de viagens internacionais reconsiderem sua decisão, mesmo que para países fora do nível 4.

A maioria dos americanos já está impedida de viajar para a maioria dos países da Europa devido a restrições ligadas à pandemia. O governo dos EUA também impede a entrada de praticamente todos os não cidadãos americanos que estiveram recentemente na maior parte da Europa, no Brasil, na China, na África do Sul e no Irã.

Viagens domésticas desestimuladas

No início de abril, o CDC disse que pessoas que concluíram sua vacinação contra a covid-19 poderiam viajar dentro dos Estados Unidos expostos a um “baixo risco”, mas a diretora do órgão Rochelle Walensky desestimulou os americanos a fazerem isso por causa do ainda alto número de casos pelo país.

“Sabemos que neste momento temos um aumento no número de casos. Minha orientação é contrária a viagens em geral”, afirmou Walensky. “Não estamos recomendando viagens neste momento, especialmente para indivíduos ainda não vacinados.”

Vacinação acelerada

Os Estados Unidos são um dos países cuja campanha de vacinação avança com mais rapidez. No domingo, o CDC informou que quase 130 milhões de pessoas com 18 anos ou mais foram vacinadas com pelo menos uma dose até o momento, o que representa 50,4% de todos os adultos do país.

Cerca de 84 milhões, ou 32,5% da população adulta, já estão completamente imunizados – seja com as duas doses das vacinas que requerem duas aplicações, seja com uma dose única do imunizante da farmacêutica Johnson & Johnson.

Ao todo, os EUA aplicaram 109 milhões de doses da vacina da Pfizer-Biontech, 92 milhões de doses do imunizante da Moderna e 7,9 milhões da vacina de dose única da Johnson & Johnson.

Por Deutsche Welle
bl/cn (Reuters, AP)

Feridos na invasão ao Capitólio, policiais processam Trump

(Bryan Myhr/Guarda Nacional dos EUA/via Fotos Públicas)

Dois policiais que trabalham no Capitólio abriram um processo contra o ex-presidente Donald Trump nesta terça-feira (30/03), por incitar a invasão à sede do Congresso americano, em 6 de janeiro. Ambos alegam que tiveram ferimentos “físicos e emocionais” durante o ataque, que culminou com a morte de cinco pessoas, entre elas um policial.

James Blassingame e Sidney Hemby pedem uma indenização de, ao menos, 75 mil dólares cada um.

“Os insurgentes foram incitados pelo comportamento de Trump, que por vários meses fez seus seguidores acreditarem que ele estava prestes a ser removido à força da Casa Branca por fraude eleitoral em massa”, diz o processo movido na corte federal em Washington.

“A turba de insurgentes que Trump inflamou, encorajou, estimulou, dirigiu e incitou, entrou à força e passou por cima dos demandantes e seus colegas, perseguindo-os e atacando-os”, afirma o documento.

Blassingame, um afroamericano que trabalha há 17 anos no Capitólio, disse que teve ferimentos na cabeça e nas costas e sofre emocionalmente com o evento. Ele também alega ter sofrido ataques racistas pelos simpatizantes de Trump.

Hemby, que trabalha há 11 anos no local, teve ferimentos nas mãos e nos joelhos, depois de ser esmagado contra as portas do prédio e foi borrifado no rosto e no corpo com spray químico. “O oficial Hemby normalmente tem uma atitude calma, mas tem lutado para controlar as consequências emocionais de ser atacado implacavelmente”, diz o processo, que compila vários exemplos de ocasiões em que Trump encorajou a insurreição.

Na época, o ex-presidente negou responsabilidade pelos distúrbios.

O processo também afirma que Trump alimentou a violência durante a campanha presidencial de 2020, vencida pelo democrata Joe Biden, e disseminou a falsa afirmação de que a eleição havia sido fraudada.

“Durante sua campanha de 2016, e durante sua presidência, Trump ameaçou usar violência contra seus oponentes, encorajou seus seguidores a cometer atos de violência e tolerou atos de violência por parte de seus seguidores, incluindo supremacistas brancos e grupos de ódio de extrema direita”, diz o documento.

O processo também cita momentos em que Trump incentivou seus apoiadores a marcharem até o Capitólio, incluindo um tweet de 19 de dezembro: “Grande protesto em DC em 6 de janeiro. Esteja lá, será selvagem”.

“O tweet de Trump em 19 de dezembro sobre o comício de 6 de janeiro foi considerado por muitos de seus apoiadores como um apelo literal às armas”, consta no processo.

Em 6 de janeiro, apoiadores de Trump descontentes com a vitória de Biden invadiram o Capitólio durante a sessão conjunta do Congresso que certificaria a vitória do democrata nas eleições presidenciais, forçando a saída abrupta de parlamentares e a interrupção da cerimônia.

Militantes que defendem Trump conseguiram romper diversas barreiras erguidas pela polícia, invadiram o prédio do Congresso e foram vistos em diversos locais do edifício. Um dos manifestantes sentou-se na cadeira da presidência do Senado e passou a gritar “Trump venceu essa eleição!”

Por incentivar a insurreição, Trump sofreu um processo de impeachment. No entanto, ele foi absolvido no Senado

Por Deutsche Welle
le (reuters, afp)