Nova massa de ar frio deve derrubar temperaturas a partir de terça

(Roberto Parizzoti/Fotos Públicas)

Uma nova massa de ar frio intensa, de origem polar, se aproxima do Brasil devendo atingir o Sul do país a partir de amanhã (26), com chuva nos três estados da região. A expectativa é de que, na terça-feira (27), essa massa se desloque por partes do Sudeste e do Mato Grosso do Sul.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), esta é a terceira massa de origem polar a atuar no país este ano, devendo durar até pelo menos o dia 1º de agosto. Após passar pelas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, ela deverá chegar no sudoeste da região amazônica, onde provavelmente será caracterizada como “episódio de friagem”.

O Inmet informa que, ainda no dia 27, a Região Sul deverá apresentar “declínio acentuado das temperaturas máximas” e, nos dias seguintes (28 e 29), o ar frio deverá avançar pelo oeste do Brasil (Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e sul da Amazônia Legal) e também sobre São Paulo, atingindo, nos dias 29 e 30, o restante do Sudeste e as demais áreas do Centro-Oeste.

“Muito provavelmente, teremos um outro episódio de frio intenso (similar ou mais forte do que o evento do final de junho)”, informa o Inmet.

Temperaturas negativas

As mínimas previstas são de – 6ºC e – 8°C em uma ampla área da Região Sul na manhã do dia 30. Há também indicativo de temperaturas menores do que – 8°C nas áreas de maior altitude do Sul. O Inmet não descarta uma nova ocorrência de neve nas serras Catarinense e Gaúcha, entre os dias 29 e 30.

“Caso essas previsões, persistam, muito possivelmente, haverá formação de ampla geada (de intensidade forte) em praticamente toda a Região Sul, sul do Mato Grosso do Sul e sudeste de São Paulo. No entanto, para as demais áreas do Centro-Oeste e Sudeste (principalmente Serra da Mantiqueira, divisa entre São Paulo e Minas Gerais), ainda haverá condições de nebulosidade persistente e/ou chuva fraca que inibiriam a formação de geada”, complementa, em nota, o Inmet.

Por Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil 

Frio pode causar infarto, dizem especialistas

(SBHCI/Divulgação)

Dias mais frios podem contribuir para a ocorrência de infarto em pacientes que apresentam fatores de risco, como aqueles que têm lesão coronária ou hipertensos. A cardiologista Rica Buchler, diretora de reabilitação cardíaca do Instituto Dante Pazzanese, alerta que o acompanhamento médico e controle de condições preexistentes podem reduzir os riscos.

“No frio, os pacientes que têm alguma lesão coronária por depósito de gordura – aterosclerose – existe a constrição do vaso e, além da constrição ou do espasmo do vaso, existe o aumento da viscosidade do sangue, isso pode obstruir artéria ou ramo de artéria coronária levando ao infarto. Não só isso, também a pressão arterial tende a se elevar no frio”, disse a cardiologista.

Ela explicou que, na tentativa de manter a temperatura do corpo, no frio, os vasos sanguíneos se contraem, então eles diminuem o diâmetro, é a chamada vasoconstrição. “A vasoconstrição pode levar ao infarto e pode piorar a hipertensão em pacientes com predisposição”, acrescentou. 

“Imaginando que uma coronária seja um tubo e tenha uma obstrução de 60%, por exemplo, com 40% [sem obstrução], vai passando sangue normalmente [pelos vasos]. Só que, diante do frio, ela pode ter um espasmo e esse vaso se ocluir, causando o infarto”, exemplificou.

O cardiologista Luiz Antônio Machado César, assessor científico da Sociedade de Cardiologia do estado de São Paulo (Socesp) e professor da Faculdade de Medicina da USP, relatou que há estudos demonstrando a maior incidência de infarto em temperaturas mais frias. “É uma curva que lentamente tem um aumento dos casos de morte por infarto à medida que a temperatura cai, grau a grau. Mas fica bem mais evidente, quase três vezes mais mortes por infarto, abaixo de 14 graus”, disse sobre resultado de pesquisa da USP da qual foi orientador.

Quando comparados os períodos das estações do ano, o inverno foi quando mais ocorreram mortes por infarto na comparação com as outras estações.

“O que a gente observou claramente era [um maior risco] para pessoas acima de 65 anos. Quando se vê no todo [considerando todas as idades], a gente já vê a diferença. Quando separa por idade, nitidamente isso é bem evidente acima de 65 anos, porque são as pessoas que têm muito mais [incidência de] hipertensão arterial, tem muito mais chance de já ter a doença coronária, de eventualmente já ter tido infarto, de já ter sintomas de doença. É a faixa etária em que mais está presente a doença. As pessoas de mais risco são as pessoas que mais vão ter o efeito do frio”, explicou.

Em relação aos do grupo de risco, além de pacientes com lesão coronária, Rica Buchler também citou pessoas que já tiveram infarto, com ponte de safena, com angioplastia, hipertensos e que já tiveram acidente vascular cerebral. Ela lembrou que o infarto é uma consequência de vários fatores, como pressão arterial descontrolada, diabetes descontrolado e colesterol muito alto, e que, quando paciente e médico conseguem controlá-los, a suscetibilidade ao infarto diminui, inclusive no tempo frio.

Para evitar os riscos das baixas temperaturas, a médica avalia que primeiramente a pessoa deve conhecer sua situação de saúde. “Pessoas que vão anualmente ou semestralmente ao cardiologista sabem a real condição que elas têm, então elas se conhecem bem, conhecem a medicação que tomam, então essas pessoas estão mais seguras.” Outra recomendação da cardiologista, é evitar sair nos horários mais frios do dia.

O professor Machado César também alertou para a importância de se manter a medicação para pessoas com doenças já identificadas anteriormente, de se proteger ao máximo quando sair de casa e evitar contraste de temperatura.

“O contraste é o maior desencadeante daquelas situações de espasmo, de vasoconstrição, que é o contato com uma temperatura muito fria. Ou seja, você está dentro de casa em uma temperatura de 20 ou 18 graus e, de repente, sai para fazer alguma coisa fora e está 2 graus. Vai ter vasoconstrição na pele, na orelha, no nariz e, se tiver doença, você pode ter vasoconstrição lá [no coração] e desencadear um quadro de infarto. Então, evitar isso para quem tem mais de 60, 65 anos”, disse.

No entanto, ele lembrou que isso não significa que todo mundo que sair no frio terá infarto. “A pessoa está em um grupo que é mais fácil que isso aconteça, mesmo assim é uma probabilidade, não é que ela terá [necessariamente um infarto]”, acrescentou.

 Por Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil 

Após madrugada mais fria do ano, Capital tem previsão de mais frio

A capital paulista registrou nesta madrugada (20) a menor temperatura do ano, com média de 5,4ºC. Na região de Engenheiro Marsilac, a temperatura chegou a -2,3ºC. Até então, o recorde de frio havia ocorrido no dia 30 de junho, quando foi registrada a média de 5,7ºC e menor absoluta de 0,1ºC em Engenheiro Marsilac. As informações são do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE).

Para a madrugada desta quarta-feira (21), a previsão é de que as temperaturas permaneçam baixas, com os termômetros marcando em torno dos 7ºC. “A massa de ar frio e seco de origem polar vai garantir tempo estável e seco no decorrer de toda a semana. As madrugadas seguem geladas, inclusive com potencial para formação de geada entre a madrugada e o amanhecer, principalmente, nas regiões mais afastadas do centro expandido e nos municípios vizinhos da capital”, disse o órgão.

Acolhida

Ontem (19), a prefeitura de São Paulo informou ter acolhido 171 pessoas em situação de rua. Desde 30 de abril, a prefeitura informa ter feito 13.793 acolhimentos e distribuído cobertores à população em situação de rua.

A operação Baixas Temperaturas, segundo a prefeitura, é reforçada quando a temperatura atinge patamar igual ou inferior a 13ºC ou sensação térmica equivalente.

Homem morre de frio em São Paulo, diz padre Júlio

(Rede social/Reprodução)

Um homem, em situação de rua, morreu hoje (20), em São Paulo, vítima do frio. A informação foi divulgada pelo padre Júlio Lancelotti, coordenador da Pastoral do Povo da Rua, da Arquidiocese da Capital.

“Irmão de rua morto pelo frio em São Paulo. Crise humanitária em São Paulo”, publicou em uma rede social.

A morte aconteceu no dia em que a cidade registrou, durante a madrugada, a menor temperatura do ano, com média de 5,4°C e também a menor absoluta de -2,3°C, aferida em Engenheiro Marsilac, no extremo sul. Até então, o recorde de frio havia ocorrido no dia 30 de junho, com média de 5,7°C e menor absoluta de 0,1°C também em Marsilac. 

“Mesmo com o predomínio de sol entre céu claro e poucas nuvens no decorrer do dia, o ar frio e seco de origem polar, com vento predominante de sudeste vai proporcionar um dia com sensação de frio para o paulistano. A temperatura máxima prevista é de apenas 18°C e índices de umidade do ar com valores mínimos em torno dos 27% a abaixo dos 20% em algumas regiões”, informa a Prefeitura.

Essa condição meteorológica de céu claro na madrugada com vento calmo e temperaturas baixas é ideal para que haja a formação de geada na capital, bem como em algumas cidades do estado paulista, lembrando que este fenômeno é comum nessa época do ano.

Massa de ar polar provoca neve e geada no Sul do Brasil

(Defesa Civil de SC/via Agência Brasil)

A queda de temperatura prevista na semana passada pelo Sistema Nacional de Meteorologia (SNM) se confirmou e provocou geadas e temperaturas negativas no Sul do país. A tendência apontada pelos meteorologistas é que o frio continue intenso até quarta-feira (21) em grande parte do Brasil, principalmente nas madrugadas, devido à “massa de ar frio de origem polar bastante seca”.

Em nota, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informa que ontem (19), no Sul do Brasil, a menor temperatura foi registrada em General Carneiro, no sul do Paraná: -5,2°C. Até então, a menor temperatura do ano havia sido registrada no dia 29 de junho (-3,9°C).

Foram também registradas temperaturas negativas no Planalto Aul catarinense e no sul do Paraná. Em Bom Jardim da Serra (SC), a temperatura ficou em -4,3°C. Em Inácio Martins (PR), a temperatura chegou a -2,4°C. Localizada na Área noroeste do Rio Grande do Sul, Santa Rosa registrou -1,8°C.

Algumas localidades da Serra da Mantiqueira (MG) também tiveram temperatura negativa. Em Monte Verde chegou a gear, e a temperatura ficou em -1,2°C. Segundo o SNM, Rio Brilhante (MS) foi a cidade com temperatura mais baixa (-1,5°C). Nevou em pontos isolados de Campos de Cima da Serra (RS) e no alto do Planalto Sul Catarinense entre a noite de domingo (18) e o amanhecer da segunda-feira (19).

“Ventos fortes, com velocidade acima dos 80 km/h, sopraram na faixa leste do Rio Grande do Sul (Pelotas atingiu 84km/h) em função do ciclone extratropical que se desloca pelo Atlântico, a leste-sudeste do Rio Grande do Sul”, informou o Inmet.

Em São Paulo, a menor temperatura foi em Rancharia, no sudoeste, com -1°C. A queda de temperatura abrangeu também o noroeste do estado. Em Valparaíso, a mínima chegou a 0,7°C.

Segundo o Inmet, a previsão de “geada de intensidade moderada a forte” continua para “uma ampla área da Região Sul, centro-sul do Mato Grosso do Sul, parte do interior de São Paulo e sul de Minas Gerais, incluindo a Serra da Mantiqueira na madrugada e nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (20)”.

Para quarta-feira (21), a previsão do instituto é que a geada diminua em sua área de abrangência e em sua intensidade, “mas ainda ocorre com moderada intensidade em área mais restrita ao sul do país, e de fraca intensidade sobre parte do leste de São Paulo e Mantiqueira (divisa do Rio com São Paulo)”.

Por Pedro Peduzzi, da Agência Brasil

Frio pode ter matado uma pessoa na última madrugada

Entidades que acompanham a população em situação de rua em São Paulo apontam pelo menos uma morte em decorrência do frio na madrugada de hoje (30) na capital. O caso foi registrado na Praça da Sé. De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas da Prefeitura de São Paulo, esta foi a noite mais fria do ano, com média da temperatura mínima de 5,7 graus Celcius (ºC). Não fazia tanto frio assim na cidade desde julho de 2019.

Padre Júlio Lancellotti, da Pastoral do Povo da Rua, aponta que essas mortes por hipotermia são subnotificadas, pois os médicos registram, normalmente, a patologia de base. “A pessoa teve um infarto, mas estava deitada na rua em um papelão com 5ºC, então o que aconteceu? O que potencializou foi o frio”, questiona. Ele lembra que casos de infartos, por exemplo, aumentam no inverno

Segundo o padre, a morte na Sé foi identificada como colite, uma inflamação do cólon. A Secretaria de Saúde do Município informou que não foi verificada ocorrência de verificação de óbito com essas características. “Constatam parada cardíaca, infarto do miocárdio, pneumonia, cirrose, nunca se diz que foi por causa do frio. Para chegar à constatação de hipotermia precisaria fazer exames muito sofisticados que não são feitos”, lamenta.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo apontou que não foi acionada para casos envolvendo a população de rua na região da Sé. Foi verificada uma ocorrência envolvendo a população de rua na noite de ontem (29). Segundo a pasta, a vítima teve o corpo incendiado e foi hospitalizada. Ainda segundo o órgão, mortes por causa natural são encaminhadas aos órgãos de saúde para emissão da declaração de óbito e demais providências legais.

Além deste caso da Sé, Darcy Costa, do Movimento Nacional da População de Rua, relata estar acompanhando o caso de outro homem morto por morte natural nesta madrugada na mesma região. O movimento calcula pelo menos 12 mortes por causa natural nas ruas de São Paulo desde o início do ano, especialmente nas noites de frio mais intenso. 

“A insalubridade dos serviços [de acolhimento], a falta de segurança dentro dos serviços faz com que a população de rua procure evitar os espaços. E faz com que as pessoas permaneçam na rua, às vezes se sentem mais seguras na maloca delas”, aponta Costa.

Censo feito em 2019 pela prefeitura apontou que há 24.344 pessoas em situação de rua na cidade de São Paulo.

Números

De acordo com a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social, a prefeitura dispõe de 101 Centros de Acolhida para População em Situação de Rua, com mais de 24 mil vagas. A pasta informou ainda que, devido à nova onda de frio, providenciou que o Clube Esportivo Pelezão receba pessoas que aceitarem o acolhimento das equipes Operação Baixas Temperaturas a partir de hoje (30). Nesta unidade são 140 vagas.

Ainda segundo a prefeitura, 227 pessoas foram acolhidas na madrugada desta quarta-feira. Foram registradas 30 recusas e foram distribuídos 200 cobertores. Desde 30 de abril, a prefeitura contabiliza 10.744 acolhimentos, 779 recusas e 9.537 cobertores distribuídos.

O governo de São Paulo anunciou hoje (30) que vai doar à população em situação de rua da capital 25 mil cobertores e 25 mil sacos térmicos de dormir.

Solução emergencial

Lancellotti e Costa defendem como solução emergencial mais efetiva a disponibilidade de leitos na rede hoteleira ou pensões. “Está sendo usada timidamente”, avaliou o padre da Pastoral do Povo da Rua. Ele também defende um controle de vagas centralizado para permitir melhores condições de oferta nos abrigos. 

“Pessoas que estão mais fragilizadas, pessoas idosas, mães com crianças [deveriam ficar nas vagas dos hotéis]. E garantir também a higiene dos espaços, porque muitas vezes fica insuportável, precisa de um operacional contínuo. Deveria-se diminuir o número de pessoas num mesmo abrigo, esse modelo de galpão com centenas de pessoas”, avaliou Costa.

Solicitação

A prefeitura destaca que a população pode solicitar uma abordagem social pela Central 156 (ligação gratuita nas opções 0 e em seguida 3). O pedido pode ser anônimo e é necessário informar o endereço onde a pessoa em situação de rua está, citar características físicas e detalhes da vestimenta.

Por Camila Maciel – Repórter da Agência Brasil 

São Caetano faz operação para acolher moradores em situação de rua

(Pref. de São Caetano/Reprodução)

A Prefeitura de São Caetano iniciou este mês a Operação Baixas Temperaturas: Inverno Seguro, realizada pela cidade desde 2018. O projeto é realizado em parceria pelas secretarias de Saúde e de Assistência e Inclusão Social, por meio do Creas, UPA (Unidade de Pronto Atendimento Engenheiro Júlio Marcucci Sobrinho) e SOS Cidadão 156 (Serviço de Atendimento em Urgência e Emergência).

Com o programa, as pessoas em situação de rua, expostas a baixas temperaturas e frio intenso, podem ser atendidas pelo serviço de urgência e emergência (ambulâncias) para avaliação sobre a necessidade de atenção em saúde, sendo direcionadas para a UPA ou encaminhadas ao serviço de acolhimento institucional para abrigamento. Os usuários atendidos pelo serviço 156 e pela UPA recebem cobertores disponibilizados pela Seais e Fundo Social de Solidariedade.

“Por meio do telefone 0800 7000 156, a população também pode colaborar. Quem encontrar uma pessoa dormindo na rua, em noite com baixas temperaturas, pode acionar as equipes para que seja feito o primeiro atendimento. Caso haja aceitação, a pessoa será encaminhada para acolhimento em abrigo, para receber alimentação e higiene, ou, em caso de problemas de saúde, será levada para a UPA”, afirma a Secretária de Saúde, Regina Maura Zetone. 

A ação dos educadores sociais é reforçada sempre que a temperatura atinge ou se apresenta inferior à marca de 13º C, ou ainda, se a sensação térmica for equivalente. “O objetivo do plano é zelar pela vida da população em situação de rua e extrema vulnerabilidade, promovendo o acolhimento durante os meses mais frios do ano”, explicou a secretária de Assistência Social, Marisa Catalão.

O projeto conta também com as Organizações da Sociedade Civil do município que atuam em parceria com o Creas, por meio de ações que ofertam alimentação (café da manhã, almoço e jantar), higiene pessoal (banho, barbearia e corte de cabelo), troca de roupas e encaminhamento para instituições com estrutura de atendimento à população em situação de rua.

São Caetano conta com uma unidade de Serviço de Acolhimento Institucional Emergencial para Pessoas em Situação de Rua Covid-19, com capacidade total de 30 vagas, implantado em junho de 2020. O serviço atende à demanda encaminhada pelo Creas, diariamente, resultante da sensibilização dos educadores sociais e esgotamento das estratégias de reinserção familiar ou comunitária pela equipe técnica do serviço.

“O encaminhamento para acolhimento dos usuários somente acontece mediante a aceitação deles, e jamais de maneira coercitiva. Por isso a importância do trabalho de conscientização dessa população vulnerável, para garantir seus direitos e respeito à autonomia”, explicou Marília Felismino, coordenadora do Creas.

Como estratégia de ampliação de vagas de acolhimento, a operação deste ano contará também com a oferta de vagas de pernoite no Lar Bom Repouso, para atendimento de demandas que necessitem de acolhimento pós-atendimento médico/ambulatorial, ou, ainda, de cidadãos que resolvam aderir à oferta do serviço, em horário contrário ao de atuação da equipe de abordagem social do Creas. 

De acordo com a coordenadora do SOS Cidadão 156, Alessandra Masiukewycz, em 2019 foram realizados 266 atendimentos a moradores em situação de vulnerabilidade social e climática. “Tentamos abordar e encaminhar as pessoas aos abrigos. Em casos de recusa de atendimento deixamos cobertores e alimentos. Com o trabalho feito na cidade, não temos casos de óbitos e internações por hipotermia.”

Por Pref. de São Caetano do Sul

Capital registra 2ºC no extremo sul da cidade

Ontem (29), durante a tarde, termômetros já davam sinais de que a noite seria gelada (Roberto Parizotti/Fotos Públicas)

A Capital paulista registrou durante a madrugada 2ºC na região de Engenheiro Marsilac, no extremo sul da cidade. Parelheiros, bairro vizinho, marcou 4ºC, segundo dados do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE-SP).

Na média, São Paulo registrou 5ºC durante a madrugada. Quem acordou cedo para trabalhar precisou de coragem para sair debaixo dos cobertores.

Com céu nublado e vento, na manhã de hoje (30), o paulistano demorou para perceber melhora na temperatura. A máxima prevista para hoje não deve superar 16°C. Não há previsão de chuva.

Para os próximos dias, dizem os meteorologistas do CGE, a frente fria se afasta do litoral paulista e o sol retorna entre nuvens, “porém a massa de ar polar deve provocar dias gelados no decorrer da semana”, salientam.

Amanhã (01), o dia também deve começar gelado, em um cenário semelhante ao desta quarta-feira, com temperatura perto de 6ºC.

“No decorrer do dia o sol ajuda a diminuir um pouco a sensação de frio e favorece a gradativa elevação das temperaturas, com máximas que podem chegar aos 18°C”, prevêem.

Frente fria fecha o tempo e derruba temperaturas

A propagação de uma frente fria pelo litoral paulista mudou o tempo, entretanto deve provocar mais nebulosidade e frio do que chuva na capital. Dessa forma, a terça-feira começou com céu encoberto, formação de neblina, chuviscos e termômetros oscilando em torno dos 11,7°C durante a madrugada. De acordo com as estações meteorológicas da Prefeitura de São Paulo, o valor mais baixo foi de 8,9°C, registrado na região de Parelheiros, extremo sul da cidade. 

No decorrer do dia persistem as condições de muita nebulosidade, garoa e chuviscos, que devem se alternar com períodos de melhoria. O céu encoberto impede a elevação significativa das temperaturas e as máximas não devem superar os 15°C, com sensação térmica ainda mais baixa. A chegada de uma massa de ar polar ajuda a diminuir ainda mais as temperaturas e a mínima de hoje deve ser registrada no período da noite, quando os termômetros podem atingir valores abaixo dos 10°C.

Tendência para os próximos dias:

A frente fria se afasta do litoral paulista e o sol retorna entre nuvens, porém a massa de ar polar deve provocar dias gelados no decorrer da semana.

Na quarta-feira (30) ainda podem ocorrer chuviscos durante a madrugada, mas o tempo melhora e o sol retorna entre nuvens no decorrer do dia. Mesmo assim, a sensação geral deve ser de muito frio, com as temperaturas variando entre mínimas de 8°C e máximas que não devem superar os 16ºC.

A quinta-feira (01) deve começar gelada, com termômetros oscilando em torno dos 6ºC durante a madrugada. No decorrer do dia o sol ajuda a diminuir um pouco a sensação de frio e favorece a gradativa elevação das temperaturas, com máximas que podem chegar aos 18°C. A umidade relativa do ar entra em declínio e pode atingir valores abaixo dos 35% no decorrer da tarde. Não há previsão de chuva.

Por CGE

Inverno começa com risco de agravamento da crise hídrica

Sistema Cantareira (Arquivo/Sabesp)

O inverno no Hemisfério Sul começa às 0h32 (horário de Brasília) de hoje (21), quando ocorre o solstício de inverno. Caracterizada pelas baixas temperaturas e redução das chuvas em parte do país, a estação se estenderá até o dia 22 de setembro.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o período menos chuvoso nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e em parte das regiões Norte e Nordeste tende a favorecer a incidência de queimadas e de incêndios florestais, bem como um aumento do número doenças respiratórias, já que a umidade relativa do ar diminui bastante.

Além disso, os baixos índices pluviométricos típicos do período podem agravar a já preocupante situação dos reservatórios hídricos de parte do país. De acordo com o Inmet, a precipitação nos estados que compõem a bacia do Rio Paraná (Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná e São Paulo), por exemplo, já vem registrando chuvas abaixo da média desde o ano passado, e essa situação deve se prolongar pelos próximos meses.

“Neste ano, a situação de escassez de chuvas na bacia do Rio Paraná foi mais extrema em relação aos anos de 2018 e 2019, principalmente nos dois últimos meses (abril e maio)”, informa o Inmet, em nota.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, a situação hidrológica registrada em 2021 é a pior dos últimos 91 anos. O baixo volume de chuvas afeta a geração de energia elétrica porque 65% da produção nacional provêm de hidrelétricas, que dependem do recurso em abundância.

Por outro lado, a típica circulação de massas de ar frio vindas do sul do continente tendem a derrubar as temperaturas, o que pode causar a formação de geadas nas regiões Sul, Sudeste e no estado de Mato Grosso do Sul, e até mesmo queda de neve em áreas serranas e planaltos da Região Sul.

Também em nota, a Climatempo Meteorologia alerta que a baixa umidade e o solo cada vez mais seco facilitarão a propagação do fogo, sobretudo no Tocantins, em Rondônia, no Acre, bem como na região sul do Amazonas e em partes do Pará e das regiões Sudeste e Nordeste.

Veja abaixo o prognóstico do Inmet para os próximos três meses em cada uma das regiões brasileiras.

Região Norte – A previsão climática indica maior probabilidade de que as chuvas ocorram ligeiramente acima da média climatológica sobre o norte da região, principalmente os estados de Roraima e Amapá. Nas demais áreas, existe uma tendência de as chuvas ficarem próximas e abaixo da média, principalmente no sul da região amazônica, onde normalmente chove abaixo de 300 mm no período de julho a setembro. A temperatura média do ar nos próximos meses deve permanecer acima da média.

As condições de falta de chuvas, alta temperatura e baixa umidade relativa do ar favorecem a incidência de queimadas e incêndios florestais, muito comuns na metade do inverno e início da primavera. Por outro lado, isso não descarta a ocorrência de eventuais episódios de friagens no sul dessa região, devido à passagem de massas de ar frio mais continentais.

Região Nordeste – A previsão indica o predomínio de áreas com maior probabilidade de chuvas próximas à climatologia durante esta estação, principalmente no interior da região. Em algumas áreas, como o norte do Maranhão e do Ceará, leste do Rio Grande do Norte e da Paraíba, as chuvas ainda poderão superar ligeiramente a média durante o mês de julho. Predomínio de temperaturas próximas e acima da média em grande parte da região, exceto no centro-leste da Bahia, onde as temperaturas podem ser ligeiramente abaixo da média durante o mês de setembro.

Região Centro-Oeste – No Centro-Oeste, o período seco já teve início, e a tendência é que a umidade relativa do ar diminua ainda mais nos próximos meses, com valores diários que podem ficar abaixo de 30% e picos mínimos abaixo de 20%. Dessa forma, a previsão para o inverno indica alta probabilidade de as chuvas ocorrerem dentro e abaixo da faixa climatológica em grande parte da região, exceto no centro-sul de Mato Grosso do Sul, onde as chuvas deverão ser ligeiramente acima da média durante o mês de setembro. As temperaturas deverão permanecer acima da média, devido à permanência de massas de ar seco e quente, principalmente nos meses de agosto e setembro, favorecendo a ocorrência de queimadas e incêndios florestais. Em algumas localidades do leste de Mato Grosso do Sul e sul de Mato Grosso, as temperaturas poderão ser ligeiramente abaixo de seus valores climatológicos, devido à passagem de algumas massas de ar frio mais continentais.

Região Sudeste – O trimestre de junho a agosto corresponde ao período mais seco da região, especialmente no norte de Minas Gerais. Desse modo, a previsão do Inmet para o inverno no Sudeste indica que as chuvas devem permanecer próximas ou ligeiramente abaixo da média, porém não se descarta a ocorrência de chuvas próximas ao litoral da Região Sudeste no mês de julho, devido a passagem de frentes frias. No caso das temperaturas, elas devem permanecer acima da média em grande parte da região, com exceção do norte de Minas Gerais e do Espírito Santo, onde as temperaturas podem ser próximas ou ligeiramente abaixo de seus valores climatológicos.

Região Sul – O prognóstico para os meses de inverno indica predomínio de chuvas próximas e abaixo da média em grande parte da Região Sul. Em algumas áreas localizadas sobre o sul e leste do Rio Grande do Sul e sudeste de Santa Catarina, a tendência é de que ocorram chuvas abaixo da média, principalmente no mês de setembro. A maior frequência das frentes frias contribuirá para maiores variações nas temperaturas ao longo do trimestre, com a previsão de temperaturas médias próximas e acima da climatologia em grande parte da Região Sul. As temperaturas médias mais elevadas estão previstas para o mês de setembro, principalmente no Paraná. Temperaturas abaixo da média são previstas para o leste de Santa Catarina e do Paraná, além do nordeste do Rio Grande do Sul, pois a incursão de massas de ar de origem polar pode provocar declínio nas temperaturas, possibilitando a ocorrência de geadas especialmente em áreas de maior altitude.

Por Agência Brasil