Após rebeliões, 517 presos são recapturados

Uma das penitenciárias de SP onde presos estão rebelados nesta segunda-feira (Ponte Jornalismo/Reprodução)

Pelo menos 517 presos que fugiram de três presídios do estado de São Paulo no fim da tarde de ontem (16) foram recapturados.

Segundo informações da Secretaria da Administração Penitenciária, a situação já foi controlada nos Centros de Progressão Penitenciária de Mongaguá, Tremembé e Porto Feliz, além da ala de semiaberto da Penitenciária de Mirandópolis.

Até o momento, foram recapturados 184 detentos em Mongaguá, 82 em Tremembé e 251 em Porto Feliz. A secretaria não informou quantos detentos fugiram. Em Mirandópolis não houve fuga.

De acordo com a secretaria, as fugas e atos de insubordinação ocorreram por conta da suspensão da saída temporária, que ocorreria hoje (17).  

“Todas as unidades abrigam apenas presos em regime semiaberto, que é o preso que tem a possibilidade de sair para trabalhar ou estudar durante o dia e retornar, e que por lei tem direito a cinco saídas temporárias por ano”, diz a secretaria, por meio de nota.



Ela explicou que a saída temporária que beneficiaria 34 mil sentenciados do regime semiaberto foi suspensa em razão da pandemia de Covid-19 (novo coronavírus).

Acrescentou que o objetivo é o de prevenir a instalação e propagação do vírus entre uma população vulnerável, já que, com a volta dos presos liberados, haveria o risco de o vírus ser levado ao interior das unidades.

Aulas são suspensas

Em publicação na noite de ontem em redes sociais, a prefeitura de Mongaguá lamentou o fato, e comunicou o cancelamento das aulas das creches e escolas municipais hoje, visando questões de segurança para a população e servidores municipais. A prefeitura também pediu que as pessoas evitem sair de casa até a normalização da situação.

“A Administração Municipal fará uma atualização sobre o funcionamento das mesmas para o restante da semana. A prefeitura alerta que a população evite sair de casa até que a situação se normalize. Vendo qualquer suspeito, ligue 190 ou 153. Cabe ressaltar que está em curso uma ação conjunta das Forças de Segurança (Polícia Militar, Polícia Militar Rodoviária, Romu de Mongaguá e Guarda Civil Municipal), a fim de recapturar os detentos”, diz a nota publicada numa rede social.

A reportagem tentou contato com a prefeitura de Mongaguá, mas não teve sucesso. As prefeituras de Tremembé e a de Porto Feliz ainda não se manifestaram.

Por Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil

Rebeliões e fuga de presos colocam segurança em alerta

Uma das penitenciárias de SP onde presos estão rebelados nesta segunda-feira
(Ponte Jornalismo/Reprodução)

O governo do estado de São Paulo confirmou na noite de hoje (16) que estão em andamento rebeliões em quatro presídios do estado: nos centros de progressão penitenciária de Mongaguá, no litoral; de Tremembé, de Porto Feliz, e de Mirandópolis, as últimas três no interior. Houve fuga de presos em Mongaguá – o governo do estado ainda está averiguando o número de detentos que fugiram.

De acordo com a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), as rebeliões ocorrem devido à suspensão da saída temporária, agendada para o mês de março, que ocorreria amanhã (17). O benefício contemplaria mais de 34 mil sentenciados do regime semiaberto. 

“A medida foi necessária pois o benefício contemplaria mais de 34 mil sentenciados do regime semiaberto que, retornando ao cárcere, teriam elevado potencial para instalar e propagar o coronavírus em uma população vulnerável, gerando riscos à saúde de servidores e de custodiados”, disse a secretaria em nota.

Presos fogem de centro de progressão penitenciária (Reprodução)

Segundo a decisão, tomada pela Corregedoria Geral da Justiça de São Paulo, a pedido da SAP, suspender a saída de presos não configura supressão ao direito de saída temporária, “mas tão-somente visa a resguardar a saúde coletiva da população carcerária neste momento crítico, com garantia de gozo oportuno, em perfeita harmonia entre o interesse individual e a supremacia do interesse público”, diz o texto da decisão.

De acordo com a SAP, o Grupo de Intervenção Rápida (GIR) e a Polícia Militar já estão agindo nas ocorrências. Não há o registro até o momento de feridos. 

Por Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil 


Morre PM atropelado por suspeito em fuga

Cabo Wagner Odevaldo Silva tinha 10 anos de corporação (Reprodução)


Morreu hoje (30) o policial militar Wagner Odevaldo Silva, atropelado por um bandido em fuga, em Itapevi, na grande São Paulo, durante a madrugada. O cabo era parte de uma equipe da Polícia Militar que participava de um cerco ao criminoso que fugia em uma moto.

Segundo a corporação, o cabo foi atingido durante os preparativos para a abordagem, na Rodovia Engenheiro Rene Benedito da Silva, Km 44. “O Cabo PM Odevaldo, desembarcou da viatura e foi atropelado pelo suspeito”, informa nota divulgada pela corporação.

O rapaz que diriga a moto, segundo apurou o portal Ponte, é Igor Alberto Gonçalves da Silva, 21 anos, que morreu no local.

Já o policial foi imediatamente levado ao Hospital Geral de Itapevi, mas não resistiu aos ferimentos. O cabo estava na Polícia Militar de São Paulo havia dez anos.

Ele era casado e tinha uma filha de 13 anos.

*Com informações da Polícia Militar de SP

*Atualizado às 22h03

Acre pede apoio federal após fuga de 26 presos

Presos foragidos (Iapen/Reprodução)


Ao menos 26 presos fugiram da Penitenciária Francisco d´Oliveira Conde, em Rio Branco (AC), na madrugada de hoje (20). Segundo a Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública, os detentos, que cumpriam pena em regime fechado, escaparam por um buraco aberto na parede de uma cela do Pavilhão L. Após acessar o pátio, o grupo usou cordas improvisadas com lençóis para escalar o muro do estabelecimento penal.

De acordo com a secretaria, o governo estadual já solicitou apoio de outras instituições, inclusive federais e de estados vizinhos, para tentar evitar que os presos deixem o estado e sejam recuperados o quanto antes. Barreiras policiais foram instaladas ou reforçadas em Rio Branco com a ajuda da Polícia Rodoviária Federal e do Exército.

A Polícia Federal foi acionada para auxiliar na fiscalização em aeroportos, enquanto à Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e ao Ministério Público foram solicitados apoio à investigação de eventuais responsabilidades pela fuga dos detentos.

Forças policiais estão no local, dando apoio à recontagem dos presos e reforçando a segurança no presídio. Além disso, para evitar novas fugas, a Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública determinou a revista em todos os estabelecimentos penais do estado.

Por  Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil 

Presos aproveitam visitas para escapar do CDP

A Polícia Militar de São Paulo confirmou, hoje (6), que 13 presos do Centro de Detenção Provisória Belém fugiram da unidade, a cerca de sete quilômetros do centro da capital paulista, no final da tarde de ontem (5). Segundo a assessoria de imprensa da corporação, um agente acionou o Centro de Operações da PM (Copom) por volta das 18h, após detectar a movimentação do grupo, que escapou durante o horário de visitas, pelo alambrado que cerca o local. Os registros indicam que ninguém ficou ferido.

Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) o CDP Belém apresenta, atualmente, superpopulação carcerária. De acordo com números da pasta, atualizados há três dias, a unidade soma 2.746 detentos. A capacidade dos dois pavilhões, porém, é de 1.697 detentos. O número de presos abrigados no local extrapola em 1,6 vezes o total de vagas disponíveis.

A unidade dispõe de duas alas destinadas a detentos em progressão de pena, que totalizam 220 vagas. Nessas áreas, a população prisional é três vezes maior do que o espaço comporta.

Estudo

Um estudo produzido a pedido do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) demonstrou que, no Brasil, uma pessoa presa provisoriamente fica encarcerada, em média, por um ano e três dias, antes de ser levada a julgamento.

Uma pesquisa organizada pelo Instituto Sou da Paz e da rede Nossas Cidades, em parceria com a Defensoria Pública de São Paulo, revela que somente o estado de São Paulo gasta R$ 76 milhões por mês para manter pessoas presas provisoriamente. Intitulada Vale a Pena? Custos e Alternativas à Prisão Provisória no Estado de São Paulo, a análise destaca ainda que as verbas alocadas na administração penitenciária cresceram 27,5% entre 2010 e 2017, enquanto projetos destinados à população jovem tiveram investimentos reduzidos.

A PM não soube informar se algum detento já foi capturado.

Em nota, a SAP afirmou que pretende aumentar o número de funcionários que fazem o policiamento da área e também vai elevar a altura da grade. O órgão disse que, quando recapturados, os presos evadidos regredirão para o regime fechado. Nenhum detento foi capturado até o momento.

Procurada, a Secretaria da Segurança Pública ainda não deu retorno.